Notas iniciais
Oi oi gente!!!! Quase explodi a sala de química hj kkkkkkk gente, to traumatizada. Finalmente o cap do Show meu povo, acho qeu vocês vão gostar... ou não né. De qualquer forma boa leitura!

– Último ensaio pessoal, quero 1000%! – a professora Nicole disse.

– Ei, sorria um pouco – Charlie disse enquanto faziam a coreografia.

– Eu não posso.

– Por quê?

– Tenho que te esnobar, idiota – Emily disse como se fosse óbvio.

Charlie sorriu de lado, era errado adorar que Emily o xingasse?

– Então vai, rebola pra mim – ele sussurrou quando ela ficou de costas para ele grudando suas costas no peito dele.

Em matéria de assanhado, Charlie estava muito fera depois da noite da chuva... hotel...

Três vezes em uma noite! Uau, ele quase ficou sem energia, mas o desejo de tê-la toda vez que acabavam era maior do que a falta de fôlego para aturar mais uma rodada.

A primeira na cama, segunda no chuveiro e terceira na sacada. Acabou que eles dormiram exaustos, com os corpos nus entrelaçados, a cabeça da loira estava no peito dele que a abraçava não querendo nunca sair dali, muito menos que ela saísse dali. E naquela manhã ouvir aquela vozinha rouca dizer "to com fome" logo depois dele falar a ela "bom dia" foi algo que o fez sorrir.

Emily virou de costas para Charlie que colou sua cintura na bunda dela enquanto ela dançava, vergonha ele não tinha então dane-se.

Emily sorriu sentindo a ereção do garoto em sua bunda, "menino insaciável" ela pensou revirando os olhos.

Emily pensou tanto que perdeu o foco da dança e errou o passo da coreografia.

– O que foi? – Charlie perguntou franzindo o cenho.

– Perdi o foco, desculpa – ela disse.

– Estava pensando em mim? – ele sorriu de lado.

– O que te faz pensar nisso? Nem tudo se resume a você, sabia?

O garoto sorriu metido.

– Tem certeza? É que você estava com um sorriso apaixonado nos lábios, então minha cara loira, eu não apenas suponho que estava pensando no meu lindo ser, como afirmo que estava pensando em nós na noite de ontem.

Emily ficou vermelha. "Sou tão óbvia assim?" ela pensou acabando fazendo uma careta sem querer.

– Não a culpo – ele disse quando ela girou em seus braços – você nua ao meu lado é meu único pensamentos há um mês, te entendo.

O estomago dela se contraiu e ela acabou sorrindo.

– Então tem pensamentos sórdidos comigo desde o primeiro dia?

Ele sorriu e seus olhos brilharam.

– Eu sou um garoto, com 19 anos, hormônios a flor da pele, e você é uma menina linda e gostosa. É mesmo necessário uma resposta?

A menina sorriu revirando os olhos.

– Pode apostar que terá uma quarta rodada.

– Mal posso esperar – ela sussurrou em seu ouvido quando teve a oportunidade.

. . .

Os dois estavam se atracando em um armário qualquer nos bastidores do teatro nas vésperas da apresentação.

Charlie estava uma perdição para falar pouco, calça jeans preta, camisa branca abotoada até em cima, suspensório preto com as pregas de ferro, uma gravata borboleta também preta e um sapatenis escuro, um perfeito galã antigo e sexy se me permitem. Emily estava de calça jeans preta, camisa branca manga curta (abotoada até antepenúltimo botão, deixando um decote comportado), e um colete preto fechado que marcava bem seus seios médios e a barriga lisa.

O cabelo do menino estava penteado para o lado parecendo um mauricinho deixando uma espécie de topete na franja, Emily achou adorável e viu que Charlie ficava lindo de qualquer forma, com qualquer roupa e com o cabelo de qualquer jeito.

Ela passou as mãos no cabelo dele o arrumando mais ainda, o que o fez sorrir, a textura do cabelo dele com gel era diferente, mas legal.

– Eu sei que está ridículo – Charlie passou a mão no próprio cabelo tentando deixar menos arrumadinho.

– Não, você está muito sexy – ela disse.

