Notas iniciais
Oi oi gente! Sexta-feira finalmente! Nossa, enfim eu não tenho trabalho para o fim de semana, que milagre é esse? Nossa, to feliz, mas enfim. Uma coisa que vocês devem ter percebido que todos meus caps tem um propósito né? Nenhum deles é tipo inútil então se você não prestava atenção nos detalhes começe a prestar porque eles são importantes, ok? Boa leitura!

Emily estava muito pensativa desde que viu aquela foto. Seu pai era ator e estudou na Academia! Como nunca havia contato isso a ela?

Certo, ela estava indignada com isso, porém essa nova informação fazia com que muitas coisas fizessem sentido para ela. Por exemplo, seu pai adorar assistir ao Oscar, ficar julgando ou elogiando a atuação das pessoas nos filmes (tipo Sarah) e a reação assustada quando Emily disse "Pai, eu quero ir para a ACBAH, na Califórnia". Ele realmente ficou meio assustado e perguntou por que tinha que ser na Califórnia, mas obvio que Emily havia feito suas pesquisas com as meninas e a Academia não foi uma escolha totalmente aleatória, foi extremamente pensada e repensada na verdade.

Se foi difícil ele "deixar"? Obviamente sim porque como já foi dito aqui Emily sempre foi a princesinha de seu pai, sempre foi a menininha amorosa e delicada, mas durona e persistente, igual a sua mãe, e era isso que Edwin Davis adorava, havia perdido a mãe de Emily, Anne, mas havia ganhado uma pequena cópia dela no lugar, ela era a única alegria para ele.

– Emy?

Emily piscou se desviando de seus pensamentos olhando para Abby.

– Porque está assim?

– Nada, eu só estava pensando – ela disse.

A loira olhou para o lado e viu Charlie tomando seu refrigerante o que já havia virado algo normal, ele sorriu piscando para ela que sorriu revirando os olhos.

– Ok, sério – Kate fez uma pausa – cadê a Sarah e o Nick?

– Se comendo por ai – Abby disse indiferente.

Kate riu envergonhada e Nathan apenas sorriu negando com a cabeça. Nathan olhou para Kate que nem ou menos retribuiu o olhar. O clima entre os dois estava tenso desde aquele evento naquela noite, ele não falava com ela e ela nem olhava para ele e por mais que odiassem admitir, isso estava os destruindo por dentro cada segundo mais.

Charlie foi carregando Emily nas costas até a sala o que era bem cômico para quem via a cena, aparentemente ela parecia bem por estar de calça, mas suas pernas doíam tanto que o mínimo movimento doía muito.

Eles chegaram à sala aonde já havia muito alunos, aula de dança e ela tinha uma justificativa para não fazer, que maravilhoso!

Alguns riram da situação dos dois e Charlie sorrindo com cuidado a tirou de suas costas e a colocou em uma da cadeira qualquer.

– Valeu moreninho – ela disse bagunçando seu cabelo.

– Por nada loira.

– Vem cá – ela o chamou e sinalizou para ele abaixar para ficar da mesma altura que ela.

O menino se abaixou ficando na mesma altura que ela que se encontrava sentada.

– Precisamos checar tudo depois – ela disse e ele arqueou o cenho.

– Como?

Emily revirou os olhos.

– Foto, nossos pais...

– Ah, saquei – ele disse finalmente entendendo e Emily revirou os olhos novamente.

– Preciso saber mais dessa história do meu pai ter estudado aqui, se ele não me contou foi por um motivo e eu TENHO que saber qual é.

– Eta menina curiosa.

Ela sorriu.

– Sempre fui.

– Certo, e como pretende descobrir sobre seu pai enquanto ele estudava aqui?

– Sei lá – ela deu de ombros – talvez invadir a sala de registros.

– Uh, invadir – ele sorriu – adoro coias proibidas.

– Ok, agora fiquei preocupada.

Ele riu.

– Infelizmente não estou em condições de fazer esse tipo de coisa sozinha, então preciso de sua ajuda.

– Fico honrado – ele colocou a mão no coração.

– Ótimo, faz ideia de como podemos fazer isso? – ela arqueou o cenho e ele sorriu.

– Não se preocupe, eu dou meu jeito – ele piscou para ela que assentiu – mas é claro que isso terá um preço – ele sorriu.

– Não, eu não posso transar com você, nada de esforço físico por uma semana – ela ergueu as sobrancelhas e Charlie sorriu.

– Eu não ia falar isso. Será que você só pensa em sexo senhorita Davis?

Ela sorriu negando com a cabeça.

– E qual seu preço?

Charlie segurou a nuca dela e a beijou.

– Está pago – ele se sentou ao lado dela que se apoiou nele.

