Para quem trabalha em supermercado o Natal só acaba no dia 31 depois do fim do expediente, movimento intenso, produção acelerada e reclamações para todo lado só acaba no dia 2 de Janeiro.

Nesse espaço de tempo todo tipo de coisa chata acontece e não tem como contornar, minha volta para o balcão casou com esse período turbulento e felizmente foi mais tranquilo que ano passado. Fazia muito tempo que minhas cartelas de dorflex e torcilax não acabavam e acho que esse analgésicos tão perdendo o efeito me fazendo recorrer a anti-inflamatórios.

Foi uma loucura que começou das 7 da manhã e depois das 16 horas não acabava, eu não gosto de me gabar, mas eu conseguia carregar uma bandeja de 30 quilos e correr o balcão inteiro com ela.

Desse jeito as coisas desenrolaram por essas semanas, sinceramente já estava de saco cheio.

Depois disso tudo ganhamos um presente da firma, um peru não muito grande e com certeza fora do meu orçamento. Como para pobre não existe presente e sim esmola, verifiquei a data de validade e meu “presente” ia vencer dia 3.

Juro que queria fazer um especial de natal descendente, mas mesmo depois de uns dias a minha mente ainda tá fritando.

Agora estou a espera da minhas férias, uma das únicas boas notícias desse último mês.

Lembro do primeiro capítulo que mencionei minha paz quase incontestável, hoje eu me quebrei em vários pedaços que metade deles tem paz de espírito, outra parte menor tem o cansaço fisico e um punhadinho de mim tenta se decidir se essa vida é realmente boa ou apenas o conformismo .