Ele a puxou pelas pernas se encaixando entre elas novamente lhe dando um selinho demorado.

– Eu sou sexy – ele disse com um sorriso de lado metido a beijando descentemente dessa vez.

– Muito – ela suspirou entre os lábios dele.

A luz se acendeu na cabeça de Charlie que parou o beijo.

– Ah, esqueci – ele disse.

– O quê? – a voz dela saiu baixa e meiga com os rostos bem próximos enquanto ela acariciava a nuca dele de leve com as unhas.

– Minha mãe vem assistir com as minhas irmãs.

Os olhos de loira se arregalaram.

– O quê?

– É, e sabe... — ele fez uma pausa acariciando o rosto dela – eu queria meio que te apresentar como minha namorada.

– Charlie, elas vão me ver... te seduzindo no palco! – Emily por um momento ficou desesperada o que nunca achou que aconteceria por aquele motivo em especial.

– É só uma coreografia, Emy – ele acariciou as bochechinhas vermelhas dela – e minha mãe é tranquila, e minhas irmãs nem sabem o que é seduzir ainda.

– Mas e a minha vergonha? Como fica?

Charlie sorriu.

– Faz assim, esquece que elas estão assistindo.

– Como se isso fosse possível.

– E é.

– E como pretende que eu faça isso?

– Foque em mim, olhe só pra mim e esqueça que estão te assistindo – ele disse bem baixinho com os lábios a poucos centímetros dos dela.

A respiração dela ficou meio falha e Charlie deu um leve selinho nos lábios dela.

– Ok – ela concordou e Charlie sorriu.

– Agora me dá mais um beijinho – ele segurou o rosto dela entre as mãos e Emily apenas o puxou pela cintura o beijando de novo. Ficaram naquele beijo lento e gostoso alguns minutos até Emily recuar e encerrar com um selinho.

– Ta na hora – ela disse descendo da mesa.

Charlie suspirou e sorriu.

– Vamos minha dama – ele passou o braço pelos ombros de Emily que beijou sua bochecha.

– Vamos cavalheiro.

Charlie riu baixinho e os dois saíram.

Obviamente seriam primeiro as apresentações da equipe 1 e depois da equipe 2 e os cantores eram os penúltimos, logo antes dos atores. Por isso eles ficaram esperando a vez deles. Emily fez um básico aquecimento vocal enquanto arrumava o chapéu de Charlie em sua cabeça... que garoto mais lindo, meu deus. Ela sorriu e o colocou meio de lado deixando ainda melhor.

– Ficou bom? – ele perguntou mexendo um pouquinho no chapéu.

– Ta gato – ela o puxou pelo suspensório o beijando rapidamente.

– Linda – ele sorriu.

Emily piscou para ele e bem na hora Nicole entrou.

– Todos prontos?

Todos assentiram. Emily se virou para poder olhar Nicole e Charlie imediatamente a abraçou por trás apoiando seu queixo no ombro dela que sorriu. Ele era tão carinhoso, pervertido, lindo, doce... Emily não poderia achar alguém melhor.

– Pronta para me seduzir? – ele perguntou baixinho.

– Claro – ela sorriu.

As cortinas foram fechadas. Logo depois todos se arrumaram no palco em suas posições iniciais, Nicole sorriu vendo tudo pronto de frente e sinalizou para apagarem as luzes saindo correndo logo depois para assistir o espetáculo na primeira fila.

As cortinhas abriram ainda com as luzes apagadas e o coração de Emily pulou por um segundo.

Três toques e logo depois todos começaram a fazer a primeira parte que era a capela, depois era instrumental.

Até ali tudo certo, Nicole estava quase saltando de felicidade, tudo feito com as luzes certas e o figurino ficava muito melhor do que ela havia presenciado nos ensaios.

A coreografia estava perfeitamente sincronizada e Rachel cantava perfeitamente. Um pequeno frio correu a barriga de Emily na sua deixa, mas ela entrou sem atrasos e no tom certo, Charlie sorriu, não devia, mas sorriu e esperou sua vez que era logo depois da loira.

