Abismo
34 O dia do aniversário
Notas iniciais
Capítulo 34 – O dia do Aniversário
Pouco a pouco todos foram se despedindo e partindo. Até mesmo Judy saíra, havia combinado um jantar na casa de uma amiga e não retornaria até o dia seguinte. Permaneceram apenas as duas sentadas à beira da piscina, já que o filho tinha ido ao cinema com Santana e Brittany e depois ficaria na casa do casal.
– Enfim sós... – brincou Rachel.
– Hummm, isso me soou como um convite... – falou Quinn no ouvido de Rachel, chupando em seguida o lóbulo de sua orelha, fazendo com que a outra se arrepiasse.
– Depende para o que você entende que seria esse suposto convite.
– Não sei, quem sabe você pudesse me dar uma dica.
As duas estavam sentadas na mesma espreguiçadeira, de frente uma para a outra, com as pernas uma de cada lado da cadeira. Rachel chegou mais para a frente e passou as pernas por cima das de Quinn e colou seus corpos, tomando os lábios da loira em um beijo lento, mas extremamente sensual.
Ainda vestiam apenas seus biquínis, tornando o contato de seus corpos ainda maior. Quinn alisava as costas de Rachel e liberou o nó do sutiã do biquíni da morena com apenas um puxão, largando-o de lado e liberando os seios da outra.
Trouxe as mãos que estavam alisando as costas da esposa para a frente passando a alisar os seios desta e a apertar levemente os bicos que já estavam túrgidos. Rachel fez o mesmo gesto da loira e liberou seus seios, parou de beijá-la e desceu os lábios para o pescoço, dando leves mordiscadas.
Moveu-se sensualmente, fazendo com que suas intimidades ficassem em contato, separadas apenas pelo pano que as cobria. Baixou os lábios devagar passando a sugar os seios da loira, que jogou a cabeça para traz dando um gemido.
Se recompôs levemente e desceu umas das mãos que estava na cintura de Rachel em direção ao interior do biquíni desta, passando ora a massagear seu clitóris, ora a fazer movimentos circulares na entrada de sua vagina. Ficaram se acariciando cada vez com mais intimamente.
Já não aguentavam mais de desejo. Tinham pressa. Rachel puxou as cordinhas da parte de baixo de seu biquíni atirando-o longe. Baixou levemente o short que Quinn vestia só liberando seu pênis, que já estava pulsante, para fora. Afirmou-se nos ombros da loira levemente e ergueu seu quadril para que esta posicionasse seu membro em sua entrada. Ao senti-lo ali sentou devagar, sendo preenchida por completo.
Passou a movimentar-se lentamente enquanto beijavam-se e gemiam uma na boca da outra. Ficaram naqueles movimentos até perderem completamente os sentidos e alcançarem o limiar do prazer juntas.
Permaneceram naquela posição por mais um tempo, até se recomporem totalmente e conseguirem falar novamente.
– Vamos tomar um banho e nos arrumar. Quero levar minha esposa para jantar. – disse Quinn.
– É mesmo? A que devo a honra? – perguntou sorrindo.
– Ao simples fato de eu te amar e querer oferecer tudo de melhor para você. – respondeu roçando os lábios nos da outra – E para termos uma comemoração particular do seu aniversário.
– Huummm. Me parece ótimo. Vamos lá então, que antes eu ainda quero tomar um banho de banheira com minha esposa. – falou levantando e seguindo nua para dentro de casa, para o delírio da loira.
...
Prepararam a banheira com uns sais e entraram as duas na água morna. Ficaram namorando por um bom tempo, trocando apenas beijos e leves carícias, entre a conversa que entabularam.
Planejaram uma viagem, de lua de mel, para dali um mês e meio. Tinham que deixar tudo organizado com Kitty e também nos hotéis que Rachel iria assumir a partir do dia seguinte.
As duas estavam tentando achar um jeito para que nenhuma das duas redes hoteleiras ficasse sem a devida atenção. Rachel não queria deixar Quinn e Kitty na mão, já que tomava conta sozinha de alguns hotéis da rede Fabray. Por outro lado, Quinn e Kitty queriam ajudá-la na administração inicial da rede Golden Star.
Quinn levou Rachel para jantar em um restaurante que servia frutos do mar, o favorito dela, segundo Kurt. Tiveram um jantar agradável, regado a romance e champanhe. As duas se comportavam como o casal apaixonado que eram, trocando carinhos e singelos beijos a todo momento.
Do restaurante dirigiram-se direto para casa, trocaram de roupa e se deitaram, estavam cansadas em virtude do dia agitado que tiveram com os amigos ou somente entre elas mesmas. Dormiram um sono tranquilo, apesar do que Rachel teria de enfrentar no dia seguinte. Os braços de Quinn lhe traziam tranquilidade.
No dia seguinte Rachel acordou com beijos pelo rosto e um peso sobre seu corpo. Deu um resmungo que fez Quinn rir e falar.
– Acorda, minha bebezona. Hoje é um dia muito especial. Vamos, acorde. – sussurrou em seu ouvido e em seguida passou a dar selinhos em seus lábios.
