Abismo
7 The Best night
Notas iniciais
Capítulo 07 – The best night
POV Quinn
Saí da boate praticamente arrastando Barbra pela mão em direção ao estacionamento. Quando chegamos perto do meu carro e destravei o alarme, ela me virou de frente e me beijou novamente cheia de desejo, me prensando contra a porta do carro sem que eu ao menos tivesse tempo de abri-la.
O local onde estávamos era mais afastado e não havia ninguém por perto, então continuamos nos beijando e esfregando nossos corpos levemente.
Barbra foi abaixando sua mão em direção a minha cintura e comecei a ficar ainda mais excitada do que estava. Com uma das mãos ela massageava meu seio direito e com a outra abriu vagarosamente o botão da minha calça e levou-a para dentro de minha cueca feminina agarrando suavemente meu membro que já estava pulsante.
Gemi em sua boca e isso serviu de incentivo para que ela seguisse com movimentos contínuos, sua mão subindo e descendo em meu pênis. Ela massageou meus testículos e voltou ao meu pênis, que já estava completamente duro e implorava por seu toque. Aquilo parecia tão certo, tão bom, tão perfeito. Eu estava indo a loucura e não conseguia mais segurar os gemidos que eu tinha presos em minha garganta.
Percebeu que estava me enlouquecendo e aumentou o ritmo dos movimentos. Eu estava prestes a gozar e ela parou com o que estava fazendo olhando para os lados. Mantinha meus olhos fechados de prazer e quando os abri para protestar por ela ter parado, a vi se abaixando e levando a boca a meu membro.
Aquela visão quase me levou ao ápice instantaneamente. Beijou vagarosamente a cabeça de meu pênis e passou a língua. Fechei os olhos e joguei a cabeça para trás, me encostando ainda mais contra o carro. Ela passou a me chupar inicialmente de forma vagarosa, com movimentos lentos, quando ouviu meus gemidos passou a intensificar os movimentos ora me dando mordiscadas e lambidas, ora beijos e em seguida retomava as chupadas cada vez mais fortes e prazerosas. Eu movimentava meu quadril como forma de intensificar as sensações. Isso me levou a um orgasmo fenomenal, fazendo com que eu gozasse em sua boca.
Gritei seu nome sem me importar se havia alguém por perto. Havia perdido toda consciência de onde estávamos.
Estava sem conseguir respirar direito quando ela voltou à postura inicial e me deu mais um beijo incandescente. Quando o beijo cessou falei em seu ouvido.
– Vamos sair daqui, eu quero te retribuir todo esse prazer que você me deu. – ela sorriu de lado e entrou no carro.
Paramos no primeiro motel que encontramos, a pressa era grande e o desejo maior ainda.
Ao entrarmos no quarto ela foi logo desabotoando minha camisa jogando ela em um canto, parou olhando meus seios, que estavam cobertos por um sutiã branco. Voltou a mirar meu rosto levando a mão à lateral de seu vestido abrindo o zíper de forma vagarosa, só para me provocar.
O vestido escorregou, indo parar no chão revelando um conjunto de lingerie preta de renda. Abri minha calça jogando-a longe, revelando minha cueca feminina que também era branca, como meu sutiã.
Avançamos uma contra a outra imediatamente e passamos mais uma vez a nos beijar com ardor. Nos livramos de nossos respectivos sutiãs e eu a conduzi à cama enquanto nos beijávamos.
Seu cheiro me inebriava. Sua pele macia e quente me fazia querer tocá-la cada vez mais. Distribuí beijos molhados por seu pescoço enquanto ela passava as mãos por minhas costas baixando até minhas nádegas onde deu apertões de forma provocante.
Deitei-a e fiquei admirando sua beleza, ela era realmente a mulher mais linda que já tinha visto. Abaixei-me e tirei sua calcinha vagarosamente, apreciando a vista que me era dada. Tirei minha cueca e deitei-me sobre Barbra a beijando, nossas línguas se massageavam sem pudores. Meu pênis roçava em sua intimidade, mas eu não a penetrava. Passei a beijar seu queixo e mandíbula, baixando para o pescoço, dando-lhe beijos, lambidas e leves chupões.
