About To Crash

13 Final Chapter


Notas iniciais
Finalmente... o final.

Quando ele acordou já não estava mais no sanatório. Estava deitado no meio de uma rua. Também já não era mais noite.

Com dificuldade Bronsky se levantou. O machado estava caído ao seu lado direito, ele o pegou. Olhou a sua frente e viu a seguinte placa: MIDWICH ELEMENTARY SCHOOL.

”Porque Horton me trouxe até aqui?”

Bronsky pegou o mapa em seu bolso e procurou onde estava. Ele estava na rua Midwich, a rua em que pegou o mapa. Não estava longe de sair da cidade. Era a hora de ele decidir, ele entraria na escola e descobriria porque Horton o trouxe ali ou ele iria pela saída da cidade.

Decidiu ir para a escola. Entrou pela porta dupla. Havia duas portas de cada lado e uma porta dupla a sua frente. Foi pela porta dupla. Estava em um corredor que fazia um formato de um quadrado. Esse corredor ladeava um pátio. Decidiu ir pela direita até chegar numa porta que lia-se Teacher’s Room. Tentou abri-la, trancada. Continuou seguindo em frente até achar outra porta que também dizia “Teacher’s Room”, tentou abrir, conseguiu. Entrou na pequena sala retangular. Havia apenas uma janela e uma mesa. Em cima da mesa havia uma chave e um pequeno bilhete escrito a mão.

Bronsky foi até a mesa e leu o bilhete:

Pegar os memos sobre o aluno Bronsky Harper na mesa da Diretora Scherbatsky na Teacher’s Room

”O que você está tramando, Horton? O que você quer que eu descubra nesse colégio?”

Bronsky viu que a chave ao lado do bilhete tinha uma pequena identificação, “TR”.

”Deve ser daquela porta trancada”

Bronsky pegou a chave e sai da sala. Ele volta até a porta tranca, enfia a chave e gira. Um pequeno “click” mostra que a porta se abriu. A sala é um pouco maior que a anterior. Haviam duas mesas e duas janelas. Havia também um espelho no canto esquerdo do lado oposto da porta.

”Droga. Porque tinha de haver um espelho nesse maldito lugar?”

Com muita cautela, Bronsky anda pela sala. Ele lê uma plaquinha de identificação na mesa mais próxima ao espelho. Lia-se “Diretora Amanda Scherbatsky”.

”Os memos devem estar nas gavetas daquela mesa”

Bronsky se aproximou da mesa. O espelho estava ao seu lado, ele o encarou, a imagem que refletia parecia ser ele mesmo, estava com a feição séria e não a risonha e malévola de Horton.

Suspirando de alívio Bronsky deu a volta na mesa. Haviam 3 gavetas. Abriu a primeira, havia apenas um maço de cigarros.

Abriu a segunda e levou um susto havia uma pistola calibre 22 ali.

”O que uma pistola faz na mesa da diretora? Será que os alunos eram tão terríveis assim”

Tirou a arma da gaveta e a posou em cima da mesa.

Abriu a terceira gaveta. Havia várias partições com nomes de alunos nessa. Em cima das partições havia um bilhete escrito "Casos especiais."

”Com certeza estou em alguma dessas partições”

Começou a passar os nomes dos alunos. Porém em segundos parou na ficha intitulada “Carey, Vincent”.

Tirou ela da partição. Não sabia se lia ou não, hesitou por um momento. Decidiu ler.

Dentro da ficha havia alguns boletins, folhas de matricula. Havia uma folha no fim disso tudo intitulada “Resumo do aluno”, era assinada pela Diretora e haviam sido grifadas algumas partes.

O aluno demonstra déficit de atenção ..... tendência a ser violento .... mostra sinais de homofobia e racismo .... pai e mãe mortos num acidente de carro .... ultima vez visto na frente do colégio com Bronsky Harper

A única informação que Bronsky não sabia era que seus pais haviam morrido. Ocorreu-lhe o pensamento que talvez de alguma forma o próprio Vincent de alguma forma foi o culpado pela morte deles.

Bronsky voltou a partição. Continuou a folhear as fichas até que leu uma intitulada “Grady, Travis”.

