Abismo
28 Tornando real
Notas iniciais
Capítulo 28 – Tornando Real
Os dias passaram rápido, os imprevistos tomaram conta da semana e ambas esperavam ansiosamente a sexta-feira. Tentaram ficar o máximo de tempo com Ben naqueles dias, mas vinham saindo tarde e o máximo que conseguiam era revezar quem o pegaria na creche e depois jantarem todos juntos antes de colocá-lo para dormir. Enfim, não tinham tido muito tempo juntos.
As noites continuavam da mesma forma, uma provocava a outra antes de dormirem e acabavam aconchegadas no transcorrer do sono.
Finalmente na sexta conseguiram sair um pouco mais cedo e resolveram aproveitar os últimos dias de calor na piscina. Pegaram Ben na creche e foram direto para casa. Pediram que a governanta providenciasse um lanche e levasse para eles.
Ben adorou aquele momento com suas mães. Não desgrudava delas nenhum instante, sempre estava no colo de alguma dentro d’água. Brincaram tudo o que deu, como a família que haviam se tornado.
Quinn e Rachel não paravam de se encarar um minuto sequer e sempre lançavam olhares furtivos para o corpo da outra. A loira por diversas vezes flagrara a outra olhando disfarçadamente para o volume em sua sunga e aquilo lhe incentivava a provocá-la.
– Rachel, pode passar protetor solar nas minhas costas? Não quero ficar vermelha. – falou displicentemente.
– Claro, vem aqui e vira pra mim. – disse Rachel, já pensando em se aproveitar da situação. Deixaria a loira louca e seria hoje.
Começou a passar o protetor vagarosamente nas costas de Quinn, massageando de forma gostosa. Aquele toque estava deixando as duas excitadas, mas é claro que na loira era mais evidente.
Rachel fazia movimentos sensuais e estava deixando Quinn louca, já começava a se ver em uma má situação. O feitiço havia literalmente virado contra o feiticeiro. Estava se sentindo uma adolescente que não conseguia refrear seus desejos.
– Pronto. – disse Rachel com voz rouca contra o ouvido de Quinn.
Aquilo foi a gota d’água para o seu autocontrole, sentiu que começava a enrijecer e saiu rápido em direção à piscina, arrancando um sorriso de Rachel, que percebera toda a situação, mas preferiu não comentar nada.
Saíram da piscina logo em seguida e foram tomar um banho para jantarem. Ben já apresentava visíveis sinais de cansaço e que o sono logo o abateria.
Quinn desceu com o pequeno sonolento em seu colo, que logo se animou ao ver que a governanta havia preparado a macarronada que ele tanto gostava.
– Você quer tomar um vinho comigo, para acompanhar essa macarronada? – Quinn perguntou a Rachel.
– Adoraria. Um vinho tinto cairia muito bem. – disse Rachel.
– Também acho, seria perfeito.
A morena ficou observando enquanto a outra ia pegar o vinho na adega. Aquela calça jeans surrada de Quinn ressaltava sua bunda e aquilo aflorou a libido de Rachel. As duas estavam com roupas bem à vontade, já que não esperavam ninguém e tampouco pretendiam sair.
Quinn retornou trazendo um vinho tinto que Rachel adorava, é claro que a outa fizera aquilo para agradá-la, pois sabia muito bem disso. Serviu duas taças com o vinho e um copo com suco de uva para Ben.
Durante o jantar Ben falava sobre um novo desenho que seria lançado no cinema e que ele queria muito ir ver, pedindo para que suas mães o levassem, o que de pronto foi prometido pelas duas. Ele contava sobre seus coleguinhas da creche e pediu para levar seu amiguinho Tom algum dia para brincar em sua casa.
Tom era filho de uma das recepcionistas do hotel. Era uma moça de uns 21 anos, tivera o filho com apenas 17 anos e não tinha respaldo de ninguém. Rachel gostava muito dela e da criança, que era muito bem educado pela mãe.
– Claro que o Tom pode vir brincar aqui, anjinho. Falamos com a Ashley semana que vem e convidamos ele para passar o próximo fim de semana aqui. O que acha?
– Obaaaa. Eu vou adorar, Mamãe. Mal posso esperar. – falou com os olhinhos brilhando.
Em seguida foram para a sala ver mais uma vez um dos desenhos favoritos do filho. Ele já sabia praticamente de cor todas as falas dos personagens e suas mães achavam aquilo a coisa mais fofa do mundo.
No meio do filme Ben dormiu e foram colocá-lo para dormir. Quinn soltava, volta e meia, insinuações para Rachel que não se esquivava. Ambas estavam um pouco mais soltas em razão do vinho, apesar de não terem bebido muito.
Estavam voltando para a sala a fim de terminarem a garrafa de vinho que tomavam quando lembraram que a governanta dissera que havia deixado um mousse de chocolate pronto, o que levou Quinn a loucura, já que era seu favorito.
