Academia De Fadas
13 Capítulo 13 — Tudo como deve ser.
Notas iniciais
Capítulo 13 — Tudo como deve ser
Lucy
Qual é o problema dele? Eu peço desculpas e ele continua lá, teimando o quanto eu sou insensível e tonta só porque não o esperei! Apesar de que eu tenha brigado com ele também por ele não me esperar, mas uma coisa não tem nada a ver com a outra!
Fico remoendo em pensamentos tudo o que aconteceu, e jogo a mochila em cima da mesa. Suspiro lentamente tentando me acalmar. Qual é o meu problema?
Despenco sobre a cama com os braços abertos.
Natsu é meu melhor amigo... não podemos brigar assim. Talvez eu deva pedir desculpas amanhã... E ainda tem Sting. Ele é um sonho de namorado, gosto dele e sinto que ele gosta de mim também. Por que fiquei tão confusa por causa de um beijo acidental? Tenho que parar de ficar pensando nessas coisas. Sting é o certo para mim.
Desvio o olhar do teto para o relógio que tenho perto de minha mesa e salto da cama. Droga! Hoje começa meu trabalho! Droga! Droga!
Corro até o guarda roupa, pego as primeiras roupas que encontro para me trocar, pego uma maçã na geladeira e corro para a livraria. Chegar atrasada no primeiro dia? Nem pensar! Por sorte, as ruas estão calmas e o caminho livre para ir até lá.
Paro na frente de meu novo trabalho. Meu primeiro trabalho, que emoção. Preciso me esforçar. Preciso cuidar de mim mesma. Respiro fundo para acalmar minha respiração e meu coração acelerado, e entro.
Assim que fecho a porta, vejo Levy-chan atrás do balcão.
— Levy-chan! — cumprimentei com um sorriso.
Ela me olhou com seus óculos vermelhos. Levy não costuma usá-lo nas aulas, mas diz que precisa dele para ler. Vai entender.
— Bem-Vinda Lu-chan! — sorriu de volta, vindo em minha direção — Achei que tinha se esquecido!
— Até parece que eu iria esquecer! — digo nervosamente. Ok, talvez eu tenha esquecido, mas ela não precisa saber — Por onde começo?
— Venha por aqui — Guiou-me por entre algumas estantes até onde havia uma mesa com milhares de livros empilhados, ou melhor, largados em cima — Me ajuda a organizar isso daqui? — apontou para os livros.
— Claro! — correspondo animada.
Aparentemente achei que seria chato e cansativo, mas não. É divertido, ainda mais por ter Levy-chan como companhia. Logo digo, a adoro muito. De cara, foi a garota que mais me identifiquei na escola e somos praticamente inseparáveis desde então. Ela é fofa e paciente, além de muito esperta. Às vezes um pouco provocativa e louca, mas quem não? Levy me explica certinho onde cada livro deve ir e como separá-los. Fico confusa no começo e um pouco atrapalhada, mas depois do 30º livro, pego o jeito.
— Fico feliz por você trabalhar aqui comigo Lu-chan, eu ficava muito sozinha — comenta, olhando a capa de um livro — É divertido, mas solitário.
— Eu também fiquei muito feliz — olho para ela apenas para sorrir e volto a olhar para os livros — Eu nem sabia que você trabalhava Levy-chan, e somos amigas há meses — Que para mim, já parecem anos.
— Ah, é mais por hobbie — sorriu, analisando outro livro e colocando-o em um monte que ela denominou “Outros” — Adoro ler e estar entre tantos livros. É divertido estar no dormitório com as garotas, mas não queria ficar parada!
— Bom, esse trabalho é a sua cara — digo, rindo — Queria conhecer esse dormitório.
Todas falam super bem de lá. Parece gigantesco e maravilhoso, mas apesar disso tudo, nunca fui lá, só ouvi falar.
— Porque você não mora lá com a gente? — Olha-me com os olhos brilhantes.
Porque é caro.
— Seria divertido... Mas é que eu gostei desse apartamento que estou, fica pertinho da escola — minto com o sorriso trêmulo.
— Entendi — diz, voltando-se para os livros — Mas não tem problema, sábado tem churrasco lá, daí você conhece!
