Notas iniciais
confesso q esse capitulo fazia parte do ultimo e eu só separei eles pra criar um climazinho d suspense... e eu só postei essa semana pra deixar vcs morrendo querendo outro capitulo kkkkkkk desculpa mas foi uma boa ideia n foi?

O Diretor fechou a porta e deu a volta no veículo para entrar no lugar ao meu lado, atrás do volante. Eu arrumei minha saia e a abaixei o máximo que conseguia e ainda coloquei minha mochila no meu colo.

O carro saiu devagar no estacionamento e eu observei o Professor Junes, Erick, Mandy e o resto dos alunos ainda na escola com medo... Pensei que aquela seria a última vez que eu veria qualquer uma dessas pessoas.

O Diretor parou o carro na primeira esquina que apareceu e disse:

– Ah é mesmo. Eu menti. Não sei onde fica sua casa. Vai ter que me dar as indicações.

Então o filho da puta não sabia onde era a minha casa o tempo todo! Brilhante Emily, você vai traçar um mapa para ele até onde você mora! Como você é burra garota!... A não ser que eu pule do carro agora... Posso correr até uma rua bem movimentada... Olhei para o lado na direção da porta e vi que a trava de segurança estava para baixo, o que significava que eu estava presa dentro de lá... Merda.

Eu suspirei derrotada e abaixei a cabeça e disse bem baixo:

– Vire a esquerda aqui, depois a direita na próxima rua e a direita duas ruas depois daquela. Você vai chegar em um condomínio.

– Condomínio? Hum...

Ele ficou em silencio depois de dizer aquilo. Observei para ver se ele faria o mesmo caminho que eu lhe dei e ele realmente virou a esquerda e a direita logo depois, mas deixou passar as duas ruas e uma terceira e uma quarta quando resolveu virar a direita. No início achei que ele tinha se enganado então perguntei:

– Você errou a rua... E-eu disse que era a segunda à direita.

– Eu sei disso.

Então ele não havia errado... Fizera aquilo de propósito... Mas por que? Será que... Ele iria... Me... M-matar? Não... Não pode ser... Eu o obedeci... Eu fiz de tudo para agradar ele... A não ser por Hector... Ó céus! Não pode ser isso!

Mesmo morrendo de medo da resposta eu perguntei:

– V-você vai me matar?

Charlie deu uma sonora gargalhada e respondeu:

– Mas é claro que não Emily! Por que eu te mataria? – Antes mesmo que eu começasse a comemorar ele continuou – Primeiro, o Will viu você entrando no carro comigo o que faria eu ser a última pessoa que viu você com vida. Além disso você estava com um amigo seu antes de eu chegar e pela forma como estava animada eu não poderia enganar a polícia fazendo parecer que você se suicidou ou que fugiu... Eu nunca vou te matar Emily, seu rosto de porcelana e seu corpo macio são muito deliciosos para desperdiçar dessa forma... Eu posso te sequestrar. Isso definitivamente seria algo que eu faria, mas exigiria preparação... Muita preparação. Para começar, um excelente cativeiro sem janelas e a prova de som e de fugas, onde você não conseguiria sair nem se eu morresse... Você conhece o caso de Natasha Kampusch? Bom, seria algo como o que houve com ela. Claro que eu jamais seria tão idiota quanto aquele sequestrador inútil. Mesmo depois de dez anos você jamais sairia do cativeiro... Pode até ser que algum dia meu coração acabe amolecendo e eu resolva deixar você pelo menos perambular pela casa... Mas eu teria que armar um pequeno acidente... Algo que a deixasse incapaz de fugir e de falar, para evitar confusões futuras... Acho que eu a deixaria tetraplégica... Sim, é uma boa ideia... Algum problema Emily? Parece pálida. Quer que eu abre a janela?

Eu congelei enquanto ele dizia aquilo e senti o sangue abandonando meu rosto. Meu corpo todo tremia e eu apertava minha mochila com força no meu colo. Charlie continuava com sua expressão e posição calma e controlada e estava inclusive com um sorrisinho discreto no canto da boca. Ele sabia o que havia feito comigo e estava se segurando para não rir da minha situação...

Como um ser humano poderia dizer tais palavras com uma tranquilidade absurda como se conversasse sobre o clima?... E o pior é que essas palavras estavam se referindo a uma pessoa... E essa pessoa era um garotinha de quatorze anos muito assustada... Essa pessoa era eu... E mesmo que aquelas palavras parecessem absurdas... Eu sabia que eram verdadeiras... E ele faria cada uma das coisas que estava falando se quisesse e precisasse...

