Notas iniciais
Oie gente que eu amo demais!!!! Estou muito feliz que consegui manter as postagens equilibradas por enquanto, e também quero agradecer de coração as pessoas que estão mandando tantas capas, eu já tenho várias novas e isso vai servir perfeitamente *----* Quero agradecer a todos que estão comentando e deixando suas opiniões, isso me ajuda e estou muito feliz de ver onde a fic já chegou. Neste capitulo vou dar uma explicação sobre um pouco de tudo o que aconteceu depois do ultimo capitulo, eu até havia pensado em fazer alguns capítulos com eles no Instituto, mas achei que acabaria fazendo capítulos parados com isso e não queria focar demais na dor e no sofrimento pela perda dos amigos, pelo mesmo motivo, não queria que ficasse cansativo, então eu coloquei uma passagem de tempo e fiz as coisas seguirem em frente. Estamos indo para a Terceira fase. Primeira fase – Apresentação dos personagens e inicio das amizades/romances Segunda fase – Conflitos com inimigos até o seu final e a chegada dos novos personagens Terceira fase – Á volta para a Academia e uma passagem em Asgard Isso mesmo, quero fazer uma ida a Asgard, não estarei levando todos os jovens, então se alguém quiser ver algum personagem lá é só me dar a dica e verei o que posso fazer *---* Bom por enquanto é isso, beijos e boa leitura. OBS: Nossa Giovanna está de volta, logo mais teremos um novo vídeo dessa terceira temporada *---------* Juh

A Geladeira – Localização Confidencial

Um mês depois...

Os corredores pareciam feitos de um metal especial, os soldados que cuidavam da proteção do local pareciam ter um treinamento diferenciado também, afinal, a Geladeira da SHIELD era o local onde os piores criminosos e objetos perigosos eram isolados do resto do mundo.

–O senhor tem certeza de que isso é mesmo necessário? – Disse um dos advogados para Fury que apenas o encarou de forma fria.

–Eu tenho certeza de que isso ainda é muito pouco para tudo o que vimos. – Respondeu o direto para o advogado que não teve como questionar as medidas de segurança em relação a seu cliente.

Tudo era feito para impedir qualquer tipo de fuga, e mesmo que alguém conseguisse sair dali não iria muito longe, o local era rodeado por um deserto sem fim, sem água e sem vida, ninguém jamais conseguiu escapar e ir muito longe, por isso era o lugar perfeito para manter alguém como David Jones.

Quando Logan soube para onde Jones ia ficou um pouco aliviado, mas depois quando descobriu sobre o julgamento quase teve uma crise, não era justo aquilo, não depois de tantas mortes por culpa dele.

–Vocês estão loucos? Aquele homem quase iniciou uma guerra entre mutantes e humanos, nós tivemos perdas, nós ainda estamos perdendo. – Logan falou com suas garras de fora encarando Fury enquanto Hill permanecia com sua arma a postos.

–Baixe a arma Hill, se Logan quiser, isso não vai fazer diferença para ele. – Disse Fury para a agente que parecia preocupada, mas por fim obedeceu.

–Homens como Jones precisam morrer. – Logan tentou se controlar, mas as coisas não estavam nada boas nos últimos dias.

–É o que esperamos também. – Fury falou sério e o mutante acabou saindo da base, ele odiava burocracia.

David olhou para as paredes brancas de sua cela, tudo era muito impessoal, triste, vazio e frio, era um local que provavelmente ninguém gostaria de ficar por muito tempo, e provavelmente ele seria obrigado a viver o resto de sua vida ali, por um momento pensou em sua cobertura no Luis XIII, pensou em todo o luxo que estava sendo obrigado a deixar para trás, realmente não era uma situação fácil, ele era um homem rico acostumado á riqueza e o que havia de melhor, e agora aquela cela em branco era tudo o que havia lhe restado.

Nenhum fator exagerado de segurança foi adicionado ao local, afinal, ele já não era mais o Ceifador, alguns testes foram feitos e constatou-se que David Jones não possuía mais nenhum tipo de poder, a não ser o dinheiro, seus advogados estavam lutando duramente para tentar provar a inocência do homem, mas com aquele pen drive cheio de informações confidenciais e com as imagens de David aparecendo nitidamente era difícil elaborar uma defesa consistente.

–Será que vamos conseguir mantê-lo aqui por muito tempo? – Perguntou Hill em uma de suas idas ao local.

–Espero que sim para o próprio bem dele, caso ele saia Logan não vai permitir que sua vida dure muito. – Coulson respondeu com um sorriso divertido, ele sabia como o mutante estava em relação aquele julgamento.

Ele sabia que Daniel nunca mais seria visto por ele, sabia que o irmão mais jovem cheio de grandes habilidades provavelmente estava em um projeto de proteção a testemunha, ele com toda a certeza iria depor contra os seus feitos, ele era a maior peça chave do caso, por alguns dias David até pensou em mandar matar seu irmão, principalmente sabendo que ele havia se tornado humano, mas depois de um tempo naquele isolamento, a idéia acabou abandonando seus pensamentos.

Chega de mortes por um tempo.

–Para onde eu vou agora que tudo acabou? – Daniel falou sentindo o vento em seu rosto sabendo que seu irmão jamais iria sentir algo parecido.

–Nós conseguimos encontrar alguns bens em nome do seu pai que David não havia conseguido passar para o nome dele, encontramos uma casa no Colorado, acho que vai ser bom para você ficar até o dia do julgamento. – Coulson falou de forma simpática, mas o rapaz se sentiu mal.

–Eu não queria ter nada haver com aquele julgamento. – Disse Daniel preocupado.

–Eu sei, mas vamos precisar de testemunhas que possam contar com detalhes o que David Jones realmente fazia em seus laboratórios, afinal o mundo tem uma imagem positiva demais dele e só contamos com você para provar o contrario. – Coulson falou sério encarando o rapaz.

–E porque você acha que o mundo vai me ouvir? – Daniel tinha certeza que seria desacreditado na primeira oportunidade.

–Porque agora meu rapaz, agora você é humano. – Coulson falou triste, mas ele sabia que aquilo era uma grande verdade, se Daniel ainda fosse um mutante talvez não tivesse chance, mas agora como humano ele teria mais credibilidade diante dos juizes.

Do lado de fora da prisão o helicóptero pousou com perfeição, claro que qualquer visita ao local era controlada por Fury, o que deixava tudo ainda mais complicado, no entanto como David já não era considerado um criminoso de alta periculosidade ele ganhou o direito de receber visitas para dar andamento ao seu processo, infelizmente no caso dele a justiça optou por dar o direito a um julgamento comum, o que não agradou em nada os pais de Charlie e principalmente Logan que o culpava pela morte de Kate, por ele as coisas podiam ser resolvidas de outra forma.

A mulher usando um casaco cinza e uma saia lápis desceu do helicóptero com elegância, os soldados observaram a jovem por um certo momento, mas o olhar frio da mulher fez com que eles assumissem uma postura séria novamente, ela arrumou seu coque e seguiu firmemente pelos setores até chegar á ala de visitas criada recentemente, afinal, ninguém ali nunca recebeu qualquer tipo de privilégio, ela passou pelos detectores de metal e por todas as inspeções possíveis, estava tudo limpo e em sua pasta haviam apenas papeis sobre o caso, nada que pudesse parecer incriminador.

–Posso ir? – Falou a mulher com impaciência enquanto o soldado apenas afirmava positivamente com a cabeça liberando-a para os corredores de maior segurança, seus passos decididos mostravam que ela não era uma mulher de brincadeira.

–Então você é a nova assistente do senhor Miller, interessante. – Disse David parecendo péssimo em relação a sua aparência anterior. –Não me lembro dele confiar em pessoas tão jovens para fazer um trabalho tão perigoso.

