Notas iniciais
Boa leitura!!

Quarenta e cinco minutos antes...

— De jeito nenhum irei usar essa roupa, Kayama. — Aizawa grita com a amiga que o ajudava a escolher as roupas para o encontro. — Devia ter pedido ajuda para o Hizashi, o estilo dele é péssimo porém não é indecente. — Aizawa suspira.

Na casa do Present Mic:

— Atchim! — Yamada tosse. — Não estou gripado, que estranho. Quem deve estar falando de mim?

Voltando a conversa anterior:

— Aizawa, você vai a um encontro, não num funeral. — Debate Nemuri. — Que mania de vestir sempre roupas pretas, dessa forma irá acabar espantando a Namida. Vai por mim, essa aqui deixará a abelha de queixo caído.

— Nós vamos num Neko café, tem que ser algo simples. — Afirma Shota. — Quer saber? Irei escolher sozinho. — Aizawa puxa Nemuri pelos braços a levando para a entrada de sua casa. — Obrigado por nada. — Impaciente, ele bate a porta na cara de Kayama.

— Espera!! — Nemuri grita. — Não acredito que você me expulsou, Eraser. De qualquer forma, irei torcer por vocês. Boa sorte no encontro.

Aizawa nem imaginava que essa noite teria uma surpresa inesperada.

Agora às vinte e duas horas...

— Senhorita Namida. — Ayame observa Aizawa de cima a baixo deixando-o envergonhado.

— Aizawa, você está encantador. — Ayame deixa escapar seu pensamento logo corando e disfarça olhando as poucas estrelas que eram visíveis no céu. — Amo as constelações, a noite fica incrível.

Aizawa sorri abrindo as portas da frente do carro para Ayame se sentar. Shota liga a estação de rádio colocando uma música de melodia suave e ambos dirigem-se para o local.

Chegando em um prédio baixo ao leste de Naruhata, veem o interior enfeitado com árvores de gatos e em um canto haviam portas de banheiros para pessoas com diferentes condições físicas. Nas paredes os murais com as fotos e informações dos gatos, dentre elas, o nome e o gênero dos animais e suas personalidades se fixavam. Aizawa se aproxima da recepção perguntando:

— Com licença, tem alguma mesa para dois mais afastada dos demais?

Ichiro Hotta, o gerente do Hopper's Café ao escutar o pedido de Aizawa, arregala os olhos por reconhecer o Pro Hero e confirma na hora levando a dupla para uma das mesas perto da ala em que os gatos ficavam.

— Por aqui senhores. — Hotta recepciona. — Lembrem-se de tirar os sapatos e limpar as mãos com álcool gel.

Após as instruções de como tratar os gatos do local e escolherem os drinks sendo: café e bolinhos, Ayame compra petiscos para os felinos. Aizawa recebe o menu de gatos contendo todas as informações dos pets, eles escolhem passar o tempo com uma felina chamada Manchinha. Como o nome dizia, era uma gata adulta branca com manchas acinzentadas de olhos verdes.

— Aizawa, que tipo de hobby você faz nas horas livres? — Ayame pergunta iniciando a conversa.

— Hobby? O neko café te dá uma ideia?

— Entendi, mas estou falando de outras coisas.

— Dormir quando dá tempo, quase não tenho tempo livre por causa do trabalho. — Aizawa responde enquanto Ayame suspira.

Pensativa, os olhos de Namida brilham com a sua ideia e fala:

— Se você não tem um hobby, nós vamos encontrar. Melhor estar preparado, pois semana que vem sua agenda terá que ficar livre para sairmos em muitos lugares diferentes. — Shota assente, pois desconfiava que a mesma não aceitaria um não como resposta. Os minutos se passaram e seus lanches vieram. Ayame se abaixa quando três gatos peludos se aproximam dela e a abelha tira de um pacote os petiscos que comprara. Sentindo o cheiro do petisco, quatro gatos correm em sua volta enquanto um filhote amarelado tropeça pisando na cauda de outro gato adulto, batendo-o em sua perna. — Aizawa ri e acaricia as orelhas dos gatinhos.

— Sabe. — Ayame retoma a conversa. — Um hobby meu é desenhar em tempo livre. Se não tivesse me tornado uma heroína, eu seria desenhista.

