ACBAH - Academia de Belas Artes Hudson
24 Tire as mãos dela.
Notas iniciais
As meninas voltavam para casa no carro de Sarah conversando qualquer assunto aleatório sobre o dia.
– Será que a Emy e o Charlie se acertaram? – perguntou Abby de repente.
– Espero que sim – Kate disse.
– Bom, depende de como foi a conversa – Sarah disse – se a Emy gritou com ele o que com certeza aconteceu ele pode ter ficado bravo, mas pode ter mantido a calma... se ele manteve a calma eles se acertaram, agora se começaram a discutir eu já não sei.
– Eu fiquei com dó do Charlie, ele realmente ficou muito mau – Kate disse.
Abby assentiu.
– E em horas como essas que os homens provam ser tão sentimentais quando nós.
– E até mais – Kate disse.
. . .
Elas entraram em casa conversando e Sarah e Abby foram direto para a cozinha morrendo de fome.
– Vem fazer comida pra gente Kate – Sarah a chamou e Kate a olhou com as sobrancelhas erguidas.
– Ta, eu só vou checar como a Emy ta e se ela quer alguma coisa também – Kate disse deixando a bolsa em cima do sofá e subindo as escadas.
Ela bateu na porta do quarto de Emily que por estar somente encostada se abriu sozinha.
– Emy? – ela disse baixinho, mas a loira não respondeu, então ela entrou.
Os olhos da menina se arregalaram e seus lábios se curvaram em um sorriso grande e satisfeito.
Na cama de Emily não havia só Emily. Ela e Charlie estavam dormindo, a cabeça dela estava apoiada no peito dele e sua mão estava entrelaçada na dele em cima do peito e Charlie a abraçava com a mão livre. Os dois estavam vestidos, isso queria dizer que não transaram, só... dormiram.
Kate sorriu mais abertamente, eles ficavam absolutamente lindos juntos e o pequenino sorriso estampado no rosto na garota denunciava que ela estava feliz e isso deixava Kate feliz.
Saiu de fininho depois correu pelas escadas.
– E como a acidentada está? – Abby perguntou ouvindo os passos de Kate chegarem à cozinha.
Kate entrou sorrindo e as duas olharam para ela.
– Os dois estão dormindo grudados lá em cima! – ela deu pulinhos de alegria batendo palmas.
– O que? – Abby franziu o cenho com um sorriso.
– Eles estão se comendo? Há! Eu preciso ver isso! – Sarah saiu correndo e as meninas foram atrás dela enquanto Kate falava "eles só estão dormindo", mas Sarah não ligou.
Elas entraram no quarto onde os dois continuavam na mesma posição.
– Que lindinhos – Abby sorriu.
– Assanhadinhos né – Sarah corrigiu – a menina ta toda esfolada e ainda assim... – Sarah riu negando com a cabeça, porém riu um pouquinho mais alto do que deveria e Charlie se mexeu franzindo os olhos.
Elas arregalaram os olhos e se puxaram para fora do quarto descendo rapidamente as escadas com os pés leves para não fazerem barulho.
Chegaram à cozinha, se olharam e caíram na risada.
Ficaram ali uns dez minutos até ouvirem passos nas escadas. Se olharam novamente e sorriram pouco antes de Charlie e Emily entrarem.
Emily estava com uma leggin preta e uma camiseta branca qualquer, havia obviamente substituído seu pijama curto.
– Boa tarde pombinhos – Sarah sorriu irônica.
– Boa tarde – eles disseram com voz de sono.
– Com fome? – eles assentiram.
Ela se sentou na cadeira e Charlie a seguiu depois de perguntar para Kate se ela não precisava de ajuda.
Assim que se sentou Emily apoiou a cabeça em seu ombro ainda meio sonolenta e Charlie sorriu também se apoiando nela.
– Não é possível que esteja com sono – ele disse e Emily sorriu.
– Eu sempre estou com sono.
. . .
– Mas isso é absolutamente improvável!
– Por quê?
– Nick, tenta me entender. Extraterrestres NÃO EXISTEM!