–Vejo que o senhor não anda nos seus melhores dias, então é melhor irmos direto aos negócios, eu não sei se você sabe, mas nossa visita está sendo monitorada e qualquer reação exasperada sua pode provocar a reação deles, então não temos tempo a perder. – Disse a mulher friamente.

–Tenho a impressão que já conheço você de algum lugar. – David falou olhando atendo para a mulher que parecia deixar um fino sorriso surgir.

–Duvido muito senhor, eu voltei ao país recentemente. – Disse a jovem sem demonstrar nenhum tipo de interesse o que deixou Jones mais animado, ele sempre gostou de desafios, era bom saber que isso não tinha mudado.

–Então foi isso, nós provavelmente já nos vimos em Paris, ou talvez em Veneza, sempre gostei de gastar meu dinheiro em viagens. – Jones falou e a mulher lançou um olhar um pouco mais vivo, mais ainda sim distante.

–Bom, senhor Jones, preciso das suas assinaturas para continuar fornecendo o pagamento e controle das suas empresas ao senhor Miller, ele está tentando manter tudo sobre controle, mas depois de todo esse escândalo seus assessores não quiseram mais se envolver com nada, isso gerou uma quebra nos lucros e no crescimento anual dos hotéis, sem falar nos bens que estão congelados para investigação. – Disse a mulher da forma mais profissional possível, David respirou fundo e passou a mão pelos cabelos.

–Maldita burocracia. – Ele puxou os papeis para si e começou a assinar cada folha sem nem ao menos se preocupar, estava cansado de tudo.

–Foi um prazer senhor. – A mulher se levantou com calma reunindo tudo, ela analisou todos os papeis com atenção, por fim saiu fazendo o mesmo caminho de volta para o helicóptero, seu salto alto batendo com força no piso branco, David ficou ali pensativo tentando se lembrar quando foi a ultima vez que viu aquela jovem, ele sabia que uma hora ou outra ele se lembraria, no caminho ela aproveitou para fazer uma ligação, não queria que o piloto ouvisse nada.

–E então? – Disse a voz do outro lado.

–Tudo certo. – Disse com a voz baixa para que ninguém pudesse ouvi-la.

–Ótimo, eu sabia que essa parte seria a mais fácil. – A voz grave do outro lado parecia animada com a forma que as coisas estavam caminhando.

–Ele nem ao menos percebeu que passou todos os bens dele para o nosso nome. – Disse a mulher sorrindo, naquele momento seus olhos castanhos brilharam em um tom amarelo intenso. – Eu estou indo primeiro para New York, preciso dar continuidade no disfarce de assistente do advogado, depois vou me misturar com as pessoas até que qualquer rastro seja perdido, depois encontro você.

–Isso é perfeito, agora só precisamos nos ausentar por um tempo, aqueles tolos da SHIELD devem estar buscando informações sobre nós em qualquer lugar, até nos esgotos provavelmente. – Disse o homem rindo como se aquilo fosse uma piada para ele. – Graças ás informações que você conseguiu salvar no dia da destruição vamos conseguir recomeçar o projeto Imortal novamente. – Magneto sorriu olhando pela janela, era um dia lindo em Paris, as pessoas andavam pelas ruas de pedra como se nada estivesse acontecendo, de todos os lugares nos quais David criou laboratórios o único que não foi usado foi Paris, Magneto agradeceu por isso, ao menos era um lugar bonito e luxuoso sem qualquer vestígio dos acontecimentos atuais, ele sabia que todos da SHIELD estavam atrás dele e de Mística, por isso agora era só uma questão de tempo, precisava agir com cautela, ser mais esperto que os outros, e isso ele era.

{...}

Instituto Xavier – New York

Charles olhava pela janela os vários ônibus enfileirados para receber os jovens que iriam partir, depois de tudo o que aconteceu no deserto do Texas, Tony preferiu mandar todos os alunos que ainda estavam na Torre Stark para a segurança do Instituto, não que a Torre não fosse segura, ela era, mas no atual momento eles não poderiam contar com ninguém para supervisionar os jovens já que todos estavam empenhados em resolver as questões políticas, por isso todos foram acolhidos por Charles.

Durante os últimos dias Kitty e Colossus tentaram representar o Instituto e o trabalho de ajuda aos jovens por toda a Europa, mas principalmente na Rússia, o que infelizmente os afastaram de Sophie.

Isso acabou acontecendo com a maioria dos jovens com pais envolvidos diretamente no caso, como Tony que precisou viajar para Washington várias e várias vezes para falar com o Presidente que não parecia nem um pouco feliz com tudo aquilo, na verdade eles chegaram até mesmo a falar sobre o fechamento da Academia, mas Tony Stark era bom de lábia e tudo acabou ficando bem.

–Charles, eu já vou descer, Andressa está me esperando com Bruce, você tem certeza que não vem? – Ororo perguntou olhando para o homem que parecia perdido por um minuto.

–Tenho sim Ororo, é melhor vocês cuidarem de tudo, minha presença só vai fazê-los lembrar das perdas recentes e não queremos isso.

–Tudo bem então. – Ororo saiu pelo grande corredor do casarão, tudo era bem cuidado, as salas todas muito amplas assim como os dormitórios, para Charles receber os jovens ali não foi nem um pouco complicado, a mulher estava preocupada com essa partida, mas ao mesmo tempo confiante e enquanto pensava sobre o assunto acabou se deparando com Hank que não parecia muito feliz.

–Você também está de acordo com a partida dos jovens? – Disse o doutor para a mulher que sorriu. – Porque todo mundo parece ter aceito isso sem problemas, até mesmo o Colossus que não costuma concordar com esse tipo de coisa, pensei que ele iria querer proteger mais a filha. – Hank tinha medo do futuro dos jovens.

–Eu estou preocupada assim como você Hank, mas não podemos deixar que nosso medo e preocupação atrapalhe o futuro deles, minha filha está lá e nós já vimos que nossos inimigos não estão para brincadeira, Magneto ainda está solto e provavelmente está planejando algo diabólico, ele sempre planeja, e ainda temos o problema com os humanos, o Governo não vai nos dar crédito, por isso eu estou preocupada, mas concordo com essa partida, eles são a nossa maior esperança Hank, você precisa entender isso, eles precisam se fortalecer, precisam mostrar ao mundo que são capazes de viver com as pessoas normalmente e cumprir seus objetivos. – Ororo colocou sua mão no ombro do doutor, ele respirou fundo pensando nos perigos que estavam para surgir e isso só o deixou ainda mais apreensivo.

–Talvez tenha razão, eu só, não consigo aceitar, acho que preciso parar de ser super protetor. – Hank riu para a mulher que apenas deixou um olhar amigo para o homem e seguiu seu caminho, precisava ajudar sua filha com as coisas para a partida, Gambit não havia ficado presente nos últimos dias, para Ororo isso era ótimo, ela nunca foi a favor do relacionamento dele com sua filha, mas ela sabia que isso magoava muito Andressa, a jovem sabia que o homem estava passando por um momento difícil, perder um filho não era fácil, talvez ele demorasse anos para se recuperar por completo, mas ainda sim seu coração doía com aquele afastamento e Ororo como uma mãe atenciosa não conseguia ver sua filha assim.

Hank foi até a sala principal onde Charles costumava passar a maior parte do tempo, ele tinha os retratos de Sarah com o marido, ela com Charlie ainda bebê e alguns retratos de Theodora também, toda a sua vida se resumia a amores proibidos e problemas familiares, assim como as lembranças que possuía de Jean, ninguém sabia, mas ele possuía um pequeno retrato guardando em uma de suas gavetas com uma foto de Mística quando ainda era apenas uma garota assim como ele no inicio de toda a história.

