Notas iniciais
Oie gente linda que eu amo mais que chocolate. Quero mais uma vez agradecer a participação de todos e agradecer aos elogios que ando recebendo, isso é maravilhoso para mim, posso dizer com toda a certeza que essa é a melhor Fic que já fiz em todos esses anos de Nyah. Obrigada. Bom, neste capitulo vamos ter alguns momentos de interação entre os personagens antigos e os novos, eu coloquei algumas opções de casal ai no meio, então me digam o que acharam para que eu saiba se estou no caminho certou ou não. AVISO IMPORTANTE Gente eu matei mesmo o Richard Coulson. Ahuahauhauhauha eu sei que muitas pessoas amavam ele, principalmente a idéia dele com á Angel, mas sinceramente é como eu digo, tenho muitos personagens nessa fic e infelizmente o Rick tinha perdido um pouco o foco dele, por isso eu fui lá e o levei para o mundo dos mortos. Eu o considerava um personagem sem muito objetivo nessa segunda fase, e achei apropriado uma morte, afinal isso realmente torna as coisas mais interessantes e reais. Outra coisa, eu vou me esforçar ao máximo para postar o próximo capitulo e estou pensando em fazer alguma coisa mais voltada para os vilões hehehehe, a turma do mal ainda não teve seus momentos de glória aqui e acho que seria válido para explicar algumas situações futuras, mas claro que vai rolar um pouco com nossos heróis favoritos. Outra coisa, faltam apenas 9 capitulos para o fim da segunda temporada pelas minhas contas, isso mesmo 9 capitulos. Quando finalizar essa fase vou aproveitar para rever tudo e ver o que precisa ser melhorado, o que está faltando e o que tem sobrando, quero analisar toda a fic para ver como continuarei na terceira temporada. Talvez eu precise de alguns dias para isso, mas vou avisá-los não se preocupem, não vou deixar ninguém na mão. Lá embaixo tem mais algumas explicações que eu não posso deixar aqui ou vai acabar com a surpresa e nem pense em descer correndo para ler o que vai estar escrito lá ouviu? Hauhauahuahauha Boa leitura. Beijos da Juh

Torre Stark – New York

Do lado de fora da Torre á chuva caia sem parar, Tony, Pepper e Scott ainda estavam fora, a reunião com os chefes de estado e o presidente não parecia ser algo fácil de resolver.

Clint e Natasha estavam responsáveis pelo incidente com Richard, eles estavam investigando o que poderia ter acontecido, quem seria o mandante do crime, assim como Steve estava agora na SHIELD tentando descobrir alguma coisa com possíveis testemunhas que surgiram depois do atentado. Emma havia ido para o Instituto, ela queria falar com Charles sobre Teddy e Charlie e todo o poder que estava contido naquele lugar. Os responsáveis pela segurança enquanto os outros não voltavam era Logan, que permanecia na sala de segurança, Ororo, que observava a tempestade do alto do Terraço, e Bruce que apesar das pequenas quedas de energia, insistia em continuar seu trabalho.

Coulson estava sozinho em seu quarto improvisado, ele permanecia á horas com um quadro nas mãos, no quadro a imagem do irmão com uma pilha de livros e uma expressão feliz, Coulson permanecia ao lado usando um uniforme militar.

–Vai ficar ai o dia todo? – Theodora falou se aproximando, ela usava um short de renda creme e uma blusa preta de alças finas, tinha os cabelos amarrados de lado em uma trança bem feita e seus lábios eram ressaltados pelo batom uva.

–Acho que tenho esse direito não? – Coulson falou com um sorriso fraco, Teddy respirou fundo e saiu do encosto da porta para se sentar ao lado do homem que permanecia com a cabeça baixa olhando a foto.

–A morte é uma coisa inevitável para todos, eu mesma convivi muito com ela, quando perdi minha mãe, perdi minha cabeça ao mesmo tempo, isso não foi bom para mim, nem bom para os outros a minha volta. – Teddy falou sem olhar para o agente.

–Você normalmente não fala sobre sua mãe. – Coulson falou olhando para a mulher que sorriu.

–Você normalmente não precisa de ajuda, mas estamos aqui, sendo diferentes, eu acho que precisa levar isso em consideração. – Teddy sorriu pegando a foto lentamente das mãos do homem. –Hoje é um dia para esquecer. – Teddy colocou a foto sobre o criado mudo ao lado da cama.

–Talvez fosse mais fácil, se não doesse tanto. – Disse Coulson olhando de lado para a imagem no retrato mais uma vez, naquele momento Teddy se levantou, ela caminhou até a porta e abraçou o próprio corpo.

–Eu sinto a falta dele, eu não pensei que diria isso, e nem pretendia sentir algo assim, mas uma das grandes razões de ter vindo para essa Academia foi saber que Richard fazia parte do corpo docente, eu nunca me esqueci dele quando visitou a base algumas vezes, eu nunca me esqueci de nós. – Teddy falou virando o rosto apenas o suficiente para que Coulson enxergasse um sorriso fraco e algumas lágrimas.

–Eu sinto muito. – Coulson sabia que Theodora tinha um sentimento diferente por Rick, uma coisa que não teve tempo de acontecer.

–Não sinta, quem fez isso a ele é quem devia sentir. – A jovem falou com uma expressão fria no rosto, ela ainda se lembrava de como conheceu Richard.

Flash Back On

Setembro

Não havia ninguém na imensa sala de contenção, Teddy olhava para o teto entediada, estava cansada de ser vista como um problema, um monstro, tudo o que queria era viver um dia normal, quase todos os agentes haviam saído, aparentemente estavam resolvendo algum problema maior que ela, por isso, nada lhe restava a não ser a própria companhia.

Ela olhou em direção a porta e viu um rapaz carregando uma mochila e vários livros, ele era muito bonito com seu cabelo claro meio bagunçado e suas roupas comuns, jeans e camisa de listras branca e azul, ela se levantou e o encarou por alguns minutos, devia ter uns 22 anos, talvez menos ou talvez mais, mas ele parecia nervoso por algum motivo.

–Ei você, está tudo bem? – Ela perguntou, era apenas uma adolescente, estava de short preto com algumas tachinhas e camisa branca meio transparente, as mangas dobradas até o antebraço e os primeiros botões abertos revelando uma pequena parte da, lingerie branca rendada, era linda, muito mais linda que a maioria.

–Está falando comigo? – Rick falou meio atrapalhado olhando ao redor de uma forma confusa, Teddy riu dele fazendo um gesto com as mãos para que ele se aproximasse da grande cúpula de vidro.

–Sou Theodora, mas pode me chamar de Teddy, e você quem é? – Ela falou do lado de dentro da grande redoma de vidro que a impedia de sair, ao menos era o que a SHIELD queria pensar.

–Richard Coulson, mas pode me chamar de Rick. – Ele falou ajeitando os livros que trazia no braço.

–Você é alguma coisa do Phill?

–Sou irmão dele, mas não quero falar sobre isso, ele não me entende, meus pais não entendem. – Rick falou frustrado, ele queria ser professor, queria trabalhar com os jovens e viver uma vida normal, mas sua família queria que ele fosse mais que isso, que ele fosse como Phill.

–Tudo bem, bom, é melhor você ir, eles não vão gostar de vê-lo falando comigo, eu estou meio que presa aqui, eu sou muito poderosa para eles. – Disse Teddy arrumando seus cabelos atrás da orelha.

–Que pena para eles porque eu acho que você é uma pessoa como todas as outras. – E com isso Rick foi até o grande painel de controle, ele era inteligente, em poucos minutos uma porta de vidro se abriu no meio da cela.

