Academia Jovens Promissores -Fic Interativa
12 Um Olhar para o Passado
Notas iniciais
Em primeiro lugar quero dizer que fiz a maioria dos flash back aqui então por favor, se alguma coisa não saiu do jeito que imaginava não me culpe, eu fiz o melhor que eu pude para tentar agradar a todos.
EM RELAÇÃO AO TAMANHO DO FLASH BACK
Bom eu disse que podia ser pequeno, então aqueles que eu escrevi ficaram em um padrão de tamanho por assim dizer, se alguém ver um flash back maior (como é o caso do Howard Stark, bem foi a criadora dele que escreveu e me enviou por tanto, o tamanho foi decidido por ela)
Se eu esqueci alguma coisa me perdoem, mas me perdoem mesmo, eu juro que tentei fazer tudo o que me disseram.
Também quero pedir desculpas a Renatinha, porque o flash back dela simplesmente sumiu dos meus arquivos e não consegui encontra-lo. No entanto, eu mandei várias mensagens para ela pedindo que me reenvia-se o que não aconteceu.
Por isso eu respeito ao primeiro envio dela eu reescrevi o flash back.
O flash back é apenas uma passagem do passado de cada personagem para mostrar melhor suas personalidades, eu espero que gostem.
Eu disse que ia dividir o capitulo em 2 mas não vejo necessidade só que o capitulo ficou gigante.
Eu sei que todo mundo também tem suas obrigações, eu entendo isso, mas faz mais ou menos um mês que eu estou pedindo isso, então torno a dizer, se alguma coisa não agradar me desculpem.
Bom, espero que gostem do que eu consegui fazer, algumas pessoas me enviaram idéias ou seus próprios flash back, á vocês meu muito obrigada mesmo, de coração, na minha opinião fic interativa é isso, é ter as pessoas participando com você.
Eu tentei fazer o melhor espero agradar a todos (ou quase todos).
AVISO IMPORTANTE
No próximo capitulo teremos muita ação então se preparem porque vamos ter de tudo por aqui, eu sei que muitos estavam ansiosos por isso, eu recebi uma idéia brilhante da nossa querida Bárbara Herdy e resolvi mergulhar de cabeça nisso, acho que vai ser muito emocionante para todos.
SOBRE OS NOVOS PERSONAGENS
No final desse capitulo eu estarei passando uma listagem com os 9 novos personagens para não ter confusão ok?
No caso ainda ficou faltando um menino, se mais alguém quiser enviar uma ficha fique a vontade.
Segurem a ansiedade no peito e boa leitura.
Beijos Juh
Sala de Uso da Mente – Aula de Emma Frost
Emma queria tentar uma aula diferente naquela terça, queria que todos olhassem para dentro de seus medos e tentassem enfrenta-los, mesmo que isso significasse reviver alguns sofrimentos já esquecidos, mas não apenas lembranças dolorosas, tudo aquilo que fosse irrelevante para o caso, tudo o que fosse importante para o aluno.
Ela queria usar seus poderes para criar um ponto de realidade nas lembranças, fazer com que cada um sentisse mesmo o que sentiu no momento da duvida ou da dor, ela sabia que era uma experiência difícil e que provavelmente a maioria não iria gostar ou se identificar com a situação, principalmente aqueles que mostravam maiores problemas como Charlie, Kate, Gary e Nate, mas ela tinha esperança de poder ajuda-los de alguma forma.
-Ok, mais uma vez estamos aqui nessa sala sem graça com essas almofadas ripongas, espero que gostem do ambiente e que, por favor, não tentem me matar no decorrer da aula, acreditem em mim, isso não será bom para ninguém aqui!
-Temos mesmo que passar por isso? – Renata falou preocupada enquanto todos também pareciam apreensivos.
-Infelizmente sim, eu também não gosto desse momento, afinal eu também vejo o que vocês vêem!
-E o que tem haver com isso? Vai dizer que sente muito por nós? – Charlie falou debochada enquanto Emma apenas respirava fundo.
-Sinceramente, sinto sim, sinto porque já vivi coisas que vocês jamais sonharam, eu já vivi coisas que ninguém aqui suportaria e eu sei o quanto isso dói, assim com Charles sabe, assim como Mística sabe e assim como Magneto sabe, até mesmo Logan sabe, vocês são apenas crianças choronas perto de todos nós, então não me venha dizer que não entendo de sofrimento, porque eu entendo muito bem! – Emma estava tensa e sabia que esse não era o melhor sentimento a sentir naquele momento.
-Esta tudo bem senhorita Frost, tudo bem! – Victória falou com medo de ver mais uma discussão perigosa entre Charlie e Emma, mas a mulher apenas sorriu já se acalmando.
-Muito bem então, quero todos sentados nas almofadas ridículas e relaxando a mente! Eu sei que esse é um procedimento complicado e muito odiado por todos aqui, mas preciso que colaborem comigo ok?
Ninguém parecia muito interessado em começar, mas se era para fazer aquilo então que fosse rápido.
{...}
Jeremy não queria lembrar dos pais, essa era a lembrança mais dolorosa que tinha, era algo tão íntimo, tão pessoal que não podia nem sonhar em dividir, mas talvez Emma tivesse razão, talvez fosse á hora de por isso para fora.
Flash Back On
Jeremy permanecia concentrado, ele podia sentir o cheiro das ruas, a fumaça saindo do escapamento dos carros, tudo como naquela noite.
Os pais de Jeremy acharam que seria divertido sair aquela noite, eles acharam que ver um filme e depois comer uma pizza seria bom para manter a normalidade das coisas. Seu pai Robert tinha um irmão mais novo, Felix, ele morava em Nebraska e naquela semana havia ido passar alguns dias com eles para aproveitar suas férias.
Todos pareciam muito felizes quando dois homens surgiram fazendo uma abordagem perigosa, Melissa, a mãe de Jeremy percebeu que os homens seguravam armas, ela fez um gesto para Felix que vinha logo atrás com o garoto para não se aproximar do carro.
-O que está acontecendo tio? – Jeremy perguntou ainda confuso mais o homem apenas o segurou firme atrás de outros carros um pouco afastado dali.
Jeremy olhou assustado e viu que seus pais entregavam as carteiras aos homens a frente, era um assalto.
Muitas pessoas que saiam do cinema fingiam não ver nada, a maioria ignorava a situação com medo, por fim, um dos homens percebeu que Melissa usava um lindo colar de perolas que ela havia ganhado de sua avó como herança de família, o homem se aproximou e puxou o colar com tanta força que as perolas rolaram pelo chão.
-Seu idiota! – Gritou o outro homem que ficou furioso com o comparsa, nesse momento Robert aproveitou a distração para empurrar o homem que estava ao seu lado, ele deu um soco em suas costelas e Jeremy viu orgulhoso seu pai lutar.
-Vamos ajudar! – Jeremy gritou, mas Melissa olhou na direção do filho mandando um pedido silencioso de “fique ai”.
Robert lutou, mas por fim foi atirado ao chão com um disparo seco de uma arma de fogo, por fim, sua esposa teve o mesmo destino, Jeremy, o garoto assustado de 15 anos apenas conseguia olhar a tudo apavorado, ele queria fazer alguma coisa, ele queria salvar a vida dos pais, mas tudo o que pode fazer foi ver a vida os deixar.
-Precisamos salva-los! – Jeremy correu na direção dos corpos, seus pais, tão amados, agora mortos, os ladrões haviam corrido na hora em que ouviram a policia chegar, enquanto Felix estava escondido com Jeremy ele havia usado a cabeça e chamado a policia pelo celular, infelizmente, eles demoraram demais.
-O que ouve aqui? – O policial se aproximou sério, ele queria saber todos os detalhes enquanto uma ambulância se aproximava, os para-médicos ainda tinham esperanças, aparentemente Melissa ainda estava viva, talvez ouve-se uma esperança afinal.
Jeremy podia ouvir o tio explicando os acontecimentos, podia ver os para-médicos tentando fazer o trabalho deles, podia ver uma pequena multidão se formando ao seu redor, mas tudo o que ele conseguia ver era o sangue de seus pais manchando o chão.
A dor tomou conta de tudo o que ele acreditava, a dor substituiu seus sentimentos, a dor e a vingança param a ser seus únicos aliados a partir daquele momento.
Flash Back Off
Jeremy enxugou as lágrimas, ele odiava chorar, desde aquele dia, desde aquela perda, ele nunca mais havia chorado outra vez.
-Você foi muito bem Jeremy, estou orgulhosa de você! – A voz de Emma ecoou dentro da mente do rapaz que apenas deixou um sorriso triste surgir enquanto saia da sala.
