Academia Jovens Promissores -Fic Interativa
19 Festa a Fantasia - Final
Notas iniciais
SEGUNDA PARTE – A FESTA A FANTASIA
Salão principal de Festas – Ala Norte
–Onde está o Logan? – Perguntou Natasha para Emma que ainda tentava localizar Hellen.
–Eu não faço idéia, ele devia estar aqui para participar de mais uma daquelas conversas emocionantes sobre guerra e todo aquele blá blá blá com o governador, e tudo o que consegui foi jogar Steve neles! – Emma falou rindo vendo a expressão do Governador que parecia feliz em falar sobre suas experiências no Vietnã.
–Francamente não sei o porque desse gosto pela guerra, quando se vive presa nisso você só tem duas opções, ou você sobrevive mais fica em pedaços, ou morre e se torna apenas mais uma estatística. – Natasha falou fazendo um sinal para Clint ir até o Governador também, assim como Stark estava fazendo nesse momento com Pepper.
–Tantos homens bajulando o Governador, será que ele não prefere estar cercado por mulheres? – Emma falou rindo e Natasha foi obrigada a rir também.
–Eu não sei, mas sinto que tem alguma coisa muito errada aqui, e não é só o desaparecimento de Hellen ou Logan! – Natasha parecia séria, mas naquele momento Richard e Grayce se juntaram a eles.
–Vocês viram a Hellen? – Emma perguntou séria, precisava saber o que estava acontecendo ali.
–Vimos sim, ela esta checando os pontos de segurança do local! – Falou Grayce de forma simples.
–Vocês sabem como a Hellen é, ela deve estar vendo cada detalhe desse lugar enquanto todos estão se divertindo, dificilmente vamos vê-la até o final dessa noite! – Richard falou sorrindo enquanto fazia um sinal para o Governador que esperava por eles. – Agora com licença, precisamos entreter o homem.
–E lá se vai mais um dos nossos bajular aquele imbecil! – Emma falou séria, mas se Hellen estava checando a segurança onde estava Logan?
–Caso ainda queira saber onde Logan está pense na companhia dele, Kate estava deslumbrante naquele vestido preto e tenho certeza que uma hora dessas ela não está mais com ele. – Natasha falou de forma séria respirando fundo e dando um passo em direção ao Governador.
–Você tem certeza de que não tem poderes mentais Nath? – Emma falou rindo.
–Ah eu tenho, mas nesse momento adoraria poder fazer algumas pessoas daqui desaparecer como o nosso amado Governador! – E dizendo isso a ruiva se juntou ao grupo.
Vicky dançava animada, ela sempre foi boa com dança, quando menor sua mãe a colocou em uma aula de dança de salão e ela era uma das melhores da sala, seu pai sempre dizia que dançar era algo importante, mas sua mãe não gostava muito das menções dele em relação a esse assunto, mas isso era outra história e Vicky sabia respeitar a privacidade dos pais, ela sentiu uma vibração tomar conta de seu corpo com aquela música, as batidas, a guitarra, tudo era mais jovem e divertido, mesmo tendo os representantes do governo e do exercito ali, ainda sim, Emma pensou em tudo e não podia deixar uma noite incrível se tornar uma chatice só por causa da musica.
Vicky sentia seu mundo vibrar, principalmente quando Jeremy se aproximou para abraça-la enquanto a musica tocava.
Jeremy sabia que de longe Steve mantinha seus olhos vigilantes a todos os movimentos dele, mas se até mesmo o Hulk podia aceitar que sua filha tivesse uma noite ao lado de um dos maiores galinhas da história, o Capitão seria obrigado a aceitar que sua filha também merecia uma companhia, uma boa companhia.
–Você ouviu esse barulho? – Vicky perguntou percebendo que alguma coisa estava acontecendo, na verdade ela também havia sentido um pequeno tremor em baixo de seus pés e aparentemente alguns casais havia desaparecido, sem contar naqueles que ainda não tinham aparecido na festa, como Charlie e Nate.
–Sinceramente não, a única coisa que vi até agora foi o olhar do seu pai sobre mim! – Jeremy falou rindo fazendo Vicky rir e esquecer o que havia ouvido. –Sabe, eu acho que não disse isso ainda, mas adorei sua fantasia de Alice, ficou realmente bem em você e estamos meio que combinando. – Jeremy falou passando a mão nos cabelos dando uma bagunçada por baixo do chapéu de soldado inglês do seu personagem, o Quebra-Nozes.
–Obrigada Jer, e sim, acho que no fundo estamos meio ligados nessa coisa fantasiosa, eu adorei sua idéia, acho que ficou bem criativo.
–Bem eu acho que não estamos ligados só nisso! – Jeremy falou com um grande sorriso passando por Vicky em um passo de dança animada e a puxando para si bem no momento em que a musica mudava para algo lento e romântico.
–Você já teve uma mão quebrada essa semana! – Vicky falou sentindo seu rosto corar com toda aquela aproximação, ela estava feliz por estar com ele ali.
–Eu ainda tenho muitos ossos! – Jeremy falou sorrindo. –Vêm, eu quero te mostrar uma coisa que aprendi! – Ele falou puxando a jovem pela mão caminhando para o lado de fora do lugar.
