Academia Jovens Promissores -Fic Interativa

14 Algumas coisas são difíceis de Explicar


Notas iniciais
Oie Gente linda!!!
Mais uma vez quero agradecer a todos os comentários que recebi do capitulo passado e juro fiquei muito feliz por todos terem curtido a cena de ação ^.^
Como eu já tinha dito, este capitulo de hoje será meio grandinho porque queria compensar a falta de destaque em alguns personagens do ultimo capitulo, por isso, no capitulo de hoje vamos ter um pouco de todos, o que vai deixar tudo mais interessante.
AVISO IMPORTANTE
No próximo capitulo teremos apenas os personagens novos, quem está curioso para saber quem eles são e como serão suas personalidades bem, se preparem, será o capitulo promo para inclui-los na história.
Quero pedir desculpas também sobre a capa da semana passada, gente, eu queria muito usar uma foto do Howard, mas todas as fotos que eu encontrei passavam do tamanho permitido ¬¬ tipo, eu tinha fotos muuuuuuuito mais bonitas e não pude usar, a Giovanna Marc faz as capas para mim, mas ela está com problemas no notebook dela, por isso, não conseguiu fazer dos outros personagens, eu estou dando um jeito aqui, espero que gostem, mas devo dizer que não sou tão boa com isso quanto ela.
SUPER IMPORTANTE
Semana que vem NÃO haverá postagem, infelizmente eu vou precisar passar a semana toda depois do horário no meu trabalho, então já devem imaginar a correria né?
Tipo, essa semana já foi corrido e quase não tive muito tempo para nada, então, por favor, me desculpem, mas não quero escrever correndo só para manter a postagem, vou estar elaborando um ótimo capitulo para que todos adorem *-------------*
E realmente sinto muito por isso!!!!!
Também quero dizer que vou estar postando mais informações no blog, e quem quiser passar alguma informação para o tumblr por favor, entre em contato com a nossa DIVA Talita Stark, foi ela quem criou o Tumblr e ela é a mente criativa por trás disso *---*
Estou muito feliz com o andamento da fic e devido a isso, estou pensando em estendê-la um pouco mais do que havia pensado.
Bom, espero que gostem do capitulo, beijos e boa leitura.
Juh

Sala do Diretor

Scott olhava pela janela enquanto via uma das turmas participando de uma aula com Logan, suas preocupações com aquela escola nunca foram tão grandes como naquele momento, ele estava pensando se realmente tinha feito certo em aceitar essa responsabilidade.

-A resposta é sim! – Disse Emma ao abrir a porta com seu sorriso sedutor habitual.

-Você não devia ler a minha mente, não há nada de bom ai! – Scott falou sem tirar os olhos dos alunos.

-Talvez esteja enganado, talvez exista coisas incríveis ai, mas você não se permite ver!

-Obrigado por estar sempre do meu lado! – Scott falou sério e Emma foi até ele com carinho, ela tocou em seu rosto, sentiu seus lábios e depois olhou pela janela também.

-Você é um bom homem Scott, você sempre fez o melhor por seus alunos, e quando as coisas ficaram confusas, você cuidou a situação, se está aqui hoje é porque todos confiamos em você! – Emma beijou o homem com um pouco mais de desejo fazendo o mesmo sorrir.

-Ainda estamos no horário de aula! – Scott falou com seu jeito certinho de ser fazendo Emma rir.

-Você nunca muda!

-Emma, quero que me diga sobre os alunos, sobre sua ultima aula com eles, fiquei sabendo que foi meio tenso! – Scott saiu da frente da janela indo em direção a sua mesa.

-Foi mesmo, eu tentei mostrar a eles um pouco do passado, seus traumas, suas dores, e alguns foram bem piores que outros, é algo bem difícil de lidar!

-Acha que Charlie pode vir a ajudar um dia?

-Charlie tem seus problemas com os pais e os avós, principalmente os avós, eu não sei se ela vai ser uma líder como Charles é, mas ela tem tudo para ser uma mutante tão poderosa quanto Jean! – Emma falou sabendo o que causaria em Scott, mas o homem tentou fingir que não estava incomodado com a menção daquele nome, Emma sorriu, ao menos ele era delicado com ela.

-Não acha que isso pode vir a ser um problema? – O homem falou preocupado mais a mulher permanecia tranqüila.

-Acho que esse é o menor dos nossos problemas! – Emma falou enquanto se afastava de Scott já que alguém abria a porta.

-Desculpe, estou atrapalhando alguma coisa? – Disse a voz do agente Coulson.

-Não Coulson, está tudo bem, pode falar!

-Bom Scott, preciso dizer que depois de amanhã teremos uma visitinha não muito amigável aqui! – Phill sabia que Scott não gostaria nem um pouco daquele problema.

-E quem virá aqui? – Emma quis saber.

-O Exército Americano senhorita Frost, o General Balthazar H. Jackson Jr., irá vir com seus melhores homens para uma inspeção nas instalações e na segurança do local, eles querem garantir ao povo americano que lugares de ensino como a Academia e o Instituto são bons para a sociedade, eu sugiro que os tratem muito bem e mostre o melhor desse lugar! Eu não queria que isso acontece-se, mas depois de ontem, depois do que aconteceu na ponte para todos verem, era óbvio que o exercito iria querer se intrometer aqui! – Coulson falou sério lembrando-se das muitas reportagens que já haviam passado falando sobre os jovens heróis de Manhattan e sobre o que eles deviam estar aprendendo na Academia.

-Então Phill eu devo sugerir que eles são amigos e não inimigos, é isso? – Scott falou ainda desconfiado.

-Certamente Scott, Balthazar é um bom homem, ele foi um amigo em tempos passados espero que possa confiar nele! – Coulson falou sério mais já sabia qual seria á atitude de Scott, assim como Logan ele não confiava de primeira em ninguém.

-Bom, eu não farei objeções, mas se alguma coisa acontecer com qualquer aluno aqui eu não vou garantir a segurança de ninguém ouviu? – Scott falou firme e Emma ficou tensa com aquela resposta, mas Coulson ficou ainda mais preocupado, mesmo assim não podia evitar, precisava seguir com suas ordens.

-Como quiser, mas devo dizer que se tem alguma duvida sobre Balthazar deveria conversar com Charles, ele sabe muito a respeito dele! – Coulson jogou um documento sobre a mesa de Scott que nem ao menos olhou e saiu da sala, pronto para, continuar monitorando ás dependências.

-Devia olhar isso pelo menos! – Emma falou virando a pagina que continha um “Confidencial” escrito na capa.

-Bom, só espero que esse conhecido de Charles não nos cause problemas!

-Charles tem um bom coração! – Emma disse abraçando o homem mais uma vez na tentativa de acalma-lo, o que era impossível no momento.

-Isso nunca foi um bom sinal!

Sobre a mesa havia alguns nomes marcados no papel.

“Visita agendada para dois dias a partir do envio desta mensagem, os participantes da inspeção ao órgão Governamental intitulado como, Academia Jovens Promissores serão:”

General Balthazar H. Jackson Jr.

Soldado Lucas Nilton

Soldado Bryan Grimm

Soldado Rachel Carter

Scott respirou fundo, eram poucos, mas aqueles homens poderiam por muita coisa em risco.

-Que tal um banho quente? Isso sempre te ajudou antes! – Emma falou sorrindo para o homem que não conseguiu esconder a vontade de acompanha-la.

-Você nunca muda não é mesmo?

-Você sempre vai precisar de uma mulher com atitude! – Emma falou retirando a blusa branca sem nenhuma cerimônia revelando os seios para o homem que nunca se cansava de admira-los.

-Você é muito perfeita! – Ele falou se aproximando enquanto a mulher sorria, sempre gostou de mostrar uma aparência exuberante aos homens.