{...}
De todas as pessoas ali, Kate era a que mais queria se lembrar de alguma coisa, quando soube da idéia de Emma para entrar no passado deles sentiu que isso poderia ser uma forma de enxergar melhor a si mesma, mas no fundo tinha medo do que poderia acabar descobrindo no final.
Flash Back On
— Emily... — ele se aproximou dela, colocando a mão sobre seu ombro enquanto sorria maldoso pelo canto dos lábios. — Vai ser melhor pra você, te tornará mais útil... Sem rejeição. — concluiu, procurando encontrar os olhos dela que lagrimejavam.
Ela rangeu os dentes irritada, correspondendo ao olhar dele enquanto tentava liberar suas mãos que eram presas àquela câmera. Sentia-se exposta. Sem saída. Seus poderes estavam bloqueados, e não fazia a mínima ideia de como ainda estava presa. Sua telecinésia molecular poderia transformar tudo aquilo em pó em segundos, mas, infelizmente, parecia que algo estava errado. Muito errado. — O que quer de mim, Stryker? Me transformar em uma arma como queria fazer com o Logan? — ela provocou, olhando-o ainda com o mesmo olhar irritado. — Ah, é mesmo... Ele fugiu! — urrou, tentando se soltar das amarras mais uma vez, sem desistir. — E você acha que pode conseguir fazer isso? — ele ficou frente a frente com ela e a segurou pelo queixo, falando em tom baixo e intimidador, começando a ficar irritado com as palavras dela por comentarem uma de suas falhas em voz alta. — Não... — ele apertou mais sua mão no rosto dela fazendo-a observá-lo pelo canto do olho. — Estamos com segurança redobrada. Você não vai escapar daqui... — ele a fitou com um olhar meio doentio. — Afinal, ainda temos o trato com a sua irmã, não é? — William passou a se afastar dela lentamente, sumindo da visão de Emily. — Duas por um... É interessante como as pessoas dão facilmente o que queremos se os persuadimos da maneira certa... — sorriu sarcástico subindo algumas escadas, ficando ao lado de uma doutora, que o mandou um olhar significativo. — Comecem. — ele ordenou, logo depois de observar o painel meticulosamente para conferir se estava tudo certo. Foi aquela a última coisa que Emily ouviu, antes de sentir algo semelhante a agulhas perfurarem sua pele, adentrando em seus ossos.
Flash Back Off
Kate ficou em silencio por alguns minutos tentando entender, Emma olhou para ela da mesma forma confusa, seria possível Kate ser alguém que procurava a tantos anos? O que realmente havia acontecido em seu passado e porque o General Stryker fazia parte disso?
-Tudo é tão confuso! – Kate falou fingindo não estar emocionada.
-Não se preocupe Kate, eu sei que vamos descobrir um caminho para encontrar suas respostas! – Mas Emma não tinha certeza se seria possível falar sobre o que estava pensando.
{...}
Stefan sentiu sua mente abrir como em uma explosão, ele não queria pensar nas muitas mortes que havia causado, na verdade, por mais estranho que fosse, aquelas mortes não eram seu maior medo, aquelas mortes faziam parte do que ele era, o que na verdade sempre incomodou Stefan foi o medo de não ser capaz de atingir as expectativas de seu tio e Natasha, afinal, ele sempre seria grato por eles terem dado uma segunda chance a ele.
Flash Back On
As grades frias da cela não pareciam muito convidativas, Stefan olhava para tudo de uma forma pesarosa, ele havia sido pego finalmente, apesar de jovem, já havia cometido mais crimes que a maioria dos assassinos comuns, agora estava ali, sozinho, perdido. Ele não conseguia entender como ele havia sido tão relaxado, ter voltado á antiga casa onde morou com os pais foi um erro de principiante, mas a verdade era que ele estava cansado de viver só. Nunca teve amigos de verdade, nunca pode confiar em ninguém depois que seu mentor foi morto, David era um ótimo assassino de aluguel, ele só conhecia a morte e foi exatamente isso que ensinou a Stefan.
Ele ouviu um barulho alto como um salto de mulher batendo vigorosamente contra o piso branco daquele imenso corredor de celas, a ruiva surgiu diante dele com uma expressão indefinida no rosto e uma pasta nas mãos, e isso o deixou ainda mais apreensivo. Ela tinha uma postura militar, mas não se parecia nem um pouco com um, usava os cabelos soltos sobre o ombro um pouco ondulados, tinha um sorriso discreto no canto da boca que era muito destacada por um batom vermelho, parecia jovem, mas era visível seu conhecimento.
-Stefan Malfoy, você sabe que seu destino não será muito bom não é? – Ela disse calma fazendo o rapaz se arrepiar, sabia que a SHIELD não era conhecida por ajudar pessoas como ele. –Você é acusado de ter cometido vários crimes, incluindo mortes por encomenda resultando em aproximadamente 150 vitimas! Você sabe que existem muitos processos contra você e provavelmente isso o levará para a cadeira elétrica! – Ela falou firme, mas ele não disse nada, Natasha respirou fundo e continuou. –Também sabemos sobre seu poder, já estamos cientes do soro do super soldado e do seu DNA mutante, isso realmente coloca você na lista dos mais procurados! – Natasha olhou diretamente para o rapaz que pela primeira vez demonstrou um pouco de duvida, mas continuou firme.
-Estou preparado para pagar por tudo! – Ele falou firme, por mais que sua voz parece-se rouca e fraca.
-Não precisará pagar por nada necessariamente! – Nick Fury surgiu com seu sobretudo diante da cela, ele fez um sinal para a ruiva e a mesma abriu a cela com um cartão eletrônico.
-Do que está falado? – Stefan perguntou um pouco confuso.
-Você é como muitos aqui, com a diferença que possui talentos naturais, você nasceu para ser um agente, um bom agente e estamos dispostos á ajuda-lo! – Natasha falou se aproximando do rapaz e entregando a ele uma pasta com o emblema da Academia Jovens Promissores.
-E se eu não quiser participar disso? – Ele falou cruzando os braços sobre o peito em uma postura desafiadora, Natasha precisou se segurar para não rir, por um momento ela viu naquele rapaz sozinho e cheio de problemas um pouco do seu próprio filho.
-Stefan, você e eu temos um parentesco, sua mãe era minha irmã, eu perdi o contato com ela desde que se envolveu com Lucio, ele a tirou de mim e a envolveu com a HIDRA, foi um erro da minha parte não ter me preocupado o suficiente para salva-la disso, mas eu ainda tenho a chance de salvar você, não vou deixar que tenha o mesmo destino de seus pais! – Fury se aproximou colocando a mão no ombro do rapaz que ficou incerto por um tempo, então ele teria uma chance? Ele seria capaz de satisfazer essas expectativas?
-E se eu não for capaz de mudar? – Ele perguntou inseguro.
-Todos são capazes de mudar Stefan, eu mudei, muitos mudaram, eu sei que você vai ser capaz de conseguir, vamos estar ao seu lado no que for preciso, eu prometo! – Natasha abraçou lateralmente o rapaz que sentiu-se protegido, depois de muitos anos era a primeira vez que alguém parecia se importar de verdade com ele.
Flash Back Off
-Você devia se orgulhar de si mesmo Stefan, você mudou muito nas ultimas semanas, na verdade, você vem mudando desde quando foi encontrado por Fury! – Emma falou tranqüila para o rapaz que apenas respirava com dificuldade e passava a mão pelos cabelos, lembrar-se daquele momento tenso quando achou que havia perdido tudo não era algo agradável.
-Eu só estou fazendo isso por Natasha e por Fury! – Stefan falou chamando até mesmo a atenção de Nicholas que sabia o quanto sua mãe gostava daquele rapaz, ele ficou feliz em ver que toda a dedicação dela não era em vão.
{...}
Ângela não gostava de lembrar do seu passado, no fundo, ela nunca pensava sobre isso, ela era uma garotinha comum, como todas as outras, nunca pensou que o mundo fosse odiá-la tanto.
Flash Back On
Ângela corria feliz pelo grande pátio da escola onde seu pai havia lhe matriculado, era a primeira tentativa de uma vida normal, os primeiros dois anos tinham sido maravilhosos na opinião de Angel, tinha amigas e sempre estava sorrindo, mas aos seus 8 anos as coisas mudaram um pouco.
Ela era uma garota bonita e bondosa, todos os professores gostavam dela, claro que alguns membros da escola não eram muito á favor de sua presença ali e sem querer deixaram “escapar” sua verdadeira origem.
-Seu pai é o Hulk! – Um garoto mais velho, aparentando uns 15 anos falou enquanto Angel parecia acuada, ela sabia tudo sobre o pai, sabia que ele era um dos Vingadores, que ele havia salvo a terra a muito tempo atrás, que ele conhecia pessoas incríveis com poderes incríveis, mas ainda sim havia um lado de seu pai que nem mesmo ele gostava de comentar, um lado negro do qual Bruce tinha vergonha.
