Abismo
58 Miami
Notas iniciais
Capítulo 58 – Miami
Mais de seis meses havia se passado desde aqueles dias de terror. Aquele era um assunto quase esquecido e que faziam questão de não relembrar. Já era junho e Ben estava de férias da escola, ansioso pela promessa que suas mães haviam feito a ele de passarem duas semanas na casa de Vovó Judy em Miami. Sarah e Sophia, de igual forma, estavam entusiasmadas por passarem uns dias com a avó.
Rachel já havia organizado tudo no escritório e deixaria Geórgia encarregada de tudo com o auxílio de Ashley e Blaine. Quinn de igual forma acertara tudo com Kitty, que iria encontra-las dali a alguns dias na casa da mãe.
Era uma quarta-feira e decidiram que a viagem seria feita no dia seguinte para não pegarem o tumulto do final de semana. Margareth havia arrumado as malas das crianças e as acompanharia para que as duas também pudessem desfrutar o descanso e não sobrecarregassem Judy.
– Mamiiii, nós vamos para o aeroporto? – perguntou Sophia entusiasmada correndo na direção de Rachel que entrava primeiro na sala.
– Oi, princesa. Ainda não, vamos amanhã de manhã, querida. – disse pegando a filha com agora três anos no colo e enchendo-a de beijos.
Não demorou muito e Quinn entrou logo atrás. A menina correu para a sua mãe informando-a que só iriam para o aeroporto no dia seguinte. Sarah desceu as escadas logo em seguida e, assim como a irmã, voou para o colo de Rachel e depois para o de Quinn.
As duas falavam sem parar, enumeravam os lugares que queriam ir e todos os castelos de areia que queria fazer junto de Ben. Suas cabecinhas fervilhavam de ideias e assim permaneceram até a hora do jantar.
Ben também estava na expectativa da viagem e também falava bastante, mas não tanto como as irmãs. As meninas agitaram tanto que ao final do jantar estavam exaustas e pelo jeito logo dormiriam.
Rachel e Quinn trataram de leva-las para colocarem os pijamas, antes que dormissem com a roupa que estavam. Ben subiu logo atrás e foi direto para o quarto se trocar. Ele já estava um homenzinho e logo faria oito anos, trocava-se sozinho sem a necessidade do auxílio das mães.
Assim que Sophia e Sarah adormeceram o casal foi ao quarto do filho para ver se estava tudo em ordem e para dar-lhe um beijo de boa noite. O menino já estava deitado e só esperava o beijo das mães para apagar as luzes.
– Boa noite, anjinho. – Quinn disse beijando-o na testa – Durma bem.
– Dorme com os anjinhos, filhote. – falou Rachel também o beijando.
– Boa noite, Mamãe. Boa noite, Mami. – disse sorrindo e já se aconchegando nas cobertas.
Quinn pegou a mão de Rachel e assim elas saíram do quarto do filho e foram para o seu. Mal entraram no cômodo e a loira puxou a esposa pela mão que segurava, fazendo com que seus corpos se chocassem. Vendo as intensões que brilhavam nos olhos verdes a morena sorriu de lado e previu a sessão de prazer que teriam a seguir.
Sem conseguir manter-se por mais tempo afastada Quinn levou a mão livre até a nuca de Rachel e a puxou para um beijo cheio de desejo. A morena entregou-se àquela carícia e passou a sugar com vontade a língua da esposa, que terminava com a pouca distância que existia entre elas e colava seus corpos.
Rachel colocou as mãos na cintura da mulher e levou as mãos por baixo de sua blusa, plantando-as na cintura alva, a qual apertou possessivamente. Quinn não perdia tempo e com a mão que antes estava envolta com a da esposa, apertava sua bunda e trazia seu corpo para mais perto.
Com aquele contato Rachel começou a mover a cintura, roçando suas pélvis enquanto subia as mãos pelas costas de Quinn, arranhando-as. A mão da loira foi descendo de onde estava até encontrar o seio direito, já túrgido, da esposa, apertando-o possessivamente.
A loira já sentia seu membro comprimido dentro da cueca, pedindo para ser liberado para finalmente tomar o lugar que era seu. Desceu a mão que estava nas nádegas da esposa e foi até a barra da saia, levantando-a até a altura da cintura, deixando a calcinha de renda branca com finas alças à mostra. Sem pensar duas vezes puxou o pano, rasgando-o por completo.
Rachel olhou para baixo e dirigiu um olhar severo para a mulher, que apenas esboçou um sorriso torto contra seus lábios, acariciando levemente aquele local.
– Dessa forma vou ficar sem calcinhas para vestir qualquer dia. – reclamou com falsa indignação, por Quinn sempre fazer aquilo.