Aizawa sorri enquanto no neko, Ayame provoca um dos gatos com o novelo de lã. Segundos depois, cansada de agitar o pet, ela deixa o novelo em cima da mesa enquanto conversa com Aizawa. O gato querendo brincar, pula na mesa batendo a patinha no novelo o deixando cair no colo de Namida e pula na tentativa de o capturar. Como resultado, ele sobe na cabeça de Ayame borrando o batom com as patinhas ao tentar se equilibrar e derrubando o café cujo estava na mão da abelha, manchando a sua blusa.

Aizawa observa a cena e ao notar o rosto de Ayame, Eraser não se aguenta começando a rir.

— Shota, isso não tem graça, ele estragou minha camisa. — Ayame fala com cara de choro.

Um dos funcionários afasta o gatinho agitado, não antes de ver o rosto da abelha e sorrir, explicando novamente que não poderia deixar os felinos agitados para não causar acidentes como o dela e afirmando que daria um desconto pelo estrago da roupa.

— Não é disso que rio. — Aizawa comenta após o funcionário se retirar.

— Então do que está rindo?

Aizawa passa um guardanapo no rosto de Ayame parando o olhar nos seus lábios e a mesma cora.

— Desculpa. — Shota desvia o olhar constrangido. A abelha sorri com a atenção dele.

— Está tudo bem Shota. — Namida afirma, mas por dentro sentia que iria desmaiar a qualquer momento com o simples gesto de Aizawa.

Ponto de vista da Joker.

Estava caminhando na cidade após terminar o seu turno extra, quando Emi resolveu olhar um neko café que tinha por ali perto. Haviam pessoas, gatos e comidas. Um lugar acolhedor e aconchegante para descansar após um dia longo. Tudo parecia normal até que a sua visão foca numa mesa específica ao fundo, perto da sala onde os gatos ficavam descansando.

"— Não acredito. A abelha está saindo com o meu Eraser?" — Pensa a Joker. Ela entra no café se sentando numa mesa próxima, porém escondida dos dois colegas tentando disfarçar como se estivesse lendo o menu. Abaixada, ela se concentra na conversa dos Pro Heroes.

Ayame vê um dos garçons passando por perto e o chama. Teruo Unagisawa, o rapaz com um pequeno tufo de cabelo a atende:

— No que posso ajudar?

— Por acaso vocês permitem adoção de gatos aqui? Me apaixonei pela Manchinha.

Unagisawa sorri assentindo:

— Ficamos contentes que queiram a adotar, a maioria dos gatos aqui precisam de um lar. Vocês tem que preencher um formulário contendo as informações necessárias. Na primeira semana, nós monitoramos o comportamento deles para ver se adequam ao ambiente novo.

— Fico feliz em poder adotar essa fofura.

— O seu apartamento permite animais? — Aizawa pergunta curioso e Namida assente enquanto preenche os dados para a adoção.

Alegre, a abelha conversa com a Manchinha como se a gata fosse um bebê:

— Tá vendo Manchinha, agora você terá uma nova mamãe. — Ayame acaricia a barriga da gata. Distraída, ela observa o ambiente a sua volta quando repara numa mesa próxima, parando de acariciar a gatinha. — O que a Joker está fazendo aqui?

Aizawa olha para trás e suspira pressentindo a situação que poderia ocorrer com as duas. Joker ao espiar mais uma vez, engasga ao ver que fora pega no flagra, recuperando-se após fazer sua melhor pose de quem estava brava.

— Aí está você, abelha grudenta. — Emi fala ao se aproximar do casal apontando o dedo para Namida.

— Do que me chamou? Palhaça falsiane. — Ayame retribui.

— O mesmo que ouviu, espera. — Emi se interrompe. — Falsiane é a sua avó, eu estava passeando na cidade, quando vi você roubar o meu Eraser. Você não sabe do amor que a gente sente um pelo outro?

Shota arqueia as sobrancelhas e suspira. Os poucos clientes que estavam no neko café curiosos os observam.

— Basta. — Aizawa fala severo. — Fukukado-san, eu e você somos apenas amigos. Não invente história onde não tem, te respeito como "amiga" e professora. Então, por favor, pode fazer igual?

Joker fica sem comentários com as palavras dele. Seu rosto se contorce até lágrimas brotarem, ela as enxuga e diz:

— Pensei que sentia o mesmo Eraser, desculpa, não irei mais atrapalhar. — Emi corre do estabelecimento batendo as portas com força.