POV Rachel
Já havíamos colocado Ben para dormir a algum tempo e tínhamos voltado para a cozinha a fim de terminarmos o vinho que estávamos tomando e também para comermos o mousse de chocolate que tinha para sobremesa. O dia seguinte era sábado e podíamos ficar mais um tempo dormindo para compensar o dia exaustivo que tivemos hoje.
Estávamos sentadas junto à bancada conversando há algum tempo e não chegamos a perceber em que momento ficamos tão próximas uma da outra. Ríamos de uma bobagem que Quinn havia dito quando ela olhou para meus lábios e disse.
– Tem mousse de chocolate na sua boca. – falou se aproximando mais do meu rosto e passando a língua em meus lábios – Agora está limpo. – falou se afastando um pouco, esperando minha reação.
Não aguentei aquela provocação e terminei com a distância que separava nossos lábios, selando os delas de forma carinhosa. Ela correspondeu ao meu beijo e no instante seguinte nossas línguas se tocavam de forma desesperada.
Fazia muito tempo que eu ansiava pelo beijo de Quinn, meu corpo pedia pelo dela, minha pele queria seus toques. Passei a beijá-la lascivamente e ela ficou em pé. Quando pensei que ela ia se afastar, me pegou pelas pernas içando meu corpo, me colocando sobre a bancada da cozinha, intensificando ainda mais nosso beijo e se posicionando ente minhas pernas, estreitando nosso contato.
Passou a beijar meu pescoço de forma calorosa, me dando um leve chupão que com certeza ficaria marcado. Não me importava mais disfarçar a ânsia por tê-la, ela era minha esposa e eu queria que finalmente me fizesse sua mulher. Sentia o desejo crescente entre nós e já sentia sua ereção pressionando minha intimidade ainda coberta.
– Eu te quero, Rachel. – sussurrou em meu ouvido, chupando o lóbulo da minha orelha em seguida.
– Quiiinn... – foi só o que consegui gemer em resposta – Eu também te quero...
Baixei minha mão por sua barriga definida, massageando aquele local sensualmente. Em seguida cheguei ao botão de sua calça e o abri juntamente com o zíper. Coloquei a mão por dento de sua cueca e agarrei seu ponto de prazer, que já estava pulsante.
Aquilo me excitava demais. Com Quinn eu tinha vontade de fazer coisas que nunca nem pensara em fazer antes, me surgia uma ousadia não sei de onde, com ela eu queria experimentar tudo, ter prazer de todas as formas e retribuir como ela merecia.
Segurei seu sexo com carinho, fazendo suaves movimentos. Não queria que ela gozasse ainda, a queria primeiro dentro de mim.
Quinn levou mão à minha calça a puxando em seguida, tirando-a juntamente com minha calcinha. Terminou de tirar sua calça e sua cueca enquanto me beijava com desejo. Suas mãos voltaram a percorrer meu corpo e onde tocava ficava em brasas.
– Não aguento mais, Rach. Eu quero te sentir. – gemeu enquanto apertava meus seios por baixo da blusa.
Mal terminou de falar e me puxou mais para a ponta da bancada me penetrando de uma vez só. Seu quadril ia e vinha com estocadas firmes e fortes, que cada vez mais me levavam a loucura.
Me agarrava às costas de Quinn, arranhando-as descontroladamente. Gemia seu nome em seu ouvido enquanto ela chamava por mim. Ela levantou minha blusa, desabotoou meu sutiã e passou a sugar meus seios com volúpia.
– Aaahhh, Quuiinn... isssooo, assiiimmm. V-vai m-mais rápido. – consegui ofegar. Levei minhas mãos a sua bunda que estava contraída pelos movimentos que fazia. Apertei-a mais contra meu corpo, queria senti-la bem fundo.
Ouvindo minha súplica intensificou os movimentos do seu quadril fazendo com que seu pênis entrasse com mais velocidade em mim. Aquilo me enlouqueceu e já estava quase em meu auge.
– G-goza pra mim, minha linda. – quando ela gemeu isso em meu ouvido eu cheguei ao meu limite e gozei, sentindo em seguida ela gozando dentro de mim.
Estávamos exaustas. Encostamos nossas testas e nos olhamos nos olhos esboçando um sorriso. Não falamos nada, Quinn me pegou no colo, me deu um leve beijo e me levou até o nosso quarto onde me ajudou a colocar uma camisola antes de deitarmos juntas, abraçadas.
– Por favor, não foge de mim essa vez. – ela disse quase dormindo.
– Nunca mais. – respondi pegando no sono logo em seguida. Estava exatamente onde queria estar.
...