Concordo, sorrindo. Havia até esquecido desse churrasco. Isso porque avisaram hoje. Minha memória me surpreende.
Continuamos conversando sobre livros, músicas e o que gostávamos de fazer. É tão estranho, porque sempre conversamos tanto e parece que nunca falta assunto. Não sei de onde surgem tantas coisas para serem ditas. Mas acredite, mesmo com tanto assunto, os livros pareciam muito mais numerosos. Há tantas pilhas que separamos, e mesmo assim o montinho de livros sem classificação ainda está enorme.
— Ei Lu-chan, me conta, como é estar namorando?
Olho surpresa para ela. Nunca imaginei conversar sobre algo assim. Deve ser porque nunca me imaginei namorando.
— Hm, não sei o que responder... — Digo pensativa.
— Vocês realmente se dão bem né? — olhou para mim, sorridente.
Penso sobre sua pergunta. Realmente nos damos bem, de um jeito diferente, mas bem. Ainda fico envergonhada e constrangida com qualquer palavra que troco com ele. Mas quem não ficaria? Acredito que tudo seja ainda muito novo, e apenas isso.
— Sting é um fofo comigo — respondo, imaginando-o ao meu lado — Além disso, ele é muito atencioso e carinhoso — completo.
Levy fica em silêncio por alguns instantes, concentrada em um livro. Penso que o assunto encerrou, mas não.
— Você gosta dele? — pergunta em uma postura séria que desconheço.
— Que tipo de pergunta é essa Levy-chan? Claro que gosto! — afirmo espantada por seu questionamento. Porque eu namoraria alguém da qual não gosto?
Ela levanta os braços como vítima.
— Só curiosidade, calma — brinca, rindo um pouco e abaixa os braços novamente — Só foi tudo... tão rápido.
— Isso é verdade... — concordo vagamente.
Se for analisar... Eu o conheci em um dia e praticamente fiquei com ele no outro. Mas parece tudo tão mais tumultuado que isso. Nos conhecemos no campo, nos encontramos na cidade, fomos para o lago, Natsu apareceu, acampamento, piscina, escuro e... Namoro. Às vezes me pego pensando o que ele viu em mim. Quero dizer... para querer namorar comigo. Porque ficar tenho certeza que ele teve várias, ao contrário de mim.
Mas logo que o vi, meu coração acelerou loucamente. Espero que ele tenha sentido o mesmo. Então mesmo que tenha sido rápido... está certo. Concluo comigo mesma, enquanto coloco mais dois livros na pilha “Ficção”. Continuo analisando livro por livro, e pensando em tudo isso. Que loucura...
— E o Natsu?
HÃ?
— O que tem ele? — respondo rapidamente. Até demais. Sempre que alguém cita seu nome imagino que tenham descoberto de nosso beijo acidental e esteja me julgando. Deve ser porque eu estou me julgando.
Levy olha para mim, arqueando a sobrancelha por meu surto sem motivo.
— Vocês estavam estranhos hoje, só isso — diz com seu olhar de desconfiança.
Fico quieta. É... estranhos. Só isso. Lógico. Só... estou perdendo meu melhor amigo sem entender o porquê. Só.
— Nee Lu-chan — Levy me chama com seu tom de consolo — Quando estiver com problemas, pode me falar — ela põe a mão em meu ombro e sorri.
Sabe... ter amigos é realmente muito bom. Seu olhar sincero traz emoções, que até eu desconhecia, quererem sair. Suspiro pesadamente.
— Sabe Levy-chan... — começo a dizer voluntariamente — Acho que minha amizade com Natsu sempre foi algo limitado. Confesso que quando o conheci, o achei encantador com seu jeito simples e amigável. Mas Lisanna é apaixonada por ele, sempre foi. E eu sempre me sinto mal por sermos tão amigos... Percebo o quanto ela se incomoda com isso — digo tristemente — Não quero perder a amizade dele, mas não quero que ela pense coisas estranhas entre nós. Eu estou, verdadeiramente, feliz por eles terem se acertado. Então acho que o certo é nos afastarmos, não é? — concluo, olhando para minhas próprias mãos.