Eles correram por todo o salão enquanto Jeremy tinha certeza que estava sendo seguido pelos olhos do Capitão, mas mesmo assim manteve a coragem e levou Vicky para fora.
A lua estava linda, ele percebeu que um sinal de fumaça se formava além do horizonte, mas não podia se importar com isso agora, ele precisava mostrar a ela o que havia aprendido.
–E então, qual a surpresa? – Vicky falou mordendo os lábios ansiosa, ela não podia imaginar o que era mais mesmo assim parecia explodir.
–Feche os olhos!
–O que?
–Feche os olhos! – Jeremy falou sorrindo. –Confie em mim!
–E com uma onda de sentimentos bagunçando sua mente Vicky fechou os olhos ansiosa, ela sentiu ele segurar suas mãos e isso a fez tremer, ela não estava pronta de jeito nenhum para o que quer que fosse.
–Pode abrir! – Jeremy falou baixinho bem próximo do ouvido dela.
Vicky abriu os olhos lentamente e sem saber como uma forte luz inundou sua mente, era estranho, afinal, ela estava em uma grande festa á noite e agora estava em uma grama verde e brilhante, diante de um sol tão belo que mal conseguia manter os olhos abertos, o céu era de um azul profundo e vivo, sem nuvens em sua extensão, muitas pessoas pareciam seguir em suas vidas tranquilamente em uma parte que parecia destinada aos moradores do local, sem falar na impressionante visão de um castelo no centro de tudo, rodeado por um rio de águas azuis intocadas.
–Onde estamos? – Ela perguntou sem ar.
–Essa é Asgard, eu não sei como aprendi, na verdade, acho que foi depois de conversar muito com Erick, eu consegui aprender a projeção astral, bom, todo mundo sabe que eu posso entrar na mente das pessoas enquanto elas dormem, mas meu objetivo aqui era desenvolver algo mais útil com esse poder, no caso, me materializar não apenas na mente das pessoas, mas também conseguir transportar meu espírito para outros mundos! – Jeremy estava muito orgulhoso de si mesmo, essa foi uma das suas maiores descobertas até então.
–Eu nem sei o que dizer Jer, isso é realmente incrível, e pode ser muito útil, e Oh meu Deus, imagina, quando a Bárbara souber disso vai pirar, pensa, você poderia traze-la até aqui, assim como o Erick, as possibilidades são imensas, eu nem sei o que pensar! – Vicky parecia eufórica, era como se tivesse ganhado na loteria sem nem ao menos jogar, estava extasiada e perdida em suas possibilidades, Jeremy apenas sorriu, ele queria muito surpreende-la e parecia ter conseguido isso.
–Não conte nada a ninguém ainda!
–Mas....por que? – Perguntou Vicky confusa.
–Porque tenho medo do que os outros vão achar disso, uma coisa é você entrar em um sonho, outra coisa é se materializar em outro mundo e ainda conseguir levar pessoas consigo, isso é perigoso entende? Não comente nada com ninguém ainda, gostaria que fosse nosso segredo.
–Tudo bem, eu posso respeitar sua opinião, sem problemas, farei isso por você! – Vicky falou sorrindo e abraçando Jeremy que sorriu de volta depois de dar um beijo no rosto da jovem, ele confiava muito nela, sabia que Vicky nunca o trairia com algo tão importante assim.
Eles se abraçaram mais uma vez e quando Vicky abriu os olhos estava de volta a sua realidade bem ali, na Academia.
–Obrigada pela viagem! – Ela disse sorrindo.
–Eu sempre poderei leva-la em lugares diferentes quando quiser! – Jeremy falou afastando as mexas de cabelo que teimavam em cair no rosto da jovem.
–É melhor voltarmos para a festa! – Vicky falou sentindo seu rosto corar mais uma vez com toda aquela aproximação, ela sentia o calor dele, seus corpos tão próximos, suas mãos segurando gentilmente seus braços e depois sem ela perceber sua cintura, por fim, Jeremy sem dizer nada a puxou para si aproveitando para beija-la como vinha querendo fazer a muito tempo, um beijo gentil, delicado e cheio de sentimentos.
Vicky apertou suas mãos nos ombros dele tentando não cair no chão com aquela emoção toda, aquilo mexeu demais com seu coração.
–Eu.....não sei....não sei o que dizer! – Ela falou no momento em que se separaram para voltar a respirar.
–Depois de tudo o que te mostrei, palavras não importam mais! – Ele disse sorrindo e puxando a jovem para mais um beijo.
–Tem razão Jer, palavras não tem muita importância agora! – Disse a menina sorrindo e abraçando o rapaz que a tirou do chão rodando-a varias vezes no ar enquanto ambos sorriam.
{...}
Salão de Festas – Ala Norte
Sophie estava animada, ela usava uma roupa de Chapeuzinho vermelho que lhe caia muito bem, estava linda e de certa forma sexy, Nicholas foi de Hobbin Wood o que o deixava muito a vontade naquela fantasia.
Varias meninas elogiavam ele quando chegou na festa e Sophie tentava não mostrar o quanto aquilo a incomodava, sinceramente nem mesmo ela sabia o porque, mas quando uma garota entojada se aproximava dele com conversinhas bobas ela realmente enlouquecia.
