ADN - Como Tudo Começou

7 Percurso ao Paraíso


Notas iniciais
Que raiva! Eu acabei de apertar em: "Veja como ficou" e a net caiu, não lembro de quase nada que escrevi nas notas! Só de pedir desculpas por fazer notas pequenas e achar que o capítulo anterior ficou pequeno demais e para compensar fazer um desse tamanho. Se eu lembrar de mais alguma coisa escrevo nas notas finais. Boa leitura e que ninguém os interrompam!

– Preciso falar com você, Carina Wilson! — tirou a mão da minha boca devagar e pediu — Por favor não grite. — Quem é você? E o que quer falar comigo? — disse séria. — Meu nome é Francis. — disse calmamente enquanto eu penssava:"Então ele que é o Fancis?" — Queria ficar para conversar, mais no momento preciso de uma ajuda familiar. Não se preocupe, volto pra te buscar mais tarde. — sorriu e pouco a pouco virou pó. Não era a primeira vez que eu via isso acontecer, mas se aquel era realmente o Fancis, não poderia me descuidar nem um momento sequer. Me distraí com meus pensamentos e me assustei quando vi David do meu lado, me encarando. — Tudo bem com você? — perguntou. — Vamos. — respondi para não preocupa-lo. — Claro, agora me diz, onde é mesmo que as garotas estão? — Na casa da Serena. — E quem é essa Serena? É filha de quem? — Da Caroline. — Então vamos logo, o que estamos esperando? Dessa vez não vi nenhum vulto atrás de nós, nem senti que estava sendo seguida. Simplesmente fiquei cansada, não havia notado como o caminho era longo, principalmente se você acabou de andar o mesmo percurso e agora está voltando. Quando chegamos na porta do prédio, alguém veio correndo e me abraçou. No susto dei uma cotovelada em seu estômago, só então vi que este alguém era Rafaela, filha de Elena. — Ai! Eu estava preocupada e você quer me matar? — reclamou um tanto triste. — Desculpa Rafaela, foi reflexo. Pensei que estava sendo seguida, me assustei e aconteceu. — tentei me explicar enquanto via se ela estava bem, felizmente estava. — Tudo bem, mas quem é ele? — Meu irmão mais velho, David. — Oi, você está bem mesmo? Ela te acertou em cheio no estômago. — disse ele, mas pareceu sair meio forçado, como se tivesse forçado sua própria garganta a falar. — Rafa, onde estão as outras? O Dav veio nos ajudar. — ela me olhou de um jeito que parecia não querer falar, mas era obrigada. — Ah... Foram para suas determinadas casas para tentar encontrar minha mãe e as outras. — Por que ainda está aqui? Não era para você também ter ido? — mau terminei de preguntar quando vi uma pessoa que conhecia atrás dela, Francis. Fiquei assustada, pois ele havia dito que iria voltar, mas tentei manter a calma — Rafa, lembra do cara que sequestrou a gente? Ele é o chefe. Olhem para trás. — Quem? Aquele homem de boné? — perguntou ele com inocencia. — Não, do lado... Direito dele. — nunca fui muito boa com direita e esquerda, às vezes esqueço qual é qual. — Posso te contar um coisa ruivinha? Não tem ninguém ali! — ironizou. — Tem sim, não está vendo? Você é cego? Não está vendo um homem de luto não? — disse ela nervosa. — De luto? — estranhei. — Ele está de preto, não é? — perguntou enquanto apontava na direção dele. — Me parece mais um azul bem forte. — respondi tentando ver melhor — Mas a única coisa que quero saber, é o que faremos agora? — Não tem ninguém ali. Pelo menos eu não estou vendo. "Por que o Dav não consegue ve-lo? Deve ser outra coisa que ele pode fazer, além de virar pó, mas como eles fazem isso?." pensei em cada maneira de encontrar com as meninas, e a melhor e mais obvia era ligar e avisar para elas não sairem de casa, nos iamos busca-las. Fui até o orelhão e pedi para Rafaela ligar para cada uma e dar o recado. Após dar o recado para todas, fomos primeiro à casa onde estava Serena e Bruna. — O homem que sequestrou a gente vai voltar, então vamos ficar juntas para não acontecer nada! — contei, e em seguida saímos em direção à próxima casa, onde estava Rachel. Falei a mesma coisa, ela entrou, pegou algumas coisas e saiu. Só no caminho pude ver o que eram, sua bolsa com tudo que uma mulher precisa e duas barras de chocolate. Ela havia falado que comia chocolate quando ficava nervosa, não estranhei, quando tinha doze anos comia um pote de nutella sozinha quando nervosa. — Dav, você acha que nós podemos leva-las pra você sabe onde? — " Precisamos junta-las numa casa só." — Não sei, por enquanto elas ficam numa casa só, mas a de quem? — "Foi o que eu pensei." — A minha é bem grande, tem