Abismo

59 Vamos aumentar a família


Notas iniciais
Boa leitura.

Capítulo 59 – Vamos aumentar a família

– Amor? – chamou Quinn ainda deitada na areia com Rachel aninhada em seu corpo.

– Hum?

– Posso te pedir uma coisa? – perguntou receosa.

– Claro, Quinnie. – disse agora olhando direto nas orbes verdes.

– O que você acha de termos mais um filho?

Rachel foi pega de surpresa com aquela pergunta e não respondeu de imediato. Seus filhotes já estavam crescidos e a ideia de ter novamente um bebê em casa não a desagradava, muito pelo contrário a deixava bastante animada.

– Tudo bem se você não quiser... é só uma ideia. – sussurrou com olhos tristes.

– E quem disse que eu não quero. Não precisa fazer essa carinha de tristeza, não. – declarou e a loira abriu um sorriso.

– Sério? Você quer?

– Com você eu quero tudo. Até os doze filhos que você encucou em ter. – brincou.

Sem poder se conter Quinn tomou a boca de Rachel para si em um beijo cheio de paixão. As mãos alisavam os corpos e as bocas já passeavam por todos os lugares onde alcançavam. Em uma rápida movimentação a loira virou a esposa que ficou de costas para o chão e deitou-se sobre ela, tomando com a boca um seio e depois o outro.

Rachel arqueava o quadril em desespero para ser penetrada. Quinn a provocava levando seu pênis até a entrada da vagina da esposa e o tirando novamente, esfregando-o em seu clitóris e por toda a intimidade já encharcada.

– Anda logo, Quinnie. – suplicou.

– O que você quer? – provocou.

– Você.

– E o que você quer de mim? – provocou mais uma vez, queria ver Rachel descontrolada e dizendo coisas que não costumava dizer.

– Que você me coma, droga. Anda logo e enfia esse pênis em mim com vontade. – esbravejou.

Quinn riu, mas acatou a ordem de Rachel, enfiando seu membro rapidamente, saindo e entrando de novo.

– Assim?

– Isso, me come gostoso como só você sabe.

Aquilo só fez o membro de Quinn latejar ainda mais e passou a preenche-la com vontade, até com uma certa brutalidade. Ia fundo, entrando e saindo, indo e vindo. Suas nádegas se contraiam cada vez que fazia força para invadi-la e sentia que cada vez mais estava perto de seu limite.

Rachel mordia seu ombro, enquanto a loira jogava a cabeça para traz e gemia com a boca aberta. Seus corpos estavam suados e cada vez mais se ondulavam um contra o outro. Seus seios sacudiam e os bicos roçavam um no outro, túrgidos de tanto prazer.

O orgasmo que preencheu seus corpos foi poderoso e seus gritos ecoaram pela praia deserta. Quinn tinha o rosto enfiado no pescoço de Rachel, que fechou os olhos e respirava acelerado.

– Te comi gostoso? – Quinn perguntou marota, levantando o rosto para encarar a morena.

– Para, sua boba. – deu um tapa no ombro da mulher – Você sabe que não gosto de falar assim... Mas você me comeu muuuiiito gostoso.

Com aquela declaração Quinn abriu um sorriso e salpicou o rosto de Rachel com beijinhos. Ao se afastar um pouco viu o corpo da morena se arrepiar todo, começava uma brisa fresquinha àquela hora.

– Está com frio, amor? – questionou preocupada e a morena assentiu – Vamos entrar então.

Quinn levantou-se e puxou Rachel. Assim que terminaram de se vestir a loira içou sua mulher do chão e a pegou no colo, levando-a para dentro. Ao entrarem na sala, pela porta que estava aberta depararam-se com Judy lendo um livro.

– Oi, mãe. Achei que já estivesse dormindo. – comentou Quinn surpresa.

– Não, resolvi ler um livro. Como foi a caminhada de vocês? – e com uma cara safada completou – Pelo jeito proveitosa pelo estado que estão suas roupas e seus cabelos.

O rosto de Rachel ficou rubro no mesmo instante e nem se atreveu a responder à sogra.

– É... foi boa. – disse Quinn encabulada.

– Vocês não viram nada aí por fora? Pensei ter ouvido alguma coisa, talvez um animal gemendo... Não sei bem.