Nicholas percebeu que as coisas estavam meio tensas, ás vezes Sophie olhava para ele meio emburrada, ele só não sabia ao certo o porque, ele tinha sido legal, ele tinha buscado ela no seu quarto, tinha levado flores para ela e além disso tinha elogiado muito sua fantasia, sua mãe tinha dito isso a ele, para elogiar ao máximo possível porque uma mulher sempre gosta de ser elogiada, mas por alguma razão que ele desconhecia Sophie permanecia emburrada.
–Vai passar a noite toda dando autógrafos? – Disse Sophie revoltada enquanto ia em direção a mesa pegar um ponche.
–Eu não estou entendendo você, está meio chateada, mas quando chegamos aqui você estava bem, tem certeza que está bem mesmo? – Nick perguntou meio atrapalhado e Sophie foi obrigada a revirar os olhos, era obvio que ele nem ao menos tinha percebido o que estava fazendo.
–Homens, tão imaturos! – Ela falou mais para si mesma do que para ele que continuou não entendendo nada.
Naquele momento uma menina de longos cabelos negros se aproximou, ela usava um mini vestido branco com asas falsas penduradas em seus braços.
–Você é Nicholas Barton? – Ela falou com um grande sorriso para o rapaz.
–Sou eu mesmo!
–Você pode me dar seu autógrafo? Eu e minhas amigas vimos o que você fez na ponte em Manhattam, você foi tão corajoso ajudando aquelas pessoas! – A jovem falava animada com um caderninho nas mãos, Nick pegou o caderno e assinou, por fim a menina puxou seu celular da bolsa e tirou uma foto com ele.
–Será que você se importaria de tirar uma foto com minhas amigas também elas...
–Ele eu não sei, mas eu me importo com toda a certeza, chega desse papo todo meloso garota, essa é a minha Academia, e minha festa e esse cara é o meu acompanhante, então faça o favor de cair fora daqui com sua câmera ou serei obrigada a puxar você para o centro da terra! – Sophie falou se colocando na frente de Nick impedindo a garota de se aproximar.
Naquele momento tudo ficou claro para ele, toda a situação, Sophie não estava chateada com alguma coisa, ela estava chateada com ele, e pelo simples motivo de estar com ciúmes.
A morena foi embora e houve um grande silencio entre os dois até que finalmente Sophie resolveu voltar a mesa e beber de uma só vez duas taças de champanhe.
–Você está com ciúmes? – Nick falou chocado.
–Ficou maluco? Eu não estou com ciúmes nada! – Sophie começou a andar em direção as sacadas do lado Oeste do salão, ela andava rápida atravessando as pessoas literalmente com seu poder, enquanto Barton precisava tomar cuidado para não esbarrar em ninguém.
–Você está com ciúmes sim! – Nick se aproximou e segurou no braço dela, mas Sophie usou seus poderes e os dedos do rapaz não conseguiram segura-la por muito tempo.
–Não estou não! –Ambos chegaram juntos na grande sacada eles se olharam por um longo período de tempo em silencio enquanto Sophie parecia meio confusa.
–Chega de ficar intangível, chega de fugir de mim, durante esses últimos meses nós estivemos presos nesse jogo de cão e gato, e eu nunca pensei que você teria ciúmes de mim, eu juro que foi a coisa mais inesperada que podia acontecer, mas quer saber, eu estou feliz por isso, e você não vai tirar isso de mim e sabe porque? Porque você gosta de mim e isso é tudo o que eu preciso saber! – Nicholas falou dando pequenos passos na direção da jovem que parecia petrificada, por fim eles estava frente a frente, próximos demais e ofegantes demais, Sophie estava confusa, ela nunca pensou em admitir esse sentimento, ela não queria ter que assumir isso tão rápido, muito menos assumir isso diretamente para Nick.
–Eu não gosto de você seu convencido! – Sophie falou séria.
–Chega disso! – Nicholas se aproximou com tudo pegando Sophie desprevenida, ele a segurou firme em seus braços e puxou-a para um beijo cheio de desejo, um beijo do qual ela não poderia fugir.
Um tapa soou alto, Sophie afastou Nick com um tapa tão forte que o fez cambalear para trás, ela mantinha a postura séria, e haviam lágrimas em seus olhos, ela sentia-se envergonhada e seu rosto estava vermelho, mas ao invés do que pensou, Nick não parecia furioso ou chocado, ele apenas mantinha-se com a mão no rosto e sua expressão debochada e safada olhando na direção dela, o que só a deixava ainda mais envergonhada.
–Porque....porque fez isso? – Ela falou olhando para ele ainda tremula.
–Porque não fugiu? – Ele falou agora de forma séria.
–Eu....eu perguntei primeiro! – Disse Sophie tentando manter sua postura decidida.
–Porque não fugiu? – Ele perguntou sério, mas nesse momento Sophie entendeu tudo, ela não fugiu porque não queria fugir.
–Barton você é um grande idiota! – Sophie foi correndo até ele e desta vez o puxou para um beijo cheio de sentimentos.