–Você ficou louco? Eles vão te matar. – Teddy falou no meio da euforia e do medo.

–Duvido muito, mas porque a gente não aproveita esse momento para ler um pouco? Eu preciso fazer um trabalho para a faculdade. – Disse Rick sorrindo, e Teddy apenas sorriu de volta, pela primeira vez na vida ela sentiu que podia contar com alguém, contar com um amigo.

–Adoro livros. – Ela respondeu sorrindo para ele.

Outubro

O homem entrou furioso na sala se segurança em frente a grande redoma de vidro, claro que Teddy podia ouvir seus pensamentos, assim como os pensamentos do outro homem ao lado de Rick.

–Eu não quero que continue conversando com ela desse jeito, se quiser ser amigo de Teddy vou pedir uma autorização para Fury e você vai seguir todas as instruções que ele passar. – Disse Coulson nervoso encarando Richard que parecia ainda mais irritado.

–Não, eu não estou falando de uma coisa, ou um produto da SHIELD, eu estou falando de uma pessoa, alguém jovem e cheia de vida, ela não merece ficar aqui presa desse jeito só porque vocês acham que ela é perigosa. – Richard falou apertando os punhos.

–Nós não achamos Rick, ela é perigosa, isso é um fato. – Coulson também não concordava muito com isso, mas precisava proteger o irmão.

Teddy ficou ouvindo a conversa como sempre fazia, estava preocupada, tinha medo que a SHIELD levasse o único amigo de verdade que ela havia conseguido ali.

Dezembro Natal

Theodora estava linda com seu vestido vermelho justo, tinha uma maquiagem que combinava com seu ar fatal e salto alto para ajudar na postura.

–Feliz Natal. – Disse a voz de Richard entrando no espaço separado para a jovem que sorriu.

–Não pensei que viria aqui.

–Não podia deixar de vir. – Rick estendeu um pacote pequeno para Teddy que pegou o embrulho com lágrimas nos olhos, ela abriu e era uma pulseira linda com uma pequena maçã de ouro como pingente.

–É linda. – Ela disse se jogando sobre os braços do rapaz o beijando no rosto.

–Algumas coisas são mais lindas que isso. – E sem esperar convite Rick beijou Teddy sem se preocupar com câmeras ou com o fato dela ser uma mutante, ele estava apaixonado.

Janeiro

–Onde está meu irmão? – Richard perguntou ao agente Barton que parecia chateado.

–Coulson foi resignado á outra missão, Theodora não é mais problema dele, por isso não será mais permitido a entrada de civis aqui. – Clint falou firme encarando Rick que parecia perdido.

–Você não está entendendo. – Ele tentou argumentar, mas Clint não iria permitir que ele passasse.

–Sinto muito, mas essas são as ordens finais, não volte mais aqui. – E com isso Rick foi embora da base da SHIELD sabendo que sua história com Teddy havia acabado ali.

Flash Back Off

–Ele foi mais importante do que eu podia esperar. – Teddy falou por fim se preparando para sair do quarto, depois do confronto de Rick com Clint nunca mais ela tornou a vê-lo, mas também sua revolta contra a SHIELD veio logo em seguida. –Ele foi á primeira pessoa que me viu como um ser humano e não uma coisa.

–Eu sinto muito mesmo, eu queria ter feito alguma coisa por ele, talvez se o tivesse protegido mais, ou se não o tivesse envolvido com a SHIELD nada disso teria acontecido. – Coulson falou sentindo o coração pesado, ele amava o irmão e agora teria que carregar mais essa morte consigo.

–Não foi culpa sua Phill, as coisas ás vezes acontecem e não há nada que possa ser feito para mudar o resultado. – Teddy respirou fundo refletindo sobre tudo.

–Vamos pegar os criminosos. – Coulson falou com um sorriso triste e Teddy apenas assentiu, isso era tudo o que ela queria.

{...}

Sala de treinamentos – Torre Stark

Seth continuava ouvindo os trovões do lado de fora como se aquilo o fizesse bem, a chuva permanecia e a luz já havia apagado várias vezes, mais o escuro não o incomodava, talvez a luz sim.

–É lindo não é? – Disse Bárbara se aproximando com calma, ela sabia que Seth era muito poderoso e sério e não queria começar nenhuma confusão ali.

–O que? – Ele respondeu de forma contida.

–A chuva, os trovões, os raios. – Ela disse enquanto um raio riscava o céu.

–Você é a filha do deus do Trovão, acho que tem motivos para achar isso bonito. – Seth não queria fazer amizades, ele não queria perder o controle, mas Bárbara não se sentiu intimidada, apenas sorriu.

–Eu sei o que está fazendo e posso te dizer que não vai dar certo. – Ela respondeu com o nariz empinado e seu ar superior.

–Vai dizer que é vidente agora? – Seth falou debochado, mas percebeu que não afetou em nada a auto-estima da jovem.

–Você está tentando afastar as pessoas, não quer se envolver e não quer perder a cabeça, mas eu te digo desde já, isso não é possível Seth, uma hora ou outra tudo acaba desmoronando e se você estiver sozinho será muito pior, então, não fique se afastando das pessoas, procure laços fortes o bastante para trazê-lo de volta quando surtar. – Bárbara falou encarando o rapaz e naquele momento ele sorriu, afinal, a deusa não era feita só de músculos, ela também era sensível aos outros.

–Obrigado, mas não pretendo surtar. – Seth falou ainda debochado enquanto caminhava na direção de um dos bancos.

–Como quiser, mas se surtar pode contar comigo. – Bárbara sorriu e foi em direção do ringue, ela queria ver como Gery e Mason estavam, porque a luta já tinha começado a mais de meia hora.

–E ai quem está ganhando? – Perguntou Bárbara para Lacey que estava com os olhos bem abertos encarando a seqüência de golpes que vinham de todos os lados.

–Cara eles são muito bons, o Mason tem uma ótima esquerda, e o Gery chuta igual ao Bruce Lee, isso está demais. – Lacey permanecia ao lado das cordas dando socos imaginários no ar gritando palavras de incentivo o que fez Bárbara rir muito.

–Eu não imaginava que você curtia luta desse jeito. – Barbie falou enquanto checava o sinal do celular, afinal sua mãe era preocupada e com uma tempestade daquelas provavelmente já devia ter ligado umas 100 vezes.

–Olha eu não sou muito adepta a violência mesmo, eu sou uma garota comum sabe? Eu queria ter cursado veterinária, falar todas as línguas do mundo tem lá suas vantagens e conseguir ouvir os animais e saber seus problemas reais iria ajudar e muito para mim, mas infelizmente as coisas não saíram como eu imaginei e aqui estou, vendo esses dois caírem na porrada. – Lacey falou bem na hora em que Mason conseguiu erguer Gery nos braços e arremessa-lo contra as duas.

–Ei, vão com calma ai gente. – Bárbara falou olhando para os garotos que apenas riram.

–Estamos bem, isso é só um treino, tenho certeza que a próxima aula com meu pai vai ser pesada e não quero decepciona-lo. – Gerard falou enquanto procurava a toalha, eles precisavam de um tempo para descansar e curar os ferimentos.

–Cara você ser filho do Logan é muito estranho. – Disse Lacey rindo, ela gostava muito de Logan, ele sempre foi gentil com ela e sempre a protegeu.

–Você e meu pai não tem um caso não né? Tipo, eu pergunto isso porque ele tem o péssimo habito de pegar todo mundo dessa história. – Gery falou e Lacey abriu a boca indignada.