– Ai, eu vou dormir – ela disse se apoiando ainda mais dele.

– Quem mandou ficar admirando meu belo ser a noite? Viu, agora está com sono porque não dormiu.

Ela riu e o professor entrou na sala.

– Todos de pé, aquecimento.

Todos levantaram menos a linda maravilhosa e quebrada Emily.

O professor que já não ia com a cara dela por ela ser nota -4 em sua área a olhou.

– Eu disse todos de pé.

– Eu não vou fazer a aula hoje – ela disse.

O homem sorriu sarcástico.

– E posso saber por que a senhorita acha que pode se dar ao luxo de não fazer a aula por que quer?

– Não é "se dar ao luxo", mas sim "ser obrigada" – a menina sorriu tirando o atestado médico do bolso da blusa e o erguendo ao professor.

O homem a olhou e pegou o papel com frieza o lendo.

– Ai diz claramente que estou dispensada de todos os exercícios físicos – ela disse – por uma semana.

Ele a olhou furioso, mas ela sorriu.

– E onde estão seus ferimentos?

– Quer ver? – ela segurou a barra da calça pronta para abaixá-la e Charlie do outro lado da sala arregalou os olhos.

– Não! Ele não quer!

Ela riu e o professor jogou secamente o papel na mão da menina.

– Aquecimento! – ele gritou e todos se posicionaram.

Seriam longos três anos com aquele rabugento...

. . .

– E como você conseguiu a chave da escola? – Emily arqueou o cenho para Charlie enquanto os dois andavam do estacionamento até a Academia.

01h32min AM.

Charlie riu.

– Entrei na diretoria e peguei – ele deu de ombros – sou ninja – ele fez uma cara muito engraçada e Emily sorriu negando com a cabeça.

– Certo, então entramos, procuramos nos registros e vamos embora. De preferência tudo isso rápido, bem rápido porque eu to com sono.

– E quando você não está com sono?

– Quando eu estou com fome.

– E quando você não está com fome?

– Quando eu estou com sono.

Emily Davis senhoras e senhores!

Charlie com muito cuidado abriu a porta e logo após entrarem trancou tudo novamente.

– Reto – ele sinalizou para frente e eles foram.

Aquele lugar ficava extremamente assustador de noite.

Ela involuntariamente segurou a mão de Charlie meio medrosa.

– Algum problema?

– Já disse que não gosto do escuro.

Silenciosamente eles entraram na diretoria. Emily nunca havia estado ali e sinceramente, não esperava nada diferente.

Duas mesas uma de um lado, outra de outro. Obviamente uma de Carla e outra de Alexander, porém havia algo em comem nessas mesas, uma foto, duas fotos diferente, mas da mesma pessoa. Um garoto de cabelos castanhos claros e olhos da mesma cor com um cavanhaque muito sexy, ele era muito parecido com Carla na verdade.

– Registros, registros, registros... – Charlie murmurava entrando na sala dos professores.

A menina sorriu ao ver um grande, enorme armário de ferro com uma etiqueta "registros dos alunos".

Sem delongas abriram o armário procurando os registros do ano daquela foto e por pura curiosidade Emily fuçou nos daquele ano pegando sua própria ficha olhando sua foto.

– Eu realmente fiquei ótima nessa foto – ela murmurou e Charlie olhou para a foto e sorriu.

– Pessoas bonitas costumam ficar bem nas fotos, nem imagino porque – ele ergueu as sobrancelhas e ela sorriu guardando novamente sua ficha procurando a de Charlie.

Ele igualmente estava bem naquela foto, como era de se esperar. "Charlie Edward Martin". E sem querer querendo ela riu.

– O que? – ele perguntou.

– Seu nome do meio é Edward? – ela riu de novo e Charlie avermelhou de vergonha pegando a ficha de Emily.

– Está rindo do que, Kristen?

– Isso não é engraçado – ela ergueu as sobrancelhas e ele sorriu.

Guardaram as fichas voltando a de procurar a do pai de Emily.

– Estou procurando a ficha e nem sei o nome do seu pai – Charlie riu de si mesmo.

– Edwin Christopher Davis – ela disse e Charlie assentiu.

Mais dois minutos procurando por ali quando finalmente Charlie achou.

– Achei – ele disse pegando a ficha.

Eles abriram apressados e começaram a ler tudo.

– Meu pai era um baderneiro – Emily disse vendo o tanto de atrasos e idas a diretoria – que vergonha.

– Fora isso não tem nada interessante.

Emily mordeu a boca, todo aquele esforço tinha que ter valido a pena nem que fosse um mínimo detalhe.

