Academia Jovens Promissores -Fic Interativa

43 Algumas coisas são difíceis de Aprender


Notas iniciais
Oie gente que eu amo demais. Quero agradecer a todos que estão lendo e acompanhando esta fic, saber que mesmo depois de um ano eu ainda tenho meus leitores queridos comigo me deixa animadíssima. AVISO IMPORTANTE Bem, eu vou estar parando de escrever essa fic depois dessa 3 fase, acho que já está ficando cansativo e longo demais, a história é boa, mas não podemos ficar alongando demais, então depois dessa fase eu vou terminar de vez a fic. Resolvi fazer isso porque percebi que os comentários deram uma diminuída muito grande e percebi que provavelmente deve ser por isso hauhauhaua tipo uma série que a gente ama demais só que com o tempo vai se tornando cansativa. Também quero dizer que esse é o ultimo capitulo do ano. DO ANO. Ano que vêm tem mais. Vou precisar de tempo para focar no Inglês agora em novembro porque começaram as provas e ainda preciso finalizar meu trabalho, sem contar nas preparações para a COMIC CON EXPERIENCE agora em Dezembro. Por isso peço paciência a todos que acompanham desde o inicio e digo que vou concluir com grande estilo, mas por enquanto vou focar nos estudos. Ano que vem voltarei com mais. Provavelmente em Janeiro eu vou estar ressurgindo como uma FENIX hauhauhauahuah. Qualquer duvida podem me deixar uma MP porque pretendo responder a todos, não é só porque entrei de férias que não vou visitar meu perfil no NYAH, então podem mandar mensagens que no momento em que eu ver vou responder. Agradeço desde já por toda a atenção que recebi e por todas as recomendações, eu não seria nada sem vocês. Beijos e bom fim de ano, FELIZ NATAL E FELIZ ANO NOVO PARA TODOS. ANO QUE VEM TEM MAIS.

Alojamento dos Professores – Academia

Michael acordou perturbado depois de mais um pesadelo, ele via sua irmã pedindo ajuda enquanto homens rodeavam os dois, ela gritava e ele não podia fazer nada estando amarrado, aquela era a visão mais dificil de encarar a visão que se tornou seu tormento por tantos anos, que o impediu de ser um homem normal, a visão que o colocou na SHIELD de vez, que o fez aceitar as piores missões possíveis para chegar onde chegou, aquele pesadelo vivia em sua memória todo o tempo e muitas vezes mesmo acordado podia ouvir a voz dela gritando por ajuda.

Durante os últimos 20 anos sua vida tinha sido marcada por momentos difíceis e dolorosos, como a perda de sua irmã, ele nunca se perdoou por isso e o fato de Emma saber disso só piorava as coisas.

Ele olhou no relógio e viu que ainda era 03:45 da manhã, sua aula estava marcada para as 07:00 horas e ele sabia que não iria conseguir dormir mais, por fim resolveu se vestir, como sempre escolheu um terno elegante e uma camisa branca de linho, não importava a sua dor por dentro, sua aparência tinha que ser a melhor,lavou o rosto tentando apagar as lembranças ruins e resolveu dar um pulo na cantina.

–Dizem que a cantina é 24 horas, mas eu nunca acreditei nisso. – Emma falou surgindo as costas de Michael enquanto ele procurava por um funcionário. – Sempre que preciso de um café preciso fazer eu mesma, ou acordar alguém, mas sinceramente não acharia justo com os empregados, afinal, todos precisam de paz.

–Você está me seguindo? – Disse o homem com um sorriso divertido.

–Só estou sem sono, ás cobranças em cima da Academia tem sido fortes demais, Scott anda preocupado que o Governo queira fechar o lugar mais uma vez por considerar os jovens perigosos, assim como tentam fazer a anos com o Instituto. – Emma parecia realmente preocupada e aquilo deixou Michael um pouco chateado.

–Eu sinto muito, mas assim como o Instituto anda resistindo vocês também irão. – Ele falou com um sorriso, e ficou ainda mais feliz ao ver uma das funcionarias indo fazer o café.

–Você vai pegar leve com os alunos não vai? Por favor Michael não crie mais confusão para nós, você sabe que a maioria dos professores foi contra a sua aula, não torne tudo ainda mais complicado. – Emma falou segurando o braço do homem que apenas sorriu debochado.

–Eu não posso pegar leve Emma, porque a vida não vai pegar leve com eles, nunca, você viu o que aconteceu recentemente, eles perderam dois amigos, não é isso que ensinamos aqui, nós ensinamos a eles como sobreviver, Fury pediu que eu viesse para cá por esse motivo, para ensiná-los a ser duros, a encarar os problemas de frente. – Emma percebia uma sombra nos olhos de Michael, ele sempre levou seu trabalho a sério demais, e tinha motivos para isso, sua dor havia mudado seu coração.

–A culpa não é sua Michael. – Emma colocou a mão sobre a mão fria do homem que apenas a puxou com sem se dar ao trabalho de disfarçar.

–A culpa é toda minha. – O homem se levantou deixando o café sobre o balcão sem nem ao menos ter experimentado.

–Tem que parar de se culpar por isso. – Emma falou um pouco mais alto fazendo o homem parar um minuto, ele não se virou, mas Emma podia perceber que ele sorria triste.

–Assim como você parou de se culpar pela morte de Kate? – Houve um grande silencio entre eles, era possível ouvir apenas a maquina de café trabalhando.

–Eu entendo a sua dor, mas como pode ver Kate era uma mulher independente, forte e decidida cheia de poderes, e mesmo assim ela morreu, sua irmã não era uma agente, não sabia usar uma arma e nem tinha poderes, em ambos os casos não tivemos culpa, foi uma brincadeira de mau gosto do destino. – Emma falou firme apesar de sentir as emoções pulsando em seu peito.

–Pode ser, mas nenhuma explicação vai diminuir a dor que habita em mim, então apenas deixe eu ser útil, deixe eu ensina-los como deve ser.

Michael iria viver para sempre assombrado com aquelas lembranças, seu passado era doloroso demais e isso o impedia de seguir em frente, ele não quis se casar e nem ter filhos, tinha medo que um novo inimigo pudesse surgir e tirar isso dele.

–O senhor é o novo professor? – Disse a voz de Teddy sentada em um banco próximo ao corredor onde o homem passava.

Ela usava uma camisola preta e parecia muito a vontade para quem estava quase nua.

–Acho que sim, e você é? – Disse o homem se aproximando com um sorriso charmoso novamente.

–Theodora Xavier, mas meus amigos me chamam de Teddy. – Disse a jovem com um largo sorriso para o homem.

–Você é uma personalidade afinal, não tem medo disso? Medo de estar entre pessoas comuns? – Michael perguntou se aproximando um pouco mais.

–Então você já ouviu falar de mim? Ótimo, prefiro assim, não gosto de pessoas sem informação, e quanto as pessoas comuns, bem, eu estudo com o filho do Homem de Ferro, aqui tem deuses e mutantes, gente muito mais rica que eu como a Layane, temos modelos como Megan e a queridinha da América, Vicky, todos eles são especiais, temos super gênios como Andrew e grandes assassinos como Stefan, todos os meus amigos são especiais, eu não tenho medo deles. – Teddy falou confiante e Michael entendeu aquilo como uma provocação.

–Então você acredita em seus amigos, bonito isso, então você não tem medo de ficar aqui sozinha vestida desse jeito? – Disse Michael encarando a jovem com aquela aparência provocante.

–Bom, em primeiro lugar eu confio nos meus amigos de turma sim, todos eles são boas pessoas, temos ex-criminosos isso é verdade, mas todos se sacrificaram muito para estar onde estão, em segundo lugar, tem câmeras por toda a parte e em terceiro lugar eu sou muito mais perigosa que qualquer um aqui. – A jovem morena riu mostrando que não era nenhuma criança inocente.

–Ótimo, porque para a aula de amanha vou precisar de toda essa confiança, as coisas não serão nada fáceis para vocês. – Michael falou de forma tranqüila olhando Teddy no fundo dos olhos, ela percebeu que havia muita coisa ali, mas não queria ler os pensamentos dele, não achava isso justo.

