About This Girl I Know.
16 I need you in my life
James Sullivan;
Já fazia dois dias que Leana havia fugido, e desde então não foi encontrada ainda. Lá estava eu, na casa de Vallary, com Gena e algumas outras amigas próximas das três, até que meu celular toca. Número bloqueado. Estranho.
- Alô?
- Oi. Já acharam Leana? - fiquei confuso, mas essa voz me parecia familiar.
- Quem é?
- Chuck. — fiquei com um tanto de raiva, ele não se importa com ela, por que quer saber? Não respondi por alguns segundos, não sabia se mandava ele se foder ou se perguntava o que ele queria, mas ele preferiu não esperar e interrompeu meus pensamentos. — Leana foi sequestrada. Por minha causa. - de repente meu coração acelerou de uma forma que parecia que ia parar a qualquer momento e comecei a soar frio.
- Por sua causa? — foi tudo que consegui falar.
- Sim. Parece que a gangue contratou detetives para investigar sobre mim e descobriu que ela era minha esposa e acharam ela correndo e indefesa por aí.
- Mas por que tudo isso?
- Eu sou Chuck Bass, tenho muito dinheiro. Hoje de manhã me ligaram de um número bloqueado, me ofereceram uma grande quantia em dinheiro para soltar Lea. Mas eu não confio muito neles, por quanto tempo ela não aparece?
- Esse é o terceiro dia. Já é de tarde, se eles te ligaram somente hoje, só Deus sabe o que eles podem estar fazendo com ela! Chuck, precisamos fazer alguma coisa. Agora.
- Calma Romeu, eu também estou preocupado. — o tom de zombaria me deixou irritado. — Vou dar um jeito de me comunicar e depois te dou alguma informação.
Quando ouvi o estalo do celular, fiquei olhando para o mesmo por alguns segundos. Só sai do transe quando Val me balançou para perguntar quem era.
- Chuck Bass.
- O ex marido da Lea?
- Sim. — ela esperou eu continuar, mas não sei se conseguia. — Aconteceu uma coisa muito ruim mesmo, isso explica porque Lea não deu nenhuma notícia até agora. — engoli em seco. — Ela foi sequestrada.
-
Leana Silver;
Quando abri meu olhos, ainda estava tonta, enxergava tudo dobrado e minha cabeça doía. Na medida que comecei a ficar mais consciente, percebi que estava em um ambiente pouco iluminado e sujo. E me assustei ao ver um homem olhando maliciosamente para mim com uma faca na mão.
- A bela adormecida acordou. — aquele sorriso estava me dando arrepios. Olhei para baixo e me vi amarrada em uma cadeira apenas com minhas roupas íntimas e cheia de hematomas. Todo meu corpo doía. Parecia que tinha se passado anos que eu estava apagada.
- Quanto tempo eu estou aqui? — minha cabeça doía enquanto eu pronunciava cada palavra sequer.
- Três dias. Eu e meus amigos te encontramos correndo e chorando e achamos uma oportunidade. Não se preocupe, seu herói vem te buscar. Com um bolo de dinheiro, é claro. — a risada diabólica do cara me deu frio na espinha e comecei a pensar em James e em como ele estaria preocupado. Minhas lágrimas caíram sobre meu rosto involuntariamente. E de quem ele estaria falando? James não tinha muito dinheiro, eu que fui idiota de sair correndo, eu que tenho que pagar por isso.
- Não, por favor, não tirem o dinheiro dele. — parecia uma criança mimada e choramingando pedindo uma barbie em alguma época que não eram festas nem meu aniversário.
- Como não? Ele é rico, te pegamos justamente por fazer parte da família dele. Creio que você o ame.
- Sim, eu amo. Amo muito. — comecei a chorar muito mas então parei. Rico? De quem ele estava falando, afinal? — Vocês estão falando de quem?
- Chuck Bass, seu marido? — De repente me veio na cabeça que eu estava perdida. Chuck, vir me buscar? Nem fodendo. Mas, é melhor eu fazer um pequeno teatro, se eu falar que nós nos separamos e nos odiamos é capaz de eles brincarem comigo e logo me matarem. Não que eu me importasse em viver, com a minha filha embaixo da terra junto com Brian, e sem James agora. Mas, eu precisava abraçá-lo uma ultima vez e saber se ele me odeia.
- É, ele mesmo. Não o machuquem por favor! — Eu minto muito mal, mas acho que até uma criança é mais esperta que ele. E então aquela gargalhada veio de novo.
- Se ele trazer a quantia de dinheiro certa, não precisaremos machucar nenhum de vocês. — ele apontou aquela faca brilhante para perto de mim e logo deu outra gargalhada como se aquilo tudo fosse uma piada. — Mas creio que ele traga tudo como mandamos, ele estava muito preocupado e disse que te amava. — Hum, então a ideia de fingir não foi só minha, pensei.
- Como se você não tenha me machucado. — acho que o deixei com raiva, ele se levantou da cadeira que estava sentado na minha frente e eu pude sentir a lâmina fria em meu pescoço, engoli em seco. Falei merda, eu sempre falo merda.