Conversas produtivas e inteligentes, sempre.
– É claro que existem Sarah!
Sarah se apoiou na parede e suspirou, que namorado mais burro que ela havia arrumado!
– Sim, existem mesmo – ela disse e Nick a olhou surpreso – e você sem dúvida é um deles.
O garoto fez uma careta que fez Sarah rir.
– Está me chamando de loiro burro?
– Burro sim, loiro burro não – ela disse – sua falta de cérebro não tem nada a ver com a cor do seu cabelo. Emily é mais loira que você e é uma Nerd do caramba.
Ele sorriu olhando Sarah mexer em seu anel.
– Você era Nerd também? – ele perguntou.
– Mais ou menos, menos em matemática, sempre fui um desastre em matemática.
– Eu sempre fui um desastre em... tudo.
Ela riu.
– Nem em tudo... você é um bom ator.
O garoto sorriu metido se debruçando na parede.
– Sabemos, sabemos – ele disse ainda metido.
– Que garoto mais modesto.
– Sempre, baixinha.
– Não, nem vem – ela disse e ele arqueou o cenho.
– O que?
– Esses apelidinhos carinhosos – ela fez cara de nojo – não rola.
– Certo rabugenta.
Ela o olhou com cara de psicopata.
– Não é um apelido carinhoso – ele disse – é... um destaque a uma personalidade sua.
– Eu não sou rabugenta.
– E eu sou moreno – ele ergueu as sobrancelhas.
– Mas eu não sou rabugenta! Um pouco mal humorada, sim admito, mas rabugenta não.
Nick a olhou e sorriu.
– Então eu preciso de um apelido pra você porque me recuso a chamá-la pelo nome, somos íntimos então você tem que ter um apelido.
– Por quê? Não gosta do meu nome por acaso senhor Nicholas?
– Não, eu adoro seu nome, mas é porque quando eu chamo alguém pelo nome é quando estou com raiva.
– Ok, ok – ela se rendeu – o que sugere?
– Sah?
– Não é muito comum?
– E daí?
– Se quer me dar um apelido que seja pelo menos um mais original.
– Vejamos... lindona?
– Cruzes Nick.
Ele riu.
– Sei lá, poxa – ele coçou a cabeça – morena?
– As meninas já me chamam assim.
– Deixa Sah mesmo, combina com você.
Ele fez um biquinho lindo e Sarah sorriu.
– Tudo bem.
– Ebaaaa! – ele a pegou no colo para que ela sentasse em seu colo – me beija Sah?
Ela sorriu revirando os olhos e o puxou pela nuca o beijando.
Sarah colocou as mãos por baixo da camisa dele acariciando seu corpo musculoso, ela sempre gostou dos mais fortes, não exageradamente fortes nem magricelas, mas sim aqueles que tinham um tanquinho definido, braços grande e aquele sorriso sedutor com um queixo quadrado, e Nick era exatamente assim.
Ele assim como ela colocou as mãos por baixo da regata preta da menina subindo até o fecho do sutiã o abrindo.
– Tarado – ela disse mordendo o pescoço dele colocando as mãos nas costas fechando o sutiã novamente.
– Sabe, eu acho sutiã uma coisa tão inútil – ele disse e Sarah levantou a cabeça para olhar para ele.
– E porque você acha sutiã algo inútil? – ela levantou as sobrancelhas.
– Porque é tão gostoso quando uma camiseta justinha como a sua marca perfeitamente os seios da mulher, imagina que delicia seria se não tivesse o sutiã – ele mordeu o lábio.
– Ia ser um desastre – ela disse – imagina na hora de correr? – ela riu logo depois.
– Eu repito, ia ser uma delícia presenciar essa cena.
– E já pensou que você não seria o único a presenciar essa cena? Que todos os outros garotos também reparariam nisso?
– Ok, é algo útil – ele concluiu e Sarah sorriu beijando o maxilar dele – em público... quando estiver só comigo pode ficar não somente só sem sutiã, pode tirar tudo.