Vários alunos fizeram uma roda em volta dos dois e logo mais outros rapazes apareceram, incluindo algumas garotas.
Ângela era só uma criança, mas a escola era para todas as fachas de idade até o ultimo ano do colegial, ela tinha medo dos alunos mais velhos porque ela era pequena e magra, apenas uma criança de oito anos comum, com problemas incomuns.
Ela sempre teve medo de ser julgada por isso, na verdade, ela absorveu esse medo do próprio pai, Bruce tinha medo que algum dia alguém fizesse mal a sua filha por pensar que ela era como ele, além disso, Ângela era obrigada a ir na SHIELD várias vezes durante o ano, sempre faziam exames com ela, coisas normais e coisas estranhas, ela não gostava, aquilo era doloroso demais, mas infelizmente Bruce não podia impedir o governo de descobrir se a jovem tinha algum poder também.
-Será que ela fica verde também? – Uma das meninas falou e todos riram.
-Não sei, mas seria legal ver um monstrinho verde! – Um rapaz ruivo falou e ouve mais risadas enquanto Angel segurava as lágrimas.
-Me deixem em paz!!! – Ela falou com medo, sabia que aquilo não significava nada de bom.
-Vamos deixa-la nervosa! – Mais uma das garotas falou e Angel sabia que não ia adiantar correr, apenas esperou pelo pior.
-Me deixem em paz, eu não fiz nada para vocês!
-Você é filha de um monstro, meu pai disse que o seu pai já destruiu várias cidades e já matou várias pessoas! – Um outro rapaz falou com um olhar de nojo.
-Meu pai não tem culpa de ser o que é, e ele não é mais um monstro, ele é um herói! – Ângela tentava se manter firme, ela não iria recuar, não enquanto falassem mal de seu pai.
-Ele não é um herói, heróis não são daquele jeito! – Um dos meninos falou imitando um monstro com as mãos e rugindo, os outros riram e se aproximaram mais da menina.
Ela recebeu um tapa forte no rosto vindo de uma das meninas, ela caiu no chão sangrando, alguns alunos ficaram com pena, mas não fizeram nada, apenas se afastaram, ouve um grande grito de “Briga” “Briga” “Briga”.
Ângela se levantou e se jogou contra a menina batendo a cabeça dela no chão, mas não conseguiu fazer muita coisa, alguém a ergueu pela cintura e a jogou do outro lado, eram muitas pessoas em volta dela.
-Eu vou matar você!!! – A menina gritou ao ver que tinha um corte na testa.
-Fique longe de mim! – Ângela olhou determinada para a garota, mas nesse momento um grupo de pessoas se fechou em volta dela.
-O que está acontecendo aqui? – Gritou a supervisora da escola enquanto á maioria dos alunos corriam por todas as partes. –Meu Deus! – A mulher viu a pequena garotinha de oito anos suja, sangrando, com as roupas rasgadas enquanto permanecia encolhida e chorando tentando proteger o corpo, ela teve um braço quebrado, e algumas costelas fraturadas.
-Não conte ao meu pai! – Ela falou com um fio de voz tentando parecer firme.
-Ah querida, sinto muito, mas não tem como esconder isso! – A mulher de aparência gentil se aproximou jogando seu casaco sobre a menina.
-Ele vai se sentir culpado! – Angel falou fazendo a mulher sorrir, não importava a opinião dos outros, mas na sua opinião, aquela garotinha era apenas um anjo.
-Então significa que ele é um bom pai e não pode mudar isso! – A mulher abraçou Angel com cuidado enquanto algumas pessoas se aproximavam com uma maca, á escola tinha uma ala de enfermaria muito bem equipada.
Ângela ficou olhando as outras crianças que permaneciam afastadas, todos a encaravam como se ela fosse uma espécie de animal ferido, um tigre quando é capturado por caçadores, mas infelizmente ela não era forte como um só sentia a mesma dor.
Flash Back Off
-Sinto muito por isso Ângela! – Disse a voz de Emma com profunda verdade.
-Eu também senti, senti muito, senti por existirem pessoas incapazes de aceitar pessoas como eu, pessoas como você, mas depois disso eu apenas bloqueei essa dor, só me permiti esquecer! – Ângela falou entre as lágrimas enquanto parecia sorrir, ela era frágil, mas de todos ali parecia ser a mais capaz de lidar com suas lembranças.
-Mas você sabe que bloquear não é uma boa idéia! – Emma falou olhando para ela com seriedade.
-Eu sei, mas ás vezes isso é a única coisa que pode nos salvar! – Ângela sorriu e percebeu que muitas pessoas ali entendiam a sua situação.
{...}
Sophie tinha muitas coisas que a perturbava, mas a que mais lhe incomodava era sua passagem com Magneto, avô de Anne e melhor amigo de Charles, alguém que poderia ter tido uma vida diferente, mas que ainda hoje era sinônimo de problemas.
Flash Back On
O quarto era escuro, não tinha móveis, nem janelas, nem porta, era algo parecido como uma caixa de metal, Sophie sentiu como se a caixa balança-se no ar, podia sentir o metal ranger a cada sopro do vento, tudo era uma forma de, desorienta-la, confundi-la, para que não usasse seu poder para fugir dali. Ela pensou em como seu dia tinha começado normal, bem, o mais normal que uma escola de mutantes poderia ser, ficou super feliz quando uma de suas amigas a convidou para ir comprar sapatos em uma loja nova, o que ela não podia adivinhar era que não era sua amiga e sim uma mutante perigosa.
Agora estava ali, acordando em um container, sentindo-se ridícula por ter sido capturada de forma tão fácil.
-Você tem poderes interessantes criança! Eles poderiam ser muito bem usados pela Irmandade! – A voz envelhecida de um homem falou por toda a parte, era como se ele usasse algum tipo de comunicador, algo assim.
-Eu já uso meus poderes senhor, eu sirvo a causa de Charles! – Ela falou decidida, não iria se intimidar agora.
-Charles é um grande homem, eu jamais negaria isso, mas estamos caminhando para uma guerra e isso ele jamais irá aceitar! – Magneto falou mais uma vez ressoando sua voz no metal.
-Prefiro acreditar em um mundo de paz do que viver sobre a espera de uma guerra! – Sophie falou, mas no fundo seu coração ficou em duvida, ela não sabia ao certo se era melhor mesmo tentar viver em paz ou se devia se preparar para o pior.
-Você é inteligente criança, sei que vai fazer a escolha certa!
-Eu já fiz minha escolha á muito tempo! – Mas Sophie não perdeu mais tempo, estava com medo do rumo que aquela conversa estava tomando, ela atravessou a caixa e viu horrorizada que estava em uma altura considerável, ela caiu no chão e sentiu os ossos estralarem, havia quebrado o braço e provavelmente trincado as costelas.
Ela olhou por todos os lados com rapidez e viu que o lugar lembrava um porto, cheio de velhos navios e cargas abandonadas, o lugar era enorme e havia várias caixas como aquela onde estava, eram container’s de metal. Ela se levantou sentindo as dores por seu corpo e naquele momento uma mulher surgiu em sua frente, parecia sua mãe, Kitty, mas de repente ela se transformou aos poucos em uma mulher totalmente diferente, azul, escamosa, de olhos amarelos vibrantes. Mística.
-Devia ter ficado onde estava! – A mulher falou se preparando para pega-la, mas Sophie foi mais rápida, ela abaixou esquivando de um golpe e ficou invisível, foi difícil manter esse nível em seu poder porque, os ferimentos lhe causava muita dor e atrapalhava sua concentração, mas ela se esforçou ao máximo, precisava sair de lá, precisava voltar para sua família.
Conseguiu chegar até a saída do lugar e pedir ajuda para algumas pessoas que estavam trabalhando por perto, ela foi levada ao hospital e depois conseguiu entrar em contato com os pais.
Flash Back Off
-Meu único problema com essa situação é não saber exatamente o que Erik queria comigo! – Sophie falou e Anne sentiu-se mal, afinal, Magneto era seu avô, um homem que sempre seria ligado a ela.
-Erik sempre encontra uma forma de usar a todos nós, não deve se perturbar com isso, eu já me acostumei, não posso fingir que não concordo com alguns de seus pensamentos, mas hoje em dia eu não desejo mais vingança, nem guerra! – Emma falou buscando suas próprias memórias.
-Eu entendo, mas ainda sim nunca consegui esquecer as palavras dele, essa coisa de que uma guerra está por vir, isso sempre me abalou demais! – Sophie falou triste pensando se isso realmente poderia vir a acontecer.
