Academia Jovens Promissores -Fic Interativa
4 Sobrevivendo as Aulas - Terça-feira
Notas iniciais
Quero agradecer de coração as pessoas que estão acompanhando e comentando aqui, sério, e quero pedir aqueles que não comentaram ainda que, por favor, comentem, eu preciso da opinião de todos aqui, por isso essa fic é interativa.
Ah quem sempre está comigo minhas desculpas por ficar cobrando dessa forma, mas é muito complicado ter tantas fics em andamento e agradar a todos por isso peço de coração para que não abandonem a fic e que por favor comentem.
Mas preciso agradecer de coração a todas as pessoas que estão sempre aqui, vocês me ajudam demais, eu amo vocês pessoal *--------*
AVISO IMPORTANTE
Vou começar a postar as novas capas feitas pela nossa maravilhosa Giovanna Marc.
A cada nova postagem eu vou estar trocando a capa, e caso alguém queira colecionar ou queria a capa de seu personagem vou estar postando no blog também.
Beijos boa leitura e até a próxima semana.
Juh
Sala de Uso da Mente – Aula de Emma Frost
A sala era muito grande e oval, ela ficava no alto da Torre Leste e tinha uma grande escadaria que levava até ela, as paredes assim como o teto eram brancos, mas havia algo mais ali, algo que poderia ser sentido por qualquer telepata.
Haviam almofadas no lugar de cadeiras, várias almofadas azuis formando um circulo no centro da sala e Emma estava bem no meio dele.
-Sejam todos bem vindos a minha aula, eu não sou muito metódica, eu trabalho de acordo com a situação do momento, espero que estejam dispostos a desvendarem os problemas que os afligem porque é justamente para isso que eu estou aqui!
-Isso é mesmo necessário? – Disse Charlie com um ar entediado, ela não queria ninguém vasculhando sua mente, tinha lembranças ruins de momentos ruins, coisas que só queria esquecer.
-Sinto mundo, mas é sim, eu só quero que tentem relaxar e não entrar em choque, digamos que essa aula foi criada depois de um dos alunos ter matado o professor que ficava no lugar do Richard, se nós tivéssemos um certo controle desse tipo de intenção nada disso teria acontecido! – Emma falou enquanto os outros ficaram pensativos.
-Mais toda essa coisa riponga de sentar nas almofadas e controlar a raiva não é uma forma de você entrar nas nossas mentes e tentar nos controlar, e se for isso, não seria contra a lei? – Howard falou fazendo um grande murmúrio invadir o lugar, Emma apenas sorriu.
-Bom senhor Stark, como deve saber essa instituição foi criada pelo governo, nada que seja feito aqui quebra qualquer lei constitucional existente, por tanto, sente sua bunda grande na almofada riponga e faça uma meditação tranqüila!
-E se não quisermos? – Erick falou tentando pensar em uma forma de sair daqui, mas Emma apenas sorriu, quando percebeu todos já estavam sentados meditando, ele ficou confuso, não sabia se já era uma ilusão telepática de Emma, ou se a conversa anterior era.
-Isso é tão confuso! – Nicholas falou enquanto mantinha sua mente focada nos exercícios de arco e flecha.
-Confuso? Confuso é tentar sair da sala e todas ás vezes ser puxado de volta para essa almofada ridícula! – John falou sério mais os outros riram, Emma tinha o controle total da sala.
-Vamos lá, não sejam bobos, essa aula é uma ótima oportunidade para vocês usarem o poder da mente e da concentração, o cérebro é uma grande arma, vocês precisam ter uma mente forte para depois pensar em um corpo forte! – Emma falou enquanto andava em volta dos alunos.
-Eu quero lembrar de coisas! – Disse a voz de Kate buscando o apoio de Emma, ninguém mais ouviu, aquele foi um pedido silencioso.
-Do que quer lembrar? – Emma perguntou apenas com sua mente.
-De tudo, tudo o que esqueci! – As palavras de Kate ecoaram na mente da mulher de branco que concentrou-se ao máximo, para finalmente começar a derrubar algumas paredes do subconsciente de Kate.
