Notas iniciais
Oi gente!!! Desculpem o atraso, me distraí por tempo demais com trabalhos da escola e livros. Felizmente consegui me separar durante algum tempo para poder escrever. Agora vamos às notas de verdade: Gente, esse capitulo foi bem fácil de escrever, foi só sair imaginando. O problema foi lembrar de tudo que imaginei, mas consegui e está tudinho escrito ali embaixo. Hoje teremos o dia seguinte, lembram que ela foi dormir? Agora ela vai acordar e... Bom, acho melhor lerem, se eu contar vai estragar a surpresa. Estou sem inspiração para notas, então aqui está o capítulo.

Na manhã senguinte, raptei a folha do jornal que disponibilizava ofertas de emprego, levei para o quarto, para que ninguém a visse, e comecei a procurar alguna coisa na qual eu me encaixasse. Tinha a esperança de encontrar algo que me deixasse um tempo livre para treinar, o salário era o que menos importava, só de poder ajudar já me sentiria menos culpada.

Algumas coisas eram horríveis para mim, como atendente de tele marketing, ficar falando sem parar e ouvir desligarem na sua cara não era minha definição de suportavel, isso dava raiva, provavelmente me demitiria se não ocorresse o oposto. Outras propostas ficavam longe demais, teria que sair cedo, chegaria tarde e ainda teria de ouvir as broncas da Fatima, não valia a pena. Tudo isso e ainda corria o risco dela fazer alguma coisa contra mim o contra meu emprego.

Bufei de raiva depois de ver que nada se encaixava no meu perfil. Peguei a parte do jornal e desci até a sala bem quietinha, com vergonha de mim mesma. Joquei a folha no lixo e me voltei para outros assuntos. Estava decepsionada por ainda ter que depender dos outros, então segui em frente para procurar outras opções pareceu fazer sentido.

Fui tomar o café da manhã, mas comi pouco, aquilo continuava em minha mente. Saí de casa e, determinada a conseguir o que queria, passei de loja em loja perguntando se precisavam de serviço, e a resposta era sempre não. Parecia que o destino não conspirava a meu favor, e isso me decepsionava ainda mais. Quanto tempo mais eu teria que ver meus irmãos trabalhando duro para me bancar? Isso era insuportável.

Chegando a hora do almoço voltei para casa, comi o resto que sobrou de ontem e, depois de arrumar parte da casa, desci para o porão. Me sentia entediada, precisava fazer mais alguma coisa, então fui treinar. Não tinha certeza se isso ajudaria a distrair, mas já era alguma coisa diferente para focar meus pensamentos.

Com certeza Fátima reclamaria por eu estar chegando a essa hora e pediria explicações, o que eu não faria questão de dar. Isso só me desanimava mais, e juntando com o tédio e a sensação estranha que sentia toda vez que estrava ali, parecia uma morta viva. E se eu não treinasse seria pior, ela falava como se o Francis pudesse decidir "dominar o mondo"a qualquer momento. Se ele não tinha feito nada durante dezoito anos, poderia esperar mais.

Mesmo assim entrei na área de treinamento. Após entrar no corredor atrás da estante de livros, abri a porta e fiquei alerta no mesmo instante. Em um segundo, vi algo voando em minha direção, estava perto demais para pensar, no entanto, meu subconciente entendeu na mesma hora o perigo e me fez abaixar. Ainda ofegante com o susto, me virei para descobrir o que era, um dos dardos, havia alguém treinando.

Levantei e voltei a olhar para frente, não tinha ninguém, típica sala vazia antes dos obstáculos aparecerem. Então, do mesmo jeito inesperado do dardo, Elena estava lá, no meio do lugar, andando em minha direção. Não entendi como ela tinha aparecido assim, nem o porque do dardo ter sido atirado sem que eu entrasse, mas não foi preciso perguntar, antes que eu dissesse qualquer palavra, ela se desculpou:

– Desculpe. Estava testando o sistema de segurança, vendo se a mira estava errada, entre outras coisas. — parecia mesmo se sentindo culpada, o que não afetou sua mudança repentina de humor — Mas o que faz aqui a essa hora? Era para ter vindo depois do café. E você sabe como a Fatima...

– Tive que resolver uns assuntos. — cortei, já tinha me cansado de ouvir sermão com ela, não era porque o medalhão dela era da diciplina que todos tinham que seguir todas as ordens à risca.

– Tudo bem, faça como quiser. — logo me senti culpada por ter sido tão grossa, porém sua expressão quase nào mudou, como sempre. Depois de uma breve pausa continuou — Se quiser posso te deixar sozinha para treinar. Só preciso terminar de testar o sistema de segurança. — ela falava sempre tão seria que às vezes parecia um robô com emoções.

