Ab Aeterno
6 O que está havendo?
Notas iniciais
Ainda parado Thomas começou a tentar falar.
− Senhor... Desculpe-me, não imaginava que ela pudesse...
− Você a machucou...
Enquanto Stephan brigava com Thomas eu olhei para o céu lá fora.
Estava completamente escuro, estava parecendo que iria chover granizo, me assustei pois não havia nenhum raio de sol penetrando nas nuvens.
− Isso não é normal! − Apontei para as nuvens.
Na mesma hora os dois pararam a discussão. Olharam assustados, mas eu novamente direcionei meu olhar para outra coisa: lá em baixo os Arclaros estavam agitados. Percebi um movimento perto dos limites da muralha que cercava o castelo.
− Os animais...!
Todos direcionaram seus olhares para os animais.
Ruídos vieram do lado de fora das muralhas que cercavam o castelo. De repente uma grande parte da muralha desabou.
− O que é...
Então tudo aconteceu muito rápido; o castelo irrompeu em sombras, olhei desesperada tentando entender, quando minha mente processou a imagem simplesmente não tive ação. Rognarüs adentravam ao castelo, eles estavam destruindo tudo. Mas o pior ainda não tinha chegado. Todos os Arclaros presentes levantaram suas cabeças, tentei entender, mas não precisava ser um gênio para saber o que estava acontecendo, todos eles foram em direção dos Rognarüs. Eles começaram um confronto, brigavam muito, rugidos preencheram meus ouvidos.
Fui puxada para trás por braços que já conhecia. Thomas me levou para algum lugar que não havia conhecido antes. Stephan corria junto conosco, todas as meninas tentavam nos seguir, Lho corria também, naquele momento me lembrei de alguém que não estava entre nós: Sophie.
− SOPHIE!!! − Berrei.
Thomas olhou para mim entendendo meu desespero.
− Lho!!!
− Sim senhor.
− Leve Anne. Vou procurar Sophie.
− Senhor aquilo lá fora é perigoso!
− Não deixaria Sophie morrer sem nem mesmo tentar salva-la!
Thomas desapareceu nas sombras. Lho me guiou. Alícia parecia querer se matar de tanto ciúme.
Paramos numa caverna. Lho disse que eram túneis subterrâneos para fugas do rei. Não poderíamos ir embora, tínhamos que esperar Thomas que traria Sophie. Estava com muito medo pela pequena.
Horas se passaram e nenhum dos dois chegou. Stephan já estava fazendo que nós andássemos quando os dois voltaram.
Sophie estava completamente suja de terra e Thomas estava com as roupas um pouco rasgadas.
− Sophie meu bem− Corri desesperada para abraçá-la
− Nunca mais se afaste dela Anne, quando cheguei os Rognarüs já estavam para comê-la.
− Ó meu deus!
Peguei Sophie no colo e a dei um abraço extremamente apertado.
− Que bom que está bem meu amor!!!
− Anne temos que ir.
Thomas me puxou e fomos o mais rápido o possível.
Eu ainda não estava entendendo direito o que estava havendo, mas sabia que aquilo tudo era ruim, vivemos toda nossa vida com medo de Arclaros, agora Rognarüs também enchiam, no que isso ia dar?
Subimos para a superfície, para minha tranqüilidade estávamos em uma planície, preferia isso a uma floresta fechada.
Separamo-nos em três grupos, o numero um era composto por eu, Thomas, Lho, Stephan e Sophie. Os outros dois ainda não estavam definidos quando saíram, mas agradeci por Alícia não estar entre nós.
Thomas arrumou umas barracas para cada um de nós; Lho cuidava da águia que manteria contato entre os três grupos; Stephan ficou sentado sem fazer nada; e eu estava cuidando de Sophie, ela estava toda suja e cheia de arranhões, fui limpando-a e ela chorava.
− Thomas, o que está havendo?
Ele me olhou preocupado.
− Eu não sei...
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