– Não se preocupe, não vou deixar minha mulher andar sem essa peça fundamental por aí. Amanhã mesmo vou comprar mais um estoque quando desembarcarmos em Miami. – brincou.
Sem mais delongas Rachel voltou a tomar os lábios de Quinn, mas dessa vez não se deteve ali. Baixou pelo pescoço chupando-o por onde passava, dando um mais forte abaixo da orelha, que fez a loira gemer.
– Assim vai ficar marcado, Rach.
– É para ficar mesmo. Pra mostrar que você tem dona. – sussurrou contra seu ouvido, aumentando a excitação da loira, que gemeu ao ter o lóbulo da orelha chupado.
Diante da urgência que tomou conta da loira, esta se afastou um pouco de Rachel e sem poder mais esperar puxou sua camisa, arrebentando os botões, deixando o sutiã à mostra. Por sorte a abertura deste era na frente e logo foi aberto e tirado junto com a camisa também destruída.
Tomou os seios da esposa sedentamente, sugando-os desde onde sua boca alcançava até chegar ao bico, fazendo o mesmo procedimento com o outro. Rachel em um único movimento livrou-se da blusa de Quinn e em seguida do sutiã, apertando seus seios enquanto a loira seguia chupando os seus.
Deixou os seios da esposa um pouco de lado para tentar se concentrar em tirar a própria saia, que já estava incomodando naquela posição que Quinn a colocou. Desceu o zíper e tirou-a rapidamente, sem que fosse necessário a loira se afastar.
Já estava completamente nua e Quinn totalmente vestida da cintura para baixo. Sem pensar duas vezes afastou-se do contato que mantinham e abriu a calça que a outra vestia abaixando-a imediatamente, revelando uma cueca vermelha.
– Hummm, que sexy. – sussurrou afagando por cima do tecido toda a extensão já visível.
Quinn já não se continha mais e sem pensar duas vezes tirou a roupa íntima e puxou Rachel para deitar-se no chão mesmo, não daria tempo de chegar até a cama. A morena apoiou as costas nas tábuas do piso e praticamente implorou para a esposa preenche-la.
Sem mais esperar Quinn possuiu Rachel com sofreguidão, penetrando-a com vontade. A morena sentia o pênis da esposa deslizar dentro de si e a sensação de prazer cada vez mais aumentava.
Quinn afirmou-se nos cotovelos e seus seios começaram a roçar contra os de Rachel, fazendo-as gemer ainda mais. Enfiou o nariz em seu pescoço e aspirou seu perfume, aquele cheiro único que só ela tinha e a enlouquecia. Aquilo fez com que sentisse mais urgência nos movimentos e acelerou a velocidade de seus movimentos, enquanto a morena gemia seu nome sem parar.
– Tããoo gostosa. – gemia Quinn quase sem conseguir se conter.
As duas deram um gemido alto e se entregaram ao prazer que tomou conta de seus corpos suados.
Quinn ainda estava se recuperando quando sentiu o corpo de Rachel tremer embaixo do seu. Preocupada apressou-se em se afastar para olha-la e deparou-se com a morena segurando-se para não gargalhar. Ao ver os olhos assustados de Quinn não conseguiu se conter e soltou o riso preso.
– Do que você está rindo, Rach? – perguntou já sorrindo, contagiada pela outra.
– Do nosso desespero, nem conseguimos chegar na cama. – disse olhando em volta, a cama estava a apenas alguns passos de distância – Há quanto tempo que não fazíamos amor?
– Huummm... – Quinn fez que pensava, também tomada pela vontade de rir – Desde hoje de manhã.
Com aquela conclusão as duas caíram na gargalhada. Como podiam estar casadas há mais de quatro anos e ainda agirem com aquele desespero uma pela outra? Não conseguiam entender, e nem queriam na verdade.
– Quinnie, minhas costas estão doendo. – reclamou manhosa, estava apoiada direto no chão duro com mais o peso de Quinn em cima de si.
– Vem cá, meu amor. Levanta daí e vamos tomar um banho bem juntinhas. – falou se erguendo e puxando Rachel logo em seguida.
...
No dia seguinte embarcaram no avião e apesar de estarem acompanhadas de três crianças ansiosas, a viagem foi bastante tranquila. O motorista de Judy as esperava no aeroporto e conduziu-os até em casa.
– Vocês demoraram. – falou Judy logo que os enxergou chegando.
– Demoraram a liberar a bagagem de dentro do avião. – falou Quinn impaciente.
– Como foi a viagem?
