Abby em perigo

3 Verdade ou consequência.


Notas iniciais
Nesse capitulo Gibbs descobre quem está com Abby.

Gibbs e Dinozzo chegaram ao local do encontro uma hora antes e ficaram aguardando dentro do caro. Gibbs tinha uma foto de Abby na carteira e ficava olhando para ela com muito carinho. O medo de perde-la era o mesmo que ele tinha quando era casado com Shannon. Ele considerava Abby sua filha que havia perdido e não gostava quando algo acontecia de ruim com ela.

Dinozzo igualmente triste falava com McGee que estava na base do NCIS esperando noticiais junto com Elle e Torres. Torres estava diferente. Ele e Abby não se deram muito bem quando se conheceram. Mas a amizade depois de tudo se fortaleceu ainda mais. Já Elle olhava as fotos que tinha com Abby desde que ela se juntou a equipe. Ela e Abby saiam juntas uma vez na semana todas as semanas sem nunca falhar.

A hora do encontro se aproximava cada vez mais e Gibbs se preocupava com as consequências disso. Um carro chegou a garagem que eles estavam esperando. Gibbs acenou com os faróis como foi combinado. Eles saíram do carro primeiro e esperaram ao lado. O homem saiu do carro e estava com uma máscara na face toda branca. O homem estava muito misterioso.

— Agente Gibbs. Agente Dinozzo. Obrigado por virem me encontrar. Desculpe por isso tudo. Eu quero dizer que isso é totalmente extraoficial. Qualquer coisa que eu disser é totalmente sigilosa. Eu vou negar se me pegarem. Está certo?

— Claro. – Disse Gibbs. – Agora se puder pelo menos dizer seu nome nem que seja um falso eu agradeceria muito. – Completou.

— É por favor. – Disse Dinozzo. – Deixa de enrolação.

— Me chamem de Cris. E é a única coisa eu vou dizer em relação ao meu nome. – Disse.

— Ok. Agora... O que você sabe sobre o sequestro de Abby? – Perguntou Gibbs, já nervoso com o homem.

— Desembucha logo. – Completou Dinozzo.

— O que o senhor sabe sobre um terrorista chamado Ari Haswari? – Começou o Homem.

— Ari Haswari morreu há 11 anos atrás, depois de eu atirar nele no meu porão. Eu mesmo o matei com um tiro na cabeça. – Disse Gibbs. – Ele está morto. Seu corpo está em Tel Aviv enterrado há anos. – Completou.

— Infelizmente para você agente Gibbs Ari Haswari está vivo. Ele esteve escondido esses anos e agora está com mais sede de vingança. – Disse o homem. – Se eu fosse você agente Gibbs, correria para resgatar Abby. Sabe-se lá o que ele paneja fazer com Abby.

Gibbs saiu do encontro, entrou no carro com Dinozzo. Antes de ligar o carro deu um soco no volante para descontar a raiva que sentia de Ari naquele momento.

— Filho da mãe. – Disse Gibbs. — A Abby não tem culpa do que aconteceu com ele. – Completou.

Dinozzo concordou sem dizer nada apenas acenando com a cabeça. Gibbs ligou o carro e saiu de lá rápido para chegar na sede d NCIS.

Gibbs entrou na sede e gritou:

— Aquele maldito do Ari Haswari voltou do mundo dos mortos. Quero o fígado dele depois de resgatar Abby. – Falou para quem quisesse ouvir. – Eu quero a Abby de volta sã e salva. – Completou.

— Quem é Ari? – Perguntou Torres – E por que Gibbs o odeia tanto? E por que ele pegou Abby?

— Ari Haswari é um terrorista que matou a Agente Todd 11 anos atrás. Ele tentou matar Abby para fazer Gibbs sofrer ainda mais. – Explicou McGee a Torres. – Gibbs disse ao Mossad que ele o matou com um tiro na cabeça depois dele invadir o porão de Gibbs, mas na verdade quem matou ele foi Ziva. – Completou McGee.

— E como ele sobreviveu? – Perguntou torres. – Gibbs checou Ari depois de Ziva matar ele?

— Sim. Gibbs checou ele. E estava morto. – Disse McGee.

Enquanto isso Abby foi acordada mais uma vez. Estava presa a uma espécie de cadeira no porão da casa com um pano na boca. Havia uma bolsa de soro ligada ao braço dela. Ari entrou no recinto e disse par ela:

— Se acalma Abby. Vamos jogar um pouco. O soro ligado ao seu braço é um soro da verdade. Fará você me contar tudo o que eu quero sem mentiras. – Disse Ari num tom irônico.

