Abismo
65 Epílogo
Notas iniciais
Capítulo 65 – Epílogo
Três meses haviam passado e Rachel completara os nove meses de gestação. Entrara em trabalho de parto durante a madrugada, assim como fora com as gêmeas. Todos já estavam no hospital ansiosos a espera do nascimento de mais uma bebê Berry-Fabray.
Quinn estava posicionada ao lado da esposa na sala de parto. Segurava a mão de Rachel com força e a cada contração sofria junto com ela. O médico entrou na sala e examinou a morena, constando que já havia dilatação suficiente.
– Agora. Força, Rachel. – disse mais uma vez e Rachel obedeceu – Na próxima acho que já teremos sua bebê aqui. Agora.
Rachel fez força mais uma vez e um choro foi ouvido na sala. Quinn olhava com admiração para a filha que agora estava nos braços do médico.
– Você quer cortar o cordão umbilical, Quinn?
Diante daquilo a loira não pensou duas vezes e foi para junto do médico, realizando o procedimento. Olhava a filha com devoção enquanto a enfermeira a enrolava e entregava nos braços de Rachel.
A morena chorava enquanto olhava para a filha. Mesmo que não quisesse lembrava dos momentos de terror que passara e que chegara a achar que ela cresceria sem conhecer a mãe que agora estava ali do seu lado, devota como sempre.
– Ela é linda. – falou Rachel – Mais uma cópia sua, amor.
– Bem-vinda, Elizabeth Berry-Fabray. – disse Quinn com um sorriso enorme, beijando a testa da filha.
Rachel já estava no quarto quando os amigos o invadiram, queriam babar em cima da nova sobrinha. Judy chegou logo em seguida com os netos. Ben aproximou-se da mãe com um sorriso e deu-lhe um beijo. As meninas estavam inseguras, assim como o irmão quando elas nasceram.
Da mesma forma que da outra vez Quinn as pegou no colo e colocou-as junto a Rachel na cama. A morena imediatamente encheu-as de beijo e suas feições se tranquilizaram.
– Mami, você ainda vai nos amar? – Sarah perguntou ainda insegura.
– Claro que sim, bebê. Vocês três, e agora Beth também, são as pessoas mais importantes para mim, e que eu vou amar sempre, sempre.
A menina se tranquilizou e aconchegou-se contra a mãe. Em seguida uma enfermeira entrou no quarto trazendo Beth que imediatamente foi colocada no peito da mãe para se alimentar. Os olhos das gêmeas brilhavam e Ben tinha um sorriso protetor no rosto.
Todos estavam encantados com a caçulinha Berry-Fabray, principalmente os irmãos que imediatamente passaram a amar a irmãzinha. Já estavam contando as horas para que ela fosse para casa junto das mães.
O clima de felicidade estava estampado no rosto de todos. Finalmente tinham paz e nada ameaçava sua tranquilidade.
...
Dois meses já haviam passado desde o nascimento de Beth e suas mães não poderiam estar mais felizes. Há algumas semanas o médico já havia retirado todas as restrições de Rachel e elas estavam recuperando o tempo perdido.
Já era tarde e Rachel tomava um banho antes de se deitar. Quinn estava viajando a negócios e só retornaria no dia seguinte. Tinha o pensamento longe e não percebeu o box sendo aberto. Só notou que tinha companhia quando braços que ela conhecia bem lhe envolveram a cintura e lábios quentes beijaram seu pescoço.
– Estava com saudades. – disse passando as mãos sobre os braços que circundavam sua cintura.
– Eu também estava morrendo de saudades de você. – respondeu apertando seu corpo contra o da morena, mostrando que dizia a verdade.
– Você não ia chegar só amanhã? – disse mexendo o quadril contra o volume que pressionava suas nádegas.
– Não aguentei e embarquei no primeiro voo para casa. Não ia conseguir dormir mais uma noite longe de você. – confessou.
– Que bom. Porque eu nem tenho dormido direito nesses últimos dois dias.
Rachel virou-se de frente para Quinn e olhou com devoção para aquele rosto que tanto amava e que agora lhe dirigia o sorriso mais lindo que já vira na vida. Aproximou-se vagarosamente e tomou seus lábios com carinho.
O beijo que começou calmo transformou-se em algo cheio de desejo e saudade pelos dias que ficaram longe. As mãos de Quinn alisavam as costas molhadas enquanto Rachel tinha os braços em volta do pescoço da esposa, puxando-a para si.
As caricias foram se intensificando ainda mais e Quinn prensou Rachel contra a parede, fazendo-a se arrepiar com o contato nos azulejos gelados. Sem conseguir se conter agarrou-a pelas coxas e prendeu as pernas dela em sua cintura, possuindo-a vagarosamente. Ondulavam seus corpos um contra o outro, fazendo cada toque ser uma onda de sensualidade descarregada em suas carnes.
Quinn ia e vinha calmamente, provocando Rachel que cada vez mais tinha urgência em seus movimentos. O desejo tomava conta das duas cada vez mais e sem conseguir se conter a loira a penetrava cada vez mais fundo. Sentia os músculos da vagina da morena comprimindo seu pênis e quando esta gozou não conseguiu se segurar e esparramou-se dentro dela.
Olhou com as orbes verdes arregaladas para Rachel, que ainda não tinha se dado conta do ocorrido. A morena a encarou e sua expressão mudou quando viu a cara de medo da esposa.