–Você acha que é uma boa idéia mandar os jovens novamente para a Academia? – Hank perguntou para o professor que permanecia em sua cadeira olhando pela janela. – Agora mais do que nunca eles vão sofrer todo o tipo de preconceito imaginado.

–Você sabe a importância que a Academia tem para a nossa imagem diante do mundo. – Charles falou cruzando os dedos com simplicidade. – O preconceito sempre vai estar entre os homens, isso é um problema que nunca vamos conseguir mudar, mas isso não pode ser o motivo para nossa vergonha, devemos estar sempre de cabeça erguida, prontos para sermos quem somos. – Charles falou firme fazendo Hank sorrir, ele sempre admirou a forma de encarar os problemas dele.

–Sarah falou com você nesse últimos dias? – Hank sabia que não era bom perguntar sobre isso, mas Charles apenas sorriu discreto.

–Não, mas ela vai falar, ela só precisa de um tempo para que as coisas dentro de seu coração sejam resolvidas, ela perdeu uma filha e está sofrendo por isso, eu compreendo a dor dela, assim como compreendo que a Academia é nossa maior aliança com os humanos, existem muitos humanos na Academia interagindo com mutantes como nós, é a primeira iniciativa que deu certo, não podemos pedir para que Tony mande seus jovens para nós, vamos apenas permanecer aqui e continuar servindo de apoio caso alguma coisa aconteça, nós sempre estaremos prontos para ajudá-los. – Charles falou olhando com atenção para cada família do lado de fora.

–E quanto a Theodora, acha que ela pode ser o próximo grande problema? – Hank perguntou preocupado, ele não sabia como seria se caso mais algum mutante perdesse a cabeça nos próximos dias.

–Acho que Teddy já perdeu a cabeça no passado, ela aprendeu com seus erros e conseguiu voltar para nós, acho que ela não pode ser considerada um problema, pelo menos não ainda. – Charles falou sério, ele nunca iria se esquecer do caos que Theodora havia causado na Ásia Menor.

–Fury também me ligou pela manhã, ele gostaria de falar com você sobre David e sobre todos os acontecimentos envolvendo os jovens, afinal, Charlie era sua neta, você também precisa estar a par dos acontecimentos sobre o caso, ele disse que Daniel concordou em dar seu depoimento, mas que está muito apreensivo também, ele ainda tem medo que o irmão lhe faça algum mal, e sinceramente eu não o culpo por isso. – Hank sabia que aquilo devia estar sendo muito difícil para Charles, á única coisa que ainda o mantinha de pé era o seu ideal, o ideal de um mundo melhor.

–Tudo bem, diga para ele que vamos estar indo amanhã, hoje eu prefiro ficar aqui e garantir que tudo dê certo na mudança dos jovens para a nova Academia, quanto a Daniel você pode enviar uma mensagem dizendo ao rapaz que vamos fazer o possível para garantir a sua segurança. – Charles falou calmo, mas no fundo estava apenas tentando evitar mais um conflito com Sarah, ele sabia que a mulher estava presente quase todos os dias na base.

–Tudo bem então, vou avisá-lo. – Hank falou se aproximando da porta no momento em que Charles se virou para ele.

–Hank. – Chamou o homem de forma firme. – Vai dar tudo certo. – Charles falou com seu sorriso de sempre e Hank apenas assentiu, ao menos esse era o seu desejo.

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Cemitério – New York

Coulson estava parado em frente a um tumulo em especial, na lapide permanecia escrito Richard Coulson, ele nunca se acostumou em ler o nome do irmão mais novo em um tumulo, talvez um dia ele pudesse aceitar, mas ainda não era o momento.

–Você acha que vai ter espaço para um cara comum na Academia? – Richard falou com seu largo sorriso.

–Acho que você está longe de ser comum, fico feliz que tenha conseguido essa vaga. – Phill falou para o irmão que mantinha os olhos firmes na grande redoma de vidro envolvendo Teddy.

–Ainda acho que ela não devia ser tratada dessa forma, assim como muitos outros aqui. – Richard falou encarando o irmão que ficou sério.

–Eu também penso isso, mas as decisões não são nossas. – Coulson falou enquanto deixava o irmão sozinho.

Se lembrando daquela passagem Coulson percebeu que durante muitas vezes em sua vida acabou deixando Richard sozinho sem as respostas certas, sem a atenção necessária, seu irmão era um homem sofrido, um homem que havia perdido a esposa, um homem que lutou para garantir o direito de mutantes dentro da SHIELD, mutantes como Teddy, Stefan e Seth, ele fez tudo o que pode, mas Coulson nunca lhe deu o apoio necessário, e isso ele conseguia ver agora.

Um mês havia passado desde a morte de Charlie e Nate, mas ninguém ainda havia aceitado isso totalmente, era algo difícil, impossível de entender, principalmente para as pessoas do Instituto.

–Ele faz falta não é? – A voz de Teddy soou as costas de Coulson que deixou um sorriso fraco surgir.

–Todos eles fazem. – Disse por fim sentindo o vento da manha em seu rosto.

Teddy sabia que nesse momento todos estavam reunindo suas coisas no Instituto para seguirem até a nova Academia, onde Emma e Scott já estavam desde cedo para tentar controlar a curiosidade dos repórteres, o evento pedia uma festa de inauguração, mas como o sofrimento ainda era muito vivo no coração de todos, Tony achou melhor não fazer isso em respeito a cada um que perdeu alguém em especial.

–Sabe, essa é a parte que eu não gosto, a parte onde todo o caos acaba e nós ficamos apenas com a calmaria, é uma coisa estranha, eu me sinto perdida, como se não houvesse um amanhã. – Teddy falou se aproximando e colocando flores sobre o tumulo que ficou momentaneamente menos triste.

–Sempre vai haver um amanhã, essa sempre será a nossa verdade. – Coulson falou colocando a mão no ombro de Teddy que sorriu, ela olhou um pouco mais a frente onde um homem fumando um charuto permanecia imóvel.

–Ele deve estar ali á horas. – Disse a jovem para o agente.

–Na verdade ele está ali á dois dias, o coveiro me mantém informado sobre coisas estranhas, essa é uma das vantagens de ser um agente. – Coulson olhou para Logan que parecia imóvel parado ao lado do tumulo de Kate.

–Será que um dia ele vai superar isso? – Teddy ficou curiosa, ele admirava Logan assim como a maioria dos alunos do instituto, todos sabiam de suas proezas.

–Logan já teve muitos problemas no passado, e ele sempre seguiu em frente, acho que ele vai superar primeiro que todos nós e ser mais uma vez um grande exemplo.

–Eu só me sinto mais tranqüila porque aquele maldito foi preso e agora vai pagar por tudo o que fez de errado. – Teddy falou se lembrando de David.

–Ele ainda não foi totalmente condenado, o julgamento dele ainda não foi marcado, você sabe que existe a possibilidade dele sair livre disso tudo. – Coulson falou sério e pensativo, odiava ver a forma como a justiça lidava com os criminosos.

–E quanto a Magneto e Mística, alguém tem alguma informação? – Teddy falou mudando de assunto, não queria nem imaginar a possibilidade de David sair livre de seus crimes.

–Ainda não temos nenhum sinal do paradeiro deles, estamos tentando encontrar alguma pista, mas os dois são especialistas em fugir, e isso é uma certeza. – Coulson falou tentando imaginar qual seria o próximo passo do casal.

Eles ouviram o barulho de um carro se aproximando, dele Sarah e Michael Schultz saíram usando preto e carregando flores para o tumulo de Charlie, eles olharam para Teddy por um breve momento e o silencio tomou conta de todo o lugar, mas Sarah apenas manteve seu olhar frio, ela ainda não tinha perdoado Teddy e Charles por não terem conseguido salvar Charlie e talvez nunca fosse capaz disso.

