ACBAH - Academia de Belas Artes Hudson 2
44 Quietinho.
Notas iniciais
– Isso só pode ser brincadeira – Kate olhou para a piscina.
– Assim como nos anos anteriores, as provas vão valer prêmios, e eu sei que vocês gostam dos prêmios – Edgar sorriu olhando todos.
– Ah não entro ai nem morta – Kate riu olhando a piscina novamente.
– Então senta ai e relaxa, Cupcake – Sarah deu de ombros.
Charlie olhou para Emily a analisando e voltou a olhar para frente, ele não era o único olhando a loira.
– Algum problema? – Emily percebeu o olhar colocou a mão no peito dele o fazendo olhá-la.
– Eles não param de te secar... e merda, você ta exposta – ele disse – não gosto que te olhem assim.
Emily sorriu e revirou os olhos.
– Por acaso já notou quantas meninas estão encarando isso aqui? – ela passou a mão no peito dele descendo até a barriga – estamos na mesma, amor.
– Mas você sabe que eu sou só seu – ele sorriu para ela.
– E você não sabe que eu sou só sua?
Ele ponderou com a cabeça e ela deu um tapa nele o fazendo rir e abraça-la.
– Então é só minha?
– Talvez.
Charlie sorriu de lado e beijou a testa dela.
Eles fizeram circuitos dentro e fora da água, e a desvantagem entre os sexos era mínima, quase pau a pau. Charlie tentou não babar quando Emily saiu da piscina arrumando a parte de cima do biquíni. Mordeu o lábio e sorriu olhando o corpo dela molhado, era linda, e só dele.
O cabelo claro e cheio de curvas, agora quase liso e mais escuro pingando enquanto ela pegava uma toalha para se secar.
– Se controla, lembra que ta de sunga – Nathan deu um toquinho em seu ombro e Charlie piscou.
Merda.
– Valeu por lembrar.
Nathan riu sentando ao lado dele esperando a vez dos meninos.
– Eu tenho que me dar esse toque o tempo todo – ele riu olhando para Kate que estava sentada com um biquíni roxo e óculos escuros rindo com Abby que estava toda molhada enrolada em uma toalha branca.
– Nick ta enfartando com a Sarah grávida, em compensação, ela ta bem dane-se – Nathan riu.
– Ela sabe o que pode fazer ou não, Nick como um digno homem está dando aquela surtada normal – Charlie deu de ombros rindo – Vamos ficar igual quando acontecer com a gente, então eu nem falo nada, porque se duvidar eu consigo ser pior.
– Kate é mais medrosa que eu, então creio que ela não vai me fazer enfartar tanto.
Charlie riu.
– Emily é maluca – os dois riram e Charlie a olhou agora também enrolada na toalha sentada ao lado de Kate – mas isso que torna emocionante.
* * *
– Nossa senhora – Emily arregalou os olhos quando Charlie sentou ao lado dela com sua comida.
– O quê? – ele franziu o cenho.
– Você come mais que a Sarah grávida – ela disse e Charlie riu mostrando a língua pra namorada que riu.
– Eu queimo muita energia durante o dia, então tenho que comer – ele piscou para ela que riu.
O resto das pessoas logo se sentaram junto com eles. Assim que Emily terminou, começou a acariciar o cabelo de Charlie que praticamente ronronou enquanto comia.
– Ta meio grande, hein? – ela observou e ele riu.
– Pois é, tenho que cortar.
– Não, ta sexy – ela disse e ele a olhou – fica bonito de qualquer jeito.
– Hummm ta fofinha hoje, hein? – ele semicerrou os olhos para ela que sorriu – o que você ta querendo, hein?
Aproximou seu rosto do dele e o segurou sussurrando em seu ouvido:
– Você e seu corpinho.
Ele riu e piscou pra ela. Havia achado alguém tão tarada quanto ele.
– Mas Sarah, fritura... – Nick a olhou.
– Nicholas Hawks, eu juro que se você continuar com essa paranoia eu te taco daquela janela – ela o olhou brava – que droga, sossega ai que ta tudo ok.
Ele abaixou a cabeça e Sarah revirou os olhos o abraçando sussurrando algo em seu ouvido.
– É um excesso de mel nessa mesa que meu deus – Abby disse sorrindo enquanto revirava os olhos.
– Olha a frustrada porque o namorado não ta aqui – Kate sorriu para Abby que ergueu o dedo do meio para ela.
– O amor é tanto que dói – Nick disse irônico.
– Vish, isso são anos de convivência – Emily fez um gesto de desdém com a mão – um dia vocês chegam lá.
– Acho que estamos perto, então – Nathan riu.
– O que vai fazer depois? – Emily olhou para Charlie que tomava sua coca.
