Notas iniciais
Três em sequência!! YEEEII estou indo bem, e vocês?

O dia começou cedo para quem foi dormir tarde no dia anterior por causa de uma festinha, mas tarde para qualquer pessoa sã e normal, mas como diz o ditado, se a vida te der limões: faça uma limonada, se você perder o café da manhã pois dormiu até às 13h da tarde: almoce em dobro.

E foi o que fizemos, assim que eu acordei, com o ronco estrondoso do meu estômago servindo de despertador, fui andando pelo corredor tentando lembrar onde a vice-diretora havia dito que ficava o refeitório, e acabei achando a biblioteca, pena que “comer livros” é só uma figura de linguagem.

— Droga, assim vou ter que comer o triplo pra saciar a demora...

Olhei para todos os lados à procura de alguém para pedir informação, até que encontrei uma garota andando entre as prateleiras da sessão de terror, e que ironia, a garota era pálida e parecia ser feita de vento, até parece que eu estou nos 5 primeiros minutos de um episódio de “supernatural”, mas se for assim não tem pra onde correr.

Antes que eu dissesse alguma coisa ela me encarou, pude observar que tinha roupas antigas, um vestido simples e da velha guarda, com um penteado antigo. Logo ela fez um sinal para que eu a seguisse, se afastando e saindo da sala.

— Espero que ela esteja com fome de comida humana...

Eu a segui pelo corredor por onde eu vim, virando a esquerda quando encontramos uma placa escrito “Corredor Albuquerque”, que ironia, e nos deparamos com uma sala onde estava escrito bem grande em cima: “REFEITÓRIO”.

— Wow, bem escondido... – Me virei para a garota para agradecer, mas ela não estava em lugar nenhum – Ok... – Voltei meus pensamentos para comida, fazendo uma nota mental de carregar sal comigo.

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Observando o lugar com calma enquanto comia, pude perceber que ele tinha um clima convidativo e confortável, realmente bom para fazer uma boa refeição.

Quando eu acabei de comer ouvi uns murmúrios vindo da entrada, logo vendo Michael e Kevin entrando e se aproximando.

— Eu disse que ela estaria aqui – Michael afirmou

— Como eu vou saber que ela lembrava o caminho?

— Na verdade eu não lembrava – Falei observando-os surpresos – Uma garota com roupas antigas me guiou até aqui, eu tinha ido parar na biblioteca.

— Que garota? A escola está vazi... – Michael perguntou desconfiado

— O que estava comendo? – Kevin o atrapalhou.

— Preparei macarrão com linguiça que era o que tinha aí, tem mais lá, vamos pegar.

— Você vai comer mais? – O mais velho perguntou enquanto nos servíamos

— Óbvio! Tenho que repor o que eu perdi ao não tomar café da manhã! – exclamei mudando de assunto – digam-me, quais os planos para hoje?

— Arranjar um jeito de fugir pois amanhã é segunda...

— Não vamos conseguir...

— Como pode ter certeza?

— Pois Charles está ligado à mim lembram? Além disso eu tenho que aprender a controlar não sei o que...

— Se chama magia – Kevin falou de boca cheia, acho que ele gostoudo que eu fiz.

Logo terminamos de comer e fomos à sacada do refeitório, onde tinha umas cadeiras de balanço muito divertidas, estávamos mais descansando e digerindo do que outra coisa, afinal estávamos totalmente jogados nelas.

Em algum momento eu olhei para cima e vi uns passarinhos e, como gosto de observar aves, fiquei um tempo a fita-los, percebendo que se tratavam de uns Araçaris, muito bonitos por sinal, e estavam até perto, longe da copa onde costumam ficar, o que me fez estranhar.

— O que há de errado com a copa dessa árvore?

— Que? – Michael perguntou sonolento

— Esses pássaros... entendo que aqui já seja alto o suficiente para eles, mas parece que nenhum deles quer ir mais para cima, para a copa... – falei observando os pássaros voando para longe.

