Academia Jovens Promissores -Fic Interativa
29 Nas mãos dos Reis....No coração dos deuses.
Notas iniciais
Torre Stark
Bárbara arrumou o cabelo de várias formas diferentes, ela nunca foi uma garota preocupada com a aparência dessa forma, sempre foi uma menina natural com suas manias, mas agora era tudo diferente.
Por todo o corredor ela via pessoas cochichando, alguns olhavam para ela de forma admirada, outros apenas de forma invejosa, mas de qualquer forma ela não dava a mínima para aquilo, afinal, seu pai estava na sala em frente no final do corredor.
Pela primeira vez em anos Erick não conseguiu dormir, seu coração parecia acelerado demais, ele tentou ligar para a mãe, mas estava sem sinal, provavelmente ela já devia estar viajando para New York.
Ele nunca imaginou que um dia iria realmente conseguir encarar seu pai para tirar todas as duvidas sobre sua existência, e esses pensamentos lhe assustavam.
Ali estavam os dois, lado a lado, Bárbara com um grande sorriso e Erick com uma expressão de dor, ela segurou a mão dele com força, ambos se olharam encarando a grande porta de madeira.
–Vamos? – Bárbara falou em um misto de vontade e duvida.
–Não estou pronto, acho que preciso respirar. – Erick soltou sua mão e com um sorriso triste deu meia volta indo em direção ás escadas que dava acesso ao terraço.
Thor olhava com animação para todas as pessoas presentes naquela sala enorme, ele tinha boas lembranças de todos, assim como todos ali também se recordavam dele com carinho.
–Obrigado por cuidarem da minha filha, isso é muito importante para mim. – Thor falou olhando pela janela.
–Thor, estamos todos curiosos, porque está aqui? – Natasha perguntou enquanto o deus a olhava tentando esconder a ponta de tristeza ao ver envelhecendo.
–Existem alguns assuntos em Asgard que são importantes, assuntos que não podemos ignorar. – Thor estava um pouco apreensivo na verdade, ele não queria falar sobre suas reais intenções ali.
–E porque ele também veio? – Disse Clint indicando Loki com a cabeça, mas o deus apenas sorriu vendo que rancor não era um privilégio só seu.
–Quando o assunto é Asgard e o trono eu sempre estou envolvido, só que agora de uma forma positiva. – Loki respondeu enquanto permanecia sentado com seus braços cruzados sobre o peito.
–Só espero que seus assuntos não atrapalhem a nossa vida. – Tony falou deixando bem claro a sua preocupação.
–Nós prometemos que não vai acontecer nada com Midgard, até porque pelo o que percebi seu mundo está com problemas mais uma vez. – Thor falou sério encarando os presentes. –E dessa vez não tem nada haver com os problemas dos nove reinos.
–Nós estamos em guerra, mas vamos superar isso. – Bruce falou respirando fundo tentando manter a calma.
–Claro que vão. – Disse Loki de forma debochada.
–Chega de gracinhas vocês, isso é sério, a presença de vocês aqui muda muita coisa, nunca vieram a terra e agora surgem assim do nada cheios de mistério, vocês não são mais sozinhos, vocês tem filhos aqui. – Disse Natasha parecendo um pouco mais séria que os outros.
–Falou a mãe do ano. – Loki sorriu para Natasha de forma insinuante o que deixou a ruiva com mais raiva ainda dele.
–Como acha que essa visita vai influenciar Bárbara e Erick? Ambos já tiveram problemas suficientes, principalmente seu filho. – Natasha falou encarando Loki que não desmanchou o sorriso, mas pareceu ficar preocupado.
–Nós sabemos que isso vai mudar drasticamente a vida dos dois, mas Odin nos ordenou e....
–Odin, Odin, Odin, será que o pai de vocês não se aposenta nunca? – Tony falou encarando Thor que tentava entender o que significava “aposentar”.
A porta da sala se abriu bruscamente, Bárbara permanecia do lado de fora, mas seus olhos estavam fixos na figura que tanto se parecia com ela.
–Vai ficar? – Foi á única coisa que ela conseguiu formular.
–Não, eu nunca vou poder viver em Midgard como gostaria. – Thor respondeu enquanto Loki observava a nova herdeira de Asgard, os cabelos loiros e longos, os olhos iluminados, a beleza tão forte que era impossível não ver uma deusa ali, Bárbara era a imagem esculpida de Thor, mas muito mais interessante na opinião de Loki.
–Então porque veio? – Ela perguntou ignorando todos os outros ali e tentando manter a postura mais digna possível.
–É melhor dar um tempo para seu pai querida, ele acabou de chegar e....
–Dar um tempo? – Disse Bárbara fuzilando Ororo com os olhos. –Dar um tempo para que? Para ele ir embora de novo? Para ter tempo de inventar alguma desculpa? Não, esse é um problema meu e eu não vou dar tempo nenhum. – Bárbara não queria brigar com o pai, longe disso, mas não ia perder a oportunidade de conversar com ele e entender tudo o que estava acontecendo.
–Ela tem razão, eu sumi por anos, e não me orgulho disso, nem ao menos queria isso, mas eu sou um rei, e um rei tem mais obrigações do que gostaria, eu não posso ignorar meu povo, por mais que isso seja doloroso em minha vida. – Thor parecia triste ao dizer aquilo, mas era a pura verdade e ele precisava ser honesto.
–Você vai ficar dessa vez? – Bárbara perguntou ainda lutando contra as lágrimas.
–Não, mas desta vez eu vim lhe fazer uma oferta. – Thor falou sério sabendo que aquilo poderia ser muito mais chocante do que qualquer coisa que pudesse dizer.
–Que oferta? – Bárbara falou cruzando os braços para evitar tremer.
–As portas para Asgard estão e sempre estarão abertas para você, independente do que escolha, mas é de acordo com nossas tradições que preciso oferecer o trono a você. – Thor falava de forma calma, não queria deixar sua filha apavorada.
–Trono? – Bárbara não conseguia raciocinar direito.
–Você é minha herdeira, por isso é certo que depois de mim você será a nova herdeira de Asgard, por isso precisava vir aqui e avisa-la, daqui alguns meses teremos uma festa em honra a Odin, nessa festa você será apresentada ao meu povo, você e seu primo Erick, seria de bom grado oficializar o noivado também e.....
–Noivado? Ficou louco? Como....como assim? Isso é alguma pegadinha? – Bárbara sentiu o teto rodar, tudo parecia turvo, ela se sentou com ajuda de Natasha e parecia tremula, seu sonho estava começando a se tornar um pesadelo em potencial.
–Será que vocês poderiam nos dar licença? – Thor falou olhando para os outros presentes na sala que assentiram com certa relutância. – Bárbara, filha de Thor, neta de Odin, herdeira de Asgard, tem noção de quantas pessoas contam com você no futuro? – Disse Thor de forma calma, porém nada poderia ser mais pesado do que aquilo. –Sei que não sou nenhum exemplo de obediência, mas minha imprudência colocou muitas pessoas em perigo, incluindo sua mãe, muito mais do que eu podia suportar. – Thor falou ajoelhado diante da filha enquanto Bárbara permanecia encarando as próprias mãos.
–Por isso foi embora? – Ela disse encarando o pai.
–Sim, e porque Odin me pediu uma prova de comprometimento, ele me pediu paciência, e eu fui obrigado a aceitar, assim como Loki.
–Mas eu não posso ficar noiva do Erick, isso é loucura, a gente se conhece a pouco tempo, mas somos amigos, sabe? Família, não é certo que a gente se casa, é doidera, sem falar que tem o John, eu já tenho um namorado e.....
–Barbara, você será imortal como eu, seu amor vai se acabar com o tempo, mas o reino de Asgard é eterno e precisa de uma rainha comprometida com seu povo.
–Mas porque o Erick? – Ela perguntou de forma insistente.
–Para mostrar que minha aliança com Loki é verdadeira e que não estamos mais em guerra, essa é a melhor forma de mostrar aos nove reinos que Asgard é forte e leal. – Thor falou acariciando o rosto assustado da filha.
–Não existe outra opção? – Ela perguntou ainda encarando o pai.
–Existe uma que não quero pensar. – Thor falou de forma irritada enquanto Loki apenas ria discreto e charmoso, Bárbara olhou para o deus e ele piscou para ela divertido.
–Ele? Está me zoando né? – Bárbara sabia que essas coisas entre reis eram sempre complicadas e por alguma razão muito cruel a jovem princesa sempre sofria mais, mas nunca pensou que terminaria assim.