–Então até daqui a pouco professor. – Disse a jovem se levantando e pegando seu livro, ela caminhou lentamente pelo corredor sem olhar para trás, naquele momento perdido em seus devaneios Michael ouviu um barulho de porta, mas não deu muita importância, só depois que Teddy sumiu de vista é que ele se deu conta que alguém estava ao seu lado.

–Vai perceber que este é um lugar de muitas possibilidades, mas lembre-se, muitas vezes eles entram em nossas vidas e não tem como se afastar. – Logan falou colocando sua mão pesada no ombro do professor.

–Você já viveu isso aqui? – Michael sabia reconhecer a dor nos olhos de alguém, era o mesmo sentimento que via no espelho todos os dias.

–Eu já vivi isso em várias situações, vivi isso aqui também, é claro, mas durante minha vida tive muitas oportunidades para viver algo especial com alguém, infelizmente em todas ás vezes meus inimigos a levaram de mim. – Por mais que o tempo passasse Logan jamais iria perdoar o que aconteceu com Kate e o fato de não ter conseguido fazer nada para impedir.

–Eu sinto muito, no fundo eu sei exatamente o que sente. – Michael falou encarando o homem com o máximo de sinceridade possível nos olhos.

–Obrigado, mas acho que com o tempo eu aprendi a encarar a vida de frente, quem precisa aprender isso agora é você. – Logan sorriu para o homem que ainda parecia incapaz de aceitar aquele conselho e voltou para seu quarto.

Michael ficou ali mais alguns minutos pensando no que devia fazer em sua aula, ele sabia que algumas coisas são necessárias e por fim respirou fundo, era hora de encarar a situação de frente.

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Auditório Principal – Academia Jovens Promissores

A segunda começou difícil para todos, depois de tanto tempo sem uma disciplina rígida de horário era complicado levantar tão cedo, a primeira aula da Segunda-feira era do professor Michael, o que deixou a todos muito curiosos, principalmente aqueles que conheciam um pouco sobre a história de vida dele.

Megan que não estava muito acostumada com isso acabou ficando de mau humor, era terrível ouvir o relógio tocando e não poder simplesmente desliga-lo, ela se levantou com preguiça mais sorriu ao ver a mensagem de bom dia de Jackson em seu celular, ela não conseguia entender como eles haviam se relacionado, principalmente levando em consideração todas as coisas erradas que ele havia feito, mas agora era impossível voltar atrás, ela estava apaixonada e estava feliz com isso, ele havia se redimido e conseguido o perdão de todos, então ela só queria aproveitar e ser feliz ao máximo.

Renata já tinha uma disposição maior e acabou levantando antes do relógio, foi até a cantina feliz da vida e pediu dois cappuccinos para a viagem, quando voltou ao quarto Layane ainda estava escovando os dentes, ela acabou arrumando as camas na maior alegria, Renata era assim, alegre, cheia de vida e entusiasmada com tudo.

–Esse café é pra mim? – Layane perguntou com um grande sorriso.

–Claro, vai te fazer bem. – Renata falou arrumando os cabelos com um laço.

–Se arrumando toda para seu deus? – Layane perguntou animada fazendo Renata rir.

–Claro, eu estou competindo com uma deusa Asgardiana, no mínimo eu preciso caprichar na aparência, e você não vai se arrumar para o seu agente secreto? – Renata falou com um olhar animado deixando Layane constrangida, mas ela não discutiu, seria bom melhorar a aparência, não apenas por Mason, mas por si mesma.

As duas passaram alegres pelo corredor enquanto Megan apenas revirava os olhos.

–Cara que animação toda é essa? – Meg falou escorando na parede por um minuto.

–Abre os olhos e sorri pra vida Meg. – Renata falou e Meg não conseguiu evitar um sorriso, afinal, estava feliz por estar ali.

–Ela sempre foi assim? – Megan perguntou para Sophie que passava bem na hora arrumando a trança.

–Sinceramente acho que ela anda mais animada que o normal, talvez seja por ter a academia de volta, isso era importante para ela. – Sophie respondeu com um sorriso, tinha marcado de encontrar Nick no Auditório.

–Acho que é importante para todos nós. – Meg falou finalmente entendendo que aquela era a sua primeira aula na Academia, e que finalmente os inimigos haviam sido derrotados, o Ceifador estava preso, Magneto e Mística não tinham mais armas para usar contra eles, as instalações secretas haviam sido destruídas, tudo estava em ordem pela primeira vez em meses.

O grande auditório lembrava um pequeno Coliseu, com o professor no centro e os alunos sentados em arquibancadas ao redor, a visão era boa para todos, tanto para os alunos quanto para o professor, Mason conhecia a reputação de Michael assim como Nicholas, ele sabia que não podia vir coisa boa de lá.

–Você parece preocupado. – Seth falou tranqüilo se sentando ao lado do amigo.

–E você também devia ficar, esse cara não é fácil. – Mason apertou os punhos imaginando o que Michael iria ensinar de verdade.

–Caramba vocês viram as melhorias desse lugar? – Andrew falou se aproximando com um grande sorriso e um copo de café.

–Realmente, acho que eles aproveitaram para ampliar o terreno da Academia, lembram aquela floresta que tinha ao lado? Se eu não me engano ela foi reduzida pela metade. – Seth falou um pouco chateado, gostava da natureza.

–E mais arvores são destruídas pelo progresso. – Mason falou encarando os amigos, mas Andrew riu.

–Não precisam ficar chateados, pelo que sei as arvores foram queimadas na nossa luta contra os Sem Face, não foi culpa nossa e também não foi uma escolha do senhor Stark, foi algo que não teve como evitar, já que o solo foi prejudicado eles acabaram ampliando a Academia para utilizar aquela parte. – Andrew havia estudado as plantas da Academia, ele era muito inteligente e não ia deixar nenhum detalhe escapar.

–Você me assusta. – Mason falou encarando o rapaz.

–Sua cara feia é que me assusta. – Andrew falou brincando enquanto se sentava na arquibancada.

–E ai perdi alguma coisa? – Edward falou chegando com uma bandeja de bolo com café para todos.

–Ainda não, quanto ficou o bolo? – Perguntou Seth.

–Relaxa cara, é por conta da casa, mas se quiser alterar a realidade onde a Andressa me ache atraente eu vou curtir. – Disse o rapaz rindo animado.

–Qual é o seu lance com a bruxa do tempo? – Mason perguntou curioso.

–Não temos nada, acho até que ela curte o Seth, mas de qualquer forma eu gostaria de tentar. – O rapaz deu uma mordida no bolo enquanto Seth tentava não mostrar constrangimento.

–Porque alguém iria me “curtir”? – Seth falou sem graça mais com um sorriso.

–Cara, pelo que percebi até a Teddy ficou parada na sua, isso não é justo. – Edward parecia inconformado, mas na verdade estava adorando curtir com a cara do amigo.

–Não sei não, acho que a Teddy ficou interessada no Andrew, depois de todo aquele clima no avião, acho que ela está mais ligada nele. – Mason falou deixando o outro constrangido.

–Vocês querem pelo amor de Deus parar com isso? Estamos aqui para aproveitar a nossa nova aula, eu não pretendo ficar ouvindo essas mentiras bobas e não é legal ficar falando das meninas desse jeito, nós somos uma equipe, elas merecem respeito. – Disse Andrew para os amigos que ficaram em silencio mais ainda abafavam os risos.

–Valeu. – Disse Seth para Andrew, Seth não era muito bom quando o assunto era relacionamento e não sabia ao certo o que dizer nesses papos.

Calmamente um a um, os jovens iam chegando, todos pareciam cansados, mesmo assim a ansiedade era visível no rosto de cada presente, Michael havia chegado naquele momento, ainda estava revendo a lista de chamada e parecia muito sério, a principio ele parecia ignorar os presentes, o que deixou algumas pessoas irritadas.

–Não acho que esse tal de Michael seja um cara especial. – Disse Anne olhando para Teddy sentada ao seu lado.

–Eu não sei dizer, mas sinto algo estranho nele, é como se houvesse algo por trás daqueles olhos azuis inocentes. – Teddy falou apertando os olhos na direção do homem como se fizesse uma analise profunda.