- Não se atreva a falar assim comigo novamente, ouviu bem? — só consegui pronunciar um “uhum” e isso fez com que ele sentasse no lugar novamente. Tentava acalmar meu coração aos poucos, mas era em vão. Estava cada vez mais assustada. E pensando bem, se depender do Chuck, eu vou sair daqui somente domingo se tiver sorte e… Bom, hoje é segunda.
Chuck Bass;
Estranho eu me ver contando dinheiro para entregar a um cara que está com a minha ex esposa, isso se ele está mesmo com a mesma. Não que seja estranho eu estar contando dinheiro, mas sim eu estar contando dinheiro para entregar uns caras que sequestraram minha ex mulher. Espero que ela não tenha estragado meu plano, espero que ela tenha sacado que é para fingir que nós ainda somos casados e apaixonados, para que eles não pensem que ela não seja útil. Eu adoro encher o saco de Lea, mas nunca ia querer o mal dela.
- Irei te passar um endereço, e quero que fique me esperando na porta. — pedi para o meu motorista e ele seguiu com a limousine preta até chegarmos em uma casa estranha, pequena e com algumas janelas quebradas.
Andei com passos pequenos, pela primeira vez me sentia inseguro, eu não confiava nesses caras. Bati na porta com força e logo um homem com cabelo preto enrolado e olhos da mesma cor, físico forte apontou para mim com uma faca na mão. Primeiramente arregalei meus olhos, mas eu estava acostumado com aquele tipo de situação. Agora precisava me manter firme para sair vivo com Leana também viva de preferência.
- Cadê minha esposa.
- Cadê meu dinheiro?
- Quero vê-la primeiro. — o homem não hesitou e me levou até Leana. Ela estava com um shorts e uma blusa do Iron Maiden com uma jaqueta de couro.
- Chuck! Você veio!
- Minha querida! — corri para abraçá-la conforme acho que um marido desesperado faria, mas logo me pararam e pediram o dinheiro.
- Sua amada esposa está do jeito que raptamos ela. — provavelmente era mentira, mas quis acreditar mesmo assim. — Agora eu quero o dinheiro.
Peguei uma bolsa com o dinheiro e o entreguei e então ele soltou Leana nos meus pés, e então a segurei e ajudei a sair de lá.
-
- Obrigada. — olhei para Leana que estava com uma expressão muito triste na janela da limousine.
- De nada. Eles fizeram algo com você? — ela fez que sim e levantou um pouco sua blusa do Iron. Estava cheia de hematomas, isso fez com que eu ficasse boquiaberto. Logo, Lea começou a chorar e isso partiu meu coração. Abracei-a sem dizer nada até chegarmos em sua casa, onde James esperava aflito.
- Obrigada. — Leana disse ao abrir a porta da limousine e avistar James. E então eu a segurei e olhei em seus olhos. Aqueles olhos penetrantes.
- Me perdoe. — parei para respirar fundo. — Eu que te causei isso tudo.
- A culpa não foi sua. — então ela deu um sorriso e soltou a minha mão aos poucos. Antes de fechar a porta vi ela e James se abraçando como se ela estivesse voltado de uma guerra. Suspirei. Me senti triste, porque, na verdade, eu nunca amei ninguém. Não a esse ponto.
James Sullivan;
Ao ver a limousine do Chuck chegar minhas mãos começaram a soar, eu realmente espero que Leana esteja lá dentro, se algo a aconteceu, eu nunca mais vou me perdoar por ter deixado ela sair.
Quando a porta se abriu e vi Lea, parecia que eu estava com uma cruz nas costas e então ela foi quebrada de repente, não consigo explicar minha alegria nesse momento.
- James! — essa era a voz de Leana correndo e me abraçando forte. Não contive minhas lágrimas e vi que ela também não.
- Lea, eles te machucaram? Você se sente bem? O que eles te disseram? — tantas perguntas, mas ela conseguiu me calar com um beijo.
-
Fiquei olhando Leana por alguns minutos enquanto ela estava sentada tomando seu chocolate quente.
- Lea, ainda estou chocado, não sei se posso te perdoar. — eu vi sua expressão mudar enquanto a olhava nos olhos. — A Michelle não era minha… Além de ter escondido isso de mim, vocês… Fizeram sexo e até agora eu não sabia. Eu sei que não é fácil contar, mas não é fácil ouvir também. Eu… — parei, senti algumas lágrimas em meu ombro. Bosta. Mas eu tinha que continuar a frase. — eu vou sair daqui. Me desculpe. — beijei sua testa e peguei a mala já feita, mas ela correu atrás de mim e segurou meu braço.
- Não, você não pode, quer dizer, eu sei… Eu sei que eu deveria ter contado antes, eu sei que eu fui burra, você tem todo o direito mas… — Lea começou a chorar e então a abracei. — Eu te amo. — ela disse em meio de soluços. Mas não podia, a larguei e sai pela porta.
Fale com o autor