–Não seja ridículo, em primeiro lugar seu pai não pega todo mundo, e em segundo lugar, NÃO, eu não tenho nenhum tipo de caso com ele e sabe por quê? Porque sempre admirei Logan como alguém da família, poxa, ele cuida de mim desde que, bem, desde que precisei de ajuda a primeira vez, sabe, ás vezes eu perco o controle, eu....

–Surta. – Disse Bárbara olhando na direção de Seth de forma sugestiva, mas ele apenas sorriu contido e revirou os olhos fingindo não ser com ele.

–Isso, ás vezes eu surtava, perdia o controle do meu poder e ficava mal. – Lacey falou enquanto Mason passava pelas cordas e indo até as geladeiras pegar uma garrafa de suco de maçã.

–E como alguém pode ficar mal apenas ouvindo? Isso não me parece ruim. – Mason falou abrindo a garrafa.

–Bom, se fosse só isso não seria ruim, mas não é só isso, quando eu perco o controle minha audição fica muito sensível e qualquer ruído faz minha cabeça estourar, meus ouvidos sangram, é como se uma bomba fosse detonada dentro do meu cérebro. – Lacey falou com um certo arrepio se lembrando da ultima vez que isso aconteceu.

–E foi ai que meu pai surgiu. – Gery falou se aproximando da ruiva que assentiu. – Fico feliz em saber que ele faz mais do que beber cerveja, lutar o tempo todo e pegar as novatas da Academia. – Gery riu de si mesmo, ele sabia que Logan era muito mais do que isso, mas mesmo assim ficou feliz em saber que o pai ajudava mesmo os outros.

–Ei quer saber acho que devíamos ir a praia no próximo fim de semana, o que acham? – Bárbara falou animada quebrando o gelo como sempre.

–Garotas de biquíni? Eu estou dentro. – Mason falou e Lacey deu uma cutuvelada nele.

–É sério, vou falar com Howard, o senhor Stark tem uma linda casa na praia em Malibu, ele quase não vai lá, nós poderíamos passar o fim de semana, séria ótimo para relaxar, todos nós juntos e livres de supervisão, como se fosse uma festa, o que acham? – Bárbara parecia eufórica e Seth apenas sorriu pensando em toda a confusão que iria acontecer se isso realmente desse certo.

–Eu topo. – Disse Gery olhando para Lacey de cima a baixo.

–Que foi?

–Estou pensando em você semi nua, deve ser algo interessante. – Gery riu debochado enquanto Lacey apenas corava violentamente.

–Seu bobo. – Foi á única coisa que ela conseguiu dizer.

–Ok então, já que todos gostaram da idéia eu pretendo falar com Howard amanhã cedo. – Bárbara estava feliz, ela queria muito que tudo desse certo e que esses problemas fossem logo resolvidos.

{...}

Laboratório de Pesquisas

As quedas de energia eram demais, Bruce estava tentando dar um jeito mexendo nos reatores de energia, mas estava ficando cada vez mais difícil, ele não conseguia tirar da cabeça sua ultima conversa com Steve antes dele ir para a SHIELD na esperança de conseguir mais respostas.

“-Você devia aproveitar esse dia para passar um tempo com Ororo, ela gosta mesmo de você e quando isso acontece não podemos ignorar.” – Disse Steve de forma gentil, ele sabia como era perder um amor e também havia prometido a Gambit que iria tirar Ororo por um tempo da Torre para que ele conseguisse falar com Andressa, o que ele não podia esperar era o tempo de chuva forte.

“-Ás vezes eu tenho medo do medo das pessoas.” – Foi á única coisa que Bruce conseguiu responder, mas ficou pensativo sobre aquela conversa o resto da manhã.

–Já chega, eu não vou ficar sozinha lá, a noite está linda com toda essa chuva e eu quero companhia. – Disse Ororo invadindo o laboratório dando um susto em Bruce que tentava estabilizar o reator de energia, já que a Torre consumia muita força e com a tempestade as quedas estavam cada vez maiores.

–Pensei que gostasse de chuva? – Disse o homem com mais calma agora.

–Eu gosto, mas hoje eu quero sua companhia, e além do mais, Andressa está lá, ela subiu á pouco tempo, resolveu observar o clima, acho que é uma mania das mulheres da família, sempre queremos controlar o tempo como se fosse nossa obrigação, uma responsabilidade sabe? – Ororo falou com um sorriso, ela se lembrou da época em que viveu na África, quando era considerada uma deusa, naquele tempo ela ainda não tinha total controle de seu poder e por isso acabou criando problemas em outras regiões, enquanto chovia em sua aldeia em outro lugar a seca dominava, depois de um tempo ela percebeu que lidar com elementos da natureza não é uma tarefa tão fácil assim.

–Eu entendo, mas veja, nem tudo é responsabilidade sua, ás vezes, não podemos fazer nada para mudar as coisas. – Bruce falou passando a mão pelo cabelo e sorriu, ele se lembrou de uma conversa que tivera mais tarde com Steve, ele havia falado para que ele chamasse Ororo para sair, foi uma boa dica, um conselho de amigo, mas Bruce tinha medo de perder a cabeça e transformar as coisas em um problema ainda maior.

–Ainda está ai Bruce? – Disse a mulher fazendo um gesto com a mão na frente do rosto do cientista, ele sorriu tímido e colocou um medidor de energia sobre a mesa no momento em que a energia caia novamente.

–Droga, não consigo ver nada. – Ele disse procurando o botão do segundo gerador ao lado da parede onde estava, mas não conseguia enxergar.

–Deixa que eu te ajudo. – Ororo deixou seus olhos brancos, e deles o que parecia a energia de raios surgiu, era lindo, era assustador.

–Você é linda. – Bruce falou ainda meio sem jeito enquanto apertava o botão e as coisas voltavam ao normal.

–E você é um bobo. – Ororo falou se afastando com um grande sorriso, ela queria que ele tomasse alguma atitude, fizesse algo, mas Bruce ficou ali parado sem reação, por fim a mulher respirou fundo e começou a andar na direção da porta, quando foi surpreendida por alguém segurando seu braço, para sua surpresa era o cientista.

–Já fiz muitas coisas estúpidas na vida, e provavelmente essa é mais uma delas, mas se eu deixar você sair por aquela porta nunca vou me perdoar, eu, eu sou um problema entende? Eu não sou apenas o cientista tímido e contratado pelo governo, eu sou um monstro Ororo, eu não sou seguro e não posso garantir a segurança de ninguém, eu tive um casamento que não deu muito certo, até hoje eu vivo um relacionamento estranho com Melissa, ela sempre foi livre, mas nunca entendi ao certo se para ela terminou ou não, eu tenho uma filha adulta, Ângela é muito sensível e não sei como ela vai reagir a isso, mas, mas eu não quero mais adiar esse momento, eu quero que fique comigo, quero que seja minha namorada, o que acha? – Bruce finalizou seu pequeno monólogo com um pouco de falta de ar, ele parecia apavorado, mas Ororo apenas sorriu, sorriu e segurou fundo á emoção para não deixar as lágrimas caírem, ela estava muito feliz, á muito tempo vinha observando o doutor e queria uma oportunidade para conhecê-lo melhor, finalmente isso aconteceu na festa, mas por culpa de todos os ataques e problemas maiores eles não conseguiram desenrolar seus sentimentos, mas finalmente Bruce havia acordado.

