Abismo

26 O Casamento


Notas iniciais
Ta na na nan... Ta na na nan... (marcha nupcial, hahahahaha) Chegou o grande dia. Será que hoje vai rolar? hauhauhauaha Capítulo bônus.

Capítulo 26 – O Casamento

Eram oito e meia da manhã de segunda e Quinn levava Ben para a creche, sendo seguida por Rachel que vinha um pouco mais atrás resolvendo imprevistos que haviam surgido em NY com Kitty pelo telefone.

Ia admirando enquanto os dois caminhavam de mãos dadas, não havia visão mais linda que aquela. As duas figuras loiras que mais amava em perfeita sincronia. Quinn prestava atenção e sorria para Ben que lhe contava alguma história e nem percebeu a morena que se aproximou deles.

A desconhecida chegou sorrateiramente por trás de Quinn e sem que esta pudesse esboçar qualquer relação abraçou-a por trás e deu um beijo em seu pescoço, surpreendendo a loira.

Por um milésimo de segundo Quinn achou que pudesse ser Rachel, mas suas esperanças foram por água abaixo quando se virou e se deparou com uma garota com quem tinha tido um breve relacionamento, que nem chegou a chamar de namoro.

– Ágata? O que faz aqui? – perguntou surpresa.

– Feliz em me ver, Quinn? – falou com um sorriso sedutor nos lábios e indo em sua direção para beijá-la.

No último momento conseguiu reagir e desviou do beijo que acabou sendo dado em seu rosto. Ben olhava tudo desconfiado, assim como de Carmem, não havia gostado daquela mulher.

Ágata ignorou as tentativas de Quinn se afastar e seguia a agarrando pela cintura. Ver aquela cena encheu Rachel de ciúmes e sentiu uma raiva crescente que tomava conta de todo seu corpo. Sem pensar duas vezes encerrou a ligação com Kitty, deixando a outra falando sozinha e praticamente voou na direção onde estavam.

– Algum problema, Quinn? – perguntou encarando a outra.

– Ra-Rachel, e-esta é a Ágata. Ágata esta é a Rachel. – falou nervosa.

A morena olhou Rachel de cima a baixo com olhar de desdém, mas suas feições mudaram drasticamente quando a outra disse:

– Muito prazer, queridinha. Eu sou Rachel, a noiva de Quinn. – falou com olhar desafiador, mirando em seguida os braços de Ágata, que envolviam a cintura de Quinn.

– Noiva? – disse com deboche – Quinn Fabray noiva? Esta eu nunca esperaria ouvir.

– Pois está ouvindo. A senhorita poderia fazer o favor de soltá-la, por gentileza. – falou num momento de raiva, surpreendendo a loira. Rachel estaria com ciúmes?

Ágata soltou a cintura de Quinn a muito contragosto, tinha feições carregadas que só pioraram quando Ben falou.

– Mamãe, você não vai me deixar na creche?

– Claro, filho. Vamos lá. – Quinn falou dirigindo um sorriso bobo para Ben.

– Mamãe? Filho? – a outra perguntou sem entender.

– Sim, este é Benjamin. Meu filho e de Rachel. – apresentou o filho com o mesmo sorriso bobo no rosto.

Diante daquela declaração Ágata fez uma cara de desprezo, quase beirando ao nojo.

– Hummm... Então, vou indo. Até mais, Quinn. Um dia a gente se encontra por aí. – falou provocativa.

– Vai sonhando. – respondeu Rachel por Quinn, mais uma vez sem pensar.

Quinn ficou olhando para Rachel que tinha um olhar de raiva para a morena que se afastava. Será que ela estava com ciúmes? Não queria alimentar falsas esperanças, mas desejava do fundo do seu coração que realmente fosse aquilo. Quem sabe assim poderia ter alguma chance de conquistá-la. Só saiu de seus devaneios quando Ben a puxou pela mão para que o levassem até a creche.

O dia passou e elas não falaram mais sobre o assunto. Rachel sairia naquele fim de tarde com Kurt para experimentar o vestido e Quinn sairia no dia seguinte, afinal uma noiva não podia ver a roupa da outra até a hora da cerimônia.

