— Que tal bola de pelos insignificante? – Orochimaru sugeriu em meio a uma risada fria e indiferente.

O que enervou ainda mais Tsunade, que lançou um olhar severo para seu marido.

— Você deveria ter mais apreço por sua netinha. – A mulher completou arrebitando o nariz de um modo charmoso.

Brigite havia surpreendido seus donos com uma ninhada de dois filhotes. O outro gatinho nasceu morto para consternação de Tsunade, que parecia ainda mais apegada a pequena felina sobrevivente.

— Kukuku. Para ter netos, teremos de ter filhos e ainda penar uns vinte anos para cria-los. – Orochimaru respondeu fazendo um toque em seus dedos. Deixando Tsunade inquieta porque aquela era a primeira vez que eles tocavam na palavra proibida para a Senju: filhos.

— Você é desprezível. – Ela disse puxando o s como sempre fazia quando irritada com seu marido.

Orochimaru abriu a boca e fechou, ciente de que se ele falasse mais uma coisa errada ia hibernar em uma geleira submersa no inferno.

Tsunade por sua vez, voltou seu solhos para a pequena gatinha branca, com uma mancha preta sobre a cabeça parecendo algo... Tsunade olhou a marca de nascença e depois de ponderar muito, interrompeu a recém-começada leitura de Orochimaru, que sentara-se em sua poltrona com um pergaminho sobre fluídos de chakra.

— JASMIM... – Tsunade repetiu satisfeita de ter encontrado um nome para o novo membro peludo da família Kusaju.

Já Orochimaru olhou para sua esposa, achando absurda a ideia de que aquela marca na cabeça da gata parecesse um Jasmim e isso lhe daria o nome perfeito, mas a satisfação no sorriso de sua esposa, o fez deixar de lado sua opinião pessoal, tudo para poder admirar em paz sua encantadora esposa.