– Tudo tranquilo, só esses três impacientezinhos querendo chegar logo para ficarem com a ‘vovó Judy’. – falou imitando a voz infantil das crianças, fazendo todos rirem.
A esta altura as três crianças já estavam dependuradas em Judy, abraçando-a e beijando a tão amada avó. Logo as crianças já insistiram para irem ao menos um pouco na praia, vez que ainda era cedo. Com a concordância das mães correram até o quarto e trocaram de roupa.
Os adultos acompanharam Ben e as gêmeas até a praia, mas ficaram apenas observando enquanto eles pulavam no mar e brincavam na areia. Ao escurecer Rachel chamou-as para que entrassem e tomassem um banho, o dia havia sido bastante cansativo e queriam se recolher cedo.
Os dias passaram tranquilos e o casal aproveitava ao máximo o tempo com seus filhos. Nadavam, corriam, brincavam na areia durante quase todo o dia. Ao final do dia estavam todos exaustos e só conseguiam cair na cama. Quinn e Rachel costumavam dar uma caminhada na praia depois do jantar para aproveitar o tempo um pouco só para elas.
O céu estava estrelado e a lua brilhava redonda acima da água. Era uma noite clara e mais uma vez as duas caminhavam de mãos dadas pela areia. Já fazia cinco dias que estavam em Miami e estavam realmente aproveitando aquele descanso. Suas noites continuavam ‘agitadas’ como sempre e o dia em família não poderia ser melhor.
– Nossa, acho que nunca vi uma lua tão linda como essa. – falou Rachel distraída – E essas estrelas... como brilham.
– Não mais que a minha estrela particular. – disse Quinn de forma sedutora e a morena não pode deixar de sorrir.
– Está querendo me seduzir, Fabray? – falou no mesmo tom, ficando de frente para a loira.
– Nessas horas eu sou só Fabray? Não sei se você sabe que adotei seu sobrenome na hora em que casamos. – disse se fazendo de ofendida.
– Eu sei, mas essa safadeza sua com certeza você não adquiriu com meu sobrenome. – rebateu.
– Nosso sobrenome. E não esqueça que você também é Fabray e pelo que percebi remotamente você é tão safada quanto eu. – falou colocando as mãos por dentro da calça de moletom de Rachel e apertando sua bunda com vontade.
– Não começa, Quinn. – disse adorando a massagem sensual que a esposa fazia em suas nádegas – Estamos em uma praia.
– Mas essa praia é só da nossa casa, praticamente particular. – rebateu roçando os lábios nos de Rachel.
– Sério? – se fez de desentendida.
– Hurrum. – falou enquanto acariciava o pescoço de Rachel com o nariz, já deixando a morena toda arrepiada.
Rachel massageava as costas de Quinn e a trazia para si, estreitando a distância entre seus corpos. Se excitavam vagarosamente só com toques de mãos que passavam espalmadas por todo o corpo uma da outra. Quando não conseguiam mais se conter e a necessidade de aprofundar aqueles toques já estava se tornando uma tortura a loira se afastou e tratou de tirar a camisa larga que usava estendendo-a sobre a areia.
Quinn voltou a avançar sobre Rachel e tomar seus lábios. Após um beijo ardente a morena se afastou abruptamente sem a esposa entender. Ao vê-la despindo-se rapidamente passou a imitá-la, logo puxando seu corpo nu contra o seu.
Continuaram se acariciando sofregamente e a urgência tomou conta das duas. Quinn afastou-se da esposa e sentou na camisa que havia estendido no chão chamando-a logo em seguida com o dedo indicador, esboçando um sorriso pervertido.
Sem mais esperar Rachel se aproximou, mas resolveu provocar a loira e parou com sua intimidade rente a seu rosto. Sem fazer-se de rogada Quinn puxou-a pelas nádegas ainda mais para perto e tomou-a com a boca. Deu-lhe um beijo onde sua língua explorava cada curva, cada dobra, fazendo com que Rachel jogasse a cabeça para trás.
Chupou-a com vontade, estimulando cada vez mais seu sexo. Rachel tinha as mãos apoiadas na cabeça de Quinn e sentia que a qualquer momento poderia desfalecer.
Sem mais poder esperar e também querendo dar prazer para a esposa, Rachel se afastou relutante e sentou-se no colo de Quinn. A loira que estava na mesma situação simplesmente pegou seu pênis com a mão e o posicionou na entrada da vagina de Rachel puxando-a logo em seguida para si, invadindo-a de uma vez só.
Não conseguindo mais se conter, Rachel começou a cavalgar sobre o membro de Quinn cada vez mais rápido até que gozaram sendo observadas somente pela lua que iluminava as amantes.
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