-São seus olhos querido! – Emma falou sussurrando no ouvido do homem enquanto aproveitava para beijar seu pescoço, Scott sorriu abafado e puxou a mulher com força sobre o balcão jogando-a sobre sua mesa.

-Não, meus olhos nunca me trouxeram nada bom, mas minhas mãos, elas nunca me enganaram! – O homem deslizou os dedos sobre os seios da mulher que arqueou o corpo em uma onda de prazer, Scott era sensível, sempre soube o que fazer, ele tocava seus seios com avidez, mas cuidado provocando sensações quase enlouquecedoras, ela abriu as pernas colocando-as ao redor do homem como um pedido desesperado, então tudo aconteceu rápido, peças jogadas pelo chão, cadernos e apostilas espalhadas pelo lugar, Scott meio vestido, meio nu.

Ele a penetrou com toda a vontade que sentia, Emma gemeu alto, mas alto que o normal, mas Scott nem ao menos se incomodou, ele adorava vê-la assim, era algo especial, algo dos dois, alguns movimentos rápidos, outros mais lentos entrando e saindo calmamente como se quisesse provoca-la, por fim tudo ficou mais frenético e finalmente o orgasmo chegou, primeiro para ela depois para ele e ambos caíram no chão exaustos.

-Você devia pegar mais leve com seus alunos quanto ao sexo Scott! – Emma falou ainda nua sobre o peito do homem.

-Não mude de assunto, nós somos adultos, isso é totalmente diferente!

-Isso não é nada diferente Scott, todos os alunos aqui são maiores de idade, não temos nenhuma criança aqui, você devia relevar mais isso ou pode criar problemas verdadeiros!

-Emma, não é só porque você está me pedindo isso que eu posso concordar, isso aqui ainda é um local de ensino!

-Scott, eles precisam viver, se relacionar, eu sou contra as drogas também, acho isso muito prejudicial principalmente em relação aos poderes, mas quando a bebida e o contato físico eu acho muito saudável!

-Acho que existe outras formas de se relacionar!

-Que tal uma festa? – Emma falou radiante.

-Uma festa?

-É podemos esperar o General fazer sua visita e sugerir a idéia aos alunos, como uma forma de interação! Sem contar que isso será bom para a mídia, uma forma de todos verem como a escola interage com a sociedade! – Emma parecia radiante.

-Acho que você fica muito bem de longo!

-Você é mesmo muito careta não é Scott? Eu falo em uma festa jovem, talvez, claro, uma festa a fantasia!

-Você parece ter 18 anos ás vezes! – Scott falou e no mesmo momento Emma mudou sua aparência para uma “Emma de 18 anos”.

-Eu posso ser o que você quiser! – Ela sorriu e sentou-se sobre o homem que sentiu a pele quente da mulher sobre seu membro.

-Você realmente nunca vai mudar! – Ele sorriu de lado deixando a mulher feliz com aquilo, realmente, ela nunca mudaria.

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Biblioteca

Ângela permanecia em um dos grandes corredores com largas e altas prateleiras de madeira onde procurava por Romeu e Julieta.

Ela já havia lido quase todos os livros daquele lugar, ao menos os livros voltados para poesia, romance e drama. Ângela percebeu que alguém conversava com Grayce, a bibliotecária, mas não achou necessário ver quem era, preferiu continuar com seu trabalho de busca, por fim, ela percebeu que o livro estava bem no alto, no topo da prateleira. Seus amigos estavam indo para as piscinas, foi algo combinado de ultima hora, depois das aulas todos iriam para lá, mas ela era tímida demais para colocar um biquíni com tantos garotos presentes, por isso ela queria apenas ler tranqüila, sem contar que ainda tinha o problema dos últimos acontecimentos, ela só queria esquecer a transformação de seu pai, sua luta na ponte com criaturas estranhas e o olhar dos agentes da SHIELD sobre ela.

Ainda estava com pensamentos confusos, confusos sobre John que havia beijado ela exatamente ali e pensamentos sobre Richard, ela sentia um calor percorrer todo o seu corpo só de pensar na possibilidade de ficar ao lado dele.

Mas Angel não era uma criança, ela sabia que seu pai jamais iria aceitar esse tipo de envolvimento, mesmo Richard não sendo tão velho assim, mesmo ele sendo um homem bom, outra coisa que a deixava confusa era Howard, a forma que ele a defendeu nos últimos dias, a forma que se preocupou com ela no momento em que se jogou da ponte, foi algo tão especial.

Ela até pensou em pedir ajuda, mas viu que Grayce ria animada conversando com a pessoa então decidiu apenas pegar uma pequena escada usada para situações assim e começou a subir cuidadosamente já que tinha muito medo de altura.

Quando chegou ao topo podia sentir um frio na barriga, estava com medo mais conseguiu esticar o braço e pegar o livro que queria, ela começou a descer lentamente sentindo-se uma tola, “Você se jogou de uma ponte, pode muito bem subir uma escada”, mas como segurava o livro em uma das mãos acabou se desequilibrando e escorregou indo ao chão.

-Peguei você! – Ela ouviu, permanecia com os olhos fechados com medo da queda, mas ao abri-los lentamente viu que Richard olhava para ela com uma expressão preocupada e feliz. Ele a segurava pela cintura, tão próximo, tão perto de seu corpo, podia senti-lo, sentir o calor do corpo dele.

-O-obrigada! – Disse tímida enquanto o homem que a segurava nos braços a colocava no chão lentamente.

-Precisa ter cuidado, não deve fazer esse tipo de coisa sozinha, precisa pedir ajuda! – Richard falou tentando não encara-la diretamente, afinal, depois da ultima conversa dos dois eles ainda não haviam tido oportunidade para se verem.

-Vou, vou prestar mais atenção nisso! – Ela falou sentindo seu rosto corado.

-Você se machucou?

-Não, estou bem, eu só, só preciso ir! – Ângela saiu em direção á porta já vendo Grayce.

-Espera...eu.....

Mas Richard se sentia mal por estar querendo o que queria, sentia-se mal por deseja-la, era errado demais isso, ele sempre recriminou tanto Logan por ficar com as alunas da Academia e agora ele fazia a mesma coisa, porque estava agindo assim?

-O que foi? – Ela disse esperançosa, mas o homem apenas abaixou a cabeça, Ângela sabia que seria difícil ele dizer qualquer coisa que fosse, por isso, assim como da outra vez ela tomou impulso para beija-lo no rosto em sinal de gratidão e como uma forma para mostrar que ele podia se aproximar.

Mas quando se aproximou, Richard que estava olhando para o chão ergueu o rosto para encara-la e naquele momento seus lábios se chocaram.

Um susto, um minuto, um beijo.

Apenas um selinho, algo fora de questão nos pensamentos dos dois, mas aconteceu por acidente, eles se entreolharam chocados e Ângela se afastou totalmente envergonhada, mal sabia onde ir, por fim chegou o mais rápido possível perto de Grayce para que ela fizesse o registro do livro.

-Hey Angel, vem com á gente, nós vamos para a ala das piscinas! Já está quase todo mundo lá, eu sinceramente não sei o que estou fazendo aqui!– Howard falou invadindo o lugar com seu melhor sorriso usando seus óculos escuros enquanto Nicholas, Bárbara, Vicky e Erick esperavam do lado de fora.

-Não tenho culpa que minha pele é sensível ao sol! – Vicky falou enquanto mostrava o enorme vidro de protetor solar que havia voltado para buscar.

-Eu francamente não entendo isso! – Bárbara disse com um grande sorriso largo enquanto ajeitava o enorme chapéu sobre a cabeça.

-Se eu tivesse um guarda-sol sobre a cabeça também não precisaria de tantos cuidados e outra coisa Barbie, você não é humana ok? – Vicky falou emburrada e os outros riram.