Rachel entreabriu os olhos e se deu de cara com aquelas orbes verdes completamente brilhantes. Não pode resistir e abriu um sorriso.
– Não quero acordar. – disse manhosa.
– Mas tem. Vamos, bebezona, não precisa choramingar. – falou passando o nariz pela extensão do rosto da morena.
– Preciso mais que esses carinhos para acordar. – disse fechando os olhos e fazendo que ia voltar a dormir.
– E quem te disse que eu ia me limitar a isso. – falou se movimentando de forma a ficar entre as pernas de Rachel penetrando-a devagar sem qualquer aviso.
– Uuuiii, Quiiinnn. – gemeu – Que eu me lembre fui dormir de calcinha.
– Urrum, foi mesmo. Uma calcinha muito sexy por sinal, mas eu me encarreguei de tirá-la enquanto você ainda estava dormindo para te fazer uma surpresinha de aniversário. – falou mexendo o quadril e se movimentando dentro Rachel.
– Huuummm – gemeu novamente – Vou querer uma surpresa dessas sempre. – disse ao começar a rebolar embaixo de Quinn que já tinha estabelecido um ritmo nas estocadas que dava. Ficaram naquela cadência até chegarem a seu limite.
– Amooorrr... – disse a loira quase sem ar ao gozar – Eu te amo.
– Eu também te amo. – respondeu depois de um tempo.
– Feliz aniversário. – selinho – Muita saúde – selinho – Muita felicidade – selinho – E uma longa vida ao meu lado. – beijo apaixonado.
– Obrigada, minha loira. – disse passando a mão pelo rosto da esposa – Eu te amo tanto que, apesar de estarmos juntas há pouco tempo, acho que não sei mais viver sem você do meu lado. – Abraçou-a carinhosamente.
– Eu fiz café da manhã para você. – anunciou ficando de joelhos na cama e tendo o corpo admirado pela esposa.
Virou-se momentaneamente de costas para Rachel a fim de verificar se alcançava na bandeja sem ter que levantar e se surpreendeu com uma mordida da morena em seu bumbum.
– Aiii. – gemeu passando a mão no local.
– Desculpa, amor. Não resisti a essa bunda branquela e gostosa. – falou safada.
– Eu vou ter que me vingar então, porque a sua é muito mais gostosa que a minha. Quase morro quando coloca aqueles jeans justos, qualquer dia vou arrancar do seu corpo a dentadas. – disse, já tendo prendido Rachel pelos braços e deitado sobre ela, mordendo o lábio inferior da morena – Adoro seus lábios carnudos. – disse chupando-os logo em seguida.
– É mesmo? E o que mais?
– Adoro o seu nariz que te dá um ar imponente. – disse mordendo o nariz da outra.
– Ai.
– Adoro seu queixo. – disse lambendo-o.
Ficaram naquele jogo e acabaram se amando mais uma vez. Tomaram o café abraçadas e em seguida foram ao banho para saírem para a reunião que as aguardava.
– Vamos, bebezona, senão iremos nos atrasar.
– Por que essa de me chamar assim agora?
– Porque eu sou mais velha que você quase quatro anos, então perto de mim você é só um bebê.
– Então vou começar a te chamar de idosa, se você insistir de me chamar assim. – falou indignada.
– Está bem, amor. Não te chamo mais assim,... neném. – disse rindo, só para provocá-la.
– Você quer que eu me comporte como um bebê e faça birra na hora em que você quiser coisas de adulto? – provocou.
– Não, não. Nem pensar, meu mulherão. Pode deixar que nunca mais te chamo assim. – falou rapidamente abraçando-a pela cintura e a acompanhando em direção ao carro.
A parte final do testamento seria executada na sala de reuniões do Hotel que era matriz em NY. Rachel havia combinado com os advogados no dia anterior que chegaria uns minutos atrasada, para dar a sensação a Richard de que nem iria comparecer para ver a empresa ser transferida a ele.
...
– Então, onde eu assino? – perguntou Richard, debochado ao entrar na sala em que estavam Will e Emma.
O homem não conseguia esconder o largo sorriso que tinha no rosto. Estava crente que finalmente colocaria as mãos em tudo que um dia fora de seu irmão. Sentou-se em frente a Will que estava com os documentos em mãos.
– Vai logo com isso, William. Me dê os papéis que eu tenho que assinar e vamos acabar de uma vez com essa enrolação. – falou arrogante.
– Acalme-se, Richard. Tenho que fazer os procedimentos legais necessários e determinados em testamento.
O outro bufou, mas mandou que prosseguisse a fim de dar cabo naquilo de uma vez. Will começou, então, a ler as disposições finais, enquanto o outro não se aguentava em si de tanta felicidade.
– ... Sendo hoje a data que Rachel Barbra Berry completa 25 anos, – neste momento Rachel e Quinn entram em silêncio na sala e permanecem paradas mais atrás de Richard, que não havia percebido suas presenças – e sendo ela mãe de Benjamin Berry e casada com Lucy Quinn Fabray, tem-se que as cláusulas testamentárias foram devidamente cumpridas, sendo-lhe passado neste momento toda a posse e propriedade da rede hoteleira Hotéis Golden Star. – finalizou Will.