–“Olhos azuis Inocentes?” Sério isso? O cara nem chegou direito e você já está dando em cima dele? – Anne falou indignada e ao mesmo tempo divertida.

–Você diz isso porque tem um namorado gato, então me deixe em paz ok? – Teddy falou pegando o livro no momento em que Michael se virou para os alunos pela primeira vez vendo que todos já estavam em seus lugares.

–Não tome as decisões erradas Teddy. – Disse Anne de força séria para a amiga, Teddy revirou os olhos, já não bastava Sophie perturbando ela pelo que havia acontecido com David Jones agora ela ainda teria que agüentar Anne em sua cola?

–Não precisa se preocupar, eu sou bem grandinha para resolver esses problemas, e pelo amor de Deus, eu só falei que ele tem olhos bonitos, isso não é motivo para nos ver casados. – Teddy não quis falar sobre seu encontro com Michael na noite anterior, isso só levantaria mais conversa e ela não estava interessada em viver isso aquela hora do dia.

Andressa e Lacey foram ás ultimas a chegar, elas passaram na cantina e Lacey insistiu para esperar pelo bolo de nozes, ela queria muito um pedaço e não queria chegar sozinha depois, então praticamente forçou Andressa a espera-la.

–Ainda bem que esse professor não parece se importar muito com pontualidade. – Disse Andressa com seu café sem açúcar nas mãos.

–Nem ligo, não tem como começar o dia sem comer um bolo desses, podem me mandar para a direção, não ligo, eu só preciso comer. – Lacey falou rindo enquanto a amiga apenas revirava os olhos.

–Não tem medo de engordar? – Andressa falou rindo e Lacey franziu o cenho.

–Acho que você devia prestar mais atenção no Edward que parecia interessado em você lá na cantina do que nos meus quilos a mais. – Lacey falou erguendo uma sobrancelha e apontando na direção dos meninos que riam enquanto Edward também comia.

–Você ficou louca? Edward? Sério? Nada haver isso, em primeiro lugar, nenhum dos meninos aqui está interessado em mim, em segundo lugar você realmente não devia comer desse jeito e em terceiro, Gambit.....ele... – Mas Andressa não conseguiu concluir seu pensamento, Gambit havia desaparecido do seu mundo e ela agora aguardava ansiosa por uma resposta.

–Me desculpe, eu não quis deixar você chateada. – Lacey falou colocando a mão no ombro da amiga.

–Tudo bem. – Andressa sorriu e por fim pegou um pedaço do bolo de Lacey que ficou feliz por dividir.

O professor olhou bem em volta vendo todos os presentes, ali havia muito potencial, ele iria poder aproveitar ao máximo de cada um.

–Eu sei que vocês não estão pondo muita fé em mim, sei também que acham essa matéria um tanto estranha, afinal, o próprio Coulson poderia dar esse seguimento, já que usar recursos de espionagem é bem o estilo dele. – Michael ficou em silencio por alguns instantes enquanto os alunos refletiam, Howard abriu um grande sorriso com aquela observação do professor, ele tinha certeza que tinha algo errado desde o começo.

–Eu não disse? Sabia que a matéria desse Michael podia ser incluída nas matérias do Coulson sobre espionagem. – Howard falou alegre para Nicholas que estava ao seu lado com um copo de café.

–O que você acha que vai acontecer então? – Nick falou um pouco preocupado.

–Acho que vamos nos surpreender. – Howard estava ansioso, mas no fundo tinha medo do que poderia vir.

–Eu só espero que não aconteça nenhuma tragédia, já estamos cansados disso. – Sophie falou encarando Howard enquanto segurava a mão de Nick.

–Vamos ter que esperar o pior, nós estamos chegando ao fim do nosso primeiro ano na Academia e muitas coisas ruins já aconteceram, talvez se fossemos mais fortes não teríamos tido tantas perdas, como Kate, Charlie e Nate. – Nick sabia que cada ano que se passasse ali as coisas ficariam mais pesadas, estava na hora de se preparar para o pior de verdade.

Michael andou olhando dentro dos olhos de cada aluno, era como se conseguisse ver as suas duvidas ali, era perturbador, mas alguns estavam animados.

–Em algum momento na vida de vocês não terão escolha, em algum momento as coisas vão ficar tão confusas que vão perder o controle de tudo, eu estou aqui para ajudá-los a manter o controle e o sangue frio, existe uma grande diferença entre o certo e o errado, mas algumas vezes para conseguir o que é certo é necessário sujar as mãos. – Mas uma vez Michael fez uma pausa percebendo que suas palavras estavam causando um certo alvoroço entre os jovens, ele olhou em um canto em particular, lá estava Vicky, Bárbara e Ângela, ele sabia que aquelas três provavelmente iriam dar trabalho para ele, mas era necessário firmeza.

–Estou com medo. – Ângela falou séria encarando Vicky que permanecia com os olhos fixados na arena.

–Acho que sei o porque da matéria dele não ter sido divulgada com clareza, acho que vamos presenciar algo horrível, por isso eles não podiam colocar o nome da matéria no papel, isso iria assustar a todos. – Vicky permanecia com os punhos cerrados, ela não queria aceitar o que estava por vir, mas não teria como seguir em frente sem encarar isso.

–Mantenha a calma Vicky, não somos obrigados a fazer o que não queremos. – Bárbara falou encarando a amiga, mas Vicky permaneceu séria.

–Você melhor do que ninguém já devia saber que sempre somos obrigados a fazer o que não queremos. – Vicky encarou a amiga que enrubesceu.

–Por favor meninas, não vamos discutir agora, veja, ele vai voltar a falar. – Ângela chamou a atenção das amigas de volta para o acontecimento principal.

Michael fez um gesto com a mão e por um dos cantos da grande arena, dois agentes da SHIELD vinham caminhando com certa dificuldade arrastando um homem que parecia muito violento preso pelos braços algemados.

Houve um grande alvoroço principalmente quando o homem quase escapou, ele parecia querer rosnar para os jovens com um pequeno sorriso maligno nos lábios.

–Este é Gregori Ducan, ele foi condenado a prisão perpétua por matar a própria família aos 17 anos, passar mais de vinte anos foragido, no meio desse tempo ele matou, roubou, estuprou e torturou várias pessoas, o caso mais recente foi o da jovem estudante de Washington Laura Mayer, que teve as pernas quebradas e foi queimada viva. – Michael falou sério enquanto Gregori parecia rir de tudo aquilo, o professor fez uma pausa encarando cada um ali. – Homens assim vão surgir no caminho de vocês o tempo todo e nem sempre será possível escapar com vida, vocês aprenderam a lutar, aprenderam a controlar seus poderes, aprenderam a fortalecer seus espíritos, agora precisam aprender o principal, a matar.

Michael foi até uma mesa e pegou uma arma automática com silenciador, se aproximou o máximo que pode de Gregori e apontou para sua cabeça, mas antes que fizesse qualquer movimento um grito agudo de “NÃO” ecoou por toda a parte, Ângela colocou as mãos na boca chocada com aquilo, ela não queria chegar aquele ponto, ter que tirar a vida de alguém nunca passou por sua cabeça.

–Senhorita Banner certo? – Michael disse encarando a jovem que apenas assentiu com a cabeça. –Desça até aqui por favor. – Michael fez um gesto para Ângela descer e ela ficou alguns minutos paralisada, mas Michael era paciente e esperou até que a jovem conseguisse andar até ele. –Vejo que você é uma jovem muito bonita e delicada, como é mesmo que seus amigos a chamam? – Michael falou com um sorriso amigo como se quisesse apenas puxar papo.

–An-Angel senhor. – Ângela estava tremula e Howard queria pular da arquibancada, vendo o pânico do rapaz Erick e Gery foram até ele, assim era uma garantia a mais que o bilionário não iria fazer uma loucura.

–Se acalma cara. – Disse Gery segurando Howard pelo braço.

–Ângela não tem suporte para esse tipo de situação, não posso deixar ela sozinha. – Howard tinha medo do que podia acontecer com a garota.

–Se ficar nervoso vai colocar Ângela em uma situação ruim, não pode interferir em uma aula só porque quer proteger sua namorada, o professor vai expulsar você da sala e vai estar certo. – Erick falou tentando manter o amigo dentro da razão, mas Howard estava quase perdendo a cabeça.

