Notas iniciais
Chegamos ao último capítulo! Boa leitura!!

Cinco anos depois...

O sol da manhã atinge as íris vermelhas da Eri, a adolescente já com seus treze anos se espreguiça na cama e observa o seu celular em cima da cômoda rosa. Hoje seria o seu primeiro dia de aula no colégio U.A. Deixando a preguiça de lado, ela se levanta e veste seu uniforme, se olha no espelho e sorri.

— Hoje será um novo dia! — Eri diz a si mesma.

Namida que estava na cozinha preparando panquecas americanas fala:

— Eri!! Vem tomar café da manhã ou vai se atrasar.

— Estou descendo mamãe. — Eri pega a sua mochila e segue até a cozinha vendo seus pais e Fuyuki de quatro anos a esperando. — Ouvi um barulho de madrugada, aconteceu algo?

Fuyuki sorri para a irmã mais velha e fala:

— Nee-san, assustei o otousan e a okaasan.

— Aizawa Fuyuki, mas o que você aprontou? — Eri pergunta divertida.

— Sujei eles, hi, hi, hi! — Eri arqueia as sobrancelhas balançando a cabeça de um lado para outro.

Sentado a mesa, Shota que lia o jornal da manhã a responde:

— O Fuyu despertou sua individualidade. — Eraser responde a Eri sorrindo. — De madrugada ele teve um pesadelo e ativou o Néctar espalhando o mesmo para tudo quanto é lado. Só fiquei triste por não ter sido a Erasure a despertar.

— Shota, ele tem apenas quatro anos. — Ayame diz. — Até os cinco pode ser que ganhe outras habilidades, né Eri querida?

— Hai! A panqueca estava deliciosa mãe, papai me leva para o colégio? — Eri pergunta.

Shota assente estando pronto para trabalhar. Antes de eles saírem, Manchinha a gata, se esfrega em Eri que se abaixa. A mesma acaricia o rosto da felina e diz:

— Volto a tarde Manchinha.

No colégio...

— Nossa, quando foi que a U.A ficou tão grande? — Eri pergunta a si mesma. — Vejamos, sala 1–A... Achei! — Eri vê a porta gigante e se esbarra numa pessoa que entrava na sala, quase caindo ao chão se não fosse pelo mesmo ter segurado a Eri pela cintura. Eri cora, mas logo reconhece o menino.

— Kota? Pensei que não quisesse ser herói.

— Ah! Eri-chan, quanto tempo. — Kota sorri. — Após alguns anos comecei a entender melhor os heróis, se não fosse pelo Deku...

— Verdade! O Midoriya nunca desistiu de nenhum de nós. — Eri comenta. — Sou muito grata a ele por ter me resgatado do Overhaul.

Eraser Head aparece de trás deles e resmunga:

— Aqui não é lugar para namorar, caso não perceberam o sinal já tocou.

— Pai!! — Eri grita chamando atenção dos alunos que estavam na sala. — Não somos n-namorados.

Shota ri fazendo um cafuné nos cabelos de Eri. O Pro Hero entra na sala e fala abrindo os armários com um controle:

— A heroína Bee Girl não comparecerá hoje, então vistam o uniforme e sigam-me para o campo aberto. Lá faremos testes para avaliar suas individualidades. Ah! E quem estiver na última colocação será expulso da U.A não podendo fazer o teste ano que vem. — Aizawa sorri de forma assustadora deixando alguns alunos com medo enquanto Eri ria baixinho.

Eri pega o uniforme azul e segue para o vestiário feminino. Uma menina loira de olhos azuis se aproxima dela a perguntando:

— Com licença, você não é a filha do Eraser Head e da Bee Girl?

— Sou sim, por quê? — Eri se vira para a garota.

— Me chamo Yamada Keiko, sou filha do Present Mic com a Mt Lady. Não acredito que os meus pais não tenham me apresentado a você, afinal meio que somos primas, não? — A Yamada responde.

— Sério? Ah! Quando voltar para casa irei ter uma conversa com meus pais. Por que será que não nos contaram? Ei, qual a sua individualidade? — Eri pergunta.

A Yamada responde:

— Gigantification e a Voice. Posso crescer e gritar bem alto. E a sua?

— Rewind, posso retroceder as pessoas ao seu estado anterior.

— Que poder incrível! Com ele, você pode salvar muitas vidas. — Eri sorri. Chegando no campo, Aizawa entrega uma bola de baseball para os alunos a jogarem utilizando a individualidade. Na vez de Kota, ele manipula a água do ar acumulando-a e formando um chicote, atira a bola. Eraser olha o aparelho em sua mão.

— 503,05 metros, próximo.

Keiko ao entrar no círculo, ativa a individualidade ficando gigante. Preparando os punhos para trás, arremessa a bola causando uma pressão com o vento. Ao lançar, Keiko volta ao normal e seu resultado fora dez quilômetros deixando os alunos de boca aberta. Por fim, a vez de Eri chega e a mesma respira fundo. Esticando o braço, ela atira a bola no ar conseguindo apenas quinze metros. Nos próximos testes, os cinquenta metros rasos, Eri se alonga e ao competir contra outro aluno ela vence com 7.01 segundos. Já com o Kota, o resultado deu 10.94 segundos.

Após as atividades, Shota fala:

— A propósito, quando falei que iria expulsar aquele que ficasse em último, era mentira.