-Não entre na minha mente ouviu? – Charlie assim como Erick e John faziam de tudo para manterem a mente fechada, John porque não queria lembrar dos sofrimentos do passado, com a morte de sua namorada, com a morte de tantas pessoas que amava por suas próprias mãos, Erick porque começava a ter idéias interessantes sobre todos os outros ali e não queria dividir suas descobertas com ninguém, e Charlie porque tinha muita dor dentro de si, á rejeição da família, a descoberta da família verdadeira, os problemas pessoais, os abusos em escolas passadas, o estupro.
-Saia da minha mente!!!! – Charlie gritou e uma onda telepática se formou empurrando Emma contra a parede, todos abriram os olhos se levantando com pressa.
Emma encarou Charlie que parecia ofegante, as duas se mantinham firmes como se medissem poderes.
-Devemos pedir ajuda? – Renata falou preocupada enquanto se aproximava de Ângela e Bárbara.
-Acho que não, todos tem o direito de perder o controle ás vezes! – Barbie falou séria olhando para Ângela que não sabia se concordava ou não.
-Quando quiser perder o controle é só me avisar boneca! – Jeremy falou se aproximando enquanto Vicky apenas revirava os olhos.
-Gente a coisa é séria, acho que devíamos chamar alguém! – Vicky parecia decidida, assim como seu pai não gostava de ver a situação fora de controle.
-Esse é um problema delas, deixe as duas resolverem! – Gery falou parecendo firme, ele não deu mais espaço para discussões ele estava certo de sua opinião e Nate concordou silenciosamente do outro lado da sala.
-Eu sei que você tem problemas, mas existem pessoas aqui que precisam abrir suas mentes, você por ser telepata devia me ajudar, isso facilitaria demais o processo! – Emma falou se aproximando de Charlie que mantinha distancia.
-Eu não estou nem ai se John não quer falar sobre a namorada morta, que ele mesmo matou, ou Ângela com seu medo de ser um monstro como o pai, eu não dou a mínima se Kate quer descobrir quem apagou sua memória e porque ela tem ossos de adamantium, ou Jeremy e seus pais mortos em um assalto idiota, eu não dou a mínima se Howard não se sente amado pelo pai ou se Vicky deseja mostrar o quanto é igual ao pai dela, eu não dou a mínima, não ligo se Nathaniel se acha um lixo por ser filho de Gambit e por ter um pai tão relapso, ou por acreditar ter matado a própria mãe no parto, não ligo mesmo se existem presidiários, assassinos, drogados ou idiotas aqui precisando de ajuda, eu só quero ficar sozinha, só isso! – Charlie explodiu, sinceramente era a primeira vez em muito tempo que ela fazia isso, ela não iria chorar, esse não fazia o seu tipo, não mais, ela apenas encarou Emma que mantinha um olhar sério.
-Você é poderosa, mas só vai conseguir equilíbrio se superar as suas dores e abrir a sua mente, enquanto não fizer isso nunca chegará aos pés do seu avô!
-Não quero ser como ele!
-Não quero que seja também, quero que seja melhor, porque você é minha aluna, assim como todos aqui, eu não quero ninguém igual aos pais ou aos familiares, eu não quero ninguém sentindo pena de si mesmo porque isso me dá nojo, eu quero pessoas fortes, corajosas e muito melhores do que seus criadores, ouviu, ouvirão? – Emma falou depois olhando para todos que ainda pareciam chocados.
-Vão, a aula foi muito intensa hoje, tentarei uma abordagem mais simples na próxima! – Emma odiava ir por caminhos lentos, mas havia muita emoção presa naquele grupo, se ela não tomasse cuidado iria acabar envolvida por ela.
Kate não era muito o tipo de pessoa que se preocupava, mas não queria deixar a única pessoa daquele lugar que parecia mais ou menos com ela na mão.
-Você esta bem? – Perguntou Kate para Charlie que permanecia confusa.
-Não enche!