Viraram mais uma página do registro e ambos arregalaram os olhos ao verem uma foto de Edwin abraçando os ombros da mãe do Charlie enquanto conversavam.

– Mãe? – Charlie arregalou os olhos.

Emily deu um passo para trás e esbarrou em uma mesa derrubando um monte de pastas.

Alarme.

De todas as possibilidades eles não pensavam que havia um alarme de sons.

Um ruído forte e estridente começou a tocar. Os dois se olharam.

– Emy!

– Desculpa!

E com muita pressa eles guardaram tudo que haviam retirado do lugar rapidamente e quando foram pegar as pastas ouviram passos no corredor, se olharam novamente e entraram no armário de figurinos.

Charlie bateu Emily contra a parede do armário se espremendo nela fechando a porta atrás de si. Nunca haviam ficado com os corpos tão grudados daquele jeito por falta de espaço, mas Emily estava muito assustada para prestar atenção naquilo, Charlie não.

Ele suspirou sentindo o corpo dele colado no dela, era muito bom.

O segurança foi barulhento abrindo a porta e como impulso Emily abraçou Charlie com medo, pedindo proteção. Ele fechou os olhos a envolvendo com os braços com certa dificuldade.

– Não abra, não abra – ele sussurrou para si mesmo.

O segurança olhou para a sala e viu tudo certo, menos as pastas no chão e suspirou.

– De novo essa pilha ficou grande e se desequilibrou – ele reclamou – esse Alexander não tem jeito.

E depois disso eles ouviram o barulho da porta sendo aberta e trancada com a chave antes do lado de dentro (que o segurança estranhou estar ali).

Depois de uns dois minutos eles saíram do armário aliviados. Charlie fez uma careta nada bonita ao não ver a chave na porta.

– Ah não – ele foi até a porta tentando a abrir.

Trancada.

– Que foi? – Emily perguntou.

Charlie suspirou e olhou para loira.

– Hã... estamos trancados aqui – ele coçou a cabeça e ela arregalou os olhos..

– Trancados? – ela quase gaguejou.

Ele assentiu.

– E agora? – ela sussurrou desesperada.

Charlie pensou por alguns segundos e suspirou.

– Acho que dá pra sair pela janela... mas estamos no segundo andar – ele disse – só se eu descer pela janela, e arruar um jeito de entrar na academia e pegar a chaves de volta e te tirar daqui.

Emily riu.

– Nem pensar que você vai me deixar sozinha aqui, pode esquecer.

– É o único jeito.

– Não, não é – ela disse – eu desço pela janela, eu consigo.

– Você está machucada.

– Mas isso não é nada, agora vamos.

Charlie achou melhor ele descer primeiro e depois ajudar Emily descer. Ele sentou no parapeito da janela e se agarrou ao poste de luz ao seu lado descendo escorregando tentando ao máximo não fazer barulho.

Emily observou aquela decida e depois ficou encarando o poste, era muito alto!

Olhou para baixo aonde Charlie olhava para cima a chamando com a mão.

– Retiro o que eu disse, vou cair – ela disse baixo, mas alto o suficiente para ele ouvir.

– Você não vai cair, eu estou aqui Emy, pode confiar.

– Mas e se...

– Pare de pensar no "e se...", pense no "eu vou", ok?

Ela assentiu muito medrosa sentando no parapeito da janela se agarrando ao poste.

– Agora abrace esse poste com os braços e pernas e venha escorregando bem devagarzinho.

– Eu vou cair...

– Não vai, se acalme e venha.

Ela fechou os olhos abraçando o poste com braços e pernas e de olhos fechados foi escorregando bem devagar sem saber quando chegaria no chão.

Sentiu duas mãos em sua cintura.

– Pode soltar.

Ela se soltou e Charlie a pegou no colo a colocando com calma no chão.

– Eu disse que você não ia cair.

Ela se virou bem rápido o abraçando com força.

– Nunca mais eu faço isso, nunca mais – ela disse e Charlie sorriu beijando a testa dela.

– Parecia uma macaquinha – ele riu baixinho – foi adorável.

– Então eu fico adorável com medo?

– Fica – ele sorriu – agora vamos, temos só quatro horas pra dormir.

Notas finais
E com esse cap que eu encerro meus três caps por semana e inicio a nova rotina de um cap por semana, relembrando que ele será todo sábado de manhã ou depois das seis porque de tarde eu tenho ensaio, ok? mas vou tentar postar sempre antes de ir. Então até sábado meus lindos e lindas, me aguardem e como sempre comentem porque estou pensando em fazer uma maratona sábado, mas tem que ter muitos comentários, e falta de tempo não será porque agora vcs tem uma semana pra comentar né! Ok ok, até sábado, by by Darllings!