Michael percebeu o alvoroço na platéia e sorriu, ele gostava de mexer com o psicológico dos seus alunos, deixa-los no limite era uma forma de mostrar a verdade.

–Você já usou uma arma antes Angel? – Disse o professor.

–Sim, mas foram em aulas. – Ângela falou se lembrando do treinamento de armas com Clint.

–Ótimo, agora me responda, você já lutou contra aqueles robôs chamados Sem Face correto? – O professor continuou falando de forma calma e por um momento Ângela ficou mais tranqüila.

–Sim, nós os enfrentamos á pouco tempo.

–Perfeito, o que eu quero que faça aqui é a mesma coisa, sei que para alguém como você tirar uma vida pode ser chocante demais, mas se olhar bem ao redor, vai ver que está cercada por assassinos. – Michael falou aquilo de uma forma tranqüila, mas todos sentiram o peso daquelas palavras, principalmente John e Stefan.

–Acho que o passado sempre vai nos perseguir. – John falou amargo para Stefan e Jeremy que estavam ao seu lado.

–Acho que o passado é uma merda. – Disse Stefan fazendo os dois rirem.

–Vocês são boas pessoas, não podem se abater por comentários assim, infelizmente para a SHIELD e as organizações no geral vocês podem até ser os assassinos do local, mas eu conheço o melhor de vocês. – Jeremy falou e John sorriu para o amigo.

–Valeu cara, mas agora precisamos fazer alguma coisa para ajudar a Ângela, matar alguém não é nem de longe a melhor coisa do mundo.

Ângela olhou ao redor como se buscasse por ajuda, Howard encarava a mesma de forma angustiado, ele queria ajudar, queria fazer algo, mas não podia interferir.

–Eu não posso matá-lo, posso lutar com ele, posso deixá-lo inconsciente, mas não posso matá-lo, eu sinto muito. – Ângela falou dando alguns passos para trás, mas foi surpreendida pela mão do professor a segurando com força, ela ficou assustada com a força dele, será que Michael também era um mutante?

–Você não entendeu ainda, ninguém vai a lugar nenhum enquanto você não pegar essa arma e dispara-la. – Michael entregou a arma para Ângela que tremeu aterrorizada. –Não é um bicho de sete cabeças, apenas mire e atire, na cabeça de preferência.

Ela respirou fundo, encarou mais uma vez os amigos enquanto lágrimas escorriam do seu rosto, e se fosse necessário? E se em algum momento ela precisasse matar alguém? Durante todos esses anos ela aprendeu que a violência só trás o pior das pessoas, mas nos últimos meses precisou muito dela, precisou ser forte e lutar, mas lutar e destruir robôs não era a mesma coisa que lutar contra pessoas reais, essa não era a vida que ela queria para si.

A arma foi disparada, o som assustou a todos, o professor ficou furioso mais sorriu, Ângela disparou para o alto, ela não iria se sujar assim, jogou a arma no chão e virou de costas para voltar ao seu lugar, afinal, ele disse que ela podia sair depois de disparar a arma, mas naquele momento Gregori que já havia soltado suas mãos e só aguardava o momento certo pegou a arma do chão e mirou em Michael, Ângela percebeu o que estava acontecendo e se jogou na frente recebendo o tiro em seu corpo.

–Jackson. – Howard gritou para o rapaz que só esperava um momento para interferir e saber que o Stark estava ao seu lado o deixou muito feliz, ele se transportou para o centro da arena antes que Gregori disparasse outra vez, com sua agilidade derrubou o homem no chão e recuperou a arma e sem piedade atirou em sua cabeça deixando Ângela apavorada.

–Existem pessoas que protegem. – Disse Jackson apontando para Ângela que sangrava. –E existem pessoas que matam. – Falou apontando para si mesmo com um sorriso frio no rosto, um sorriso que Michael conhecia bem, era o sorriso dos assassinos. –Se quiser permanecer como nosso professor, sugiro que aprenda a dividir os grupos. – Jackson falou firme enquanto todos ficaram de pé para apóia-lo.

Michael mantinha Ângela apoiada em seu corpo enquanto ela pressionava o ferimento com a mão.

–Eu estou bem, está tudo bem. – Ângela falou ainda com um sorriso fraco nos lábios.

–Você não está nada bem, acabou de levar um tiro. – Jackson se aproximou para ver o estrago.

–Eu vou me curar rápido, não se preocupe. – Ângela insistia em manter a calma e o sorriso, ela olhou para Michael que lembrou de sua irmã no mesmo instante, do ultimo suspiro dela enquanto morria em seus braços.

–Vem vou levar você para a enfermaria. – Jackson falou mais naquele instante Howard se aproximou pegando Ângela em seus braços e tentando manter o ferimento dela fechado.

–Eu cuido disso, cuidem dele. – Howard falou para Jackson mostrando o corpo no chão, eles sabiam que aquilo iria gerar uma grande confusão.

–Você sabe quem é o pai da garota baleada? – Jackson falou encarando Michael que apesar de todo aquele acontecimento não parecia nem um pouco abalado.

–Não me interessa quem é o pai dela, eu estou aqui porque Fury ordenou, eu estou fazendo isso porque o treinamento de vocês, de TODOS vocês incluem essa passagem, se quiser ser forte, se quiser sobreviver e manter seus amigos vivos, vai ter que aprender a puxar o gatilho, você pode achar que protegeu sua amiga hoje, mas nem sempre ela vai ter ajuda, pense em Ângela sozinha em uma base inimiga da HIDRA, pense nela neutralizada sem poder usar a força, o que você acha que eles vão fazer com ela? Acha que homens como Gregori vão ter piedade? Acha que sempre vai poder surgir para salvar a pátria? Você não pode proteger as pessoas que ama sempre, eu não pude. – Michael falou encarando Jackson que entendeu os motivos do professor, no fundo Jackson sabia que ele tinha razão, não se pode salvar as pessoas que se ama sempre, elas precisam aprender a se proteger sozinhas.

–Você está bem? – Meg falou se aproximando de Jackson.

–Não, mais vou ficar, acho que ele tem razão, não podemos proteger as pessoas sempre. – Jackson sorriu tenso e Meg percebeu que ele parecia muito mais preocupado do que mostrava.

–Nós vamos conseguir passar por isso Jack. – Megan falou abraçando Jackson que parecia preocupado ainda, mas ele se sentiu um pouco mais confiante com o carinho de Meg e o apoio dela.

Michael ficou ali mais alguns minutos enquanto os homens da segurança levavam o corpo de Gregori embora, ele sabia o quanto aprender a se defender era importante, ele tentou ensinar isso a sua irmã, uma jovem muito parecida com Ângela, mas infelizmente ele fracassou e agora ela estava morta, ele só esperava que isso não acontecesse com Ângela também.

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Laboratório de Pesquisas

Depois do que aconteceu na primeira aula os jovens foram dispensados pelo resto do dia por Scott que ficou sabendo de tudo, a primeira medida foi impedir que a notícia chegasse muito cedo até Bruce, no caso eles deviam esperar Ângela estar recuperada para que ela mesma desse a notícia ao pai, mas eles sabiam que podia ser difícil esconder um fato como aquele, Howard levou Ângela para a enfermaria, alguns dos amigos foram juntos enquanto os outros foram conhecer melhor a academia e utilizar seus recursos.

Gery queria passar um pouco mais de tempo com o pai agora que as coisas pareciam mais resolvidas, por isso foi até a quadra de treinamento, ele sabia que Logan gostava de permanecer isolado e essa mania não devia ter mudado, Mason e Stefan foram para o setor de armas, eles estavam precisando esquecer o que havia acontecido ali, principalmente Stefan que sempre seria visto como um assassino.

Bruce estava mantendo suas pesquisas sobre os Sem Face e a composição orgânica que os tornava tão poderosos para robôs, em seu grupo de pesquisa estava Andrew que era sua aposta para novo membro do time intelectual da SHIELD, Megan que por mais que tentasse esconder tinha um grande gênio dentro de si, Layane que queria uma pontuação maior em sua ficha e Edward que queria compreender como funcionava o sistema desenvolvido por seu avô para montar um exercito infinito.

