Academia De Fadas
40 Capítulo 40 — Natal de amor (Especial Casais)
Notas iniciais
Capitulo 40 — Natal de Amor
Lucy
Meu coração está tão acelerado que me pergunto se é saudável continuar com isso. Será que felicidade pode ser medida com batidas do coração? Não consigo nem me expressar com palavras suficientes para descrever o que está acontecendo. Só posso dizer que é tão errado eu querer ser beijada por ele que parece quase certo. A grande contradição dentro de mim não cessa, mesmo assim... seu beijo é tão caloroso que me domina.
Estava quase esquecendo qual era o sabor de seus lábios e me pergunto como consegui me vedar disso. Natsu passa sua mão por minhas costas e me puxa para perto de si. Nossas línguas se entrelaçam, e inconscientemente passo minhas mãos por ele também. Meu corpo não me obedece mais. Meus sentimentos estão no comando e como me odeio por eles serem todos dele. Nos separamos apenas para nos olhar, nossas cabeça se encostam, minha respiração está acelerada e me sinto arfar com essa loucura.
— Lucy... — sua mão acaricia meu rosto — Eu amo você.
Seu olhar profundo e intenso, mesmo nessa escuridão posso vê-lo. Meu coração quer sair de mim ao ouvir essa frase e toda minha mente parece nublada. Então erroneamente segui meus sentimentos guardado dentro de mim a mil chaves.
— Eu também... — começo a falar pausadamente, sentindo o pesar dessa frase sobre meus ombros e sobre meu coração. Não posso dizer isso, é como contrariar grande parte de mim e...
Natsu põe um dedo sobre meus lábios, me fazendo voltar novamente para seus olhos e ao contrário do que imagino, ele está sorrindo.
— Não se force a isso — falou calmamente — Gosto dessa sensação de pensar que talvez você me corresponda.
Fico paralisada diante suas palavras e de seu sorriso bobo. Começo a sorrir sem pensar. Natsu se aproxima novamente e sela nossos lábios mais uma vez. Depois ficamos um longo tempo olhando para aquele céu, que nos iluminava.
―×―
Gajeel
Natal, que data ridícula. Tudo o que vemos nesse dia são casais abraçados e as lojas faturando muito com presentes. Felizmente esse ano tenho um propósito maior, pois vou passar essa data com a baixinha, e infelizmente vou ser um desses idiotas que compram presentes e deixam as lojas faturarem. Eu realmente pensei em qualquer lembrancinha, mas daí inutilmente fui perguntar para as garotas, e sério, não se pode confiar nelas.
Flashback on
Como sempre, todo o grupo de garotas estava reunido. Elas andam como se fosse uma manada. Falta apenas algumas semanas para acabar o segundo ano, então eu não teria outras oportunidades. Aproximei-me, aproveitando que a baixinha foi ao banheiro. Hesitei em cada passo, mas a verdade é que eu preciso de ajuda. Por mais que eu nunca precise da ajuda de ninguém, dessa vez a coisa era séria.
— Oe... — murmurei perto delas e no mesmo segundo todas me encararam como um macaco fora da cela.
— Fala Gajeel — Erza cumprimenta e todas ficam à espera da minha próxima fala.
— Eto... hm... — começo dizendo, aquilo era muito embaraçoso. Odeio essas coisas.
— Que foi Gajeel? Fala logo! — Cana pressionou-me.
— Juvia está curiosa! — Juvia empolgou-se.
— Ahn... queria... er... — tento dizer sem graça, enquanto todas me olhavam com expectativa. Expectativa! Má ideia ter feito isso. Onde estava com a cabeça? — pre... presente... Le...le..Levy... Na...natal.
— Quê? — Lucy indagou arqueando as sobrancelhas assim como as outras.
Todas começaram a discutir entre elas sobre o que eu estava falando. Fala sério. Elas falam muito alto.
— Acho que ele quer ideias de presentes — Erza disse e eu congelei.
— Ownnn, que fofo Gajeel!
— Awn, que romântico!