–Eu disse que era uma opção na qual não quero pensar. – Thor manteve um olhar sério em direção ao irmão que permanecia apenas com seu sorriso, aparentemente estava se divertindo muito com toda aquela situação.
–Eu não quero ser rainha. – Bárbara falou o mais sincera possível.
–Qual é o problema do seu sangue Thor? Vocês repelem o trono como se ele fosse contagioso. – Disse Loki rindo de forma divertida.
–Talvez existam coisas mais importantes que um trono. – Barbie falou encarando o deus que sorriu para ela, mas a jovem não se sentiu inclinada a responder.
–Daqui alguns meses quero que venha a Asgard comigo, você conhecerá seu povo e vai fazer as alianças necessárias, claro que vou falar com sua mãe sobre isso, eu sei como Jane é. – Thor falou com um sorriso impossível de não amar.
–Eu preciso pensar sobre tudo eu.....
Bárbara se levantou, claro que não queria ficar longe do pai, mas precisava muito de espaço, ela se levantou e foi em direção a porta, e para sua tristeza John permanecia a frente encarando a jovem com grande alegria.
–É um prazer conhecer o senhor. – Disse o rapaz para Thor que sorriu segurando a mão estendia em sua direção.
–Você deve ser John. – Thor falou enquanto Bárbara lutava em meio a um turbilhão de sentimentos, estava perdida entre a emoção de ter seu pai falando com seu namorado como sempre sonhou em ver, e ao mesmo tempo com o medo de estar diante de um rei tomando decisões por si.
–Sim senhor, e fico honrado por Bárbara ter falado sobre mim ao senhor. – John não sabia ao certo como agir diante do deus.
–Você me parece um bom rapaz, é muito bom saber que minha filha tem amigos leais. – Thor apertou a mão de John um pouco mais forte do que o necessário, mas o rapaz não se intimidou.
–Acho que o senhor precisa saber que somos muito mais do que amigos. – John retribuiu o mesmo olhar desafiador ao deus que sorriu, ao menos o rapaz era corajoso.
–Desculpe, mas eu preciso ir. – Bárbara saiu correndo pelo corredor sem um rumo certo, sem olhar para trás.
–Vejo que ela se parece mais com você do que podia imaginar. – Loki falou rindo enquanto um brilho discreto surgia em seus olhos.
–Ela vai entender, eu sei que não é fácil, mas precisamos mostrar aos nove reinos que tudo está em paz, ou começaremos a ter problemas novamente. – Thor falou discreto, ele não queria que John ouvisse sobre seus problemas, mas o rapaz sabia que algo estava errado.
–Bom, acho que é a minha vez de decepcionar meu filho. – Loki sorriu debochado, mas no fundo estava com tanto medo quanto Thor.
Bárbara correu ouvindo apenas sua respiração, seu coração batia forte contra o peito, o medo, a duvida, ela precisava falar com Erick, aquilo era loucura, depois de mais de vinte anos seu pai finalmente apareceu, e para que? Para dizer que ela precisava se casar com seu primo? Loucura.
A jovem chegou em um ponto mais discreto entre os corredores, ficou ali encostada na parede encarando o nada, por fim, deixou escorrer até o chão e chorou, chorou como nunca havia feito na vida.
{...}
Garagem particular de Tony Stark
Havia vários carros no local, alguns importados, outros antigos, mas todos extremamente bem cuidados, aquela era a coleção pessoal de Tony Stark.
Howard permanecia sentado sobre o capô de uma Ferrari enquanto bebia o whisky mais caro do local, ele sabia que aquela atitude não era a melhor a se tomar devido as circunstancias, mas ele queria ter um momento normal para variar, principalmente depois daquele ataque horrível em Manhattam.
–Cara, eles podem dizer o que quiser, mas o seu pai tem muito estilo. – Nick falou sorrindo enquanto admirava um Camaro.
–Não diga isso perto dele ou serei obrigado a matar você. – Howard respondeu passando a garrafa para Gery.
–Sabe Stark, acho ótimo você criar esse momento aqui, livre das câmeras, livre de todos eles, mas será que é uma boa idéia fugir dos problemas? – Gery falou enquanto Nate encarava os dois, depois de tudo o que havia acontecido com ele e Jeremy no hospital, Nate ficou apreensivo a tudo.
–Ele tem razão, vocês viram os deuses, Thor e Loki estão nessa Torre neste exato momento conversando com Bárbara e Erick, isso pode ser bom, mas ao mesmo tempo pode não ser, acho que devíamos estar presentes e não aqui. – Nate falou dando um trago em seu cigarro, era evidente que ele estava um pouco nervoso.
–Eu sei que não é muito certo, mas pelo que fiquei sabendo a SHIELD vai nos mandar para algum tipo de missão suicida. – Howard falou enquanto Nick tentava ignorar aquele assunto, mas era impossível, assim como Mason. – Eu não sei ao certo o que é, mas sei que não será bom.
–A Ilha. – Mason falou encarando os rapazes enquanto acendia um cigarro. –A Ilha realmente é um problema maior que a vinda dos deuses.
–Você já esteve lá? – Megan perguntou com a voz baixa, ela estava ali porque queria se aproximar mais de Howard, quando Lacey falou para ela sobre a reunião na garagem ela não podia ficar de fora.
–Já, e sério, eu não queria voltar, nunca mais. – Mason falou de forma contida, o ambiente ficou pesado, mas pesado que o normal até que uma musica eletrônica estourou ao fundo.
–Mas que droga é essa? – Nate gritou olhando ao redor.
–Meninos e seus problemas emocionais, nós estamos aqui para nos animar ok? E não para chorar pelos cantos, é quase como uma grande despedida, precisamos de musica e gente dançando. – Sophie falou enquanto ela e Layane procuravam por musicas em seus pen-drives.
–Você é louca. – Gery falou pegando mais um pouco de whisky e erguendo o copo na direção de Lacey, as garotas sorriram animadas e começaram a dançar, houve um momento de risos enquanto Sophie tentava imitar Lacey que tinha um grande gingado, assim como Layane, mas ao tentar fazer isso acabou tropeçando no próprio pé e tirando muitas gargalhadas dos outros.
–Ninguém filmou isso né? – Sophie falou olhando ao redor com o rosto corado, mas para sua tristeza Nick estava com o celular nas mãos e um grande sorriso no rosto.
–E ai, qual é a de vocês? Estão sem suas namoradas? – Jackson perguntou se aproximando do grupo, ele estava pensando em sair com uma das motos do local, mas depois de ver toda aquela movimentação achou melhor não criar confusão, no dia anterior todos os outros tinham sido atacados por um grupo de sem faces, aquilo foi devastador e os deuses estavam entre eles, não era prudente começar uma briga interna, ele havia visto o poder de Thor e com toda a certeza não iria querer enfrentá-lo.
–Isso não é da sua conta Jack. – Disse Howard de forma seca, ele não engolia muito o novo membro, talvez por ciúmes, talvez por desconfiança, mas a verdade era que ele não colocava a mão no fogo por Jackson de forma alguma.
–Quando se trata daquela loirinha sexy é claro que é da minha conta. – Jackson riu e se afastou um pouco indo em direção as meninas no radio como se nada estivesse acontecendo.
–Detesto ele. – Howard falou ainda encarando o rapaz com raiva.
–Relaxa, Jackson é assim mesmo. – Nate falou colocando a mão no ombro de Howard.
–Mas é verdade, onde estão as suas garotas? – Gery perguntou curioso, normalmente eles sempre estavam juntos.
–Angela está com o pai, ela disse que queria ficar um pouco com ele, principalmente agora com essa história de Ilha. – Howard falou pensativo, ele sentia que as coisas entre ele e Angela estavam um pouco frias, ele queria melhorar isso, trazer alguma coisa que fizesse o amor deles pegar fogo.
–Charlie está com a Kate, parece que ela finalmente descobriu quem é e porque tem essa ligação forte com o seu pai, acho que ela esta passando por um momento muito difícil e Charlie quis ficar com ela.
–As duas são muito amigas não é mesmo? – Gery falou sorrindo e bebendo.
Naquele momento um barulho no elevador chamou a atenção deles e a porta se abriu, era Edward e Stefan, ambos vinham conversando sobre as famílias e seus problemas do passado.
–Ei vocês dois, se juntem a nós. – Gritou Meg correndo até eles e entregando copos com alguma coisa verde.