-Não sei, eu só queria ler! – Ângela falou tentando não gaguejar já que mil coisas passavam por sua mente, Howard pareceu perceber que alguma coisa estava estranha, diferente, Ângela estava mais vermelha que o normal, ele se aproximou abraçando a menina pela cintura que sentiu-se estranha, Howard mexia com ela afinal.

-Pode ler com a gente, não precisa entrar na água, se bem que eu prefiro você de biquíni, do quê, vestida! – Howard falou sorrindo enquanto Angel revirava os olhos, já estava acostumada com o jeito dele, assim como os outros que só podiam rir.

-Ok, eu vou, mas vou ficar no meu canto tudo bem?

-Tudo, por mais que eu ache isso sem graça! – Howard percebeu que Richard estava no local e que olhava de forma estranha para a menina, havia algo diferente naquele olhar, mas dessa vez o Stark resolveu não ser inconveniente, apenas sorriu para o professor e saiu, levando Ângela consigo, que ainda podia sentir o sabor daqueles lábios nos seus.

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Sala do General Jackson – Quartel General de Los Angeles

O lugar era grande em questões militares, a sala tinha tudo o que um general podia desejar com o diferencial de uma pequena estante de madeira ao lado para guardar uma coleção de aviões de guerra em miniaturas bem realistas.

O homem usando todas as medalhas possíveis para um General era ainda jovem, de fato, Balthazar devia ter uns 45 anos no máximo, ainda era forte porque treinava todos os dias juntos de seus soldados, nunca falhou um só dia em seu serviço e foi condecorado por honra ou mérito várias vezes.

Balthazar teve uma família no passado, ele tinha uma esposa jovem, Daisy e um filhinho de 5 anos chamado Dylan, mas ele era apenas um soldado na época, e o conflito com os mutantes ainda era intenso.

As fotos da família decoravam quase todo o lugar, aquela era uma forma de nunca esquecer qual era o seu verdadeiro objetivo ali.

Um dia quando chegou em casa encontrou sua esposa morta sobre a cama, estava nua, havia sangue por toda a parte e tinha uma marca de tiro na cabeça, seu filho de 5 anos também havia sido morto. Tudo havia sido revirado para simular um assalto, mas nada havia sido levado, ele nunca conseguiu esquecer a cena da mulher sobre a cama em uma poça de sangue, ele ainda tinha pesadelos com isso mesmo depois de tantos anos.

Ele sabia o motivo, o verdadeiro motivo pela morte da mulher, sua esposa tinha poderes, ela era uma mutante, mas seu poder era criar pequenas ilusões temporárias, ela nunca usava seu poder, só fazia isso para encantar o filho, transformando-se em fada ou fazendo o papai Noel passar voando do lado de fora com suas renas, era isso que ela criava, pequenas fantasias infantis, e agora estava morta, assim como seu único filho.

Balthazar sabia quem tinha feito aquilo, sabia o motivo, eram alguns soldados que haviam descoberto sobre sua família, mesmo trabalhando do mesmo lado que ele, mesmo aqueles homens já terem sidos salvos por ele, mesmo isso não tinha importância, o preconceito era muito maior que qualquer outro sentimento de gratidão, ele não perdeu tempo, pegou sua arma e foi em direção aos assassinos depois de ter chamado a policia e resolver o caso de sua esposa morta, mas antes de chegar ao velho bar, onde soldados se reunião para beber uma voz ecoou em sua mente.

“Não faça isso”

Ele ouviu.

“Fale comigo”

Balthazar pensou estar louco, mas andando na direção da voz chegou até um estacionamento onde encontrou um homem em uma cadeira de rodas.

-Quem é você? – Ele disse no meio das lágrimas e da dor, estava com as roupas cheias de sangue ainda, tinha um olhar cansado, o suor escorria por sua face num misto de desespero e febre, uma febre que só podia ser curada com a morte.

-Sou apenas um amigo, só quero ajuda-lo! – O homem na cadeira de rodas falou tranqüilo e Balthazar foi obrigado a rir, na atual situação em que se encontrava sabia ser impossível alguém conseguir salva-lo do desespero.

-Qual o seu nome? – Ele perguntou curioso.

-Sou Charles Xavier!

Depois daquele dia quando conheceu Charles, Balthazar jurou que seria o melhor dentro das dependências do Exercito Americano e jamais permitiria que outras pessoas sofressem o que ele sofreu, ele lutou muito, passou anos vivendo no desejo de matar seus monstros pessoais, mas sua vingança finalmente chegou no dia em que descobriu sobre a morte daqueles soldados que agora assim como ele também eram mais velhos, os homens haviam sido mortos por um grupo mutante extremista, aparentemente liderados por Magneto, ele descobriu sobre a existência desse grupo, a Irmandade, através de Charles que sempre lhe dava informações sobre os “criminosos”, afinal nunca puderam provar nada contra eles.

-Senhor nossa visita a Academia foi agendada para daqui 2 dias! – Disse um jovem rapaz ao lado do homem que sorriu.

-Ótimo Lucas, quero que avise os outros e lembre-se, faremos uma abordagem discreta, não queremos assustar os alunos do lugar!

Tem certeza que é bom levarmos Bryan com a gente? – Lucas perguntou preocupado, Bryan era um jovem teimoso e briguento, apesar de ser um ótimo soldado ainda tinha problemas com o autocontrole.

-Acho que será ótimo para Bryan aprender um pouco mais sobre controle e respeito! Avise Rachel também, ela é boa com abordagens mais amenas, eu acho que será bom ter uma mulher no grupo!

-Como quiser senhor!

Balthazar não era bobo em suas escolhas, ele sabia que os três eram a melhor opção para acompanha-lo.

Na tela de seu computador as imagens dos jovens que lutaram contra criaturas que não deveriam existir, quem seria a pessoa por trás daquele atentado terrorista? Seria humanos ou mutantes?

Isso Balthazar não saberia dizer, mas ele lutaria para descobrir e dar aos culpados o que mereciam.

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Ala das Piscinas

Charlie permanecia deitada sobre a toalha encarando o céu azul, Kate estava ao seu lado, ambas com expressões divertidas, aparentemente falando algum assunto perturbador na opinião de Anne, o que fez a jovem se aproximar, adorava essa energia de confusões e diversão.

-Qual o assunto? – Anne disse estendendo sua toalha.

-Homens, detenção e a noite mais chata do mundo com o agente Coulson! – Charlie falou fazendo Kate rir.

-Se eu soubesse que a detenção era desse jeito já teria tentado transar com alguém antes! – Kate falou e as três riram.

-Acho isso muito atrasado e hipócrita da parte deles, todo mundo aqui sabe que a Emma e o Scott tem um caso e se pegam pelas salas da escola, não é justo! – Anne falou amarrando o cabelo enquanto encarava os outros meninos já na piscina.

-Muita coisa não é justa, mas não podemos fazer nada! – Charlie falou séria olhando para as ondas que Nicholas fazia.

-Ontem as coisas ficaram tensas por aqui, precisamos tomar cuidado! – Disse Kate para Anne que entendeu perfeitamente.

-As coisas estão tensas a muito tempo, eu só espero que meu avô não tenha nada haver com isso, eu não suportaria mais acusações sobre mim! – Anne falou respirando fundo e passando o protetor nos ombros.

-Não se preocupe, se alguém encher você nós te defendemos! – Kate falou sorrindo para Anne que se sentiu bem melhor.

Nicholas tentava afundar Sophie que parecia furiosa com isso e acabou usando seus poderes fazendo o rapaz atravessar o corpo dela e engolir uma boa quantidade de água.

-Esses dois vão acabar se matando! – Renata se aproximou enquanto se mantinha longe da piscina, ela não se dava muito bem com a água, talvez fosse por seu poder, talvez fosse um medo bobo, isso ela não sabia.

