Abismo
41 Domingo em família
Notas iniciais
Capítulo 41 – Domingo em família.
Quinn acordou perto das nove horas da manhã seguinte, ainda estava com muito sono, mas logo seus amigos começariam a chegar e elas ainda tinham que dar alguma atenção a Ben.
Olhou para o lado e Rachel ainda dormia profundamente, não resistiu e aninhou-se mais junto a esta fechando os olhos e aspirando seu perfume. O cheiro da mulher era algo extremamente excitante para Quinn e ao mesmo tempo dava sensação de segurança. Afundou o nariz no pescoço de sua morena e depositou um beijo. Em seguida inclinou-se e passou a acariciar sua barriga, onde também colocou um beijo.
– Bom dia, bebê da Mamãe. – falou com carinho.
Decidiu deixar a mulher dormindo mais uns instantes enquanto ia ao banheiro e se vestia. Quando já estava pronta deitou-se novamente com Rachel e passou a dar beijinhos em seu rosto.
– Amor, já está tarde. – falava com carinho.
– Ainda não, Quinnie. Estou com sono. – choramingou.
– O pessoal não vai demorar a chegar e ainda temos um filho para cuidar.
Diante do argumento de ter que cuidar do filho Rachel abriu os olhos vagarosamente, ainda totalmente tomada pelo sono. Olhos verdes brilhavam em sua direção e a miravam com carinho.
– Bom dia, minha morena. – disse alisando seu rosto.
– Bom dia, minha loira. – respondeu no mesmo tom de carinho e dando um selinho na esposa – Vou me arrumar rapidinho e já descemos.
Quando desceram Ben olhava um de seus desenhos com Judy, que tinha o neto aninhado contra seu corpo e alisava os cabelos loirinhos deste.
– Bom dia, Mãe. Bom dia, filho.
– Bom dia, Judy. Filhote lindo, bom dia. – falou Rachel pegando o filho no colo e o beijando.
– Bom dia, meu bebê e Rachel. – respondeu Judy abraçando a filha que havia sentado em seu colo como se fosse criança – Está carente, bebê da Mamãe?
– Sim, de carinho de mãe. – disse abraçando Judy e dando-lhe um beijo no rosto.
– Mamãe, não aperta a Vovó. – falou Ben com ciúmes da cena.
– Como? Assim? – Quinn provocou apertando ainda mais Judy em um abraço, arrancando risos desta e de Rachel que olhavam para o bico que Ben fazia – Vem cá me ajudar a apertar a Vovó, bicudinho.
Com aquele pedido da mãe o menino saltou do colo de Rachel e pulou no sofá, passando a apertar sua avó junto com a mãe, gargalhando diante da bagunça que faziam.
– Mami, o Tom pode vir brincar comigo hoje? – pediu.
– Não sei filho, você quer que ele venha?
– Sim, Mami. Muito, muito. – disse animado.
– Vou pedir para a Mamãe ligar para a Ashley e convidá-los para virem para o almoço, ok? – falou enquanto se afastava e deixava o filho brincando na sala.
Quinn estava na cozinha com Judy e as duas conversavam animadamente. Ao enxergar Rachel a loira abriu os braços para que esta se aconchegasse junto a ela, o que foi de pronto atendido.
– Amor, o Ben quer convidar o Tom para vir brincar com ele. Você pode ligar para a Ashley e convidá-los para o almoço.
– Boa ideia, ela está de folga hoje e não vou aceitar uma negativa. O Ben vai adorar – falou entusiasmada.
Ligaram então para a mãe de Tom e os convidaram para o almoço. A garota aceitou e informou que chegariam perto do meio dia, pois moravam longe da residência dos Berry- Fabray.
Perto das onze Puck chegou para organizar as coisas do churrasco, adorava toda aquela função e sempre se encarregava de tudo. Quinn vinha percebendo a algum tempo que o amigo andava calado e pensativo e que na noite passada não tinha ficado com ninguém, o que lhe causou maior estranheza.
– E então, Puck, como andam as coisa?
– Tudo bem, Q. – falou simplesmente.
– Tem certeza? Tenho te achado tão quieto e pensativo ultimamente. – falou preocupada.
– Não é nada. É que algumas coisas que aconteceram de uns tempos para cá me fizeram pensar e rever algumas coisas.
– O que houve?