O casal caminhou tranqüilo até um grande salgueiro, logo abaixo o tumulo de Charlie permanecia pacifico tendo Nathaniel ao seu lado, eles acharam melhor sepultar os dois juntos já que os túmulos eram apenas simbólicos.

Aquele tinha sido o lugar mais freqüentado do casal nos últimos dias, tirando a SHIELD que também estava no páreo, todos queriam que as coisas fossem resolvidas o mais rápido possível, mas aquele era o mundo real e no mundo real as coisas nunca são do jeito que esperamos.

–Será que eles estão bem? – Disse a voz de Gambit que soou tão fraca que nem ao menos parecia pertencer a ele.

–Acho que foram corajosos, acho que não seria possível que eles sofressem depois de tudo isso. – Disse Michael olhando para o tumulo de sua filha.

–Eu nunca pensei que isso pudesse acontecer, eu sempre pensei que morreria primeiro. – Gambit falou dando de ombros, como se tentasse permanecer frio ou distante, ele já estava cansado de chorar aquela morte.

–Nós precisamos seguir em frente, por mais difícil que seja. – Sarah falou segurando a mão do homem que sorriu.

–Engraçado, eu tento todos os dias pensar em algo que me leve para á frente, mas só consigo ficar pior do que já estou. – Gambit falou rindo amargo. – Talvez isso seja uma forma de punição, eu nunca fui um bom pai, eu nunca me esforcei de verdade, eu apenas queria prepará-lo para ser forte, para lutar, e agora eu vejo que isso apenas o levou mais cedo para um caminho sem volta. – Gambit olhou mais uma vez para a lápide com a foto de seu filho, jovem, bonito, feliz, e ao lado a lapide de Charlie, intransigente, confiante, impetuosa, aquela guerra estava só no começo e tantas perdas já haviam acontecido, será que Magneto iria querer dar continuidade nisso?

–Você precisa seguir em frente, assim como nós também. – Sarah falou enxugando as lágrimas com um lenço branco.

–Talvez tenha razão, mas eu ainda não aprendi a fazer isso. – Gambit deu as costas e começou a caminhar na direção de Coulson e Teddy, mas antes de se afastar Sarah correu até ele.

–Onde está Charles? Eu sei que meu pai é diferente, mas ele não apareceu aqui, por quê? – Sarah perguntou confusa, Charles não havia aparecido em nenhum momento no cemitério, tudo foi feito sem a presença dele.

–Porque Charles sabe que Charlie e Nate estão bem, ele sabe que os dois não morreram totalmente, ele acredita que a essência de ambos ainda permanece no universo. – Gambit falou com um pequeno sorriso, ele se sentia mais confortado pensando nisso.

–E como ele pode ter tanta certeza de algo assim? – Michael perguntou enquanto Sarah voltava a se emocionar com a possibilidade.

–Porque ele já viu isso acontecer antes. – Gambit deu um sorriso sincero e começou a se afastar, ele não podia ficar ali por mais um minuto que fosse, estava na hora de seguir em frente, ele caminhou até onde os outros estavam esperando para voltarem ao instituto.

–Você acha que a nova Academia vai estar pronta para os desafios que virão? – Perguntou Gambit olhando para Coulson, o agente estava feliz com a inauguração do lugar, depois de tanto tempo finalmente as obras haviam terminado.

–Acho que temos capacidade para garantir que isso seja possível. – Coulson falou sorrindo para o homem que apenas lançou um olhar solidário para Logan e depois para o casal um pouco mais distante.

–É verdade que vai ter um novo professor? – Gambit perguntou sério.

–Sim, Fury e Scott resolveram chamar um novo professor, já que algumas mudanças foram necessárias, você mesmo era uma escolha para essa nova fase, mas agora depois de tudo. – Coulson falou olhando para o homem que sorriu discreto.

–Tem razão, eu pisei na bola com vocês nessa parte, mas não tenho a menor cabeça para ministrar aulas seja lá sobre o que for. – Gambit falou se lembrando do convite que havia recebido para dar aulas assim que tudo voltasse ao normal. –Você sabe quem é esse novo professor?

–Na verdade ninguém sabe muito sobre ele, você sabe como Fury é, principalmente depois do que aconteceu com meu irmão, ainda não sabemos se ele será um humano ou mutante, agora o que nos resta é aguardar ansiosos. – Coulson falou rindo, mas aquilo não convenceu Gambit, na opinião dele o agente sabia de alguma coisa.

–Vamos, os outros estão aguardando para a partida, já está tudo pronto para receber os jovens e todas as mudanças já foram feitas. – Teddy falou olhando para os dois que sorriram.

–Sempre autoritária, nem parece que você é só mais uma deles. – Gambit riu e Teddy socou o ombro dele. Era bom ao menos tentar viver um momento normal para variar.

–Eu sou única, nunca se esqueça disso, e para o seu governo eu estou indo direto para a Academia, eu não vou passar no Instituto. – Teddy falou vendo á hora em seu celular.

–Pensei que iria querer se despedir do seu pai. – Gambit falou pensando em Charles e Teddy apenas sorriu.

–Meu pai vai entender, afinal, eu fiquei muitos anos longe de casa sem que ninguém se preocupasse, posso dizer que Coulson se preocupou mais comigo do que ele, então não vejo motivos para ir até lá fazer o papel ridículo de uma adolescente que eu não sou. – Teddy falou firme encarando os dois homens presentes que sorriram, Teddy sempre seria daquela forma, sempre seria firme e decidida.

–Pensei que iria querer fazer parte do grupo afinal. – Coulson falou encarando a jovem que revirou os olhos enquanto se aproximava do próprio carro.

–Me desculpe, mas depois de tudo o que eu vi não quero mais me envolver com ninguém, não vou suportar perder outras pessoas, a perda da Charlie já foi suficiente para mim, eu não quero mais ligação com nenhum deles.

–Nem com o Andrew, ele ficou do seu lado o tempo todo. – Gambit falou se lembrando do triste dia quando eles foram resgatar os jovens no Texas.

Theodora ficou em silencio por algum momento enquanto o vento percorria o cemitério tornando o silencio sufocante demais, até que finalmente ela riu.

–Engraçado, ao invés de se preocupar comigo porque não se preocupa com Andressa, você nem ao menos falou com ela nesses últimos dias, a garota está chateada com tudo isso, não acho justo que esteja tratando a menina assim. – Teddy entrou no carro e deixou o vidro escuro baixar, do lado de fora Coulson e Gambit permaneciam parados. – Pense nisso. – A jovem acelerou e partiu sem mais palavras.

–Acho que ela tem razão. – Gambit falou olhando para Coulson enquanto um carro vermelho se aproximava sem motorista.

–Vamos, eu te dou uma carona. – Coulson apertou o controle e assumiu o piloto manual, Gambit ficou admirado com o carro vermelho que lembrava um clássico.

–Belo carro. – Gambit falou dando uns tapinhas no capo.

–Hein, não toque na Lola. – Coulson apertou outro dispositivo e as rodas do carro entraram no mesmo momento em que ele se tornava uma espécie de jato, era mais um dia comum para os agentes da SHIELD.

{...}

Instituto Xavier – New York

O grande refeitório do Instituto estava lotado de pessoas e malas, finalmente havia chegado o momento de retornar para a Academia, agora eles teriam mais tempo para aprender o que fosse necessário e por fim seguir suas vidas da melhor forma possível.

Bárbara olhava para sua mala tentando ver se nada havia ficado para trás, John permanecia ao seu lado comendo um pedaço de chocolate que havia comprado para agüentar até a próxima refeição, afinal, o café da manhã naquele dia foi muito mais rápido que o normal, eles precisavam chegar a tempo na Academia para cumprir uma série de formalidades, afinal a Academia Jovens Promissores era um órgão de ensino como qualquer outro.