Segundo Kurt já estava quase tudo pronto para o grande dia. As meninas realmente esperavam que ele não tivesse contratado um Elvis Presley para realizar o casamento.

Quinn estava jantando com Ben no restaurante do hotel enquanto aguardava o retorno dos outros dois. Tinha verdadeira adoração por aqueles momentos que tinha com o filho.

– Come direitinho, filho. Não pega com a mãozinha. Tem que usar o garfo.

– Aahh Mamãe, com a mão é mais fácil. – se justificava.

– Mas aí você vai se sujar. Você já está um mocinho, tem que comer com o talher.

– Mas eu não consigo.

– Deixa a Mamãe te ajudar então. – falava enquanto ajudava o menino comer, dando comida em sua boca.

– Mamãe, quando é que você e a Mami vão casar?

– Daqui a alguns dias. Por quê, bebê?

– Falta pouquinho, então?

– Sim, mais três dias.

– Hum... E falta pouco para vocês me darem um irmãozinho? – perguntou ingenuamente, deixando novamente Quinn sem reação.

– Hãã, não sei, anjinho. Eu e a Mami já havíamos te dito que íamos ver, não é? – o menino assentiu – Então agora é só esperar.

– Ok, mas não pode demorar.

Quinn preferiu não dar prosseguimento naquele assunto. Quem sabe se não falassem mais naquilo Ben acabaria esquecendo.

...

Na quinta-feira chegaram os que faltavam. Estavam todos afoitos em razão do casamento, mesmo este não sendo ‘real’. Todos gostavam das meninas e queriam que elas se acertassem de verdade, que enxergassem o que só elas ainda não viam.

Kurt determinou que na sexta elas não se vissem até a hora da cerimônia, o que foi contestado por Rachel.

– Isso já é exagero, Kurt. Por que não posso ver a Quinn antes do casamento? Afinal tudo não deixa de ser uma farsa.

– Não discuta comigo, Rach. Só me obedeça. Não é todo dia que casamos e esse vai ser o único casamento de vocês. – falava de forma convicta.

Rachel não entendia aquela reação de todos, estavam todos agindo como se aquele casamento fosse efetivamente ser verdadeiro. Talvez fosse melhor deixar as coisas acontecerem como queriam, não iria discutir.

Foi encaminhada por Kurt, Blaine e Marley para um spa, segundo o amigo era para ter um dia de princesa. Quinn foi levada para um outro por Britt e Santana. Judy e Puck ficaram tomando conta de Ben. Passaram um dia agradável, recebendo diversos paparicos, um verdadeiro dia de princesa como Kurt prometera.

Vestiram-se e maquiaram-se no próprio spa e foram direto para o local onde seria realizado o casamento. As duas estavam extremamente nervosas, no fundo tinham medo que a outra desistisse em cima da hora. A herança de Rachel era a última coisa de que se lembravam naquele momento.

Quinn insistiu em esperar Rachel em frente ao local que serviria de “altar”. Seu vestido era branco, tomara que caia, um modelo reto, mas extremamente sofisticado. O busto ressaltava os seios de Quinn e logo abaixo havia um detalhe em uma renda extremamente delicada que circundava sua cintura.

Quando Rachel despontou na entrada Quinn prendeu a respiração. Ela estava lindíssima. Também usava um vestido branco, só que o dela era com alças finas, justo até a barriga e depois descia mais solto até embaixo. Nas costas havia um detalhe em renda semi transparente até a cintura.

Rachel se dirigiu até onde Quinn aguardava. Estava na mesma situação que a loira, mal conseguia manter a boca fechada, admirando a outra. A ansiedade que lhe tomou conta era tanta que parecia que estava realmente se dirigindo a um casamento real. No fundo ela sabia que queria que fosse, e assim como Kurt dissera, queria que esse fosse o único casamento de sua vida.

– Você está linda. – disse Quinn assim que alcançou a mão de Rachel, dando-lhe um beijo no rosto e terminando de conduzi-la até o local junto ao juiz de paz.

– Obrigada, você também está lindíssima. – falou, esboçando um sorriso nervoso.