Após a Joker sair, com o clima estando pesado Shota retoma a conversa:

— Então, que tipo de ferramenta você utiliza para lutar com os vilões?

— Que tipo de pergunta é essa? — Ayame percebe que Aizawa aguarda a resposta. — Certo, tenho um mata moscas de plástico e aço cuja o cabo se estica em forma de bastão.

— Por que deste objeto?

— Acredite Shota, ele é bem útil na luta e também para espantar meus inimigos naturais.

Aizawa inclina a cabeça não entendendo.

— Como assim, inimigos naturais?

— Shota, estou falando dos insetos. — Ayame fala exasperada e suspira. — Ah, deixa para lá.

Após se divertirem conversando sobre assuntos aleatórios, ambos chegam no caixa e o recepcionista diz:

— Descontando o incidente com o gato e a Joker, abaixamos o valor de suas contas para 400 ienes por uma hora, é o mínimo que podemos fazer.

Aizawa tira a carteira do bolso e Ayame fala:

— Eu pago Shota.

— Não precisa, estamos num encontro, permita que eu faça essa gentileza.

— Ah! Está bem. — Namida sorri.

Ichiro Hotta trás a Manchinha no colo a entregando para Namida e Aizawa pega os papéis de adoção junto com a carteirinha de vacinação. Saindo do café Aizawa pergunta:

— Então, posso te levar a sua casa ou prefere que lhe deixe na U.A?

Ayame o responde:

— Na minha casa, por favor.

Chegando no apartamento, Namida estava a se despedir quando percebe que Aizawa sonolento se escorava na parede.

— Olha, se quiser pode passar a noite aqui. — Sugere Namida.

— Não quero lhe incomodar, eu vou para casa. — Shota boceja.

— Ah, que isso Shota. Tenho quarto de hóspedes, não é incômodo, eu insisto.

Shota sorri e assente. No apartamento, Ayame prepara o quarto para Aizawa se deitar.

— Boa noite Shota. — Ela se vira prestes a sair, mas o mesmo segura seu pulso a derrubando em cima de si. Ayame sente o seu rosto esquentar até que Shota beija a abelha repentinamente a pegando desprevenida. Namida retribui abraçando o seu pescoço e para pela falta de ar.

— Melhor a gente parar por aqui. — Aizawa diz. — Boa noite Ayame.

— Boa noite. — Namida responde seguindo para o quarto ao lado.

De manhã ás cinco e meia...

Ayame ao acordar, acaricia as orelhas de Manchinha e segue para a cozinha vendo um bilhete na mesa:

"— Ayame, você dormia tão fofa que não quis te acordar."

"Ps: Pode descansar que hoje cuido da 1–A."

— Shota. — Namida suspira. Olhando o celular, percebe que a hora marcava nove e meia. — Essa não, estou atrasada, melhor não passar na sala dos professores e ir direto na 1–A.

Ayame se arruma, prepara um lanche rapidamente e corre com um sanduíche na boca enquanto seguia para o colégio. Estando na U.A, Ayame abre a porta grande e vê poucos alunos na sala. Confusa pergunta para si mesma:

— Não está no horário de aula ainda?

Quando ela vê seu relógio, percebe os ponteiros parados. Namida olha a mesa dos professores e nota um objeto amarelo não identificado por ela. Curiosa, Ayame chega mais perto e cutuca o saco de dormir, se assustando com o movimento dele.

— Aaah, uma lagarta mutante, socorro. — Ayame tira do cinto o mata moscas batendo no Eraser.

— Ai, lagarta mutante onde? — Eraser sai do saco de dormir em pose de defesa enquanto os alunos veem a cena que se passa a frente.

— Há! Só é você Eraser, gomen. — Ela se desculpa.

Mina com os olhos brilhando e louca por uma fofoca pergunta:

— Sensei, vi vocês juntos ontem perto da U.A. Estão namorando?

Ayame sorri e fala:

— Em breve talvez, não é Shota? — Eraser cora.

— Resolvi fazer uma prova surpresa sobre legislação heroica. — Shota muda de assunto. — Da página 50 a 98.

Os alunos reclamam para a Mina e o dia começa com Eraser fazendo perguntas difíceis.

Continua...

Notas finais
Espero que tenham gostado, até a próxima.