Above All, Love
1 I'm yours
Notas iniciais
Os raios de sol atravessavam as paredes de vidro incrivelmente limpo, iluminando o piso escuro do chão da minha sala, que refletia meu reflexo. Era um fim de tarde harmonioso, de outono, com temperatura amena e o horário de expediente dos funcionários da Palmer Tech estava à cinco minutos de acabar, notava-se todos preparando suas mesas de trabalho para ir embora, se juntar as suas famílias, ou aos seus animais de estimação, ou a solidão, ou até quem sabe a NETFLIX.
Mas eu não. Eu continuava aqui, sentava em minha cadeira de rodas observando Star City através da parede de vidro, sentindo os raios de sol beijar minha pele, como se Deus e o universo se unissem numa tentativa muda de me manter equilibrada. Em meio a tantos problemas eu tinha que encontrar paz em algum lugar certo?
Pense comigo: uma garota que até algumas semanas atrás estava vivendo um sonho particular, foi pedida em casamento pelo amor da sua vida, tendo a cidade inteira como testemunha, para logo em seguida sofrer um atentado a vida e acabar numa cadeira de rodas, assim, sem mais nem menos. Sem aviso prévio. A tragédia simplesmente aconteceu e eu teria que arrumar um jeito de lidar com ela. Era de enlouquecer, não?
Oliver Queen, antes um playboy milionário, que traiu a namorada com a irmã desta, levando -a para um barco particular que naufragou, sendo taxado de responsável pela suposta morte da mesma, que ficou preso numa ilha infernal, voltando cinco anos depois se tornando o herói desta cidade, hoje está sendo um incrível noivo. Cuidando de mim, dos horários dos meus remédios, me ajuda a trocar de roupa, a tomar banho. Ele está sendo incrível, mas há algo que eu venho percebendo. Desde que sofri o atentado e perdi o movimento de minhas pernas eu e Oliver não tivemos nossos...momentos, se é que pode me entender. No primeiro mês o médico pediu repouso absoluto e eu ainda estava tomando remédios para dor, que antes me incomodava, e já fazem três meses e meio que não sinto nenhum desconforto, e me adaptei a vida de cadeirante. Não, eu nunca tive preconceitos contra cadeirantes, muito pelo contrário. Mas algo me incomodava, eu me sentia, insegura. O tempo passou e ainda assim Oliver cuida de mim, com toda a paciência do mundo mostrando o quanto me ama, porém o problema não é ele, e sim eu.
No início quando ele me ajudava a tomar banho e trocar de roupa, seu olhar era amoroso, sempre me reconfortando, pacientemente ele me ajudava nessas necessidades, o problema é que aos poucos notei mudança em seu olhar. Depois de um mês, eu percebi pequenas faíscas dançarem em seus olhos azuis, pupilas levemente dilatas enquanto me dava banho, ou me vestia, mas ele disfarçava, tratava tudo com bom humor sem deixar o clima pesar, mas ainda sim eu podia ver que ele estava começando a sentir falta da nossa intimidade. No segundo mês, ele já não disfarçava tão bem, pelo menos ele tentava, mas sem êxito. Seu olhar passou de faícas à pequenas chamas, e seus olhos se demoravam mais pelas curvas do meu corpo, suas mão queimavam mais contra minha pele, algumas vezes até apertando levemente, e faziam carinhos mais demorados na minha cintura, nos ombros, nas costas e pernas enquanto me banhava. Agora no terceiro mês seu olhar era um verdadeiro incêndio. Seu olhar era puro fogo, as vezes ele me beijava com mais intensidade, sentia sua língua acariciando a minha assim como ele sempre fazia antes de terminados nus, embolados no lençol da cama, suados. Agora ele mesmo se freava, eu sentia que ele não queria me forçar, mas queria mais contato, só não sabia se podia dizer isso a mim, já que as vezes quem o freava era eu. E agora Oliver não disfarça mais seus desejos, e o pego olhando as minhas pernas agora sem movimento, sem vida, e ainda assim ele continua a admira-las. Quando estamos nos preparando para dormir, sinto o corpo dele se encostar mais no meu, seus braços circundarem mais firmes que o normal, por vezes destribui beijos pelo meu pescoço, e as vezes finjo não perceber sua ereção pulsar contra a base da minha coluna e apenas lhe dou um boa noite, e dormimos. Sei que em certo ponto ele se sente um pouco frustrado, mas em nenhum momento me pressiona, ele apenas... Aceita. Mas o pior de tudo é que eu me sinto como ele. Quando ele me olha e o vejo em chamas, nossos olhos se encontram e ficamos nos encarando intesamente até eu cortar o clima, mas eu sinto o mesmo desejo. Quando sinto suas mão me despindo para o banho, ou me ensaboando, eu tento não notar ou finjir que não noto a tensão sexual que se instala. A vontade de ambos se perderem um no outro. Eu mesma muitas vezes me perco lembrando de nossas noites quentes, me pego observando ele sem camisa enquanto malha, dorme ou simplesmente anda pela casa conversando assuntos aleatórios ou sobre os crimes distraidamente.