-Acho que está rolando um clima ali! – Anne disse pegando sua garrafa e dando um gole no conteúdo, desde o dia da detenção as coisas ficaram mais difíceis para eles conseguirem contrabando. — Deoch dom! – Ela disse sorrindo.

-Eu já ouvi você dizer isso antes, o que significa? – Renata falou com curiosidade.

-Espero que não seja nenhum feitiço estranho! – Charlie falou rindo.

-Não, não é feitiço nenhum, é irlandês, significa “um gole pra mim”, é algo bem simples se for ver! – Anne falou sorrindo.

Stefan se aproximou de Anne com um copo de suco nas mãos, ele havia buscado para ela disfarçar a bebida, a garota sorriu com o gesto do rapaz, Stefan tinha seus problemas, afinal ele era filho de criminosos, mas Anne entendia isso perfeitamente, entendia porque também já havia passado por essa descriminação.

-Cuidado!!! – Gritou Vicky enquanto Bárbara se jogava na piscina espalhando água para todos os lados, ela estava muito feliz, finalmente seu pai havia lhe dado um sinal, e não era qualquer sinal, era uma espada de Asgard.

-Não seja chata Vicky, entra logo na água também! – Bárbara mergulhava muito bem, ela já havia feito natação e se identificava muito com a graciosidade dos movimentos, John observava a garota com um olhar interessado, assim como Gery que sorria de forma maliciosa para o amigo erguendo um copo na direção dele, Nate que estava ao seu lado apenas conseguia focar Charlie e pensar no que quase aconteceu entre eles, ele precisava resolver aquilo de um jeito ou de outro.

-As mulheres desse lugar são perfeitas! – Gery falou rindo com sua expressão interessada.

-Sim, isso é verdade, mas acho que elas são mais do que aparência! – John falou olhando para Bárbara e Gery apenas compreendeu a situação.

-Porque não chama ela para fazer alguma coisa?

-Porque ela é uma deusa e eu sou só o cara que matou a namorada, não acho que isso daria muito certo! – John falou olhando para o amigo.

-Olha, se tem uma coisa que aprendi nessa vida é que não podemos deixar as coisas para depois, se você tiver uma oportunidade aproveite ok? – Gery falou firme e John sorriu para ele, era bom contar com alguém corajoso para incentiva-lo.

-Você não vai entrar? – Jeremy perguntou para Vicky que apenas sorriu analisando a água.

-Não sou muito boa nadando! – Ela falou por fim e o rapaz apenas sorriu.

-Vêm, eu ajudo você! Tenho certeza que vai aprender rápido! – O rapaz sorriu para a jovem que ficou com as bochechas rosadas, ela sentia-se muito bem com Jeremy só não conseguia entender o, por que.

-É Vicky, nós ajudamos! – Erick falou se jogando na água da mesma forma que Bárbara havia feito, ele se aproximou da garota que estava sentada na borda da piscina e sem pedir autorização a puxou pela cintura para dentro da água obrigando-a a segurar nele para conseguir um certo equilíbrio.

Jeremy olhou tenso para o rapaz que piscou para ele deixando-o ainda mais irritado.

-Ei Jer não fique assim, vem vamos brincar de luta na água! – Bárbara chamou o rapaz e o jogou sobre os ombros assim como Erick fez o mesmo com Vicky e os quatro começaram uma guerra que acabou resultando em muitas risadas.

-Acha que temos chances contra eles? – Anne perguntou para Stefan que sorriu.

-Seria divertido tentar! – Ele falou para a jovem e Nick também se animou.

-Ótimo, eu e Sophie também, nós somos uma dupla! – Ele disse puxando a menina de surpresa e quase a afogou sem querer.

-Não, vocês são um casal! – Disse Bárbara fazendo todos os outros rirem e Sophie ficar transtornada.

Ângela permanecia sentada em uma grande cadeira lendo seu livro de Dom Quixote, ela parecia concentrada no livro, mas na verdade seus pensamentos estavam longe.

-Vai mesmo ficar ai o dia todo? – Howard falou se jogando na cadeira ao lado.

-Não, só até dar a hora de ir dormir! – Falou a menina de forma simples e o rapaz riu ainda mais.

-Porque você é assim? Eu nunca consegui entender!

-Só porque eu não sou como as garotas que costuma sair não significa que tenha algo errado comigo, talvez elas sejam erradas! – Ângela continuava falando com calma sem encarar muito o amigo, Howard era um mulherengo, por isso, ela nunca quis se envolver com ele, não que ele tenha demonstrado algum tipo de sentimento por ela, mas esse era o ponto, Howard não demonstrava sentimentos por nenhuma mulher.

-Fique longe do Richard, isso não é bom para você! – Howard falou sério olhando diretamente para ela, Ângela ficou azul naquele momento, mas uma raiva tomou seu corpo e ela apenas levantou frustrada saindo na direção dos quartos sem dizer nada, mas Howard foi mais rápido, ele a segurou pelo braço forçando-a á encara-lo.

-Howard cuide da sua vida! – Ângela falou nervosa puxando o braço com força mais Howard não soltou, ela não queria usar seus poderes porque tinha medo de machuca-lo, então apenas respirou fundo e continuou encarando ele.

-Angela eu só estou falando isso porque fico preocupado com você, só isso! – Howard falou se aproximando dela enquanto a mesma parecia tentar se soltar, ela colocou a outra mão no peito do rapaz que não a deixou escapar de forma alguma.

-Você nunca se preocupou comigo, você nunca quis falar comigo ou me ligar ou qualquer coisa assim, você só se deu conta da minha existência na aula do Richard, então, por favor, me deixe em paz, se tem alguém interessado em mim isso não é problema seu! – Ângela esmurrou o peito de Howard, mas por mais que ela se debate-se ele não a soltava, por fim acabou segurando firme, os dois pulsos dela, a puxando para mais perto ficando cara a cara com a loira.

Eles ficaram em silencio por alguns minutos se encarando enquanto suas respirações permaneciam descompassadas, seus corações acelerados pelo esforço e por algo mais, eles se encaravam de forma séria e Ângela estava se esforçando demais para não tremer.

-Você, Bárbara, Vicky e Nicholas, vocês são minha família, sabe disso, eu posso não me dar muito bem com meus sentimentos, mas eu me preocupo ok?

-Eu....só....a gente se beijou ok, foi um acidente, eu estou muito confusa e....ah droga! Por favor, não conte ao meu pai, por favor! Seria um desastre! – Ângela parecia apavorada, Howard não sabia o que dizer, Richard estava seduzindo sua amiga e ele sentia-se incomodado com isso, só não sabia o, por quê.

-Olha lá, porque eles parecem estar tendo uma discussão de casal? – Vicky falou séria olhando para Bárbara que já estava na borda da piscina enquanto Jeremy havia ido até a lanchonete para trazer mais coisas para o lanche.

-Não sei o que está acontecendo mais se Howard continuar segurando Angel pelo braço desse jeito vai manda-la para a enfermaria pela segunda vez! – Bárbara falou séria, estava sentindo-se um pouco chateada, ela sempre achou Howard um cara interessante,

Talvez todas elas achassem, mas claro que ninguém iria dizer isso em voz alta.

-Fique longe dele, eu não quero você com ele entendeu, eu não quero! – Howard falou firme enquanto puxava ela para si, ele não conseguia entender como aquelas palavras pareciam tão verdadeiras.

-Porque não quer? Você precisa me dizer, tem que me dizer! – Ângela perguntou sentindo as lágrimas escorrerem por seu rosto, seria possível que ele sentisse algo por ela? Seria possível o herói amar o monstro?