– Eu ia dormir... – ele semicerrou os olhos – mas não vou mais.
Ela riu e beijou a bochecha dele.
– Quero cobrar a aposta – ela piscou pra ele que sorriu pra ela.
– Estou ansioso e nervoso com isso – semicerrou os olhos pra ela – isso é justificável?
– Bastante – ela riu.
– Ok – ele olhou para frente – agora realmente estou nervoso.
Ela riu ainda mais e mordeu o lábio, aquilo seria interessante.
* * *
– Que lugar é esse? – Charlie franziu o cenho se deixando ser guiado por ela.
– Shiu, quietinho – ela sorriu e segurou os ombros dele – não podemos fazer barulho.
– Emily...
– Calma, é só ficar quietinho – ele fez um bico e ela sorriu – tem uma cadeira atrás de você, pode sentar.
Charlie apalpou o lugar e ao sentir a cadeira se sentou. Ouviu o barulho do que parecia ser Emily trancando uma porta.
– Ergue os braços.
– O que...
– Só me obedeça, por favor, pode ser?
Charlie suspirou e ergueu os braços. Emily delicadamente segurou a barra da camiseta dele e a levantou tirando de seu corpo.
Ele mordeu o lábio até ela puxar suas mãos para trás da cadeira, ficou quieto entendendo tudo quando ela começou a amarrar as mãos dele com a própria camisa.
– Eu sei que você pode se soltar daí, mas não o faça, ok?
– Depende do que você for fazer – ele sorriu querendo tirar aquela venda para olhá-la.
– Nanão, você tem que fazer o que eu quiser, lembra?
– Eu to ferrado.
Ouviu a risada dela dando um sorrisinho, estava morto.
– Tenho que ficar com a venda?
– Tem.
– Ok – ele suspirou.
Emily mordeu o lábio e se ajoelhou de frente para ele abrindo sua bermuda e a descendo pelas pernas dele junto com a cueca.
– Estou me sentindo nada másculo nesse momento.
Ela segurou o membro dele que deu um pulinho.
– Posso afirmar que continua tão másculo como sempre esteve.
– Ok, menos mau.
Ela riu.
– Hummm, ta mal- humoradinho?
– Claro, eu to amarra... ah! – ele gemeu quando ela chupou a cabecinha de seu membro.
– Ainda se sente menos homem?
Ele nem respondeu, só mordeu o lábio sentindo a mão dela subir e descer por seu membro.
Charlie rosnou quando ela parou do nada, abriu os olhos, mas estava de venda, então não adiantou nada.
Estava duro, pulsando e ela fazia uma sacanagem dessas com ele. Charlie mordeu o lábio, estava doendo, mas ok, ele tinha que admitir, isso era excitante ao extremo. Levou um pequeno susto quando ela sentou em seu colo. Sorriu de lado ao sentir a pele dela.
Bom, pelo menos ela não iria só torturá-lo, menos pior.
Forçou as mãos na tentativa de tocá-la, até se lembrar que estava amarrado. E a safada só riu.
– Filha da...
– Olha – Emily deu um tapinha nele – quer uma mordaça também?
– Quero é te amarrar aqui e esfolar...
– Shiu – ela tampou a boca dele – caladinho.
Ele suspirou e ela riu envolvendo o pescoço dele com os braços, acariciou de leve o cabelo dele e começou a rebolar de leve no colo do homem que gemeu mordendo o lábio inferior.
– Emy.
– Hum? – ela gemeu.
– Tira a venda – ele sussurrou movimentando a cintura também – quero ver você.
– Não – ela sussurrou sorrindo sacana.
– Quando eu sair daqui, ta ferrada.
Ela riu e tocou seus lábios no dele. Charlie a beijou faminto, precisava tocar aquele corpo, ver as bochechinhas vermelhas pelo calor que estava proporcionando a ela.
– Hmmm ta pulsando – ela sussurrou mordendo o pescoço dele que jogou a cabeça pra trás.
– E vai explodir daqui a pouco.
Ela riu de volta e mordeu o lábio dele continuando a rebolar, agora um pouco mais forte e rápido. Ela passou a língua pelos lábios dele mordiscando. Viu que ele fazia força pra se soltar e sorriu sacana arranhando o peito dele mordendo seu pescoço.
– Emily, amor da minha vida.
– Diga – ela sorriu ainda o arranhando.
– Não to aguentando.
– Pede com jeitinho.
– Deixa eu te comer, minha gostosa.
Ela riu baixinho e puxou o membro dele o encaixando nela descendo com tudo.
Os dois gemeram e ela jogou seus lábios contra os dele o beijando enquanto ambos se movimentavam em sincronia. Ele puxava as mãos, queria apertar a bunda dela, os seios, segurar o cabelo, aquilo era tortura.