— Nunca! Eu morro antes de contar alguma coisa para você. – Disse Abby. – Você nunca vai tirar verdades de mim.

— Vamos ver. – Disse Ari.

Ele se aproximou de Abby e aumentou a cotação de gotas que descia pelo caninho de soro. Abby começou a ficar tonta e isso fez Ari soltar um sorriso.

O interrogatório começou com uma pergunta básica.

— Qual o seu Nome senhorita? – Perguntou Ari a Abby.

Abby tentou resistir o quanto pode.

— Abigail Sciuto. – Disse ela depois de tentativas em vão de resistir.

— E a quanto tempo trabalha para o Agente Gibbs e a equipe de NCIS? – Perguntou Ari.

— 14 Anos. – Abby não conseguia mais resistir. – Por favor para com isso. Eu não quero.

— Se não responder minhas perguntas você tomará choques. É mais doloroso. – Disse Ari num tom irônico que dava medo. – E você pode não aguentar.

Ele soltou uma gargalhada e Abby quase desmaiou. Ela estava fraca demais por causa das drogas que injetavam nela no interrogatório.

— Fique acordada Abby. É um interrogatório e eu não quero te machucar. Vamos! Acorde! – Ari deu um tapa na cara de Abby que acordou e começou a chorar. – Vamos lá Abs! É assim que o agente Gibbs te chama né?

— Você não tem direito de me chamar assim! – Gritou Abby. – Só Gibbs pode me chamar assim. Só os meus amigos podem me chamar assim e você não é meu amigo.

Ari deu outro tapa em Abby e abriu ainda mais o fluxo do soro. Ela via tudo dobrado, mas estava consciente.

— Vamos continuar com o nosso interrogatório, minha querida. – Disse Ari para Abby. – Você tem que me contar tudo sobre você. E eu vou conseguir isso. – Disse Ari ainda mais determinado.

— Senhor. Tem alguém no telefone querendo falar com você. – Falou um dos capangas.

— Tome conta dela. Não a deixem fugir.

— Sim senhor. – Disse o capanga.

Ari pegou o telefone e começou a falar em Árabe com alguém no telefone.

— Sim pai. Estou fazendo isso. Gibbs vai sofrer muito se eu conseguir fazer isso. Sim. Sim. Eu não vou ser pego. Eu prometo. Quando acabar aqui eu limpo tudo. Também te amo pai. Tchau.

Ari colocou o telefone no gancho e voltou para o porão. Abby estava caída no chão desamarrada. Ari gritou em Árabe com o capanga.

— O que foi que você fez?

— Eu tive que contê-la. Estava fora de si. Eu só apliquei um sedativo forte para ela se acalmar. Eu a desamarrei para ela não cair com a cadeira no chão.

Ari pegou Abby nos braços e colocou ela na cama e colocou as algemas. Iria acordar algumas horas depois então resolveu ligar para Gibbs para que ele sofresse. Tirou uma foto de Abby amarrada na cama e enviou para Gibbs por e-mail. Ligou para Gibbs.

— Há quanto tempo Gibbs! Achei que nunca mais iriamos nos falar outra vez! – Falou Ari – Recebeu a foto que mandei? – Perguntou.

— Recebi sim seu psicopata desgraçado. – Falou Gibbs. – Juro por Deus que eu vou te achar e dar o tiro que eu supostamente te dei há 11 anos atrás naquele porão.

— Vou ficar esperando. E a pequena Abby também. – Riu Ari. – Eu acho que depois disso ela não vai mais ser a mesma pessoa.

— O que você fez com ela seu desgraçado? – Gritou Gibbs. – Por que está machucando a Abby?

— Já faz uma semana que ela está comigo Gibbs. Uma semana inteira. E ela esteve dormindo esse tempo todo. – Disse Ari. – Eu não a violentei se é isso que quer saber. Ela continua pura e intocada. Deixo um capanga e uma enfermeira com ela a noite toda. Ela vai ficar feliz em saber da sua preocupação quando acordar. Isso se ela acordar.- falou Ari.

— Seu filho da puta. Eu vou te achar. – Esbravejou Gibbs. – Eu juro que vou te achar.

— Estarei esperando Gibbs. Estarei esperando. – Disse Ari. – Enquanto isso vou jogar verdade ou consequência com ela. Com muito soro da verdade.

Ari desligou o telefone e foi tomar um café.

Notas finais
Ari voltou com mais sede vingança.