Notas iniciais
FINALMENTE!! Toda a história está atualizada, o que significa que, à partir do capítulo que vem, estarei trabalhando com material inédito (EXPECTATIVA TÁ COMO? NA CASA DO CARALHO!). Confesso que, quando comecei isso tudo, lá em 2014, não tinha nem ideia do que fazer com essa história, o plano era improvisar tudo e foda-se. Porém, depois de envelhecer o script na Adega das Ideias, tramas surgiram, teorias se renovaram e certos destinos se mostraram interessantes de serem contados. Vou tentar seguir um ritmo semanal, visto que estou de férias, porém em busca de um emprego (quero comer, ué...). No máximo, um ritmo quinzenal caso consiga o bendito JOB, porém vou me tentar me ater ao lançamento semanal. Por fim, só queria dizer que posso estar falando com as trezentas e oitenta e seis pessoas que já leram a versão antiga dessa bagaça ou posso não estar falando com ninguém, mas adoraria ler todo e qualquer comentário que suas almas (penadas ou não) se dispuserem a escrever. No mais, boa leitura!

Minutos após o incidente com Sarah, já no #CP22 de Pretty View City:

"Sua Mimikyu já está bem! Aliás ela é bem comportada! Parábens pelo treinamento!" — Karen devolve a pokébola de Sarah, com o sorriso de sempre.

"Obrigada Srta. Karen!" — Após guardar a pokébola, Sarah paga os 10¢t no computador do CP e diz — "Precisam recuperar os seus também? Eu pago."

Mesmo sabendo que ela quer agradecer o favor que fizemos, eu recuso: "Não precisa, nem lutamos direito. Guarde seus créditos."

Sarah volta a falar com Karen, quando Max me puxa e sussurra: "Rick, de onde será que a Sarah é?"

"Não faço ideia, pergunta pra ela." — Eu digo, enquanto olho para Sarah, acreditando tê-la visto em algum lugar. De repente, começo a reparar demais em seu cabelo longo e castanho escuro.

"Porque tá tão pensativo?" — Aquela pergunta me pegou de surpresa.

Max não costuma ficar reparando nas coisas ou analisando comportamentos, é mais disperso que o normal.

"Só tava tentando lembrar dela. Verificando na mente se já havia visto ela." — Respondo seco.

"E?" — Ele insiste.

"Acho que já, na escola..." — Reparo que Max me estranhou e mudo de assunto, aumentando o tom de voz — "Ah é! Meus parabéns pela iniciativa lá no beco!! Chamar todos seus pokémons daquele jeito, você fez os caras se cagarem, haha!"

"Ah valeu, hehe!" — Ele coça a cabeça e olha de canto para Karen.

"Que coragem, Max!" — A enfermeira elogia, fazendo ele abaixar a cabeça um pouco.

Sarah dá o assunto como encerrado e se aproxima para dizer: "Só existe uma Academia aqui na cidade, então nem preciso perguntar onde estudam, mas quero saber em que ano estão. Podemos trocar uma ideia nos intervalos. Ah, e eu não vou me desculpar pela pokébola, isso você mereceu!"

"Ah, sua..." — Prestes a retrucar, Max interrompe.

"Primeiro ano, Somos da Turma D."

Sarah acena com a cabeça e segue para a porta dizendo: "Bom, eu tenho um compromisso agora, mas segunda a gente se fala com calma. Até."

Enquanto Sarah ia, ficamos mais um pouco conversando sobre a batalha no beco.

"Quando eu chamei a Sarah de louca... eu tava brincando." — Eu digo, pensativo.

"É claro que tava, haha. Mas ela não entendeu ou não gostou."

"Não, eu quis dizer que ela é forte. A Mimikyu dela sabe a técnica Jogo Duro, o que significa que ela está, no mínimo, acima do nível 50."

"O QUÊÊÊ?!" — Max se espanta, e com razão. Através da pokédex, pode-se avaliar um pokémon e a quantidade de experiência acumulada, tendo assim uma estimativa do nível da criatura. Esse sistema de níveis vai até o Nv. 100, onde a experiência é tanta que a pokédex torna-se incapaz de registrar com precisão.

"O pokémon dela já chegou na 'metade' de seu desenvolvimento, mas não parece, já que ela não tem nenhuma evolução para demonstrar o progresso mais claramente."

"Que absurdo..." — Minha explicação assusta Max ainda mais.