–Você está bem? – John perguntou para a jovem que parecia perdida.

–Ainda não sei, as coisas estão ficando cada vez mais confusas. – Bárbara estava triste por todas as perdas que o grupo já havia sofrido, mas não era só isso.

–Se precisar eu vou estar aqui. – John sorriu para ela, mas a jovem parecia distante até mesmo dele.

–Eu sei, é só que, nós perdemos tantas pessoas, eu queria que meu pai estivesse mais presente. – Bárbara falou baixo para que sua mãe não ouvisse.

–Eu sei, mas precisa entender o lado dele também, seu pai é um rei e isso não deve ser uma coisa muito fácil, principalmente quando se tem que proteger 9 reinos. – John falou tranqüilo fazendo Bárbara rir, ela adorava a forma prática com a qual ele resolvia as coisas.

Jane tentou convencer a filha o máximo que pode para que ela não fosse para a Academia, estava preocupada, principalmente depois das ameaças de Loki e a possibilidade de Barbie ser a nova rainha de Asgard.

–Vocês deviam ficar aqui. – Disse Darcy olhando para Bárbara e Erick que se aproximava com suas malas também, ele queria conhecer os pais de Renata, mas ainda não era o momento, ela havia ficado de chamá-lo quando fosse a hora, todos ali ficaram praticamente um mês afastados do mundo e da própria família, as coisas não estavam fáceis, alguns alunos tinham medo de colocar a família em risco, sem contar o medo com o preconceito, afinal, a destruição que o poder de Charlie causou por todo o mundo foi gigantesco.

–Eu disse isso mil vezes para ela. – Jane falou cruzando os braços encarando a filha que revirou os olhos.

–Você não está entendendo, eu não posso, eu faço parte da equipe e eles contam comigo, eu não vou ficar aqui escondida enquanto o mundo pega fogo. – Bárbara falou e Erick apenas sorriu.

–Eu apoio ás palavras dela, não é certo, nós temos poderes, não podemos nos esconder do mundo, temos que ajuda-lo. – Erick falou e Bárbara ergueu a mão para que o mesmo batesse nela, eles estavam juntos, eram um time e seria assim sempre.

Do outro lado Sharon tentava arrumar o cabelo de Vicky que teimava em ser tão liso que nenhuma presilha queria parar.

–Isso é um crime, eu não consigo enfeitar a minha filha. – Disse Sharon enquanto Jeremy que permanecia ao lado delas sorriu.

–Eu não entendo o, porque disso, odeio esse tipo de enfeite, é tão bleeeé. – Disse Vicky fazendo careta enquanto Sharon revirava os olhos.

–Na minha opinião senhora, Vicky não precisa de nada para deixa-la bonita, ela já é bela o suficiente pra mim. – O rapaz falou beijando a mão da jovem que corou instantaneamente enquanto Steve se aproximava com a expressão emburrada.

–Você sempre sabe o que dizer. – Vicky falou sorrindo para o rapaz e ignorando a expressão do pai.

–Nós vamos superar todos os problemas, eu sei disso. – Jeremy sorriu para a jovem que sabia que podia crer em suas palavras.

–Eu não gosto dele. – Disse emburrado para Sharon que riu.

–Não seja bobo, ele é a sua cara, será perfeito para ela e outra coisa, você adora esse rapaz tanto quanto eu. – Sharon beijou o marido que sorriu, era verdade, durante todos esses meses que se passaram ele teve a oportunidade de aprender a admirar Jeremy e todas as suas habilidades, o rapaz tinha um bom coração e isso era indispensável na opinião dele.

Na mesa ao lado Howard via suas ultimas mensagens no celular, ele havia sido convidado para vários eventos durante o mês, mas em respeito ao seu luto não compareceu em nenhum, assim como Tony e todos os outros, por isso a imprensa estava focada nessa história, eles queriam a presença dos Starks em qualquer coisa para poder tirar suas conclusões e fazer suas perguntas abusivas.

–Nós devíamos estar na Academia para receber os jovens e não aqui. – Tony falou para Bruce que apenas sorriu para o amigo.

–Acho que estamos exatamente onde devíamos estar, Scott e Emma já estão na Academia e devem estar controlando toda a situação, não precisa se preocupar. – Bruce falou tranqüilo enquanto Andressa fazia uma trança lateral nos cabelos de Ângela, as duas pareciam se dar bem e isso tinha deixado Ororo muito feliz, ela tinha medo que a rebeldia da filha atrapalhasse seu relacionamento.

–Para um cara nervoso você é muito calmo. – Ororo falou fazendo Tony rir.

–Eu ia fazer essa piada. – Tony falou olhando para Meg e Howard, ele estava feliz que os dois tinham se entendido e que no fim Pepper também havia aceitado sem maiores problemas a existência da jovem.

–Será que vamos ter um professor novo? – Andressa perguntou para Ângela que deu de ombros sem saber o que dizer.

–Eu não sei, talvez haja um novo professor, mas sinceramente não posso ficar eufórica com isso, eu gostava muito do Richard, ele era sensível e gentil, mas depois... – Ângela tinha uma grande tristeza em relação ao homem que foi um dos seus primeiros interesses desde que começou a viver na Academia com os outros, ela sentia falta dele, das conversas e das poesias, mas não se sentia mais sozinha.

–Ei, está tudo bem. – Howard falou se aproximando das meninas e dando um beijo em Ângela. – Eu estou aqui agora, posso até não entender nada de poesia, mas estou aqui, nós vamos ficar bem juntos. – O rapaz falou sorrindo de uma forma que fez Ângela acreditar profundamente, assim como todos os que estavam por perto.

–Caramba, eu não sabia que meu irmãozinho era tão romântico. – Megan falou enquanto registrava o numero de Pepper no celular, a mulher fez questão que ela tivesse o contato de todas as pessoas da família.

–Se eu não visse com meus próprios olhos diria que estou sentado na mesa errada, essa família não pode ser a Stark. – Jackson falou rindo, ele tinha pouca coisa pessoal, basicamente uma mochila leve, nada demais, também não tinha ninguém para estar ali por ele, mas agora fazia parte de uma família, querendo ou não era um deles.

–Se continuar com as gracinhas vou ser obrigado a colocar uma bomba no seu quarto. – Howard falou olhando para o rapaz que sorriu.

–Eu ainda não entendi porque toda essa hostilidade comigo. – Jackson riu erguendo os braços em sinal defensivo enquanto Andressa o encarou incrédula.

–Bom, temos uma lista, só o que eu sei dá um livro, você implica com ele desde sempre, foi responsável pela destruição da Academia, quase matou nossos amigos, matou algumas pessoas, já deu em cima da namorada dele e atualmente está pegando a irmã, será que eu preciso continuar? – Andressa encarou o rapaz que apesar de tudo aquilo apenas riu alegre.

Perto dali Nicholas checava todas as musicas novas que havia conseguido com Andrew e Mason, ele queria ter algo que o animasse nas aulas consideradas “chatas” por ele, Natasha olhava a mochila de roupas enquanto Clint fazia alguns ajustes no arco novo do filho, enquanto Nick via as musicas não percebeu alguém se aproximando, a única coisa que conseguiu foi sentir uma mão muito pesada apertar o seu ombro, quando ele olhou para trás sentiu um frio no estomago, Sophie permanecia parada com um grande sorriso segurando a mão de seu pai, Colossus.