vários quartos. — disse Rafaela, esclarecendo nossas dúvidas — Vocês podem ficar lá também, se quiserem. — Eu não posso, vou ficar com meu irmão. — disse Dav, me deixando preocupada, não com ele, sim comigo, em ficar sozinha com as filhas daquelas doidas. — Então para a casa da Rafinha! — disse animada — Mas só as mulheres, você está dispensado David Wilson. — Por um acaso, você disse Rafinha minha mãe dizer? — perguntou bem devagar. — Sim! Seguimos direto até sua casa, no caminho, passamos perto da casa de Isabel, o que me trouxe boas e engraçadas lembranças. Quando chegamos, estava esgotada, mau reparei no local, apenas entrei perguntei onde era a cozinha para poder beber água e segui naquela direção. Após erar a porta da cozinha a primeira vez, percebi como a casa era grande. Não parecia mais uma casa comum, e sim uma mansão de tão grande e luxuosa. O lugar deveria ter pelo menos três faxineiras para dar conta de um lugar tão grande. Só então percebi que estava sozinha no corredor, decidi voltar para sala antes de perder o controle. voltei em direção à sala, mas já não tinha certeza se era para aquele lado ou não. Olhei nas duas direções e minha dúvida só aumentou " E agora? Vou para que lado? Tenho que sair daqui logo! Antes que...Ah!" Alguém tocou meu ombro e tomei um susto. — Oi, posso ajudar? — perguntou uma senhora com uniforme de empregada — Você... A senhorita parece meio perdida. — Obrigada e sim, eu estou perdida. — sorri — Você pode me levar até a cozinha e depois para sala de novo? — Sim senhorita. É por aqui. — Me chama de Carina. Ela não disse nada, apenas andou na direção da cozinha, abriu a porta, esperou que eu entrasse e a fechou. A cozinha era bastante grande, como naquelas casas luxuosas. Começava me perguntar quantas pessoas moravam ali, se a Rafaela tinha irmãos, irmãs, primos, primas. Bebi minha água e ainda sem dizer nada, a empregada me levou para a sala. Lá, encontrei Bruna, Serena e Rachel rindo e conversando, enquanto Rafaela descia as escadas, dizendo: — Tudo pronto, vem gente! Vou mostrar os quartos. — subimos as escadas e no mesmo corredor continuou — Se decidam, vai ser duas em cada quarto. — Vou ficar com você, está bem? — perguntou Serena a mim — Aquelas duas vivem grudadas, às vezes parece que estou sobrando. — Sei como é, achei que vocês fossem brigar para ficar juntas e eu acabaria sozinha. — confessei — Isso acontecesse, com certeza a Rafa iria te perguntar se prefere ficar sozinha ou no quarto com ela. — disse baixinho para que ninguém escutasse. Rafaela nos mostrou os quartos, que eram um em frente ao outro. Todas entraram normalmente, como se já tivessem estado na casa da amiga antes. O lugar era lindo, parecia um daqueles quartos que um programa de televisão reforma, só que ampliado, umas três vezes maior e para duas pessoas. Sentei na cama da direita, o colchão era super macio, o travesseiro também e a roupa de cama era linda. — Nunca viu um lugar assim, não é? — perguntou, mostrando estar ao menos um pouco impressionada. — Não. — respondi. — Sei como se sente, me senti da mesma maneira quando coloquei meus pés aqui dentro pela primeira vez. É difício de explicar, mas é como se isso fosse grande demais para nós. Você fica admirada com agrandeza do lugar. Era exatamente isso o que eu sentia, parecia ter lido meus pensamentos, pois cada palavra que dizia era exatamente o que eu ia falar quando ela acabasse. Até a Rachel parecia um pouco impressionada, mesmo já tendo vindo aqui antes, ela continuava se impressionando com a grandeza do lugar. Passadas algumas horas conversando com todas elas, só que mais com Rachel, chegou a noite fomos para nossas camas. Era um pouco cedo, umas dez horas da noite e eu não estava acostumada, normalmente dormiria meia noite, uma da madrugada... Às vezes perdia a hora e acabava dormindo apenas cinco minutos antes do despertador me acordar. Por não ter nada o que fazer, fiquei pensando como seria morar em uma casa como essas. Vários quartos, uma cozinha bem grande, alguns corredores que levam a muitos outros lugares, como a lavanderia, a biblioteca, a garagem e outros lugares. Pensando em tudo isso, percebi que não aguentaria. A casa era grande demais, se eu me perdesse estaria correndo risco de... Ter um ataque! A minha sorte havia sido que a Rafaela nos separou em duplas, se tivesse um quarto para cada talvez eu teria que contar sobre isso para ela, ou até tomar alguma coisa para durmir e ficar