Dizer tudo isso para ela, foi como dizer tudo para mim mesma. Isso é realmente o certo... só eu que não quero aceitar.
Sinto os braços finos de Levy me envolver.
— Mas que amiga madura eu tenho! — diz, sorrindo.
Dou risada de seu comentário. De madura, me falta muito ainda.
Depois ela trocou de assunto, acho que percebeu que o assunto estava ficando pesado. Nada mais sobre isso foi dito. Só mais baboseiras e baboseiras. Rimos muito, e a montanha de livros diminuiu.
A campainha da livraria toca.
Tem um sino que soa sempre que alguém passa pela porta. Olho para Levy com vários livros sobre seu colo e vejo que terei que fazer isso.
— Deixa que eu atendo Levy-chan — Levanto-me em seu lugar e vou até a recepção para meu primeiro cliente, passo pela última estante — Bem-Vindo, em que poss... O que faz aqui? — Corto a frase ao ver quem é.
— Que tipo de recepção é essa? — Natsu arqueia a sobrancelha — E o que você está fazendo aqui? — pergunta a sua maneira grosseira de sempre.
— Eu trabalho aqui — Respondo do mesmo modo que ele perguntou. Seca e fria.
— Hm, legal — expressa indiferente, olhando para as estantes atrás de mim. Ou melhor, para qualquer coisa além de mim — Vim pegar um livro pro Gildarts.
— E como chama?
— Não sei.
Olho para ele como se ele fosse idiota. Não que não seja, porque ele é. Mas essa foi demais. Continuo encarando-o como se ele esperasse que eu tivesse uma bola de cristal. Natsu me olha com desdém.
— Ele disse que já tinha dito para Levy qual era — explicou.
— Hum, Ok — murmuro fracamente — Vou chama-la.
Dou meia volta para avisar Levy que Natsu está aqui para buscar um livro do Gildarts. Ela percebe minha tristeza, mas não diz nada, apenas concorda e se levanta para procurar o livro. Queria não estar pensando nisso mas... Porque diabos ele está tão chato e ignorante? Só porque discutimos não quer dizer que pode me tratar como qualquer uma! Ódio, definição do momento.
Pego um livro qualquer para voltar a recepção e fingir que não estou nem aí, só para ver sua reação. Tiro um deles do monte “Romance” e volto para lá. Olhando de lado, vejo que ele está apoiado em uma das estantes com as mãos no bolso. Passo reto e vou até um computador no balcão. Finjo teclar alguma coisa.
Nada.
Ele me olha e desvia no mesmo instante, mas não diz nada.
É para me pedir desculpas, imbecil! Torturo-o mentalmente. Mas no fim, só torturo a mim mesma, porque isso nunca vai acontecer. Tudo o que acontece é um silêncio constrangedor entre nós.
Levy volta com o livro e entrega para Natsu com um “Aqui está”.
— Obrigado Levy, até amanhã — agradeceu e saiu.
SAIU! Olho para a porta indignada. Isso foi mais estranho do que eu imaginava... O que eu queria? Que ele viesse com flores, implorando perdão? Na verdade, era isso mesmo que eu queria! Suspiro entediada. Devia saber que ia ser assim.
— Algo errado Lu-chan? — Levy olha-me preocupada.
Balanço a cabeça.
— Não, tudo certo — digo, voltando ao trabalho.
Tudo como deve ser.
[...]
O tempo voou até a hora de ir embora. Deve ser porque minha mente estava bem longe da livraria. Despeço de Levy, pego minha bolsa e tomo o caminho para minha casa.
O céu está estrelado. Algo está bonito no meu dia. Subo em um murinho perto do canal e equilibro-me, andando com um pé na frente do outro de cada vez. Isso é relaxante. Deve ser porque não penso em mais nada além de não cair. Ergo meu olhar dos meus pés para minha casa, assim que me aproximo. E não acredito no que vejo.
— Sting? — pulo da mureta e vou em sua direção na frente do prédio.
— Oi amor — sorri docemente e me dá um selinho — Estava te esperando.
Não consigo deixar de sorrir largamente.
— Como descobriu onde eu morava? — pergunto curiosa.
