AZ inspirado em TWD
50 Hey!
Notas iniciais
Ele me olha com falsa indignação e empurra meu ombro, fazendo com que eu batesse minhas costas, produzindo um som mais ou menos alto. Prendemos a respiração por algum tempo, já que os zumbis pararam de andar, mas logo voltamos ao normal porque eles voltaram ao normal.
–Não faça barulhos, homem!-Exclamo, dando um leve tapa em sua coxa. Comecei a pensar em um jeito de sair dali.
–Sabe, tem um trem que eu não lembro o nome que serve para fazer o ar circular aqui, por razões desnecessárias, mas tem, então eu acho que devíamos sair por ali.-Diz ele, levantando e passando as mãos pelos parafusos, apenas para pensar em um jeito de tirá-los.-Só que, não sei tirar esses parafusos.-Sorrio de lado e levanto, o empurrando um pouco e tirando meu grampo (havia o posto porque meus cabelos estavam espetados).-Woow, vocês mulheres e seus truques.-Debocha ele.
–Na verdade, achei que daria certo, mas o grampo tem essa cabeça muito grande.-Por causa do duplo sentido da última parte da cabeça grande ele me olha malicioso e ri.-Idiota.-Dou um chute fraco em sua perna e continuo tentando abrir aquela coisa. Algum tempo depois, ainda estávamos presos e eu estava morrendo de fome.
–Eu quero comidaaaaaa!-Fala Zayn,se atirando no chão.
–Eu também, mas temos que aguentar até alguma alma boa achar a gente.-Digo, com cara mal-humorada.
Okay, resolvi não contar tudo o que aconteceu porque foi chato e, se eu ficasse descrevendo, você só pularia e tal, mas enfim, estava dormindo quando escutei passos. Me sento, olho para o garoto, que babava, e espero para ver o que que aconteceria, mas tudo ficou em silêncio por alguns minutos. Depois desse tempo, começaram os tiros e eu me atirei no chão, Zayn sentou assustado, mas eu me joguei por cima dele, o deitando para que não fosse atingido. Logo quando acabaram os tiros, ouvi pessoas conversando e corpos sendo arrastados, me encolhi, mas não levantei para não fazer barulho. Alguém lá de fora tem a brilhante ideia de abrir o closet. Achei que eram pessoas legais ou, pelo menos, Daryl, mas era um homem realmente esquisito. Ele não havia percebido Zaz (vou o chamar de Zaz sim porque eu quero e, se reclamar, ainda chamo ele de Ronaldo u.u), então sorriu de um jeito realmente malicioso e maldoso, mas quando viu o moreno, simplesmente soltou um som inaudível e seus capangas nos tiraram de lá. Um homem grande e careca me segurava, parecia o Nicólas do sonho anterior e dois homens que pareciam ainda maiores seguravam Zayn pelos braços, sem expressão nenhuma. Ficamos parados esperando o homem que "liderava" aquilo, mas estava demorando demais. Ficamos quase 40 minutos de pé e eu estava extremamente cansada, com fome e morrendo de calor, já que haviam feito questão de nos carregar até a rua, ao sol.
–Hey, cara!-Chamo o segurança, mas ele me ignora.-Hey, cara!-Chamo de novo.
–Pare de tentar falar comigo, estou estritamente proibido de me comunicar com você.-Explica, nem olhando para mim.
–Eu sei que você quer falar com esse ser seduzente e perfeito que sou eu.-Digo e ele dá um mínimo (mesmo) sorriso, quase não o vi, mas isso me deu esperanças de conseguir fazer com que aquele muro de tijolos falasse comigo e, se eu fosse boa o suficiente, me soltasse, mas ainda teria Zayn. Merda.-Se tu falar comigo te pago um salgado.-Ofereço, ele ri um pouco mais expressivamente que antes, mas não fala.-O Zayn, já ofereci até uma coxinha, mas ele não fala.-Comentei alto, Zaz ri, mas logo sua cabeça despenca para a frente. Merda, acho que ele desmaiou. Ferrou, eu disse que ia dar merda, não sei cuidar nem de mim, vou cuidar de um homem de 21 anos? Que porra, caralho. Puta que pariu, fudeu. E sim, eu estou falando palavrão para cacete, quando eu fico nervosa falo muitos palavrões e também invento alguns. Enfim, voltando a situação presente, fudeu, ele desmaiou e tem dois monstros dando tapas em seu rosto que pareciam doer como chutes. Finalmente o cara chega. Ele tem cabelos um pouco compridos como os de Rick, possuí olhos castanho-escuros, quase pretos, e uma barba até grande, pareciam ser 3 dedos de barba, partindo do lábio inferior.
–Só não o matem, idiotas.-Xinga os parrudos. Achei que ele ia tomar pacotão, apanhar, levar murro, que um dos homens ia dizer "segura meu poodle" e ia bater nele, mas não, apenas pararam de bater e o deixaram no chão, atirado. Eu tentei desesperadamente me soltar para ajudá-lo, de sua testa saía um pequeno filete de sangue e aquilo me preocupava.-Quer ajudar seu namoradinho? Pois não pode e, daqui a pouco, verá ele morrer diante de seus olhos, sem poder fazer nada e depois você, mas antes teremos um pouco de diversão.-Esse nojento fala tudo com aquele sorriso maldoso. Que vontade de arrancar todos seus dentes, seus lábios, seu rosto, matar ele...
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