Com aquela declaração de Judy a morena deu boa noite e virou-se em direção ao quarto, sendo seguida de perto por Quinn.

– Viu o que você fez? – falou brava para Quinn.

– O que eu fiz?

– Sua mãe nos ouviu transando na praia e só porque você insistiu e disse que ninguém ouviria e nem veria nada.

– Rach, não liga para minha mãe...

– Com que cara vou olhar para minha sogra agora?

– Amor, você fala como se minha mãe não soubesse que fazemos sexo. Você acha que ela pensa que foi a cegonha quem trouxe nossos filhos? – brincou.

– Desculpe, eu só fiquei envergonhada, Quinnie.

– Não precisa, Rach. Minha mãe não é uma puritana cheia de não-me-toques.

– Eu sei. Me desculpe mesmo.

– Não se preocupe. Agora vem cá, vamos tomar um banho e tirar essa areia de nossos corpos e quem sabe a gente dá mais uma treinadinha em fazer bebês durante o banho.

– Nem pensar. Não depois da vergonha que acabei de passar.

– É só gemer baixinho. – declarou pegando Rachel mais uma vez no colo e levando-a para o banheiro.

...

Três meses depois de retornarem de Miami Rachel marcou sua revisão com o ginecologista e já providenciou a retirada do DIU que usava. Ela e Quinn colocariam em prática os planos de aumentar a família.

Sarah, Sophia e Ben estavam radiantes com a possibilidade de terem um bebê em casa, já que em breve Ashley e Puck dariam um irmãozinho para Tom, que se chamaria Brandon.

As duas se arrumavam rapidamente para encontrar os amigos na nova boate de Santana que estava sendo inaugurada naquela noite. Diferente da Noche en Caribe, que toca músicas latinas, esta é predominada pelo som eletrônico, mais dirigido ao pessoal mais jovem.

Rachel usava um vestido preto brilhoso e scarpin da mesma cor, enquanto Quinn estava muito abusada em um vestido vermelho curtíssimo com uma abertura nas costas acompanhado de um scarpin de igual tom.

– Eu não vou deixar você sair assim. – anunciou Rachel – Pode ir trocar essa roupa.

– Então você também vai trocar, porque está mostrando muito suas pernas e seus seios e só quem pode vê-los sou eu. – rebateu.

Após alguns instantes de discussão decidiram dar o braço a torcer e irem com aquelas roupas mesmo, mas ambas garantiram que não se segurariam se alguém chegasse a dar em cima da outra.

Chegara à boate que era em um bairro nobre da cidade, não muito longe de onde moravam e imediatamente entraram e foram conduzidas para a área vip. O local já estava lotado e o som estava muito bom, deixando todas as pessoas presentes animadas.

Santana e Brittany estavam com o restante dos amigos, que já haviam chegado, conversando e dançando animadamente. Assim que a latina enxergou as duas sorriu e ao se aproximarem não pode deixar de provocá-las.

– Se atrasaram de novo porque estavam transando como sempre?

– Não, Santana. Dessa vez foi porque eu não queria que minha esposa saísse com essa peça indecente que ela está usando. – declarou Rachel, revirando os olhos.

– Uou Quinn, sua mulher tem razão. Você está uma gata. – declarou San.

– Não põe pilha, Santana, pois o dela também não está dos mais decentes.

– Pior que a Quinn tem razão, anã. Você está muito gostosa nesse modelito.

As provocações espalharam-se entre os amigos e por fim as duas acabaram relaxando e rindo junto deles. Logo uma rodada de wiski, vodka, cerveja e drinques brilhantes chegou. Cada um pegou a bebida que mais lhe agradava e foram para a pista de dança.

Quinn e Rachel dançavam animadamente e seus corpos sempre se encontravam, não conseguiam se manter longe. Sem mais conseguir se conter Quinn pegou-a pela mão e puxou-a em direção a um canto mais escuro da boate. A morena nem conseguiu reagir quando a esposa a prensou contra a parede e avançou em direção de sua boca.

Rachel tinha as mãos espalmadas contra as costas de Quinn, que pressionava seu corpo contra o da morena, chupando sua boca sofregamente. Ficaram um bom tempo naquele amasso, até que Rachel sentiu a ereção de Quinn pressionando seu corpo. Aquela sensação era muito boa, mas teve que se conter para não levar a mão por baixo de seu vestido e masturbá-la ali mesmo, na frente de todos.