Ele fez um desvio e parou nos portões do meu condomínio. Havia uma cabine com vidro blindado ao lado e o segurança estava lá dentro adormecido sobre uma mesa... Quando Charlie bosinou o homem acordou e abriu a janela. Quando me reconheceu ele abriu o portão, mas o Diretor não se mexeu. Ele disse:

– Pequena, aproveite e diga para o homem para liberar a minha entrada... Assim você não precisará ligar para cá toda vez que eu estiver chegando.

Eu olhei arfando e meio assustada para Charlie que me devolvia seu olhar gentil de sempre... Mas eu sabia que por trás daquele olhar existia um homem cruel, pois eu já havia conhecido esse homem... Foi sabendo disso que eu me virei para o segurança e disse:

– S-sim. Libere a entrada quando ele quiser, por favor.

– Sim senhorita. Qual o homem?

Eu tentava transmitir ao segurança pelo meu olhar o medo que eu sentia... Mas ele não percebeu isso! Sem opção eu respondi:

– C-Charlie.

– Charlie Ross senhor.

Respondeu o Diretor atrás de mim e eu podia sentir que seu rosto estava tomado por um sorriso de triunfo. O segurança anotou o nome em algum papel dentro da cabine e abriu o portão. Charlie não perdeu tempo e arrancou o carro seguindo pela rua direto. Eu dei a indicação e ele parou em frente a minha casa, mas eu continuava atônita e não saí do carro.

Ouvi a voz do Diretor ao meu lado dizendo:

– Então é aqui que você mora. Interessante.

Meu instinto protetor falou mais alto e eu instantaneamente eu rebati:

– Sim, eu moro com minha mãe, meu pai e meu irmão mais velho. Ele tem vinte e cinco anos e é fisioculturista... Passa o dia inteiro malhando no quarto ao meu lado... Faz tanto barulho que as vezes não consigo dormir.

– Ah é?

– É sim.

Charlie me observou por um tempo e acabou rindo e quando conseguiu parar ele disse:

– As vezes nem parece que você é quem tira aqueles totais seguidos nas provas da escola. Emily, Eglantine Gomez foi aluna do mesmo colégio que você estuda antes de se formar em medicina e a sua ficha diz que sua guarda é inteiramente da sua mãe... Você não mora com seu pai e não tem nenhum irmão.

Fiquei muda e encurralada... Maravilha Emily! Não era meio óbvio que ele podia olhar a sua ficha escolar?!

Ele e eu ficamos calados durante algum tempo apenas nos encarando. Foi quando senti que meus olhos estavam queimando por lágrimas querendo ser derramadas que eu abri a porta e sai correndo na direção da minha casa. Abri a porta de casa o mais rápido possível e corri pelas escadas, entrando no meu quarto na velocidade da luz.

Arranquei as roupas do meu corpo e larguei elas e a mochila dentro do banheiro. Tapei o ralo, liguei o chuveiro e sentei embaixo dele, não aguentando esperar a banheira se encher completamente.

Sentia a água gelada descer pelo meu corpo, mas meu rosto estava quente e meus olhos ardiam... Eu estava chorando.

Quando a banheira tinha se enchido eu desliguei o chuveiro e fiquei parada no silencio do banheiro até que ouvi meu celular tocando denunciando que uma nova mensagem havia chegado.

“ Talvez não tenha percebido pelo meu pequeno discurso no carro, mas quando eu perceber que você deu um passinho para fora da linha eu posso cuidar para que você nunca mais veja nem sua família, nem seus amigos e principalmente aquele menininho idiota. Não se esqueça Emily, você é meu brinquedo e brinquedos devem sempre obedecer seus donos... Tenha um bom dia, minha pequena.”

O número era desconhecido, mas eu não precisava de nomes para saber exatamente quem era. Senti novas lágrimas brotando de meus olhos e escorrendo pelas minhas bochechas... E como se não bastasse meu celular tocou de novo denunciando que eu havia recebido uma mensagem no whatsapp...

Também era de um número desconhecido, mas eu me lembrava perfeitamente da pessoa na foto e li a mensagem.

“Oi.

Caso não se lembre, aqui é o Hector.

Gostei de te conhecer ^^

Pedi ao Franklin seu número.

E ai? Tudo bem?”

Joguei o celular no outro lado do banheiro, apoiei minha cabeça na parede gelada atrás da banheira e deixei as lágrimas rolarem livremente enquanto chorava silenciosamente e desejava que o mundo inteiro simplesmente parasse de girar.

Notas finais
espero q tenham gostado comentem o proximo capitulo pode demorar pq eu n tenho nem ideia do q escrever... mentira, tenho uma pequena ideia aki, mas beeeeeem pequena