–Isso é prejudicial á saúde? – Stefan perguntou sério, mas Meg acabou caindo na gargalhada.
–Se você está preocupado em ficar verde e ter oito braços, pode ficar tranqüilo isso não vai acontecer, mas provavelmente vai acordar com uma grande dor de cabeça. – Disse a jovem rindo.
–Acho que vamos sobreviver a isso. – Edward virou o liquido de uma só vez sentindo a garganta pegar fogo.
–Onde está Anne? – Sophie perguntou de longe, ela gostava das novas amigas, mas ás vezes a melhor coisa que existe para uma garota é estar com suas velhas amigas.
–Ela saiu com a Teddy, foram resolver alguma coisa séria, é só o que eu sei, não gosto de ficar perguntando sobre tudo. – Stefan falou rindo, sabia como Anne era, ela tinha um gênio forte e não gostava de ser controlada.
–E ai? Alguém viu mais alguma coisa sobre os deuses? – Layane perguntou curiosa, ela tinha visto de relance os deuses chegando na Torre e tinha adorado cada detalhe.
–Não, mas para sua informação as esposas deles estão vindo para cá também. – Stefan falou de forma debochada fazendo Layane mostrar a língua para o rapaz.
Um pouco afastado dali Seth se aproximava em uma moto preta muito bonita, todos pararam para ver o rapaz chegar, discreto, de preto, silencioso, ele desligou a moto e estacionou na vaga destinada a Natasha, para a surpresa de Nick ele percebeu que era a moto de sua mãe.
–Ei Seth, vem aqui com a gente. – Meg gritou, mas o rapaz apenas encarou a jovem por um tempo e continuou.
–Não se deixa uma garota falando sozinha meu chapa. – Jackson se transportou na frente de Seth e o transportou para o centro do grupo, Seth apenas respirou fundo e colocou o capacete em uma caminhonete ao lado.
–Desculpem, mas eu preciso subir. – Seth retirou a jaqueta calmamente enquanto Layane mordia os lábios com a cena, ele podia até ser anti-social, mas era muito gato.
–Qual é, pega um copo e bebe com a gente. – Howard estendeu a garrafa para o rapaz, mas Seth apenas sorriu discreto tentando não parecer mais seco do que de costume.
–Eu não posso beber. – Falou calmo encarando os outros.
–Pode dançar? – Meg perguntou encarando o rapaz com grande entusiasmo.
–Sinceramente eu prefiro não......
Mas Seth não conseguiu terminar a frase, Meg arrastou o rapaz para perto da musica e começou a tentar fazer alguns passos de dança, no começo Seth apenas ficou parado encarando a jovem que parecia muito feliz e por fim ele se rendeu movendo os pés para a direita e esquerda de forma tímida, mas foi o suficiente para todas as garotas gritarem animadas como se ele tivesse feito o moon walk.
–Cara, essa é a sua irmã. – Gery falou rindo encarando Howard que apenas revirou os olhos.
–Não podemos esquecer que isso tudo vem de Tony Stark, ele tem o dom para contaminar as pessoas com o jeito Stark de ser. – Howard respondeu rindo.
–Um brinde, um brinde ao jeito Stark de ser. – Gritou Nick erguendo o copo que quase derramou seu liquido em cima de Sophie.
–Ao jeito Stark de ser. – Todos falaram ao mesmo tempo e depois beberam rindo, mas por alguma razão Nick parecia muito preocupado, ele só estava tentando não chamar atenção para si, mas ele sabia que a Ilha seria o maior desafio de sua vida, Seth também conseguia sentir a energia apreensiva de Nick, ele sabia que de todos ali o rapaz seria o mais exposto nessa missão de sobrevivência.
–Você não está sozinho Nick. – Sophie sussurrou para o rapaz que sorriu para ela tentando não mostrar seus olhos preocupados.
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Terraço – Torre Stark
Depois de passar a noite em claro, Erick resolveu ir para o terraço esfriar a cabeça, tantas dúvidas em mente, tantos medos e finalmente estava a poucos passos da verdade, ele pensou em Bárbara, não devia ter deixado ela sozinha naquele momento, mas algo dentro de si falou mais alto, ele precisava respirar.
Erick sabia que sua mãe devia chegar a qualquer momento, ele sabia que ela iria se confrontar com Loki e estava com medo de descobrir uma verdade cruel, descobrir que ele nunca se importou de fato.
–Você não devia estar aqui em cima, todos estão esperando por você. – Disse Renata enquanto Erick permanecia de costas olhando para o infinito do céu.
–Eu sei, é só que....
–Só que está com medo e não sabe como mudar isso. – Disse Renata respirando fundo, mas mantendo um sorriso amigável no rosto.
–Exatamente, eu esperei por esse momento á tanto tempo, eu não sei como as coisas vão funcionar agora. – Erick passou a mão pelos cabelos bagunçando um pouco enquanto parecia atordoado.
–Precisa encarar isso de frente, como sempre fez Erick. – Disse Renata dando alguns passos na direção do rapaz.
–Eu sei, me sinto péssimo por estar aqui em cima olhando para o céu enquanto Bárbara enfrenta tudo sozinha. – Ele parecia mesmo preocupado com a prima, sabia que sua atitude tinha sido muito covarde.
–Ela vai ficar bem, eu tenho certeza, Bárbara é forte. – Renata admitia a verdade, sempre teve medo de perder a atenção de Erick para a deusa, afinal, seria difícil de competir.
–Eu estou com medo. – Erick falou respirando fundo, Renata apenas diminuiu a distancia entre eles e abraçou Erick com força, por fim ela beijou seus lábios de forma delicada e esperançosa.
–Ele é seu pai. – Disse a jovem sorrindo tentando passar confiança.
–E se ele não quiser ser? – Erick se virou para encarar Renata e viu alguém que não esperava.
–Talvez devesse perguntar para ele. – Disse Loki encarando aquele jovem com os olhos tão parecidos com os seus.
–Eu vou deixá-los a sós. – Renata fez uma breve reverencia para Loki em sinal de respeito e sorriu para Erick enquanto se afastava.
–Sua namorada? – O deus perguntou enquanto ia se aproximando do rapaz.
–Porque quer saber? Quer implicar pelo fato dela ser humana? – Erick falou de forma ríspida enquanto virava de costas para o pai, não queria mostrar o quanto estava nervoso.
–Acho que isso seria meio hipócrita de minha parte não acha? – Loki sorriu de forma contida, seus lábios finos expressavam pouco, mas Erick conhecia aquele olhar, era o seu.
–Você está sendo sincero. – Erick não fez uma pergunta, ele apenas constatou algo que aliviou e muito seus pensamentos.
–Então você consegue ver além das minhas palavras, isso é bom, acho que no fundo as pessoas são falhas por não conseguirem me entender de verdade, mas você, você parece ser mais inteligente que os outros. – Loki falou sorrindo enquanto olhava com certa admiração para a vista de prédios gigantes.
–Barbara está bem? – Erick perguntou sem encarar o pai.
–Está, se bem que depois de ter saído correndo provavelmente para chorar eu não tenho muita certeza. – Loki sorriu de forma fria, mas a verdade era que ele não sabia ao certo como quebrar o gelo. – Você gosta dela?
–É minha única família além da minha mãe, é claro que eu gosto.
–Não foi isso que perguntei. – Loki manteve uma postura firme falando isso, mas Erick fingiu não entender.
–Renata é minha namorada, nós estamos juntos á alguns meses, ela controla o fogo, temos um relacionamento bom, acho que ela me entende, não me vê como um monstro ou coisa do tipo. – Erick falou simples se lembrando de todas ás vezes em que Renata ficou do seu lado.
–Eu sinto mesmo que se sinta assim com ela, você sabe que esse romance não vai poder continuar não é? – Loki por alguma razão não conseguia ser direto, no fundo, não queria magoar seu filho.
–Porque eu sou imortal e ela não? – Erick disse debochado o que fez Loki rir, seu filho tinha os mesmos olhos, a mesma boca, o mesmo jeito de ser, só escondia muito bem isso.
–Porque você deve se casar com a filha de Thor para mostrar aos nove reinos que estamos comprometidos com o futuro de Asgard e que nenhum inimigo será capaz de nos destruir. – Loki falou por fim encarando o filho enquanto Erick parecia ter levado um choque.
–Isso é algum tipo de pe....