Assim que se posicionaram no local indicado o juiz de paz passou a conduzir a cerimônia. As duas mal conseguiam ouvir o que ele dizia, permaneciam de mãos dadas e a corrente elétrica que um corpo transmitia ao outro era tudo o que conseguiam sentir.

– Rachel Barbra Berry, você aceita Lucy Quinn Fabray como sua legítima esposa, para amá-la e respeitá-la, na saúde e na doença, na riqueza e na pobreza, pelo resto de seus dias?

– Sim, eu aceito. – disse Rachel com voz convicta.

– Lucy Quinn Fabray, você aceita Rachel Barbra Berry como sua legítima esposa, para amá-la e respeitá-la, na saúde e na doença, na riqueza e na pobreza, pelo resto de seus dias?

– Sim, eu aceito. – Quinn falou com um sorriso no rosto.

– Pelos poderes a mim conferidos eu as declaro casadas. Podem se beijar.

Rachel e Quinn haviam esquecido a situação do beijo e momentaneamente surpreenderam-se, mas diante do olhar que o juiz de paz lhes lançava e da expectativa dos demais presentes elas se aproximaram lentamente, olhando-se nos olhos e colaram os lábios.

As duas foram tomadas por uma sensação de preenchimento, como se estivessem completas. Fecharam os olhos para sentir mais aquilo e nem perceberam quando suas línguas se tocaram, num aprofundamento daquele beijo. Foi um beijo calmo, cheio de carinho e saudade.

Só se deram conta do que estavam fazendo quando ouviram a risadinha de Ben. Afastaram-se lentamente com os olhos brilhando, mas sem entender o que aquilo tinha significado e voltaram-se para os demais que as observavam com um sorriso no rosto. Todos tinham certeza que aquele casamento seria mais do que real.

Ben veio correndo e abraçou as duas pelas pernas, com um sorriso de orelha a orelha.

– Agora eu quero um irmãozinho. – falou sem rodeios, deixando as duas constrangidas.

– Filho, nós já falamos que íamos pensar. – disse Rachel envergonhada.

– Pelo jeito você não vai demorar a ganhar um irmãozinho, não, Ben. – falou Santana olhando de forma maliciosa para as duas.

– Santana! Pare de incentivá-lo. – disse Quinn exasperada.

Estavam todos se divertindo com o constrangimento que o pedido inocente de Ben tinha causado nas duas.

Dirigiram-se para o jantar que haviam organizado para comemorar a união das duas. Quinn e Rachel sentaram-se lado a lado e constantemente a loira segurava a mão da outra, ou simplesmente a tocava, não queria perder a sensação que aquele contato lhe causava. Rachel não evitava aqueles toques, estava gostando até demais.

O jantar transcorreu tranquila e descontraidamente, se divertiram muito. Ben já estava com sono, quase dormindo sentado, e elas decidiram se recolher ao quarto.

– Gostaríamos de agradecer a todos vocês, por estarem ao nosso lado nesse momento e nos apoiarem sempre. – falou Quinn para os presentes.

– Vocês são muito mais do que nossos amigos, são nossa família e ficamos realmente felizes de termos vocês sempre conosco. – Rachel complementou.

– Oh minha querida, eu já te considero da família desde que Kitty te levou a primeira vez a Miami. Depois que soube que Ben era meu neto, tive ainda mais certeza de que você também era minha filha, ainda mais agora que casou com minha Quinnie. – falou Judy abraçando Rachel.

– Obrigada, Judy. Seu carinho é muito importante para mim. Saiba que também te vejo como uma mãe desde que te conheci. – disse, retribuindo o carinho.

Despediram-se de todos e dirigiram-se a sua suíte. Kurt e Marley insistiram em ficar com Ben, mas as duas disseram que não havia necessidade. Na verdade nenhuma delas sabia ao certo como agir ao chegar ao quarto.

Ao entrarem no quarto Rachel foi colocar Ben na cama, seguida por Quinn. Trocaram a roupa do menino, ajeitaram suas cobertas e saíram.

– E então? – perguntou Quinn sem saber o que dizer.

– É... vou tirar o vestido e tomar um banho. – disse Rachel também sem saber como agir.

Quinn concordou com a cabeça e disse que tomaria um assim que Rachel saísse do banho.