Richard parecia ainda não ter processado o que Will acabara de dizer e ainda permanecia com aquele sorriso no rosto. Até que uma nuvem passou por seus olhos. Parecia que estava recém entendendo o acontecido e sua reação só piorou quando ouviu a voz firme de Rachel.
– Obrigada, Will. Onde eu devo assinar?
Richard se voltou para trás e se deparou com a sobrinha acompanhada de sua esposa, que tinha um sínico sorriso no rosto.
– Você... – sua voz falhou enquanto ficava fortemente vermelho – NUNCA!!! – berrou – ISSO TUDO É MEU. NÃO VOU PERMITIR QUE VOCÊ ME ROUBE. – continuou berrando.
– Se tem alguém aqui roubando, usurpando o que não é seu, esse alguém é você, Richard. – falou Rachel calmamente, fazendo questão de não chamá-lo de tio – Você se mostrou uma pessoa totalmente contrária a que meu pai achava. Ele nunca teria feito isso se soubesse a pessoa vil, invejosa e sem caráter que você é.
– SEM CARÁTER? EU SOU SEM CARÁTER? – gritou, mas baixou o tom logo em seguida, falando de forma ameaçadora – Sem caráter é você que casou com essa Fabray anormal só para poder me tomar os bens que seriam meus. Você a usa E EU que sou SEM CARÁTER?
Só se deram conta dos movimentos de Rachel quando ouviram o estalo e o rosto de Richard virar com violência.
– Nunca mais... Está me ouvindo? Nunca mais ouse chamar a minha esposa disso novamente. – falou em um sussurro ameaçador e seguiu indo em direção ao tio.
Naquele momento Quinn pegou Rachel pela cintura e a puxou um pouco mais distante de Richard, tinha medo que a mulher tomasse alguma atitude que viesse a lhe prejudicar.
– Quem você pensa que é para levantar a mão para mim. – rugiu – Você é igualzinha àqueles dois sujos que se diziam seus pais. Aqueles dois morreram da forma que mereciam ter morrido mesmo, para pagar todos os pecados que cometiam. Não se perdeu nada. – Rachel tremia e tentava avançar em direção ao homem, mas Quinn a segurava – Não me surpreende você ter casado com essa daí e submeter aquele bastardinho que você chama de filho a isso. Você age como aqueles dois imundos. É uma anormal como eles. Sua vadia.
Mal terminou de falar e cambaleou para trás, foi surpreendido pelo soco que levou de Quinn. Levou a mão ao nariz e viu que sangue escorria dali. Levantou os olhos e se deparou com uma loira ensandecida.
– Cala essa sua boca agora, seu imundo, ou eu acabo com sua raça. Trate de sair daqui agora e nem pensa em olhar para trás. Nunca mais sequer fale ou dirija um olhar para a minha mulher ou para meu filho. MEU FILHO, está entendendo? Porque ele é tão Fabray quanto é Berry, é o meu sangue junto com o da Rachel que corre nas veias dele. Você é doente, deveria tratar essa sua loucura.
Will agarrava o homem, que queria partir para cima de Quinn. Emma já havia ligado para a segurança e dois homens entraram na sala como um furacão. Ao verem o presidente da rede naquela situação não souberam como agir, até que Emma falou.
– Acompanhem o Sr. Richard até a saída.
– Ele não está mais autorizado a entrar aqui, sob nenhuma circunstância. – completou Rachel, e falou olhando para o tio – E eu ainda pensava em te dar uma oportunidade de seguir trabalhando na MINHA rede de hotéis. Bem se nota que você é bem diferente de meu pai Leroy, não tem 1% do caráter que ele tinha.
Quinn a abraçava pelos ombros enquanto Richard era retirado pelos seguranças. A secretária que há pouco tinha tentado impedi-las de entrar na sala entrou pela porta que estava aberta com os olhos arregalados. Ela era a secretária pessoal do outro e tinha deixado escapar sem querer que era para impedir Rachel de ingressar no local.
– Junte suas coisas e passe no RH para acertar suas contas.
A mulher arregalou ainda mais os olhos e ficou vermelha. Fez menção de que ia dizer algo, mas em seguida voltou atrás e saiu com os ombros caídos. Percebera que havia cometido uma grande burrada e nem ia tentar se defender.
Rachel não queria ter agido daquele jeito, mas percebera que teria de ter pulso firme para cortar o mal pela raiz. Não queria ninguém que fosse mancomunado com Richard trabalhando com ela. Uma coisa que aprendera nos anos que trabalhara na rede Fabray era que você podia muito bem ser um bom chefe, mas tinha que impor limites e respeito, tomando medidas drásticas quando fossem necessárias.
Foi diretamente falar com Geórgia, ela fora secretária de seus pais por anos e sempre fora uma pessoa de extrema confiança, ela lhe assessoraria dali para a frente.
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