Aborrecido atrás do balcão
6 Sindrome de princesa e o caos criado por Celso Russomano
Por meio desse capítulo eu faço um pedido: Não seja um pau no cu.
Realmente não sei o que acontece com certas pessoas que estão sendo atendidas ou servidas por alguém, parece que elas esquecem os modos em casa e começam a achar que são superiores por algum motivo que não entendo.
Vou usar meu trabalho como exemplo, mas dou meus pêsames aos garçons e garçonetes que são as maiores vítimas desses toletes que parecem gente.
Tem um conjunto de comportamentos que eu chamo de síndrome de princesa, eles se configuram em o cliente se achar no direito de fazer o que bem entende.
A fila de prioridade é um show a parte, os idosos não deixam ninguém passar na frente e quando acontece eles fazem um escândalo, esse não é o problema, a problemática são os que tem esse direito sem ser por idade.
Uma vez a fila tava dando na padaria e tinha um cara com o carrinho de bebê na prioridade, mas eu não vi ele de primeira, gritei chamando o próximo e olhei ao redor procurando quem atender e o dito cujo só me olhava, mas não reagiu então atendi outro por acha que ele já estava sendo atendido por outro. Chamei o próximo e o cara tava na mesma, mas um velhinho berrou pedindo a vez. Na terceira vez eu nem olhei pro cara que já tava puto e logo em seguida foi embora.
Lembrando que a fila era gigante e a gente atendia quem levantasse a mão ou gritasse de volta.
Cerca de 1 hora depois o gerente aparece perguntando se a gente tava atendendo a prioridade direitinho e todo mundo respondeu que sim, o que aconteceu foi que a criatura que não podia levantar o dedinho pra pedir a vez foi la recepção fazer nossa caveira pro gerente geral alegando que não tinha fila de prioridade.
Outro clássico é a manteiga. Pese pra mim 300 gramas de tourinho só que eu quero na vasilha de 1 kilo ou melhor ainda, quero 4 kilos de margarina primor mas tudo em pote de 250 gramas.
E la vai o trouxa fazer esse serviço e os outros da fila que se lasque esperando eu terminar cada potinho.
Inclusive esse povo só aparece em horário de pico e com pouca gente atendendo o balcão.
Isso fora os caras que pedem qualquer quantidade de queijo, mas não fala marca, se quer no saco de papel ou na bandeja de isopor e nem falam se é muçarela ou prato. Depois que ta tudo pesado e embalado eles ainda olham com cara de cu pra ai falarem o resto da informação.
Mano que ódio dessa gente.
Pior ainda é aquela gente que aparece com pacote lacrado vindo direto da fabrica pedindo pra abrir e tirar metade ou pior de tudo: Um cara apareceu com uma peça de lombo canadense que pesava 1 kilo e queria que a gente fatiasse 8 FATIAS.
Minha vontade era de dar um tiro no Celso Russomano, esse povo sempre vem com as falas dele no programa dizendo que tem direito ate da sua bunda.
O cara que diz que o cliente sempre tem Razão com certeza não é atendente, e quem defende isso muda de ideia no momento que essas princesinhas aparecem.
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