conversando no meu quarto. Outra coisa que pensei foi em como a Rachel é legal, ela sabe ouvir e é muito bem informada, além de falar muito bem. Começamos falando de nós mesmas e quando me dei conta, estavamos discutindo quem nasceu primeiro, o ovo ou a galinha. Foi engraçado, ela disse que era a galinha, porque, como ela mesma disse, como nasceria uma galinha sem sair sem ter outra para botar um ovo. Eu, no entanto, pensava o oposto, primeiro o ovo. O porém é que antes de entrarmos nesse assunto falamos de esportes, teatro, cultura, música e animais de estimação, por isso faço uma boa ideia de como chegamos nesse assunto, e sei que foi um longo percurso. Conversamos tanto que nem percebi que estava na hora do jantar, ri quando ela disse que estava na hora do "rango" como ela mesma disse. Depois de tudo isso, aqui estou. Deitada na cama, de olhos fechados, esperando o sono chegar. E no mesmo segundo que eu dormo ouço uma voz sussurrando. — Carry, você está acordada? — era a Rachel, parecia que ela também não conseguia dormir. — Quase! — falei ainda de olhos fechados, enquanto o sono ia embora denovo. — Despulpa se eu te acordei! Te vi rolando na cama e resolvi arriscar. — disse um tanto sem graça. — Eu já estava acordada, estou acostumada a ir dormir bem cedo. Uma, duas horas da madrugada. — brinquei. — Você estava mesmo acordada? Eu não contei tudo, te vi rolando na cama, você parou uns minutos e ouvi um ronco, você tossiu e ficou parada por um tempo, sem fazer nenhum barulho. — Eu ronquei? — perguntei me sentando rapidamente na cama e olhando para ela. — Na verdade não, eu só queria ver sua reação. — riu. — Por favor, não brinca com isso, já tenho problemas demais com doenças. Na verdade ei nem tenho certeza se é ou não uma doença. — confessei um pouco nervosa. — O ronco é uma doença. — disse ela olhando nos meus olhos, estava escuro mas a luz da rua entrava pela fresta na janela. — Isso eu sei, só não tenho certeza se o que eu tenho é. — não acreditei que estava me abrindo assim tão rápido com ela. — O quê você tem? — perguntou compreensiva. — Só duas pessoas sabem, sem contar eu. Uma delas é minha melhor amiga, a outra é a mãe da Serena, que descobriu sozinha. — Atá, sua melhor amiga. — disse desanimada e cabisbaixa — Como a Carol descobriu? — Não deixa a Bruna ouvir, mas foi tudo culpa da mãe dela. Ela me acorrentou! — De verdade? Onde? — perguntou preocupada. — Não, é só modo de dizer. Ela só não queia que eu saíse de perto. — menti, tentando não assusta-la e salvar minha vida, vai saber o que a Fátima faria se soubesse que eu contei. — Espera, você não me contou o que tem, disse que não sabe se é doença, então me fala, às vezes eu sei. — acho que perguntou mais por curiosidade que preocupação. — Não posso dizer, desculpa! Não gosto desse assunto, mas prometo que no momento certo você vai saber. — Me conta pelo menos o assunto, você não gosta de falar do seu, mas e se eu falar o meu? — sugeriu, talvez tentando descobrir uma forma de eu contar. — Mudando de assunto, você tem medo de alguma coisa? — na verdade não mudei de assunto, simplesmente tentei criar um modo dela não entender tudo. — Não, por algum motivo, todas as vezes que minha mãe ensinava alguma coisa eu a seguia ao "pé da letra". E ela me ensinou a não ter medo, disse que tudo pode ser explicado, algumas coisas ainda não foram estudadas e por isso só vão ser explicadas daqui a muito tempo, mas algum dia a humanidade saberá e por isso eu não precisava ter medo. E você? — explicou enquanto eu deitava e arrumava as cobertas. — Vou dizer a minha última frase desta noite, e se você refletir bem vai entender. — ela foi muito legal comigo, por isso vou retribuir dando uma dica — Eu não mudei de assunto! Talvez ela tenha entendido o recado, pois ouvi um "obrigada" antes de pegar no sono.

Notas finais
Lembrei só de mais uma coisa, disse que as notas ficaram pequenas por causa do trabalho de ciências que tenho que passar a limpo. Se eu não me engano, mencionei ele nas notas do capítulo anterior, disse que já havia feito o de Tales e faltava esse. Então tchau, tenho muito que escrever para segunda! Ah! Só mais uma coisa, sábado é meu niver! Eeeeeeeee! E eu quero pelo menos um comentário de presente de alguém que tenha uma conta aqui no Nyah! Mesmo que seja apenas um "Parabéns!" já ficarei feliz! Beijos, tenho terminar aquele trabalho! Quase me esqueço, desenhei um mapa para vocês se orientarem e quando conseguir posto!