– É que todos têm alguém, você tem a Rachel e o Ben, a Sant tem a Britt, a Kitty tem a Marley, o Kurt tem o Blaine. Eu não tenho ninguém. Sabe, estou começando a me sentir sozinho, sentindo falta de alguém para compartilhar minha vida. – falou de um jeito tão vulnerável que sensibilizou Quinn.
– Puck, não fica assim. Tudo tem seu tempo. É que você ainda não encontrou a sua pessoa.
– Mas como eu vou saber que é ela quando a encontrar?
– Você vai sentir, confie em seu coração. – falou acalentadora – Quando eu conheci a Rach eu senti uma necessidade incontrolável de me aproximar e tê-la perto de mim. Quando eu acordei na manhã seguinte e não a encontrei no quarto, senti um vazio que só foi preenchido quando a reencontrei.
Os dois ficaram um tempo em silêncio, enquanto Puck absorvia o que Quinn lhe dissera. Em seguida Santana e Brittany se juntaram a eles e logo aquele assunto fora esquecido. A latina não perdeu a oportunidade de provocar a loira com o ocorrido na noite anterior.
– Tive que mandar fazer uma manutenção e esterilização no banheiro da boate ontem.- mexeu.
– Cala a boca, Santana.
– Tinha clientes reclamando do barulho quando foram usar o sanitário. Disseram que a coisa deveria estar muito boa, porque os gemidos eram quase gritos. – ria.
Aquele comentário deixou a loira envergonhada e um rubor subiu do pescoço e tomou conta de seu rosto, o que fez Santana e Puck gargalharem. Britt, como sempre, chamava a atenção dos dois para deixarem Quinn em paz, mas esta resolveu não ficar por baixo.
– O que vou fazer se tenho uma mulher gostosa e insaciável como a minha. Tenho mais é que fazer ela gritar de prazer mesmo, sinal que estou tendo um ótimo desempenho. – falou convencida e deu as costas aos dois amigos que ficaram de boca aberta enquanto era a vez de Britt rir.
Foi para junto de Rachel que conversava com Kurt e Blaine, que também já tinham chegado junto com as meninas. Não demorou muito e Judy veio da cozinha abraçada a Kitty e seguidas por Marley, as três riam de alguma coisa que a loira menor havia dito.
– Então quer dizer que as senhoras andaram aprontando ontem na boate? – perguntou com um olhar zombeteiro para Quinn e Rachel.
– Kitty, eu vou te matar. – ameaçou entredentes e saiu correndo em direção a irmã que fugiu gargalhando – Volta aqui, tampinha.
Diante daquela cena, no mínimo inusitada, todos riam, até mesmo Rachel que havia ficado constrangida com o comentário da sogra, que agora a abraçava pelos ombros.
Perto do meio dia Ashley chegou com Tom, para alegria de Ben que correu em direção ao amiguinho e o arrastou para a pracinha que havia instalada no jardim. Quinn e Rachel foram recepcionar a mãe do garoto, que estava constrangida por estar na casa de sua chefe.
– Bom dia, Sra. Fabray. – falou apertando a mão de Quinn.
– Bom dia, Ashley. Pode me chamar de Quinn, por favor. Não estamos em ambiente de trabalho e hoje vocês são nossos convidados. – falou sorrindo acolhedoramente para a morena.
– Obrigada, Sra. ..., quer dizer, Quinn. – corrigiu-se e virou para a morena a sua frente – Rachel, quanto tempo.
– Sim, as coisas andam corridas lá no escritório e nem tenho tido tempo de ir fazer uma visita para vocês. – disse sorrindo enquanto dava um abraço na outra.
Juntaram-se aos demais e todos tentavam deixar a garota à vontade. Quinn reparou que Puck observava interessadamente Ashley, mas de longe.
– Ela não é uma garota para você pegar, usar e depois descartar, Puck. Essa menina já sofreu demais e não merece esse tipo de coisa. – disse, conhecendo o estilo do amigo.
– Nem pensei nisso, loira. Só estava a observando... – desconversou.
Foram interrompidos por Ben que chegou correndo, seguido por Tom.
– Mamãe, a Meg não vem?
– Hoje não filho. Ela foi viajar com o Will e a Emma.
– Aaaah, que pena. Queria que ela conhecesse o Tom.
– Outro dia eles se conhecem, anjinho. O Tom vai vir em outros churrascos, não é mesmo? – falou olhando para o garotinho moreno.
– Você deixa, tia Quinn?
– Claro, querido. Sempre que você quiser.