Os dois se chocaram com tanta força que o tombo foi inevitável, eles caíram no chão da sacada e começaram a rir.
–Eu sei que sou um idiota, principalmente por não ter falado com você antes, e por ter tomado decisões meio estranhas nessa noite!
–Como ficar dando atenção á garota com asas? – Disse Sophie fazendo um ar emburrado super fofo na opinião dele.
–Como isso por exemplo, mas eu prometo que farei as coisas certas agora! – Nick sorriu ao perceber que as coisas mais especiais da vida são as mais simples.
{...}
Salão de Festas – Ala Norte
Renata estava amando aquela oportunidade de viver algo “normal”, quando ainda não tinha descoberto seus poderes costumava sair muito e adorava festas, claro que, depois de dominar o fogo tudo ficou perigoso demais.
Ela colocou uma fantasia de sininho, estava linda com aquele vestido verde, apesar de ser morena, ela queria mesmo bancar a fadinha nesta noite, até porque ela ficou sabendo que Erick iria fantasiado de Capitão Gancho, o que a fez rir demais imaginando ele com uma peruca cheia de cachinhos.
Ela estava no centro do salão curtindo a musica quando Erick surgiu do seu lado mais ou menos como ela havia imaginado, isso a fez rir demais, ela adorou aquilo, era divertido, descontraído, muito diferente do que as pessoas imaginavam sobre ele.
–Você está linda de sininho! – Ele falou se aproximando enquanto tentava dançar no ritmo da musica.
–Obrigada, eu também gostei muito da sua fantasia, acho que somos inimigos assim! – Ela falou rindo lembrando-se das histórias sobre Peter Pan, que havia ouvido quando criança.
–Nós somos inimigos naturais! – Ele falou rindo dando uma volta em seu próprio eixo fazendo Renata rir.
–Como assim?
–Bom, você é o fogo e eu sou o gelo, não somos compatíveis! – Ele falou ainda tentando dançar desajeitado, mas Renata o fez parar puxando o semi deus para si.
–Não interessa se controlo o fogo ou você o gelo, ainda sim existe uma coisa que nós dois podemos fazer juntos! – Ela falou com um grande sorriso enquanto o rapaz a olhou de forma intensa.
–E o que seria? – Ele perguntou encarando aqueles olhos confiantes que só ela tinha.
–Queimar! – Renata puxou Erick em um beijo inesperado, aquilo o fez sorrir e esquecer da musica, em volta todas as pessoas continuavam dançando, eles sabiam que os comentários iriam continuar depois, mas ele nem ligava, estava feliz demais para isso.
–Não entendo como alguém poderia ter medo de você! – Erick falou enquanto eles tentavam respirar, por fim ele conduziu Renata, ainda abraçado a ela até a mesa onde estava o ponche.
–Não importa quem somos ou qual nossos poderes, as pessoas “normais” sempre vão ter medo de nós, e você precisa admitir que fogo não é uma coisa fofinha. – Ela falou rindo enquanto ele fazia um copo para cada um.
–Eu sei, eu entendo você, mas sei também que existem pessoas muito mais perigosas aqui, pessoas que poderiam ser piores, no entanto, muitos preferem focar em pessoas como você.
–Pessoas piores são pessoas perigosas, acha que alguém é idiota o suficiente para querer encrenca com alguém assim? – Ela falou bebendo seu drink e percebendo que o ponche já tinha sido batizado. –Acho melhor não beber isso!
–Não tem problema, não vai fazer efeito mesmo, é necessário muito álcool no meu sangue para me dar algum efeito. – Disse Erick confiante, de onde eles estavam podiam ver todos os casais, exceto aqueles que haviam sumido, como era o caso de Logan e Kate que já não eram mais vistos ali, ou Bárbara e John que nem ao menos tinham aparecido. Vicky parecia muito feliz dançando com Jeremy que sorria animado para a loira, assim como Howard que demonstrava uma certa preocupação, já que Ângela estava bebendo seu sexto copo de ponche e pelo o que Renata sentiu ali ele estava muito forte.
–Você é uma boa pessoa Erick, bem diferente do que ouvi dizer!
–Eu não sou uma pessoa comum, nem sou humano, sou um Gigante de Gelo, tem idéia do que é isso, eu nem ao menos sou de Asgard como minha prima, aliás, ela nem chega a ser minha prima de verdade, eu não tenho uma família real, tudo é um grande engodo! – Erick não queria entrar nesses assuntos agora, mas era necessário deixar sua opinião sincera para Renata.
–Não diga isso, você tem uma mãe incrível que te ama muito, tem um pai apesar dele não ser perfeito, tem um tio poderoso, um avô e uma prima linda, você tem amigos aqui e você tem a mim! – Renata não percebeu o que havia dito, mas quando se deu conta de suas palavras sentiu seu rosto queimar.
–Eu tenho você? – Erick falou sorrindo e meio chocado, mas Renata apenas começou a andar na direção oposta a ele, Erick não entendeu aquela reação e começou a ir atrás dela, eles passaram por todo o salão de festas até finalmente chegar em uma sala vazia. – Espere! – Disse Erick preocupado. –Porque está correndo? – Ele conseguiu alcançar Renata que não queria encara-lo.