— Juvia também gostaria de ganhar presentes!
— Ai que meigo!
As garotas começaram a dizer, deixando as coisas mais embaraçosas ainda. Saco. Todas cheias de frufrus e pareciam sair flores de suas expressões. O que diabos estou fazendo aqui?
— Querem parar? Quer saber, deixa pra lá — falei dando de ombros e me retirando, até sentir uma mão no meu ombro.
— Agora você vai escutar! — Erza disse com os olhos brilhando, eram assustadores.
E por um bom tempo fiquei escutando MILHARES de ideias, tudo muito frufru e eca. Elas falavam todas ao mesmo tempo, não estava entendendo nada. Como elas conseguem se comunicar desse jeito? Má ideia, má ideia.
Flashback off
Mesmo depois de toda aquela conversa desagradável, estou aqui vagando pela cidade, procurando a droga do presente. Não faço a mínima ideia do que comprar e as garotas deram diversas, DIVERSAS, opções. Isso é tão chato. Será que se eu aparecer sem nada ela vai se chatear? Então me deparo com uma loja e tive uma ideia. Sou um gênio.
―×―
Levy
Natal! Que lindo dia, que bela data! Eu adoro essa data! Dá para ver diversos casais felizes, famílias reunidas, muito amor pelo ar. E bom, esse é meu primeiro natal com Gajeel e combinamos de sair. Estou super ansiosa. Ainda estou terminando o seu presente, como está frio, comprei linha para fazer um gorro para ele, espero que ele goste. Dou o último ponto e prontinho! Embrulho com cuidado, escrevo em um papelzinho “Feliz Natal ♥” e coloco junto ao presente. Olho orgulhosa para o meu trabalho.
Será que vou ganhar algo? Não que eu espere muita coisa dele. Suspiro. Acho que ele nem liga para essas datas. Tudo bem, gosto de dar presentes, mesmo que não receba nada em troca. Vou para o banho, coloco um vestido vermelho de veludo e coloco um casaco por cima. Hora de sair. Pego o presente e vou andando até o lugar que combinamos. Talvez possamos ver um filme hoje.
Chegando a pracinha que tínhamos combinado, me surpreendo ao vê-lo já ali me esperando, ainda faltavam 10 minutos, que pontual. Ele nunca é pontual! Aproximo-me sorrindo até ele me notar, estava sentado em um banquinho, parece nervoso, mas esboça um sorriso.
— Oi Gaj — digo animada.
— Já falei para não me chamar desse jeito, é gay — responde mau humorado.
— É mais fácil — ignoro seu aborrecimento e o abraço, ele se espanta, mas retribui passando seus braços fortes por mim — Feliz Natal Gaj — digo e assim que me afasto lhe estendo o presente.
Ele olha surpreso, pega de minhas mãos e abre o embrulho. Olho com expectativa para sua reação. Ele olha para o gorro e sorri.
— Obrigado baixinha, você quem fez?
— Foi, você gostou? Diz a verdade — pergunto um pouco aflita.
— Adorei — ele me olhou e sorriu, sorri de volta. — Te comprei algo também. — disse meio sério.
Ele me comprou um presente? Não pode ser verdade. Deve ser uma brincadeira de mau gosto.
— Sério? — pergunto pasma.
— Sim... deu um pouco de trabalho — ele fala sem graça — Levy... — me olhou sério e agitado ao mesmo tempo.
— Oi? — falei o olhando, ele ainda estava sentado na minha frente. Começou a mexer em seu bolso.
Sinto meu coração começar a disparar.
— Você... — seu rosto estava corado, e meu coração acelerou ainda mais quando vejo ele tirar uma caixinha de seu bolso. Ai Kami-sama! Sentia meus olhos brilharem — quer namorar comigo? — disse abrindo a caixinha meio desajeitado.
Diante de meus olhos vejo o anel mais lindo, delicado e maravilhoso da minha vida. Ele é simples e tem uma pedrinha no meio. Comecei a sorrir, sem reação. Apenas fiquei olhando para aquele pequeno e singelo objeto. Estou espantada e feliz, isso é possível?
