Notas iniciais
Novamente oi oi gente! Boa leitura.

Emily saiu da cochia ainda com lágrimas nos olhos, as meninas, seu pai, Charlie... era muita coisa pra uma pessoa só, muitos problemas para uma pessoa só.

Saiu para sua próxima troca de figurino. Roupa preta e branca.

Colocou seu vestido branco de renda com um sinto preto com fivela prateada e sandálias de salto pretas. Não fez nada em seu cabelo, apenas o deixou solto, por mais adorável que ficasse com uma presilha, tiara ou qualquer desses acessórios, ela ainda preferia seus cabelos soltos, apenas soltos com as ondas delineadas caindo pelos ombros.

Retocou o lápis que havia saído um pouco e piscou os olhos repetidas vezes afastando a coceguinha e imensa vontade de coçar os olhos, o que acabaria borrando tudo.

Ela havia visto Charlie assistindo à apresentação com um sorriso nos lábios. Seria direcionado para ela? Estaria sorrindo por ela?

Fechou os olhos e balançou a cabeça tentando desviar os pensamentos, apesar que era muito mais difícil tirar Charlie da cabeça do que parecia.

Ela suspirou se apoiando na pia. Estaria fazendo o certo indo embora? Sim, seu pai estava mal e precisava dela. Iria sofrer eternamente por isso? Talvez, só o tempo diria.

Fechou os olhos quase sentindo a massagem em sua cabeça que Charlie sempre fazia, mentalizou o seu cheiro de perfume e loção pós barba e se lembrou da imagem dele dormindo pela manhã, o rosto coberto pela barbinha rala que sempre crescia ali durante a noite. Ele nunca soube disso, mas ela sempre ficava acariciando o rosto dele com a mão ou de leve com o nariz, sentindo a barba do garoto enquanto ele dormia.

Estava tão concentrada em seus pensamentos maravilhosos com Charlie que quando seu celular escorregou da pia e caiu ela saltou de susto.

– Charlie? – disse por impulso e depois se xingou de idiota.

Charlie... puff, até parece. Quase riu da sua própria idiotice.

Abaixou pegando o celular e o colocando na pia novamente.

Saiu guardando a roupa trocada e foi atrás de água, já que sua voz estava meio travada depois de ter alcançado notas bem altas que cansavam a garganta de um jeito ou de outro.

Foi ao bebedouro pegando um copo de plástico o enchendo com água de temperatura ambiente, queria a gelada, mas talvez a gelada piorasse ainda mais a situação de sua garganta.

Tomou dois copos de água, porque o nervosismo a deixou com mais sede ainda.

Evitou fazer qualquer coisa com a boca tipo morder, por que não queria estragar o batom vermelho.

Faltava um tempinho ainda apara a próxima performance então ela foi andando bem devagarzinho até os bastidores novamente.

. . .

Quanto tempo Charlie ficou parado ali, olhando para o nada? Bom, era difícil falar, poderia chutar uma meia hora.

Simplesmente do nada saiu indo para sabe-se deus onde.

Entrou em uma sala de ensaio vazia e suspirou.

Em um momento de descontrole ele chutou uma a cadeira a jogando quase do outro lado da sala.

– Merda! – ele gritou chutando outra e depois se atirando de costas no chão colocando as mãos nos olhos.

Ele chorou, chorou feito um bebê longe da mãe. O pior choro de sua vida. Todas as vezes que chorou por Emily não chegava aos pés daquele choro. Todas às vezes havia sido por tristeza, ou às vezes até raiva também, mas dessa vez era tudo isso e o desespero. Estava desesperado.

Os soluços eram altos, as lágrimas saiam agitadas e o ar faltava em seu pulmão.

Não era algo que ele realmente esperava que fosse acontecer, não pensou que no final ela iria mesmo.

Não tinha mais como evitar.

Lembrou-se de seu sorriso meigo, os cabelos parecendo uma cascata dourada, os olhos com aquele tom verde no centro que o deixava louco...

Se sentiu perdido. Não sabia o que fazer, como fazer... não sabia de nada.

Ele sabia, tinha certeza mais do que absoluta... nunca amaria alguém como amava aquela loira orgulhosa, chata, mal-humorada e fria.