{...}
Vicky tinha a sorte de não ter muitos problemas em sua vida, era uma garota “normal” em praticamente tudo, na verdade, seu momento mais confuso foi o dia em que conheceu os outros como ela, no caso, os filhos dos amigos de seu pai.
Flash Back On
Steve estava muito animado, eles haviam combinado isso á muito tempo, os vingadores reunindo seus filhos, era uma ótima idéia, algo que iria ser marco para o futuro. Sem contar que faltava pouco para que eles entrassem para a Academia.
-Você vai adora-los! Tenho certeza que em breve serão todos amigos! – Steve falou tranqüilo enquanto olhava pela janela.
-Tem certeza? – Vicky falou um pouco assustada para seu pai que apenas sorriu dentro do helicóptero.
-Victória, você precisa conhece-los, vocês um dia vão ser o futuro desse país e quero que ao menos sejam amigos! – Steve falou tranqüilo enquanto Vicky sentia suas mãos suadas, o helicóptero pousou na base da SHIELD com um grande barulho de hélice, a garota desceu com cuidado protegendo os ouvidos e foi até a área segura sendo seguida por seu pai.
Ambos foram recebidos por Maria Hill que os conduziu até uma grande sala, Vicky se aproximou e viu que a sala era observada por câmeras lá dentro, Bruce Banner conversando com uma garota loira com cara de boneca, Tony Stark andando de um lado para outro discutindo ao telefone igual a um rapaz igualmente bem vestido que também brigava com alguém, uma garota loira com um jeito despojado que segurava um pacote de jujubas enquanto uma mulher ao lado dela tentava arrumar seu cabelo sem muito sucesso.
-Eles são estranhos não? – Disse uma voz simpática ao lado dela surgindo do nada.
-Eu não sei ainda, quem é você? – Ela disse olhando em volta e vendo que seu pai já estava ao lado de Fury e Natasha falando sobre algo sério.
-Sou Nicholas Barton, eu já conheci os outros, quer conhece-los também? – Ele disse animado, era difícil ter jovens na base.
-Estou com medo! – Vicky falou sincera, mas Nick abriu um grande sorriso que a confortou.
-Vem, segura na minha mão que eu protejo você! – Ele puxou a jovem pela mão até entrarem na sala, Vicky deu um “oi” tímido á todos, Bárbara foi a primeira a se jogar sobre a garota e dar seu boas vindas. –Você é loira também, agora somos três loiras super poderosas, vem cá, me dá um abraço, quero ver se é mais forte que eu! – Bárbara falou rindo esmagando Vicky com os braços enquanto sua mãe sorria, ela lembrava muito Thor. Depois foi Ângela com um sorriso tímido e olhar carinhoso. –Seja bem vinda a SHIELD, esse lugar é meio assustador, mas também pode ser divertido, e se você estiver ao lado do Nicholas vai descobrir que pode ser mesmo hilário! – Ângela sorriu dando um abraço delicado na menina que sentiu-se segura com ela, ao menos Ângela parecia normal, por fim Howard abraçou a menina deslizando a mão até a bunda dela, o que resultou em um belo soco de direita.
-Não seja idiota How! – Bárbara disse nervosa enquanto Tony fazia um sinal de positivo para o filho que apenas riu, do lado de fora Steve fez um olhar sério para Tony que mudou a expressão e repreendeu o filho.
-Qual é, foi só uma brincadeira! – Howard falou alisando o rosto que mantinha uma marca roxa.
Aquele momento foi o mais tenso e o mais intenso de sua vida, Vicky sabia que seria tudo diferente a partir daquilo.
Flash Back Off
-Meus amigos foi o maior desafio e melhor presente que eu já pude ter! – Vicky falou sorrindo enquanto Bárbara piscava para a amiga.
-Você aprendeu a fazer laços fortes com pessoas especiais e muito diferentes de você, isso sempre é uma vantagem, Charles sempre admirou pessoas com essa capacidade! – Emma falou sorrindo, feliz por alguém ter mais do que pensamentos tristes.
{...}
John não queria se lembrar, ele não queria ninguém entrando em sua mente, ninguém vasculhando suas memórias, mas a idéia de Emma não era invadir a privacidade de ninguém, era fazer com que cada um ali encara-se de frente seu próprio medo.
Ele estava suando frio, ás imagens do seu passado só lhe traziam dor, nada mais podia doer tanto, como aqueles olhos dizendo adeus.
Flash Back On
O barulho das ondas ecoava na mente de John, tudo parecia perfeito, havia uma garota com ele, Lizzy, uma jovem de longos cabelos cacheados e pele clara, seus olhos de um azul tão profundo quanto o céu, ela era a coisa mais importante da vida dele.
Havia alguns amigos também, os rapazes corriam perto da praia jogando areia uns nos outros, tudo perfeitamente normal, até que um deles, o mais velho trouxe algumas garrafas de whisky que havia roubado do bar do pai.
-Não devia trazer isso Bobby, você vai dirigir depois! – John falou sério para o amigo que parecia não se importar com sua preocupação.
-John, pelo menos uma vez, não seja tão sem graça! – Bobby falou fazendo os outros rirem, também havia outras meninas no lugar, eles estavam em um grupo grande, todos amigos do colegial, mas alguma coisa dizia a John para ir embora dali.
-Só quero manter todos vivos Bobby só isso! – John era um rapaz responsável, sempre foi assim, sempre se preocupou com as pessoas a sua volta.
Algumas horas passaram, á maioria dos rapazes estavam bêbados, um casal estava se beijando dentro do mar, enquanto um outro casal permanecia dentro das barracas, aparentemente a coisa estava esquentando entre eles.
Todas as meninas tinham seus interesses ali e todas elas estavam acompanhadas, menos Lizzy porque John ainda não tinha tido coragem para pedi-la em namoro, mas era exatamente o que iria fazer naquela noite.
-A noite está linda! – Ele disse se aproximando da jovem que permanecia com um vestido branco sentada na areia enquanto olhava para a lua.
-A noite sempre está linda nesse lugar! – Ela falou sorrindo para ele e John se aproximou um pouco mais.
-Lizzy, eu quero falar uma coisa com você que.....bem, faz muito tempo que quero te perguntar se.....olha, se não quiser eu entendo....e....
-Eu aceito namorar você John, eu só não tenho a vida toda para esperar você pedir isso! – Lizzy falou rindo, John ficou totalmente sem palavras, então ela gostava dele? Então eles seriam felizes? John não disse mais nada, apenas a beijou como sempre quis.
Bobby olhava o mais novo casal com desprezo, ele não queria aceitar aquilo, na verdade, a idéia de reunir todos naquela praia na Califórnia era justamente para ficar com Lizzy, ela era uma das únicas garotas que não havia ficado com ele e isso o irritava demais, ele queria pelo menos uma noite com ela, afinal, ele já havia transado com todas as suas amigas.
-Olha só John eu não quero me envolver mais acho que Lizzy é demais para você! – Bobby falou enquanto os outros riam, todos pensavam que Bobby só estava enchendo John como sempre, mas dessa vez havia um brilho estranho em seu olhar.
-Bobby você bebeu demais, é melhor você dormir um pouco antes da gente voltar para o hotel! – John falou tranqüilo mais ainda sim preocupado.
-Não me diga o que fazer!!!!! – Bobby parecia nervoso, ele pegou uma das garrafas de whisky vazia e quebrou em uma pedra deixando grandes pontas de vidro expostas.
-Larga isso cara! – Um dos rapazes se aproximou com medo mais Bobby se virou com tanta fúria que acertou o amigo no ombro, um corte profundo surgiu junto do sangue.
-Bobby pare com isso, por favor, somos todos amigos aqui! – Lizzy falou tentando acalmar o rapaz mais não conseguiu, ele apenas a empurrou no chão indo pra cima dela, mas John o puxou com força e o jogou contra as pedras, a luta parecia não ter fim, ambos davam socos, chutes e Bobby tentava acertar John com a garrafa, mas naquele momento onde tudo parecia confuso e angustiante algo terrível aconteceu.
Os olhos de John ficaram claros, como se fossem feitos de luz, ele não parecia mais ele mesmo e sua consciência ficou totalmente confusa e perdida, ele só conseguia pensar em acabar com aquele problema, então seus pés saíram do chão, ele flutuou diante de todos e uma onda de ar como um furacão começou a rodear seu corpo, por fim, o ar que girava em torno de si começou a sugar o ar em volta, era como se ele pudesse controlar tudo, nesse momento ele podia ver os amigos sufocando, as garotas tentando respirar, mas ninguém conseguia e ele não conseguia parar.
Alguns minutos depois todos estavam mortos, todos, incluindo Lizzy.
Seus pés tocaram o chão, seus pés lentamente tocaram as areias, mas não havia firmeza neles, e assim caiu de joelhos.