– Obaaaaa. – os dois meninos gritaram e voltaram correndo em direção ao brinquedo em que estavam antes.
Quinn seguiu conversando com Puck enquanto o churrasco aprontava. Este seguiu lançando olhares a Ashley, o que não passou despercebido para a loira. Em seguida ele anunciou que já poderiam servir e ela foi organizar a mesa junto com a esposa.
Rachel que também tinha reparado que Ashley olhava Puck de canto de olho apreçou-se em arrumar um lugar lado a lado para eles, sob o olhar condescendente da mulher. Quinn havia ficado sensibilizada com a declaração que o amigo lhe fizera mais cedo e também achava que estava na hora dele sossegar e ter uma família e a garota que estava ali presente era uma ótima opção.
Almoçaram na mesma harmonia de sempre e Puck estava extremamente cavalheiro com a convidada, o que arrancou olhares espantados de todos. Conversaram por um bom tempo e aqueles dois sempre lançando olhares furtivos um para o outro.
– Rachel, quando você vai fazer a ultrassonografia e saber o sexo do bebê? – perguntou Brittany.
– Está marcado para amanhã de manhã mesmo, Britt. – informou, apertando a mão de Quinn que sorria boba para a mulher.
– Vocês vão ter um bebê? – perguntou Ashley interessada – Que legal.
– Sim, estamos bem felizes. – disse Quinn, selando os lábios de Rachel.
– Que lindo. Vocês fizeram fertilização logo que casaram, então? – perguntou inocentemente.
– Huum, sim. – respondeu Rachel sem saber o que responder, arrancando um riso da esposa.
– Fertilização in natura... – brincou Santana e todos riram, só Ashley não entendeu e ficou com expressão confusa.
Como ela se mostrava uma pessoa discreta e de confiança Quinn resolveu contar para ela sobre sua ‘diferença’. A garota de início ficou espantada, mas acabou reagindo melhor do que todos previam e achou aquilo tudo o máximo, garantindo que não comentaria com ninguém.
A tarde seguiu tranquila. As crianças se davam muito bem e brincavam animadamente. Os adultos estavam espalhados em grupos conversando. Puck mantinha uma conversa com Ashley e riam a todo momento. Aparentemente haviam se dado bem.
O fim da tarde se aproximava e todos começaram a se despedir. Restavam apenas Puck e Ashley, Ben e Tom não queriam se desgrudar e estavam adiando ao máximo a ida do menino.
Após muito negociarem e prometerem que Tom voltaria outro dia e que Ben iria na casa dele brincar, os dois acabaram cedendo. Ashley pegou o telefone para chamar um táxi, mas Puck a impediu, insistindo em levá-la em casa. Tal atitude deixou a morena envergonhada, mas afinal acabou aceitando.
– Vamos lá tomar um banho, garotão. – falou Quinn pegando Ben no colo e levando-o ao seu quarto, sob o olhar de Rachel e Judy que ficaram na sala.
– Então talvez amanhã já venhamos a saber o sexo do bebê, Rach? – perguntou Judy.
– Dependendo do tempo de gestação talvez consigamos ver. – informou.
– Tomara que já dê, estou louca para começar a comprar presentes para meu netinho. – falou empolgada.
– Ih, já vi que vai ser tão mimado quanto o Ben.
– Deixe-me mimá-los, são meus únicos netos. – disse se justificando.
– Obrigada, Judy.
– Pelo quê exatamente, Rachel?
– Por ter acolhido Ben e eu tão bem em sua família, mesmo antes de saber que ele era seu neto de verdade, e agora por estar tão feliz pelo bebê que vai chegar.
– Oh, minha querida. Não precisa agradecer nada. Eu amei vocês desde o minuto em que você colocou os pés na minha casa, e olha que você recém estava grávida do nosso Ben. – disse abraçando Rachel com carinho.
– Para mim você é a mãe que nunca tive. Quer dizer, até tive, mas nunca a conheci e nunca nem quis saber quem era. Meus pais sempre me bastaram e eles eram os melhores, mas quando os perdi fiquei meio carente e aí você preencheu todas as lacunas.
– Você não sabe como fico feliz em ouvir isso. – disse Judy deixando algumas lágrimas escaparem, apertando Rachel ainda mais em seus braços – Vou subir e descansar um pouco antes do jantar.
– Também vou, quero ver a bagunça que aqueles dois estão fazendo lá.