Mas você deve estar se perguntando "Então Felicity, qual o problema? Por que não se entregar logo a uma noite de amor com ele?". Eu lhe respondo: eu não consigo dar continuidade a nossa tensão sexual quando a mesma surge. Eu confesso pra mim mesma que fico insegura, eu não movimento minhas pernas mais. Não sou habituada a isso. Como simplesmente posso dar prazer a ele e fazer com que o sexo seja incrível se eu sinto que vou parecer uma estátua? Já ouvi milhares de relatos de pessoas cadeirantes que fazem sexo normalmente. Mas eu não sei lidar com isso, não sei como fazer, como agir em uma situação assim. Não sei se sinto essa insegurança por ser tudo muito recente. Eu não perdi minha sensibilidade por completo, eu não andava mais era verdade, mas eu podia sentir alguns toques na pele, eu ainda conseguia sentir tesão na minha intimidade. Nosso sexo sempre foi tão movimentado, quente, acrobático. E agora que eu apenas vou conseguir mexer meus braços como irei expor todo o meu desejo? Todo o meu fogo? Como? Eu só não sei lidar com isso. Eu nunca fiz.
E justamente hoje, tudo mudou. Hoje foi o dia em que Oliver não se conteve e nem eu. Até eu estragar tudo e me trancar na minha insegurança. Vou explicar: hoje de manhã, fizemos o que sempre vinhamos fazendo desde o acidente que era ele me ajudar a levantar, tomar banho, vestir roupa, fazer café da manhã e vim para Palmer Tech. Até ai tudo bem, se no intervalo entre tomar o café da manhã e vim para o trabalho nossos hormônios acumulados não tivessem explodido.
Hoje enquanto ele me ajudava a tomar banho, e me vestir, senti Oliver mais tenso, eu senti todo seu desejo. Era chegado o momento que seu alto controle estava indo pelos ares. E ao tomarmos o café da manhã, como de costume Oliver me dava um selinho demorado antes de eu me preparar para pegar carona com Curtis que me levava para o trabalho. O problema foi que durante esse selinho Oliver derramou sem querer café na minha saia. Foi uma lambança só, o café se espalhou sujando minha cadeira e pingando pelo chão, e Oliver desesperado colocou a xícara na bancada da cozinha e tratou de me erguer rapidamente da cadeira para que eu não me queimasse mais, e me colocou na bancada no qual apoiei minhas costas no armário da cozinha enquanto Oliver pediu para eu esperar e que ia buscar uma nova saia para mim, fiquei ali e abri a torneira jogando água em minhas coxas por cima do tecido, tentando esfriar o local e tentando tirar a macha de café. Quando Oliver desceu com uma saia preta, veio em minha direção, abriu meu zíper com um suspiro, como se praguejasse por me ver semi nua de novo, então ele me ergueu levemente da bancada para apenas descer a saia manchada de café pelas minhas pernas. Eu o segurei pelos ombros afim de me apoiar. Erro meu. Nesse movimento acabei por inalar o perfume de Oliver em seu pescoço, e sem resistir eu respirei fundo sentindo mais seu cheiro, e me deixando levar pela sensação de estar abraçada a ele apenas com uma blusa e calcinha. Rocei minhas unhas em sua nuca e o senti suspirar afarrando minha cintura firmemente, soltandos as saias no chão e roçando sua barba por fazer no meu pescoço, causando-me arrepios. Aos poucos nossas bocas foram se encontrando, e em algum momento Oliver havia aberto minhas pernas se encaixando no meio delas, passando as mãos pelo meu corpo, e nos beijávamos intensamente, profundamente, com saudade, desejo, amor, paixão. Uma