–Não, não é uma pegadinha, nem uma brincadeira de mal gosto, isso é um fato estratégico, também não tem nada haver com amor, isso é aquilo que define um homem comum de um rei. – Loki encarou o filho e por um segundo Erick sentiu as pernas amolecerem.
–Mas e o amor? Bárbara não me ama, como ela vai aceitar uma coisa dessas? – Erick passou a mão pelos cabelos bagunçando um pouco mais.
–Ela vai fazer o que Thor mandar, porque é assim que as coisas funcionam, e você, bem, você pode levar sua humana, tenho certeza que ela será uma ótima distração para o futuro rei. – Loki deu as costas ao filho como se tentasse esconder algo.
–Porque faz isso? – Erick perguntou como se entendesse tudo, ele sentia os punhos tremerem.
–Como? – Loki perguntou sentindo-se tão exposto pela primeira vez que não conseguia argumentar de uma forma mais inteligente, pela primeira vez em toda sua existência alguém estava sendo capaz de ver através de todas as suas barreiras e isso o assustava, assustava mais do que devia.
–Porque está aqui fingindo não se importar? Tentando me magoar mais do que o necessário? Porque está aqui dizendo essas coisas horríveis sobre não existir amor? Porque está fingindo não sentir? – Erick sorriu, as lágrimas começaram a surgir e Loki se viu preso na própria armadilha, Erick queria se manter firme, ele não queria desmoronar em lágrimas na frente do pai, aquilo não era digno, mas era muita emoção presa dentro de si.
–Não estou fingindo, eu apenas não sinto. – Loki permaneceu firme, mas Erick não disse mais nada, ele conseguia ver a verdade em Loki, e a verdade dizia o contrario de tudo aquilo, o rapaz foi em direção ao deus sem lhe dar uma chance de fuga, Erick abraçou Loki como sempre teve vontade de fazer, como sempre desejou, foi o abraço mais esperado em todos os anos de sua vida.
O deus permaneceu paralisado, ele não sabia ao certo o que fazer, como reagir, por fim, deixou que os braços apertassem firme o filho, e pela primeira vez em séculos de existência ele se permitiu chorar.
Não havia nenhuma testemunha daquele momento, ninguém jamais iria saber o que aqueles dois estavam vivendo ali, mas isso não tinha importância, pela primeira vez na vida Erick tinha certeza de que sua mãe não tinha sido apenas iludida, que Loki tinha um coração sim.
–Senti sua falta. – Erick falou agradecendo a Deus por estar errado sobre o pai antes, no fundo Loki o amava, muito mais do que se permitia dizer.
–Também senti a sua. – Loki sussurrou discreto enquanto sentia pela primeira vez a sinceridade em sua voz.
–Sobre essa loucura de me casar com Bárbara, isso é errado, não que ela não valesse a pena, Bárbara é linda, sempre achei isso, sem falar na coragem, na força, na bondade, ela tem muitas qualidades que admiro, mas admiro Renata da mesma forma e não pretendo mudar as coisas. – Erick parecia querer deixar seu ponto de vista claro, mas Loki apenas riu.
–Você vai ter tempo para pensar, eu sei que não é fácil, eu mesmo fiz muitas coisas das quais me arrependo, mas ainda sim fiz o que queria fazer, é muito covarde da minha parte vir aqui depois de tantos anos e forçar meu filho a se casar com uma mulher que ele não ama.
–Filho! Sempre quis ouvir isso. – Erick falou com um grande sorriso nos lábios.
–E eu sempre quis que ouvisse. – Loki sabia que convencer o filho a se casar com Bárbara não seria muito fácil, mas era algo de extrema importância para Asgard, assim como era para Midgard, mostrar aos nove reinos que eles estavam unidos era uma forma de impedir qualquer ataque futuro, e Odin já não era mais o mesmo, em breve, Thor assumiria a coroa definitivamente e precisaria de um herdeiro a vista do povo. Loki precisava garantir que seu filho iria fazer parte das glórias de Asgard e o casamento era a melhor opção possível.
{...}
Laboratório
O laboratório da Torre era equipado com todos os tipos de aparelhos de ultima geração para qualquer tipo de pesquisa, sem falar em alguns equipamentos desenvolvidos pelo próprio Tony Stark com o objetivo de colocar a Torre em primeiro lugar em questões de tecnologia.
Andrew olhava ao redor, havia tantas possibilidades ali, tudo dentro daquele laboratório era conhecido para ele, ou pelo menos quase tudo, por um momento ele refletiu sobre sua vida, sobre como sempre se esforçou para ver as palestras de Bruce, as poucas que o homem havia feito no decorrer de sua vida livre, afinal, Bruce não era o tipo de pessoa que estava em publico o tempo todo.
–Fico feliz que tenha aceitado me ajudar nas pesquisas Andrew, é sempre bom ter uma mente brilhante por perto. – Bruce disse ao rapaz de forma simpática.
–Obrigado senhor Banner, eu sempre quis participar de grandes pesquisas, devo dizer que todo esse lugar e essas possibilidades são um sonho para mim, mas exatamente o que estamos desenvolvendo aqui? – Andrew perguntou de forma curiosa.
–Simples, essas criaturas, os sem face foram desenvolvidos em laboratório, eu estou pensando em criar uma espécie de antídoto, ou vírus, chame como quiser, algo que possa ser usado contra eles.
–Isso parece complexo. – Andrew olhou ao redor e viu várias anotações feitas pelo cientista.
–E é, é muito complicado descobrir uma formula que separe as moléculas dessas criaturas sem afetar o resto das pessoas ao redor.
–Por isso sempre precisamos de novas mentes brilhantes para dar continuidade aos projetos da casa. – Tony falou se aproximando com um copo de whisky.
–E os deuses? – Perguntou Bruce para o amigo que apenas respirou fundo.
–Estão por ai, não vou me meter mais do que o necessário, nós já temos muitos problemas na terra para ainda ficarmos pensando em como resolver os problemas da realeza de Asgard. – Tony falou estendendo o copo para Andrew que pegou um pouco desconfiado.
–Acha mesmo certo beber uma hora dessas senhor Stark? – Andrew perguntou para o homem que apenas sorriu puxando o rapaz em um abraço lateral.
–Ouça filho, vou lhe dar o maior conselho da sua vida, mentes brilhantes como as nossas não tem horário para beber, isso é um dom, precisamos de combustível. – Tony falou sorrindo enquanto Bruce revirava os olhos.
–Não bebendo gasolina por mim tudo bem. – Bruce falou e Tony aplaudiu o amigo.
–Viu? Bruce Banner acabou de fazer uma piada.
–Não sei como vocês conseguem rir diante de todo o caos lá fora. – Clint falou entrando de uma só vez dentro do laboratório trazendo o seu arco.
–Simples, nós só precisamos fechar as janelas. – Tony falou piscando e Andrew foi obrigado a rir.
–Estou preocupado com Nick, a Ilha pode ser muito perigosa, vocês não fazem idéia. – Clint falou respirando fundo e colocando uma a uma as flechas sobre a mesa branca.
–Fazemos sim. – Bruce falou de forma triste no momento em que viu Ângela na porta do laboratório. –Deseja alguma coisa querida?
–Eu pensei em ficar aqui um pouco, mas não quero atrapalhar o trabalho de vocês. – Disse a jovem de forma calma.
–Você não atrapalha Ângela, pode ficar o quanto quiser. – Bruce falou sorrindo para a filha.
–Você sabe onde está Howard? – Tony perguntou curioso.
–Eu fiquei sabendo que ele ia fazer uma reunião no estacionamento particular, acho que ele quer uma espécie de “ultimo momento de paz”, antes de irmos para sei lá onde, e Andrew, você está convidado. – Ângela falou sorrindo para o rapaz que quase derrubou um frasco contendo um liquido azul.
–Duvido muito. – Andrew falou baixo.
–Disse alguma coisa? – Ângela perguntou com seu sorriso de sempre e o rapaz apenas passou a mão pelos cabelos de forma sem graça.
–Disse que tudo bem, mas eu não posso ir agora, estou participando de algo aqui. – Andrew estava feliz com seu trabalho e não ia perder a chance de fazer a diferença por algumas garrafas de whisky e papo furado.
–Tudo bem então, pai eu acho que vou passar á tarde na casa da mamãe, tudo bem? – Ângela falou de forma doce, Bruce apenas sorriu, ele tinha tanto medo de perder a filha.
–Tudo querida, porque não pede ao Howard para levá-la? – Bruce na verdade tinha medo de que algo acontecesse a Ângela enquanto ela estivesse sozinha.