–Você não vê como soa como piada isso? Você é um deus, você pode ir algum dia para seu planeta e eu sou apenas uma garota com problemas, eu não tenho nada de especial Erick, eu não seria aceita por sua família, ou por qualquer outro membro do seu povo! – A menina falou sentindo-se mal, Renata sempre foi acostumada a rejeição, a ser deixada de lado por ser uma mutante.
–Nada no universo é mais especial para mim do que estar aqui nesse momento com você, pela primeira vez uma garota olha para mim com amor e não com medo ou desprezo, eu sou tão rejeitado pelo mundo quanto você, sou tão problemático quanto você e não me venha dizer que isso não é verdade porque é sim, eu sou filho de Loki, o deus da travessura que só por brincadeira quase acabou com o nosso mundo, eu não tenho motivos para me achar melhor que você, eu quero você Reh, quero que seja minha! – Erick não espero que a jovem falasse alguma coisa, ele não podia mais perder tempo, Renata ficou surpresa com aquela atitude.
Ele a beijou como sempre desejou fazer desde o momento em que descobrir sentir algo por ela, ele sabia que era um grande risco, afinal, ele nem ao menos era humano, mas Renata era perfeita, era tudo aquilo que ele sempre sonhou e não iria deixa-la partir, muito menos sentindo-se tão insignificante da forma que estava, ele a queria, queria muito mais do que aquilo, mas ainda era cedo, não estavam prontos para um passo maior, mesmo assim ambos não conseguiam se soltar, tudo o que ele conseguiu fazer foi conduzi-la ainda mais para fora, eles correram até uma parte da varanda da ala Leste, o bom da Academia era que haviam vários lugares para se ficar. Por muito tempo eles se beijaram sentindo o coração um do outro batendo contra o peito, Erick deixou suas mãos percorrer as costas de Renata enquanto a puxava para si, já a jovem tentava respirar enquanto era tomada por um desejo inconsciente de entregar-se, mas naquele momento algo chamou a atenção deles, um tremor, seguido de outro e logo em seguida luzes vindas de pontos estratégicos da Academia.
–O que foi isso? – Ela disse meio ofegante.
–Não sei, mas não parece muito bom, sentiu isso?
–A terra tremeu, será que devemos avisar alguém ou isso foi á força dos nossos corpos juntos? – Renata falou divertida, mas Erick estava preocupado, ele sabia que aquilo parecia muito mais grave do que realmente era.
–É melhor procurarmos o diretor, acho que isso não é uma boa coisa, alguém pode estar em perigo! – Ele falou, mas antes de andarem de volta para o salão a procura de Scott, Renata o puxou para mais um beijo intenso, tudo aquilo o que ela queria já fazia alguns dias.
–Você acha mesmo que fogo e gelo podem conviver juntos? – Ela falou pensativa.
–Bom, acho que os meteoros são mais ou menos feitos disso, e o resultado costuma ser explosivo, acho que vale a pena tentar, não podemos desistir disso só porque nossos poderes são opostos! – Ele falou analisando o lugar de onde a luz vinha e percebeu um vulto correndo no meio do que parecia ser fumaça, a iluminação dos holofotes e o sol extremamente alto da festa estava abafando aquele acontecimento, Erick tinha certeza de que alguém estava se aproveitando disso para fazer algo ruim.
{...}
Salão de Festas – Sacada do terceiro andar
Howard viu que Ângela estava bebendo mais do que o normal, ela parecia nervosa com alguma coisa, sentia-se estranha e acabou saindo do grande salão para uma parte mais isolada do terceiro andar.
Ela estava se curando da dor de perder seu amor adolescente perfeito, porque Richard era essa imagem, ele era um príncipe aos seus olhos e agora não passava de um sapo boi cheio de verrugas. E agora ainda tinha que pensar nesse comunicado louco de Howard anunciando os dois como um casal.
–Você ficou realmente linda com esse vestido, e realmente uma princesa encantada! – Howard falou sem saber ao certo como se aproximar dela, apesar da noite estar indo bem com as conversas e risos, ainda sim, havia uma certa distancia entre os dois.
–Você tinha razão Howard, tinha razão sobre ele! – Ângela falou um pouco triste sentindo seu mundo de fantasias infantis desmoronando.
–Sobre quem? – Howard perguntou mais no fundo ele já sabia a resposta.
–Richard, ele não quer mesmo ficar comigo, eu sou apenas um problema na vida dele! Eu devia ter percebido isso desde o inicio, porque ele iria querer alguma coisa comigo? – Ângela deixou algumas lágrimas caírem, estava um pouco atordoada, mal conseguia se manter de pé, Howard se aproximou dela para segura-la em seus braços, tentando dar um apoio maior.
–Richard é um bom homem, ele só deve ter entendido que se aproveitar de você não era uma coisa certa a se fazer! – Howard falou e Ângela se afastou dele em um impulso.
–Mais que droga Howard, só porque eu sou mais sonhadora ou até mesmo romântica não significa que não posso ser amada, que não posso ser tocada, eu estou cansada disso, cansada das pessoas terem medo de se aproximar de mim, pelo menos o John foi menos idiota nessa parte! – Ela riu sem humor olhando para o rapaz confuso, então John havia se aproveitado dela? Quando isso havia acontecido? Porque ninguém havia contado isso a ele.
