Abc Do Amor: A História Continua
3 Receios
-Sabe eu não to preparado pra isso, eu nunca pensei que ela poderia voltar, eu nunca pensei que eu poderia voltar a amar, eu to muito confuso, muito confuso!
-cara, liga logo pra ela, fala logo pra ela, talvez assim você descubra se ela quer mesmo alguma coisa com você, ou se só quer voltar a ser sua amiga.
-Tem razão... –Eu disse isso tirando o cartão e o celular no bolso, digitei o numero e esperei ela atender –Alô, Rose...Rosemary?
-Sim?
-É o Gabe!
-Ah, oi Gabe! Você ligou!
-É... foi...
-Já que você ligou, porque agente não combina de se encontrar? Agente pode se encontrar hoje de tarde? No parque?
-Hám... Ela quer se encontrar –Eu disse me dirigindo ao Max e cobrindo o telefone.
-Então combina uma hora
-Ela disse hoje, no Central Park
-Então diz sim...
-Sim? –Destampei o telefone e ouvi ela perguntando por mim.
-Gabe? Gabe? Ainda esta ai?
-Ah, sim! Pode ser hoje sim!
-As 14:30, pode ser?
-Sim é claro!
-Então ta, te vejo lá!
-Até lá! –Desliguei o telefone.
-Eai cara, não vai falar nada?
-Agente vai hoje as 14 –Eu disse todo animado
-É isso ai cara!
Legal, eu tinha um encontro com a Rosemary, o problema era como contar sobre a Kelly, ta eu podia terminar com ela, mas não é bem assim. Eu e a Kelly começamos a namorar quando eu tinha 12 anos, 2 anos depois que a Rosemary se foi, a Kelly sempre esteve ao meu lado, ela nem sempre foi tão grudenta, antes ela era normal, não tinha nada de “Meu bebê” ou “meu amorzinho” isso foi de um tempo pra cá, não sei porque ela faz isso, talvez ela se sinta insegura, sei lá, a questão é a Kelly me ajudou a superar a Rosemary, sem ela eu estaria fechado até hoje no mundo dos meninos e ainda estaria sofrendo pela Rosemary, eu nunca amei a kelly quer dizer amei, mas como amiga, e eu acho que ela percebeu isso, e acho que foi por isso que começou a grudar tanto. Mas em fim o problema não é esse, é que eu me sinto preso a Kelly, sinto que tenho uma divida eterna com ela. E por isso não tenho coragem de terminar, mas não sei como explicar isso para a Rosemary. Não sei oque dizer.
-Oi!
-O-oi, ro-rosemary.
-E então? Aonde vamos?
-Eu... pensei em passearmos por aqui mesmo, tomar um sorvete, sei lá.
O legal é que o meu primeiro “encontro” com Rosemary foi aqui, nesse mesmo parque, agente tomou um sorvete, e conversou... muito, a maioria das nossas conversas eram discussões, ela dizia que as meninas se desenvolviam mais rápido que os homens, já eu me defendia, e isso geravam longas discussões, mas isso é passado.
-Pode ser!
-Mas e ai! Oque tem feito por aqui?
-A, você sabe o mesmo de sempre... jogando basquete, lutando caratê...
-Ainda faz aulas?
-Não
-Hum...
-Eu dou as aulas!
-Serio? Que legal!
-Sabe desde que você se foi, eu me concentrei bastante no caratê... na verdade só nele, eu treinei muito, pra ser o melhor...
-Nossa! Então você podia me dar umas aulas... desde que me mudei eu nunca mais lutei!
-Nossa! Então eu estou melhor que você? Milagre!
Nós rimos, conversamos muito sobra a nossa infância, mas nada sobre o presente, ela não me contou se tinha namorado, nem eu contei a ela sobre a Kelly, e não falamos nada sobre o dia do casamento... Mas combinamos de se encontrar na Terça para lutar.
-Eai? Como foi ontem?
-A foi legal...
-Contou pra ela?
-Não, não tive coragem, agente não falou nada sobre isso...
-Então ainda tem chance
-De que?
-Termina com a Kelly, ainda da tempo!
-Max, você sabe que eu não consigo...
-Então faça com que ela termine!
-Oque?
-Se não consegue terminar com ela, faça com que ela queira terminar com você.
-Ótima ideia.
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