–Pai, não exagera, a casa fica perto daqui e além do mais, eu posso dirigir um carro também, e não se esqueça que eu sou praticamente indestrutível. – Ângela mandou um beijo para Bruce e sorriu para os outros, Andrew tentou evitar prestar atenção na jovem, mas não tinha certeza se conseguiu disfarçar bem.
–Sua filha é linda. – Tony falou para Bruce que olhou de forma repressiva para o amigo.
–Que foi? Estou sendo sincero, é só um comentário inocente. – Tony falou rindo enquanto ia até uma parte separada no laboratório com poltronas confortáveis e um pequeno bar.
–Você mandou construir um bar em todos os lugares? – Clint falou com um sorriso enquanto cruzava os braços.
–Acho que ter um bar é indispensável. – Tony falou firme.
–Tony, você tem um bar até na piscina. – Bruce falou e todos foram obrigados a rir.
Andrew estava feliz por estar ali, pela primeira vez na vida sentia que sua inteligência não seria vista de forma ruim, as pessoas ali não teriam medo de seus poderes, afinal alguém que controla a gravidade pode ser parcialmente perigosa, mas não Andrew, ele sempre quis ser um herói e viver entre os heróis.
–Senhor Barton, eu estava pensando aqui, o senhor poderia incluir uma flecha paralisante em sua coleção, assim como flechas com redes e um dispositivo com antídotos para qualquer veneno que venha aparecer. – Andrew falou analisando as flechas de forma engraçada.
–E para que isso seria necessário em uma cidade? – Clint perguntou encarando o rapaz de forma divertida, no fundo ele achava que Andrew só estava querendo puxar assunto para disfarçar a cara de sonhador ao olhar a jovem Banner.
–Não pensei em uma cidade, pensei em uma Ilha. – Andrew falou surpreendendo o agente que pareceu eufórico.
–Obrigado. – Clint falou sorrindo.
–Viu o que eu disse, mentes brilhantes, precisamos de mentes brilhantes. – Tony sorriu fazendo um gesto para que Andrew bebesse.
–Isso parece ser mais importante, vamos deixar as pesquisas sobre os Sem Face para depois, precisamos preparar o arco o mais rápido possível. – Bruce falou puxando as mangas do jaleco de forma animada.
–Trabalho em equipe, nada mais emocionante. – Tony sorriu enquanto Clint tentava pensar de uma forma mais positiva.
{...}
Instituto Xavier
A entrada do Instituto parecia convidativa, Daniel só não conseguia entender o, porque de não continuar seguindo em frente, era como se estivesse paralisado, com medo, e na verdade, estava.
–É só entrar, tipo um pé depois do outro. – Disse uma voz atrás dele de forma divertida, Daniel se virou e sorriu tímido, era uma jovem bonita de pele morena sedutora, cabelos longos e brilhantes com o sorriso mais encantador que ele já havia visto.
–Não parece tão simples para mim. – Ele disse sem ter certeza se podia confiar nela.
–Sabe, eu vivi muitos anos nesse Instituto, foi uma verdadeira casa para mim, no final eu só fui embora por problemas pessoais, mas no fundo eu nunca quis sair. – Andressa falou de forma nostálgica relembrando do seu passado e do único motivo real para ter sido mandada embora, Gambit.
–Sou Daniel Jones. – Disse o rapaz estendendo a mão para a jovem que sorriu animada.
–Andressa Munroe, sou filha da Tempestade. – Andressa sentiu uma enorme necessidade de dizer isso, mas por alguma razão percebeu que Daniel não sabia do que se tratava.
–Vejo que resolveu aceitar o meu convite. – Gambit surgiu na frente dos dois com seu As nas mãos.
–Eu pensei muito, e não quero fazer parte disso sozinho. – Daniel respirou fundo passando a mão pelos cabelos e pensando em seu irmão e no que estava prestes a acontecer.
A sala de Xavier era acolhedora, várias estantes de madeira circulavam o local, repletas de livros sobre todos os assuntos possíveis, Charles era um homem tranqüilo, ele nunca quis participar de nenhuma guerra, nunca quis que a intolerância tomasse proporções gigantescas no mundo, ele sempre sonhou em ter uma vida normal, ou pelo menos, o mais normal possível.
–Eu devia estar com Kate agora e não aqui. – Logan falou mal humorado em um canto da sala enquanto Charles apenas sorriu.
–Ela está em boas mãos, Emma vai cuidar de tudo, eu tenho certeza, principalmente agora que ela sabe quem é Kate e o que ela representa em sua vida.
–As coisas nunca foram fáceis não é? – Logan falou de uma forma tensa.
–Não, nada nunca foi fácil para nós, é por isso que precisamos lutar, eu sei que você não gosta disso, eu também não, mas as vezes ficar sentado apenas observando não resolve as coisas. – Charles falou sorrindo.
–Isso soa engraçado vindo de um cara de cadeiras de rodas. – Logan debochou fazendo o homem apenas rir da própria situação.
–Ele chegou. – Disse Charles olhando para a porta no instante em que Daniel surgiu. –Gambit devia estar com você.
–Ele encontrou uma garota na entrada e eles foram conversar. – Daniel falou um pouco desconfortável, não queria demonstrar intimidade demais com as pessoas ali.
–Conversar? É assim que chamam isso hoje em dia? – Logan riu encarando o rapaz que ficou sem jeito.
–Daniel, esse é Logan, ele é um pouco difícil, mas você se acostuma com o tempo, eu sou Charles Xavier e esta é minha Instituição para mutantes que precisam de ajuda.
–O que quer de mim? – Daniel queria ir direto ao ponto, estava cansado de ser abordado por pessoas estranhas nos últimos dias.
–Só quero protegê-lo, só isso. – Charles falou sorrindo tentando ser o mais sincero possível.
–Eu não quero que fique mal, mas eu não sei se posso confiar nisso. – Daniel falou ainda parado perto da porta.
–Sei que você viveu momentos de dor, e de muita desconfiança, você foi traído por seu irmão, o irmão a quem tanto amou, isso não é uma coisa fácil de aceitar, eu mesmo tenho meus problemas com Eric, você já deve tê-lo conhecido, sempre disposto a destruir as pessoas por um bem maior. – Charles não gostava de falar dessa forma de Magneto, mas ás vezes era a única forma.
–Bom, você queria uma oportunidade para falar comigo, bem, estou aqui, me mostre o seu ponto de vista. – Daniel não queria brigar, mas precisava escolher um lado de uma vez por todas.
Do lado de fora do Instituto mais ainda no jardim, Gambit aproveitava para ficar um pouco ao lado de Andressa.
–Pensei que não viria aqui. – Ele falou de forma dramática.
–Eu só precisava de um tempo, acho que as coisas estão perigosas demais, e agora com essa coisa sobre Ilha. – Andressa falou fazendo gestos engraçados com a mão conseguindo arrancar algumas gargalhadas de Gambit.
–Eu sinto muito por isso, mas você é poderosa, não acho que alguns dias em uma Ilha poderão fazer mal a você. – Ele falou estendendo uma carta a jovem.
–Para que isso?
–É para dar sorte. – Ele falou sorrindo e Andressa assentiu.
–Torça por mim. – Ela disse de forma séria.
–Eu sempre torci. – O homem puxou a jovem para um beijo romântico embaixo de uma amoreira, ele sempre se sentiu bem na presença de Andressa e a simples possibilidade de perdê-la o assustava como nunca, mesmo tendo seu filho na mesma situação, ele sabia que Nate era forte e poderoso, afinal, ele mesmo havia o treinado. –Se encontrar Nate por lá ajudê-o.
–Não se preocupe, eu sei que ele vai se dar muito bem. – Mas no fundo ninguém tinha muita certeza do que poderia acontecer lá.
{...}
Pista particular de helicópteros – Torre Stark, Terraço.
O barulho do helicóptero podia ser ouvido a distância, todos pareciam calados demais para dar qualquer palpite. Bárbara permanecia em um canto tentando aceitar melhor a situação, depois de correr pelos corredores ela encontrou Vicky e Jeremy em um dos bancos, ambos conversaram com ela e insistiram para que fosse ao encontro do pai no terraço antes que ele partisse, claro que não era uma coisa fácil de se fazer, depois disso Jeremy foi se encontrar com Howard enquanto Vicky resolveu ficar com a amiga até o final.