–Homens são ruins! – Howard falou acreditando totalmente em suas palavras, mas Ângela não conseguiu responder, ela sentiu uma forte tontura por causa do álcool e foi ao chão, Howard se aproximou correndo e sem dizer nada a pegou no colo, ela podia sentir o perfume dele, era algo muito melhor do que qualquer outra coisa que tenha sentido.
–Vamos, você está péssima desse jeito! – Ele levou sua acompanhante para a ala feminina dos dormitórios, ele encontrou o quarto dela e de Charlie, viu que a outra não havia voltado para lá e sentiu-se aliviado por isso, provavelmente Charlie iria ficar com Nate em outro lugar, talvez até em uma das salas vazias quem sabe.
Howard foi colocando a menina lentamente sobre a cama até que ela despertou ainda confusa, ele nunca havia feito nada assim antes, nunca havia sido um cavalheiro com ninguém, ele poderia transar com ela agora mesmo se ela não mexesse tanto com seu coração.
–Não vai, eu não quero ficar sozinha! – Ela disse segurando o menino pela gola, mantendo ele bem próximo ao seu rosto.
–Não sei se isso é uma boa idéia! – Ele disse mexendo nos cabelos dela, a cama era de solteiro, por isso estavam bem próximos.
–Eu só não quero terminar essa noite me sentindo um lixo, me sentindo um monstro! – Ela falou sentindo os lábios se entreabrirem e erguerem na direção do rapaz, ela não entendia o, porque, mas por alguma razão ela queria senti-lo, e estava rezando para que Howard não fosse como os outros que tinham medo dela.
–Você não é um monstro, nem um lixo, você é a garota mais sensível que eu já conheci, e mais sincera também, fiel e delicada, amiga, amorosa, você é especial! – Howard percebeu que Ângela deixava lágrimas caírem a cada elogio, ele sabia que não podia se aproveitar dela naquele estado, mas tudo o que queria era beija-la e foi exatamente o que fez.
Ele beijou os lábios dela com vontade, sentiu o sabor da inexperiência dela, talvez só tivesse beijado um ou dois caras, mesmo assim o beijo era muito bom, ele deslizou as mãos pela cintura dela enquanto se colocava sobre a garota, ou ele fazia isso ou caia da cama, ao tocar o corpete Ângela arfou buscando por ar, nunca havia sido tocada daquela forma, nunca ninguém tivera coragem suficiente para isso.
Howard foi deslizando as mãos para trás, abrindo lentamente o fecho do corpete, Howard não ia transar com ela, mas precisava se livrar daquilo, ele queria que ela se sentisse livre naquele momento, que aproveitasse cada toque. Ângela tremia, ela sentiu o corpete ser solto e Howard o colocou no chão, agora ela tinha apenas o tecido fino do vestido que usava como proteção.
A luz da lua entrava pela janela, Howard admirava aquele rosto claro, aqueles lábios rosados e principalmente o corpo, ele nunca havia percebido como o corpo de Ângela era sensual.
Suas mãos tocaram as coxas da jovem enquanto ela arfava, nunca tinha se sentido assim, ele beijou os lábios dela com força enquanto tocava o corpo da garota com desejo, ele queria muito terminar aquela noite com sexo, mas sabia que seria errado, ele não podia fazer isso, mas seu desejo começava a falar mais alto.
Ângela quase saiu do próprio corpo no momento em que Howard tocou em seus seios por baixo do vestido, era quase como um sonho, uma alucinação, ele beijou carinhosamente os dois enquanto a menina gemia enlouquecida, sentindo todo aquele prazer.
Ele desceu as alças do vestido até fazê-lo sair na parte de cima e com cuidado terminou de puxá-lo pelas pernas da jovem, o coração de Ângela quase podia ser ouvido, ela estava muito nervosa, não sabia se era por causa da bebida, ou por ser Howard, a verdade é que nunca imaginou que sua primeira vez seria com um Stark.
Howard ficou sobre ela beijando sua barriga até chegar perto da calcinha, ele segurou dos lados cuidadoso e se preparou para retirar a peça, naquele momento Ângela sentiu o chão sumir de seus pés, ela não tinha experiência nenhuma, e se não fosse boa o bastante? E se Howard não gostasse de garotas virgens?
–Espera! – Ela disse tremendo e ele precisou se esforçar muito para parar e olhar para ela.
–Eu fiz alguma coisa errada? Machuquei você? – Ele perguntando sabendo que não, mas queria que ela dissesse o motivo.
–Eu.....eu nunca....eu não sei como dizer.....eu nunca fiz isso antes! – Ela concluiu sentindo o rosto queimar de vergonha mesmo sobre o efeito do álcool.
–Você está me dizendo que é virgem? – Howard ficou chocado, mas sinceramente sabia que aquilo era possível.
–Desculpe! – Ângela falou olhando para o lado, totalmente envergonhada, ela puxou o vestido sobre o corpo para cobrir os seios, estava tão constrangida como nunca ficou antes.