-Angel eu não sei o que Richard fez ou falou para você, mas é melhor se afastar, ele pode ser um cara legal, mas ele é seu professor, amigo do seu pai e já teve muitas tragédias na vida para se preocupar com uma adolescente de 18 anos com poderes estranhos! – Howard soltou o braço de Ângela ao perceber que suas palavras a magoaram profundamente, ele só não sabia o, porque de ter dito algo tão rude quando na verdade tudo o que queria dizer é que não queria vê-la com Richard ou com qualquer outro garoto ali, por que no fundo, alguma coisa o deixava frustrado demais com esse pensamento.

-Você é igualzinho ao seu pai! – Foi á única coisa que ela conseguiu dizer antes de sair chorando em direção dos quartos.

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Sala dos Professores

Todos os professores estavam reunidos ao redor da grande mesa de madeira, Tony Stark estava entre eles, mas parecia bem mais confortável que os outros, ele andava de um lado para o outro enquanto comia um saquinho de MMs.

-Nick foi incrível tem que admitir! – Disse Barton para Natasha que estava ansiosa para que começassem logo a reunião.

-Nick foi bem treinado, mas ele correu muito perigo agindo sem armas, sem plano, sem saber com o que lutava! – A ruiva falou tensa.

-Mas ele não estava sozinho, eles lutaram bem em equipe, nunca pensei que minha menina fosse tão boa com liderança! – Steve falou com um grande sorriso.

-Assim como o meu garoto, Howard mostrou que definitivamente é um Stark! – Tony falou com um grande sorriso, mas percebeu que Bruce permanecia tenso em um canto.

-Bom, estamos aqui reunidos para que todos fiquem sabendo sobre a visita do exercito a nossa academia! – Scott falou de forma tensa e Logan ficou de pé no mesmo minuto.

-Que baboseira é essa Scott? Vamos começar a socializar com o governo assim? Você sabe o que acontece quando eles se envolvem demais! – Logan parecia frustrado, ele não gostava do envolvimento de soldados, generais e militares de qualquer espécie, isso o fazia se lembrar das experiências que sofreu, dos medos, da dor.

-É por isso que estamos envolvidos também Logan! – Nick Fury surgiu com seu sobretudo negro e olhar compenetrado, ao seu lado o agente Coulson, Natasha e Clint ficaram tensos, não sabiam sobre sua visita. –Como está o Stefan? Ele andou causando problemas? – O homem perguntou a ruiva que apenas sorriu.

-Não Fury, Stefan está indo muito bem no seu aprendizado, assim como Erick e os outros! – Ao pronunciar o nome de Erick a mulher percebeu que Clint ficou meio tenso, da mesma forma que Steve havia ficado tenso com a menção do nome de Stefan, afinal, seus pais foram ligados a HIDRA.

-Fico feliz que eles estejam bem, principalmente depois dos últimos ocorridos, Charles também me falou sobre sua neta, Charlie Schultz, ela tem um grande poder e parece ser bem problemática!

-Mas esse não é o motivo para estar aqui é? – Clint perguntou fazendo o homem sorrir.

-Não Barton, eu vim aqui porque sabia que teríamos uma resistência em relação ao general Balthazar!

-Charles conheceu esse homem, ele me disse certa vez que Balthazar compreendia o sofrimento mutante e a discriminação! – Emma falou olhando para Scott enquanto segurava sua mão.

-Também quero dizer que ás Indústrias Stark tem muitos negócios com Balthazar, por isso não podemos nos expor com relação a eles! – Tony falou um pouco mais sério que o normal.

-Pensei que não se importasse com aparências! – Disse Steve rindo para o homem que olhou tedioso para o eterno soldado.

-Eu não sei em que mundo vive Capitão, mas eu tenho uma família agora, sei que não faço o tipo paternal, nem o tipo ajuizado, mas não ficaria bem para o criador da Academia de maior prestigio da história e fundador da energia renovável em prol da humanidade acabar em uma prisão federal com uma comida ruim, fazendo artesanato com barbantes e macarrão!

-Mas e como fica o meu caso Nick? – Bruce falou e todos olharam para ele preocupados, depois do ultimo incidente na base Bruce passou a ser mais observado que o normal e estava com medo de ter todo o exercito em sua cola mais uma vez.

-Bom, você sabe que sempre terá pessoas interessadas em mantê-lo sobre observação, você sabe como as coisas funcionam, principalmente depois do que aconteceu em Mahattan e na SHIELD, mas Balthazar só quer mostrar aos outros que este lugar é totalmente seguro e que não existe prisão ou tortura aqui, ele é um bom homem, e não quer você em uma jaula, por isso digo que devemos dar uma oportunidade a ele, se não por vocês, por seus filhos! Os jovens ainda estão sendo avaliados em relação aos últimos fatos, se o presidente considerar que são perigosos, ninguém aqui poderá fazer nada para ajuda-los! – Fury falou sério e deu passagem a Coulson que entregou formulários e documentos contendo todas as informações sobre a visita dos militares dentro de dois dias.

Richard pegou os documentos e ficou apreensivo, ele também não gostava muito desse conflito de ideais, ficou preocupado com o que poderia acontecer ali, mas o que estava deixando ele atormentado era o ultimo acontecimento na biblioteca.

-E quanto aos sem face? – Perguntou Steve sério e todos voltaram a olhar para Fury.

-Nós ainda estamos investigando isso, precisamos descobrir de onde eles vieram e quem é a pessoa por trás disso! – Coulson respondeu tenso, todos ali estavam preocupados com aquela nova ameaça.

-Bom senhores, eu espero que esteja tudo acertado, daqui dois dias a Academia será visitada pelo general Balthazar e alguns de seus soldados, façam o melhor que puderem para não matar ninguém! – Nick sorriu para eles enquanto pensava se realmente seria possível terminar a visita dos militares sem problemas.

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Dormitório Feminino – Ala Sul

Charlie estava sem sono, ela não tinha a menor vontade de dormir naquele momento, seus pensamentos ainda estavam voando em relação aos últimos acontecimentos e no relógio ainda marcava 20:00 horas, ela olhou para o lado e viu Ângela arrasada, ela havia chorado quase o resto da tarde toda e parecia inconsolável com alguma coisa.

-Você está assim por causa do Howard?

-O quê? Não, ele não tem nada haver com isso! – Mas Ângela sabia que era uma mentira, ela só estava daquele jeito porque ele havia dito aquelas coisas para ela.

“Uma adolescente de 18 anos com poderes estranhos”

Era isso o que ela era, apenas uma adolescente de 18 anos com poderes, só isso, só um experimento.

-Se Howard não tem nada haver com esse festival de lágrimas então outro homem tem, nenhuma mulher fica tão patética assim se não for envolvendo homens! – Charlie falou simples e Ângela se sentou na cama puxando o edredom sobre si.

-O que você sabe sobre isso?

-Muito mais do que você pode acreditar, eu sou uma cantora, vivo na noite, já conheci mais homens do que poderia imaginar, não me incomodo com sexo casual e sinceramente acho essa coisa de amor uma idiotice, nenhum homem ama de verdade!

-Isso não é verdade, sempre vai existir alguém romântico! – Naquele momento alguém bateu na porta, Charlie usou seus poderes para abri-la telepaticamente já que não queria levantar, na porta estava Renata com um saco de pipocas, Victória com um livro sobre á história americana, Sophie com alguns filmes antigos, Anne com seu celular novo enquanto procurava musicas, Bárbara com um pacote de bolachas de chocolate e Kate com duas garrafas de whisky nas mãos e copos descartáveis.

-O que significa isso? – Charlie perguntou olhando chocada para aquele grupo de garotas que foram invadindo o quarto.

-Deixa que eu explico, Bárbara e eu vimos quando Howard brigou com Ângela, ficamos preocupadas e resolvemos vim ver o que estava acontecendo trazendo coisas boas para ela se distrair! – Disse Vicky enquanto Bárbara chaqualhava o pacote de bolachas. –No caminho encontramos a Reh e ela tinha pipoca, então pensei, perfeito!