Ele chutou mais algumas cadeiras e socou a parede.

Para seu azar Nathan passava por ali na hora e ao ouvir o estranho barulho franziu o cenho, foi até a porta a abrindo devagarzinho. Charlie estava com a cabeça apoiada na parede e parecia estar... chorando?

O menino olhou a sala, as cadeiras estavam no chão viradas de lado.

Charlie soluçou ainda de olhos fechados sem ter ao menos notado a presença de Nathan ali.

– Charlie? – ele foi até o garoto.

Charlie abriu os olhos vermelhos igual ao nariz. Vendo Nathan sorriu, coçou o nariz limpando os olhos também tentando parecer normal.

– Nathan – ele disse se recuperando.

– O que houve aqui? Ou melhor, o que houve com você?

Charlie olhou para o amigo e o abraçou deixando Nathan surpreso, Charlie não era de abraços, a não ser com Emily, mas isso já era de se esperar.

– Ela vai embora – ele murmurou apertando o amigo – ela vai embora cara, hoje.

– Como assim, hoje?

– Assim que terminar aqui ela vai vazar.

– Como sabe? Ela te falou? Conversaram?

– Não, eu a ouvi conversando com Kate.

Nathan o soltou para ver o estado de seu amigo. Nunca havia visto Charlie chorar e presumiu que isso não acontecesse com frequência nem por qualquer motivo.

Emily não era qualquer motivo, ele sabia.

– Eu vou pra casa – ele arregaçou ainda mais a manga do blazer contornando o garoto a caminho da porta.

– Embora? – Nathan franziu o cenho – mas você não tem mais uma apresentação hoje?

– Tenho – ele fez uma pausa – tinha.

– Você não vai fazer isso.

– Eles se viram sem mim – ele disse tentando abrir a porta, mas Nathan a bateu.

– Charlie, olha pra mim – ele permaneceu com o resto virado – olha pra mim caramba!

Ele olhou ligeiramente assustado pelo grito, Nathan era calmo, calmo até demais.

– Você vai subir naquele palco e fazer o que sabe de melhor – Nathan voltou a ficar calmo – você se acerta com a Emily depois, você faz ideia de quantos produtores e empresários tem lá? Faz ideia das oportunidades que está jogando no lixo?

– Dane-se as oportunidades, eu não quero ter que subir lá e olhar para ela sendo linda como sempre. Agora sai da minha frente Nathan.

Nathan o soltou, mas permaneceu em frente a porta, olhou bem para Charlie tirando o paletó preto, os músicos apresentavam de terno e grava e as meninas de vestido, só para seguir a tradição mesmo. O jogou em uma das únicas cadeiras ainda de pé e afrouxou a gravata prateada a tirando jogando junto ao paletó. Ergueu as mangas da camisa enquanto Charlie observava tudo confuso.

– Não me obrigue a brigar com você – Nathan ergueu uma sobrancelha.

Charlie soltou uma risada irônica, porém seca.

– Você não brigaria comigo – ele disse – não quero te machucar.

– Exatamente – ele disse – você e eu sabemos que eu perderia uma briga entre nós, então se você me machucar vai se sentir culpado, ou seja, vai ficar ai parado enquanto eu te bato até você botar esse cérebro no lugar.

– Eu não vou voltar para aquele palco – Charlie disse pausadamente.

E antes que percebesse levou um tapa na cara.

– Não vou deixar você fazer besteira por ser impulsivo, isso não está sendo profissional Charlie, você não está sendo profissional.

– Eu estou pouco me lixando para o profissionalismo Nathan – ele passou a mão na bochecha que deveria estar vermelha pelo tapa.

– Seja homem e encare as coisas Charlie – Nathan o segurou pelo colarinho.

– Eu sou homem!

– Então prove! Vá para a droga daquele palco e prove que é homem!

Charlie suspirou, estava sendo um covarde.

– Me mostre o Charlie que eu conheço a seis meses – agora Nathan foi bem calminho falando – vamos cara, por favor.

Charlie suspirou.

– Não faça isso por mim, nem por ela, faça por você.

Ele olhou para Nathan, fechou os olhos e assentiu.

– Tudo bem – ele se rendeu – eu vou.

Nathan sorriu dando tapinhas incentivadores na bochecha do menino.