–Ei, não precisa se desculpar, eu acho isso incrível, sério, mas não podemos continuar, não porque eu não quero, mas porque não seria certo com você, mas nós podemos continuar isso mais para frente, o que acha? – Howard falou sentando-se na cama enquanto Ângela sorria para ele.
–Acho que você não é tão ruim como as garotas dizem! – Ela sorriu e Howard pegou uma camiseta para ela que devia ser um pijama mesmo, ela se vestiu enquanto ele permanecia olhando para a parede, Howard se levantou e se preparou para sair mais Ângela o segurou pela mão.
–Fica!
–Amanhã vai se arrepender de tudo isso! – Howard sabia que aquele era um grande risco a se correr, quando Ângela ficasse curada do efeito do álcool tudo poderia mudar em seu coração.
–Amanhã vou me arrepender por não ter feito isso antes! – Ela falou com um grande sorriso, puxando o bilionário para um beijo sem nem ao menos ouvir o barulho de uma explosão.
–-----------xxxxx------------
Sala dos Professores
A festa estava quase terminando, no relógio já era possível ver 05:40 da manhã, mesmo assim ainda podia-se ouvir muitos risos e vozes alteradas.
A maioria dos alunos já havia ido dormir ou ao menos já haviam se retirado do salão, no entanto, uma pequena legião de repórteres ainda circulava em volta de Tony Stark e Pepper Potts, era óbvio que eles queriam mais informações sobre o que estava acontecendo em relação ao governo e os alunos da Academia, mas Tony estava empenhado em não comentar mais nada em relação ao seu filho e os outros jovens.
Bruce estava feliz, sua noite não poderia ter sido melhor, ninguém o incomodou com perguntas ruins sobre ser o Hulk e coisas do tipo, pela primeira vez ele não era o centro das atenções e isso o deixava em paz, Ororo também estava adorando sua noite, por mais que ela ainda estivesse preocupada com os últimos eventos e principalmente com seus dramas pessoais, ainda sim, ela estava tentando aproveitar ao máximo aquele momento raro de tranquilidade.
Sem falar que ela andava preocupada com os últimos acontecimentos envolvendo sua filha, Andressa não estava feliz onde estava, ela tinha certeza que um dos grandes motivos para isso era a falta de Gambit em sua vida, mas Ororo não concordava com aquilo, não apenas pela idade, esse era um dos menores problemas ali, mas Gambit nunca foi exemplo de nada para ninguém e ela não queria ver sua única filha entrando em uma confusão da qual jamais conseguiria sair sem deixar seus pedaços pelo caminho.
Bruce viu que Ororo estava massageando demais o tornozelo, ele percebeu que ela provavelmente não devia estar acostumada com o salto e resolveu ajuda-la a descansar um pouco, ela a conduziu até a sala dos professores onde devia ser um dos lugares mais tranqüilos no momento.
–Sinceramente invejo os homens, ficar com esse salto á noite toda não me parece uma coisa muito agradável. – Disse Ororo sorrindo para Bruce que havia ajudado ela a chegar até ali.
–Não diga isso, ás vezes ser um homem é muito mais complicado do que parece, mesmo que nossas roupas sejam simples, ainda sim, o mundo sempre esperou mais de nós! – Bruce falou enquanto abaixava-se gentilmente diante da bruxa do tempo para ajuda-la com sua sandália de salto fino, ele retirou gentilmente as duas colocando-as ao lado, depois com cuidado massageou os pés da mulher que sorriu.
–Você é um grande cavalheiro, faz muitos anos que não encontro um homem assim, eu sempre criei expectativas em cima das pessoas com quem vivi, mas nunca consegui ter bons resultados.
–Por isso, a melhor coisa a se fazer é não esperar nada de ninguém, isso foi uma coisa que eu aprendi! – Bruce falou de forma triste, ele sabia o quanto aquilo era doloroso, o quanto sua vida era complicada.
–Não devia dizer isso, não se pode viver sem esperança! – Ororo falou enquanto puxava o rosto do homem abaixado a sua frente para que ele pode-se olha-la nos olhos.
–Quando se perde tudo inúmeras vezes você passa a descordar da esperança, ela se torna algo bobo, tolo na sua vida! – Bruce falou ficando de pé, Ororo viu aquele homem gentil a sua frente, sincero e frágil, ele já havia perdido pessoas inúmeras vezes, isso todos ali sabiam, a única coisa que Bruce ainda tinha era a filha, mas assim como a maioria das pessoas ali, ele também tinha medo de perde-la para o governo.
–Você não precisa perder mais nada Bruce, não hoje! – Ororo puxou o homem com cuidado até suas faces ficarem bem próximas, ele sentiu o perfume que emanava dela e delicadamente beijou seu ombro, por fim, seu pescoço caminhando o mais perto dos lábios até explodir em um beijo cheio de intenções.
–Isso não é certo, não devemos, eu não sou um bom homem, eu sou um monstro! – Bruce falou ofegante tentando se afastar, mas Ororo apenas sorriu para ele enquanto o mantinha preso ao seu corpo.
–E eu sou uma bruxa do tempo, não somos tão diferentes assim! – Ela sorriu fazendo o homem sorrir também.
