Abby em perigo
2 A Flor da morte.
Notas iniciais
Já havia se passado dois dias desde o sumiço de Abby. O laboratório e a as coisas estavam do mesmo jeito que ela havia deixado. O chão foi limpo por causa do café derramado.
Gibbs ficava lá no mínimo duas horas por dia. Pensava em como achar Abby e em como Abby estava e o que estava acontecendo.
Numa casa da cidade Abby estava ligada a uma máquina de UTI em coma induzido. Amarrada com amarras e algemas ela dormia tranquila com todos aqueles remédios e drogas que injetavam nela. Um bandido ficava com ela no quarto UTI improvisado junto com uma técnica de enfermagem que se revezava com outra a cada 12 horas. Um outro guarda ficava na cozinha acompanhando as notícias para ver se dava algo sobre Abby. Mas parecia que as emissoras nem ligavam para isso.
Na sede do NCIS....
Gibbs chegou para o trabalho. Estava chovendo muito naquele dia. O homem que entregava cartas entrou e entregou uma correspondência a Gibbs. Era envelope grande e pardo e parecia ser pesado. Gibbs esperou a equipe chegar. Todos viram o envelope e o quanto Gibbs o fitava.
— que é isso chefe? – Perguntou Torres curioso?
— Não sei, Torres. – Respondeu Gibbs – Chegou hoje de manhã.
— Por que não o abriu? – Dinozzo falou. – Há algo que não sabemos?
— Tenho medo do que possa ser, Dinozzo. Há algo que me diz que coisa boa não pode ser – Respondeu Gibbs. – Tenho medo. Muito medo.
— Chefe. Pode ser algo relacionado ao sequestro da Abby – McGee visivelmente chateado e arrependido de dizer aquilo. – Desculpa Chefe.
— Nunca peça desculpas McGee. É sinal de fraqueza. – Disse Gibbs.
— Gibbs, — Elle começou – Se for algo a ver com a Abby pode nos ajudar a resgata-la de quem seja que está com ela.
— Está bem. Mas quero todo mundo aqui comigo – começou Gibbs – e McGee filme a abertura do pacote. – Concluiu Gibbs.
— Certo Chefe. – Disse McGee, pegando o celular e começando a filmar. – Pode ir chefe. Estou filmando. – Completou McGee.
Gibbs abriu o pacote cuidadosamente e achou os acessórios que Abby usava quando foi levada. Num sobressalto Gibbs jogou o conteúdo do pacote na mesa e todos os anéis e marias- chuquinhas de Abby caíram sobre a mesa de Gibbs. Ele encontrou um bilhete no pacote que pedia um encontro com Gibbs e mais alguém da equipe para informações sobre Abby.
— Dinozzo. Se prepare. Você vira comigo a esse encontro. Juro por deus que se não encontrar a Abby eu saio do NCIS e eu vou caçar todos esses idiotas um por um... – Disse Gibbs num aparente mau humor.
— Estou indo Chefe – Disse Dinozzo. – Também quero Abby de volta. – Completou.
Tony e Gibbs não falaram uma palavra enquanto estavam no elevador. Tony via o sofrimento de Gibbs por causa de Abby e sentia a mesma coisa. Tony e Abby eram muitos próximos desde que começaram a trabalhar juntos. E ele a admirava por causa de sua positividade. E quando Ziva Foi embora Abby deu apoio a ele sempre que ele precisava. Era a hora de retribuir o carinho e a amizade que Abby dedicava a ele.
Na casa alugada pelos bandidos que levaram Abby, Abby era alimentada por sonda. Não a queriam acordada. O homem que havia mandado sequestra-la chegou na casa e disse:
— Como está nossa convidada hoje? – Disse ironicamente – Ainda continua dormindo? Que pena! Acho que está na hora de faze-la acordar um pouco para que ela veja quem sou eu. – Disse dando uma gargalhada maligna.
— Seu desejo é uma ordem, senhor! – Disse um dos capangas. – Acorde ela agora. – Falou para a enfermeira.
— Claro. – Respondeu a moça. – Em alguns minutos ela ficará consciente. Vou esperar lá fora.- Conclui-o.
Alguns minutos se passaram e Abby começou a acordar Depois de alguns dias dormindo o tempo todo.
Abby estava confusa e não conseguia se mexer por causa das algemas nos pés e mãos.
— Quem é você? – Perguntou para o capanga. – O que eu estou fazendo aqui? – O que você quer comigo?
— Você não se lembra de mim Abby? Eu realmente estou decepcionado com você. Achava que nunca seria esquecido depois de tudo que nós passamos.
— Eu achava que você estava morto. – Disse Abby surpresa. – Como e por que?
— Abby, Abby querida. Sua equipe pensou que me matou, mas eu estou aqui. Vivo e com muita sede de vingança. E vou começar com você. Porque eu sei como Gibbs fica quando algo de ruim acontece com você. Você é como se fosse uma filha para ele e é isso que te faz interessante. – Disse.
— Não dá para entender. Ziva atirou em você no porão de Gibbs. Na cabeça. – Disse Abby – e você morreu. Ela levou seu corpo para Israel.
— Até que enfim Abby. Finalmente me reconheceu! É isso mesmo garota. Sou eu! Ary Haswari. Primeiro terrorista a matar uma agente do NCIS a sangue frio. Ziva também achou que era eu aquele dia. Ela nunca soube a verdade. Mas Gibbs vai saber que eu voltei do mundo dos mortos. — Disse Ari. – Vamos ver quanto tempo ele leva para te achar e para me achar.
Ari saiu e ordenou para a enfermeira fazer Abby dormir de novo. Ela obedeceu e Abby caiu em sono profundo de volta maquina automática.
Antes de Gibbs e Dinozzo chegarem ao local do encontro pararam na casa de Gibbs par pegar um casaco já que estava fazendo um pouco de frio. Gibbs abriu a porta e em cima da mesa encontrou um vaso de rosas negras. As mesmas rosas que Abby gostava. Havia um bilhete direcionado a Gibbs. Nele estava escrito: “ Qualquer coisa que acontecer a Abby será sua culpa. Cumpra as regras e ela ficará bem. Essas rosas é são só um aviso. ”
Gibbs ficou com mais raiva ainda e prometeu encontrar Abby. Fechou a porta e saiu.
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