–Eu tenho uma filha muito problemática, Andressa não é o tipo de garota que recebe ordens e isso sempre dificultou muito a minha vida, eu sou uma mulher voltada para o trabalho e a causa mutante, sempre foi assim, por isso, eu me separei do pai de Andressa, nosso relacionamento acabou mesmo, mas ainda sim trago muitas feridas dessa época, eu não posso dizer que será perfeito, não vou dizer que não vamos ter problemas, mas eu sei que se não resolver isso agora, se não dizer SIM ao seu pedido, eu nunca vou me perdoar, eu quero muito Bruce, quero muito viver uma vida nova, um novo amor, e eu não tenho medo de você ou do outro cara, você é gentil e amável e não se esqueça, eu não sou frágil, eu tenho poderes, e eles são muito maiores do que costumo mostrar. – Ororo também fez uma pausa encarando os olhos cheios de esperança do homem a sua frente.

–Então isso é um sim? – Bruce falou com um sorriso de lado.

–Sim Bruce, isso é um sim. – Ororo abraçou o homem com força molhando o jaleco branco dele e Bruce sentiu uma corrente elétrica percorrer todo o seu ser, estava feliz, estava com alguém especial e que não o temia, ele sorriu e puxou a mulher de cabelos brancos para um longo beijo, enquanto ela sorria pensando em como era bom se sentir amada.

{...}

Cobertura

Nick vasculhava todos os CDs de Tony com um grande olhar de interesse, enquanto isso Sophie e Meg procuravam por filmes antigos, Tony parecia ter muitas coleções de tudo, o que deixava a cobertura ainda mais interessante. Andrew estava com ele, no começo eles ficaram em silêncio, Nicholas não tinha ido muito com a cara dele no hospital, mas depois de alguns minutos perdido no meio dos discos tudo ficou diferente, os dois pareciam grandes amigos.

–Sua casa é mesmo linda Howie, eu não me lembrava disso. – Ângela falou de forma tímida, Jackson estava observando o bar junto de Meg, ambos pareciam muito mais interessados no Whisky de boa qualidade do que em qualquer outra coisa, por fim a garota o deixou apreciando as garrafas sozinho para se juntar mais uma vez a Sophie, agora no sofá luxuoso da sala ao lado do piano de calda.

–Por que será que eu trouxe esses dois aqui mesmo? – Howard falou de forma emburrada fazendo Ângela sorrir.

–Porque eu pedi, eles estavam sozinhos no elevador quando nós viemos para cá e como já tínhamos chamado o Nick e a Sophie eu achei que poderíamos chamá-los também, e precisamos ser legais com os alunos novos Howie, é difícil para eles também e não se esqueça que Megan é sua meia irmã, você também precisa se aproximar dela, vocês mal se conhecem. – Ângela falou com um grande sorriso gentil puxando Howard pela lateral de seu casaco de linho importado.

–Ok, eu vou fazer isso por você, mas, porque não vem conhecer o meu quarto enquanto eles destroem a casa? – Howard puxou Ângela para um beijo carinhoso e ela estremeceu, ele percebeu sua insegurança e a olhou nos olhos com um sorriso. –Sem segundas intenções eu prometo, só quero mostrar a você o meu lugar favorito. – Howard sorriu e Ângela não pode dizer não. – Sabe, no passado quando eu tinha algum problema com meu pai costumava ir para o meu quarto e ficar lá por horas, eu fingia que era um garoto normal e que meu pai era um mecânico, eu não sei se isso era bom ou não, mas eu me sentia mais feliz sem as câmeras e os holofotes. – Howard falou sincero e Ângela o beijou em resposta.

–E lá vão os pombinhos. – Disse Meg fazendo uma cara de vômito o que fez Sophie rir.

–Olha, eu sei que não é da minha conta, mas me diz ai como você está lidando com essa situação toda de ser filha do senhor Stark e nunca ter conhecido o Howard antes. – Sophie puxou a conversa mais difícil para Meg, mas a jovem não fugiu da conversa, apenas sorriu discreta.

–Eu sou uma modelo, eu tenho meu trabalho e meu próprio dinheiro, eu tive problemas com minha mãe e com meu pai principalmente, e ter um irmão mega famoso que não me conhece não facilita em nada as coisas, mas eu não estou preocupada, e nem assustada, eu só quero fazer a minha parte e voltar para as passarelas um dia. – Meg falou no momento em que Jackson se jogou ao lado dela no enorme sofá de couro e entregou a ela um copo de whisky com gelo.

–Viver assim deve ser um barato. – Ele disse sorrindo. – Beber o melhor, morar no melhor e ter mulheres lindas ao seu lado o tempo todo, acho que nada pode ser melhor que isso. – Jackson falou com um largo sorriso enquanto passava o braço em volta de Megan, ela apenas respirou fundo e resolveu não brigar com ele, afinal, todos haviam ficado comovidos com sua história, o seu passado e os problemas com sua mãe não deviam ter sido fáceis de superar.

–Eu não penso assim. – Disse Meg para ele bebendo um pouco do whisky.

–Ah qual é, você é rica e tem uma ótima vida, vai dizer que ter dinheiro não é bom? – Jackson falou enquanto Andrew e Nick trocavam informações sobre os antigos Discos da coleção pessoal de Tony.

–Claro que dinheiro é bom, eu tenho uma boa vida graças a isso, mas existem outras coisas além de dinheiro como amizade verdadeira e amor, essas coisas não se compram.

–E quem precisa de amor? – Ele disse com um sorriso frio.

–Todos nós precisamos de amor. – Meg falou se levantando e indo em direção a sacada enquanto Sophie encarava Jackson com uma expressão fechada.

–Que foi? O que eu disse? – Jackson falou erguendo as mãos em sinal defensivo, mas Sophie apenas revirou os olhos.

–Já terminaram de destruir a coleção de discos? – Sophie falou se aproximando de Nick e Andrew que pareciam muito felizes.

–Cara, o senhor Stark tem coisas raras aqui sabia? Isso tudo deve ter custado uma grande fortuna, eu jamais iria conseguir montar uma coleção como essa, nem em um milhão de anos. – Nick falou enquanto Andrew sorriu, ele gostava de ter essa sensação de amizade, afinal, sempre se sentiu um pouco sozinho por causa de seus poderes e queria muito fazer parte de um grupo.

–Devo dizer que estou feliz de ser convidado para vir aqui, eu acho que o senhor Stark tem um ótimo gosto. – Andrew falou com um sorriso discreto.

–Bom, acho que vou na cozinha ver se tem alguma coisa para comer, estou azul de fome. – Sophie falou indo na direção da cozinha, mas foi seguida pelos meninos também.

–Eu sei fazer panquecas se isso ajuda. – Andrew falou bagunçando os cabelos fazendo Sophie sorrir para ele.

–Ajuda muito. – E naquele momento Nick se lembrou do porque de não ir muito com a cara de Andrew no começo.

Jackson nunca pensou nos problemas de cada pessoa ali, ele só queria descontar toda a raiva que sentia do mundo, ele queria poder fazer os outros pagarem por toda a dor que viveu sozinho, mas agora, principalmente depois da aula de Coulson, ele não sabia mais o que era certo ou errado.

–Vai ficar ai o resto do dia vendo a chuva cair? – Disse o rapaz para Meg que não olhou para ele, apenas permaneceu olhando a chuva através dos vidros.