Os jovens chegaram para o primeiro dia de pesquisas e Bruce percebeu que até mesmo Andrew que sempre se animava com as possibilidades parecia meio chateado.

–Vocês estão assim só porque levantaram cedo? – Bruce falou com um sorriso divertido e todos entenderam que ele ainda não sabia do ultimo acontecido na aula do professor Michael.

–Não é isso, é só que a aula hoje foi muito estranha, eu fiquei meio apavorado e acho que o senhor ainda não ficou sabendo de nada e....ai. – Edward ia começar a falar, mas Layane deu um pisão em seu pé.

–Não vamos falar sobre isso agora, nós estamos aqui para aprender alguma coisa com o senhor Banner, até porque tudo já está resolvido então não tem porque ficar falando sobre aquele assunto. – Disse Layane encarando os outros que entenderam os problemas que aquilo podia causar.

–Do que vocês estão falando? As aulas nem começaram direito e já está acontecendo coisas estranhas, pois bem, ninguém vai a lugar nenhum até que eu saiba a verdade. – Bruce falou sério pensando que devia ser algum problema normal do dia a dia escolar, mas a expressão dos jovens começou a deixá-lo preocupado, e isso não era bom.

–Foi apenas um acontecido na aula do professor Michael, acho que foi muito intenso para todos nós. – Megan falou se lembrando de tudo o que havia acabado de acontecer e sentiu um arrepio em sua alma.

–Principalmente para á Angel ela.....ai. – Edward começou a falar novamente e desta vez que deu um pisão em seu pé foi Andrew.

–Ok, agora vocês estão me preocupando, eu sei que estão com medo de me falar a verdade, mas eu posso me manter calmo, eu estou fazendo isso á muito tempo. – Bruce falou tentando evitar um batimento acelerado em seu pulso.

–O professor Michael não vai nos ensinar a usar recursos, mas creio que o senhor já saiba disso. – Layane falou encarando Bruce e suas suspeitas foram confirmadas, Bruce sabia que a matéria de Michael seria diferente.

–A SHIELD insiste, mesmo contra nossa vontade, a passar matérias um tanto quanto exageradas para vocês, eu na minha opinião, sempre fui contra se isso serve de consolo, mas infelizmente quando fizemos a votação sobre isso minha opinião não adiantou muito, por isso Michael está aqui, no entanto, ele prometeu que pegaria leve pelo menos nos primeiros meses, o que ele fez que chateou a Ângela? – Bruce perguntou mantendo a calma e impressionando os jovens.

–Ele trouxe um criminoso para a sala de aula, um tal de Gregori, parece que ele era um dos criminosos mantidos pela SHIELD, particularmente eu nunca havia ouvido falar sobre ele, mas ele é um cara muito sinistro. – Megan falou com certo receio, era difícil continuar.

–Depois ele disse que teríamos que aprender a matar pessoas, acho que isso foi um verdadeiro choque para todos nós, digo, já lutamos contra aqueles robôs, os Sem Face, mas até então são apenas robôs, agora matar pessoas, caramba, isso vai além de tudo o que eu imaginava. – Layane falou com calma encarando os olhos do cientista que escureceram de leve.

–Ele ia atirar primeiro, mas Ângela não é esse tipo de pessoa e pediu que ele parasse, nós achamos corajoso da parte dela. – Andrew falou se lembrando do momento em que Michael permanecia parado com a arma na mão sem demonstrar receio ou culpa.

–Então ele a chamou para atirar em seu lugar, mas ela não queria, ai houve uma discussão, ela jogou a arma no chão e o tal Gregori sei lá do que pegou a arma e atirou no Michael, a Angela entrou na frente e tomou um tiro. – Edward concluiu seu pensamento o mais rápido possível, Meg ficou horrorizada com a forma que ele falou e tentou dar mais um pisão em seu pé, no entanto o rapaz foi mais rápido e se afastou. – Há-rá, não vai fazer isso de novo eu.....ai. – Andrew deu um tapa na cabeça do rapaz que encarou o amigo frustrado. –Porque fez isso cara?

–Não resisti. – Andrew falou com um pequeno sorriso.

–Parem de graça vocês dois a coisa aqui é séria. – Layane falou indo até o bebedor e trazendo um copo de água para Bruce que permanecia apoiado em uma das mesas, era obvio que ele não esperava aquela revelação.

–Eu quero que vocês continuem aqui, não vamos perder mais uma aula hoje ok? Layane você trabalha com Edward, quero que se familiarizem com os objetos de pesquisa e os organismos vivos que conseguimos colher nas ultimas batalhas. – Bruce falou com uma calma controlada indo até sua mesa de trabalho e pegando um caderno de anotações. –Quero que anotem aqui tudo o que acharem interessante.

–Como quiser senhor. – Layane falou fazendo um sinal para Edward para ir com ela até a mesa de amostras, aquele não era um momento para discutir.

–Andrew eu sei que você está mais por dentro das pesquisas já que andou dando uma olhada no meu trabalho enquanto estivemos na Torre, então quero que assuma aqui enquanto eu estiver fora, vai ser rápido, só alguns minutos, preciso saber se minha filha está bem, não vou demorar. – Andrew ficou muito feliz com a oportunidade, substituir o cientista responsável por uma pesquisa era algo muito além do que podia imaginar. –E você Meg pode auxiliar Andrew no andamento das coisas, eu sei que tem a mente de seu pai, sei que é capaz disso. – Bruce olhou mais uma vez para o seu grupo e sorriu, aqueles jovens podiam ser o que quisessem, eles só precisavam de apoio e dedicação, no entanto a SHIELD e o Governo preferia mantê-los como armas, como soldados em uma guerra sem fim.

–O senhor está bem? – Andrew perguntou encarando Bruce que colocou a mão no ombro do rapaz.

–Estou sim, sei que todos pensam que eu surto por qualquer coisa, mas não sou mais assim, hoje eu tenho um motivo muito forte para manter o controle. – Bruce sorriu apesar de parecer muito frustrado.

–Se precisar de ajuda podemos ir com o senhor. – Andrew era um bom garoto, ele queria ser um herói tanto quanto queria ser um cientista conhecido.

–Obrigado, mas algumas coisas precisamos fazer sozinho, você vai aprender isso no decorrer da vida. – Bruce olhou mais uma vez para o seu laboratório onde se sentia feliz e saiu porta a fora, Meg conseguiu ver que ao passar da porta ele fechou os punhos com muita força.

–Acho que devíamos ir mesmo atrás dele. – Layane falou dando alguns passos até a porta, mas Andrew entrou na frente.

–Não acho que seja uma boa idéia, pelo menos agora ele está tranqüilo, se mais gente se envolver nisso pode ser pior. – Andrew sabia que não era uma boa idéia contrariar o Hulk num momento como aquele.

–Acho que não devíamos ter falado nada. – Meg falou séria.

–Acho que ele tinha o direito de saber, a verdade é sempre a melhor resposta. – Edward falou sério e por fim todos concordaram com ele.

–Mas o que vocês acham sobre essa nova matéria? – Meg perguntou séria encarando os amigos no geral.

–Acho que Matar não pode ser considerado uma matéria. – Andrew respondeu sério pensando no corpo daquele homem caindo no chão em um baque surdo.

–Mas o professor tem razão, muitas vezes você vai ser testado, vai passar por situações de risco extremo e não vai ter como se libertar, você só vai conseguir isso tomando uma medida mais drástica. – Edward falou se lembrando do passado onde foi pressionado por Magneto até conseguir controlar sua força.

–Nós entendemos isso, mas é como Jackson disse, alguns de nós protegem e outros matam. – Meg falou se lembrando das palavras do cara que tanto estava amando.

–Outros como ele certo? Você confia nele? – Andrew perguntou sério e Meg sorriu nervosa.

–Claro, eu não posso acreditar que ele seria capaz de fazer mal para nós. – Meg disse abraçando seu corpo e tentando afastar os pensamentos ruins.