–Nick, eu queria te apresentar a minha família, esse ultimo mês foi tão corrido para eles que não tivemos nenhuma oportunidade, mas é claro que antes de voltar para a Academia isso precisava acontecer. – Sophie sorriu para o rapaz que passou a mão nos cabelos de forma tímida, durante o ultimo mês que eles viveram no Instituto as coisas foram muito tensas para todos, os jovens ainda estavam abalados e precisando se recuperar, e os mais velhos estavam travando uma batalha contra o governo, muitos estavam culpando os mutantes por tudo o que havia acontecido, então eles se dividiram em duplas para cobrir o maior numero de delegações, Kitty e Collossus ficaram responsáveis pela delegação da Rússia e passaram a maior parte do tempo com o embaixador do local.

–É, bem, é um prazer. – Ele estendeu a mão para o homem que parecia muito sério, mas que abriu um largo sorriso enquanto apertava ao máximo a mão de Nick.

–Quer parar com isso Peter, vai quebrar o braço do rapaz, eu sou Katherine Pryde, mas pode me chamar de Kitty como todo mundo, eu já conheço seus pais, e nós já vimos muitos coisas sobre você, fico feliz que esteja se dando bem com nossa filha. – Kitty falou sorrindo lançando um thauzinho para Natasha e Clint que sorriram pensando na situação do filho, era mesmo muito cômico.

–E é melhor cuidar muito bem dela nas missões, ou a conversa vai ser comigo. – Colossus deu um passo para frente que só afirmou o que estava falando, Nick podia jurar que o chão havia tremido.

–Sim, si-sim senhor, eu vou fazer o melhor. – Nick falou tentando não parecer muito assustado, mas era algo difícil no momento.

–Não se preocupe meu chapa, meu filho aprendeu a ser um grande homem, e eu fico feliz que ele esteja namorando a Sophie, ela tem muito potencial, nós podíamos sair para jantar, todos nós como uma família, o que acha? – Disse Clint abraçando o filho, Peter sorriu, gostava do Arqueiro, sabia que era um bom homem e por um momento gostou da idéia de participar mais da vida da filha.

–Vamos adorar. – Ele disse olhando para Kitty que sorriu dando um beijo no marido, Nick olhou para o pai e sussurrou um “obrigado”, e Sophie foi ajudar Natasha a colocar tudo o que Nick havia esquecido de levar.

Do lado de fora já guardando as malas no grande ônibus parado ao lado de outros seis veículos iguais Edward e Anne pareciam mais confiantes agora, Pietro estava conversando com Vanda em um espaço um pouco mais separado, a mulher não se envolvia muito, mas depois de todos os acontecimentos ela achou necessário se fazer presente.

–Você acha que minha mãe vai participar mais agora? – Edward perguntou para Anne enquanto um grupo de jovens passou correndo entre eles.

–Acho que se ela for esperta vai sim, agora minha mãe nem ao menos veio, algumas coisas não mudam. – Anne respirou fundo pensando em como seria bom ter o amor de sua mãe.

–Vai dar tudo certo. – Edward abraçou Anne que sorriu, logo em seguida chegou Stefan com Seth, ambos discutindo sobre como seria a nova sala de treinamento.

–Qual o problema de vocês? – Anne perguntou rindo.

–Não temos pais, por isso estamos livres para sermos nós mesmos sem precisar nos preocupar com as aparências. – Disse Stefan beijando Anne que riu.

–Então você é o famoso Stefan. – Disse Pietro um pouco mais alto que o necessário, Vanda já havia partido com seu jeito frio de ser, mas Edward já se sentia melhor, só por tê-la visto ali. –Soube que você é um assassino profissional, filho de seguidores da Hidra e que ainda possui o soro do super soldado no corpo. – Pietro fez uma pausa encarando o rapaz que parecia preocupado. – Gosto disso garoto, sabe, na nossa família ter problemas no passado faz parte da construção de um novo caráter, isso é para poucos. – Pietro apertou a mão do rapaz que respirou aliviado.

–Minha mãe disse alguma coisa? – Edward perguntou ao tio.

–Ela ama você, só não consegue viver entre as pessoas por muito tempo, ela é muito poderosa e o que seu avô fez a você e ao seu pai ela nunca vai perdoar, por isso tem medo de perder o controle e por a todos em perigo, ela só espera que você entenda isso. – Pietro falou colocando a mão sobre o ombro do rapaz que se emocionou.

Seth permaneceu em silencio por um minuto enquanto olhava todas as famílias se aproximando para se despedir, estava quase tudo pronto, ele apenas permanecia ali

olhando para todos, sentindo a falta de uma família.

–Ei você ai, onde pensa que vai? – Natasha falou sorrindo enquanto se aproximava com um kit de primeiros socorros.

–Pra que isso? – Seth perguntou meio confuso.

–É para você nunca esquecer que ainda é humano e que pode se machucar, e que sempre vai ter alguém que se preocupa com você. – Natasha falou sorrindo discreta enquanto o rapaz parecia muito feliz com o presente.

–Não precisava.

–Claro que precisa, eu não deixaria um filho sair de casa sem um desses, mesmo que todos achem que eu não nasci para ser mãe. – Natasha falou sorrindo tentando não se emocionar.

–Pode crer, ela não deixa mesmo. – Falou Nick passando pelos dois e mostrando o seu kit também.

–Sabe, eu acho que você é uma excelente mãe. – Seth abraçou a ruiva que ficou feliz por nunca se esquecer dele.

Lauren olhava para o filho com grande orgulho, enquanto tentava arrumar os cabelos do rapaz que estavam sempre fora dos eixos.

–Mãe, quer parar com isso, o pessoal já está guardando as coisas nos ônibus. – Disse Andrew bagunçando seus cabelos novamente.

–Nós estamos muito orgulhosos de você filho, mas estamos ainda mais preocupados. – Daniel, o pai de Andrew falou enquanto olhava ao redor para ver todas aquelas famílias. – Estamos com medo do que realmente pode acontecer a partir de agora.

–Eu sei, tudo parece confuso e perigoso, eu estou com medo também, mas não vou desistir, a luta só começou e eu faço parte desse grupo. – Andrew lançou seu melhor sorriso para o casal que estava dividido entre a emoção e o medo.

–Não se preocupem, o filho de vocês já tem um futuro garantido no meu grupo de pesquisas. – Disse Bruce se aproximando com Ângela enquanto Ororo sorria para o casal levando Andressa para o ônibus, a jovem queria se despedir de Gambit, mas era obvio que ele não iria aparecer, as coisas tinham sido daquela forma durante todo o mês que viveram no Instituto.

–Nosso filho é muito inteligente. – Lauren falou sorrindo e abraçando o filho que respirou fundo, a mãe era muito emotiva.

–Ele é brilhante, a SHIELD também está interessada nas pesquisas dele sobre melhorias nas armas dos Vingadores, as dicas do Andrew para o arco de Nick foram ótimas. – Bruce sorriu animado para o rapaz, sempre que tinha ciência envolvida no assunto ele ficava assim.

–Nós contamos com o senhor para proteger o nosso garoto. – Daniel falou estendendo a mão para Bruce que sorriu.

–Eu vou fazer o melhor possível para proteger a todos. – Bruce estava feliz por conhecer melhor os pais de quase todos os jovens, ver que havia muito amor ali, só ele sabia o quanto aquilo era importante.

Layane pegava suas coisas com calma e colocava no ônibus onde Renata iria, ela via a amiga se despedindo dos pais perto dali e sentia um aperto no coração doloroso, ela sabia que seu pai era um homem muito ocupado, e por mais que as coisas entre eles estivesse consideravelmente normais, ainda sim, ele não poderia abandonar as empresas na Europa para saber como as coisas estavam, Klaus era um homem importante demais, demais até para ela.

O ultimo mês tinha sido difícil para todos, não houve um descanso na verdade, apenas entrevistas e mais entrevistas dos vingadores para a mídia, os responsáveis pelo Instituto também foram obrigados a responder varias ameaças que lhes foram feitas e muitos jovens abandonaram a Academia sem dizer nada, seus pais estavam com medo, isso era um fato.