Eles permaneceram ali, juntos, se beijando como dois adolescentes, Bruce era um cavalheiro, não queria forçar as coisas, mas Ororo era uma mulher decidida e estava disposta a continuar aquilo depois.
–Isso parece tão louco! – Disse Bruce meio tímido.
–Não parece tão louco assim na minha opinião! – Disse Ororo sorrindo no momento em que eles ouviram passos.
–Bruce eu queria falar com você sobre... –Tony surgiu na porta mais parou imediatamente ao ver a mulher sentada confortavelmente no colo do cientista. –Não interessa, qualquer coisa que eu tenha a dizer pode esperar! – Tony ia dar meia volta, mas o casal apenas sorriu.
–Relaxa Stark, só estávamos, bem, nos conhecendo, pode falar o que quiser para o seu amigo, eu vi você tentando fugir dos repórteres a noite toda para falar com ele, então aproveite sua oportunidade! – Ororo falou se levantando e dando um selinho no cientista, por fim, pegou suas sandálias e saiu passando por Tony que a olhava meio chocado.
–Que mulher, você escolheu muito bem amigo, ela é incrível, e ai, vocês usaram a mesa ou foi no chão mesmo? – Tony falou com seu ar convencido, mas Bruce apenas o olhou indignado.
–Não aconteceu nada aqui, e mesmo que tivesse acontecido eu não iria falar desse jeito, não se faz isso Tony! – Bruce falou se levantando e arrumando o terno que estava bagunçado.
–Ok tudo bem, eu posso aceitar isso! – Disse Tony fazendo um gesto teatral.
–Obrigado! – Bruce falou firme.
–Ela beija bem? – Tony não ia deixar quieto esse assunto.
–Tony!
–Ok, ok, nada de perguntas, já entendi, o que eu queria falar era sobre sua visita em casa, agora que Howard e Ângela estão namorando seria bom vocês irem mais na Torre ou em Malibu, Pepper está eufórica com isso e quer muito conviver mais com vocês, eu não posso culpa-la, eu mesmo sinto falta de você! – Tony falou sincero, ele não gostava muito de agir assim, mas era verdade, fazia muito tempo que Bruce não freqüentava mais sua casa, isso era mais por culpa dos problemas pessoais dele em relação ás pessoas e ao governo, ás vezes o cientista preferia ficar isolado de tudo. –Ok, isso foi meio gay, mas ainda sim, quero que apareça mais ou Pepper vai me matar!
–Não se preocupe Tony, nós vamos resolver isso em breve, preciso falar com minha filha primeiro sobre essa loucura de namorar um bilionário metido, mimado, egoísta e galinha! – Bruce falou enquanto Tony abria a boca para defender o filho, mas depois fechou novamente vendo que não havia defesa.
–Ele parece gostar dela de verdade! – Tony falou sorrindo. –E quando um Stark ama de verdade ele muda todo o seu mundo por essa pessoa. – Ele falou olhando para o amigo que sorriu, Bruce sabia que era verdade, ninguém no mundo era pior que Tony e, no entanto, agora ele era um bom pai e um bom marido.
–Ok, vamos ver como isso termina e......você está ouvindo isso? – Bruce perguntou ao perceber que tinha algo errado na sala.
–Isso o que? – Tony falou olhando em volta tentando perceber o que era.
–Tony corre!!!! – Bruce empurrou Tony para a porta ao perceber que havia um dispositivo colocado ao lado da lousa, até então ele não tinha nem visto nem ouvido, talvez porque o barulho do lado de fora ainda fosse grande, ou porque talvez o dispositivo ainda estivesse desligado, mas agora a coisa começava a piscar freneticamente e ele sabia o que vinha depois.
Tony tentou correr mais enquanto passava pela porta apenas viu a escuridão se transformar em luz e por fim em uma bola de fogo, tudo explodiu rápido, ele não sabia o que fazer, ele nem ao menos conseguia enxergar Bruce no meio do fogo que caminhava para si, ele só sabia que tudo poderia terminar ali.
–Banner!!! – Ele gritou, mas do meio da fumaça a única coisa que conseguiu ver foi um par de olhos furiosos se erguendo em sua direção, Hulk se jogou em direção do bilionário antes que o fogo o atingisse e o envolveu com seu corpo gigante, o fogo não era piedoso, mas Hulk não costumava desistir, ele ficou ali, enquanto as chamas dominavam todo o local com a força da explosão.
–-----------xxxxx------------
Em frente á Academia – Em um prédio comercial
Do alto do prédio era possível ver as explosões acontecendo consecutivamente, tudo parecia estar em sintonia, algumas pessoas corriam pelo portão da frente apavoradas, gritos por toda a parte começava a ecoar, o verdadeiro caos estava diante deles, por todas as instalações da Academia o fogo se alastrava.
–Qual o próximo passo agora? – Mística falou olhando para o lugar que pegava fogo como uma grande fogueira.
–Vamos acabar logo com isso, envie o exercito dos Sem Face, está na hora de mostrar que humanos e mutantes nunca poderão viver juntos! – Magneto falou com um grande sorriso nos lábios, ele sabia que depois daquela guerra as coisas nunca mais seriam as mesmas.
Fale com o autor