Seus amigos estavam mortos, sua namorada estava morta, todas as pessoas com quem dividiu alguma coisa no decorrer dos últimos anos estavam mortos, menos ele, ele havia sobrevivido, ele era o assassino, ele era o monstro.
Flash Back Off
-Você não é um monstro John! – Disse a voz de Emma na mente do rapaz que voltava das suas lembranças.
-Não, agora eu sei que não, mas isso não melhora as coisas! – Ele disse ainda pensando nos olhos de Lizzy enquanto a vida deixava seu corpo.
{...}
Nicholas também estava tranqüilo, ele era mais ou menos como Vicky, uma pessoa que não havia sofrido grandes impactos na vida, mas sempre desejou ser o melhor para seus pais, e seu maior desejo era que Natasha entende-se seus sentimentos por Clint e que passassem a ser uma família de verdade.
Flash Back On
A grande sala de treinamento era composta por vários tipos de aparelhos, incluindo um ringue, lugar preferido de Natasha para treinos em dupla.
Nicholas tinha feito todo o aquecimento inicial com sua mãe e agora ambos disputavam uma luta amigável de box.
-Você sabe que amanhã é o aniversário do papai não sabe? – Nick falou, mas a ruiva não demonstrou nenhum sentimento.
-Sim, eu sei! – Ela falou tranqüila.
-E o que vamos fazer para ele? – Nick não ia ser mais sutil, estava na hora de ser direto.
-Eu não sei, eu tenho uma viagem marcada para o Egito nessa madrugada, não vou poder fazer nada por ele, lamento! – Ela falou ainda da mesma forma fria e Nick se enfureceu, desceu do ringue no meio da luta e começou a tirar as luvas com pressa.
-Nicholas Barton suba já aqui! – Natasha falou séria, mas Nick permaneceu de costas, por fim ele resolveu enfrenta-la.
-Porque vocês não conseguem ficar juntos? – Ele disse sério, triste e pela primeira vez Natasha respirou fundo e também desceu.
-Porque eu não agüentaria perde-lo! – Ela falou simples e Nick ficou confuso.
-Não consigo entender isso?
-Eu já perdi alguém, uma pessoa que amei demais e que não deu certo, eu não fui eu mesma por muito tempo, Barton é confiável, confortável por assim dizer, nós temos um relacionamento adulto, só isso, ele é seu pai e eu vou ama-lo demais por ter me dado você, mas não vou coloca-lo em minha vida, não da forma que você deseja, isso seria doloroso demais, porque estamos sempre diante da morte! – Natasha terminou de falar e Nick entendeu, finalmente entendeu o que ela sentia.
-Desculpe mãe! – Ele disse sem jeito.
-Tudo bem, você tem o direito de nos querer juntos!
-E ai pessoas amadas, alguém já comprou meu presente? – Clint falou entrando na sala com um grande sorriso, ele usava o uniforme da SHIELD, havia acabado de chegar de uma missão, tinha marcas de bala no colete e o braço permanecia enfaixado.
-Para um agente da SHIELD você não é nada sutil quando se trata do seu aniversário não é Barton! – Natasha falou fazendo o homem rir assim como seu filho.
-O que posso dizer, é meu aniversário!
-Eu estou indo para o Egito! – Natasha falou.
-Eu sei! É por isso mesmo que comprei esses ingressos para hoje, praticamente para daqui a duas horas, vamos a Opera! – Ele falou puxando três ingressos do bolso baleado.
-Clint?! – Ela disse com um sorriso.
-Pai eu adorei, mas já combinei com o Howard de irmos na boate hoje, acho melhor você e a mamãe irem sozinhos! – Nick falou com um grande sorriso sugestivo nos lábios.
-Sutil igual ao pai! – Natasha falou e os três acabaram rindo da situação.
Nicholas nunca iria desistir de unir sua família.
Flash Back Off
-Eles sempre fizeram um casal bonito, eu só queria que se dessem mais oportunidades! – Nick falou para Emma que sorriu.
-Talvez um dia isso aconteça Nick, mas eu compreendo Natasha, nós estamos sempre diante do perigo e de problemas, sempre corremos riscos de vida, ela não querer se envolver por medo de perder é totalmente normal!
-Eu sei, mas ela vai ter que amadurecer! – Nick falou sério e todos na sala riram.
{...}
Erick lembrou da coisa que mais marcou sua vida, uma lembrança tensa, algo do seu passado que não queria que fosse verdade. Nunca pensou que sua vida poderia mudar tanto com a descoberta da verdade, mas infelizmente mudou, ele precisou a aprender a conviver com o fardo de ser quem era e não se envergonhar por isso.
Flash Back On
A mesa estava repleta de salgadinhos e doces, o bolo com velas marcando 10 anos estava brilhando sobre o glacê, tudo parecia perfeito e finalmente havia chegado a hora que Erick tinha esperado a noite toda, o pedido.
Ele se concentrou com todo o seu coração de desejou o que mais queria, um nome, saber quem era seu pai.
A festa continuou, as crianças brincavam com a cama elástica e com a piscina de bolinhas, por fim as horas foram passando e chegou o momento de Darcy revelar a verdade.
-Eu sei o que você pediu hoje! – Ela disse delicada sentando-se ao lado do filho com uma caixa de presente.
-Você vai me contar? – Erick não podia acreditar, ele sempre quis saber sobre seu pai, mas sua mãe nunca falava dele, isso o deixava triste, a maioria das crianças sabia quem era os pais, mesmo que fossem separados ou tivessem problemas ainda sim, todos sabiam quem eles eram.
-Eu quero que saiba que não é uma história fácil, não falo sobre isso porque sinto muita dor, é difícil para mim muito mais do que pode imaginar, eu o amei, amei mais do que devia, não era certo, não era humano, seu pai era um homem complicado, um homem cheio de defeitos que causou mais problemas do que pode imaginar, e ele nunca amou ninguém! – Darcy falou com dificuldade já sentindo as lágrimas vindo em seus olhos, ela se lembrou de quando eles se encontraram cara a cara, de quando aquele homem havia tentado matar Jane, ela nunca esqueceu dos primeiros momentos entre os dois e de como as coisas ficaram conturbadas.
-Mas ele amou você, não amou mãe? – Erick perguntou um pouco apreensivo, não queria fazer a mãe chorar, mas Darcy apenas sorriu.
-Essa é uma pergunta que nunca saberei responder com exatidão! – Ela beijou a testa do filho e lhe entrou a caixa. –Feliz aniversário Erick.
-Obrigado! – Erick abriu a caixa sem entender, pensou que a mãe fosse falar sobre seu pai, mas ao abrir o pacote percebeu que se tratava de um quadro, um quadro onde sua mãe bem mais jovem permanecia ao lado de um homem com uma cara séria para a câmera e totalmente mal humorado, porém puxava Darcy para um abraço discreto.
-Não acredito! – Erick ficou totalmente sem ar, ao finalmente reconhecer aquele rosto, um rosto que até hoje passava nos jornais e nos programas sobre Alienígenas e Ciências, um rosto que sempre foi polemica no trabalho de sua mãe, um rosto que sempre simbolizou coisas ruins. Loki, o deus da trapaça, ele era seu pai.
Flash Back Off
-Quando minha mãe falou a verdade para mim eu fiquei chocado, nunca pensei que as coisas seriam assim, o pior foi o que veio depois! – Erick falou olhando para a prima que parecia tensa com aquilo.
-Sinto muito que tenha passado por isso Erick, mas todos nós precisamos aprender a aceitar quem somos! – Emma falou percebendo o quanto aquilo era verdadeiro para si mesma.
-Hoje eu sei que não importa quem meu pai foi e sim, quem eu sou agora, mas quando se é uma criança de 10 anos não se tem essa forma de pensar! – Erick falou um pouco triste lembrando de como havia sido sua vida depois da descoberta, principalmente quando resolveu dizer isso a um de seus melhores amigos, ele espalhou para toda a escola e com isso Erick passou a ser perseguido por trotes, brincadeiras de mal gosto de brigas.
-Eu sinto muito! – Bárbara falou olhando para seu primo de forma terna, ela queria ter estado mais com ele, assim teria quebrado a cara de qualquer um que viesse á perturba-lo.
{...}
Renata não queria pensar no seu passado, ela sabia como aquilo a magoava, suas lembranças desde que conseguiu seus poderes não eram das melhores, ela sempre teve problemas para controlar o fogo.
Flash Back On
O quarto de Renata era bonito, cheio de fotos e lembranças de viagens, tudo muito bem decorado, ela permanecia sobre a cama com lençóis coloridos enquanto David olhava pela janela.
-David, quer fazer o favor de me ajudar com esse trabalho de literatura? – Renata falou brincalhona para o rapaz que era um dos seus grandes interesses da escola.
