Abstration...
23 23.Nada mais perfeito
Notas iniciais
23.Nada mais perfeito.
Suzane’s Pov
Depois de ter feito a maior e melhor loucura da minha vida eu realmente havia encontrado um sentindo para tudo que vinha acontecendo, o sentido? Era ele! Aqui no aconchego dos seus braços enquanto ele desliza suavemente seus dedos pelos meus cabelos.
Tudo que eu sempre quis na minha vida era estar aqui com ele, com os nossos corpos ainda conectados e sentindo seus carinhos, eu nunca nem suspeitei que eu pudesse sentir amor maior do que esse que eu sentia agora... Tudo estava perfeito, eu e ele enrolados no meio das cobertas azuis, nos abraçando eu nunca senti nada igual.
E claro que na minha mera vida humana eu jamais tive esse tipo de envolvimento e muito menos esse mesmo sentimento por alguém, era algo que nem eu mesma poderia explicar no momento que ele me beijava eu estava tensa, com medo do que poderia acontecer ansiosa, porém quando eu senti o seu corpo junto ao meu, nossa conexão, os movimentos sincronizados e nossas respirações ofegantes tudo me pareceu mais leve, mais colorido e foi como se em um simples abraço todos os meus medos fossem bobos e infantis de mais para ficar comigo, e agora eu já era uma mulher... ou como ele havia dito enquanto eu chegava ao ápice: “Minha mulher” se eu pudesse eu ainda me arrepiaria somente de pensar nisso, de pensar em como a noite havia sido boa, e no quanto eu o amava.
Continuei imóvel sentindo seus dedos afagarem de leve meus cabelos e minha face, e já podia notar os leves raios da região toscana entrar pela janela, ele se mexeu quase imperceptivelmente:
-Não sabe o que eu daria só para ser um leitor de mentes e saber o que te deixa tão quieta. – ele abria um leve sorriso e eu queria corar pelos meus pensamentos, ainda bem que não tenho mais esse tipo de coisa se não seria bem constrangedor, dei um sorriso autentico pela minha felicidade:
-Eu ainda preciso responder? – ele se levantou e em sua velocidade sobre-humana me ajeitou em seu colo enquanto me olhava nos olhos:
-Eu achei que deveria estar feliz não? Porque eu estou, eu percebi o quanto você me fez mudar e agora nada no mundo pode me fazer deixar de te amar – Ele falava sincero, eu via nos seus olhos a verdade derretida, podia ver o olhar lindo do homem que eu amava, ele pegou uma de minhas mãos e colocou aonde deveria estar seu coração – Ele só estava esperando você!
Olhei para baixo... eu gostaria de dizer o mesmo, mas a minha voz havia sumido e eu tinha a sensação de estar chorando, mais por habito do que racionalmente eu levei meus dedos até meus olhos afim de secar a umidade vergonhosa dos meus olhos, até que percebi que eu não chorava mais, deveria ser assim que era “chorar quando se era um vampiro” nesse momento veio como um Deja vu, primeiro a visão da nossa primeira vez, e então eu percebi que havia sido realmente como eu havia visto, o estranho e que na visão nos já “estávamos juntos” o que não aconteceu, mas a cena foi a mesma eu devo ter ficado alguns minutos estática, ele percebeu pois chegou mais perto e me tocou no braço ele deve ter dito algo, mas eu não consegui compreender e como uma tomatada na cara a sensação me acertou, eu me sentia volupiosa, desejosa, a luxuria me rondava em leves ondas esfumaçadas vermelhas enegrecidas, a sensação foi tão forte que eu não consegui esperar o fim da visão eu sabia que ela vinha do Alec, então o instinto foi mais forte que a razão.
Quase me joguei em cima dele que nem um pouco surpreso me correspondeu avidamente, o beijo continuou louco e frenético e o sentimento foi esvaindo aos poucos dando um ritmo apaixonada e intenso ao nosso beijo, o sentimento da visão havia terminado e agora só os meus rodavam perdidos pelo cheiro do Alec, eu com certeza não era humana, mas a minha cabeça leve agora denunciava que ele me fazia humana, ele se afastou um pouquinho como se precisasse de ar e sorriu travesso:
-Uau! Eu não sabia desse seu lado! –eu dei um tapinha nele e sorri envergonhada
-Culpa da sua visão e dos seus sentimentos! – fiz um biquinho fingindo indignação – ele me fitou intenso
-Desculpe não queria que visse como você me deixa. –sua voz mais rouca que o normal, seus lábios me hipnotizando, tão sexy’s tão chamativos, seus olhos me tirando o ar como se eu precisasse, minha boca foi mais rápida:
-Alec... me beije... me ame como ontem... – minha voz saiu baixa e somente um fiozinho, mas foi o suficiente para eu ver aqueles olhos rubis que me fitavam se derreterem e se aproximarem gloriosos dando aquilo pelo qual meu corpo gritava, aquele beijo que me fazia sentir as nuvens a minha volta.