–Quando eu trabalho não tenho tempo para mais nada, eu não posso comer as coisas que gosto, não posso beber na hora que quero e não tenho tempo para ver a chuva ou qualquer outra coisa, não me relaciono com ninguém porque não posso ficar faltando aos desfiles e não mantenho relacionamentos sérios porque viajo muito, essa é a minha vida e é assim que eu consegui meu dinheiro, acha mesmo que isso valeu a pena? – Meg parecia falar mais consigo mesma do que com Jackson, mas ele não foi embora, apenas olhou para ela e sorriu enquanto se aproximava.

–Minha mãe era uma prostituta, ela ganhava a vida se vendendo, ela também não tinha tempo para viver as belezas do dia a dia, nem podia ter um grande amor, e a única coisa boa que ela conseguiu no meio disso tudo, ela matou. – Jackson falou encarando a chuva pela primeira vez, mas não quis ficar ali, ele ia se afastar, mas Meg o segurou pelo braço com força, muita força, no inicio a primeira reação dele foi se preparar para a luta, mas por fim ambos se encararam em silencio, era como se pudessem se entender.

–Eu lamento. – Disse ela por fim soltando o braço do rapaz ao perceber que ambos estavam muito próximos.

–Eu também lamentei, mas hoje não lamento mais. – E com isso ele saiu da cobertura deixando Meg com o coração apertado.

O quarto de Howard era bem diferente do que Ângela podia imaginar, era simples, limpo e moderno, as enormes janelas inteiriças faziam com que a chuva passasse a idéia de estar caindo dentro do quarto.

–É lindo Howard, eu fico muito feliz que tenha resolvido fazer essa reunião aqui na cobertura, chamar sua irmã, Sophie e Nick, isso é mesmo muito acolhedor, e mais uma vez obrigada por chamar Andrew e Jackson.

–Angela eu fiz isso porque sei que você está mal pelo que aconteceu com Richard, eu sei que você gostava dele no começo, eu vi a forma que ele olhava para você também. – Howard começou a falar calmo, ele não queria deixar Ângela mal, mas não tinha outra forma de tocar no assunto.

–Howie eu não quero brigar, por favor eu.....

–Não estou brigando Angel, eu só, eu só quero que saiba que eu sempre soube de tudo, e por isso eu entendo os seus sentimentos, eu sei que não sou muito bom com esse papo de interior, mas eu estou me esforçando muito por você, eu não quero que sofra e pela primeira vez na vida eu não quero perder alguém. – Howard se aproximou dando um beijo em Ângela que respirou fundo, ela também precisava ser sincera.

–No começo eu me apaixonei por Richard, porque ele era sensível, e gentil, e me tratava como se me conhecesse á muito tempo, eu me apaixonei por quem ele era, apenas isso, mas ai veio as duvidas, as confusões, e ele ficou com medo, ele teve medo de se envolver comigo por eu ser uma adolescente confusa, por só ter 18 anos, mas as coisas ficaram pior, ele se envolveu com Grayce, feriu meus sentimentos e depois, depois acabou tudo de vez, mas nós Howie, nós somos amigos desde crianças, com a diferença que eu fiquei trancada na SHIELD enquanto você crescia tentando ser o seu pai, o que lhe rendeu muitos problemas, acho que no fundo somos muito parecidos, apesar do seu senso de humor ser um pouco difícil. – Ângela falou sorrindo com o rosto corado enquanto Howard bagunçava os cabelos.

–Acho que somos um lindo casal. – Howard falou por fim puxando a loira para um beijo, Ângela sorriu enquanto sentia o perfume amadeirado do rapaz, ela se sentia protegida com ele e era obrigada a admitir isso, por fim, olhou na direção de uma cômoda onde uma foto estava protegida por um retrato de forma discreta.

–Você guardou a foto? – Ela perguntou emocionada.

–Acho que no fundo eu sempre tive esperança. – Howard respondeu apertando Ângela em seus braços como se tivesse medo de perder seu conto de fadas particular.

{...}

Biblioteca

A biblioteca era enorme, provavelmente ocuparia uma sala de treino tranquilamente,

tinha grandes sofás confortáveis, alguns eram marrons, outros eram palha, mas todos de muito bom gosto combinando com a decoração da pequena sala central, onde as pessoas podiam se sentar e ler confortáveis.

O cheiro do café permanecia em todo o ambiente, a luz também era muito boa, e do lado de fora das enormes janelas de vidro podia-se ver a chuva cair intensa, era um lugar perfeito para qualquer coisa que envolvesse o descanso, não era nem de longe parecida com a biblioteca da Academia, lá tudo era mais escolar, agora ali na Torre era como se sentir em casa.

A chuva continuava caindo furiosa do lado de fora, por isso todas as atividades que envolviam sair foram canceladas, Anne tinha combinado com Renata e Layane um passeio por New York, mas foram obrigadas a ficar na Torre, Anne resolveu aproveitar para ir á biblioteca em busca de um momento de paz, já que não ia poder fazer mais nada divertido ao menos poderia ler e tomar um bom café, mas quando chegou lá encontrou mais companhia do que podia imaginar, incluindo seu primo Edward.

–Oi. – Ela disse meio sem jeito, era estranho fazer parte da mesma família e não ter tanto contato.

–Oi. – Disse ele bagunçando os cabelos e naquele momento Layane se jogou no grande sofá marrom com um livro de ciências quase caindo em cima de Ed.

Ouve um grande momento de silencio entre os dois, era como se quisesse começar uma conversa sobre tudo, mas nada os ajudava.

–Ai meu Deus que situação difícil. – Renata falou olhando para a amiga pensando no que fazer.

–Relaxa, eu dou um jeito nisso. – Disse Layane que deixou Reh lutando com a maquina de cappuccino e pegou um livro qualquer em uma das grandes estantes de madeira.

–Nossa como vocês dois conversam, querem calar a boca eu estou tentando estudar. – Disse a garota fazendo os primos rirem e finalmente quebrando a tensão.

–Ela tem razão, isso é idiota, porque estamos com medo de conversar? – Edward falou olhando para Laláh com um sorriso, como se agradecesse por ela ter surgido ali.

–Acho que é estranho, principalmente depois daquela aula horrível com Coulson, aquilo acabou com o meu psicológico. – Anne falou sentando-se em uma poltrona em frente aos dois.

–Tem razão, aquela aula foi horrível, eu não gosto de ficar relembrando do meu passado. – Edward falou olhando para Anne que sorriu, ele parecia ser uma boa pessoa, talvez pudessem mesmo ser uma família.

–Talvez seja esse o nosso problema, quando falamos de passado lembramos da mesma pessoa. – Anne falou sentindo um frio percorrer a espinha.

–Magneto. – Edward falou sério enquanto passava a mão pelos cabelos indo até o pescoço, ele não percebeu, mas Layane olhou de forma interessada para aquele gesto, afinal, ele era um cara muito atraente e tinha o dom de ficar cada vez mais.

–Acho que nosso avô devia ser detido, mas dizer isso também me parece tão ruim. – Anne disse confusa, ela sabia que Magneto precisava morrer, só assim ela teria um pouco de paz, mas por alguma razão esse pensamento não a fazia bem.

–Eu entendo você. – Ed falou respirando fundo, ele realmente entendia.

–E ai, alguém sabe me dizer como pegar café naquela maquina estranha ali? – Disse Renata se aproximando deles depois de passar quase vinte minutos lutando com a maquina de cappuccino.

–Ei, deixe o novo casal se entender, eu te ajudo Reh. – Erick surgiu com um sorriso nos lábios e Layane olhou para Ed totalmente constrangida, depois ela fingiu estar lendo da mesma forma que Ed fingiu estar procurando alguma coisa nas revistas espalhadas na mesa á frente.

Renata cutucou Erick enquanto os dois iam até a maquina de cappuccino.