-Não vejo necessidade de se preocupar com isso agora, devíamos dar uma volta, o que acha? – Ele falou passando as mãos no cabelo enquanto se virava calmamente para ela, seu jeans desbotado, sua camisa xadrez, seus braços definidos pelo treino pesado, David era um jogador de futebol americano, o artilheiro do time da escola.
-Uma volta? – Renata falou tentando não gaguejar, mas seu rosto ficou corado.
-Sim, uma volta! – Ele se aproximou até sentar na cama de frente com ela, ambos se olhando nos olhos, ele a tocou na face enquanto se aproximavam.
Quando ele quis fazer par com ela nesse trabalho Renata quase sentiu o coração parar de bater por alguns segundos, ele era incrível, o cara mais interessante daquela escola, e ele queria estudar com ela.
Agora ali, sentada em sua cama de frente para aquele garoto incrível ela não sabia mais o que era verdade e o que era mentira. Será que ele queria alguma coisa com ela?
-Eu não sei, minha mãe está fazendo o café para nós! – “Que coisa estúpida de se dizer”, pensou ela se odiando mentalmente enquanto seus batimentos cardíacos começavam a bater na garganta.
-Não tem problema, nós voltamos para o café, podemos dizer que vamos até a biblioteca! – Ele falou rindo de lado com aquelas covinhas perfeitas se formando nos cantos da boca.
-E....e.....a gente...nós... nós iríamos a onde? – Ela perguntou um pouco sem ar.
-Bom, eu sei que você gosta de bandas, eu e alguns garotos do time estamos montando uma banda de rock nesse verão, bem, é algo simples ainda, mas já estamos indo bem, eu gostaria de mostrar o galpão onde ficam os nossos instrumentos! – Ele disse se aproximando um pouco mais dela.
-Nossa, sério, eu quero muito ver! – Renata ficou extasiada, ela já tinha ouvido boatos na escola que os rapazes mais legais estavam fazendo uma banda, mas ninguém ainda tinha visto nada sobre isso, eles queriam fazer surpresa.
-Talvez eu até toque alguma coisa para você hoje! – David se aproximou colocando sua mão por trás do pescoço dela, Renata sentiu o ar faltar, seus pensamentos ficaram confusos e lentamente ele foi descendo a jovem até o colchão, tudo era confuso, o barulho das ruas já não fazia mais sentido, Renata apertou firme os braços do rapaz enquanto David tomava a iniciativa para arrebatar seus lábios em um beijo ardente, ela estremeceu, ela sempre desejou aquilo.
Ela começou a sentir sua cabeça girando, o beijo ia ficando cada vez mais intenso, as mãos dele começaram a deslizar por seu corpo deixando-a ainda mais eufórica, até ser interrompida por um grito de pânico.
Suas mãos começaram a queimar como magma, o fogo tomou conta dela e com isso queimou drasticamente o rapaz, a camisa xadrez pegou fogo, seus braços queimaram de tal forma que era possível sentir o cheiro de carne queimada.
-Meu Deus, eu sinto muito! – Renata falou enquanto tentava apagar o fogo que havia se alastrado pela cama.
-Fique longe de mim!!!!! – Ele gritou enquanto lutava contra a dor.
-Eu não queria, eu....................
-Você é uma maldita mutante, eu devia ter desconfiado! – David olhava para Renata com nojo.
-Eu não queria machucar você eu...vou chamar uma ambulância! – Renata foi até o telefone e chamou o resgate, sua mãe ficou preocupada quando viu todo aquele fogo, depois de muita confusão e conversa elas conseguiram convencer David a dizer que tudo o que havia acontecido ali foi devido a um trabalho de ciências, uma experiência.
Renata nunca mais falou com David depois daquele incidente, eles nunca mais se falaram e dois meses depois ele pediu transferência para outra escola, sua desculpa foi que havia ganho uma bolsa por seu trabalho acadêmico, mas ela sabia a verdade, ele estava com medo dela, apenas isso.
Flash Back Off
-Sinto muito! – Emma falou olhando para a jovem que ficou tensa por um momento, mas depois sorriu.
-Eu já superei aquilo, foi difícil, eu nunca gostei de machucar as pessoas, nunca quis ferir ninguém, mas infelizmente não consegui me controlar, é por isso que estou aqui hoje! – Ela falou pegando suas coisas e saindo da sala.
Emma sabia que o medo e o preconceito sempre iriam permanecer fortes no mundo contra os mutantes.
{...}
Anne sentiu sua mente abrir como uma caixa, era provável que Emma estivesse enviando suas lembranças para os outros, coisa que ela não gostou nem um pouco, mas estava ali e precisava ir até o final, de qualquer forma sua mente foi invadida por lembranças de um passado quase esquecido quando ainda freqüentava o Instituto Xavier.
Flash Back On
- Isso é tão divertido! — a risada infantil soou do topo da casa. Mais precisamente, na ponta do telhado que era acessível da janela dupla do quarto da menina em questão. Esta tinha seus cabelos loiros batendo acima de seus ombros e sua franja cortada á risca de sua testa presa por uma presilha, formando assim um pequeno topete. Seu vestido branco era quase uma bata no corpo pequeno de criança e seus pés descalços tocando na telha lhe davam um ar de liberdade. Ela tinha os olhos fechados e os braços abertos só para sentir o prazer do vento batendo em seu rosto — Você devia vir também Lu! — Anne gritou eufórica, estendendo a mão esquerda para trás na direção da irmã 2 anos mais velha que estava do lado de dentro da janela e tinha os braços cruzados firmemente e uma cara emburrada.
Luna Maximoff não entendia qual o problema da menina de 7 anos a sua frente. Os cabelos albinos longos, diferente do da irmã, estavam presos em uma única trança bagunçada, enquanto seus olhos violetas faiscavam ao ver Anne dar pulinhos pequenos a convidando — Se a mamãe ver você estará tão ferrada!
A mais velha viu a outra arregalar os olhos e colocar as mãozinha pequenas na boca — Você disse palavra feia — o tom acusatório era quase hilário na voz infantil.
- Como você é criança ainda — Luna bufou dando um passo para trás — Agora saia dai antes que se meta em encrenca.
- E desde quando fosse se importa? — a menininha havia se virado e novamente com os braços abertos, dava passos para frente até chegar a ponta do telhado plano e voltava, só para repetir o movimento — Eu sei fazer uma coisa incrível e você não! Tá é com inveja.
- Você é estranha, isso sim! — A maior apertou mais os braços em seu corpo — Só gente estranha faz coisas assim.
- Então você acha a mâemãe* estranha? E o papai? — Anne virou o rosto só para ver Luna se engasgar com as próprias palavras — Você tá triste, porque é a única que não é especial.
- Não tô não!
- Tá sim!
- Não.
- Sim.
- Cala a boca! — Luna gritou e seu rosto ficou vermelho — Cala a boca!
- Luna! — uma voz feminina porem mais velha foi ouvida da porta do quarto — O que está acontecendo?
- Mãe, a Anne tá fazendo esquisitices de novo! — a albina apontou para a janela, onde se viu uma loira com o rosto chocado e um olhar fuzilador para a irmã.
- Anne, saia dai agora! — Crystalia apareceu na janela com seus cabelos loiros presos em um coque e um avental branco e azul. Seu rosto não era nada gentil no momento — O que eu disse de ficar usando seus poderes?
- Mas o papai disse que eu devia me divertir com eles! — Anne se virou para a mãe — Você devia estar feliz! Eles vieram de você... Porque não gosta que eu use? — os olhos azuis ficaram marejados.
- Não interessa — a voz autoritária falhou, mas nenhuma das filhas percebeu o deslize — Volte aqui.
- Não, aqui é divertido. Olha! — ela saltou para onde não tinha mais base para seus pés e ali se sustentou apenas com o ar. Ela sentia o vento passando por toda a extensão de seu corpo, enquanto o mesmo circundava seus pés. Dando um impulso, ela rodopiou uma... Duas... Três vezes, até que se distanciou mais ainda das telhas — Olha o que eu posso fazer mãemãe!
O rosto por trás da janela não tinha nada de feliz. Ela segurava Luna pelos ombros enquanto olhava com raiva para Anne que dava gargalhadas. Crystalia queria tanto uma vida normal depois de tanto tempo lutando, mas infelizmente a vida não aceitou seu pedido uma segunda vez. A mais velha havia nascido sem poderes, mas Anne... Não, ela nascera com os genes mutantes e inumanos. Não bastava apenas ter herdado seus poderes, mas seu corpo também envelhecia devagar. Assim como o dela.
Perdida em pensamentos, não viu quando a filha mais nova falhou no alto. Não viu quando seu corpo começou a ir para baixo, perdendo altitude para depois subir novamente. Só foi perceber algo, quando a pequena estava alto demais e perder totalmente o controle, assim indo rapidamente na direção do solo.