explosão de sentimentos. Não resistindo eu arfava contra seus lábios, e no seu ouvido, sentindo seus toques mais urgentes, nossas peles se eriçando, nossas linguas se acariciando loucamente. As mãos dele me apalpavam por inteiro, passando pelas minhas coxas, bunda, cintura, seios, nuca, cabelos. E eu não era diferente. Quando abri meus olhos rapidamente olhando para baixo, vi o volume por baixo das calças dele, denunciando, sua ereção. Gemi alto tentando movimentar meus quadris em direção a ereção dele, mas eu tinha dificuldades, eu queria enlaçar minhas pernas em sua cintura e traze-lo para mais perto de mim mas eu não podia, eu não conseguia, minhas pernas não se moviam e foi ai que minha insegurança voltou. Eu simplesmente estanquei nossos movimentos, e nossos beijos. Ele sentiu minha brusquidão e me olhou ofegante como se perguntasse o motivo de eu ter parado. Eu me sentia molhada e ofegante. Ele sabia disso, porque ele sabia como me deixar assim. Eu apenas fitei o chão sem graça pedindo para ele terminar de colocar minha saia por gentileza e me deixar na portaria do prédio porque Curtis estava quase chegando.
Mentira. Pelo horário, Curtis não devia nem ter saído de casa ainda.
Ele respirou fundo tentando se controlar e mais uma vez se mostrou um cavalheiro e um homem paciente. Apenas sorriu sem jeito se afastou, fechando minhas pernas e pegando a saia para me vestir, depois saímos de casa em silêncio e ele se despediu de mim na portaria apenas com um beijo na testa e indo rumo ao escritório. Desde então não nos vimos ou nos falamos. E agora aqui estava eu observando a cidade do alto, sentindo o calor do sol de outono, esperando para que Curtis, que bem sendo um grande amigo me dando caroba, me levar para casa. Ouço passos atrás de mim tirando-me dos meus devaneios. Era Thea.
— Felicity! Como está? -me cumprimentou simpaticamente.
— Bem e você? Como anda essa sua doença mágica que o poço lhe causou?
— Bem a medida do possível. As vezes a ferida que Ras fez ainda abre, mas Malcom de algum modo consegue fazer com que eu me acalme e volto ao normal. Tive uma crise esta manhã mas não aguento mais ficar em casa. Repousando... Arrrg! — fez um grunido de nojo movimentando as mãos, indicando que não aguentava mais ficar de cama me fazendo rir- Então vim passear pela cidade. E adivinhe? Fui ao escritório de Oliver, e sabe, eu o percebi mais desatento. Cabisbaixo. Ele não disse o que é, deu de ombros, então vim aqui para ver como você estava e para perguntar se sabe do porque ele estar tão estranho, mas agora te olhando, você está do mesmo jeito que ele. Brigaram?
— Ai Thea. Antes fosse. -ela me olhou sem entender.- Eu sei, não é normal querer ficar brigada com seu noivo, mas o fato é que eu preferia estar brigada do que no clima estranho que estamos hoje. Quer dizer, venho percebendo algumas coisas algum tempo mas... -ela se sentou em uma cadeira prestando atenção ao que eu falava. Então me senti envergonhada por falar de assunto desse com ela. Pensei em procurar Laurel, mas não seria bacana, ela foi ex namorada dele e por mais que não houvesse mais nada além de amizade entre eles, era no mínimo estranho conversar de minha relação sexual com Oliver, com ela. Cogitei Dig ou minha mãe, mas definitivamente não. Nenhum dos dois. E Thea... Bom, era irmã, e isso tornava tudo mais esquisito. — Não sei se devo conversar isso com você. — eu disse sem graça.