— Ahn... olha se você não quiser, não precisa não e tal, tô até pensando que talvez seja brincadei... — ele começou a dizer sem graça. Então pulei nele, e o beijei, afinal, o amor está no ar.
―×―
Erza
Natal, uma data tão cheia de significados, e tudo o que significa para mim hoje é ficar no dormitório lendo livros e esperando essa data passar. Não que eu não goste de Natal, adoro ver tudo enfeitado com árvores, luzes, e bonecos, mas sempre quis que fosse mais especial que isso, mas acho que não vai acontecer. Suspiro. Todas as garotas saíram, pelo menos ano passado algumas das garotas e eu ficamos aqui e comemoramos juntas, mas esse ano todas tiveram compromissos mais interessantes do que ficar aqui.
Talvez esse meu jeito bruto as assuste, tenho que melhorar isso. Mas sempre tenho que ser dura comigo mesma, nem gosto de demonstrar aos outros, minhas fraquezas. Não quero preocupar ninguém. Viro mais uma página do livro. Volto a olhar para o teto. Que chato e que triste, estar aqui sozinha nesse dormitório enorme no Natal...
Escuto algo bater na janela.
O quê? Se for aquela molecada que veio apenas para dar em cima das garotas ano passado, eles vão se arrepender por isso. Vou andando até a janela e não vejo nada. Estou ficando louca? Suspiro novamente e me viro.
— Kyaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa! — grito ao ver alguém que bato sem pensar.
— Ai, ai, ai Erza, calma sou eu — Jellal se defende de mais socos meus.
— J-Jellal — digo sem graça e totalmente constrangida — Desculpa, eu pensei que fosse... Ai Kami-sama, te machuquei? — pergunto preocupada.
— Tudo bem, não se preocupe, deveria saber que não se pode brincar com você — ele riu. Fiquei corada, aliás o que ele estaria fazendo aqui? E nossa, estamos sozinhos! Pensamentos nada inocentes passam por minha mente. Acorda Erza! — Erza — ele disse se aproximando mais até me encurralar contra a janela.
— O-oi?
— Desculpe, não queria te assustar. Pensei em fazer uma surpresa na verdade — começou a falar e me senti ainda pior — Acho que não deu certo.
— Bom, foi uma surpresa e tanto — digo, sorrindo — Quero dizer, eu não queria te machucar — repreendo-me mentalmente por isso.
Ele sorri para mim também e depois começou a rir. Não entendi, então forcei uma risada.
— Sabe, eu sempre te admirei — passa a falar, voltando a olhar para mim. Meu corpo congela com sua frase, sua fala mansa e seu olhar carinhoso — O jeito como você encara as coisas e luta pelo o que acredita. Você não mudou tanto assim.
— E-e-eu... — gaguejo sem saber exatamente o que falar.
— E... — volta a falar, encarando o chão e depois voltando para mim — Meus sentimentos também não mudaram.
Olho para ele, tentando compreender sua pequena frase. Seu rosto está levemente corado, mas com uma determinação que só me lembro de ter visto... quando era criança, quando ele me fez levantar a cabeça e lutar. Ele aproxima seu rosto do meu, me fazendo tremer.
— Acho que temos uma segunda chance então — sussurro, sentindo meu coração acelerar incansavelmente.
Ele sorri e se aproxima ainda mais. Inclino a cabeça em sua direção, até seus lábios encostarem nos meus. Sinto um choque percorrer todo meu corpo, até o beijo se aprofundar. Ele me apertou contra si e nossas línguas se encontraram. Parecíamos matar a saudade de tanto tempo. Um beijo calmo e intenso, de desejo e de saudade.
Nos afastamos apenas para nos olhar. Então Jellal desceu os lábios até meu pescoço.
— Feliz Natal Scarlet — sussurrou em meu ouvido.
— Feliz Natal Fernandes.