-Já eu queria saber sobre a detenção, ainda não tivemos tempo para descobrir como é a tortura naquela sala, e no caminho eu encontrei a Kate e Sophie! – Disse Anne sorrindo enquanto jogava algumas almofadas no chão.

-Então do nada meu quarto vira o clube da Luluzinha? – Charlie falou séria mais Ângela revirou os olhos.

-Esse quarto também é meu, e eu acho muito legal as meninas quererem se reunir aqui, até porque não estávamos com sono! – Ângela falou olhando para as amigas, Vicky, Bárbara e Renata se jogaram sobre a cama com ela e começaram a comer as coisas enquanto Sophie mexia no DVD de Charlie que apenas resolveu respirar fundo enquanto Kate enchia um copo de whisky para ela.

-E qual era o assunto da noite? – Anne perguntou curiosa.

-Estávamos discutindo sobre homens românticos e homens reais! – Charlie falou séria.

-Eu acho que pode existir romance sim! – Disse Sophie colocando o filme Bonequinha de Luxo para passar.

-E o que acha de Howard Stark? – Ouve um grande “Ah ele não”, de quase todas as garotas no quarto.

-Porque estão falando dele? – Vicky perguntou curiosa.

-Não tem nada haver com ele, Charlie só está usando ele como exemplo, para dizer que não existe homens capazes de amar! – Ângela falou triste e todas perceberam que o clima estava pesado.

-Vamos mudar um pouco o assunto, acho que seria uma boa falar de algo mais interessante! – Kate falou rindo maliciosa.

-Sobre o que quer falar? – Disse Renata mexendo nos enfeites de cabelo de Ângela.

-Sexo! – Ouve um riso abafado das meninas, algumas de forma normal, outras de forma tensa.

-Adoro esse assunto! – Charlie falou rindo olhando de forma cúmplice para a amiga.

-Sinceramente eu não sei por que existe toda essa tensão sobre esse assunto! – Renata falou calma mais Vicky não parecia concordar.

-Olha, eu fui criada por Steve Rogers, ele acha que eu ainda sou virgem, sério, meu pai é um grande homem, mas esse tipo de assunto não é algo para ser falado abertamente com ele, só com minha mãe!

-A minha mãe é gente boa com esse assunto, ela sempre foi legal comigo, disse que desde que use camisinha está tudo bem! – Bárbara falou e as outras riram, afinal, esse era o conselho de sempre.

-Como foi sua primeira vez? – Sophie perguntou para Kate que sorriu.

-Primeiro você! – Kate falou maliciosa e com isso Sophie teve uma idéia.

-Ok, vamos escrever o nome de cada uma de nós aqui e conforme sortearmos a pessoa fala como foi sua experiência! – Todas as meninas pareceram gostar da idéia, menos duas, Ângela sentiu o estômago ir ao chão e Charlie também não parecia bem, ela afogou-se em uma das garrafas de Kate que não questionou de forma alguma aquela cena. Tudo foi bem rápido, Renata pegou um caderno ao lado da mesa de Ângela e escreveu os nomes, depois elas colocaram todos dentro de uma meia e Sophie começou a puxar.

-Bárbara! – Disse Sophie puxando o nome.

-Foi em uma viagem ao Canadá, eu tinha ido com minha mãe que estava trabalhando, foi com um rapaz do grupo de pesquisa, ele era bem legal, foi estranho, mas no final deu tudo certo, só não mantivemos contato porque ele foi trabalhar com outras pessoas e nunca mais nos vimos! – Bárbara falou de forma tranqüila, ela se lembrava do rapaz, Paul era seu nome. Sophie entregou a meia para Bárbara que puxou o nome da próxima.

-Anne!

-Foi no instituto com um dos rapazes que estuda lá, ele era tipo um cara mal, um badboy, mas eu gostava muito dele, nós ficamos juntos por muito tempo, uns 4 meses, mas no final não deu certo, ele descobriu que meu avô era o Magneto e se afastou de mim! – Anne sabia que seu coração havia sofrido com aquilo, nunca pensou que sentiria falta de alguém. Anne pegou a meia e puxou o próximo.

-Victória!

-Foi em uma acampamento de verão no ano passado, o nome dele era Harry, foi muito bom, sinceramente não tive muitos problemas, ele foi gentil e nós passamos todo o período de férias juntos, a gente ainda se fala as vezes, mas nunca levamos a sério! – Vicky mantinha um sorriso no rosto como se lembrasse de algo extremamente bom, algo que o tempo jamais poderia retirar dela, por fim pegou a meia e falou um nome.

-Sophie!

-Foi no Instituto também, na biblioteca para ser mais exata, estava matando aula e encontrei um dos rapazes lá, ele era muito interessante, o poder dele também era envolvido com os elementos, ele tinha o poder do ar, nós começamos a conversar e foi muito envolvente, no final estávamos nus e suados! – Sophie falou rindo fazendo todas as outras rirem também, ela puxou o próximo nome.

-Renata!

-Foi na minha viagem ao Brasil, como minha primeira ida lá não foi muito boa meus pais resolveram ir uma segunda vez, nós aproveitamos alguns pontos turísticos mais foi na ida ao Rio que eu conheci ele, Tiago, um carioca cheio de charme, ele não se incomodava com os meus poderes, ele não tinha preconceitos e sempre mantinha um sorriso bom no rosto, foram os melhores dias da minha vida! – Renata olhou para o braço e acariciou levemente, ali ficava uma pulseira azul, presente de Tiago quando ela foi embora, ela nunca se perdoou por perder o controle e queima-la, mas a garota respirou fundo pegando a meia e tirando mais um nome.

-Kate!

-Não foi nada tão especial assim, eu estava vivendo com meus pais ainda, foi logo depois de ter sido adotada por eles, tinha um cara na minha rua, o nome dele era Lucio, ele era um policial, era mais velho, mas não tanto assim, foi divertido, eu costumava matar aula para ficar com ele ás vezes, grande homem, em todos os sentidos entendem? Ela falou e todas as meninas riram, ela olhou para a meia e puxou um nome.

-Ângela! – Ouve um minuto de silencio, ninguém falou nada e as meninas ficaram curiosas.

-Vamos Ângela é a sua vez, não precisa ficar envergonhada, não queremos detalhes sórdidos, só queremos alguma observação sua! – Bárbara falou ao lado da amiga.

-Eu não tenho o que dizer! – Ângela falou sentindo seu rosto corar.

-Como assim, todas nós sempre temos alguma coisa para dizer sobre isso, é totalmente normal! – Vicky falou tranqüila, ela só havia tido uma pessoa em sua vida, era uma garota sensível também, não era uma vadia qualquer, ela também estava em busca de um amor, mas sexo era algo totalmente normal.

-Eu não tenho o que dizer por que nunca.......nunca aconteceu! – Ângela falou ainda envergonhada.

Todas ficaram em silencio, Anne quase cuspiu o que bebia, Kate parecia indignada com isso, era quase um insulto na opinião dela.

-Por quê? – Renata perguntou curiosa.

-Eu, eu sempre vivi na base, apesar de ter minha casa e tudo mais eu sempre fui obrigada a passar mais tempo lá do que em qualquer outro lugar, os únicos garotos com quem tive mais contato foram Howard e Nicholas, e ninguém jamais demonstrou interesse por mim, eu sou a filha do monstro verde lembram? Quem vai querer ficar comigo? – Ângela falou triste e as meninas entenderam sua situação, ela pegou a meia por fim, mesmo se sentindo constrangida e pegou o ultimo nome que ainda estava lá.

-Charlie!

-Não sei se quero falar sobre isso! – Charlie falou séria pegando um de seus cigarros e acendendo.

-Não me diga que você é virgem também? – Kate perguntou debochada, mas percebeu que Charlie estava muito séria.