– Isso ai Charlie, isso ai.

– Agora abra essa porta antes que eu mude de ideia.

Ele colocou novamente o paletó pegando a gravata e abriu a porta saindo com Charlie dando novamente o nó na gravata.

Foi com ele até os bastidores e olhou a hora em seu pulso.

– Vou entrar daqui a pouco, se arrume e me faça orgulhoso – Nathan sorriu dando um apertãozinho no ombro de Charlie saindo logo depois.

Charlie sinceramente não sabia o que estava fazendo, mas tinha a impressão que havia ficado um bom tempo naquela sala, e talvez estivesse perto ou na hora da última apresentação do dia que ele participaria.

Olhou o relógio em seu pulso, realmente faltavam vinte minutos para ele entrar no palco novamente.

A segunda turma de teatro ainda estava em cena, ou seja, Sarah estava lá.

Mesmo sem ter passado pela plateia Charlie sabia que Nick estava ali assistindo tudo orgulhoso de sua namorada, ele era super babão com ela atuando. Devia ser a mesma sensação que Charlie sentia ao... ver Emily cantando.

Suspirou abrindo a portinha saindo atrás do palco onde a "muvuca" continuava. 15 minutos e ele nem havia trocado de roupa ainda, abriu seu armário e foi até o banheiro. O figurino era livre por tanto que só fosse preto e branco, o mais mesclado das duas cores possível.

Permaneceu com a calça jeans preta e o sapatenis preto também. A camisa de botões era preta com as mangas brancas, igual ao colarinho que descia em branco pela faixa dos botões até o fim da camisa. Mais mesclado que isso não tinha.

Passou a mãos suavemente nos cabelos se olhando no espelinho e ajeitou o colarinho dobrando as mangas até os cotovelos como de costume, jogou um pouco de água nas mãos e as passou pelos cabelos tentando arrumá-los um pouco. Porém não deu certo, seus cabelos não eram domados tão facilmente, só com gel mesmo.

Saiu do banheiro colocando sua roupa de antes no armário e ajeitou o cinto corretamente sentindo que estava um pouquinho frouxo de mais.

E durante o tempo que lhe restava Charlie permaneceu ali, sentado olhando o movimento agitado, porém silencioso dos alunos enquanto iam atrás de figurinos, instrumentos, ou seja lá o que fosse. Por estarem atrás do palco todos conversavam baixinho, mesmo que estivesse "gritando" um com o outro. Qualquer ruído mais alto poderia estragar a performance de quem estivesse no palco.

Viu Nicole indo atrás de seus alunos para a última apresentação deles, e quando viu Charlie suspirou aliviada pensando "pelo menos um já está aqui".

– Não saia daí Charlie – ela disse olhando para ele que apenas levantou os olhos para olhá-la – ok?

Ele assentiu.

– Sim Nicole.

Ela sorriu minimamente voltando a caçar seus alunos fujões apressadamente.

Charlie colocou os cotovelos nos joelhos e apoiou sua cabeça em suas mãos suspirando. Estava com medo, muito medo.

Medo de que? Bom... ele não tinha uma resposta 100% concreta, só sabia que estava com medo.

O tempo pareceu passar rápido porque quando Charlie piscou os olhos erguendo a cabeça viu quase todos de sua turma amontoados ali conversando baixinho esperando para entrarem. Dava até um negócio nos olhos ver tantos pontos branco e pretos ali.

Nicole estalava os dedos repetidamente tentando chamar atenção de seus alunos dispersos, Charlie procurou se concentrar nela também, mas permaneceu sentado.

Começou a falar palavras de apoio para todos, em como arrasariam naquele palco dentro de minutos e coisas do gênero. Era o que ela tinha que fazer, não é?

O garoto fazia o mesmo, mas em sua própria mente. Mandava se concentrar na apresentação e fazer tudo certo, se obrigava a não deixar suas emoções tomarem conta de si. Ele era uma pessoa profissional, não era? Conseguia fingir que estava tudo bem, conseguia.

– ...tomem cuidado nos agudos e não esqueçam da sonoplastia... – ela continuava falando enquanto a peça se encaminhava para o final.

Charlie ouviu um grito no palco, sorriu minimamente reconhecendo a voz de Sarah, aquele menina encarnava o personagem totalmente, dava até medo.