–Casar com Erick? Isso é possível? – Vicky falou para a amiga que apenas fez uma expressão séria.
–Não quero falar sobre isso agora, não acho que seja bom. – Barbie não queria que os outros ouvissem lamentações de sua parte.
–Eu sei mais, mas é o Erick, tipo ele é bonito, sempre achei ele gatinho, mas daí a casar é meio pesado, sem contar que existem outras pessoas no meio disso, Renata vai ficar arrasada. – Vicky não queria pensar em todos os problemas e todo o sofrimento que poderia surgir aos outros.
–Olha, eu não sei o que vai acontecer nessa festa de Odin, mas sei que não será meu noivado. – Bárbara falou firme encarando Vicky como se já estivesse planejando algo.
–Vocês não pretendem ficar conosco desta vez? – Coulson falou de forma calma, ele estava ali para garantir que nada sairia errado, apesar de não gostar muito da idéia de estar na presença de Loki, ainda sim era seu trabalho e precisava fazer.
–Ainda não é o momento, eu sei que parece indiferença de nossa parte, mas não é isso, o tempo em Asgard passa de outra forma, aqui foram anos, mas para nós é como se fosse dias. – Thor falou sério pensando em como era difícil pensar em sua amada Jane envelhecendo e futuramente morrendo tão cedo e tão longe de si.
–Por isso ainda somos jovens e bonitos enquanto vocês são, como direi? Velhos? – Loki falou de forma debochada, ele estava achando graça de tudo, mas Erick sabia a verdade, no fundo o deus estava com medo também.
–Prefiro o termo amadurecidos, e claro, somos humanos, mas se você der uma voltinha por essa Torre vai encontrar muitos humanos com a sua idade ou até mais, somos diferentes. – Coulson falou sorrindo discreto, ele não queria começar uma discussão além do esperado.
Alguns momentos depois Jane desceu um pouco tonta pela longa viagem totalmente convicta, ela veio com os cabelos ao vento, olhando ao redor, totalmente emocionada.
–Onde ele está? – A voz de Jane ecoou pelo enorme espaço de forma autoritária, ela olhou ao redor até localizar o Deus em um canto com Coulson e Bárbara que não parecia muito feliz, ao lado dela estava Vicky tentando dar um apoio. – Como pode ficar fora por tanto tempo seu irresponsável. – Jane quase correu indo até o homem e lhe acertando o tapa mais forte que foi capaz.
–Também senti sua falta. – Disse o deus com um sorriso sincero derrubando qualquer barreira que a mulher poderia ter erguido.
–Seu convencido. – Jane sorriu tentando segurar as lágrimas nos olhos, mas essa era uma tarefa impossível.
Ainda ao lado do helicóptero Darcy observava Loki sentado de forma elegante em uma das cadeiras que eles haviam levado para aquela parte, ele parecia interessado em Erick e no que estavam conversando, mas no momento em que ela surgiu na porta ele fixou seu olhar.
–Não vai me ofender? Jogar coisas em mim? Dizer o quanto sente raiva? – Loki falou tentando não parecer tão debochado.
–Isso não faria diferença. – Darcy falou cruzando os braços sobre o corpo e pensando em como se sentia velha naquele momento.
–Você está linda. – Loki falou de forma sincera, mas Darcy apenas soltou um riso abafado misturado com uma vontade enorme de chorar.
–Canalha falso. – Darcy falou controlando o riso e as lágrimas.
–Você sempre gostou de mim assim. – Loki falou sorrindo.
–Tem idéia de como é horrível ver você jovem enquanto eu pareço uma ameixa? – Darcy falou encarando Loki que não conseguia evitar sorrir, ele foi até a mulher e a beijou de forma delicada, no mesmo instante Darcy voltou a ter a mesma aparência jovem de vinte anos atrás.
–Seu problema foi resolvido. – Disse Loki gentil.
–Quem me conquistar com uma ilusão? – Darcy falou rindo.
–Está funcionando?
–Sempre funcionou. – Darcy falou se jogando nos braços do deus enquanto Loki a puxava para si em busca de um beijo a muito desejado, era impossível dizer que ele não gostava dela, estava escrito em sua face, em seu rosto, em seus lábios.
Erick sorriu apesar da situação, ele nunca pode imaginar que Darcy estivesse mesmo certa, que no fundo Loki realmente a amou e que talvez, ainda amava.
–E então? Porque estão aqui? – Jane falou firme, Erick e Bárbara se entreolharam, o que deixou as mulheres ainda mais preocupadas.
–É um problema futuro, nós precisamos que nossos filhos se casem para manter as alianças dos nove reinos funcionando. – Disse Thor encarando Jane com medo do que via.
–Isso é loucura sabia, não se faz mais isso hoje em dia. – Jane foi até a filha abraçando a jovem fortemente.
–Não acredito que depois de mais de vinte anos vocês dois ainda obedeçam Odin cegamente. – Darcy revirou os olhos de forma enfurecida, ela odiou aquela noticia, assim como todos os outros presentes.
–Se você conhecesse Odin talvez fizesse á mesma coisa. – Loki falou rindo, ele conhecia bem o Pai de todos e sabia como as coisas funcionavam de verdade.
–Nós não viemos para ficar, só preciso que saiba, daqui alguns meses estaremos de volta e vamos levar nossos filhos para serem apresentados a Odin.
–Quero que saiba que eu só vou se poder levar todos os meus amigos, caso contrário não sairei daqui. – Bárbara falou de forma autoritária.
–Como quiser, acho justo você ter amigos para lhe apoiar e celebrar com você. – Thor parecia feliz com essa possibilidade, se a filha queria os amigos presente era porque estava começando a aceitar melhor a situação.
–Isso não é justo Thor. – Jane falou enquanto o homem apenas a abraçava com ternura.
–Muitas coisas na vida não são justas, quando se torna um rei você entende isso, eu não vivo só por mim, eu vivo por uma nação, e Bárbara viverá também, você acha que o futuro dela é apenas fazer parte de um grupo aqui, mas na verdade o objetivo da vida dela é ser uma rainha.
–Isso ela já é. – John surgiu junto de Renata, ambos olhando para o grupo a frente, os dois sabiam que qualquer tentativa de argumentar poderia ser á toa, mas precisavam estar presentes, precisavam olhar uma ultima vez nos olhos dos deuses e deixar claro suas posições.
–John. – Bárbara passou por todos indo em direção ao rapaz, ela estava confusa, iria precisar de tempo para pensar sobre isso.
–Estou aqui e sempre vou estar. – O rapaz deu um beijo nos lábios da garota de forma delicada, mas seu objetivo era mostrar para qualquer um ali que ela sempre seria sua.
–Obrigada. – Bárbara respirou fundo, não queria parecer uma garotinha assustada, ou uma patricinha cheia de manias, mas era difícil continuar forte diante de todas essas revelações.
–Nós voltaremos em breve. – Thor falou de forma decidida, ele apenas lançou um ultimo olhar em direção a filha e a Jane, ele queria mostrar a elas que não estava gostando daquilo, mas infelizmente era um rei e precisava reinar firme.
–Cuide-se. – Loki falou encarando Darcy que apenas sorriu socando o deus de leve.
–Eu sempre me cuidei, não vai ser agora que isso vai mudar, mas não pense que não estou de olho em você, nós precisamos de tempo para conversar melhor.
–Eu sei, prometo que quando voltarmos as coisas serão diferentes. – O deus sorriu, mas Erick sabia que não era verdade.
–Não demore. – Erick falou encarando o pai, Loki sorriu e fez um gesto para que o rapaz se aproximasse.
–Bem, sua priminha já tem uma roupa parecida com a de Thor, e uma espada que lembra muito aquele martelo sem graça, acho que você precisa de algo que o caracterize, que o faça lembrar quem é. – Loki falou fazendo um gesto com as mãos e fazendo surgir uma lança muito parecida com a sua.
–Nossa. – Erick pegou o objeto e sentiu um poder fluir dentro dele.
–Use. – Loki sorriu de forma divertida e ao mover a lança nas mãos uma luz dourada envolveu o rapaz fazendo com que sua roupa fosse substituída por uma outra que lembrava muito as vestimentas do deus.
–Adoro verde. – Erick falou sorrindo passando a mão pelos cabelos e olhando para Renata que discreta fez um sinal positivo com o polegar sussurrando um “gato” de forma discreta.
Uma luz veio do céu com grande força e levou os deuses embora bem diante de seus olhos, todos ficaram ali de forma perdida, era como se algo estivesse faltando.