–Se sentindo abandonada? – Uma voz fez a jovem quase derrubar a bolsa, era Mason com um sorriso simpático e um olhar animado.

–Claro que não, e você? – Layane perguntou já que Hill não estava presente. –Eu não vi sua mãe nem os outros da SHIELD, eu imaginei que eles estariam ocupados com os problemas causados por aquele monstro. – Layane falou pensando no Ceifador e seus olhos se encheram de raiva.

–Eu estou na SHIELD desde que nasci, já aprendi a entender como as coisas funcionam para os meus pais, é complicado sabe, mas depois que você vive como eles entende as suas limitações, eu não tenho duvidas do amor da minha mãe ou do meu pai, eu sei que eles apenas não podem divulgar muito isso. – Mason riu passando a mão pelos cabelos bagunçando ainda mais, aquilo fez Layane admirar o rapaz um pouco mais, aquela auto confiança, aquela força.

–Você deve amá-los muito. – Ela disse pensativa, queria que seu pai ao menos ligasse.

–Sim, e não se preocupe, seu pai também te ama. – Mason sorriu no momento em que o celular da jovem tocou, ela viu surpresa o numero privado do pai. – Deixa que eu termino de guardar isso. – Disse Mason pegando as coisas dela enquanto a jovem atendia ao telefone.

–Pai? – Disse Layane feliz.

–Pensou que eu não iria ligar? Eu estou no Japão agora, deve ser de manhã ai, mas as coisas já estão escuras desse lado do mundo. – Klaus falou rindo para a filha que nem podia acreditar naquela ligação.

–Obrigada por ligar. – Disse tímida.

–Você tem passado por muitas coisas difíceis, eu seria um péssimo pai se não desse o apoio que você precisa, eu só sinto por não poder estar ai com você. – O homem parecia sincero e aquilo deixou Layane feliz, ela nunca mais se sentiria sozinha.

Renata olhou feliz para a amiga que sorria com a ligação do pai, Mason estava ajudando á mesma com as malas e aquilo fez Renata imaginar que talvez houvesse mesmo um sentimento nascendo ali.

–São seus amigos querida? – Disse Melissa que estava fechando o ultimo zíper da mala.

–São sim mãe, nós estivemos juntos em situações muito complicadas. – Renata falou rindo.

–E onde está o seu namorado, você disse que iria apresentá-lo para nós hoje, por mim eu teria vindo aqui antes. – Simon, o pai de Renata falou sério olhando ao redor procurando o rapaz.

–Eu sei pai, o problema é que as coisas aqui não foram fáceis, todos estavam enfrentando o luto, até as visitas foram reguladas, eu tive medo de colocar vocês em uma situação ruim. – Renata falou respirando fundo e pensando no quanto aquele mês havia sido estranho.

–Tudo bem querida, nós entendemos. – Melissa sorriu para a filha que viu Erick se aproximando com Bárbara e suas mães, ela fez um sinal para ele que foi correndo até eles.

–Bom dia para vocês. – Erick falou com seu grande sorriso.

–Você é o namorado da Renata? – Simon perguntou firme.

–Sou sim, e o senhor é o pai, é um prazer conhece-lo. – Erick parecia sério e formal, Renata ficou admirada com a postura adulta do rapaz.

–Qual o seu poder? – Simon perguntou surpreendendo Renata que não esperava isso.

–O gelo por assim dizer. – Erick falou com cautela, não queria falar sobre sua ligação com Loki assim logo no inicio.

–Isso já é um começo então. – Simon falou com um sorriso no rosto puxando a filha lateralmente. – Quando alguma coisa for incendiada você pode resolver. – Simon riu fazendo Renata revirar os olhos e Erick gargalhar, ele não imaginava que o pai dela fosse ser tão simpático.

Todos já estavam em seus lugares, os pais estavam se despedindo para o momento em que os ônibus partiriam levando seus filhos mais uma vez para a Academia, a manhã ainda mantinha o calor do Outono, mas pouco a pouco isso daria lugar ao inverno já que o mês de Outubro havia chegado.

–Você está bem? – Lacey perguntou para Gery que respirou fundo enquanto dava seu ultimo trago no cigarro.

–Eu não sei ainda, todos parecem ter superado, mas Nate e Charlie eram meus amigos, não consigo aceitar que as coisas ficaram assim. – Gery puxou sua corrente de metal do pescoço, sentia como se aquilo o sufocasse.

–Eu sinto muito, todos nós ainda estamos chateados sim, mas o luto não pode ser eterno, ao menos tudo foi resolvido e agora podemos voltar para a Academia, isso vai ser um novo começo para todos. – Lacey sorriu pegando uma bala e entregando outra para o rapaz.

–Onde está seu pai? – Gery perguntou para a jovem que apenas sorriu fraco.

–Eu liguei para ele, minha mãe, bem, eu não sei se você sabe, mas minha mãe é a Mística, quando eu disse não para as intenções dela fiquei com medo que meu pai pagasse por isso, então nós só nos vemos em lugares reservados, e acho que traze-lo para essa confusão não seria uma boa idéia. – Lacey finalizou sentindo o gosto da bala.

–Você é mesmo uma boa pessoa, prefere ficar sozinha do que colocar seu pai em risco. – Gery falou sorrindo para a ruiva que corou.

–Ela não está sozinha. – Disse uma voz grave vinda de trás dos dois fazendo Gery se surpreender. – Nem você está. – Logan surgiu e deu um abraço no filho que emocionou Lacey ainda mais.

–Logan eu pensei que....

–Está tudo bem Lacey, eu só não podia deixar de vir, precisava ter certeza de que tudo daria certo. – Logan falou sorrindo para o filho que também parecia muito emocionado, nesse ultimo mês que se passou Logan permaneceu a maior parte do tempo refletindo no cemitério.

Tony foi a frente ficando numa espécie de palco improvisado, assim como Bruce, Ororo, Natasha, Clint e Steve, eles estavam com vários papeis em mãos e quando todos os jovens se reuniram eles pediram para que filas fossem formadas e assim de modo organizado cada aluno pegava seu papel e seguia para o ônibus, no mesmo estava escrito.

Corpo Docente da Academia Jovens Promissores

Scott Summers (Diretor)

Tony Stark (Vice Diretor) A pedido do Governador devido a atitude rápida para solucionar os problemas.

Logan (Condicionamento Físico)

Emma Frost (Habilidades Especiais)

Natasha Romanoff (Tipos de Lutas)

Clint Barton (Armamento)

Ororo Munroe (Literatura)

Bruce Banner (Química)

Steve Rogers (Sociologia e trabalhos em grupo)

Phillip Coulson (Espionagem) A pedido do diretor Fury para preparar os jovens diante de um ataque surpresa ou coisas do tipo.

Michael Fox (Disfarce e uso de recursos) A pedido do diretor Fury devido os últimos acontecimentos.

Todos ficaram curiosos com o ultimo nome, já que todos os outros professores ainda eram os mesmos.

–Para quem ficou curioso, só posso dizer que Michael vai ensinar a vocês o lado positivo de ser um espião, enquanto Coulson vai destruir suas mentes, Mike provavelmente vai levá-los a muitas viagens e exercícios em campo, tenho certeza de que todos vão amá-lo. – Tony falou de forma entediada, era obvio que ele conhecia Michael Fox e que devia ter algum tipo de problema com o homem.

–Se vocês olharem na segunda folha vão ver qual o quarto que vão ficar e o nome da pessoa que vai dividi-lo com você. – Bruce falou de forma tímida e no mesmo momento todos viraram as folhas juntos o que fez um grande barulho de papel.

