Notas iniciais
ola pessoas aki esta um tapa na cara pras pessoas q gostavam do charlie... desculpem, mas é necessario aproveitem

Charlie percebeu e usou a outra mão, a que não estava segurando o canivete, para prensar meu peito de volta na madeira fria da mesa. Segurando a lamina contra meu pescoço ele disse de forma pausada e, como sempre, ameaçadora:

–Agora minha querida, quero que fale a verdade e apenas a verdade para mim, ouviu? Você viu, nem que seja a sombra, de Hector Agabo ontem a noite?

Respirei fundo e tentei responde-lo de forma verdadeira e convincente, porém minha voz saiu fraca e trêmula:

–N-não.

–Não?

Sem nem me olhar, ele desabotoou meu cardigã e o retirou até ficasse preso entre meus pulsos me deixando apenas com a blusa social branca da escola. Começou a passear a lâmina do canivete pelo meu pescoço e meus ombros. Sentia o metal frio em contato com a minha pele e meus olhos se encheram de lágrimas... Estava com medo. Poderia aquilo ser um blefe? Ele estaria disposto a me machucar dessa forma? Ele seria tão mal assim?

Estava torcendo que não... Eu sabia que se contasse a verdade, Charlie ficaria mais irado do que já estava e me machucaria mais ainda do que pretendia... E o pior, talvez ele fosse atrás de Hector também. Não podia deixar que outra pessoa sofresse nas mãos desse maníaco lunático, principalmente se fosse por minha culpa... Principalmente se fosse ele.

Engoli em seco e falei, dessa vez com a voz mais forte:

–Eu só o vi na escola ontem... Não sei porque ele me procurou no recreio.

–Bom, não foi isso que eu ouvi.

A faca começou a deslizar pelo meio de meu tórax e sua ponta afiada estava cortando os fechos dos botões, fazendo minha blusa se abrir cada vez mais. Quando o Diretor chegou ao ultimo botão ele retirou a peça branca, agora inútil, e a colocou junto com o cardigã.

Naquela posição, divido a proximidade e a minha inclinação, eu me sentia ainda mais exposta a ele. Tentei virar meu rosto de lado para não ter que encará-lo, mas Charlie me segurou com força e virou minha cabeça novamente.

Ele abriu meu sutiã e o retirou, jogando-o de lado. Passeou a lamina mais uma vez pela parte superior de meu corpo e a levou até meu rosto, parando no meio da minha bochecha direita.

O Diretor disse, sua voz profunda preenchendo cada canto de minha mente:

–Eu ouvi que você, não só conversou com o menino que eu mandei que nem sequer chegasse perto, como também foi até a casa dele. Isso é verdade Emily?

As lágrimas finalmente começaram a cair e eu disse:

–N-não. Não sei de quem ouviu isso, mas é mentira.

–Tsc tsc. Mentir para mim não funciona Emily.

Ele desceu a lamina mais uma vez pelo meu corpo e a parou logo abaixo dos meus seios, no meio do meu tronco. Ele se aproximou mais e a ponta da faca causou um pequeno furo na minha pele, o suficiente para deixar uma gota de sangue sair. Charlie disse:

–Uma última chance Emily. Estava com Hector ontem a noite?

–N-não.

Ele não ficou feliz... Não ficou nem um pouco feliz. Num segundo Charlie estava parado e encarava meu rosto, no outro o braço que estava segurando o canivete estava esticado para um lado e eu sentia uma ardência profunda no local onde a lamina estivera antes. A surpresa foi tanta que eu não gritei alto, apenas emiti um leve ruído.

Levantei a cabeça e percebi um corte na horizontal logo abaixo de meus seios. Não era profundo e talvez nem precisasse de pontos, mas estava sangrando e ardia muito.

Inclinei minha cabeça para trás e comecei a arfar devido a uma repentina falta de ar. Eu lhe disse com a voz suplicante:

–Por favor, não me machuque.

–Eu não quero fazer isso.

–Então não faça.

–Não, não, não. Quando uma criança ou um animal doméstico desrespeita as regras e vai contra seu dono ou superior, ela tem que ser punida, certo? Você merece uma lição Emily e sabe disso.

–Por favor, me deixei em paz.