–Mas você não pode se esquecer que foi Jackson que matou uma boa parte da equipe da Academia no começo do ano, e foi graças a ele que a Ilha foi encontrada pelo Ceifador, e isso levou a morte de Kate, você não pode se esquecer das coisas que ele já fez, por mais que tenha feito coisas boas ele não deixa de ser um mercenário frio. – Layane falou encarando a amiga que sentiu um tremor na espinha.

–Nós estamos do seu lado Megan, mas precisamos que você entenda os riscos que está correndo. – Edward falou encarando a jovem que apenas respirou fundo.

–Engraçado isso, Stefan é um assassino profissional e ninguém fica falando para Anne largar dele. – Megan falou encarando Edward que fechou a expressão, Anne era sua família e de certa forma Meg tinha razão também.

–Mas Stefan não entrou nessa Academia como um traidor, ele veio realmente participar do projeto de segunda chance, você sabe disso, todos nós sabemos disso, sem falar que ele não nos traiu, e não matou ninguém da equipe. – Edward disse encarando Meg que sorriu nervosa.

–Ei vocês dois, já chega disso, já estamos enfrentado momentos complicados demais para vocês ainda brigarem por isso. – Andrew entrou no meio deles como se já estivesse prevendo uma briga.

–Eu escolhi confiar nele, e vou manter essa escolha, agora é melhor começarmos as pesquisas, eu estou interessada em pontos extras nesse semestre, vocês não? – Meg falou pegando um caderno para si e indo até um dos tubos de ensaio, os outros se entreolharam de forma significativa, mas ninguém discordou daquilo, por fim cada um foi fazer o que lhe foi designado, afinal, eles estavam em uma Academia e deviam se dedicar aos estudos.

Andrew lançou um olhar para Edward que parecia igualmente preocupado, Jackson já havia mostrado que merecia uma chance, e graças a Meg ele estava tendo essa oportunidade, mas será que isso era certo? Quando eles paravam para pensar sobre tudo, a maior parte dos problemas da Academia foram criados por Jackson, se não direta, indiretamente, como a morte de Grayce devido as explosões no dia da festa.

A academia havia passado por muitas mudanças e isso estava deixando os jovens preocupados, se no primeiro dia de aula já tiveram uma experiência como aquela, o que mais eles podiam esperar até o final do ano, sem falar que ainda havia a questão dos deuses na escola, aquilo realmente era complicado.

{...}

Enfermaria – Corredor principal

Howard correu com Ângela nos braços o mais rápido que pode, ele entrou com tudo na ala da enfermaria e foi recebido pelo grupo de apoio do local, em poucos minutos a jovem foi levada para o centro de cirurgia, afinal a bala ainda permanecia alojada em seu corpo e com isso sua regeneração acelerada se tornava inútil.

–Senhor Stark deve esperar na sala ao lado. – Disse uma enfermeira empurrando Howard para trás enquanto ele queria seguir Ângela até a mesa de operação.

–Mas eu preciso ficar com ela. – Disse o rapaz desesperado.

–Você vai ajudar mais se permanecer em seu lugar, agora por fazer senhor ou serei obrigada a chamar a segurança. – A enfermeira baixinha não parecia estar de brincadeira e Howard foi obrigado a obedecer a senhora.

A sala de espera era grande e totalmente branca, as únicas coisas que transmitiam um pouco de vida ali eram as belas plantas cultivadas no jardim e levadas até ali para manter um pouco de alegria ao local.

Howard ficou andando de um lado para outro até começou a ouvir outros passos.

–Como ela está? – Perguntou Vicky se aproximando correndo com os outros que haviam ficado.

–Eles vão tirar a bala primeiro. – Jackson falou sério, foi só então que Howard percebeu que o rapaz estava ali o tempo todo, ou pelo menos a maior parte do tempo, devia ter se transportado até lá e por isso não o havia sentido chegar.

–Acho que estão tirando a bala agora, mas disseram para ter calma. – Disse o Stark com um risinho nervoso.

–Como se fosse possível ter calma em uma hora dessas. – Falou Jackson olhando para o bilionário que apenas concordou com a cabeça enquanto tentava pensar.

–O que aconteceu com o professor? – Howard falou tenso.

–O Nosferato foi para a sala dos professores, acho que fomos dispensados por hoje, alguns da nossa turma foram para suas atividades extras, eu tinha marcado de ir para a sala de armas com Stefan e Mason mais achei melhor ficar aqui, nós somos uma equipe afinal. – Nick falou um pouco tranqüilo apesar de toda aquela situação, naquele momento Sophie acertou um tapa em sua cabeça.

–Que papo é esse de Nosferato? – Disse a jovem indignada.

–Só estou tentando descontrair. – O rapaz falou com um sorriso vivo em seus lábios.

–Como você consegue ficar tranqüilo desse jeito com sua amiga de infância sendo costurada na sala ao lado? – Bárbara perguntou se espremendo entre os presentes com John e Jeremy que pareciam preocupados.

–Acho que eu sei a resposta, Ângela tem super força e super regeneração celular, ela não vai morrer por isso. – John falou dando um beijo no rosto de Bárbara que mesmo assim revirou os olhos.

–Gente, ela foi baleada, isso não significa nada? – Disse a deusa preocupada e Vicky apenas concordou com ela.

–Não se você for filha do Hulk, agora se fosse eu as coisas seriam diferentes, ou Howard ou qualquer um sem tantos poderes físicos. – Nick falou tentando fazer as pessoas entenderem, ele estava preocupado, mas Ângela era forte por natureza e iria ficar bem, isso era uma certeza, por sorte não foi outra pessoa.

–Por isso Megan não veio? – Howard falou encarando Jackson mostrando que estava sentindo a falta da irmã.

–Acho que ela ficou um pouco enciumada, mas isso é normal, logo ela vai entender que não tem motivo pra isso. – Jackson falou rindo, Megan era temperamental, não era o tipo de mulher que ficava se sentindo de lado.

–De qualquer forma eu estou preocupada, e se as próximas aulas forem todas assim? – Vicky falou encarando Jeremy que foi até ela.

–Bom, então vamos precisar conversar com Fury pessoalmente sobre tudo isso. – Jeremy falou fazendo com que os outros presentes encarassem ele.

–Como assim? – John perguntou enquanto pegava um café no balcão.

–Simples, vamos precisar nos reunir e ir até a base da SHIELD onde Fury fica, e fazer com que ele entenda. – Jeremy parecia confiante, mas Howard se sentia preocupado com aquele plano.

–E se ele não entender? – Disse a voz de Erick surgindo com Renata fazendo a pergunta que todos queriam fazer.

–Então vamos mostrar do que somos capazes, nós somos a nova força da SHIELD, eles não podem simplesmente chegar aqui e nos forçar a matar pessoas, tudo bem, alguns de nós já fizeram isso, mas nem todos, e isso não é justo. – Jeremy falou pensando em si mesmo, ele sonhou durante muitos anos com sua vingança, sonhou em matar os homens que mataram seus pais, mas agora isso não era sua prioridade, sua prioridade era salvar vivas.

–Podemos pelo menos tentar, não vai ser uma coisa fácil mais podemos conseguir ao menos chegar até lá. – Vicky falou séria encarando a todos pensando em como iriam fazer aquilo.

–Simples, eu posso levar aqueles que não voam. – John falou tranqüilo já que ele controlava o poder do ar.

–Perfeito, eu vou voando. – Disse Bárbara orgulhosa de si mesma.

–Eu também. – Disse Howard pensando em sua armadura.

–Vou precisar de uma carona. – Sophie falou rindo.

–Eu também. – Nick falou abraçando a namorada que riu.

–E eu. – Houve um grande momento de silencio, ninguém falou nada, nem ao menos se moveu, todo mundo estava preocupado com o que podia acontecer se um mosquito passasse ali naquele momento, mas Howard precisava quebrar a barreira do som.

–Angel? – Disse o rapaz olhando para a jovem que estava usando a mesma roupa do momento do acidente com a arma, seu sangue ainda permanecia manchando toda a blusa, mas ela mantinha uma expressão tranqüila.

–Eu estou bem, não precisam ficar assim, só precisava retirar a bala, daí foi tudo muito rápido. – Ângela falou calma mostrando o pedaço da barriga onde havia uma pequena marca vermelha, e ela sabia que aquela marca iria sumir também.