– Huummm... Você vai... dormir aqui comigo? – perguntou Quinn corando – É que... como é nossa primeira noite de casadas... achei que passaríamos a dormir juntas.

– É... é c-claro que sim. – falou encabulada – Vou tomar meu banho e já volto.

Quinn se segurou para não ir atrás de Rachel no banheiro. Agora, mais do que nunca teria que se controlar perto da morena, já que iriam passar a dividir a cama. Tinha que dar um jeito de controlar os sonhos que havia tendo e que poderiam a deixar numa situação constrangedora.

Rachel terminou de se banhar e colocou uma camisola preta de renda com a calcinha combinando. Estava se sentindo extremamente sexy com aquela roupa, decidiu que iria provocar Quinn até ela não aguentar mais e tomar a iniciativa.

Entrou no quarto vagarosamente, secando os cabelos. Quinn estava de costas, vendo seu pijama no guarda-roupas e quando se virou não esperava se deparar com aquela visão de Rachel. Na mesma hora sentiu uma onda de excitação tomar conta de seu corpo e deixou o desejo transparecer em seus olhos, o que não passou despercebido a Rachel.

– É-é-é... vou tomar meu banho. — e saiu rápido em direção ao banheiro antes que a outra percebesse sua situação no baixo ventre.

Entrou no banheiro e encostou-se na porta para normalizar sua respiração, sentia seu membro pulsando. Tirou o vestido e observou o volume dentro da sua cueca. Não poderia voltar ao quarto sem resolver aquela situação. Como conseguia ficar assim apenas de olhar a morena naquelas roupas?

Resolveu que tomaria um banho gelado para amenizar seu desejo, mas a imagem de Rachel naquela camisola não saía de sua cabeça, o que não ajudava em nada. Teria então que resolver aquilo de um jeito que não gostava, entretanto não poderia passar pelo constrangimento da morena notar sua excitação.

Deixou que seus pensamentos voltassem a Rachel e levou a mão a seu pênis já ereto, fechou os olhos imaginando que fosse a morena que o estava manuseando e passou a fazer movimentos inicialmente lentos os intensificando cada vez mais.

Segurava os gemidos com medo que a outra ouvisse do quarto, mas quando gozou não conseguiu se segurar e acabou gemendo o nome de Rachel. Sua respiração foi voltando ao normal gradativamente e rezava para que a morena não tivesse escutado nada.

Decidiu não se demorar muito mais tempo no banheiro, apesar dessa ser sua vontade a fim de evitar alguma situação constrangedora, mas Rachel poderia estranhar o porquê de não voltar ao quarto.

Saiu com os olhos baixos, não queria encarar Rachel, mas o teria que fazer. Ao olhar para a cama viu que sua esposa dormia, virada de costas para onde estava. Um alívio tomou conta de si e foi se deitar ao lado da morena.

Deitou de costas para ela, não poderia olhá-la de perto, não ainda. Só não esperava que com o movimento da cama Rachel se virasse e se abraçasse a suas costas, colocando a mão sobre sua barriga e aconchegando-se junto ao seu corpo, afundando o nariz em seu pescoço.

Quinn amou aquela sensação e decidiu que não iria se desvencilhar, teria ao menos aquele pouco contato.

Rachel por sua vez havia ouvido os gemidos da loira no banheiro e ficara extremamente excitada quando esta gemeu seu nome. Entretanto, não sabia como agir, não podia simplesmente atacá-la quando voltasse ao quarto e também não queria deixar Quinn constrangida.

Decidiu então que fingiria que estava dormindo, mas não facilitaria a vida da loira, queria ao menos dormir aconchegada naquele corpo. Quando se abraçou a Quinn, por um momento achou que ela iria se afastar, mas se surpreendeu quando esta pousou sua mão sobre a que tinha apoiado em sua barriga.

Aquela sensação de aconchego era muito boa, e ao menos naquele momento Rachel se contentaria apenas com aquele contato.

Notas finais
É, ainda não foi dessa vez... Mas por favor não me matem... Logo, logo as coisas esquentam, estou postando hoje para ser ainda esta semana o capítulo tão esperado que estão me cobrando.