Ao chegar em seus seios parei para admirá-los, eram os mais perfeitos possíveis. Acariciei-os inicialmente com as mãos, passando em seguida a sugá-los e lambê-los com volúpia. Ela gemia e aquilo me excitava cada vez mais, já sentia minha ereção chegar ao limite. Queria possuí-la, mas primeiro queria retribuir o prazer que ela tinha me dado.
Segui distribuindo beijos pela barriga de Barbra, pelas pernas e pés. Fui voltando até chegar a sua virilha, onde distribuí beijos e lambidas, estava doida para sentir seu gosto. Afastei um pouco as pernas dela e admirei seu sexo, que estava completamente molhado a minha espera.
– Por favor, não para, Lucy. – falou com a voz ofegante, diante de minha demora.
– O que você quer que eu faça? – perguntei enquanto passava o dedo vagarosamente por suas dobras molhadas e levava à boca sentindo seu gosto.
– P-por fa-vor, me chupaaa. – gritou quando introduzi a ponta do dedo em sua vagina.
Sorri de lado e voltei a beijar sua virilha, chegando finalmente onde eu queria. Abri levemente sua intimidade e depositei um beijo em seu clitóris e logo em seguida passei a chupá-lo levemente. Chupei, lambi e dei mordidinhas, arrancando cada vez mais gemidos de Barbra que se contorcia e se agarrava em meus cabelos.
Passei a língua por toda a sua intimidade, sentindo novamente seu gosto, mas agora diretamente da fonte, antes de levá-la até a sua entrada. Penetrei-a com a língua fazendo movimentos circulares e de vai e vem e vi que ela estava cada vez mais perto. Intensifiquei meus movimentos até que a senti gozando em minha boca enquanto arqueava as costas e soltava um grito gutural chamando meu nome.
– LUUCYYY!
Subi vagarosamente por seu corpo distribuindo beijos, selando minha boca na sua para que sentisse seu próprio gosto. Nos beijamos calmamente, enquanto eu massageava seus seios e ela os meus. O desejo era crescente e começamos novamente a nos beijar ardentemente, uma acariciava o corpo da outra de forma ousada. Ela voltou a levar a mão ao meu pênis e passou a massageá-lo gostosamente.
Quando já não aguentava mais ela circundou suas pernas em minha cintura e eu a penetrei sem pensar duas vezes, esquecendo o resto do mundo. Ela estava completamente molhada e meu pênis se encaixava perfeitamente em sua vagina apertadinha. Nada mais importava enquanto fazia movimentos de vai e vem cada vez mais fortes e rápidos. Eu sugava seus seios e ela arranhava minhas costas. Até a dor provocada por suas unhas era prazerosa. Gemíamos descontroladamente.
Em um dado momento ela se movimentou e ficou por cima de mim começando a cavalgar sobre meu pênis, rebolando em meu colo de forma provocadora. Meu pênis entrava e saía dela em movimentos ritmados, não tinha sensação melhor no mundo. Ela arqueava seu corpo para trás e se afirmava em minhas pernas, fazendo com que a penetração fosse cada vez mais profunda. Eu segurava sua bunda firme com ambas as mãos, apertando-a e ao mesmo tempo auxiliando nos movimentos. Ela tinha os olhos fechados e mordia os lábios, não havia visão mais divina que aquela.
Eu me sentei fazendo com que nossos corpos se encostassem e nossos seios se roçavam vertiginosamente enquanto ela subia e descia em sua cavalgada. Senti que as paredes de sua vagina apertavam cada vez mais meu pênis, sinal de que seu ápice não estava longe, o meu também não estava muito diferente. Ela cravou as unhas em minhas costas e então passei a dar estocadas mais fortes até gozar dentro dela, acabamos por cair juntas na cama, exaustas, depois do melhor orgasmo que tive em minha vida.