-Ei, você pode até bancar a rebelde com a loira de silicone, mas não seja idiota comigo ok? – Kate precisava de ajuda, talvez Charlie pode-se ajudar ao invés de colocar Emma em sua mente.
-Tudo bem, me desculpe, é que não gosto dessa idéia de ter gente bisbilhotando o meu cérebro! – Mas antes das meninas saírem um braço forte puxou Charlie contra a parede do corredor pressionando-a com força.
-Nunca mais entre na minha mente, nunca mais abra essa boca grande para falar sobre os meus pensamentos ouviu? Nunca mais! – Nathaniel falou furioso encarando a menina com suas faces tão próximas que ele podia sentir o cheiro de menta da boca dela.
Por fim ele a soltou e saiu furioso pelo corredor em direção á cantina, assim como outros faziam, Jeremy estava sério, não queria falar sobre os pais mortos ainda, mas Ela havia vomitado isso sem medir as conseqüências.
-Vamos, você precisa de uma dose forte de whisky ou qualquer coisa que tenha na cantina!
-Existe whisky na cantina? – Perguntou Charlie achando a idéia meio impossível.
-Com uma nota de 100 pratas eles transformam água em whisky de uma hora para outra é só você ter fé! – Kate falou rindo da informação privilegiada.
-Quem faz esse serviço abençoado?
-Freddy e Clark os responsáveis pela limpeza das mesas e reposição dos produtos, eles são ótimos contrabandistas! – Ela falou rindo e as duas seguiram caminho pelo corredor, afinal ainda restavam 2 horas até a próxima aula.
------------xxxxx------------
Sala de Literatura – Richard Coulson
Até o momento a sala de literatura era a mais normal, possuía vários quadros com escritores famosos pendurada em uma das paredes, ao fundo, uma pequena prateleira com alguns exemplares antigos, as mesas eram apenas para um aluno e a mesa do professor era normal. Richard anotava as informações enquanto os alunos começavam a chegar depois do almoço, ele estava feliz por finalmente dar aulas para os filhos de seus amigos.
O clima tenso da aula passada havia ficado para trás, apesar de muitos ainda estarem preocupados e chateados com tudo o que havia sido dito, assim como John que odiava falar sobre sua namorada morta ou Jeremy que também não suportava a idéia da morte dos pais.
-Eu achei ele uma gracinha! – Disse Renata ás costas de Ângela que tentou ignorar aquilo, mas a verdade era que o professor era muito interessante.
-Acho que ela também achou, só não quer dizer, Ângela ainda vai entrar para um convento! – Victória falou rindo enquanto arrumava suas coisas na mesa ao lado.
-Falou a miss América, você é a mais certinha de todos aqui! – Nicholas bagunçou os cabelos de Vicky e ela apenas o olhou fuzilando seus olhos.
-Idiota!
-Ele tem razão Vicky, você é certinha demais! – Bárbara falou se jogando na mesa do outro lado de Ângela.
-Há-há, falou a rebelde sem causa, você é tão careta quanto eu! – Vicky falou olhando para Barbie que parecia não se importar, apenas riu encerrando aquela discussão.
-Vocês são doidas! – Shopie falou se aproximando, ela não queria ficar isolada, queria fazer parte do grupo também.
-Mas devemos admitir que esse jeito dele é muito sexy, olha, parece aqueles professores de filmes, todo tímido, nerd, e quando chega o fim de semana ele vira o Indiana Jones em busca da arca perdida! – Annie falou fazendo todas as meninas rirem.
-Acho que ele é muito comum! – Gery falou enquanto procurava um lugar para se sentar, ele não queria participar da aula, mas haviam garotas lindas ali e ele não ia perder essa oportunidade.
-Tem toda razão, afinal de contas todo mundo sabe que o Richard é gay! – Howard falou se jogando em uma das mesas rindo debochado para Richard que deu um riso sem graça.
-Ok, ok, eu sabia que isso não ia demorar a acontecer, eu sou um professor de literatura, se entendo de poesia a culpa não é minha e isso não me torna gay, apenas me torna romântico! – Ele falou e quase todas as garotas da sala suspiraram enquanto os rapazes reviravam os olhos.
