Notas iniciais
Oi oi gente! AHHHHHHH ÚLTIMO CAPÍTULO! MDS ACBAH ACABOU GENTE. Ok, estou bem. LEIAM AS NOTAS FINAIS e boa leitura!

O homem mexeu a cabeça de leve pro lado com algo que tocou em seu pescoço. Abriu os olhos vendo-a sorrir pra ele.

– Bom dia, velhinho.

– Ahhh, não me lembre – Charlie esfregou os olhos e ela sorriu.

Emily começou a beijar o peito descoberto do homem seguindo pelo pescoço arrancando um sorriso do mesmo.

– Feliz aniversário, meu amor.

Ele fez um bico e ela sorriu lhe dando um selinho.

– Por que está tão bravinho desse jeito?

– Porque eu cheguei nos "inta" – Emily franziu o cenho – trinta, depois vem "enta" e de lá eu não saio mais.

– Como não? – ela sorriu – tem os cem ainda, esqueceu?

– Não vou chegar nos cem.

– Calado – ela o calou com outro selinho – agora levanta que seus filhos querem dar parabéns para o pai.

Charlie olhou brevemente para o relógio ao seu lado, ainda era cedo.

– Meus filhos acordados às nove da manhã de um Sábado? Impossível.

Emily riu também e Charlie a olhou por inteiro vendo a calça jeans preta e a camiseta branca de renda. Bons tempos que ela andava só com a camiseta dele pela casa.

– Acordaram cedo para preparar uma surpresa pra você – ela disse – então tente tirar esse mau humor do rosto hein?

Charlie sorriu abertamente.

– É claro, meu amor – ele piscou pra ela e se levantou da cama indo colocar uma roupa.

– Finja surpresa, e se te consola, você continua tão gostoso quanto com vinte.

Ele sorriu de lado colocando uma cueca.

– Você também, mamãe gostosa.

Ela riu e saiu do quarto descendo as escadas e depois de alguns minutos, Charlie desceu também ainda esfregando os olhos de sono.

– SURPRESA! – Charlie segurou o corrimão da escada levando um susto, mas sorriu abertamente segundos depois.

Nem Olívia, nem Henri eram a cara dos pais. Os dois eram belas misturas dos dois. Olívia, a mais velha, 6 anos, tinha os cabelos castanhos tão claros que algumas horas parecia loiro bem escuro, os olhos esverdeados, mas não tão escuros e nítidos como os do pai, eram mais claros, quase puxado para o azul. Henri, 5 anos, tinha os cabelos mais escuros que os da irmã, mas não tanto como os do pai, os olhos inteiramente azuis, mas o sorriso idêntico ao do pai, com certeza a semelhança física mais marcante dos dois.

Porém em questão de personalidade, os dois pareciam muito com Emily no geral, porém na questão zona, eram o próprio Charlie.

Os dois pularam no colo de Charlie que abraçou cada um com uma mão lutando contra a falta de força da manhã para não derrubar seus filhos no chão.

– Fizemos café da manhã pra você – Henri disse segurando a mão direita o pai.

– A mamãe fez, mas a gente ajudou – Liv especificou segurando a outra mão do pai.

– Hummm que maravilha – ele sorriu sendo guiado por eles até a cozinha.

Eles acertaram em cheio no presente.

Comida.

Na mesa havia tudo que Charlie gostava no café da manhã, desde salgados à doces. Sorriu o ver tudo aquilo implorando para ser devorado.

– Muito obrigado, vocês são uns amores – ele se ajoelhou e beijou a testa dos filhos que sorriam contentes.

Olhou para Emily que sorria e foi até ela a segurando forte pela cintura.

– Obrigado – ele sussurrou.

Emily sorriu e piscou com os dois olhos para ele que voltou a sorrir a beijando.

– Ahhhh que nojo! – as duas crianças disseram em uníssono e os dois sorriram entre o beijo.

As crianças comeram estupidamente rápido para poderem ir assistir desenho na sala. Emily segurou a mão de Charlie por cima da mesa ainda comendo tranquilamente suas panquecas.

Charlie a olhou depois olhando para o Milk Shake dela, sorriu de lado e pegou o copo tomando um grande gole de canudinho atraindo o olhar confuso da mulher.

– Algumas coisas nunca mudam – ela sorriu de lado.