-Não acho que seja uma boa história só isso!

-Vamos lá, não pode ser pior do que ser virgem! – Anne falou rindo enquanto Ângela se afundava nos próprios ombros.

-Sinceramente você não sabe o que é ruim! – Charlie realmente parecia decidida a não falar.

-Qual é Charlie, todo mundo aqui foi honesto, seja honesta também! – Sophie falou pegando um pouco de pipoca para comer, Charlie respirou fundo e apagou o cigarro no parapeito da janela.

-Foi um estupro, na escola onde eu estudava antes de ser quem eu sou hoje! – Ouve um grande silêncio, ninguém realmente podia imaginar que fosse algo assim, elas pensavam que podia ser algo engraçado ou constrangedor ou com um cara que não merecesse, mas ninguém ali pensou que podia ser algo assim.

Ninguém falou nada.

-Eu sinto muito! – Ângela foi a primeira a se levantar e ir até a garota com olhares de poucos amigos, Angel abraçou a mesma que ficou sem saber o que fazer, mas por fim aceitou o abraço.

-Por isso você é virgem! – Disse irônica rindo de lado mais com um olhar totalmente triste.

-Você não está mais sozinha Charlie! – Kate falou colocando uma mão sobre o ombro da garota que sorriu, afinal, finalmente, depois de tanto tempo, ela tinha uma família de verdade, uma família mutante.

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Dormitório Masculino – Ala Norte

No final do corredor sentado em um dos bancos que dava uma bela vista do alto do segundo andar, Nate permanecia olhando para seu pacote de maconha nas mãos, ele havia passado a noite toda pensando se iria usa-lo ou não.

-Vai rodar quantas vezes esse pacote entre os dedos Nate? Daqui a pouco sua mão vai ficar chapada! – Gery falou sério fazendo o amigo rir.

-Eu acho que vou parar com isso, acho que não preciso mais dessas coisas para ter alguma emoção por aqui!

-Aposto que isso tem haver com a sua detenção não é?

-Com a nossa você quer dizer, afinal o Howard também estava com você lá, assim como Stefan!

-Assim como Charlie! – Disse Gery com um olhar sugestivo que fez Nate sorrir.

-Ok, você tem razão, eu não fui para a detenção por causa de drogas, foi por outro motivo!

-Você sabe que ela não é uma garota legal não é? Sabe que ela prefere fazer o gênero vadia!

-É como você disse Gerard, é um gênero, não é o que ela é de verdade, e sinceramente, não curto relacionamentos sérios, então se ela quiser transar com alguém ela pode, afinal não assinamos nenhum papel em cartório!

Naquele momento em que os dois conversavam Howard passou pelos dois como se não tivesse visto nada e foi até a sacada do lugar.

-Se está pensando em se jogar, por favor, nos avise, assim vamos sair daqui antes para que ninguém nos culpe por sua morte! – Gery falou chamando a atenção de Howard que se virou meio assustado para eles.

-Que droga, o que estão fazendo ai?

-Nós é que perguntamos Stark, o que você está fazendo aqui? – Nate falou sério olhando para o rapaz que parecia nervoso.

-Eu só estou com alguns problemas, nada que mereça ser divulgado!

-Quer um pouco? Eu vou jogar fora se não quiser! – Nate falou mostrando o pacote para Howard que sentiu uma forte necessidade de aceitar, ele já tinha passado por uma casa de recuperação no passado e não queria se comprometer mais, ele descobriu que não valia a pena se matar para chamar a atenção de seu pai.

-Pode jogar fora, eu não quero isso! – Howard falou por fim ainda sentindo a garganta seca.

-Como quiser! – Nate jogou o pacote em um dos lixos que havia naquela parte ao lado de um dos bancos.

-O que vocês precisam é de uma droga mais forte! – Gery falou rindo.

-Não quero mais isso cara! – Howard falou tenso.

-Não uma droga qualquer, eu falo de mulheres! – Gery falou e os três riram.

-Alguém disse mulheres? – Nicholas se aproximava com seu celular enquanto passava musicas para Erick.

-Elas são um problema mesmo, com lindos sorrisos inocentes e mentes diabólicas! – Erick falou rindo lembrando-se de uma garota com poderes de fogo capaz de enfrentá-lo em batalha.

-Muito poético da sua parte, mas acho que elas são muito mais complexas que isso! – Nicholas falou rindo, ele estava muito intrigado com o jeito irritante de Sophie e estar com ela era perturbador e ao mesmo tempo tudo o que ele queria.

-Tem toda razão Barton! – John se aproximava junto de Jeremy, ele parecia sério, olhava diretamente para Howard que não gostou do jeito desafiador do moreno.

-Qual o problema? – Disse Howard dando alguns passos na direção de John que não recuou, ele permaneceu parado e encarando o bilionário.

-Você pensa que pode ter tudo só porque tem dinheiro! – John falou áspero e todos os outros em volta ficaram tensos.

-Não, eu penso que posso ter tudo porque sou um Stark e meu pai é o Homem de Ferro! – Howard respondeu com seu melhor sorriso arrogante deixando John ainda mais irritado, Jeremy tentava acalmar o amigo, mais John não estava interessado em se acalmar.

-Eu vi você brigando com Ângela, e já vi você com Barbie, sério cara, elas são amigas, não pode ficar brincando com o sentimento delas assim! – John falou sério, ele tinha sentido algo por Angel, mas depois do ocorrido ele percebeu que era só uma ilusão, ele não devia usa-la para substituir sua namorada morta.

-Olha só quem fala, você vem aqui me cobrar honra em relação a elas, mas você faz a mesma coisa, você deu em cima da Ângela desde que a viu e agora começou a arrastar as asas para a deusa Asgardiana, sinceramente você não pode falar nada de mim! – Howard falou e naquele momento John o puxou pela gola da camisa importada de linho e o jogou contra a parede.

-Eu jamais me aproveitaria de qualquer uma delas, eu estava interessado em Ângela, mas ela não queria nada comigo, eu entendi e respeitei isso, somos amigos agora, eu também percebi que não queria ela, eu queria o que ela me lembrava, mas agora eu estou mesmo curtindo outra pessoa e não vou deixar você atrapalhar isso! – John falou pressionando Howard contra a parede mais o rapaz parecia rir.

-Você lutaria por ela? – Howard perguntou olhando para os olhos de John.

-Eu pretendo morrer pela pessoa que estiver ao meu lado! – John falou sério enquanto soltava Howard.

-Então meu amigo não precisa se preocupar, você merece estar com ela, merece Bárbara ou qualquer outra garota, merece muito mais do que eu, mas assim como você eu também me preocupo e se fizer alguma idiotice é melhor estar preparado para uma Armadura sobrevoando a sua casa entendeu?

-Acho que sim! – Os dois deram as mãos e ouve um momento confuso entre os outros, em um momento os rapazes queriam se matar e agora se abraçavam.

-E não se esqueça John, Bárbara é minha prima, ela é minha família, eu morreria por ela também, eu nunca pensei que teria alguém como eu no mundo, então não ouse estragar as coisas! – Erick falou sério encarando o rapaz que entendeu a situação.

-Vocês falam como se a deusa estivesse a fim dele! – Stefan chegou no lugar com uma garrafa de Vodka fazendo os rapazes rirem.

-Ainda não, mas é por pouco tempo! – John falou rindo.

-Ah claro, e ir ver filme com as meninas vai te ajudar muito! – Jeremy falou fazendo os outros rirem.

-E eu que pensei que você fosse meu amigo! – John falou rindo puxando Jeremy até prender sua cabeça embaixo do braço e fazer uma grande bagunça em seus cabelos.

-Mas ainda não consegui entender uma coisa! – Gery falou com seu jeito misterioso deixando os outros curiosos. –Porque você estava tão nervoso Howard?