-Ainda te acho gay! – Howard disse, fazendo os meninos rirem, Richard foi até a velha prateleira ao fundo e pegou um livro, ele foliou algumas paginas e começou a ler enquanto os outros começavam a entrar.
“-Ele...Completamente sozinho! Nós dois...separados! – Exclamou ela, indignada. –E quem vai nos separar, não me dirás? Quem tentar terá o destino de Milo! Não enquanto eu for viva, Ellen...nenhum mortal vai conseguir isso. Mais depressa sumiriam da face da Terra todos os Linton do que eu permitiria separar-me do Heathcliff.”
Quando terminou todos pareciam prestar atenção nele, já que sua forma de ler era envolvente.
-Agora, quem aqui sabe me dizer a qual livro essa frase pertence? – Ele perguntou olhando para todos, Ângela foi a primeira a levantar a mão de forma tímida.
-O morro dos ventos uivantes! – Ela disse com sua voz baixa.
-Muito bem, agora diga, você reconheceu essa frase pelo nome do personagem principal marcado nela ou por realmente gostar do livro? – Richard sabia que o livro era de certa forma uma espécie de modinha, como Romeu e Julieta, sabia que Ângela devia fazer parte disso e não esperava que ela soubesse algo mais a fundo, no entanto, ela se levantou com calma deixando todos curiosos e começou a falar sem nem ao menos ler em algum lugar.
“-Mas o que não associo eu a ela? O que não á trás a minha memória? Se olho para estas lajes, vejo nelas gravadas as suas feições! Em cada nuvem, em cada árvore, na escuridão da noite, refletida de dia em cada objeto, por toda a parte eu vejo a sua imagem! Nos rostos mais vulgares de homens e mulheres, até as minhas feições me enganam com a semelhança. O mundo inteiro é uma terrível coleção de testemunhas de que um dia ela realmente existiu e a perdi para sempre!”
Ouve um grande silencio entre todos, até Ângela sentar-se novamente em seu lugar.
-Isso me arrepiou! – Nick falou sério, mas os meninos voltaram a rir.
-Eu não sabia que gostava dessas coisas Angel! Você foi incrível! – Howard falou sentando-se mais perto da menina, pela primeira vez ela realmente parecia interessante, ele sempre a viu como uma garota assustada, uma criança medrosa criada em uma base militar, mas naquele momento ele conseguia perceber a garota sensível e romântica que habitava dentro do coração de Angel.
-Obrigada! – A garota disse tímida percebendo que Richard ainda olhava chocado para ela.
-Isso foi lindo, será que podemos voltar para nossos quartos, eu preciso de um cigarro! – Nathaniel falou procurando pelo maço que havia deixado sobre o criado.
-Homens, qual o problema de vocês com isso? Foi lindo, tem que admitir! – Renata falou encarando Nate que apenas a ignorou.
-Um homem não perde tempo com essas bobagens, essa é a verdade, só fazemos isso por um motivo! – Jeremy falou procurando uma caixa de chiclete nos bolsos da mochila.
-Que motivo idiota? – Charlie falou chamando a atenção dele, ela ainda não tinha falado desde seu incidente com Emma, na verdade todos estavam um pouco desconfiados da garota, mas Jeremy não iria se intimidar com isso.
-Sexo, é obvio! – Jeremy falou e ela deu um tapa na cabeça do garoto.
-Isso é ridículo! – Vicky falou sentindo-se ofendida.
-Não, não é ridículo, é verdade, um homem não se incomoda com essas bobagens a menos que deseje muito alguém! – Erick falou de seu lugar olhando para Bárbara que sentiu algo estranho naqueles olhos, algo estranhamente familiar.
-Pois quer saber, também existem mulheres que não dão a mínima para esse tipo de coisa! – Annie falou rindo e Kate fez um “toca aqui” com as mãos, as duas riram encarando os meninos.
-Isso ajuda muito, assim não perdemos tempo com bobagens! – Nicholas disse fazendo alguns rirem e algumas meninas se constrangerem.