Todos gritaram animados com a presença dela ali, Howard correu até a jovem para abraçá-la de forma apaixonada, por um minuto ele sentiu o medo de perdê-la e aquilo estraçalhou sua alma.

–Gente, não precisam se preocupar com carona, eu posso dar um jeito nisso esqueceram? – Jackson falou rindo e todos encararam ele de forma tensa, na verdade todo mundo já havia pensado no poder de Jackson primeiro, mas na atual situação não era nem de longe uma boa opção, Jackson havia fugido da SHIELD uma vez com a ajuda de Megan, talvez Fury não o deixa-se sair.

–Quer mesmo voltar até a SHIELD? Você fugiu de lá na ultima vez. – Vicky falou encarando o rapaz que apenas riu.

–Bom, eu não vou estar sozinho. – Disse piscando para a loira que apenas revirou os olhos e sorriu, Jackson era irritantemente encantador.

–Não precisa fazer isso Jackson, ninguém vai culpá-lo se não for. – Disse John encarando o rapaz que ainda permanecia sorrindo.

–E perder essa festa? De jeito nenhum, eu quero participar disso. – Disse o rapaz de forma muito confiante. – Afinal somos uma equipe.

–Nesse caso então é melhor chamar a todos, assim é uma garantia maior de que vamos sair de lá com um resultado bom. – Falou Erick pensando em realmente pressionar a SHIELD.

–Eu concordo com ele, se queremos alguma coisa bem feita devemos fazer isso de uma forma dedicada. – Disse Renata pensando em como seria tenso pressionar Fury, mas era uma coisa que precisava ser feita.

–Então é isso, vamos esperar passar essa semana e antes da próxima aula iremos a SHIELD, por enquanto é melhor fingir que está tudo bem, porque provavelmente eles devem estar esperando uma reação. – Nick falou sério pensando em como a SHIELD agiria nesse caso.

Todos concordaram com as colocações dele, era necessário resolver esse problema, antes da próxima aula.

{...}

Apartamento de Jane Frost – New York

Jane havia alugado um apartamento temporariamente em New York para acompanhar mais de perto o que estava acontecendo na Academia, depois de tantos problemas e tantas mortes ela não queria correr o risco de que alguma coisa ruim acontecesse com sua filha.

Ela estava morando atualmente no México, então tudo foi um pouco complicado, por sorte Tony ajudou com tudo, mandando um jatinho particular levar as coisas dela com o máximo de pressa, Jane agradeceu muito por isso, afinal, não queria pedir ajuda a SHIELD e também não tinha dinheiro para fazer uma mudança daquelas, claro que ela levou pouca coisa, a maior parte de seus bens se tratavam de objetos para pesquisa.

Darcy não pode fazer o mesmo pois estava envolvida em um trabalho muito importante para o governo e não podia simplesmente mudar, ela não tinha recursos próprios e esse trabalho estava salvando suas finanças, também não era como Jane, a amiga já trabalhava praticamente de forma independente a muito tempo, mas ela ainda estava buscando por patrocínio.

Por algum motivo estranho Jane não havia conseguido dormir naquela noite, alguma coisa atormentava seus pensamentos assim como seu coração e ao olhar para o céu naquela manha ela entendeu o que era, sempre que via tempestades se aproximando sentia como se sua vida fosse renovada, era quase como sentir seu grande amor mais uma vez ao seu lado.

–Você não devia estar cuidando de um reino? – Disse a mulher sem olhar para trás, ela permanecia sentada em frente a um grande mapa do universo com algumas possibilidades a mais, era o mapa no qual vinha trabalhando á anos para provar ao mundo a existência de pelo menos 6 galáxias diferentes.

O vento do lado de fora era intenso, as cortinas dançavam de um lado para o outro assim como o cabelo dela, a sensação de chuva próxima deixava o ar refrescante e ela quase podia sentir os salpicos gelados dos primeiros pingos na pele.

–Midgard também faz parte do meu reino, eu nunca deixei o seu mundo de lado, você sabe disso. – A voz de Thor ecoou cansada ás costas da mulher que sentiu uma onda percorrer sua espinha, ela sempre o amou e continuaria amando para sempre.

–Você só está aqui para garantir que a vontade de Odin seja cumprida, você passou os últimos 20 anos longe Thor, eu sei que já tivemos essa conversa da ultima vez que veio aqui, mas é muito tempo para um humano, pode não significar nada para você, mas pra mim foi uma eternidade, e agora você vem do nada e começa a aparecer em todos os lugares, isso é tão..... – Mas Jane não conseguiu concluir seu pensamento, Thor atravessou a grande sala de pesquisas montada no apartamento e puxou Jane pelos ombros fazendo com que ela o encarasse.

Ficar ali olho no olho com aquele homem fez o coração de Jane bater como bateu a 20 anos atrás, ela sempre o amou, sempre o quis para si, sempre sonhou com o momento de sua volta, volta esta que nunca aconteceu.

–Não pense que não sofri, quando você fala dessa forma eu tenho a impressão que não acredita no meu amor, que não acredita que cada segundo sem você foi uma tortura para mim, que esses 20 anos mortais foram mais longos que a eternidade Asgardiana, eu sempre te amei Jane, eu nunca esqueci você e não quero que pense isso, não quero que duvide disso nunca mais. – Thor puxou Jane em seus braços e por um momento ela se tornou a mesma Jane de 20 anos atrás.

–E mais uma vez ele resolve tudo com um pouco do seu charme habitual, isso é tão clichê que me dá nojo. – A voz entediada de Loki surgiu as costas do casal fazendo Jane dar um pulo para trás.

–O que ele faz aqui? – Perguntou a mulher um pouco perturbada.

–Nós viemos em paz. – Loki falou fazendo um sinal com a mão que lembrava um cumprimento vulcano.

–Loki, por favor. – Thor falou de forma irritada, mas o irmão apenas sorriu para o mesmo, ele caminhou calmamente até o casal e olhou atento para cada detalhe dos dois, era visível que não tinham muito tempo e que também não combinavam mais, afinal, seu irmão ainda aparentava ser um jovem enquanto Jane tinha a aparência de uma senhora.

–Eu não estou fazendo nada, só estou tentando ser engraçado, nós estamos aqui para resolver um problema, eu sei disso, só espero que você não se esqueça. – Loki falou encarando o irmão como se fosse um tom de acusação.

–Não vai procurar por Darcy? – Jane falou e Loki sentiu uma corrente elétrica percorrer seu corpo com a menção daquele nome.

–Darcy não precisa ser envolvida nisso, quanto menos ela souber melhor. – Loki deu as costas ao casal e ambos perceberam que aquilo machucava o deus.

–Porque não a procura, vocês terão mais tempo na terra do que da ultima vez, isso seria bom para colocar as coisas no lugar. – Jane falou insistindo, mas Loki não queria reviver aquela dor, olhar para o rosto de Darcy e ver a morte se aproximando não era algo que o deixava feliz, saber que eles perderam vinte anos mortais de felicidade por culpa de seus erros, saber que seu filho não sabia muito sobre ele pelo mesmo motivo, tudo isso doía muito.

–Não acho que seja uma boa idéia. – Loki encarou o irmão por um segundo e Thor compreendeu.

–Deixo-o resolver isso sozinho Jane, me prometa que não vai falar nada para Darcy, eu sei que ela costuma sempre estar por perto. – Thor falou encarando a mulher que ficou tensa por alguns momentos mais por fim concordou.

–Tudo bem, eu não vou falar nada, mas não quero vocês causando problemas para nossos filhos. – Jane sabia que eles só poderiam estar ali por causa do que foi dito na ultima visita a terra.

–Nós estamos aqui apenas para ensinar a eles o que é Asgard e qual é sua história, uma forma de fazê-los entender porque estamos exigindo tanto, não é justo chegar depois de vinte anos e força-los a viver uma vida que não é a deles sem ao menos tentar explicar o porque. – Thor falou olhando nos olhos de Jane que sentiram um pouco de esperança, ele manteve o foco no fundo daquele olhar, porque seus olhos ainda eram os mesmos, nada havia mudado ali.

–Se eles não concordarem você vai deixá-los em paz? – Perguntou a mulher rezando por uma resposta positiva.