–Que foi? Que foi que eu fiz? – Erick falou sem entender e Reh apenas revirou os olhos.

–Homens, sempre tão sensíveis como um coice de mula, não devia ter falado aquilo, você deixou os dois sem graça.

–Vocês mulheres é que são sensíveis demais, eu só falei o que eu vi, só isso, e vai me dizer que eles não parecem um lindo casal? – Erick falou sorrindo o que fez Reh sorrir também, afinal era verdade.

–Noticias de ultima hora. – Disse Stefan entrando na biblioteca e indo até Anne, ele sorriu e parecia muito animado, Erick e Renata se aproximaram com seus cafés e se sentaram ao redor procurando os outros sofás da sala. –Acabei de falar com a Barbie na sala de treino e ela está planejando um fim de semana na praia, ela pediu que eu avisasse a todos. – Stefan parecia muito feliz, os últimos acontecimentos não foram nada fáceis.

–Mas, em que praia? – Disse Anne curiosa.

–Vamos usar uma casa na praia do senhor Stark, ela vai falar com Howard amanhã e combinar tudo.

–Acho que minha prima tem ótimas idéias. – Erick falou com um grande sorriso no rosto, a idéia de se divertir na praia parecia muito bom mesmo.

–E será que eles vão deixar? – Layane falou pensativa, ela sabia que eles estavam passando por um treinamento intensivo, provavelmente Logan e Coulson iriam surtar com essa liberdade toda.

–Se as coisas ficarem muito ruins podemos pedir para Emma, ela também apóia esses momentos normais e o senhor Stark é a favor de coisas jovens, eu tenho certeza que ele também vai apoiar. – Renata falou se lembrando da idéia da festa a fantasia, ela sabia que tinha sido coisa da Emma.

–Então é só aguardar. – Edward falou de forma empolgada pensando em como seria interessante passar um fim de semana curtindo o mar, o sol e garotas lidas de biquíni.

{...}

Sala de Segurança

Logan olhava para as câmeras de segurança com atenção, ele odiava ser o responsável por esse tipo de coisa, mas no momento ele precisava ficar ali.

Ainda estava pensativo sobre os últimos acontecimentos, principalmente com aqueles que envolviam Gerard, ele nunca imaginou que fosse encontrar o filho novamente.

–Será que eu posso entrar? – Kate falou da porta olhando para o homem de forma natural.

–Vai adiantar dizer que não? – Logan falou com um sorriso de lado e Kate foi obrigada á acompanhá-lo.

–Não, não vai.

–Então entre. – Ele disse fazendo um gesto para ela.

Kate respirou fundo, por um segundo olhou para aquele homem que era muito mais do que sexo para ela, claro que no inicio tudo era apenas um grande jogo, mas agora, agora as coisas pareciam diferentes, ela sabia que se seus pais adotivos ainda estivessem vivos provavelmente iriam ser contra esse relacionamento, afinal Logan além de ser um dos professores da Academia ainda era muito mais velho que ela, apesar de que Kate já não tinha tanta certeza sobre isso.

–Eu vim aqui porque queria que fosse o primeiro á saber que, vou pedir ajuda a Emma para descobrir quem sou eu de verdade, e porque não me sinto eu mesma quando estou com você, eu sei que nosso passado é interligado e quero acabar de uma vez por todas com isso, quero descobrir quem eu sou.

–Tem certeza sobre isso? – Logan falou percebendo que o assunto dessa vez era mais sério do que ele pensava.

–Tenho sim, chega de mistérios, chega de duvidas, se Emma não conseguir me ajudar vou pedir para Charlie ou para Theodora, eu sei que alguém vai conseguir resolver esse conflito. – Kate estava com medo, ela não queria admitir, mas no fundo estava com medo do que estava por vir.

–Eu não sei se isso é uma boa idéia, claro que descobrir a verdade é sempre a melhor opção, mas não sei se você vai gostar disso, pode encontrar coisas que vai fazê-la sofrer muito. – Logan se lembrou da primeira vez em que esteve no Instituto Xavier, em como se sentia perdido por não ter lembranças suficientes de seu passado, e principalmente de como tinha medo de ser uma pessoa muito pior do que imaginava.

–Eu não tenho medo. – Kate falou firme.

–Não minta para mim. – Logan falou se levantando ficando frente a frente com ela.

–Eu não vou me intimidar com o meu passado. – Kate falou olhando firme para Logan, ele respirou fundo e acariciou os braços dela calmamente enquanto sorria.

–Minha garota. – Disse por fim sentindo-se orgulhoso dela.

–As coisas estão confusas demais por aqui para eu ainda ter problemas pessoais desse nível, eu quero muito resolver tudo e ficar em paz, eu dediquei minha vida a isso. – Kate falou respirando fundo enquanto abraçava o homem com leveza.

–Eu só não quero que sofra no meio do caminho, eu já vivi esse tipo de experiência com Charles e não é nada agradável, eu passei meses atormentado com as coisas que encontrei dentro de mim mesmo. – Logan também não queria admitir, mas no fundo estava com medo de perder Kate no meio desse processo.

–Vai ficar tudo bem Logan. – Disse a morena sorrindo para o homem de forma encorajadora, mas lá no fundo ele sabia que não ia não.

{...}

Enfermaria

Duas enfermeiras haviam ficado para continuar cuidando dos ferimentos de Jeremy e Nate, os dois estavam bem melhores, mas o maior desafio mesmo era manter os amigos fora, todos tentaram invadir o quarto várias vezes, Sophie conseguiu levar Nicholas e Howard para dentro no meio da noite, mas eles foram descobertos e foram obrigados a deixar o lugar, assim como Vicky que pediu a ajuda de Barbara para tentar entrar pelo lado de fora da Torre, mas infelizmente os sensores de movimento as impediu.

A enfermaria era um local limpo e tranqüilo, talvez o único local tranqüilo da Torre, havia uma sala pequena para curativos de pouca urgência e uma sala maior para ferimentos graves, as duas enfermeiras que trabalhavam ali eram voluntárias da SHIELD, Tony não queria envolver pessoas de fora, ele tinha medo de que civis pudessem por em risco qualquer operação que fosse.

A maca era pequena, mas mesmo assim Vicky havia dado um jeito de deitar-se ao lado de Jeremy, ela estava cansada da ultima aula, e principalmente chateada por se sentir culpada com a história do ataque, ela queria ter salvo seu namorado mais não foi capaz disso, por um momento ela pensou em Jackson, se não fosse por ele as coisas teriam ficado muito piores e ela ainda não tinha sido capaz de agradecer, afinal, Jackson não era um cara muito fácil, Vicky apertou um pouco mais Jeremy contra o rosto, seus cabelos loiros jogados de lado pareciam perfeitos, ela parecia mais frágil que o rapaz que tinha um grande sorriso confiante ao tê-la mais uma vez em seus braços, ele tinha medo de ser considerado fraco demais para ser o namorado dela, ele queria provar a todos que era o cara certo para Vicky, mas também se sentia mal por ter se ferido tão fácil em um ataque, e para piorar ele ficou sabendo que outro cara havia salvo ele e Vicky, isso era péssimo aos olhos de Jer, ele estava se sentindo mal, queria tanto impressionar Steve e mostrar a ele que podia ser o par certo para sua filha, mas as coisas não tinham saído como ele imaginava.

–Eu sinto muito mesmo. – Disse a jovem mais uma vez enquanto afundava o rosto sobre o peito enfaixado do rapaz.