-Bom, já chega, mas gostei do debate, vamos dividir a sala, quero dois grupos, um do lado direito e um do lado esquerdo, quem defende o amor do lado direito e quem é contra do lado esquerdo, quero que usem argumentos sólidos para justificar isso, e depois como lição de casa quero que escrevam um poema, mas nada clichê, quero que escrevam algo de acordo com suas emoções no momento! – Richard falou animado com aquela primeira aula sentindo que poderia usar muito bem aquela energia toda.
-Depois reclama quando te chamo de gay! – Howard falou sentando-se do lado direito.
-Há-há, muito engraçado, mas saiba que como você mesmo disse, com poesia sempre conseguimos a garota! – Richard falou e dessa vez os rapazes riram.
Ouve um longo debate com todos os alunos, o barulho ficou tão descontrolado que Natasha precisou ir na sala pedir que se acalmassem, já que estavam atrapalhando outras aulas naquela divisão.
Por fim o sinal tocou e todos começaram a sair.
-Ei, senhorita Banner! – Richard falou fazendo Ângela parar voltando-se para ele, ela parecia tímida, as outras meninas ficaram do lado de fora esperando por ela.
-Sim senhor Coulson?
-Você foi incrível, só queria me desculpar por não ter acreditado no seu interesse pela literatura! Muitos só decoram nomes, títulos, coisas relevantes apenas para fingir que gostam, apenas para....
-Impressionar?
-Isso, apenas para impressionar, bom, continue assim! – Richard falou rindo e Ângela sorriu tímida sentindo o rosto quente enquanto corava.
-O que ele queria? – Disse Bárbara do lado de fora querendo todos os detalhes sórdidos.
-Só se desculpar, nada demais! – Ângela falou mais Renata apenas riu.
-Querida, eles nunca querem apenas algo “nada demais”, sempre tem “algo mais” entende? – Ela disse rindo.
-Eu não entendi? – Vicky falou confusa.
-Vamos sair logo daqui, vamos comer alguma coisa enquanto eu explico! – Renata puxou as meninas em direção ao refeitório.
-Você viu o jeito que o Howard olhou para ela? – Barbie falou séria, no fundo sentia-se chocada com isso.
-Eu sei, foi super estranho, achei que ele não gostasse de garotas como á Angel! – Vicky falou sentindo-se um pouco confusa também.
-Que isso gente, ele é só um amigo! – Angel falou horrorizada pela forma que suas amigas falavam, afinal, todos se conheciam a muito tempo.
Richard ficou ali arrumando suas coisas com um pequeno sorriso no rosto quando percebeu que havia alguém na sala.
Charlie se levantou sorrindo para ele andando de forma insinuante até se aproximar ao máximo prendendo o homem contra a mesa que parecia totalmente atrapalhado.
-É melhor não pensar no que está pensando, pelo menos não com ela! – Charlie falou rindo dando um beijo no rosto do homem e saindo da sala como se nada tivesse acontecido.
-Acho que preciso de um seguro de vida! – Richard falou pensativo enquanto analisava o que tinha acontecido ali.
------------xxxxx------------
Sala dos Professores
Emma olhava pela janela, ela mantinha os olhos fixos em um ponto qualquer, mas seus pensamentos estavam voltados para os acontecimentos daquela manhã.
-Qual foi á impressão que teve em relação a eles? – Disse Logan que também parecia preocupado.
-Existe muito poder entre eles, uma força que nunca existiu em outros grupos antes, mas também existe muito medo e dor! – Ela falou chamando a atenção dos outros.
-Eu também sinto isso, muitos são revoltados, Gery me deixou com a pulga atrás da orelha, assim como Kate, sinto que tem algo errado ali!
-Eu também sinto, e por isso fico tão preocupado! E você Richard, o que sente em relação a eles? – Bruce perguntou, mas Richard estava totalmente perdido lendo o livro da aula. –Richard?
-Ah, desculpe, o que dizia? – Ele perguntou ainda lembrando do que aconteceu na aula anterior.