– Eu digo o mesmo – ela sorriu – e por esse ponto de vista a cueca também é algo inútil.
Ele riu um pouco apertando Sarah em seu corpo.
– Minha safadinha.
– Você sabe que eu posso ser bem pior, loiro.
– Vai me mostrar agora de novo? – ele sussurrou para ela.
– Acho que posso fazer algo por você.
Nick sorriu mordendo o lábio dela.
– Vem com tudo, Sah – ele se deitou no chão a deixando sentada em sua cintura.
Sarah sorriu safada tirando a camiseta dele começando a beijar seu peito devagarzinho espalhando vários selinhos pelo peitoral e abdômen do menino.
Nick a pegou no colo rapidamente a colocando em cima da mesa ficando entre as pernas dela, apoiou as mãos na mesa atacando os lábios da morena que suspirou satisfeita com aquele delicioso beijo.
Com brutalidade ele puxou sua regata enquanto beijava seu ombro, retirou a calça da menina junto com a calçinha pra baixo as atirando em qualquer lugar, e ela se apressou em abrir o cinto da calça de Nick enquanto beijava seu ombro.
As calças dele caíram por suas pernas parando nos tornozelos, Nick a puxou novamente para seus lábios sentindo a morena afagar seu membro por cima da cueca preta.
– Ai Sah – ele gemeu no ouvido dela que sorriu mais safada ainda apertando o membro dele mais forte – safada – ele apertou com força a bunda dela eu gemeu.
– Entra em mim, Hawks – ela gemeu alto quando ele pressionou seu membro duro na intimidade dela.
Ele abaixou a cueca rapidamente e sem avisar meteu nela com toda a força.
Eles gemeram alto e Nick começou a estocá-la com força, muita força. Ambos gemiam alto e Sarah arranhava as costas dele bem forte.
– Ah gostosa – ele gemeu quando ainda a estocando ela o mordeu.
Eles gozaram juntos e Sarah sugou o lábio dele e ficaram se beijando um bom tempo.
– Mina morena gostosa.
. . .
Kate estava praticando a nova partitura que sua professora havia ensinado que realmente era MUITO, mas MUITO difícil.
Ela não tinha um intervalo de um segundo para tocar a outra nota, mas era bom para praticar e se tornar mais ágil.
Quando finalmente conseguiu tocar a partitura inteira sem errar a menina sorriu e quase saiu pulando de alegria.
– Há! Você não é párea pra mim sua partitura metida – ela disse fazendo uma dançinha estranha que havia aprendido com Abby.
Ela deu mais umas três estrelinhas pela sala, realmente estava se sentindo realizada por conseguir depois de horas tocar ma bela partitura nível 100.
Respirou fundo sorrindo e olhou pela janela vendo que já estava no ápice da noite, arqueou o cenho e pegou o celular na bolsa olhando as horas.
9h44min.
Carácolis!
Começou a juntar suas coisas rapidamente morrendo de medo de voltar sozinha aquela hora da noite, mas sem chance iria ligar para Sarah para ir buscá-la.
E nesse momento lembrou que Nathan comentou que sempre ficava até a noite na sala de ensaios exercitando seu piano que era um desastre.
"Por favor, ainda esteja aqui" ela pensou indo até a outra sala de ensaios.
Foi devagar até a sala vendo os corredores vazios sem a costumeira claridade entrando pelas janelas e portas do local. Realmente aquele lugar era assustador a noite.
Chegou a sala e pela janela não viu ninguém, nenhum rastro de Nathan.
Suspirou decepcionada e saiu andando até a porta de saída, talvez pedisse um taxi.
Saiu e inevitavelmente passou pelo estacionamento. Deu uma olhada básica pelo lugar e travou.
Nathan estava apoiado em seu carro conversando com uma menina absurdamente bonita, parecia até de mentira.
Eles riram de algo que Nathan falou e os olhos de Kate foram para a mão da menina que estava na nuca de Nathan acariciando seu cabelo. E quando ela o abraçou Kate respirou fundo deixando a primeira lágrima cair.