— Ah... eles haviam dito que a copa dessa árvore é magicamente venenosa, ou algo assim. – ele respondeu, arregalando os olhos com um sorriso alucinado no rosto – Vamos lá em cima?

— O QUE? – Kevin soltou estridentemente – Quer subir lá, pondo em risco nossas vidas por conta do veneno mágico existente nos espinhos dessa árvore homicida?

— Topo – falei espontaneamente – Eu estou curiosa, será que algum ser é corajoso o suficiente para viver lá em cima?

— Bom, seremos o suficiente para ir lá, deve ter uma vista boa – o mais alto falou se levantando – além disso Kevin, você tem magia de cura. – disse para o outro que resmungava xingamentos.

Rapidamente eu me pus a subir na árvore, sendo ajudada por ela, acho que as plantas realmente gostam de mim, enquanto Michael e Kevin vinham atrás escalando, para não ter riscos de ferir suas asas.

Passamos por uns ninhos e alguns lagartos, e quando entramos na parte densa de galhos e folhas fomos surpreendidos por diversas borboletas, das mais variadas cores que voavam alegremente à nossa volta, como que nos saudando.

Diversas flores avermelhadas e arroxeadas coloriam os galhos, sendo visitadas por insetos e delicados beija-flores, onde eu pude reconhecer uma espécie rara, me deixando em dúvida.

— Estamos no Peru?

— Como? – Michael exclamou – De onde você tira essas perguntas?

— Daquela espécie ali – Apontei – É conhecida como Beija-flor-silfide e é endêmica do Peru.

— Acho que estamos próximos, mas não sei exatamente aonde – Kevin disse enquanto observava os pássaros – Como você conhece esses pássaros?

— É um Hobbie...

Continuamos a subir, chegando à copa, por sorte desviamos de todos os espinhos, ou talvez a árvore não quisesse nos acertar, desviando de nós.

A vista na qual nos deparamos era incrível, pois eu não sabia que as cores e luzes podiam se comportar daquele jeito, que chega até a ser indescritível.

O sol batia forte em nosso rosto, enquanto uma brisa constante nos refrescava, a copa estava recebendo e refletindo sua luminosidade com graciosidade, enquanto podíamos ver o horizonte, com algumas pequenas montanhas de um lado e umas campinas do outro.

Tudo era majestoso e bonito, e a floresta se estendia ao longe como um imenso reino, ao mesmo tempo que abria espaço para diversas clareiras e se encontrava com o horizonte em uma dança única e elegante da natureza.

— Esse lugar... é divino...

— Agora me arrependo de não ter vindo aqui antes... – Kevin disse em admiração.

— Olhem! – Michael apontou para uma cachoeira à distância – Aquele deve ser o Pico das Batatinhas, o que significa que... – Ele apontou para uma clareira ao norte – Aquela deve ser a Planície do Refri!

— É até próximo olhando de cima, dá pra voar em linha reta – o menor falou examinando

— Não acho uma boa ideia...

— Que foi, tá com cagaço? – Michael falou – Ainda não se acostumou?

— Já disse que voar não é natural...

— Assim como ser ajudada por uma árvore – Ele replicou.

— Eu não... – Parei no momento em que percebi que tinha um pequeno galho se movendo ao meu lado e tirando uma folha de meu cabelo – Wow.

— Ele ganhou, agora vamos? – Kevin falou com naturalidade

— Como vocês agem tão normal com essas coisas? Isso é loucura de mais!

— Você se acostuma – O cabeludo se pôs mais para cima e abriu as asas, sendo seguido pelo outro – Vai conseguir se manter nas minhas costas, ou prefere que eu te segure assim você pode fechar os olhos enquanto esperneia?

— Eu te odeio

— Eu sei – Ele disse logo me segurando junto de seu corpo, se lançando em voo enquanto eu me agarrava mais e mais. Droga eu odeio voar...

Notas finais
Outro aviso para sua segurança: Não escale árvores venenosas, nem mágicas, só lembrar do que um salgueiro lutador pode fazer e você perde a vontade ok, bjs ^.^