Acordei e o quarto ainda estava escuro, olhei no relógio e vi que eram três da madrugada. Vi a silhueta de Quinn ao meu lado, ela dormia tranquilamente com a mão sobre minha barriga. Estava sem sono, acabei me movimentando na cama, fazendo com que Quinn me abraçasse por trás, me segurando como se eu fosse fugir. Me virei e fiquei de frente para ela que ainda ressonava. Percebi que ela estava excitada enquanto dormia, seu membro estava rijo sob a cueca que vestia.
Não aguentei a tentação e o massageei sobre o tecido, fazendo com que ela soltasse um suspiro enquanto dormia e virasse de barriga para cima. Não reprimiria mais meus desejos por Quinn, afinal estávamos casadas e eu a amava. Podia até não ser correspondida, mas não iria mais refrear meus ímpetos, ao menos nesses momentos a teria por completo, pois sabia que ela não fingia o desejo que sentia.
Me movimentei vagarosamente e tirei sua cueca sem que ela acordasse. Tirei a calcinha que vestia e passei delicadamente uma perna de cada lado do corpo de Quinn, ficando apoiada nos joelhos. Ela tinha um rosto de anjo enquanto dormia tranquilamente, era a criatura mais linda que já tinha visto na vida.
Não aguentei mais ao desejo que sentia e peguei seu membro posicionando em minha entrada. Desci lentamente soltando um suspiro enquanto ele se encaixava perfeitamente em mim, vi que ela também gemeu sem acordar.
Passei a me movimentar de forma ritmada sobre ela enquanto massageava meus próprios seios sobre a camisola. Aquela sensação era maravilhosa e eu fechei os olhos e mordi meu lábio inferior, jogando a cabeça para trás.
Segui me movimentando mais rápido, cavalgando gostosamente sobre ela, senti seu quadril mexer em movimentos contínuos, acompanhando meu ritmo. Ela ergueu o corpo e tomou meus lábios. Nos beijamos de forma apaixonada enquanto ela subia minha camisola e a tirava por minha cabeça.
Abocanhou meu seio direito enquanto massageava o outro. Foi baixando a mão e alisando minha barriga até que chegou ao espaço entre nossos corpos e passou a acariciar meu clitóris inchado enquanto prosseguia com movimentos cada vez mais rápidos. Não demorou muito para que gemêssemos sofregamente, indicando nosso ápice.
Ficamos naquela posição mais algum tempo, somente nos beijando. Ela ainda dentro de mim enquanto eu estava sentada em seu colo. Os beijos eram carinhosos e ela os espalhava pelo meu rosto, olhos e nariz. Eu sorria para ela, me sentia como nunca tinha me sentindo: feliz, completa.
Voltamos a intensificar o contato de nossas línguas e nossas mãos passeavam pelas costas uma da outra. Desfiz o beijo e passei a lamber seu pescoço, dando leves mordiscadas. Depositei suaves beijos em seu peito e cheguei aos seus seios. Deus, eles eram perfeitos, na medida certa, firmes e bem torneados, poderia me perder ali para sempre. Suguei-os com vontade e ela gemeu alto, senti sua ereção crescendo novamente dentro de mim.
Adorei aquela sensação e aumentei as carícias, movendo sutilmente meu quadril. Quinn gemia alto, me deixando cada vez mais excitada.
– Fica de quatro pra mim. – ela mandou de repente, de forma autoritária.
Tomada pelo desejo fiz o que ela pedia, levantei do seu colo tirando seu pênis de dentro de mim, fiquei de quatro, afirmada na cama enquanto Quinn se posicionava atrás de mim.
– Me diz como você quer, amor. – quando ela disse aquilo meu coração disparou.
Amor?
– Eu quero forte, muito forte, Quinn. – consegui dizer.
Sem mais esperar ela me penetrou de uma vez, em uma investida firme, forte como eu havia pedido. Eu dei um grito de dor e prazer ao mesmo tempo. Seguiu com movimentos intensos e cada vez mais viris. Ela apertava minha bunda com uma mão e com a outra segurava meu ombro, para que pudesse fazer mais força quando entrava em mim.
Seu quadril batia em minhas nádegas e o barulho que o atrito fazia tirava minha consciência, me excitando cada vez mais e eu só conseguia gritar palavras ininteligíveis. Ela também dizia coisas que eu não entendia, mas só o som da sua voz já era suficiente para inebriar meus sentidos.
Eu passei a gritar seu nome cada vez mais alto e isso parecia fazer com que ela aumentasse ainda mais o ritmo das estocadas. As paredes da minha vagina começaram a apertar seu pênis cada vez mais e eu sentia meu orgasmo próximo.
– QUI-IINN! QUIIIINNNN!!! – gritei quando senti que ela havia gozado, um poderoso orgasmo me atingiu em seguida fazendo com que eu caísse com ela por cima de mim.
Só conseguimos nos abraçar exaustas e caímos em um sono profundo.
Fale com o autor