"Mesmo assim, aquela Arbok parecia bem forte... isso não seria um problema para a Mimikyu? O tipo Venenoso não é efetivo contra Fadas?" — Os dizeres de Max resgatam minhas memórias da segunda aula de Noções de Combate & Educação Física, onde aprendemos sobre Efetividades.

"Na verdade, nem tanto. O tipo Fantasma dela compensa a fraqueza à venenos." — Respondo imediatamente.

"Caramba, eu preciso me preparar melhor para as provas." — Max se refere à semana de provas que começa em menos de duas semanas.

"De fato, a classificação da turma depende disso. Vamos nos esforçar e conseguir aquela viagem." — Digo, pensando no grande prêmio. Cada Academia garante uma viagem no final do ensino médio para a turma que melhor se sair em rendimento e comportamento pelos três anos acumulados. Essa viagem já foi definida como um mês de férias no Japão, com direito a visitas à instalação onde tudo começou, a sede da Silph Corp. em Hokkaido.

Depois daquela conversa, voltamos para a casa do Max e jogamos até às 2:00h da manhã, incluindo alguns jogos de Pokémon. Eu já havia avisado meu velho que dormiria por lá, então não tive problemas.

Domingo de manhã, acordo cedo, desço e vou preparar meu café. Max e eu já nos conhecemos há muitos anos, então faço isso sem cerimônias. Ele não acorda cedo nos fins de semana, logo, nem chamo. Já seus pais, eu sei que a mãe dele acorda cedo para escrever, então deve estar no quarto, enquanto que o pai faz corridas matinais todo final de semana. Terminado o café, vou até o quintal na parte de trás da casa, onde tem uma horta, uma área de churrasqueira e a quadra onde treinamos. Apesar de não ser uma batalha oficial, não é proibido treinar pokémons em casa, porém, caso a propriedade de algum vizinho seja lesada, é cobrada uma multa de 1000¢t, além do valor do reparo em dinheiro. Como já faço isso desde que obtive meu primeiro pokémon, prossegui. Trouxe Sombra e Croagunk para fora das pokébolas e começamos a treinar. Já estamos acostumados; Croagunk está comigo desde o início e, por ser mais disciplinado e instruído a ponto de conseguir lutar sem que eu coordene seus ataques, fica como oponente para nós.

"Sombra, Raio de Confusão!" — Dou minha primeira ordem do dia.

Respondendo com seu chiado característico, os olhos de Sombra começam a brilhar num padrão multicolorido. Croagunk fecha os olhos rapidamente e ainda os cobre com as patas, para se garantir. Como esperado do meu parceiro, eu penso, porém isso deixa uma bela abertura.

"Agora, Lambida!" — Com essa ordem, meu Gastly avança com a língua para fora, rumo ao seu alvo.

Eu acredito que ele pode até ver o ataque chegando, porém não conseguirá se defender ou esquivar. Quando penso que não, Croagunk avança ao invés de recuar, dando um soco bem no meio da cara de Sombra, carregado com más intenções.

Um golpe. Um único golpe e meu Gastly cai.

"Sombra!!" — Minha preocupação dura até que percebo que Croagunk acabou de aprender o Soco-Surpresa durante a luta. — "Peraí... Croagunk, isso foi...!? Foi seu primeiro golpe Noturno!!!"

Sombra se levanta e olha para Croagunk com raiva. Nem espera um comando e simplesmente ataca. Sendo naturalmente mais rápido, Sombra amaldiçoa seu rival sem nem dar tempo dele reagir. A Maldição é uma técnica sobrenatural que enfraquece o alvo com o passar do tempo, podendo ocasionar sua morte, se não for revertida.

Eu retorno Sombra à pokébola e pego Croagunk em meus braços, correndo para dentro da casa. Merda, precisava disso, Sombra? Eu penso. Ao chegar na sala, encontro o pai de Max, Sr. Jonas, chegando da caminhada.

"Opa, opa, calma Rick, o que houve?" — Ele pergunta, preocupado.

"Eu tava treinando e meu Gastly acabou amaldiçoando meu Croagunk. Tem como o senhor me dar uma carona até o CP? Por favor!!" — Peço desesperado.

Com um olhar mais sério que preocupado, ele diz: "Um CP não vai te ajudar, filho. Sei onde posso levá-los. Te explico no caminho."

Saímos com pressa da casa, entramos no carro e partimos em busca de ajuda...

Notas finais
Começando da próxima semana, capítulos inéditos!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.