Ela andou para trás querendo sair dali rápido e acabou esbarrando em um carro fazendo o alarme do mesmo disparar.
Olhou para frente e Nathan e a garota haviam se soltado e olhavam para ela obviamente meio confusos.
– Kate? – Nathan gritou – Cupcake?
Rapidamente ela limpou a lágrima saída de seu olho que ainda estava em sua bochecha e virou o corpo saindo correndo.
– Kate!
Ela saiu correndo seu rumo pela rua. Ela sentia uma dor muito grande em seu peito e as lágrimas queriam sair cada vez mais volumosas e mais rápido.
E anta como sempre, não olhou para frente e deu de cara na parede.
– Ai! – ela gemeu colocando a mão na testa vendo um pouco de sangue ali.
– Se machucou docinho?
Kate se virou rápido vendo um menino, calça jeans rasgada, camiseta preta e toca.
Não dava para negar que seu coração subiu até a boca de medo.
– N-não, eu estou bem – ela se virou para sair, mas ele segurou os braços dela.
– Ei, aonde vai? – ele perguntou baixinho no ouvido dela que fechou os olhos morrendo de medo – parece perdida, quer uma ajuda?
A malícia na voz dele era mais do que visível, isso a deixou enojada.
– Não, eu não estou perdida, obrigada – ela tentou sair dos braços dele, mas o garoto a pressionou na parede.
Ela a olhou de cima a baixo malicioso e mordeu o lábio passando uma mão na perna exposta pela saia da menina que estremeceu de medo e nojo.
– Uma menina tão gostosa assim não deveria andar sozinha a essa hora – ele colocou a mão por dentro da saia dela.
– Por favor – ela implorou com os olhos fechados.
– Tira as mãos dela.
Kate abriu os olhos e olhou para o lado vendo Nathan com um olhar nada bonito para cima do cara.
– Ai garotinho, vá brincar de boneca em outro lugar.
– Eu mandei soltá-la – ele repetiu com mais firmeza.
– E o que vai fazer sobre isso?
Realmente a desvantagem física era enorme, Nathan não era magricela, mas não era tão forte quando o garoto que parecia ser bem mais velho.
O sangue de Nathan ferveu e seus músculos se tencionaram jogando sua mão no rosto do cara.
Ele soltou Kate cambaleando para trás, mas tirou a mão do nariz semicerrando os olhos para Nathan voando em cima dele.
Os dois garotos foram para o chão desferindo chutes, socos e tapas um no outro.
Kate ficou desesperada sem saber o que fazer diante daquilo. Tentar apartar? Não, ela só acabaria apanhando também...
Ela olhou para os lados procurando alguma coisa. Um pedaço de madeira grande e aparentemente pesado. O pegou com dificuldade porque realmente era pesado e sem pensar duas vezes o bateu com toda a força nas costas do cara que havia imobilizado Nathan.
O cara gemeu de dor caindo ao lado de Nathan que estendeu o braço pegando a madeira do chão e batendo de novo no cara, só prevenindo que ele não iria levantar tão cedo.
Ela olhou para Nathan que levantava devagar enquanto o cara grunhia de dor.
– Imbecil! – Nathan o chutou.
Novamente ela olhou para Nathan que a olhou de volta e sem pensar duas vezes ela saiu correndo.
– Kate – ele a segurou – você está bem?
– Sim – ela respondeu seca saindo apressada.
– Espera, porque está fugindo de mim?
Ela o olhou indignada e suspirou se soltando saindo.
– Não pretende ir andando depois do que acabou de acontecer, não é?
– Eu sei me cuidar.
– Ah, eu vi como sabe – ele ironizou.
– Me solta – ela se soltou andando em passos pesados sentindo as lágrimas voltarem.
Nathan a olhou se afastando, não podia deixá-la ir sozinha. Esqueceu de seu carro na Academia e foi andando escondido atrás de Kate.
A olhou entrar em sua casa, parecia que estava chorando. Porque estaria chorando?
Respirou fundo vendo que ela estava segura agora e seguiu caminho para sua casa.
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