A tensão sexual entre as duas era tanta que o simples fato daquele contato era capaz de levá-las às alturas.

– Rach, você não acredita... – sussurrou em seu ouvido – Mas eu acho que eu vou gozar só com esses amassos.

– Acredito sim, amor. Já estou sentindo minha umidade transbordando e escorrendo por minha perna.

Quinn olhou para o lado e enxergou uma mesa mais afastada em um dos cantos mais escuros. Os sofás estavam vazios à volta e puxou Rachel naquela direção. Sentou-se atrás da mesa, onde o sofá fazia a curva, puxando a esposa para sentar de lado em seu colo. Não tinha como colocar uma perna de cada lado de Quinn, como queria, mas assim era suficiente.

A loira tomou novamente os lábios de Rachel e aparentemente elas estavam apenas seguindo com o amasso que iniciaram contra a parede, mas de forma discreta puxou levemente seu vestido com uma das mãos e liberou seu pênis rígido e dolorido de dentro da cueca.

Rachel puxou seu fio dental para o lado e fez um movimento como se fosse ajeitar-se no colo da mulher e sentou sobre seu membro pulsante, fechando os olhos de prazer. Somente seus amigos sabiam que Quinn tinha um pênis, e estes estavam bem distantes e não as enxergavam, os demais não as conheciam e como estavam ambas com as mãos à vista podiam facilmente achar que continuavam no amasso.

Continuaram a sugar os lábios uma da outra sofregamente enquanto Rachel tinha as mãos em volta do pescoço de Quinn aprofundando o beijo e a loira massageava suas costas.

Discretamente Quinn movia seu quadril de forma cadenciada e pelo estágio de excitação que estavam não demorariam a gozar. Rachel sentia o membro da loira pulsar dentro de si e fazia movimentos contraindo e relaxando os músculos da vagina, para aumentar o prazer das duas.

Quinn sentia as paredes da vagina de Rachel pressionando seu pênis e liberando-o logo em seguida e cada vez que a morena fazia isso a aproximava cada vez mais do orgasmo. Não foi preciso mais do que três sequências daquelas para que ambas gozassem, fazendo com que finalmente seus corpos relaxassem.

Encostaram as testas e ficaram se encarando por um longo momento, enquanto se recuperavam.

– Nós somos loucas. – declarou Rachel rindo.

– Completamente loucas. – concordou Quinn – A dupla perfeita.

– Muito bem inaugurada a boate da Santana.

As duas caíram na risada e discretamente ajeitaram suas roupas e levantaram-se, indo em direção aos amigos.

– Eu não acredito que vocês transaram na inauguração da minha boate e eu não. – esbravejou Santana.

– Não sabemos do que você está falando. – desconversou Rachel.

– Dessa cara de satisfação pós-sexo de vocês duas.

– Ué, a gente só estava dançando lá do outro lado e dando uns amassos.

– Sei, sei... – falou e em seguida arregalou os olhos aproximando-se para que só as duas escutassem – Vocês transaram naquela parte mais escura que tem lá do outro lado, na frente de todo mundo? – sua pergunta era quase uma afirmação – Só pode, lá não tem banheiro para vocês usarem as cabines...

– Nós nunca faríamos isso, San. – disse Quinn com uma cara travessa.

– Suas cachorras...

– Morra de inveja. – concluiu Rachel caindo na risada da cara que a latina fez.

A noite seguiu tranquila e divertida, todos riam e brincavam. Volta e meia Santana desenterrava o assunto de Rachel e Quinn terem transado em plena boate, em público. As duas apenas davam de ombros e riam das piadas dos amigos. Ali ninguém era santo para ser julgado ou para julgar os outros.

Quinn dançou a noite inteira com a mão em volta da cintura de Rachel a fim de afastar algum desavisado que quisesse se aproximar de sua morena.

Rachel, por sua vez, tinha um enorme sorriso estampado no rosto e não cansava de distribuir carinhos a sua esposa. Enlaçava-a pelo pescoço e juntava seus corpos, dando-lhe beijos sensuais. Ninguém ali duvidaria que elas eram um casal e que estavam muito felizes juntas.

Notas finais
Espero que tenham gostado. :D