— Conversar sobre o que? Pode se abrir Felicity. — minhas bochechas esquentaram e então ela entendeu do que se tratava enquanto eu fitava o chão completamente sem jeito. — Ok! Entendi! Vamos, não fique sem graça! Esqueça que sou irmã dele e sua cunhada, sou sua amiga aqui. Pode desabafar. — ela falou com carinho segurando minhas mãos. Suspirei aliviada pegando fôlego
— An... tudo bem. Ok. Bom, eu e Oliver não transamos a três meses e meio, e hoje quase transamos na cozinha e eu o afastei quando percebi enfim que minhas pernas não se moviam. Um pânico me abateu e fiquei insegura. Eu não sei lidar com essa condição quando o assunto é sexo. Quer dizer, venho percebendo que ele está se segurando a algum tempo, e bom, eu também, mas...
— Você não se sente segura o suficiente com medo de não saber o que fazer e não dar o bom sexo que vocês sempre tiveram ao meu irmão. — ela completou minha frase e eu fiz um sinal de ok com os dedos. — Fel, ele te ama. Sim, essa situação é nova e é normal você não saber lidar com isso, eu sei que é dificil, sei que está insegura com medo de que não seja bom, de que não saiba como tornar isso prazeroso para ele também, de não saber o que fazer, mas olhe, o que torna tudo melhor é o amor de vocês, e eu sei que meu irmão só sentiu isso com você. Ele não liga para essa condição. Você pôde perceber hoje de manhã que ele não dá a mínima para você andar ou não. Ele continua a se sentir atraído por você, continua querendo te ter. E você também o quer, mas está insegura e você acaba reprimindo o desejo. Por que não vence o nervosismo e dá uma chance?
— Mas como? Não sei o que fazer.
— Eu sei. Vamos as compras! — disse Thea sorridente, radiante.
No segundo seguinte ela havia dispensado Curtis dizendo que ela me levaria para casa. Em seguida estávamos em uma loha de lingerie e Thea, comprou várias lingeries que eu achei bonita e outras sexys, eu havia lhe dito o meu tamanho e ela comprou uns dez conjuntos, de diversas cores. Tinha de tudo. Camisola transparente, cinta liga, tomata que caia, sutiã e calcinhas rendados. Eu estava sem jeito e ela estava radianre levando até umas peças para si. Acabou que no final, foi divertido. Ela me levou para casa antes de Oliver chegar e disse:
— Ok, vou te vestir com essa camisola sexy e meu irmão vai enlouquecer! E você vai se sentir mais segura, quando se olhar no espelho! Vamos, vou te arrumar. — ela foi saltitante carregando minha cadeiras de rodas, me levando para um quarto que ficava no andar de baixo, ja que ela não aguentaria subir as escadas comigo como Oliver fazia para irmos para nosso quarto. Ela tirou um estojo de maquiagem, me deu um banho como pôde, me maquiou, mas nada muito carregado, apenas sexy. Me perfumou, e me vestiu, além de ajeitar meu cabelo de um jeito "bagunçado arrumado".
A camisola era transparente, rosa mate, e dividida ao meio expondo minha barriga e ainda mais minha calcinha de renta sa mesma cor.
—Oh! Está linda e meu irmão vai ficar louco! — Thea disse animada batendo palminhas enquanto eu parecia um tomate de tão vermelha de vergonha.
— Thea, de verdade, obrigada. -eu disse ternamente segurando sua mão
— Que nada. Quando ele chegar, arrasa! — ela respondeu sorridente, beijou minha bochecha e foi embora.
Faltavam poucos minutos para Oliver chegar. Meu coração estava disparado, minhas mãos trêmulas e suando. Eu estava nervosa e ansiosa. Eu observava a noite caindo na cidade, quando a porta da sala se abriu atrás de mim. Era Oliver que entrava de cabeça baixa, alheio a minha presença. Assim que seu olhos me fitaram ele estancou na porta travando-a deixando semi aberta. O vi engolir em seco, me fitando por alguns segundos. Até que se moveu fechando a porta atrás de si, e ficando de frente para mim. O olhei de cima a baixo e gostei da reação que causei nele naqueles poucos segundos que ele me olhou. Sua ereção ja era evidente através da calça. Thea estava certa. Eu estava me sentindo mais confiante, mais segura.
— Boa noite. — eu disse roucamente, sentindo o desejo me invadir.
— Felicity... — ele falou num fio de voz, respirando fundo.
— Oliver. Não fala nada. Venha aqui.- ele foi se aproximando a passos vacilantes. — sobre hoje... Eu queria dizer que não era você. Era eu. Eu estava insegura ...