–Não! – Ele segurou meu rosto e me fez encará-lo, inclinou-se mais para perto de mim e disse a centímetros de distancia – Quantas vezes vou precisar repetir para você? Quantas vezes vou ter que dizer que você é minha propriedade até que passe a acreditar? Você acha que sou cego ou idiota? Surpresa, pirralha. Você é uma criança fraca e impotente e eu sou um homem inteligente e poderoso. Você. Não. Pode. Contra. Mim.

Ele me largou e me empurrou, o que fez com que eu batesse a cabeça na mesa atrás de mim. Abri a boca para gritar, mas o Diretor havia pego a gravata que estava ao meu lado e me amordaçou exatamente como da primeira vez que me estuprou.

Charlie fez outro corte, na vertical, do lado do meu umbigo, começava onde terminava o primeiro corte e terminava perto do cós da minha saia. Seus olhos estavam negros, mas não de uma forma luxuriosa, mas raivosa.

Tudo que consegui fazer foi emitir um forte gemido de dor, derramar mais lagrimas e me mexer debilmente em cima da mesa.

O Diretor colocou a lamina suja com o meu sangue na frente de meus olhos e disse:

–Está vendo isso Emily? É o que acontece quando você me desobedece. É o que acontece quando você não faz exatamente o que eu te peço!

Ele abaixou o canivete e fez outro corte na minha barriga. Na horizontal como o primeiro, mas que começava onde o segundo havia terminado. Ele falou:

–Isso vai te fazer lembrar a quem você pertence e que não pode sair por ai dando para qualquer moleque inútil que aparece na sua vida.

Charlie desamarrou a gravata que estava me amordaçando e me puxou pelo pescoço até que estivesse ereta e nossos corpos se tocassem quase que totalmente. O canivete ainda estava sujo do meu sangue e ele o empunhava do lado do meu rosto, como uma ameaça.

Ficamos um tempo nos encarando daquela forma, ele continuava com raiva e parecia esperar alguma reação minha, como pânico ou medo... Mas eu não o fiz. Estava muito cansada para isso.

Então ele queria que eu “aprendesse uma lição”? Tudo bem. Que me corte ao meio e me bata até que eu não sinta mais meu corpo... Por que resistir? Desobedecê-lo, tentar sair de seu domínio... Isso só me rendeu maus resultados.

Eu fechei os olhos, respirei fundo e esperei de cabeça baixa até que as últimas lágrimas caíssem e eu conseguisse olhar nos olhos do meu estuprador sem tremer. Eu o odiava. Agora tinha certeza absoluta disso.

Charlie jogou o canivete no chão, ao lado da cadeira e suspirou. Passou os braços por baixo de mim e me tirou de seu colo, me colocando deitada em cima de sua mesa em meio a pastas e papéis. Ele se levantou e rumou ate um armário no canto da sala, de onde tirou um pano branco e limpo.

Depois de desamarrar meus pulsos ele, com cuidado e delicadeza, limpou o sangue que escorria, ainda que por uma pequena quantidade, dos meus cortes e usou a água que estava em uma jarra para lavá-los. Depois abotoou meu sutiã, blusa e cardigã e me pegou, novamente me colocando em seu colo, mas dessa vez eu estava de lado e não precisava encará-lo.

Ele colocou uma de suas mãos na base das minhas costas e a outra pousada delicadamente no meu colo. Tentou pegar na minha mão, mas eu a tirei de perto dele. O Diretor disse:

–Não vai precisar de pontos, tomei cuidado para que não ficasse marcada... Você sabe que mereceu isso Emily... Bom, como um último aviso: fique longe de Hector ou de qualquer outra pessoa que eu julgar necessário.

Depois de mais algum tempo de silencio, Charlie me tirou de cima dele e disse apenas:

–Preciso arrumar esse lugar para que não suspeitem de nada. E você, quero que vá embora. Estou com raiva de você e não quero mais vê-la por hoje. Saia.

Eu não protestei. Fique feliz até... Não sei se aguentaria qualquer outra coisa que ele quisesse fazer comigo... Não naquele estado. Eu só queria ir para casa.

Destranquei e abrir a porta e sai correndo daquele lugar monstruoso... Para longe daquele ser horrendo que me assombrava dia e noite.

Notas finais
espero q tenham gostado comentem