Sim, Crystalia ainda podia usar seus poderes, mas no momento apenas ficou parada olhando o corpo perder altura e ouvir o grito de Anne. Poderia ter feito algo? Tê-la feito subir novamente manipulando o ar? Podia.... Mas não fez
Anne gritou desesperadamente. Ela caia de costas, enquanto seus braços pequenos se esticavam para segurar em algo.
Mas havia nada ali... Apenas o ar que lhe traíra.
Fechou os olhos apenas quando sentiu que estava chegando perto do baque. E realmente ele veio, mas em vez do duro e frio, sentiu algo macio e quente. Algo que a amparou antes de cair.
- Anne! Você está bem? — Ela abriu os olhos devagar e encontrou um homem de cabelos brancos repicados, com belíssimos olhos azuis claros a olhando atentamente — Fale comigo filha! — Pietro tocava em toda a extensão do corpo encolhido em seus braços. Precisava saber se algo estava machucado.
- Papai! — as lágrimas vieram apenas para deixá-lo mais aflito. Ela chorava desesperadamente, enquanto se escondia em seu peito.
Segurando-a ele olhou para cima, onde ficava o quarto de Anne. Ali uma figura albina tinha os olhos arregalados e chorava, porem a loira que ele procurava trocou um olhar indiferente com ele, apenas para depois se afastar de sua visão.
Flash Back Off
-Eu sempre tive problemas com minha mãe, sempre foi confuso, sempre foi difícil eu sempre senti que no fundo ela desejava minha queda naquele dia! – Anne falou como se ainda pode-se sentir o ar frio lhe percorrer todo o corpo.
-As coisas serão diferentes um dia! – Emma falou de forma bondosa, mas sabia que dificilmente mudaria alguma coisa.
{...}
Howard sabia que seu momento estava chegando, ele queria de todas as formas lutar contra aquele sentimento que tomava conta dele, mas foi inevitável, assim como todos os outros ele também foi tomado por suas lembranças mais ruins.
Flash Back On
Howard Stark tamborilava os dedos em cima da mesa de interrogatórios da 15º delegacia de Los Angeles, com impaciência.
Fazia cerca de quinze minutos que ele tinha sido encaminhado para aquela sala, logo depois de se recusar a falar com o responsável pelo departamento de policia, e ter chamado os policias que o apreenderam de babacas.
Aquela situação era ridícula, o garoto pensou irritado, ele tinha sido detido em uma das vias mais movimentadas de Santa Mônica, devido a excesso de velocidade, e por estar dirigindo sob efeitos de entorpecentes.
Ele tinha uma Ferrari! O que as pessoas esperavam que ele dirigisse a 80 km/h? E que culpa ele tinha se uma das garotas que estava no carro com ele tinha menos de dezoito anos? Ele podia jurar que ela era mais velha.
- Vocês não sabem com quem estão lidando! – Ele esbravejou em um acesso de fúria, enquanto se levantava e arremessava uma das cadeiras contra a porta de vidro fumê, obviamente aquela atitude não gerou nenhum efeito prático, apenas um estrondo ensurdecedor.
Eu preciso me acalmar, O garoto pensava enquanto analisava sua atual condição, sabia que seus pais dariam um jeito naquela situação, no momento tudo que ele precisava era seu pó, para dar uma relaxada, o problema era que toda sua droga tinha sido apreendida assim que os policiais revistaram seu carro.
Howard começou a andar de um lado para o outro dentro da minúscula sala, ele passava a mão no nariz a todo o momento, seus bonitos olhos azuis estavam avermelhados, como se há dias o garoto não dormisse.
- Eu vou ferrar com vocês! – Ele repetia aquilo como um mantra, sua vontade era matar aqueles babacas, estava tão agitado que sentia seu coração batendo mais rápido.
Howard levou a mão ate o peito e se recostou em uma das paredes, não conseguia acreditar na audácia daquelas pessoas em manterem ele, Howard Stark, preso em uma delegacia qualquer.
A dificuldade de respirar foi aumentando enquanto ele ia deslizando as costas pela parede até sentar-se no chão, colocando a cabeça entre os joelhos e tentando puxar o ar para os pulmões com calma.
Passado cerca de vinte minutos a porta da sala finalmente abriu, e Pepper Potts entrou por ela, seguida por dois policias, ela estava impecavelmente vestida, com uma saia preta de cintura alta, blusa de seda branca e sapatos de saltos altíssimos, a bolsa da Gucci e o relógio que ela usava deviam custar mais que o salário do ano dos dois policiais que a acompanhavam.
- Mãe. – Howard se levantou indo até a mulher, sabia que ela a tiraria daquele lugar. – Estes caras. – Howard apontou para os policiais. — Estão me mantendo preso aqui. – Falando enquanto se justificava. – Eu não fiz nada de mais...
- Eu vou tirar você daqui querido. – Pepper falou se aproximando do filho, e passando as mãos pelo rosto dele, a expressão dela era de pesar. – Eu prometo que vou dar um jeito nisso. – Ela beijou o garoto na testa, antes de puxá-lo para um abraço.
Aquela não era exatamente a reação que ele estava esperando, conhecia Pepper Potts o suficiente para saber que algo não estava certo, normalmente ela ficaria extremamente irritada com a atitude dele, além do mais esperava dela um discurso de “Você está acabando com a imagem da família, a empresa será diretamente prejudicada pela sua irresponsabilidade”.
- Stark está aqui? — Howard perguntou ainda abraçado a mãe, seu tom era de indiferença, mas por dentro a resposta de Pepper fazia diferença para ele.
- Não. — A ruiva parecia irritada ao tocar naquele assunto. — Está em uma missão pela SHIELD. — Completou. — Já posso levá-lo? — Ela perguntou autoritária para um dos policiais que estavam na sala, á doce Pepper Potts podia ser bem amarga quando contrariada.
- Claro Sra. Stark.- o Guarda respondeu sério, evidente que ele não estava gostando nada de liberar o garoto, Howard se perguntava o quanto aquilo tinha custado, que favor Virginia estaria cobrando ou que acordo estaria celebrando para a liberação dele ser efetivada.
- Vamos Howie. — Ela chamou o filho e os dois foram direto para saída.
O local já estava tomado pela imprensa, ele viu a expressão de desagrado da mãe diante da cena, Howard teve que colocar os braços sobre os olhos para evitar os flashes, dois seguranças da família o ladeavam o acompanhando até o carro, o que obviamente não o impediu de ouvir as perguntas feitas pelos jornalistas.
" — Que tipo de entorpecentes você estava usando?"
" — É verdade que você agrediu um policial?"
"- Você estuprou mesmo uma menor?"
"- É verdade que tinham garotas de programa com você no carro?"
"- Sra. Stark, quanto a senhora pagou para tirar seu filho da cadeia?"
" — A fiança era mesmo de um milhão de dólares?"
" — Onde está Tony Stark?"
A ultima pergunta ecoou na cabeça de Howard, nem mesmo quando ele se encontrava em uma situação daquelas, seu pai estava por perto.
- Happy, por favor, vá direto para mansão. — Pepper falou para o motorista assim que a porta do carro foi fechada atrás deles.
- Claro. — Hogan acatou a ordem. — Você não tem jeito mesmo Howie. — Ele completou com um tom paternalista, a relação do garoto com Happy sempre foi boa.
- É o preço que se paga por ser gostoso. — Ele respondeu sorrindo.
- Não ouse fazer piadas sobre isso. — Pepper interrompeu visivelmente irritada, enquanto massageava as têmporas.
- Mãe, me desculpe. — Ele abraçou a ruiva. — Eu sei que eu dou um pouco de trabalho, mas você está acostumada com Stark.
- Não me venha com esse papo. — Ela cortou o filho de forma seca. — Seu pai não é meu filho e embora eu tenha ficado ao lado dele em momentos importantes, nunca tive nenhuma responsabilidade pelo que ele fazia ou deixava de fazer, agora você. — Ela apontou para o filho. — É minha maior responsabilidade.
- Depois das Indústrias Stark. — Ele não resistiu ao comentário.
- Você sabe que não é verdade. — Ela respondeu impaciente. — Não consigo entender essa sua birra com a empresa, ela é sua também, sua herança, seu legado.
- Você já parou para pensar que eu posso não querer isso?
- Eu mereço! Dois Stark esnobes, playboys e mimados na minha vida, que não conseguem enxergar que o mundo não gira ao redor deles, nem a sorte que tem em ter nascido em berço de ouro. — A ruiva reclamou exaltada. — Eu fui Judas na outra encarnação, só pode!
Howard preferiu não responder, pois sabia que estava com sorte por estar saindo daquela confusão apenas com um puxão de orelha da mãe, aliás, ainda estava achando tudo aquilo estranho.