"Olha pra ele, só pra ele" ela pensou, não estava nervosa com o público em geral, que por sinal era bem grande, só estava preocupada com a família de Charlie, sogrinha e cunhadas.

A música acabou rápido para Charlie já para Emily havia demorado mais do que deveria.

Todos ouviram os aplausos enquanto permaneciam estáticos e as cortinas se fechavam devagar. Após totalmente fechadas todos vibraram felizes com a performance. Emily mal conseguiu respirar pensando "acabou" quando Charlie a abraçou tirando seus pés do chão.

– Você foi ótima – ele disse ainda a sustentando no ar.

– Você também – a voz dela saiu meio cortada, Charlie estava a apertando demais – Charlie... eu estou sem ar.

– Ah, desculpa – ele a soltou e Emily riu lhe dando um selinho logo depois.

. . .

– Onde está Samantha Oconnel? – o professor quase berrou arrancando os cabelos.

Porém, ninguém se manifestou.

– Se ela não chegar em... – ele olhou o relógio no pulso – cinco minutos, você será nossa Eliza, Sarah – ele olhou para Sarah que com um sorriso assentiu.

Todos estavam correndo para todos os lados atrás de figurinos e tudo mais que precisava ser acertado, porque por mais que todos se preparassem, ainda assim teriam mil e um detalhes para acertar nos últimos minutos. Era uma peça de certo modo curta, trinta minutos, seis cenas de três minutos e duas de três.

Sarah havia ensaiando muito tanto o seu papel inicial como o papel da Eliza, apesar de tudo ainda restava uma esperança de algo acontecer e ela assumir seu devido lugar, como o centro das atenções. Porém, era algo distante para ela, mas agora parecia tão próximo...

– Agora chega! Mesmo que Samantha entre agora, você fará o papel – o professor disse para Sarah.

– Obrigada, muito obrigada – ela sorriu largamente.

– Pessoal! Mudança de elenco! Sarah será nossa Eliza e Nina assume o papel de Sarah! – ele gritou e todos concordaram, era bom ficar ciente dos fatos.

– Peyton, você vai beijar Sarah agora – ele disse para o galã que usava uma roupa comportada, mais adulta, afinal, eles tinham que ter 30 anos, né.

– Ah, isso é ótimo, você é mais bonita que a ruiva – ele sorriu galanteador.

– É, sabemos _ Sarah disse indiferente.

– Sabe todas as falas, querida?

Sarah franziu o cenho.

– Não, não faz isso não. Não me chama de querida – ela permaneceu com o cenho franzido – e sei as falas melhor do que qualquer um aqui.

Ele sorriu levantando as mãos rendido.

– Te chamo como quiser.

_ Que tal adotarmos o módulo antigo e me chamar pelo meu nome? Recebi ele por algum motivo, não é?

– Certo, Sarah Jones.

Ela revirou os olhos, Sarah Jones? Pra que falar o sobrenome poxa?

– Meu deus, você leva tudo ao pé da letra – ela revirou os olhos e saiu para se arrumar.

Peyton olhou para o professor que sorria, Sarah tinha a personalidade difícil, e ele sempre gostou de atrizes batalhadoras e totalmente independentes e duronas. Peyton deu de ombros com as sobrancelhas erguidas.

– Falei algo errado?

O professor apenas riu e virou as costas saindo, tinha muito a ser resolvido até a hora do show.

Por incrível que pareça, Samantha não apareceu mesmo e isso despertou a curiosidade em Sarah, mas ela decidiu não ligar e se focar em seu figurino que foi improvisado, os figurinos né, porque ela precisava de quatro figurinos adultos durante a peça, o primeiro era uma calça jeans, salto preto camisa branca e blazer preto, pegou um colar bem adulto e arrumou a maquiagem e o cabelo no espelho, é, estava até parecendo mais velha e responsável de certa forma.

Ouviu três batidas na porta.

– Pode entrar.

– Está na hora – o professor apareceu sorrindo – pronta?

– Eu nasci pronta – ela sorriu piscando e os dois saíram.

. . .

A equipe um toda recebia os parabéns de Carla enquanto a equipe dois se preparava naquele intervalo de quinze minutos para se apresentar. Nick estava contente com sua minipeça, havia sido muito bom para uma estreia e ele realmente estava curioso para ver a morena atuando.