–Eu pensei que eles fossem ficar definitivamente. – Jane falou olhando para o desenho carbonizado no chão.
–Você sabe que eles não iriam ficar, eles não podem Jane, nós amamos os Presidentes do espaço, são homens comprometidos com o trabalho, você sempre soube disso. – Darcy falou de forma critica, mas a amiga foi obrigada a rir muito.
–Presidentes do espaço?
–Foi a melhor colocação que encontrei. – Darcy falou revirando os olhos.
–Eu não quero me casar com Erick, isso é uma grande loucura, não estou gostando nem um pouco dessa brincadeira boba, precisamos achar uma forma de mudar isso. – Bárbara falou se aproximando da mãe de forma séria.
–Você precisa tomar cuidado, eles são deuses, e deuses protetores da Terra, talvez não seja uma boa idéia lutar contra isso. – John falou olhando para o céu, aquelas palavras inflamaram uma fúria dentro de Bárbara, algo que a queimou como um meteoro.
–Imbecil, idiota, cretino, não acredito que disse isso. – E sem falar mais nada Bárbara saiu bufando batendo com o ombro em Erick e saindo corredor abaixo.
–Não fique mal, ela é dramática igual a mãe. – Jane falou sorrindo de forma afetiva.
–Obrigado senhora Frost, mas acho que ela tem razão, eu estou aqui dizendo para ela aceitar tudo enquanto ela luta por nós, isso não é certo. – John acenou para os outros presentes e se retirou também.
–E você mocinha, o que acha? – Darcy perguntou a Renata que agora admirava de perto a roupa de Erick.
–Acho que amo Erick, acho que vou sofrer muito se isso for escolhido pelos deuses, mas também não posso impedir, o que Erick decidir eu vou apoiar. – Renata deu um beijo no rosto do rapaz e Darcy se sentiu feliz por ver seu filho tão amado.
–Bom senhoras, eu lamento que seus maridos não tenham ficado mais tempo, eu realmente sinto por isso, mas temos instalações prontas caso queiram passar a noite até amanhã antes de retornar a suas vidas, de qualquer forma espero que estejam cientes do quanto a aliança com Asgard é importante para a SHIELD e para o mundo. – Coulson falou encarando as duas de forma séria.
–Nós conhecemos todos os riscos Coulson, até demais. – Jane falou pensativa, ela sabia que no meio de toda essa história de poder e reinado, quem iria se ferir mais era Bárbara.
{...}
Hotel Luís XIII – New York
Theodora olhou para o grande hotel e sorriu, ela sabia que o homem por trás daquele império era alguém poderoso demais, e o fato de querer conhecê-la não devia ser muito bom na verdade.
Pela manhã ela recebeu um e-mail pedindo que fosse até a recepção do hotel para falar com David Jones, aquilo a deixou curiosa, ela sabia que podia ser perigoso, mas não podia dizer não.
Teddy tomou um longo banho de espuma, prendeu os cabelos em uma trança lateral feita com muito capricho e pegou seu vestido preto mais sexy que conseguiu encontrar no armário, sua sandália tinha um salto altíssimo o que lhe dava um andar sedutor e decidido.
–Acha mesmo que você devia ter vindo? – Anne falou olhando ao redor, ela sentia uma energia ruim, percebeu quando os seguranças correram para o saguão principal e percebeu ainda mais quando eles começaram a falar entre si pelos comunicadores. – Esses caras estão prontos para nos matar a qualquer momento. – Anne permanecia em alerta, ela não gostava daquela sensação estranha. –E você está vestida como se fosse para o motel com esse tal de Jones, francamente. – Anne falou revirando os olhos em desaprovação total, ela também estava bonita, calça jeans justa, blusa vermelha com decote, botas pretas e cabelo solto, sem falar na maquiagem elegante, mas ainda sim estava usando algo próprio para uma luta caso fosse necessário, ela queria ver Teddy lutar com aquele vestido justo.
–Foi por isso que chamei você quando recebi o convite do senhor Jones, eu não queria vir aqui sozinha, eu já imaginava que as coisas não seriam tão fáceis assim. – Teddy foi caminhando de forma elegante em seu vestido preto até a recepcionista. – E eu não estou vestida como se fosse para um motel com ele ok? Estou apenas vestida para falar de negócios. – Teddy falou mostrando a língua para Anne.
–É você quem está dizendo. – Anne falou chegando no balcão e apertando a campainha na mesa.
–Sou Theodora Xavier, tenho hora marcada. – Teddy fez questão de usar “Xavier” para causar o impacto necessário em todos no local.
–Se meu avô me vise agora iria ter um surto psicótico, um membro de sua família dando cobertura á filha de Xavier. – Anne falou de forma teatral.
–Tenho certeza que Magneto não se incomoda tanto com isso quanto pensa. – As duas riram um pouco principalmente depois de perceber que a recepcionista ficou um pouco assustada.
–O senhor Jones aguarda a senhorita na cobertura. – Disse a jovem com ar de assustada indicando o elevador. Anne e Teddy foram ainda indo até o local, mas um dos seguranças entrou na frente.
–Apenas a senhorita Xavier. – Disse o homem que parecia ter quase dois metros.
–Ela vai comigo, pelo que vejo aqui o senhor Jones tem um exercito de seguranças, e acho que não vai ficar incomodado se eu levar a minha. – Teddy sorriu para o homem que sem perceber acabou dando passagem para ela, afinal, Teddy podia controlar mentes, quando resolveu levar Anne consigo era apenas para ter uma testemunha de tudo o que estivesse por acontecer ali, mas ela sabia que podia dar conta de qualquer problema.
As duas entraram no elevador e foram até a cobertura, o luxo e a riqueza eram evidentes, todo o local era revestido do melhor e Anne tinha certeza que alguns detalhes eram de ouro.
–Sejam bem vindas a minha humilde cobertura. – David sorriu malicioso, não podia negar que estava feliz por ter não apenas a filha de Xavier como a neta de Magneto em suas mãos, talvez isso fosse útil de alguma forma.
–Espero que não esteja pensando em nos seqüestrar e usar como moeda Deus sabe pra que, nós somos muito mais poderosas do que demonstramos. – Anne falou sorrindo e Teddy foi obrigada a gargalhar, afinal, havia escolhido a pessoa certa para acompanhá-la.
–Não sou um criminoso como seu avô, nem um altruísta como seu pai Theodora, mas eu ainda me considero um visionário. – David falou rindo erguendo uma taça de champanhe para elas.
–E qual seria sua visão? – Anne perguntou.
–Eu acredito em um mundo onde não exista diferença entre humanos e mutantes, um mundo onde exista o controle sobre a vida e a morte.
–Ninguém pode controlar esse poder senhor Jones. – Teddy falou com sua voz macia tentando parecer tranqüila apesar de não se sentir muito confortável ali.
–Está enganada, mas você ainda é jovem, talvez aprenda algumas coisas comigo. – David entregou uma taça de champanhe para ela e outra para Anne.
–O que está sugerindo? – Teddy perguntou desconfiada.
–Uma sociedade, eu perdi um dos membros do meu conselho recentemente e ele era um financiador muito importante, agora preciso buscar outras fontes e sei que sua família é muito rica, ao menos sua família adotiva. – David falou fazendo Teddy ficar um pouco irritada com o comentário.
–Tem razão, minha família tem muito dinheiro, mas eu já faço alguns investimentos seguros e não costumo arriscar em coisas ainda desconhecidas, eu não sei se as suas pesquisas podem me trazer um retorno de lucros considerável, e venhamos e convenhamos eu não vou lhe emprestar dinheiro apenas por conta do seu sorriso atraente. – Teddy falou dando um gole discreto na bebida o que pareceu muito sexy ao ver de David.
–Agradeço o elogio, mas não estamos falando apenas de lucros monetários, eu falo de eternidade. – E dizendo isso David derramou um pouco do champanhe em uma planta quase morta e em segundos a planta parecia perfeita e cheia de vida.
Aquele era o efeito do soro que estava conseguindo desenvolver com a ajuda do sangue de seu irmão, mas Daniel estava fora de alcance e a presença dele continuava sendo importante.
–Impressionante, mas preciso de um tempo para pensar. – Teddy falou sorrindo enquanto Anne devolvia o champanhe o mais rápido possível.
–Como quiser, pense, mas você tem uma semana para se resolver. – David falou enquanto mantinha o olhar fixo na jovem de lábios vermelhos.