”Esse é o nome que estava naquele desenho. Sua mãe estava internada no quarto 1 do isolamento feminino”

Por pura curiosidade, Bronsky pega a ficha e a abre. Como a de Vincent, também havia um “Resumo do Aluno” pela Diretora. Também haviam partes grifadas.

Aluno mediano e comportado ... mãe tentou matá-lo e está no sanatório ... pai enforcou-se no hotel, Travis ficou ao lado do corpo por 10 horas ... não mais aluno da Midwich Elementary School

Bronsky ficou pasmo por alguns segundos.

”Mãe tentou matá-lo e o pai se enforcou? Nossa, imagino o que ele passou. Espero que ele nunca tenha que ter voltado a essa cidade, a esse inferno.”

Bronsky voltou as partições, continuou procurando por seu nome até que...

- Harper, Bronsky – leu em voz alta.

Abriu a ficha. Procurou pelo “Resumo do Aluno” e o encontrou. Diferente dos outros não haviam partes grifadas.

O aluno é estudioso e comportado. Não é muito sociável com os colegas. Alguns alunos afirmam que ele se torna um “menino ruim” as vezes e torna-se violento para com eles. A professora Irene disse já ter visto o aluno comporta-se dessa maneira com um colega de classe. Ligamos para o pai para falar sobre o assunto, porém ele disse que não falaria nada por telefone, que ele(não sabemos a quem ele se referia) poderia ouvir, e que ao invés disso mandaria uma carta(está em anexo a esse memo). Depois de ler a carta só posso concluir que o problema do aluno era dupla personalidade(coisa rara em crianças) e que deveria ser tratado no Cedar Groove Sanitarium, porém ele e seu pai já se mudaram da cidade, não há mais nada que possamos fazer.

PS: Tenho medo do que o pai possa fazer com o filho, ele parecia um pouco perturbado mas extremamente sério no que dizia na carta.

Rapidamente ele virou a folha e leu a carta de seu pai.

Assim como prometi, estou enviando a carta. Sim, as afirmações sobre meu filho devem ser verdadeiras, há algo estranho nele. Ele enlouqueceu a mãe dele dizendo que iria matá-la. Ele fica nervoso as vezes sem motivo. Tenho medo de cometer uma loucura com ele, por isso estou me mudando da cidade hoje. Não posso agüentar ficar na mesma cidade em que ele fez todos esses males. Já me passou pela cabeça matá-lo a noite, enquanto estava dormindo, sua mãe até concordou com isso. Não o amo, não o vejo como o filho, vejo como um demônio, um assassino, porém não consigo suportar a idéia de matar um ser humano. Vou me mudar para ver se o comportamento dele muda, há algo maligno nessa cidade. Peço a Deus que o que ele tenha de podre dentro dele morra, caso o contrário vou ver o fim pelas mãos do meu filho.

Bronsky terminou a carta chorando, seus pais o queriam mortos.

Então a culpa o ferrou no peito. Tudo estava desmoronando dentro de sua cabeça. Todas as lembranças boas estavam partindo para sempre e o ressentimento tomava conta. Jogou a mesa no chão e se ajoelhou. Não queria mais fazer parte desse mundo, desejou a morte.

- Olá Bronsky.

Horton estava em pé no espelho.

- Eu posso fazer essa dor passar. Se entregue, entregue sua mente a mim, você não precisará fazer nada, você não sentirá nada, tudo irá embora.

Bronsky olhou para o espelho. Horton estava de pé e o observava.

- Deixe-me tomar o controle. Apenas diga sim.

Bronsky se lembrou do rosto de sua mãe na criatura, ele se lembrou da carta do seu pai e então...

- Sim – sussurrou de cabeça baixa.

Horton deu uma gargalhada e o espelho explodiu em milhões de pedaços, Bronsky caiu no chão.

Ele se levantou calmamente e abriu os olhos. O braço esquerdo já não doía mais. Foi até a mesa e pegou o maço de cigarros na primeira gaveta.

- Preciso de fogo – disse ele, e começou a gargalhar.

Respirou fundo, olhou ao redor e disse.

- Finalmente em casa.

Vincent apareceu do seu lado e falou a Horton:

- Temos Garcia.

Horton riu e começou a andar em direção da porta de saída da sala.

Notas finais
That's it, guys. Espero que tenham gostado dessa fanfic que vos trouxe. Até a próxima.