– Sua comida sempre pareceu melhor que a minha – ele deu de ombros – é o seu gosto que deixa as coisas melhores.

Ela riu imediatamente olhando pra porta e ao ver que as crianças não estavam por perto, deu um tapa no peito do homem que riu.

– Quando eles começarem a entender...

– Quando começarem, não é o caso, por enquanto – ele piscou para ela que revirou os olhos sorrindo pegando seu Milk Shake de volta – estava tudo delicioso, Emy, obrigado por fazer isso pra mim.

– As crianças ajudaram bastante – ela deu de ombros com um sorriso – e por sinal, não se esqueça da sua festa.

Charlie bufou.

– A festa, claro.

– Se anime um pouco – ela o influenciou acariciando a mão do homem – serão só seus amigos e... bem, eu – ela deu de ombros e ele sorriu.

– E as crianças.

– Na verdade, não – ela deu de ombros novamente – todos vão deixar as crianças com os avós. Meu pai vai levar os nossos para aquele lugar cheio de brinquedos e com comida que eles tanto gostam.

– Ok... mas por que as crianças não vão?

– Meu amor, ainda não é permitido crianças em bares.

Charlie suspirou se chamando de idiota e Emily sorriu com aquela cara.

– Acabei de acordar, desculpa.

– Tudo bem, meu lerdinho – ela subiu no colo dele o abraçando pelo pescoço juntando seus lábios nos dele – e só vai ganhar seu presente a noite.

Ele ergueu as sobrancelhas com um sorriso safado e Emily revirou os olhos.

– Não é isso! – eles riram – na verdade, também. Mas o seu presente não é esse.

– É algo físico? Tipo objeto?

Ela riu depositando um selinho nos lábios dele.

– Não vou falar.

– Ahhhhhhhhh ok, eu aceito – ela riu o beijando de volta.

* * *

– Estou... bem?

Emily se virou para olhá-lo, e seu TOC logo apitou a fazendo ir até o homem.

– Está lindo, como sempre esteve – ela beijou o maxilar dele após arrumar o colarinho da camisa por baixo do blazer cinza.

– Você está mais – ele piscou pra ela arregaçando as mangas até os cotovelos.

– Tenho que concordar que estou ótima também – ele riu – e preste atenção, senhor Martin. Você pode beber porque na volta eu dirijo, porém se você passar dos limites...

– Eu sei – ele sorriu – foi só uma vez, nunca vai esquecer disso?

– Você quase derrubou nossa filha recém nascida da escada, então não, nunca vou esquecer.

– Culpe o idiota do Nicholas.

Ela revirou os olhos terminando de colocar os brincos.

– E não prefere ir de taxi? Assim pode beber também.

– Hã... não pretendo beber hoje.

– Por quê?

– Ah, só não estou a fim.

Ele ergueu as sobrancelhas pra ela que sorriu.

– Tenho show beneficente amanhã na hora do almoço, não quero estar mal.

– Certo, faz sentido e agradeço por me lembrar – ela sorriu revirando os olhos novamente.

– Que vergonha, não sabe a agenda de Shows da própria mulher.

Semicerrou os olhos pra ela que riu.

– Você sabe que com memória...

– Você é um desastre, é, descobri depois que esqueceu meu aniversário.

– Em minha defesa, ninguém comentou perto da data e o face não me avisou.

Ela riu de volta.

– Te amo mesmo assim – o puxou pelo blazer e o beijou rapidinho – vamos logo que eu to com fome.

– Sim senhora.

Assim que entraram no bar os seis amigos gritam fazendo Charlie avermelhar um pouco e sorrir.

– OLHA O IDOSO! – Nick gritou.

– Hahaha – ele riu forçado, por questão de meses Charlie só era mais novo que Jackson, ou seja, o primeiro da turma inicial a completar os trinta anos.

– Manera no álcool hein, ta no fim da vida, pensa na família – Nathan disse.

– Nossa, vocês são tão engraçados.

– Mas então, alguma dor nova? – Abby perguntou.

– Interessante você falar isso Zelley, sou eu que vou ao fisioterapeuta.

Todos na mesa soltaram um sonoro "WOWWWW" e Abby sorriu.

– Acidente de trabalho não conta, meu bem.

– Quem se machuca dançando? – Sarah ergueu as sobrancelhas.