– Por que essa cara, Quinnie? – disse já sabendo porque ela estava assim.
– Você vai me matar...
– E por que eu te mataria?
– Porque eu não usei preservativo...
A morena riu e tomou os lábios da loira, que sentiu um alívio com a atitude de Rachel.
– Você não vai ficar feliz se nossa imprudência resultar em mais um lindo bebê?
– Sim, mas a culpa é minha que esqueci da camisinha.
– Se tem alguma culpada nisso, nós duas seremos, porque eu também não lembrei. A culpa não é só sua, é responsabilidade de nós duas lembrarmos de nos proteger. E não seria nada mal se a Beth tivesse mais um irmãozinho com a idade próxima a dela para brincarem.
Quinn abriu um sorriso enorme diante das palavras de sua mulher. Ela estava propondo o que estava pensando?
– Você quer mesmo? Mesmo a Beth sendo apenas um bebê?
– Mais que tudo... – disse tomando mais uma vez a boca de Quinn em um beijo apaixonado.
Rachel fechou o chuveiro e puxou Quinn para fora do box. Secaram-se provocando uma a outra e quando largaram as toalhas seus corpos novamente se encontraram para mais um beijo sedento.
Com dificuldade chegaram até a cama, onde Quinn deitou a mulher e ficou admirando aquele corpo que desejava mais que qualquer outro. Beijou-a desde os pés até chegar em seus lábios. As mãos passeavam nas pernas de Rachel até que uma delas parou em sua intimidade e a acariciou, vendo o quão molhada estava.
Sem pensar duas vezes afastou-se de Rachel e girou-a na cama, deitando-a de bruços. Ficou de joelhos e levantou o quadril da morena com rapidez. Antes que esta conseguisse reagir preencheu-a de uma vez. Foi tomada por uma urgência que acelerou seu desejo e passou a estoca-la com vontade e velocidade.
Rachel apoiava-se nos cotovelos e só conseguia gemer cada vez mais alto com as investidas do pênis de Quinn dentro de si. Só conseguia pensar em como aquilo era bom. Apenas sua esposa fizera se sentir daquela forma na vida. Completamente entregue, submissa e satisfeita.
Com uma das mãos Quinn friccionava o clitóris de Rachel cada vez mais rápido, sentindo-o inchado entre os dedos. A morena tinha a cabeça levemente virada para trás e procurava encarar a esposa que ficava cada vez mais desesperada diante da cara de tesão que esta fazia, mantendo a boca entreaberta enquanto gemia.
Admirava os seios que balançavam com o movimento dos corpos e tinha vontade cair de boca neles. Sua mente era tomada por pensamentos totalmente impuros e que com certeza colocaria em prática ainda naquela noite.
Só de mentalizar aquilo gozou como nunca dentro de Rachel que logo urrou com o orgasmo que tomou conta de seu corpo, levando-o a quase convulsionar diante do prazer experimentado.
As duas caíram na cama exausta, mas a loira ainda não estava saciada. Sem pensar duas vezes virou Rachel de frente para si e tomou seus seios na boca, chupando-os com vontade. A morena não ficou muito atrás e passou a massagear com vontade os peitos da esposa.
Quinn espalhou mordidas e chupões por todo o corpo de Rachel e quando não aguentavam mais de desejo posicionou-se entre suas pernas e a fez sua novamente.
Moveram-se freneticamente e ainda tomadas pelos recentes excitação e orgasmos que tiveram gozaram mais uma vez, sorrindo um para outra cheias de cumplicidade.
– Será que já conseguimos? – perguntou Quinn salpicando beijos no rosto da esposa.
– Provavelmente, somos muito boas nisso. – riu.
Ficaram mais um tempo acordadas matando a saudade pelos três dias que passaram longe até que o cansaço tomou conta de seus corpos e ambas adormeceram.
...
Três meses depois novamente estavam no consultório do Dr. Marcus para os exames rotineiros a fim de verificar se estava tudo bem com a gravidez e com o bebê que Rachel esperava. Realmente elas eram muito boas naquilo e a morena havia engravidado de primeira.
– E aí, meninas, prontas para saberem se vão ter mais um menino ou outra menininha?
– Claro. – disseram as duas em uníssono.
– Vamos ver então. – disse o médico já passando o instrumento na barriga de Rachel – Aparentemente está tudo bem com o bebê. Estão vendo aqui? – apontou para o monitor e as duas olharam para onde era mostrado – Parabéns, mamães. Vocês terão mais um meninão.
As duas não cabiam em si de felicidade. Na verdade não importava o sexo do bebê e sim que ele era a prova viva do amor que as duas sentiam uma pela outra, um amor mais forte que tudo. Um amor além da vida.
Seis meses depois nasceu Russel Fabray Neto. Pele branca como a de Quinn, mas cabelos escuros e olhos castanhos como Rachel, a perfeita combinação das duas. Mais uma vez a família exultou de felicidade.
...
A decisão dos pais de Rachel ao redigirem o testamento poderia não ter sido a melhor e nem a mais acertada, mas ao final tudo dera certo, apesar da ganância desmedida de Richard ter quase acabado em tragédia por duas vezes.
Rachel agora sentia que sua vida finalmente estava completa e aquele abismo que havia se aberto sob seus pés tantos anos antes finalmente estava definitivamente fechado e agora seria mais feliz ainda. Seria feliz para sempre ao lado da mulher que seu coração escolhera para ser sua pela eternidade.
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