–Está tudo bem ouviu? Nós estamos bem e meus ferimentos não foram tão graves assim, eu só estou cansado de ficar nessa maca, isso aqui está um tédio só. – Jeremy falou com um sorriso fraco enquanto John se aproximava com uma garrafa de água para o amigo, John havia se aproximado muito do rapaz no decorrer dos meses na Academia, eles já haviam passado finais de semanas juntos e até salvado algumas pessoas e isso os tornava sem duvida alguma amigos de verdade.

–Eu senti sua falta cara, você é um dos meus melhores amigos aqui, não pode simplesmente se ferir desse jeito, isso está proibido de agora em diante ok? Eu não quero saber das suas desculpas, não vai mais se ferir e pronto. – John falou fazendo um cumprimento diferente batendo a mão na mão de Jeremy e fazendo uns sinais que só os dois entendiam.

–Valeu cara, acho que gostaria mesmo de cumprir essa exigência, eu não queria que isso tivesse acontecido, eu não quero mais ficar fora da briga, acho que meu maior sofrimento nessa história toda foi não poder ajudar vocês. – Jeremy falou sorrindo para o amigo.

–Eu concordo plenamente com seu pensamento Jer. – Disse Nate que estava sentado na maca com Charlie ao seu lado, ela havia ficado ali o resto da noite toda só esperando ás oito da manhã para fazer a primeira visita do dia, ela estava muito abalada com tudo o que havia acontecido na aula de Coulson, mas ainda estava feliz por Nate não ter ouvido nada, era muito vergonhoso para ela.

Charlie era assim, fria, séria, adulta, mas agora com a convivência entre outros jovens como ela, sentia-se mais confiante, podia até dizer mais amada, era algo difícil de explicar na opinião dela, mas Charlie não se sentia mais sozinha.

–Vocês vão ter muito tempo para lutar, as coisas estão complicadas desde que chegamos aqui, e ainda temos os novos alunos, então pode se preparar que não vai ser nada fácil. – Disse Charlie pensativa, ela se lembrou de Theodora, tinha medo do que podia acontecer, ela sabia que a tia tinha um poder acima do seu e que já havia sido presa pela SHIELD no passado, não como uma criminosa, mas como um problema.

–Vocês sabem dizer o que está sendo feito para resolver as coisas? – Nate perguntou um pouco dolorido ainda. –Nós não tivemos nenhuma informação importante desde que chegamos aqui.

–Bom, meu pai está na SHIELD agora, e o senhor Stark está falando com o presidente, acho que ele iria voltar hoje, mas com esse tempo de chuva fica meio difícil afirmar alguma coisa. – Vicky falou mostrando que também estava confusa com os acontecimentos, mas que ao menos sabia de alguma coisa.

–Nós também precisamos ajudar de alguma forma, precisamos estar preparados para quando á coisa ficar feia, e ela vai ficar. – John falou se lembrando de como precisou ser forte na aula do Logan quando enfrentou Seth, por um momento ele teve medo e quase perdeu a cabeça, mas ele sabia que isso não ia levá-lo a lugar nenhum.

–Bom, eu acho que por enquanto eles vão nos preparar para um possível segundo ataque. – Vicky falou pensativa.

–Mas e ai eu quero saber, como vocês foram parar em New Jersey? E o que realmente aconteceu no hospital? – Charlie perguntou querendo mudar um pouco o assunto, não queria ficar presa aos problemas da SHIELD e do Instituto, queria apenas aliviar a cabeça principalmente depois de tudo o que havia acontecido.

–Fomos atacados no hospital, não sabemos ainda por quem, mas foi algo definitivo, era uma enfermeira, uma mulher que não conhecíamos, ela entrou deixou um embrulho e saiu, depois percebemos que tinha algo errado e enquanto a gente conversava sobre a situação tudo explodiu. – Disse Nate sério olhando para os amigos.

–E vocês fizeram o que? Pularam da janela? – John perguntou impressionado.

–Não, eu usei meu poder para nos transportar através da minha mente. – Jeremy respondeu se sentindo orgulhoso por seu poder ter evoluído dessa forma, antes ele se sentia fraco, mas agora sabia que isso podia ser útil de alguma forma.

–Caramba, eu não sabia que você podia fazer isso Jer. – John falou olhando para o amigo, ele se lembrou de uma conversa no passado quando Jeremy disse que só podia entrar na mente das pessoas através dos sonhos.

–Eu também não sabia, isso começou a pouco tempo, eu não sei se é o fato de estar aqui na Academia, mas eu sei que é ótimo. – Jeremy falou sorrindo e dando um beijo no rosto de Vicky.

–Ótimo e sinistro, a gente foi parar em New Jersey, e vocês resgatados pela família Buscapé. – Disse Nate tão sério que acabou fazendo todos caírem na gargalhada até que uma enfermeira apareceu fazendo um “xiiii” para todos, o que não adiantou muito.

–Sinto que estamos em casa de novo. – Vicky falou abraçando Jer.

–Em casa eu não sei, mas em família com certeza. – Charlie falou sorrindo para a amiga que agradeceu em silencio, as duas também acabaram se aproximando um pouco mais depois de todos os últimos acontecimentos, e elas sabiam que todos iriam precisar ficar juntos se quisessem sobreviver até o fim.

{...}

Terraço – Torre Stark

A chuva caia forte do lado de fora da Torre, á maioria das pessoas teria medo de ficar ali com tantos raios e trovões, mas Andressa sorria, sorria porque só no meio da tempestade encontrava paz.

–Você fica linda quando a chuva toca seu corpo. – Disse uma voz ás costas da jovem, uma voz conhecida que a fez estremecer.

–Sempre galante. – Andressa falou sorrindo ao se virar e encontrar Gambit parado no centro do terraço encarando-a.

–O que posso dizer, eu senti sua falta. – O homem sorriu, ele não se moveu, nem Andressa, ambos apenas ficaram ali, parados, se olhando, como se pudessem mudar alguma coisa assim.

–Mais você foi até a África, e quer saber, obrigada por aquilo, me ajudou muito. – Andressa não queria admitir, mas foram as palavras de Gambit que a fizeram mudar de idéia quanto a sua mãe e sobre a Academia.

–Disponha, eu sempre quis o seu bem, mesmo que ninguém acredite nisso. – Gambit falou com um sorriso fino, por um segundo ele se lembrou do passado, do momento em que conheceu Andressa, quando ela havia deixado de ser apenas uma criança divertida para se tornar uma mulher independente.

Flash Back On

Os jovens corriam pelo instituto, alguns ainda estavam em aula, mas a maioria praticava outras atividades pela imensa mansão.

Gambit permanecia na sacada olhando para todos com indiferença, ele estava pensando em fazer uma nova viagem á França, mas ainda sim não tinha decidido, ele brincava com suas cartas distraído, até ouvir o riso de alguém as suas costas, alguém que tapava seus olhos como costumava fazer.

–Adivinha quem é? – Disse uma voz animada, uma voz jovem e cheia de vida.

–A garota do tempo mais linda desse lugar. – Ele respondeu puxando Andressa de uma só vez, mas, ao pega-la em seus braços percebeu que muita coisa havia mudado.

Andressa tinha dezessete anos agora, quando partiu para a África pela primeira vez tinha 15, ela estava dando trabalho com problemas de comportamento e Ororo não tinha tempo para ela, por isso mandou Andressa para o pai pela primeira vez.

–Sentiu minha falta? – Andressa sempre gostou de Gambit, adorava o jeito irresponsável dele e principalmente o charme.