-Eu descobri uma coisa que me incomodou demais, descobri uma coisa que mexeu muito comigo e justamente por isso que estou nervoso, eu não queria me importar sabe? Eu não queria me preocupar, eu queria ser mais como.......

-Como seu pai? – Nate falou olhando para o rapaz que passou a mão pelos cabelos e mais uma vez olhou pela sacada.

-Não devemos ser como nossos pais, isso só nos leva para o buraco ou a morte, no meu caso me levou para a SHIELD e eu tive sorte do Fury gostar muito de mim, assim como Natasha, se eles não tivessem se importado eu estaria morto, morto por ser um assassino, assim como meu pai! – Stefan falou sério olhando para Howard que compreendeu o sentimento dele, querer ser como o pai não iria ajuda-lo em nada no decorrer da vida, porque também não ajudou Tony quando ele precisou.

-Obrigado! – Howard falou por fim.

-Você devia falar com ela! – Nate falou para Howard porque na verdade era o que sentia também, ele devia falar com Charlie para resolver seus problemas.

-E quem é essa “ela”? Existe uma garota que deixa um Stark desse jeito? – Nicholas falou rindo, mas Howard apenas riu também.

-Bom, meu pai encontrou uma mulher que mexeu com ele, minha mãe era doce, amiga, leal e confiável, acho que também mereço uma mulher com essas qualidades! – Howard foi até Stefan e pegou um copo para beber.

-Acho que todos nós merecemos alguém assim! – Jeremy falou colocando a mão no ombro de John que sorriu sonhador, talvez ele conseguisse uma garota especial.

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Lanchonete Martelo de Thor

Richard estava olhando para seu lanche natural a mais ou menos duas horas, ele estava péssimo pelo que havia acontecido, sabia que era errado brincar com os sentimentos de alguém tão jovem e tão sensível quanto Ângela, afinal, ele ficaria com ela? Ele enfrentaria toda a sociedade para viver esse romance tão proibido? Ele perderia seu emprego, querendo ou não Logan não se importava em lecionar ali porque ele não era um professor de verdade, além da Academia Richard já havia dado aulas em Universidades e outros lugares de ensino conceituados, se ouve-se rumores sobre seu envolvimento com alunas seu currículo correria sérios riscos.

Ângela era uma garota de 18 anos, não era justo envolve-la nesse tipo de situação, ele já devia ter imaginado que isso iria acontecer, e aquele beijo, por mais sutil que tivesse sido ainda era um beijo.

-Você está bem? – Disse a voz de Bruce se aproximando como se Richard já não se sentisse culpado o suficiente.

-Só estou sem fome!

-Essa vinda do exercito aqui deixou a todos sem fome! – Bruce falou tomando seu suco natural enquanto olhava ao redor.

-Tem razão, isso é mesmo algo ruim! – Richard falou e no mesmo momento ele olhou para a porta onde Bárbara, Vicky e Ângela se aproximavam rindo.

-E ai garotas em que posso ser útil? – Clark falou sorrindo para as meninas que reviraram os olhos.

-Pelo que sei você e seu irmão ainda estão sobre vigilância 24 horas por dia! – Vicky falou rindo, ela sabia que depois do que aconteceu com Emma pegando o contrabando as coisas haviam ficado mais tensas para os rapazes.

-Vicky querida, nunca vai haver alguém que possa controlar os nossos passos! – Clark falou sério debruçado sobre o balcão fazendo as meninas rirem.

-Ok, senhor eu tenho o poder, pode ver alguns bolinhos de chocolate com morangos, estamos em uma reunião feminina e precisamos de muitos doces! – Bárbara falou lembrando de todas as garotas que estavam no quarto de Charlie e Ângela esperando pela comida.

-Sério? Reunião feminina? Vocês não precisam de alguém para fazer uma massagem ou algo do tipo? Eu sou muito bom nisso! – Clark falou rindo, ele estava cobrindo o turno da noite sozinho, no dia seguinte seria seu irmão.

-Seja bom apenas em pegar os bolinhos! – Vicky falou séria mais Bárbara gargalhou.

Bruce viu a filha com as meninas e resolveu chama-la para tirar uma duvida que havia consumido ele durante o dia todo, o jardineiro havia dito a ele sobre uma discussão acalorada perto das piscinas naquela tarde e ele ficou com medo, medo porque ninguém ainda sabia ao certo do que Ângela viria a ser capaz e se ela fosse como ele? E se ao ficar nervosa se transforma-se em alguma coisa? Ele não podia correr o risco de ser o ultimo a saber.

-Ângela querida, pode vir aqui um minuto? – Bruce chamou sua filha que sentiu o estomago no dedão, ela deixou as meninas pegando bolinhos e foi até o pai.

-Sim?

-Eu fiquei sabendo que você e Howard discutiram na piscina hoje, isso é verdade? – Bruce falou preocupado e Ângela desviou os olhos para o chão.

-Como ficou sabendo disso? – Ela disse um pouco envergonhada.

-Ângela, eu sou um professor aqui, nós precisamos saber das coisas e uma discussão ao ar livre na frente de todo mundo não é uma coisa que fica escondida por muito tempo! – Bruce falou calmo e Ângela respirou fundo.

-Nós tivemos uma discussão boba, você conhece o Howie, ele é assim o tempo todo com todo mundo! – Naquele momento Howard surgiu no corredor olhando de forma incerta para a garota, Vicky e Bárbara olharam chocadas para o rapaz que parecia em duvida pela primeira vez em sua vida.

-Angel, será que eu posso falar com você? – Ele disse ignorando todos os outros ali, Ângela respirou fundo e fez um sinal pedindo licença ao pai, por fim lançou um olhar para Richard confuso, mas o homem apenas desviou o olhar e ela se sentiu ainda mais sem chão.

-O que você quer Howard? – Ela disse cruzando os braços sobre o corpo e olhando para ele séria.

-Só queria me desculpar por ter sido idiota com você, mas eu me preocupo, você pode até não acreditar, mas vocês são minha família e eu não quero vê-la sofrer! – Howard foi sincero, Ângela nunca imaginou que ele poderia ser sincero com uma mulher.

-Tudo bem Howard, não vamos mais brigar por isso! – Ângela sorriu e o rapaz pareceu mais confiante.

-Que bom, porque se ainda estivesse me odiando eu não sei o que faria com isso! – Disse ele retirando de dentro do casaco preto uma linda rosa vermelha.

-Meu Deus, ela é linda, onde conseguiu isso á essa hora? – Ângela falou maravilhada pegando a flor nas mãos como se fosse feita de vidro.

-Tenho meus contatos! – Ele falou rindo e sem dizer nada colocou a mão na cintura dela puxando-a para mais perto para depositar um beijo em seu rosto, Ângela sentiu o ar faltar dos pulmões, era muito melhor quando o homem tomava a iniciativa.

-Howie..... – Ela disse tímida enquanto ele apenas deixava seu sorriso de lado surgir.

Do outro lado do lugar Bruce viu a filha sair sorrindo com os amigos, Bárbara parecia escondida atrás de uma bandeja de bolinhos enquanto Vicky acariciava a rosa que Ângela havia ganho e Howard mantinha Ângela ao seu lado segurando-a pela cintura, ele olhou para a mesa onde os homens estava e fez um sinal de até logo.

-Será que devo me preocupar? – Bruce falou olhando para Richard que não sabia o que sentir.

-Não sei Bruce, eu realmente não sei! – Ele se levantou e saiu deixando o cientista confuso.

Notas finais
Bom gente é isso ai, espero que tenham gostado, eu vou estar postando no blog um pouco sobre os casais, essa dica foi muito boa e acho que todos vão curtir isso, então durante a semana vou estar postando um pouco mais sobre cada casal *-------*
Beijos, boa semana e até Sábado dia 26/10!