— Amor, não precisa me provar nada. Eu te entendo. Não quero pressionar a nada. Não precisa fazer isso apenas para me agradar. Está tudo bem. — ele disse parando de andar se mantendo a uma distância segura de mim, suando frio, respirando descontroladamente sua ereção ainda estava evidente.
— Mas eu quero. E não é apenas para lhe agradar. É por nós. Eu também sinto saudades de você, deixe eu lhe mostrar. — eu disse movendo a cadeira na direção dele lentamente. — eu tinha medo, de não ser boa, de não fazer nada direito, mas eu confio em você e sincetamente depois de hoje eu não sei se conseguiria me conter mesmo. -sorri para ele que devolveu o sorriso. — Vem aqui. — o chamei, ele se abaixou apoiando suas mãos em minhas coxas, alisando. Nossos olhos se encontraram e finalmente havia um fogo que agora não seria reprimido. Ficamos nos encarando intensamente, até ele se livrou do palitó, e da gravata.
Eu o puxei pelo rosto unindo nossos labios, num beijo calmo, mas sensual. Então nossas linguas começaram a se acariciar mais profundamente, minhas mãos ja estavam desabotoando sua camisa e em seguida passando pelo seu peitoral, seu abdome, arranhando de leve sua pele e Oliver estava me erguendo, me legando no colo indo em direção a escada acima comigo em seu colo sem nunca parar de nos beijarmos. Ao chegar no nosso quarto ele me deitou delicadamente na cama e se ergueu me fitando, olhando meu corpo, eu sentia seu olhar queimar minha pele, tamanho era o desejo. Quando seus olhos finalmente me encararam de novo, vi a promessa de desejo e luxúria ali, mas também amor.
— Ah, Felicity... Que saudade. Você é linda! — ele disse com veracidade terminando de tirar a camisa e as calças, ficando apenas de cueca. Me senti desejada e admirada.
Ele se deitou sobre mim, me beijando, com vontade, saudade e amor. Eu arfava me entregando a seus labios, e então os senti beujar meu queixo, depois meu pescoço e ir descendo pelos meus ombros, em seguida beijando torturantemente o vale entre meus seios e ir descendo em direção a minha barriga, me fazendo suspirar, arrepiar e contorcer pela sua deliciosa tortura. Suas mãos deslizavam sobre minha cintura, e as minhas faziam carícias em sua nuca. Quando a alcançou minha calcinha ele soltou seu hálito quente, beijando minha intimidade por cima da calcinha. Eu não sentia muito, mas um pouco, e a visão era muito sexy. Eu sofria em antecipação, e resmunguei quando ele voltou para cima beijando minha boca avidamente, me causando frisson no meu corpo.
— Como eu sentia saudade do seu corpo amor — ele disse a frase contra meus labios entre um beijo e outro. — Não me importa, eu te desejo e te amo de qualquer jeito.
Com sua declaração eu senti meus olhos cheios de lágrima e sorri emocionada para ele.
— Eu te amo Oliver. — eu disse feliz, sorridente contra seus labios, descendo minhas mãos pelo seu corpo massageando seu membro ereto, ele repetia descontroladamente que me amava.
Naquela noite, ambos fizermos amor madrugada a dentro, Oliver me provando que toda minha insegurança era bobeira, me amando intensamente, com o mesmo desejo de antes, se não até mais. Gemiamos juntos, gritavamos de prazer, e minhas pernas imóveis não foram problema. Oliver ditava muito dos movimentos, sustentando- me em varias posições e eu me deixava ser guiada, mas de vez enquando tomava atitude e fazia maravilhas com minhas mãos, o fazendo gemer. Fizemos um amor incansável, medos sendo deixados de lado juntos com a insegurança, matamos nossa saudade, nossos desejos e explodimos em orgasmos, exaustos e suados. Antes de dormir ficamos abraçados, fazendo carinhos entre juras de amor, planos para o futuro. E eu não poderia estar mais feliz, assim como Oliver.
Ambos estávamos exatamente como queríamos e deveríamos estar. Nus, cobertos pelo lençol, suados e abraçados.
Dali em diante eu não me senti mais insegura. E todos os dias nossos banhos e trocas de roupas ficaram no mínimo, digamos.... Mais interessantes.
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