Olhou para o lado vendo Charlie e Emily, todos estavam sentados nas cadeiras e no caso de Emily, ela estava sentada no colo de Charlie que abraçava a barriga dela, ambos olhavam atentamente para Carla.

Nick estava feliz pelos dois, Charlie andava muito mais alegre desde que os dois começaram a namorar, e eles formavam um casal lindo, não dava para negar.

Ele coçou o queixo suspirando e quando Carla acabou de falar o loiro se levantou e foi beber água.

– Filhote!

Nick fechou os olhos e sorriu se virando olhando para sua mãe que foi correndo com seu salto até Nick o abraçando com força. Mabel Hawks era uma mulher fina, 44 anos, mas linda. Os cabelos eram loiros como os do filho assim como os olhos, o garoto havia puxado muito mais a mãe do que o pai que era moreno de olhos castanhos.

– Mãe – o loiro sorriu apertando sua mãe um pouco.

– Ai meu lindão, você arrasou lá em cima! – ela beijou repetidas vezes as bochechas do filho o deixando meio vermelho.

– Obrigado – ele agradeceu – mas mãe... estamos no meio de todos, poderia deixar seu maravilhoso afeto por mim para um pouco mais tarde?

A mulher sorriu.

– É claro bebê – ela concordou – e como você está? Comendo direitinho? Usando agasalhos?

– Sim mãe – ele sorriu com saudades de ouvir aquele discurso todos os dias – e o pai?

– Ele tinha uma reunião e não pôde vir, pediu desculpas e também que eu gravasse tudo para ele.

Nick sorriu.

– Sinto falta do meu garotinho em casa – a mulher acariciou o cabelo do filho – de fazer suas panquecas com sorriso de bacon e olhos de ovos...

– Também sinto falta – ele beijou a testa da mãe.

– Agora eu tenho que ir, meu bem. Venho te visitar em breve e não faltarei uma apresentação, como na pré-escola.

– Tudo bem.

Eles trocaram um abraço tão forte que quase perderam um ar, ela depositou um beijo na bochecha do filho e sorriu dando um tchauzinho e saindo. Seus pais eram muitos ocupados, mas com o tempo ele se acostumou com isso e os pequenos momentos de afeto eram valorizados como se fossem horas.

Os quinze minutos de intervalo havia acabado, e ele queria assistir as apresentações da outra equipe então foi para o auditório novamente sentando em uma das cadeiras vagas nas primeiras filas da fila do canto, que eram reservadas para os alunos.

Todas as apresentações pareceram passar bem rápido, até que a peça finalmente chegou. O loiro sorriu quando Sarah entrou no palco com folhas em mão simulando lê-las enquanto ia para uma mesa de madeira no centro do palco.

Ela murmurava coisas como se realmente estivesse indignada com algo e Nick sorriu mais abertamente, além de linda, legal e engraçada era uma ótima atriz. A peça foi acontecendo e em várias horas a plateia ria, as expressões de Sarah deixavam a piada mais engraçada do que realmente era.

Mas, aquele sorriso branco saiu dos lábios do menino quando um menino a segurou pela nuca a beijando. Sim, não foi um beijo técnico e muito menos rápido, foi um belo beijo de língua bem demorado.

Nicholas engoliu seco suspirando e olhando para baixo. Porque ele sentia algo estranho ao ver aquilo? Ele não sabia responder, mas nunca quis tanto ter caído na mesma turma que ela para ser ele ali em cima com ela, não aquele gay.

Olhou novamente para cima e eles ainda se beijavam. Suspirou e se levantou saindo.

Notas finais
Comentem plisssss pq como eu já disse as maratonas vão começar a virar rotina se os comentários aumentarem, então eu ficaria extremamente grata se os senhores leitores que nunca se manifestam, é, você mesmo, começarem dar sinal de vida, nem que seja um "oi", eu vou adorar seu comentário do mesmo jeito e... ah, não respondi ainda os comentários do outro cap, mas vou responder, aguardem ai. É isso até sexta darllings!