―×―
Gray
Natal. O que fazer no Natal... Sou o único idiota que não tem o que fazer no natal, todos meus amigos babacas estão por aí se agarrando com alguma garota. Talvez eu devesse tentar isso também, parece uma ideia legal, faz tempo que não fico com alguma garota. Nem eu sei o porquê. Mas seria estranho sair por aí a caça de alguma garota perdida e solitária. Pareço um pervertido pensando assim. Talvez eu realmente seja, porque as garotas vivem dizendo isso, só porque minhas roupas saem sem eu perceber. Isso não tem nada a ver.
Começo a andar pela cidade a noite. Tudo enfeitado, iluminado e vários casais se agarrando. Como isso é chato. Hoje é praticamente o dia dos amantes. Não sei qual a graça de estar com a mesma pessoa por tantos dias. Deve ser cansativo pra burro.
Continuo minha caminhada entre toda aquela decoração até eu ver de longe uma garota solitária como eu. E devo dizer que ela estava linda, apesar de ser uma perseguidora fanática. Penso se devo correr, mas é Natal. Decido andar até ela.
— Yo — digo acenando, ela parece acordar de seus devaneios e me olha.
— G-Gray-sama? — me olha parecendo não acreditar. Duro causar esse efeito.
— Tá perdida por aí também? — pergunto calmamente.
— Ahn... — ela apertava uma caixa em suas mãos — Juvia... — começou a dizer e depois travou, a olhei curioso. Garota louca, vai entender.
— Hã? — tento convencê-la a falar algo além do próprio nome.
— Feliz Natal Gray-sama — disse, me estendendo a caixa que segurava com tanta apreensão.
Ela fica corada, olhando para qualquer lugar que não seja para mim. Fico surpreso com sua reação. Estou acostumado a ganhar presente de garotas e tudo o mais, mas mesmo assim fiquei espantando. Deve ser o modo estranho como ela age.
— Isso é pra mim? — pergunto apontando para a caixa. Ela assente envergonhada, sem me olhar.
— Juvia... Juvia que fez...
Pego a caixinha de suas mãos e abro, eram chocolates. Muito bem feitos, alguns tinham o meu rosto o que era esquisito ter que comer minha cabeça, mas enfim. Ela me olhou, parecia querer sair correndo, sério, ela é mesmo estranha. Mesmo assim pego um dos chocolates e como. E estavam mesmo deliciosos.
— Estão gostosos, obrigado — digo oferecendo para ela, que recusa. Fecho a caixa e olho para ela. — Bom, eu não te comprei nada.
— Não precisa, só o sorriso do Gray-sama já me faz feliz — ela diz sorrindo.
Ela sempre fala coisas assim, e de verdade, eu meio que gosto, mas dizer isso para ela talvez acabasse com o encanto. Quero dizer, é meio estranho quando ela começa a gritar essas coisas em meio público ou na sala de aula, mas quem não tem suas esquisitices?
— Vem — digo, estendendo minha mão para ela — Vamos fazer algo, eu pago. Fica sendo seu presente de Natal.
Ela olha para minha mão por um bom tempo e eu fico ali parecendo um idiota com a mão esticada, enquanto ela apenas observa. Meu Deus, essa garota não tem jeito mesmo.
— Você tem algo melhor para fazer? — pergunto um pouco irritado e ela mexe a cabeça negativamente — Então, melhor um natal com companhia do que sozinha, não é?
Juvia sorri tão abertamente que me sinto corar. Que porcaria é essa? É a primeira vez que a vejo sorrir de verdade, sabe, sem parecer uma perseguidora fanática, mas sim uma garota. E caramba, uma garota bonita. Será que ela aprendeu a hipnotizar? Ela pega em minha mão e se levanta, agarrando meu braço com tudo.
— Juvia está muito feliz.
Esquece. Ela continua sendo uma perseguidora fanática.
— Tá, tá — falo indiferente — diz para ela me soltar então.
Claro que ela não soltou, mas não me importei com isso. Não era assim tão ruim. Quem sabe esse Natal seja diferente? Talvez ele traga novas situações... Novos sentimentos.
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