– Entendi, posso ir com você? — pergunte, já que não tinha o que fazer, mas não foi só isso, também estava curiosa para ver a sala de controle pela primeira vez.

– Na verdade, não. Você sabe muito bem que não posso deixar. — "Intruções da Fátima" pensei, era sempre assim.

– Então deixa pra lá. — murmurei — Vou ver se arranjo alguma coisa para fazer enquanto você termina. — uma ideia veio em minha mente e perguntei — Você sabe se a Fátima e a Maria estão aí?

– Sairam. Por quê? — Elena disconfiava de mim, só não sabia o que eu escondia.

Não podia deixa-la deacobrir, precisava inventar uma desculpa e torcer para soar convincente, se não soasse era meu fim. Além disso, estava claro que eu não estava muito entusiasmada em ver Fátima, não depois de ontem. Por isso respondi:

– Como já disse, não tenho o que fazer, talvez Maria precisasse de minha ajuda. E com Fátima perto poderia me redimir. — "Burra! Burra! Ela nunca vai acreditar, desde quando eu tentaria fazer as coisas do jeito que aquela doida queria? Eu devia ter inventado alguma outra coisa. Pelo menos eu não disse que poderia ajudar Fátima, seria algo estranho e sem razão. Depois de me trancar duas vezes daquele jeito, era mais fácil eu botar a mão no fogo a querer chagar perto dela. Que droga! Ela nunca vai acreditar."

– Tudo bem, até outra hora. — não pude ver se ela acreditou, sua expressão continuou a mesma.

Fiz que sim com a cabeça e saí com um leve sorriso no rosto, feliz por ela não ter desconfiado. Talvez tenha desconfiado, sua expressão era sempre a mesma, talvez eu é que não tenha percebido. Fui para o lado de fora, segui até o final da rua e cheguei na casa onde elas moram. Tentei abrir a porta, e não me surpreendi por não conseguir fazer o que queria. Não podia desistir, uma chance como essa poderia não aparecer outra vez, tive que pensar no que fazer.

"Aquele nagocio de pegar um pedaço de arame só funciona em filmes, a Elena está lá embaixo e as janelas vivem trancadas. Como o pessoal do Francis fez para entrar? Se elas tivessem ouvido tinham conseguido evitar, eles devem ter entrado usando a chave. Devem ter observado e descoberto um modo de abrir a porta ou a localização de uma chave reserva, mas onde ela poderia estar?"

Olhei para os lados procurando um esconderijo, depois para frente e para os lados. Voltei a olhar para a macaneta, percebi que a fechadura estava suja e fiquei intrigada. Primeiro estranhei, depois percebi que a sujeira era terra e voltei a olhar para o chão, novamente procuando um esconderijo para a chave.

Ela poderia estar num vaso ou enterrada no quintal. Vasos haviam poucos, então rapidamente examinei todos. Procurar terra recem cavada era mais difícil, principalmente por elas usarem na maioria das vezes as próprias chaves, e depois de dar duas voltas na casa estava ficando entediante. Essa sujeira poderia ser o resultado da queda de uma das chaves na terra molhada por um dia de chuva.

Não tinha passado tanto tempo, no entanto, pareciam horas. Continuei procurando até me dar conta de uma coisa, se Elena já tivesse acabado de testar o sistema de segurança eu poderia passar até o outro lado e entrar direto no escritório.

Corri até o porão, abri a passagem secreta, que nem parecia mais tão secreta assim, e entrei. Desta vez, antes de abri a porta para entrar na área de treinamento, me afastei um pouco do meio da passagem. Abri a porta e, inesperadamente, nada aconteceu. Sinceramente, eu esperava que no mínimo um dardo tentasse me acertar, qualquer reação seria esperada.

Poderia pareceu uma boa notícia para qualquer um, mas para mim era um alerta, sempre devesse suspeitar quando as coisas estão muito quietas. Elena estava testanto o sistema de segurança, que deveria estar funcionando, então todo cuidado era pouco. Depois de minha primeira experiência naquele lugar, nunca mais sairia correndo se não fosse necessário em um lugar como aquele, mesmo que quisesse chegar o mais rápido possível.

Passei alguns segundos examinando o lugar com os olhos antes de sair, nada me passaria despercebido se eu continuasse assim, me esforçaria para notar qualquer mudança, por mais simples que fosse.

Segui em linha reta, por experiência própria descobri que era mais fácil desviar dali, perto das paredes tinha pouco tempo de reação e pouca escapatória. Estqva alerta para qualquer obstáculo ou armadilha. Esperar pelo ataque não era a pior parte, quanto mais vazio ele ficava, mais lembranças dolorosas trazia, só mantinha o controle porque sabia que conseguiria voltar se quisesse. Em geral, era preciso pedir a uma delas para arrumar o lugar para uma sessão de treinamento, pois não sabia se quer onde ficava a sala de controle, quanto mais iniciar o treinamento. Essa era outra das coisas que elas escondiam.