-Se parar de sonhar com seu mundo encantado vou perceber o que esta acontecendo! Logan falou sério fazendo Barton rir.
-Será que podemos passar pelo menos por um dia sem vocês me zoarem? – Richard falou sério mais os outros se entreolharam e começaram a rir.
-Bom, mas indo ao que interessa, o que achou dos alunos? – Bruce perguntou mais sério e os outros deixaram Richard em paz.
-Eles tem energia, disposição e inteligência, devo dizer que Charlie me assusta, mas os outros são interessantes, na verdade Gerard também me assusta, agora Ângela, ela foi incrível, pode até não ter poderes mais ela tem sentimento, foi algo incrível! – Richard falou animado deixando Bruce orgulhoso.
-É bom ver você falando assim de uma mulher para variar! – Clint falou e Natasha o repreendeu.
-Eu tinha uma mulher, ela está morta agora! Com licença! – Richard pegou suas coisas e saiu da sala. Todos ficaram pensativos, Richard era o homem mais normal naquele lugar, até mesmo seu irmão o agente Coulson era mais extravagante que ele, Richard já havia se casado no passado, quando ainda era bem jovem, sua esposa morreu no meio do primeiro ataque alienígena que a terra sofreu, ela tentou proteger crianças que corriam perdidas no meio da batalha e um carro foi praticamente atirado contra ela, Richard entendeu que ser normal não era nada bom, nem para ela, nem para ele que não pode fazer nada para proteger a pessoa que amava, desde então ele havia seguido sua vida sozinho, ele não tinha encontrado ninguém que pode-se preencher o vazio de seu coração.
-E que papo é esse de mulher, minha Angel é só uma garotinha, vocês sabem disso, ela não é como as outras garotas, não é como Vicky ou Bárbara, ela viveu na base por mais tempo do que eu gostaria, ela só teve livros como companhia até ser liberada para interar com os outros, ela precisa muito de mim! – Bruce parecia sério, não queria sua filha em uma situação ruim.
-Bruce fique calmo, todos nós aqui amamos nossos filhos e conhecemos suas qualidades e defeitos, até mesmo o Tony que não veio ainda, até mesmo ele sabe como Howard é, ele só tem medo de mostrar isso, tem medo de mostrar que também tem um coração por baixo daquela lataria toda! – Steve falou sério e pensativo, era verdade, todos ali estavam prontos para defenderem seus filhos até a morte.
-Oi gente, alguém aqui pode me dizer, porque, o Rick estava tão chateado quando passou por mim? – Coulson falou se aproximando com uma pasta e alguns papéis.
-Problemas mal resolvidos Phill, mas o que quer aqui? – Emma perguntou séria, mas o agente apenas sorriu.
-Bom, eu preciso reportar ao governo todas as ações e acontecimentos que andam acontecendo por aqui, não estamos nesse lugar para brincar de casinha, vocês sabem disso!
-Nós sabemos bem qual é a nossa função aqui Coulson, é cuidar dos nossos filhos! – Natasha falou um pouco nervosa, não gostava de ver seu filho sendo tratado como uma coisa ou cobaia.
-Eu entendo seu pensamento Nath, mas ainda sim esse é o meu trabalho, assim como sou obrigado a dizer que futuramente podemos estar tendo visitas federais aqui! – O agente falou deixando Logan desconfortável.
-Uma vez mutante, sempre seremos mal vistos! – Logan se levantou para sair.
-Espere Logan, eu preciso da sua impressão sobre eles!
-Quer minha impressão Coulson? – Logan foi até a mesa e com suas laminas saindo dos pequenos espaços entre as juntas dos dedos, perfurou a pasta do agente. – Ai está minha impressão! – Logan saiu da sala enquanto os outros entendiam o porquê da reação dele quando o assunto era Governo.
-Ele me deve 150 dólares pela pasta! – Coulson sabia que acompanhar aquele processo iria ser trabalhoso.
Notas finais
Quero suas opiniões, me digam tudo o que acharam e o que gostariam de ver.
beijos
Fale com o autor