"É, está na sua hora de encarnar o personagem" ele pensou coçando o antebraço.

Sarah, pode vir dar uma ajuda aqui?

Novamente despertou de seu transe quando Nicole o mexeu.

– Está na hora Charlie, pare de dormir – ela sorriu e ele se levantou.

Todos se amontoaram na cochia enquanto Carla os anunciava.

E logo depois entraram todos correndo e pulando animando a todos. Alguns acenaram, outros jogaram beijos enquanto se posicionavam.

Depois de um tempo enfim o público parou de aplaudir deixando aquele silencio nervoso. Três toques das baquetas e todos se viraram de costas fazendo os sons.

As pessoas aos poucos foram se virando na hora que cantavam. E no meio de tudo aquilo, Charlie percebeu que ele mesmo se identificava com a letra daquela música.

Will we ever say the words we're feeling

Reach down underneath it

Tear down all the walls

Will we ever have a happy ending

Or will we forever only be pretending

We will always be pretending

Seguiu fazendo o que a letra dizia, fingindo, fingindo que estava feliz a ponto de explodir.

Estava sentindo que estava sendo convincente, isso era bom, muito bom.

Demorou mais do que ele realmente queria, mas enfim a música acabou. Receberam todos os aplausos e deram as mãos para as pessoas ao lado se inclinando para agradecer.

Havia sido uma bela apresentação, realmente e aquelas palmas o fizeram se sentir um pouco melhor.

Ao saírem do palco ele fingiu (novamente) estar feliz com tudo, mas quando viu Emily soltando um sorriso nervoso para alguém, logo seguido de um aceno com a mão para uma menina e depois saindo seu coração congelou novamente.

Aquele calafrio surreal correu seu corpo e imediatamente ele foi atrás dela.

A menina foi até o bebedouro retirando um copo de plástico o enchendo de água.

Ele se escondeu a obervando. A menina colocou a mão na testa, provavelmente checando a temperatura, logo depois suspirou se apoiando na parede. Charlie mordeu o lábio, ela parecia tão triste, tão pensativa... ele queria tanto ir até lá e a abraçar deixando que ela apoiasse a cabeça em seu peito enquanto acariciaria seus cabelos esperando ela desabafar, ou não.

Ela virou o copo cheio de água garganta a baixo e respirou fundo o jogando no lixo. Charlie se espremeu em seu esconderijo quando ela andou para sair, porém ela foi para o lado oposto.

Ela estaria sofrendo com isso tanto quanto ele estava?

. . .

Emily assistia ao resto das apresentações sentada em uma cadeira aleatória vazia no auditório.

Olhava o relógio sem parar, não podia se atrasar para o voo.

Quando tiveram um intervalo grande entre apresentações de música ela e Sarah voltaram para casa para carregar o carro de Sarah com as malas, o quarto das duas agora estava super arrumado porque Sarah iria para Londres com Nick no domingo, ou seja, já estava tudo pronto.

Sarah lhe assegurou que se Emily tivesse esquecido algo pediria para as meninas mandarem para ela, a menina assentiu e elas voltaram para a academia, e ali estava Emily assistindo agora a apresentação de Abby que estava se saindo muito bem com Adam.

Analisando bem, eles formavam um belo casal... mas não, ele era o professor dela de certo modo e Abby não se envolveria com ele... ou será que sim?

O tempo passou muito rápido, e quando se deu conta havia acabado e vários empresários falavam com os alunos, Emily tentou fugir disso já que não estaria mais na Califórnia dali há algumas horas.

Então ela ficou esperando na porta da academia dois ou três minutos até as meninas aparecerem, não pareciam muito felizes... Emily também não estava, exceto pelo fato de ver seu pai de novo.

– Pronta? – Sarah perguntou e Emily assentiu se encolhendo em seu casaco.

Fazia frio, muito frio naquela noite, e ela sabia que em Nova York estaria nevando, literalmente. Estava de calça jeans, bota e um sobretudo branco que ia até seus joelhos.

Elas foram praticamente abraçadas na menina até o carro. Sarah foi dirigindo e Abby foi na frente com ela deixando Emily e Kate atrás. O Cupcake olhou para a loira e a abraçou com força.