–Sim, ele vai. – Loki falou sério e Thor encarou o irmão um pouco confuso, mas logo entendeu o que estava acontecendo ali, Loki estava mentindo e o obrigando a mentir também.

–Isso é verdade Thor? – Jane falou pensando em sua filha e no quanto ela sofreria se fosse obrigada a viver uma vida que não queria, se casar com um homem que não amava e ainda ter que partir para um planeta desconhecido.

–Sim Jane, é verdade, nós falamos com Odin, ele nos deu uma semana para convence-los por bem, tentar fazer com que entendam a gravidade de suas escolhas, eu sei que isso é complicado de entender, sei que não conseguimos aceitar algumas coisas, mas hoje, como rei eu penso diferente. – Thor falou pensando na guerra, pensando em seu povo e no medo que todos tinham do caos voltar.

–Isso é uma pena Thor, porque eu sempre amei você por ser quem era. – Jane falou sincera fazendo o deus sentir um aperto em seu coração, mas ela sabia que aquilo era necessário, ele precisava sentir o amargo nos lábios para fazer a escolha certa.

–Nós vamos estar na Academia com os outros, vamos ficar uma semana na terra, se desejar nos visitar fique a vontade, será muito bem vinda. – Thor falou com um grande sorriso fazendo com que Jane se perdesse nele por alguns minutos enquanto Loki apenas revirava os olhos achando aquilo tudo ridículo.

–Ok, ok, já chega vocês dois, nós temos um trabalho importante para fazer. – Loki falou dando um sinal para Thor enquanto se aproximava da janela, ele não queria que o irmão se aproximasse demais da mulher, aquilo poderia enfraquecer suas decisões sobre o futuro de Bárbara, e ele tinha planos para isso.

–Não se preocupe Jane, tudo vai ser resolvido da forma que precisa ser. – Thor falou sério encarando a mulher que sorriu mais que ainda estava preocupada.

–Só espero que ninguém saia ferido disso. – Jane queria a felicidade da filha, e esperava que Thor entendesse isso.

–Farei todo o possível para que nada de mal aconteça a ela, eu dou minha palavra. – Thor beijou a mão da mulher e sem dizer mais nada saiu voando pela janela ao mesmo tempo que Loki desaparecia, mas Jane permaneceu ali, acariciando a própria mão sentindo que alguma coisa ainda estava errada, tinha algo que ela não conseguia entender, estava com medo.

{...}

Sala dos Professores

Scott estava a mais de uma hora no telefone falando com Fury sobre o que havia acontecido.

“Não quero saber de mudanças no projeto.” – Disse Fury já irritado.

“Isso não vai ajudar os jovens de forma nenhuma.” – Scott falou irritado também enquanto Tony permanecia sentado lendo o jornal do dia.

“Resolva as coisas do jeito que precisam ser resolvidas, Michael tem carta branca para continuar seu trabalho, isso não é pessoal Scott, isso é necessário.” – Fury também entendia que aquele método era muito agressivo, mas na atual situação em que se encontravam era necessário preparar os jovens ao máximo.

–Ele não quis saber não é? – Tony falou sem tirar os olhos do jornal.

–Não, não quis, quando Bruce souber disso.... – Naquele momento Bruce surgiu na porta com um olhar furioso.

–Ok, suponho que você já saiba de tudo. – Disse Tony.

–É eu sei. – Bruce falou entre dentes.

–E provavelmente foram os alunos que contaram. – Tony se levantou cuidadosamente para se aproximar do amigo e tentar tirar a atenção dele do banheiro, lugar onde Michael estava.

–Sim, eles me contaram a verdade, foram mais sinceros que vocês. – Bruce estava furioso por nenhum dos professores ter tido coragem de avisa-lo.

–Pensamos que fosse o melhor para você Bruce. – Scott falou e Bruce apenas deixou um sorriso frio surgir.

–Minha filha foi baleada e nesse momento está em cirurgia, acha mesmo que a melhor coisa era me deixar de fora? Se fosse você Tony, iria querer ficar de fora sem poder ajudar seus filhos? – Bruce tinha razão, Tony não disse nada, apenas aceitou que o amigo estava certo, mas naquele momento Bruce percebeu que Michael estava ali e nada iria impedi-lo de acertar as contas.

Michael permanecia no banheiro limpando o sangue de Ângela de sua camisa branca importada, foi á primeira vez em toda a sua vida como espião que alguém se jogou na frente de uma bala para protegê-lo, talvez ele devesse levar em consideração o fato de que alguns nasceram para proteger e outros para matar.

Infelizmente a dor da perda de sua irmã não o deixava pensar assim por muito tempo, era complicado demais, triste demais, algo que ele não conseguia entender, a vida não era fácil principalmente para pessoas como Ângela. Sem se dar conta ele começou a ouvir um barulho na sala, no inicio ele não deu importância porque pensou ser os outros professores se reunindo depois das aulas, afinal hoje havia sido o primeiro dia então era normal que uma reunião fosse feita, no entanto algo perturbador começou a se formar do lado de fora e alguém começou a esmurrar a porta com toda a força que tinha, logo entendeu do que se tratava.

–Banner?

–Nunca mais. – Bruce pegou Michael ainda na porta do banheiro e o jogou contra a parede derrubando o porta copos do bebedor. – Nunca mais faça isso novamente ouviu? – Bruce parecia fora de controle, ás coisas poderiam ficar piores.

–Se acalme Bruce, ele entendeu. – Tony falava as costas do amigo que parecia ainda incontrolado.

–Quem avisou ele? Eu falei ao Fury que só aceitaria trabalhar aqui se não tivesse nenhum tipo de interferência. – Michael falou olhando ao redor vendo Scott ainda com o celular na mão enquanto Coulson chegava na sala.

–Ele foi avisado pelos alunos, amigos de Ângela. – Tony falou puxando o amigo que se esforçava para manter o controle.

–Não acredito que aquele grupo queira o bem dela, sua filha Banner é tão insegura quanto você, eu não vou aceitar mais interrupções, você ouviu Coulson? – Disse o professor encarando o agente. -Controle o seu cão de guarda ou vou conseguir uma liminar para ele na Geladeira. – Michael falou sério enquanto Bruce apenas tentava se manter acordado sem dar espaço ao outro cara.

–Como se a Geladeira fosse forte o suficiente para manter meu pai preso. – A voz de Ângela a porta chocou a todos, Banner sentiu como se um raio percorresse sua espinha em uma velocidade fora do normal, aquilo lhe trouxe paz, ver o rosto de sua filha ali não podia ser melhor.

Ângela permanecia parada do lado de fora com Howard ao seu lado, ele segurava a mão dela e parecia muito feliz, em seu terno era possível ver as manchas de sangue da garota, do momento em que a pegou nos braços para socorrê-la.

–Senhorita Banner você está bem? – Scott perguntou sério, afinal ele era o diretor e precisava garantir a segurança de todos.

–Estou sim senhor, eu só vim dizer que estou bem. – Ângela ergueu um pouco a blusa rosa e mostrou uma cicatriz pequena, quase invisível, afinal, depois que retiraram a bala de dentro dela sua cicatrização rápida fez o trabalho.

–Graças a Deus. – Bruce foi até a jovem e a abraçou com força, Ângela se sentia bem e protegida nos braços do pai, e não podia deixar que as outras pessoas o condenassem por culpa dela.

–Depois que retiraram a bala a cicatrização foi rápida, quase como se nada tivesse acontecido. – Disse Howard de forma calma.

Bruce encarou mais uma vez a filha olhando cada detalhe e por fim encarou Michael que parecia aliviado mais ainda sim tenso.

–Desta vez passou, mas na próxima você não terá salvação. – Bruce falou sério encarando o homem que apenas agradeceu por não ter tido maiores problemas, mas ele não iria desistir, não iria parar de tentar fazer a coisa certa, ele precisava fazer isso e levaria aquela história até as ultimas conseqüências.

Notas finais
E agora o que vai acontecer? Michael vai criar confusão com o Hulk? Thor e Loki vão conseguir convencer os filhos? Os jovens promissores vão convencer Fury? Muitas perguntas que só serão respondidas em 2015, vejo vocês lá.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.