Ultimamente elas deixavam numa espécie de "piloto automático" antes de eu entrar, principalmente para evitar minhas perguntas. Maria e Elena só responderiam se fosse de extrema importancia eu saber. O que me parecia um desperdicio de , eu estava bem ali, ansiando por respostas, querendo entender cada detalhe. E no entanto, Fátima as impedia de me contar o que eu estava pronta para saber.

Agora, se eu conseguisse passar para o outro lado e encontrar as respostas que queria... O que faria com elas? Nunca tinha pensado nisso. Se eu realmente pudesse vencer Fátima, o que faria depois? Esfregaria na cara dela? Não. Aquela curiosidade era efeito de todos os nãos que recebi, somados com tudo de estranho que percebi. Era uma única e simplesmente busca pelo desconhecido.

Essa curiosidade era um tanto estranha para mim. Desde pequena eu era aquela garotinha com medo de tudo, sempre quis saber as coisas, mas tinha medo das consequências se eles estivessem de mau-humor. Minha perguntas poderiam me colocar em má situação.

Essas coisas começaram a me assombrar enquanto eu caminhava, tentei controlar minha respiração. "Esse lugar não parece ter a mesma distância entre as duas casas, parece ser um pouco maior. Ou é só impressão minha? Causada por uma espécie de ilusão optica?"

Com certeza essa foi uma das piores caminhadas de minha vida, lado a lado com o caminho que percorri na fortaleza do Francis. Geralmente apareciam obstáculos do nada e eu sabia que não importava o que acontecesse, uma delas estaria por perto para ajudar. Mas desta vez foi diferente, só eu estava lá e não tinha nenhum obstáculo para me manter distraída dos calafrios que sentia sempre ue entrava. E uma nova sensáção era acrescentada sempre que eu estava sozinha num lugar que poderia se trancar facilmente, o medo.

Às vezes sentia que algo me acertaria por trás, um calafrio percorria meu corpo e quando eu me virava não havia nada. Ia chegando perto do final e a tensão ia aumentando, durante os treinamentos, quando eu chegava perto o suficiente da porta havia uma armadilha. Podia ser isso, apenas um obstáculo, para assustar quem chegasse perto demais.

Mordi o lábio inferior antes de tocar na porta, respirei fundo e tentei abri-la. Incrivelmente isso funcionou, fiquei menos preocupada, o destino finalmente conspirava a meu favor. Sorri, mas logo meu sorriso se desmanchou, algo daria errado.

Até agora tinha sido fácil demais, tive que enfrentar apenas uma simples caminhada, não era nada comparada com o que pensei que aconteceria. 'Em minha mente a área estaria no modo mais difícil para mim, o da agilidade, eu pensava no que fazer mas não tinha tempo de agir. Depois passar por ele, se conseguisse essa proeza, elas estariam esperando atrás dessa porta. E no fim me perceguiriam até conseguirem me prender em uma daquelas cela.'

Me recusei a pensar no resto, precisava agir logo, antes que descobrissem, tentaria seguir o conselho do meu irmão antes que fosse tarde para isso.

Relutei em sair de lá, já sentindo que algo aconteceria de errado, mas me forcei a tentar. Despois de trancar de um lado , abri do outro e cheguei ao escritório, o lugar onde eu queria estar. Entrei e fechei a porta atrás de mim.

Respirei fundo e me concentrei no que precisava fazer. Primeiro procurei alguma pista nas gavetas que não precisavam de chave para abrir. Nada achei, além de folhas e mais folhas com informações pessoais de pessoas que nunca vi antes. "Enfim algo normal. Se Fátima quisesse mesmo me manter longe das respostas, não deixaria tão fácil. Provavelmemte está em uma das gavetas trancadas, ou então..."

Não pude terminar o raciocínio, a porta se abriu e quem entrou era quem eu menos queria que entrasse ali.

Notas finais
Voltei! O que acharam? Ficou legal? E quem vocês acham que entrou entrou no escritório? Eu dei uma pista, era a última pessoa que a Carry queria que aparecesse, vocês podem se surpreender com as possibilidades. E as coisas que estavam bem quietinhas, foi connhecidência, falha mecânica ou armação? Saberam no próximo. Só mais uma coisinha, quem prestou bastante atenção ao capítulo vai perceber algo bem estranho no próximo capítulo, prometo comentar sobre isso. Vou tentar postar o próximo domingo, vou começar a escrever ele hoje e passar para o celular amanhã. Então até lá! Beijos!!!