— Sou um ótimo adivinhador, é como um dom — se gaba erguendo a cabeça, continuo a olhá-lo esperando uma continuação, ele suspira e volta a me olhar — E talvez... ter perguntado para sua amiga na aula tenha ajudado também.
Dou risada da sua maneira de falar.
— Entendo — digo claramente animada.
Ele me envolve em seus braços. Pareço uma criança ao seu lado, mas adoro como fico envolvida em seus braços de uma maneira tão aconchegante.
— Vamos ir comer algo? — me convida, sem me soltar.
— Vamos! — alegro-me ainda mais sorridente.
Nunca um garoto me levou para comer antes... Quero dizer, já sai com Natsu e Gray muitas vezes, mas não era um encontro. Era apenas... sei lá, zoação? E agora é tão diferente. Sting pega em minha mão e começa a me guiar pelas ruas de Magnólia. Ainda não as conheço muito bem, então acho bom ele ter algo em mente.
É bom andar com ele pelas ruas silenciosas e com a noite estrelada. Ficamos em silêncio por um bom trecho. Sinto vergonha de começar algum assunto e não fluir. Não sei. Problema meu.
Logo alcançamos um restaurante. Ele não é tão chique, mas tem um clima confortável. Assim que passamos pela porta posso senti-lo.
— Espero que goste — Sting sorri com a mão na minha costa.
O ambiente é bem decorado, com luzes fracas que dão um toque romântico e jovem. Há quadros por toda extensão da parede marrom e mesas bem arrumadas. Escolhemos uma delas para se sentar. Confesso que estou nervosa por estar aqui. Em um — oficialmente — encontro. Um garçom nos atende logo após, com uma simpatia sem fim.
Conversamos sobre algumas coisas como escola, professores, e sobre meu trabalho novo. Às vezes o silêncio invade nossa mesa, mas não me sinto pressionada a estar sempre falando. E às vezes ele simplesmente se apoia em suas próprias mãos, com seus cotovelos em cima da mesa e fica me olhando. Digo para ele parar, mas isso só faz com que ele continue fazendo ainda mais.
— Você é linda demais — elogia com seu sorriso de derreter pessoas.
Fico corada com seu comentário. Aliás, fico corada com qualquer coisa que deixe sua boca encantadora. Os pedidos chegam e apreciamos a comida maravilhosa.
Ele insiste em pagar.
Saímos do restaurante — No meu caso, totalmente satisfeita —, e começamos a voltar para meu apartamento. Deve ser quase dez horas da noite no momento. Se eu estivesse sozinha nunca andaria por aqui.
— E então, gostou? — Olha para mim, segurando novamente minha mão.
— Amei — sorrio.
Conversamos normalmente e os assuntos fluíram apesar de toda minha timidez. É fácil conversar com Sting. Mentira. Não é fácil não porque eu fico tremendo, suando e gaguejando. Mas de forma geral, ele conversa sobre qualquer coisa. Consegui rir e me soltar um pouco mais também, e foi perfeito.
Chegamos em frente ao prédio e ele me guiou até a porta do apartamento como se eu fosse me perder. Deparo com minha porta e viro-me para ele.
— Então acho que é isso... — digo em tom de despedida — Obrigada por hoje.
— De nada — sorri naturalmente e se aproxima de mim, prensando-me contra a porta — Mas quero minha recompensa.
Instantaneamente mordo meu lábio inferior. É como um tique nervoso. Garoto perto, mordida no lábio. Sua respiração se tornou mais próxima, e deixei que ele conduzisse nosso beijo lento e tão cheio de sensações.
Estou me acostumando com a ideia de ser beijada por ele toda hora. Isso é normal, somos namorados. Mesmo assim, sinto-me uma estátua quando seus lábios tocam os meus. É como se meu corpo não acreditasse e não reagisse. Ele não deve gostar nada de saber que namora um pedaço de nada.
Uma de suas mãos envolve minha cintura, me puxando para ele no pequeno espaço que nos resta. Enquanto sua outra mão permanece ao lado de minha cabeça na porta. Sinto-me presa, e eu gosto. Seu cheiro é forte, com um perfume que lembra a “homem”. Sua língua é quente e eu a adoro. Ela brinca com a minha, faz meu corpo estremecer.