Assim que eles chegaram à mansão, Pepper obrigou ele, a comer, tomar banho e ir dormir.
Obviamente ele não conseguia dormir depois da quantidade de cocaína que tinha cheirado o que ele precisava era demais, ia esperar sua mãe e os empregados estarem dormindo para chamar seu fornecedor, já tinha feito isso inúmeras vezes.
Fazia mais de uma hora que ele estava em casa, quando ouviu a discussão dos pais.
- Você nunca está por perto quando eu preciso. – Ele ouviu Pepper reclamar, Howard foi até o topo da escada que dava para sala, e viu Pepper e Tony parados na sala, se encarando, a ruiva parecia furiosa.
- Eu estava em uma missão Pep...
- Eu sei. – Ela interrompeu. – Mas eu não quero passar por isso sozinha, eu não tive um filho sozinha.
- Você está sendo injusta, eu não fazia ideia...
- Esse era um problema anunciado, nos que preferimos ignorar.
- Querida eu vou conversar com ele.
- Conversar com ele não adianta, não no atual estado dele. – Ela passou as mãos pelo cabelo em um sinal claro de tensão. – Onde foi que a gente errou Tony?
- Não é culpa nossa Pep. – Tony se aproximou dela.
- Ele é nosso filho, nosso único filho Tony.
- Eu sei meu bem, mas nos vamos dar um jeito nisso. – Ele puxou a ruiva para um abraço. – A gente sempre dá um jeito, não é?
Howard abriu um sorrisinho sarcástico, Tony e Pepper sempre davam um jeito mesmo, ela sempre estava lá para segurar a mão dele e ajuda-lo independente da idiotice que ele fizesse, e ele sempre estava por perto para acalma-la e fazê-la sorrir, os dois tinham um mundo próprio, que funcionava muito bem, um mundo onde visivelmente um filho problemático não era bem vindo.
- Você acha que vão tratar ele bem na clínica?
- É uma clínica de recuperação Pepper, não é o melhor lugar do mundo, mas ele será bem cuidado.
Flash Back Off
Howard apenas tentou disfarçar uma lágrima que teimava em cair, ele olhou para Emma que não disse nada, apenas fez um sinal positivo com a cabeça e ele se levantou, pegou suas coisas e saiu da sala, ele só queria sentir-se amado, esse era o maior medo e o maior segredo que ele guardava. Ângela viu o momento em que ele saiu da sala e se levantou para ir atrás dele, Bárbara pensou em fazer o mesmo, mas Vicky fez um sinal que não, ela sabia que os amigos precisavam dessa conversa.
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Corredores da Academia
-Você está bem? – Perguntou Ângela dando alguns passos até se aproximar de Howard que permanecia sentado em um dos bancos próximo da sala de aula.
-Eu não sei ainda, acho que meus problemas pessoais não deviam ser expostos dessa forma, eu não gosto disso! – Ele falou sério, nunca foi muito fã de se abrir sentimentalmente.
-Eu entendo você, de verdade, eu não gosto que as pessoas invadam minha mente e pensem que podem fazer alguma coisa por mim, porque ninguém pode! – Ângela olhou para o chão pensando em toda a dor que viveu no seu passado sendo sempre considerada um monstro.
-Não entendo porque as pessoas incomodam você, pelo que me lembro você sempre foi doce! – Howard falou se encostando no banco com os braços para trás e um sorriso debochado.
-Não vamos fugir do assunto Howard, eu vim aqui porque quero saber como você está, não precisa se fechar comigo! – Ela falou se aproximando um pouco mais dele que o normal, Howard voltou a encarar a menina de grandes olhos azuis e sorriu se aproximando dela.
-Não devia se aproximar de mim, nem se preocupar comigo, eu não sou um cara bom! – Ele falou sério, mas ficou totalmente surpreendido, Ângela começou a rir dele sem parar, por fim ela se aproximou ainda mais para beija-lo no rosto, um beijo puro e delicado, triscando o canto da boca dele que permanecia confuso.
-Eu não conheço sua vida por completo, não conheço todos os seus hábitos, mas eu sei que você é um bom homem, um dos melhores que já conheci, eu gosto muito de você Howard, não deixe seu passado te assombrar para sempre! – Ângela falou com um sorriso que iluminou o bilionário.
-Você é mesmo um anjo! – Ele sorriu puxando Ângela em um abraço.
-Que coisa mais linda, sempre soube que vocês dois formariam um casal um dia! – Disse Nick se jogando sobre eles deixando Ângela envergonhada e Howard frustrado com aquela intromissão.
-Só estamos conversando! – Angel respondeu enquanto Nick sorria.
-Claro, e eu sou o Antônio Bandeiras! – Ele falou rindo enquanto as outras pessoas iam saindo da sala, Vicky se aproximou de Jeremy ainda na porta, ela precisava dizer algo a ele.
-Sinto muito por sua família, de verdade, eu nem consigo imaginar como deve ser difícil perder os pais! – Ela falou e ele apenas sorriu.
-Obrigado, eu fico feliz por alguém se importar de verdade! – Ele falou segundo seu caminho com John e Stefan.
-Você está super afim dele não é? – Bárbara falou rindo enquanto a amiga apenas socava seu braço.
-Nós devíamos fazer alguma coisa amanhã, eu fiquei sabendo que meu pai não vai poder dar a aula dele, devíamos aproveitar para fazer algo fora da academia! – Nick falou animado.
-Bom, meu pai comprou uma Ferrari nova, podemos dar uma volta com ela pela cidade, o que acha? – Howard falou e Vicky revirou os olhos.
-Andar de carro não é um programa Howard, você precisa oferecer mais do que isso!
-Pode ser um sorvete? – Ângela falou tímida e todos se lembraram que ela quase nunca saia da base.
-Claro que pode, eu conheço um lugar incrível no Brooklyn que vocês vão adorar, amanhã cedo então eu vou ver se consigo descolar a Ferrari com meu pai, ele tinha me mandado uma mensagem mesmo pedindo que eu fosse lá pela manhã! – Howard falou tedioso, mas no fundo estava muito preocupado com esse chamado de seu pai.
-Ei Erick, você também quer ir com a gente? – Bárbara chamou o rapaz que estava passando no momento.
-Claro, vai ser ótimo! – Ele falou seguindo para o outro lado do corredor, ele queria ficar um tempo sozinho e pensar em todas as coisas que havia vivenciado naquela sala. Do outro lado do corredor Erick mantinha seus pensamentos distantes enquanto Renata sentava-se ao seu lado, ficar sozinho nem sempre é a melhor resposta e ela sabia disso.
-Você está bem? – Ela perguntou ao rapaz que apenas respirou fundo e fez um sinal positivo.
-Você foi muito corajosa! – Ele disse discreto olhando para a garota que não sabia ao certo o que dizer. –Eu percebi que você ficou muito tensa lá, as vezes eu me esforço muito para não perder o controle!
-Obrigada, eu também digo o mesmo para você! – Ela parecia feliz agora que a aula tinha acabado.
-Sabe, não deve se importar com esses idiotas, se eles tem medo do fogo não é culpa sua! – Erick falou sério sentando-se ao lado dela, Renata riu animada com um olhar travesso.
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-Eu não preciso ter medo do fogo, eu também tenho as minhas habilidades! – Ele sorriu e entregou a rosa para Renata que parecia extremamente feliz.
-Você é um cara legal Erick, eu tenho certeza de que tudo ficará bem com você e seu pai, um dia ele vai vir a Terra e você vai poder fazer todas as perguntas que precisa! – Renata falou colocando uma de suas mãos sobre a mão dele.
-Eu também sei disso, acredito que as coisas vão ser reveladas, de um jeito ou de outro! – Erick falou olhando para o jardim no final do corredor, ele tinha certeza de que algo estava prestes a acontecer.
Notas finais
LISTA COM O NOME DOS NOVOS PERSONAGENS
Meninos
Mason Hill Gordon, 21 anos
Jackson Wilson, 23 anos
Edward Wetler, 18 anos
Andrew Swanson, 20 anos
Meninas
Andressa Munroe, 21 anos
Theodora Eleonor Brigton Cromwell Xavier, 22 anos
Lacey Anne Darkholme, 19 anos
Megan Potts Stark , 24 anos
Layane Marry Mikaelson, 18 anos
Comentem....
Dêem idéias....
Participem com sugestões......
Recomendem....
Façam parte desta fic......
O que mais estão gostando até agora?
O que menos gostam?
Posso fazer alguma coisa para melhorar seus personagens?
Tem alguma dica?
Gostaria que seu personagem interagi-se mais com outro?
Estou aqui para fazer dessa fic uma história para todos, então qualquer idéia é só me gritar.
Fale com o autor