Alojamento do Setor Feminino

Quarto A

Bárbara Frost – Victória Carter Rogers

Quarto B

Anne Maximoff – Sophie Pryde Rasputin

Quarto C

Renata Castellamary – Layane Marry Mikaelson

Quarto D

Ângela Banner – Lacey Anne Darkholme

Quarto E

Andressa Munroe – Theodora Eleonor Brigton Cromwell Xavier

Quarto F

Megan Stark

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Alojamento do Setor Masculino

Quarto A

Edward Wetler – Jeremy Singer

Quarto B

John Salvatore – Stefan Malfoy

Quarto C

Mason Hill Gordon – Jackson Wilson

Quarto D

Nicholas Romanoff Barton – Erick Lewis

Quarto E

Andrew Swanson – Howard Stark

Quarto F

Gerard Mustan Howlett – Seth Grey Strange Rasputin

Bárbara ficou muito feliz por ver que sua parceira de quarto era Vicky, as duas sempre se deram muito bem e isso iria facilitar muito as coisas, principalmente agora com tantos problemas acontecendo.

–Você vai ficar bem voltando? – John perguntou para a jovem que sorriu positiva, ela sabia sobre o que ele estava perguntando.

–É estranho, Kate era minha colega de quarto antes, eu ainda não sei como vai ser, mas preciso seguir em frente. – Disse a jovem sorrindo.

Ângela olhava para o papel onde o nome de Lacey aparecia do lado do seu, isso a deixou animada, Lacey parecia uma ótima pessoa e ela sorriu, mas também sentiu um vazio com aquele pensamento, afinal Charlie era sua colega de quarto.

–As coisas deviam ser mais simples. – Ângela falou olhando para Howard que segurou firme sua mão.

–Infelizmente nada é simples para nós. – Howard sentia não só a falta de Charlie como de Nate também, ele se lembrou das suas conversas no inicio do ano enquanto fumavam do lado de fora.

–Espero que todos estejam prontos, porque ainda temos um ano letivo para concluir e não quero saber de moleza. – Disse Clint para todos os alunos que gritaram motivados naquele momento, mais uma vez eles iriam tentar, porque a desistência não era uma opção.

{...}

Academia Jovens Promissores – New York

Do lado de fora da Academia vários jornalistas esperavam o tão desejado momento, a hora em que os jovens voltariam para a academia, todas as emissoras estavam ali, claro que muitos só estavam aguardando cenas elaboradas como do inicio do ano, quando Howard Stark chegou usando uma das armaduras do pai, era algo assim que costumava vender revistas, mas muitos dos homens e mulheres ali presentes estavam ansiosos para ver alguma coisa fora do padrão, alguma coisa errada.

“-O Governo vai apoiar a iniciativa de Tony Stark desde que seus jovens não sejam considerados um risco as pessoas de bem desse país, meu dever é garantir que todos possam viver em harmonia e segurança e é exatamente o que farei.” – Disse o Presidente em uma entrevista para o New York Times.

“-Como General estou sempre um passo a frente do que pode ser considerado perigoso e não vou descartar a possibilidade daqueles jovens se tornarem um perigo, mas eu fui pessoalmente lá, no início do ano e posso afirmar que Tony e todos os outros Vingadores, assim como os professores do Instituto estão fazendo o seu melhor para manter o lugar controlado e seguro, e seus jovens são um exemplo para todos nós.” – Foram as palavras do General Jonathan Jackson para o mesmo jornal em uma tentativa de tranqüilizar as pessoas e mostrar que tudo estava sobre controle.

Muitas especulações estavam sendo feitas desde o primeiro ataque que levou a destruição da Academia, depois com o atentado a vida de Richard Coulson as coisas só pioraram, por fim veio o envolvimento de David Jones, um homem da alta sociedade de New York e com ele uma série de eventos destrutivos, o que causou medo, caos e pânico em todo o globo.

Emma parecia preocupada, para não ficar muito ao alcance dos repórteres ela preferiu ficar até o ultimo minuto na sala dos professores, um lugar que sempre a agradou ali, mas que agora sem Richard as coisas ficariam mais tensas, ela cruzou os braços e encarou Michael mais uma vez, o homem de terno caro e olhar discreto parecia debochar de alguma forma sobre a situação, claro que isso era bem típico dele, Michael era um homem de aparência sedutora e inteligência para usar isso com sabedoria, ele era o tipo de agente que a SHIELD mataria para ter.

–Não entendo o, porquê de estar aqui, sinceramente falando. – Emma disse por fim enquanto o homem apenas lançou um sorriso sedutor.

–Eu só quero fazer algo útil da minha carreira, não pense que estou aqui por caridade, ou porque me simpatizo com a causa mutante, eu estou aqui apenas por interesses pessoais e isso não vai mudar. – O homem falou sorrindo e por um breve momento Emma percebeu que conhecia Michael á muito tempo.

–Você não devia se culpar pelo que aconteceu a sua irmã. – Emma falou se aproximando, Michael Fox era inteligente, desde sua juventude estudou nas melhores universidades do mundo, conheceu Tony Stark e se tornou um de seus maiores rivais em questão de inteligência, entrou para a SHIELD ainda com 17 anos, foi um dos primeiros a sair da ILHA no seu treinamento, conseguia se misturar entre as pessoas com facilidade, mas o seu talento maior não era apenas o disfarce, era a morte, ele era um assassino profissional usado pela SHIELD sempre que a coisa ficava feia, ele era um dos melhores e por isso sempre teve inimigos á altura, sua irmã, Carmen Fox foi uma das vitimas dessa reputação.

–E você não devia chegar tão perto. – Michael falou encarando Emma que não se sentiu ameaçada, ela apenas colocou a mão no ombro do homem e o olhou com tristeza.

–Está tudo bem aqui? – Scott perguntou se aproximando com uma de suas piores expressões, Emma assentiu positiva e Michael apenas se afastou indo em direção á janela.

–Só estávamos falando sobre os interesses de Michael nesses jovens. – Emma falou puxando Scott pelo braço que não parecia muito feliz.

–Espero que o interesse dele permaneça focado no ensino deles. – Scott falou lançando um último olhar por cima do ombro para o homem que parecia perdido em seus próprios pensamentos.

–Dê um desconto a ele, você sabe o que ele realmente vai ensinar não é? – Emma falou apreensiva, ela já havia conversado com Charles a respeito, assim como também havia falado com Fury, mas todos acreditavam que aquilo era importante, principalmente depois de todos os acontecimentos.

–Eu estou preocupado com isso, claro que nós já temos assassinos entre nós, mas não creio que seja de bom tom colocar isso no currículo dos alunos. – Scott falou se preocupando com cada jovem que não era a favor daquele tipo de coisa.

–Só espero que nada de ruim aconteça, eu estou mesmo preocupada, a mídia já anda no nosso pé, se algo de ruim acontecer nem quero pensar no que dirão. – Emma olhou pela janela do corredor principal onde se encontrava, ela e Scott viram a multidão de jornalistas que estavam esperando a chegada dos ônibus com os jovens alunos mais uma vez.

–Vamos enfrentar isso juntos. – Scott falou segurando a mão da mulher que sorriu para ele. –Nós somos capazes disso, eu sei. – Scott não iria permitir que nada de ruim acontecesse nessa segunda chance.

–Vamos sim. – Disse Emma beijando o rosto do homem. –Desta vez as coisas serão um pouco mais complicadas, eu tenho certeza, mas vamos precisar nos esforçar para mostrar ao mundo que somos capazes.

–Agora vamos, eles estão quase chegando, precisamos estar prontos para tudo. – Scott falou passando a mão no cabelo e aquilo fez Emma rir, talvez a presença de Michael não fosse tão perigosa afinal.

Notas finais
E ai, o que vocês acham que o Michael vai aprontar nessa academia? Gostaram da entrada dele ou não? Me digam tudo e não escondam nada.