Gemiam baixinho se segurando ao máximo para não gritar absurdamente alto.
Os dois estavam fervendo, tanto por dentro quanto por fora. Charlie sentia sua pele queimar em todos os locais que encostava na de Emily.
– Gostoso – ela gemeu e ele suspirou alto tentando morder o pescoço dela – não não.
– Ah Emy!
Ela riu continuando a cavalgar no membro dele, ele estava tão duro...
– Eu vou gozar... – ele gemeu consideravelmente alto.
– Goza pra mim.
O homem começou a movimentar a cintura freneticamente sem apoio algum até se derramar inteiro dentro dela.
Emily o abraçou respirando ofegante. Charlie beijou o ombro dela e respirou fundo, meu deus.
Ela soltou os braços do pescoço dele e tirou a venda devagar. Charlie piscou se acostumando com a claridade e a olhou. Vermelhinha como ele imaginou e com aquele sorrisinho bonito de satisfação.
– Isso foi intenso, muito intenso – ele disse baixo.
– Uhum – ela sorriu e lhe deu um selinho – foi bom ficar amarrado?
– Uma tortura, mas muito gostoso – ele se rendeu sorrindo – pode me soltar agora?
Ela riu e rapidamente desfez o nó meio frouxo e jogou a camisa dele no chão. Charlie imediatamente colocou as mãos na bunda dela a apertando e depois dando um tapa.
– Nunca mais me prenda desse jeito – deu outro tapa a fazendo morder o lábio com um sorriso, aquilo era gostoso demais – eu não posso ficar sem te tocar – outro tapa – e se me recusar um beijo de volta, ah, você ta ferrada comigo.
Ela riu e ele segurou o rosto dela.
– Agora vou te esfolar todinha.
A pegou no colo se levantando, a virou de peito pra parede a colocando de pé e mordeu o lábio vendo a bundinha dela vermelhinha.
– Nunca mais me empeça de te tocar – mais um tapa na bunda dela – entendeu?
Ela assentiu e ele deu mais um tapa.
– Fala direitinho.
– Nunca mais faço isso.
– Boa menina – ele acariciou a pele avermelhada mordendo o lábio novamente vendo que já estava extremamente excitado de volta.
Se estimulou de leve e a penetrou com força. A mulher colocou a testa na parede e gemeu.
– Quando voltarmos eu que vou te amarrar.
Ela mordeu forte o lábio com um sorriso quando ele estocou forte seu membro nela parando logo depois acariciando a marquinha vermelha na bunda dela com calma, quando a menina começou a mexer impaciente ele riu tirando seu membro dela, a virou e a puxou no colo a penetrando de volta.
– Não é muito mais gostoso quando eu te aperto? – ele sussurrou apertando as coxas dela que sorriu assentindo.
– Mas também é ótimo te deixar louco.
Ele riu mordendo o lábio dela começando a se movimentar rápido dentro dela. Emily agarrou a nuca dele o arranhando enquanto gemia sorrindo. Transar com ele sempre foi mais do que apenas prazer.
Charlie se sentou com ela no colo por estar fraco após dois orgasmos seguidos. Emily ficou acariciando o rosto dele enquanto distribuía beijos pela região o fazendo sorrir.
– Eu não poderia imaginar namorada melhor – ele a olhou segurando a cintura dela – eu te amo muito, meu amor.
Emily sorriu e o beijou rapidamente.
– Também te amo muito, lindo – mais um selinho – e mulher é tecnicamente fácil achar, um homem como você que é difícil.
– Mas você é perfeita pra mim – ele piscou pra ela – e defina "homem como você".
Ela riu e deu de ombros.
– Bonito, gostoso pra caramba – ele riu – gentil, realmente muito bom de cama – sorriu metido e ela revirou os olhos também sorrindo – engraçado, carinhoso, atencioso... – ela sorriu mais abertamente acariciando o cabelo dele – e esse jeitinho que você me olha me faz sentir tão bem.
Ele piscou e sorriu a beijando rapidinho.
– Há algum tempo você diria "nossa, que coisa mais gay que eu estou falando".
Emily gargalhou e assentiu.
– Provavelmente – se levantou – agora se troca rápido e vamos sair daqui.
Ele riu e se levantou pegando suas roupas.
– Estou pensando seriamente em apostar mais vezes com você e perder.
– Não vai precisar se esforçar pra perder.
Ele semicerrou os olhos para ela que fechava o zíper do vestido.
– Não brinca com fogo, Emily, não brinca.
Ela sorriu piscando para ele que terminou de colocar a camiseta e apontou para a porta, a menina assentiu e a abriu saindo junto com ele.
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