Seu corpo se afasta um pouco e eu lhe dou um sorriso.
— Boa noite — digo ao abrir a porta do apartamento. Olho para ele e ele me olha até os últimos instantes possíveis antes que eu feche a porta.
Algo me impede de concluir o ato. Vejo sua mão segurando a porta antes de ser fechada totalmente. Abro a porta em dúvida.
— Não vai me convidar para entrar? — diz com o olhar fixo em mim.
O que? Repito a mim mesma.
Sei que estamos namorando. E que isso é natural. Mas a ideia de ficar sozinha com um garoto no meu quarto é estranha. Estranha não... não sei o que pensar. O que faríamos... aqui. Ai Kami-sama! Estou tremendo.
— E-eu... vou — Gaguejo e abro passagem para que ele passe.
No que exatamente eu estou pensando para deixar isso acontecer? Um garoto aqui! Meu namorado! A noite! No meu quarto!
Não tenho tempo para pensar em consequências, pois ele me agarra. A porta agora em minhas costas se fecha com um chute. Sou novamente pressionada contra a porta, mas do lado de dentro e não de fora.
Seu beijo é mais intenso e seus toques mais firmes. Meu corpo esquenta e estremece. Sua mão passa por minha blusa e toca em minha pele na cintura. Um arrepio passa por todo meu corpo, solto um gemido em seus lábios. Penso o quanto isso é constrangedor, enquanto ele me liberta e me guia até a cama.
Assim que ele me deita, e fica sobre mim, algum tipo de alerta pisca em minha mente. Isso não pode acontecer. Não assim. Não tão rápido. Meu coração acelera anormalmente. Solto minha boca da sua.
— O-o que está fazendo? — pergunto, sentindo meu rosto ferver.
— Pegando a recompensa — Responde perto de meu ouvido, fazendo meus pelos todos eriçarem.
Sting segura meus pulsos e passa a me beijar impetuosamente. Seus beijos realmente me enlouquecem. E seria mentira dizer que já senti ou passei por algo assim. Nunca na minha vida toda estive nessa situação e não sei o que fazer. Não vou mentir dizendo que... não sei aonde tudo isso normalmente leva. Pelo menos sempre acaba do mesmo jeito nos livros e filmes... sexo. Se eu não sei beijar, imagina isso? Estou apavorada.
Milhões de pensamentos passam e se misturam em minha mente. Enquanto isso, ele continua a me beijar, e sua mão desce lentamente sem deixar de me tocar até minha cocha.
— S-sting — sussurrei, quase como um gemido.
Não era para ser assim, mas foi impossível controlar minha própria voz. Seus lábios passam para meu pescoço. Sinto algumas mordidas fracas e suaves. Sinto também que morrerei assim com tamanha aceleração do meu coração. Suas mãos estão por mim, me prendem, me tocam e me enlouquecem de uma maneira que nunca imaginei sentir.
Seu toque preciso sobe de minha cocha para minha blusa, levantando-a o suficiente para tocar minha cintura, e continua subindo, fazendo com que eu sinta uma sensação desconhecida por meu corpo. Ele passa por baixo de meu sutiã e apalpa meu seio. Solto um gemido, e não consigo detê-los mais.
— Você me deixa louco... — murmurou, e voltou a me beijar na boca, antes que eu falasse algo.
Tudo fica mais intenso, cada toque, cada beijo. Até mesmo o clima do quarto parece se aprofundar. Sei onde tudo isso irá levar e tenho medo de não conseguir parar. Lucy, pense. Você o conheceu a poucos dias. Eu adoro estar com ele, mas e se não passar disso? Sua mão aperta meu peito novamente. Minha respiração está ofegante.
Sua outra mão desce por meu corpo até...
Empurro-o com força.
— A-acho que é melhor você ir... — digo ofegante e sento-me na cama rapidamente.
Não estou preparada para isso. Sei disso.
— Mas amor, eu... — Começou a explicar, mas já comecei a levantar da cama e o guiar até a porta.
— Então até amanhã! — falo tão rápido que minha boca está seca e fecho a porta.
Encosto-me sobre a porta fechada, levando uma mão até o peito, sentindo as batidas desnorteadas do meu coração.
O que foi tudo isso?
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