–Não gosto de ser pressionada. – Teddy disse encarando o homem de forma desafiadora.
–No fundo, toda mulher gosta de ser pressionada. – David ergueu mais uma vez a taça de champanhe na direção de Theodora que apenas tentou não mostrar sua inquietação com o comentário desrespeitoso.
–Vamos. – Disse Anne decidida encarando David como se esperasse por uma reação, mas ele apenas continuou sorrindo enquanto elas saiam da sala.
–Dá para acreditar em como aquele homem é inconveniente? – Anne falou séria enquanto as duas saiam do elevador em direção a saída.
–Eu sei lá, achei ele gato. – Disse Teddy séria, mas ela acabou rindo ao ver a expressão de choque no rosto de Anne. –Relaxa estou apenas fazendo uma observação técnica, não podemos fingir que não é verdade, ele é gato, mas isso não muda o fato dele ser um egocêntrico cheio de manias e arrogante.
–Muito arrogante. – Disse Anne e as duas riram mais um pouco, mas a verdade era que Teddy estava preocupada, era obvio que David era um homem perigoso.
–Vem, vamos cair fora daqui. – E dizendo isso Teddy mandou um beijo para a câmera de segurança, ela sabia que David estava rindo do outro lado.
{...}
Quarto de Emma Frost
O resto do dia havia passado rápido demais, Emma foi informada do que aconteceu em Manhattam, mas seus pensamentos estavam em outro lugar, ela não queria se envolver com problemas maiores, se bem que, na sua visão, nada podia ser mais sério do que o surgimento de sua irmã mais nova.
–Você vai ficar bem? – Perguntou Scott, ele havia ido mais cedo, no quarto da mulher para ver como as coisas estavam indo.
–Acho que sim, mas por enquanto eu preciso digerir todas as informações que consegui, é tudo muito confuso, eu não sei ao certo o que está acontecendo aqui. – Emma tinha anos de experiência, ninguém era melhor do que ela para saber lidar com coisas do passado, mas quando se trata da própria vida tudo muda.
–Eu estou indo para Chicago, tenho um encontro com alguns governantes lá, estamos buscando apoio e isso é muito importante para os jovens. – Scott falou dando um beijo no rosto de Emma.
–Tudo bem, eu vou ficar aqui e torcer por você. – Disse a loira sorrindo discreta.
–Se precisar de ajuda fale com Charles, ele é muito bom com essas coisas.
–Obrigada Scott, mas acho que consigo resolver isso, só espero que os deuses não atrapalhem as coisas aqui, a vinda deles pode trazer mais problemas do que o esperado. – Emma sabia que as coisas já eram difíceis o suficiente para ainda ter problemas com deuses de Asgard.
–Eu entendo seu lado, mas estou tentando pensar nessa visita deles como algo positivo, e você também devia fazer isso. – Scott beijou mais uma vez a mulher e se afastou com um sorriso esperançoso, Emma se sentiu feliz por ter o apoio dele, assim como Charlie era um apoio para sua irmã.
Kate permanecia olhando pela janela, ela havia descoberto a verdade, era irmã de Kayla, irmã de Emma e seu verdadeiro nome era Emily, uma jovem e doce menina que teve a vida transformada devido a várias experiências horríveis que fizeram com ela.
“O que eles vão fazer comigo? Logan....LOGAN.....”
Os momentos dolorosos de sua vida vinham com força em sua mente lutando por espaço em suas lembranças perdidas.
“Emily, feche os olhos, eu estou aqui, eu estou com você, vai ficar tudo bem ouviu?”
A voz de Logan ecoava o tempo todo dentro de sua cabeça, era obvio o, porque dela se lembrar tanto dele, sua presença foi algo tão marcante que mesmo perdendo a memória ela ainda conseguia sentir uma ligação.
–Você acha que ela vai ficar bem? – Perguntou Charlie, a jovem havia ficado ao lado de Kate durante todo o tempo, ela tentou animar a amiga, fazer algo para que ela bebesse, mas nada conseguiu tirar a jovem de seu estado de choque.
–Acho que ela só precisa de um pouco de tempo, o que vivemos no passado foi tão doloroso que até hoje eu tenho pesadelos, imagino que com ela seja a mesma coisa assim como é com Logan. – Emma falou respirando fundo e lembrando do seu próprio passado.
–Ás vezes o passado é pesado demais para ser trazido á tona, eu sei disso melhor do que qualquer outra pessoa, mas ás vezes precisamos confrontar isso e mostrar as nossas lembranças quem é que manda. – Charlie falou sorrindo de forma discreta, ela sabia que isso nem sempre era possível.
–Onde está Logan? – Kate perguntou com a voz tão baixa que era quase impossível ouvir.
–Ele precisou ir ao Instituto, Gambit ligou mais cedo e o chamou, aparentemente era um problema muito importante. – Emma falou já imaginando do que se tratava assim como Charlie, ter poderes psíquicos ás vezes era bom para não ficar no escuro em relação ás novidades.
–Ele vai demorar? – Kate perguntou ainda olhando pela janela.
–Acho que não, ele já deve estar retornando. – Charlie falou de forma esperançosa, mas a verdade é que ninguém sabia o tempo que Logan iria ficar fora.
–Isso tudo é tão louco. – Kate falou respirando fundo e mantendo o olhar fixo na janela.
–Nós sabemos Kate, mas precisa ser forte agora, nós somos uma família. – Emma falou olhando para a jovem tentando se aproximar, mas tudo ainda era muito novo.
–Eu não sei mais quem sou. – Disse Kate deixando uma lagrima cair discreta.
–Eu sei quem você é, você é minha melhor amiga e vamos sair dessa juntas ouviu? – Charlie falou encarando Kate e depois de muita resistência puxou a amiga para um abraço.
–Ainda temos que encarar a Ilha, você tem razão, eu não devia estar me lamentando pelos cantos. – Kate falou tentando sorrir enquanto passava as mãos pelo rosto.
{...}
Em algum lugar sobre o céu de New York – SHIELD
O grande telão mostrava ângulos diferentes da Ilha, tudo parecia pronto para o grande show que estava prestes a começar.
–Acha mesmo necessário isso? – Disse Hill encarando Fury que parecia preocupado.
–Eu também estou dividido nisso Maria, Stefan é muito querido para mim, eu não queria ter que fazer isso, se estou fazendo é porque não tenho outra escolha. – Fury respirou fundo olhando cada ficha diante de si sendo mostrada lentamente por outra tela, nela, cada aluno era mostrado com suas qualidades e defeitos e seus pontos fortes e fracos.
–Talvez os outros agentes pudessem resolver as coisas. – Mas Hill sabia que não, ela sabia que nesse caso a situação era diferente.
–Nós estamos em guerra, Richard Coulson já morreu, quantas pessoas mais precisam morrer para que todos entendam isso? – Fury encarou Hill por alguns minutos.
–Meu filho também está lá, Mason já passou por coisas demais, e você viu a chegada dos deuses, acha que isso vai ajudar em alguma coisa? Pois eu sei que não. – Maria parecia nervosa.
–Os deuses já foram embora. – Disse Steve de forma militar parado a porta. –Eles vieram apenas por questões pessoais, mas já voltaram para Asgard, Coulson acabou de nos informar.
–O que você acha de tudo isso Rogers? – Fury perguntou encarando o homem que parecia cansado.
–Estamos em guerra, existem vários inimigos, ambos possuem força e inteligência o que os torna muito mais perigosos que o normal, temos poucos soldados enquanto eles criam soldados em lugares que desconhecemos, nossos filhos são fortes, mas ainda são jovens e não estão prontos para a guerra, se você me diz que essa Ilha vai torna-los soldados então eu digo que é uma coisa boa para a guerra, mas digo que isso não será bom para eles. – Steve olhou para Hill de forma compreensiva, ele entendia o sofrimento dela porque também era o seu.
–A terra sempre vai precisar de uma equipe como os Vingadores senhor Rogers, não se esqueça que nem todos são imortais ou possuem um envelhecimento lento, você já deve ter visto como nós estamos, Hill, Barton, Romanoff, Stark e eu, todos nós estamos envelhecendo e morrendo dia a dia, não vamos muito longe assim e você sabe disso, precisamos ter alguém no controle, alguém que dê continuidade em nosso trabalho, eu espero que seja capaz de continuar com a Academia quando não houver nenhum de nós aqui. – Fury falou firme enquanto voltava sua atenção para a tela novamente.
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