Após um longo beijo cheio de carinho, nos ajeitamos na cama e eu fiquei abraçando-a por trás e assim acabamos dormindo. Um sono tranquilo e sem sonhos, sem qualquer preocupação.
...
Quando acordei já era dia, não reconheci de imediato o lugar, mas logo as lembranças da noite passada vieram. Olhei para o outro lado da cama onde Barbra estivera e ele estava vazio. Fui até o banheiro, com esperanças de que ela estivesse ali, mas ela também não estava. Olhei pelo quarto e vi que suas roupas não estavam mais ali.
Ela havia ido embora sem se despedir. Fiquei desolada e sem entender. Mas o pior é que só o que sabia sobre ela era seu nome: Barbra.
POV Rachel
Acordei com uma dor de cabeça que parecia que ia explodir a qualquer momento. Abri os olhos vagarosamente para me acostumar com a luminosidade do lugar. Quando olhei para o lado me deparei com uma cabeleira loira que cobria parcialmente o rosto de uma mulher. Desviei alguns fios delicadamente para que ela não acordasse e fiquei admirando sua beleza. Parecia um anjo enquanto dormia.
Flashes da noite anterior começaram a vir em minha cabeça e comecei a entrar em pânico.
O que eu havia feito? Aquilo não era do meu feitio.
Me desesperei e saí da cama vagarosamente para não acordar Lucy. Me vesti o mais rápido que pude, peguei minha bolsa e saí do quarto sem fazer qualquer barulho.
Ao chegar em meu apartamento me deparei com Kurt e Blaine tomando café, tinha esperanças de que eles tivessem ficado no apartamento de B e que me livrassem do interrogatório que tinha certeza que viria.
– Recém chegando, mademoiselle? – Kurt me olhou curioso – Só por esse chupão que estou enxergando em seu pescoço mesmo daqui dessa distância, posso dizer que a sua noite foi fantástica.
Olhei para ele com raiva, mas isso não adiantou muito, pois quando queria saber alguma coisa limite não era uma palavra que conhecia.
– E aí? Não vai contar como foi a noitada? Quem era aquela loira com quem você estava de chamego lá? Nós vimos de longe e não quisemos atrapalhar, porque vocês estavam num climão que chegava a soltar faíscas. – bombardeou ele de uma vez só, quase sem respirar.
– Eu também vi, R. E tenho que dizer, que mulherão você arranjou, heim. – foi a vez de Blaine pegar no meu pé.
– O nome dela é Lucy, eu conheci ela ontem mesmo e devido a quantidade de bebida ingerida eu acho que cometi a maior loucura da minha vida. – falei de uma vez, totalmente envergonhada, para evitar maiores questionamentos.
– Tudo bem, mas eu quero detalhes sobre o depois da boate. Repito que a coisa deve ter realmente sido boa, porque a senhorita nunca chegou em casa a esta hora.
– Ok, Kurt. Vou tomar um banho e volto para tomar café com vocês. Me esperem. – falei já saindo da sala me dirigindo ao meu quarto.
Ao fechar a porta de meu quarto me recostei nessa, fechei os olhos e uma lágrima escorreu por meu rosto. Nem eu mesmo entendia porque havia fugido daquele jeito. Com certeza eu havia jogado pela janela a oportunidade de conhecer uma pessoa realmente especial.
Entrei no banho e evitei chorar, Kurt com certeza perceberia se eu o fizesse e acabaria por me dar um sermão. Contaria para eles o que aconteceu, mas sem muitos detalhes e com certeza omitiria a parte da fuga, pois nem eu saberia explicar o porquê da minha atitude.
Agora tudo o que vinha em minha mente eram as sensações maravilhosas que havia sentido na noite passada e aquele rosto de anjo com olhos verdes que responde pelo nome de Lucy.
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