Emily sorriu a abraçando também suspirando não deixando de pensar em Charlie... e em como estava indo embora sem nem ao menos dar um tchau.

Ela achou melhor assim, não sabia como Charlie estava e não queria piorar as coisas, e ele parecia feliz, estava bem sem ela, mas ela não estava bem sem ele. Tinha certeza que iria chorar quando se despedisse dele, iria abraçá-lo e recusar a soltá-lo.

Talvez fosse mesmo melhor ficar longe dele, seria uma tortura conviver com ele todos os dias e ela estaria com seu pai, e era o que importava.

Chegaram ao aeroporto enchendo dois carrinhos com as malas dela e foram os empurrando até o balcão onde Emily rapidamente fez o chek in, depois disso se sentaram as quatro apenas esperando. Emily abriu sua bolsa chegando tudo, principalmente seu celular e se sua toca estava ali, não gostava de neve no cabelo.

– Vai ligar para o tio Eddie? – Kate perguntou e Emily assentiu discando o número em seu celular.

Oi meu anjo, está saindo daí?

– Daqui uns quinze minutos – ela disse suspirando – vou chegar tarde então não me espere acordado, eu me viro.

Aham, até parece que não vou recepcionar minha filha – ele riu – vou te buscar no aeroporto sua bobinha.

– Não, imagina eu vou de taxi.

Eu quero te buscar.

– Você não pode ficar andando de carro sozinho.

Então eu pego um taxi e volto de taxi com você, pode ser mãe?

Emily sorriu.

– Assim eu deixo – ela sorriu.

– Embarque para o voo 566 para Nova York, portão 5 – Emily ouviu.

– Vou embarcar pai, tchau.

Tchau querida, boa viagem, vou te esperar aqui.

– Tudo bem, tchau pai.

Ela desligou o telefone olhando para suas amigas.

– Tenho que ir – ela disse.

– Acompanhamos você, vamos – Abby disse.

Ao chegaram ao portão de embarque os abraços e choros começaram.

– Vou sentir tanto sua falta – Kate murmurou.

– Vou sentir muita falta e vocês, muita – ela abriu os abraços chamando Sarah e Abby também e houve um abraço coletivo – tenho que ir.

Elas se abraçaram mais uma vez e após soltar um sorrisinho nervoso, ela foi.

As três observaram Emily até ela desaparecer de vista e foram para a janela assistir a decolagem.

Kate se sentou olhando para todas as pessoas até que arregalou os olhos ao ver Charlie correndo até a mulher do balcão.

– Gente, é o Charlie – ela disse.

Sarah e Abby se viraram olhando Charlie parecendo meio bravo e impaciente falando com a mulher.

Elas se olharam e foram até ele.

– Charlie? – Sarah disse.

Charlie se virou de súbito.

– Onde ela está? – ele parecia apavorado – por favor, eu preciso falar com ela, eu preciso...

– Ela já embarcou Charlie – Abby disse.

– Não, não ela não pode ir embora sem eu falar com ela, não pode – ele definitivamente estava apavorado – por favor moça, me deixe entrar lá, cinco minutos, só cinco minutos – ele se virou para a mulher.

– Desculpe senhor, mas não posso, o avião já esta decolando, não pode ser parado depois que começa a decolar.

Charlie foi correndo até a grande janela e grudou nela vendo o avião com algumas luzinhas correr na pista para decolar. Ajoelhou em frente ao vidro sentindo as lágrimas inundarem seus olhos. As meninas vieram por trás e o olharam ajoelhado no chão, com a testa encostada no vidro chorando como uma criança.

– Charlie – Kate segurou seu ombro.

– Ela se foi – ele chorou.

– Ela ia de qualquer jeito, Charlie – Abby disse tentando consolá-lo.

– E-eu precisava dizer que a amo – ele observou o avião desaparecer de vista – eu te amo meu amor – ele olhou para o avião e mordeu o lábio deixando mais lágrimas caírem.

Notas finais
FIM DA PRIMEIRA TEMPORADA!!!!!!!!!!! Muitos querem me matar, eu sei, eu sei, mas calma que ainda tem a segunda temporada galera. Posto Sábado que vem não sei que horas enquanto fiquem ligados e é isso. Fui!
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!