–Era impossível não sentir. – Gambit sorriu de uma forma diferente, aquela mulher não era a mesma garotinha que havia ido embora alguns anos atrás.

–Você está bem? – Andressa perguntou ainda com seu sorriso.

–Não sei ainda, acho que preciso de uma bebida. – Gambit era pai, tinha um filho quase da mesma idade que Andressa, e por isso se sentia mal, mas seria muita hipocrisia de sua parte fingir que não estava sentindo nada.

Flash Back Off

–Você sabe que não existe muitas possibilidades para nós dois não é? Eu sou velho demais, tenho um filho problemático e nunca fui um bom pai, eu queria ser uma pessoa melhor mais não sou, e você, você é jovem, e linda, e eu admiro muito isso, não quero que perca seu tempo com um velho conquistador barato. – Gambit sabia que precisava ser sincero, jamais poderia oferecer nada a Andressa, jamais iria viver um relacionamento normal com ela, porque ele era assim, livre, irresponsável, sedutor, e queria morrer dessa forma.

–Você é mesmo um grande tolo, acha que esse papo de “Eu não sou bom o bastante para você” vai me afastar? Eu já escolhi o meu lado, e eu não dou a mínima para as suas crises de consciência, então me faça um favor. – Disse Andressa dando alguns passos na direção do homem ficando a centímetros de sua face. –Me beije. – E com isso Andressa colou seu corpo molhado ao mutante que não pode reagir, ela o amava e lutaria até o fim para que seu sentimento fosse aceito.

{...}

Em algum lugar de New York

O jovem tinha os cabelos um pouco maiores que o seu normal, sua pele era branca, aparentava ter uns 27 anos, usava jeans e camiseta preta, se não estivesse com uma expressão de pânico poderia passar por qualquer jovem comum, mas ele corria desesperado, seus pulsos ainda estavam sangrando, mas ele sabia que ia ser por pouco tempo, estava cansado, havia passado anos, aprisionado pelo próprio irmão, e depois de um descuido e alguma ajuda, finalmente tinha conseguido fugir.

Ele tinha um corte grande no abdômen devido a queda do alto da cerca de proteção do lugar onde estava, mas como mágica seus ferimentos iam se fechando.

Alguns homens vinham em seu encalço, vários carros pretos indo em sua direção afastando os outros veículos enquanto o rapaz procurava com um beco, um lugar vazio onde pudesse se esconder, ele estava cansado, tinha corrido por tempo demais, talvez dias, precisava de ajuda.

Então sem nenhum tipo de explicação carros voaram sobre sua cabeça e tudo foi tomado por um grande caos e logo depois o silencio.

–Não tenha medo irmão, viemos ajudá-lo. – Disse a voz de Magneto enquanto pousava elegante na frente do homem.

–Quem é você? – Disse o homem com certo receio.

–Sou Magneto, mas pode me chamar de Eric, eu sou um mutante como você.

–Como sabe quem eu sou? – O rapaz falou sentindo o coração batendo forte.

–Digamos que sou um homem cheio de recursos.

–Eles, eles me mantiveram preso por todo esse tempo, eu não, eu não podia fazer nada, nem ver meus amigos, eu....foi tudo culpa do meu irmão. – Disse o jovem passando a mão pelos cabelos sujos sentindo-se confuso.

–Não se preocupe, ele vai pagar por isso, eu quero sua ajuda. – Magneto falou olhando o rapaz que parecia confuso.

–Quer minha ajuda para que? – Disse o rapaz com certo receio, afinal, durante os últimos 10 anos ele não pode confiar em ninguém.

–Só existem dois inimigos a altura nessa história, um eu posso dar um jeito, o outro é seu irmão, ele vem a anos fazendo experimentos com mutantes para conseguir atingir o seu poder, o que é muito difícil na verdade. – Magneto precisava muito da ajuda do rapaz, ele tinha conhecimento sobre suas habilidades especiais, e para conseguir o que queria iria precisar de alguém que lhe pudesse dar vida e poder.

–Você quer destruir esses dois para que? Para ser um tirano? – O jovem já estava acostumado com isso, sempre encontrou pessoas como Eric em seu caminho, homens que fingem buscar um bem para todos, quando na verdade só querem bem para si mesmos.

–Não, para libertar os mutantes do preconceito e mostrar ao mundo que não merecemos nos esconder como ratos.

–O que vai precisar?

–Dizem que você tem o poder da ressurreição, e que pode dar vida as pessoas, isso é real? Pode tornar alguém imortal?

–Não sozinho, eu não transfiro meu poder, eu posso “curar” a pessoa da velhice, mas não para sempre, uma hora ou outra ela vai precisar de mim novamente, só eu consigo permanecer imortal, já tentaram me matar muitas vezes, mas eu sempre voltei á vida, por isso me chamam de Lázaro.

{...}

Em algum lugar do Texas

O corredor era longo, tudo era branco, desde o piso até o teto, os sapatos pretos luxuosos do homem que andava rápido e decidido tinham um grande destaque no local, e ele definitivamente parecia feliz.

O homem com ar misterioso parecia jovem, tinha os cabelos negros e olhos azuis profundos, mas sua beleza não escondia uma expressão fria e calculista, ele parecia saber muito bem o que queria ali.

–O senhor vai adorar, a fase Gêneses está quase pronta para ser iniciada. – Disse a voz de uma mulher, ela usava um uniforme branco, saia lápis e blusa com botões e gola alta, ela era bonita com seu coque e óculos de armação vermelha assim como seu batom, mas o homem não parecia ligar muito para a presença dela.

–Vocês vem me prometendo isso a um bom tempo, eu não quero discussões eu quero respostas.

–Senhor, eu sei que deseja isso, mas é necessário cuidado quando se trata de DNA. – A mulher falou enquanto abria uma enorme porta branca, quando o senhor se acostumou com a luz do local percebeu uma espécie de sarcófago no centro da sala, ali um homem era colocado aparentemente contra a vontade e uma espécie de gás invadia todo o grande tubo de vidro no qual o sarcófago ficava dentro.

Algumas vozes começaram a percorrer o local.

“Pressão sanguínea descompassada”

“Ele está entrando em choque”

“DNA mutante está sendo rejeitado”

“Anticorpos lutando contra a vacina”

“Ele está tendo uma convulsão, preparem a adrenalina”

“Parada cardíaca, tragam os para-médicos”

“Parada respiratória”

“Hora da morte, 04:30 da madrugada”

–Viu o que eu disse? Essa era a terceira cobaia, as coisas não são tão simples assim. – A mulher falou encarando o homem que sorriu por um segundo, mas em seguida a puxou pelos cabelos para manter sua cabeça presa enquanto colocava sua outra mão na garganta dela enforcando-a contra a parede.

–Você sabe quem eu sou? Nem mesmo os mutantes mais perigosos se atrevem a lutar contra mim e sabe por quê? – Disse o homem enquanto a mulher balançava a cabeça com dificuldade tentando responder. –Porque eu sou oCeifador. – E com isso o homem deixou o corpo da mulher cair sem vida aos seus pés.

Notas finais
Olha só temos dois personagens novos, Lázaro e Ceifador (Claro que esses não são os nomes deles verdadeiros, eles tem nomes normais hehehehe, só que isso vai ser revelado no próximo capitulo) um aparentemente do bem e outro aparentemente do mal, quero saber a opinião de vocês sobre os dois, porque no próximo capitulo eu vou colocar um pouco mais sobre eles, assim vocês vão entender melhor essa nova história colocada ai para se unir á idéia de Magneto hehehehe. Beijos e até o próximo.