Ao entrar no quarto se deparou com Quinn vestindo um Ben sonolento. Resolveram deixar que ele, assim como a avó, descansasse um pouco antes do jantar. Foram para seu quarto e deitaram abraçadas por cima da colcha que cobria a cama.
– Mal posso esperar pela consulta de amanhã de manhã. – disse Quinn acariciando o ventre de Rachel.
– Nem eu, quero ver se está tudo bem com o bebê e se já vai dar para ver o sexo.
Quinn fechou os olhos por um instante, abrindo-os ao sentir algo molhado sobre os lábios e deparando-se com o rosto de Rachel próximo ao seu, passando a língua sobre o local. Abriu a boca e deixou que a mulher lhe tomasse um beijo possessivo, afastando-se depois de um tempo.
– Fecha a porta, agora. – mandou e foi logo obedecida pela mulher que correu e passou chave no local.
Quando se virou se deparou com uma Rachel nua da cintura para cima e já abrindo a calça para se desfazer desta.
– Anda rápido que me subiu um tesão agora e se eu não acabar com ele com certeza ele vai acabar comigo. – disse ao arrancar as calças juntamente com sua roupa de baixo, ficando completamente nua – Minha libido foi a mil de repente.
– Eu não estava preparada para isso, amor. – falou de onde estava, mas já tirando a camisa e o sutiã.
– Então trate de ficar. – disse mandona – Você tem que suprir minhas necessidades de grávida.
Dito isso Quinn se livrou da calça e da cueca que usava e tomou seu pênis semirrígido na mão, friccionando-o para endurecer mais rápido, diante do desespero da mulher. Aproximou-se da cama ainda fazendo aqueles movimentos e se deitou sobre a morena que já a esperava com as pernas abertas.
Tomou um dos seios na boca e chupou-os com vontade, enquanto Rachel substituía sua mão e passava a masturbá-la. A mão que antes usava para se excitar estava na bunda da morena e a apertava com vontade. Passou a sugar o outro seio e sentiu que já estava no ponto, tirando a mão da esposa de seu membro e conduzindo-o ao local desejado.
– Você quer agora? – decidiu provocar.
– Sim, por favor. – disse suspirando, enquanto a mulher esfregava a cabeça do pênis em sua entrada, sem no entanto introduzi-lo.
– Tem certeza. – disse colocando a ponta e tirando logo em seguida.
– Se você não enfiar isso bem gostoso em mim agora, eu vou te capar. – diante daquela declaração desesperada Quinn riu e enfiou bem gostoso como a mulher queria.
– Assim está bom? – perguntou contra a boca da esposa ao introduzir-se toda.
– Sim, assim, amor. Bem gostoso como eu gosto... – gemeu.
Quinn movimentou o quadril entrando e saindo de Rachel enquanto essa rebolava embaixo de seu corpo e apertava seus seios. Querendo saciar ainda mais sua vontade a morena pegou a esposa pelos cabelos e a puxou para um beijo sôfrego, onde chupava sua língua com vontade, conforme sentia os movimentos da loira a estocando. Conforme o prazer ia aumentando elas também apressavam seus movimentos, até que a loira gozou e foi logo seguida pela esposa.
– Você gostou ou tenho que me preocupar? – perguntou, ainda arfante, sorrindo para a morena.
– Não, eu não gostei... – falou séria e Quinn mudou sua expressão para preocupada, será que se enganara ao achar que tinha satisfeito a esposa?
– N-não gostou? – falou se apoiando no cotovelo e olhando para Rachel.
– Eu amei, como sempre. – falou rindo, diante da reação da mulher, que logo em seguida amenizou as feições e abriu um sorriso de alívio.
– Achei que era agora que eu ficava sem o seu amiguinho. Você sabe, não é? Mulheres grávidas são um perigo.
Diante daquela declaração da loira Rachel soltou uma gargalhada e envolveu o ‘amiguinho’ com uma das mãos carinhosamente.
– Você acha que eu sou louca de fazer alguma coisa contra você? – falou beijando a esposa – Nem de brincadeira. Você é meu mundo, meu tudo, meu chão, meu porto seguro.
Diante daquela declaração inesperada da mulher, Quinn encheu os olhos de lágrimas e a agarrou em um carinhoso abraço.
– Você também é para mim. Eu te amo tanto, mas tanto, que sinto que posso explodir.
Ficaram assim abraçadas, uma sentindo o corpo da outra, quietas, em um silêncio totalmente confortável que demostrava toda a cumplicidade que possuíam.
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