Novamente afundei meus dedos em seus cabelos macios e me permiti sentir todas as sensações que o seu corpo me dava, escorreguei minha mão pelo seu abdômen e deti minha mão ali, sentindo seus gominhos definidos... ele era lindo de mais para ter só 17 anos... em um movimento rápido eu estava por baixo novamente, foi só então que eu percebi que estava nua, mas nem a minha passageira vergonha me deteve de sentir a volumosa ereção matinal do Alec, quer dizer... como não sentir, o beijo já nos pressionava um contra o outro e eu estava indo a loucura com as caricias na minhas costas, a minha mão não estava de fora já que eu sentia que cada vez que minha unha deslizava por um gominho ele se retorcia um pouco.
Com a sua ereção pressionando meu baixo ventre ele sentou-se de joelhos na cama e sem quebrar nosso beijo eu passei minhas pernas pela sua cintura, e foi então que tudo explodiu em rosa, pelo meu envolvimento no beijo nem percebi o que fazia meu corpo estava totalmente embriagado de Alec e só me dei conta que ele me preenchia quando já estava sentada e seu colo, eu quebrei o beijo pelo choque da sensação maravilhosa que foi sentir seu membro pulsante dentro de mim e ele me olhou meio preocupado:
-Suzane? Amor? Você está bem? – eu quase não conseguia falar pelo êxtase mas ele parecia cada vez mais aflito, eu não me lembrava de ser tão devastador ontem a noite:
-Suzane você está me preocupando!
-Desculpe amor... não e nada e só... – minha voz saia arrastada carregando um pouco do prazer que eu sentia, mas eu não consegui terminar, ele se mexeu mandando outra onda de êxtase pelo meu corpo fazendo meu ponto de prazer pegar fogo e me fazer enterrar meus dedos em seus cabelos e soltar um leve gemido involuntária, o que para ele não passou despercebido, eu não abri os olhos, mas pude ouvir o ar passar pelos seus lábios enquanto ele sorria e se mexia novamente agora ritmadamente me mandando sensações intermináveis.
Duas coisas eram certas, o Alec me fazia delirar a cada movimento enquanto sincronizamos nossos beijos com eles, e muito mais a cada aperto de seu abraço de aço, a segunda era que na noite passada eu realmente não tive a mínima idéia do que tinha feito, pois as sensações agora experimentadas eram muito mais arrebatadoras, me senti ficar mais quente, e se eu pudesse estaria suando, e então algo muito mais intenso me atingiu violentamente, meu corpo se contraiu em espasmos de prazer enquanto o Alec me abraçou mais forte e eu pude sentir um liquido quente dentro de mim, eu não tive força de mais nada apenas repousei minha cabeça em seu ombro e deixei que ele me segurasse, nos ainda ficamos assim alguns minutos, e logo eu sentia algo descendo por minha virilha, me sobressaltei e levei minha mão ate minha coxa, mas o Alec me impediu:
-Tudo bem, e normal — ele sorriu e eu me senti uma criança ingênua, ele se levantou me pegando no colo e me olhou por um longo segundo:
-O que foi amor? –perguntei enquanto me aconchegava naqueles braços fortes, e ele apenas sorriu novamente:
-Você e tão linda que eu ainda imagino se e real! –nos dois gargalhamos e ele me levou ate o banheiro do seu quarto ligando os jatos de uma banheira e me sentando na mesma enquanto me dava um leve beijo:
-Vou pegar as toalhas e alguns sais de banho.
Ela saiu até outra parte do banheiro que eu desconhecia e eu soltei um suspiro involuntário, aproveitei e me levantei me mirando no enorme espelho de outro lado da hidromassagem. Ali estava uma garota muito bonita com longos cabelos castanhos ondulados, e já agora bem bagunçados, olhos rubis derretidos e brilhantes, com uma silhueta pálida e perfeita, olhei para baixo envergonhada eu ainda estava nua, fui pega de surpresa por um abraço por trás e sorri feliz ao ver que os olhos rubis que eu amava me fitavam do espelho:
-Você fica linda sorrindo. — ele sussurrou baixo no meu ouvido me passando uma corrente elétrica, me virei em sua direção e comandei um beijo calma enquanto era arrastada para a banheira, ele me afastou sorrindo e eu me senti confusa:
-Amor, não faça isso comigo... não comece aquilo que não pode terminar. – percebi o que ele queria me dizer e sorri presunçosa chegando mais perto:
-E quem disse que eu não posso terminar? – ele chegou mais perto quase selando nossos lábios e me devastando com o perfume do seu hálito
-As compras que vamos fazer hoje à tarde não permitem distrações, afinal pelo o que a Jane me falou a minha namorada não pode andar por ai sem ter o que vestir. – eu sorri realmente esse negocio de andar bem vestido devia ser coisa de família:
-Tudo bem... mas depois você já sabe né? – ele gargalhou e me virei ficando de costas para ele e encostando minha cabeça em seu peito.
Nada nesse momento poderia ser mais perfeito, eu e ele ali o sol ralo da manhã entrando pela fina cortina branca, eu realmente queria fazer desse momento meu para sempre.
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