— O que? — Os alunos gritam surpresos.

— Eu já sabia. — Eri responde. — O herói Deku me contou que ele fala isso apenas para darmos o nosso melhor.

O trio Eri, Kota e a Keiko seguem juntos para o refeitório. Depois de pegar o almoço, sentam numa mesa perto de uma janela com vista para algumas árvores com o céu ensolarado e colocam os assuntos em dia:

— O que vocês gostam de fazer de hobbies? — Keiko pergunta. — Eu amo cantar e tocar violão.

— Ah! Eu amo desenhar. — Eri a responde.

— Comecei a colecionar action figures dos heróis, a maioria são das Pussycats e do All Might.

Eri sorri para Kota e o moreno cora perguntando:

— Por que está me olhando assim?

— Você fica fofo com vergonha. — Afirma Eri deixando o menino mais envergonhado ainda.

— Concordo. — Keiko fala. — Ei, vocês formariam um ótimo casal, não? A quanto tempo se conhecem?

Eri corada responde:

— Eto! Você é a segunda que me diz isso hoje. — Eri diz com uma gota na cabeça. — Somos amigos a quatro anos, né Kota?

— S-Sim. — Kota responde ainda não recuperado da fala de Keiko. — Nossos familiares são conhecidos a tempos.

— Gente, o que acham de irmos na sala dos professores e perguntar aos nossos pais sobre a questão de mais cedo? Não quero esperar até o fim da aula. — Keiko pergunta e eles assentem.

Chegando na sala, Eri cumprimenta os heróis e os três se aproximam de Aizawa.

— Eri, precisa de alguma coisa? — Shota pergunta.

— Queremos saber o porquê de não terem nos contado que eu e a Keiko-chan somos primas.

Aizawa arregala os olhos, suspira e diz:

— Um tempo atrás, nossas famílias se desentenderam por causa da escolha dos padrinhos de batismo de vocês duas. Para mim já bastava ter o Mic como padrinho de casamento, mas resolvemos o assunto graças a Ayame que me convenceu do contrário e acabamos por deixar o assunto de lado. Porém tivemos outras brigas bobas depois e hoje conversamos pouco.

— Nossa! — Keiko fala. — Espero que vocês se entendam... Tio Aizawa. — Shota sorri e assente.

Os alarmes da U.A tocam e as portas e janelas se trancam automaticamente deixando os alunos assustados, Shota se levanta e diz:

— Fiquem aqui por segurança, irei ver o que está acontecendo. Midnight, Ectoplasm me sigam.

Um aluno que estava no corredor surge e fala:

— Eraser, alguns vilões estão tentando invadir a U.A e a Bee Girl está lutando contra eles.

Shota ao ouvir, corre preocupado com Namida. Nos portões do colégio, Shota vê Ayame caída no chão enquanto um dos vilões que parecia um tubarão a chutava. Eraser enfurecido ativa a Erasure e golpeia-o no tórax o afastando da abelha. Ectoplasm faz clones para lutar contra a maioria e Midnight com seu chicote derruba alguns dos vilões. Bee Girl se levanta atirando o Néctar em um vilão que vinha por trás de Midnight. Após os derrotarem com a ajuda dos outros heróis que vieram em última hora, seguem as aulas normais.

No dia seguinte Eri acorda e vê seus pais fazendo as malas, confusa ela pergunta:

— Estão pensando em viajar?

— Eri, não queria acorda-la. — Ayame diz. — Até escrevi um bilhete. Fomos chamados para uma missão de resgate na cidade vizinha. Depois que acabarmos, nós iremos sair num encontro.

Eri sorri e pergunta:

— Outro? Já é o quadragésimo quinto encontro de vocês só esse ano. Terei que cuidar do Fuyuki?

— Está contando todas as vezes que saímos? — Shota pergunta e Eri assente. — Sim.

Shota coloca as malas no carro e Ayame fala:

— Tchau Eri, qualquer coisa me ligue. Pedi ao Nishiya e a Kayama para ficarem de olho em vocês. — Eri acena e volta para dentro de casa.

Ao sentar-se no sofá, Eri pega o celular e manda uma mensagem para seus amigos:

"Kota, Keiko adivinhem. A casa tá liberada, meus pais saíram em viajem. Querem passar o final de semana comigo?"

"Com certeza." — Kota responde cinco segundos depois.

"Yo! Festa do pijama lá vamos nós!" — Keiko diz animada. — "Vou trazer meu violão, até sábado."

Se despedindo de seus colegas, Eri se deita no sofá refletindo tudo o que passou até hoje e sorri agradecida por ter uma família e amigos. Kota surge em seus pensamentos se lembrando de ter sido segurada por ele e Eri cora colocando um travesseiro em seu rosto.

— Ah!!! Por que estou sentindo meu coração acelerado só em pensar no Kota? — Eri pergunta a si mesma. — Talvez a Keiko-chan esteja certa. Será que essas sensações é o que chamam de amor?

Fim.

Notas finais
Oiê!!! Enfim terminamos a história Abelha Minha, foi um penhasco de emoções ao escrevê-la, sentindo felicidade e muitos outros sentimentos bons. Quero agradecer a todos que favoritaram e comentaram na fanfic. Espero que tenham gostado e até a próxima!
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!