– Não sei, o mesmo tipo de pessoa que se machuca tomando água numa gravação – ela ergueu as sobrancelhas para Sarah.

– É tão lindo quando todos estão juntos – Kate disse irônica – já começam a noite se alfinetando.

Não demorou muito para as pessoas começarem a reconhecê-los, sorte deles é que todas foram gentis, da última vez voarem em Nick com tanta força que ele machucou o pescoço.

Um pouquinho de delicadeza não mata ninguém.

Afinal, ali tinham dois atores, uma cantora, dois músicos da orquestra sinfônica, uma dançarina e dois grandes produtores musicais que qualquer jovem de Los Angeles daria um rim para tocar ou cantar pra eles.

Alguém sempre reconhecia um deles, geralmente Sarah, Nick ou Emily. Era meio impossível não acontecer.

– Pera – Kate pediu quando seu celular tocou e todos se calaram – oi meu amor... a gente volta daqui a pouco, cadê seu vô?... ok filha, durmam cedo.

– Sempre alguém liga – Nathan sorriu enquanto Kate desligava – isso que dá fazer os filhos serem grudados em você.

– Antony da graças a deus quando saímos – Jackson riu – nunca vi uma criança que gosta tanto de ficar com os avós.

– Também, fica obrigando o menino a aprender piano, claro que gosta quando saímos – Abby bebeu do copo do marido.

– Ele vai me agradecer um dia.

– Vai mesmo – Nick e Kate disseram em uníssono.

– Certo aniversariante – Nick colocou o braço em volta dos ombros de Sarah e olhou para Charlie – como está sendo o dia até agora?

– Engordei alguns quilos com meu café da manhã, assisti desenho, dormi e vi o resultado do jogo de basquete – ele deu de ombros – igual a qualquer dia, tirando o café da manhã.

– Que deprimente – Kate disse.

Ele riu e tomou mais um pouco de seu Whisky.

– Seria deprimente se isso fosse um dia "normal" ruim – Charlie deu de ombros – mas eu gosto desse normal.

Emily sorriu e mordeu o lábio entrelaçando seus dedos nos dele, logo depois apoiando sua cabeça no ombro do marido.

– Vocês acreditam que o Mark bateu nem coleguinha? – Sarah disse.

– Ué, do nada? – Kate perguntou.

– Aparentemente tiraram o lanche das mãos dele – ela deu de ombros – eu dei uma bronca me segurando muito para não rir.

– Brigando por comida... – Nick fez careta – infelizmente ele é mais parecido comigo do que eu gostaria.

– Em compensação, Simon é tão comportado – Sarah disse – não parece nada com a gente – ela olhou para Nick que deu de ombros.

– Os meus são uns amores, desculpa ai – Charlie sorriu metido.

– Os meus também! – Kate disse e Charlie riu.

* * *

Não era muito tarde quando eles foram embora, afinal todos ali tinha. filhos ainda pequenos na teoria.

Se despediram sem muita cerimônia, se viam sempre mesmo.

Tanto Emily quanto Charlie se assustaram ao entrar na casa de Edwin e ver as duas crianças bagunçando com Edwin e Martha. Havia passado muito do horário de dormirem, muito mesmo.

Os dois pequenos gritaram e foram correndo na direção dos pais, Olívia pulou no colo da mãe e Henri foi apressado até o pai.

– O que fazem acordados? – Charlie deu um sorrisinho pegando o mais novo no colo que imediatamente o abraçou como um macaquinho.

– Tentamos fazê-los dormir – Martha sorriu – mas eles estão muito elétricos.

– Talvez tenha sido o bolo de chocolate... – Edwin fez uma careta – boa sorte – Edwin piscou para Emily.

– Ok... – Emily acabou sorrindo – certo crianças, desçam e se despeçam de seus avós e vamos pra casa.

As crianças foram apressadas se despedir dos avós e Charlie soltou uma risadinha mordendo o lábio.

– Se não dormirem no carro, estamos ferrados – ele sussurrou para Emily.

– Dormem no carro, já está tarde – Emily sorriu – até por que se não dormirem...

– Será um terceiro parto para dormirem.

Emily sorriu e olhou para os filhos que já voltaram para o colo dos dois, agora trocando, Henri agarrado em Emily e Olívia em Charlie.

– Obrigada por cuidarem deles – Emily disse enquanto Charlie dava um aceno rápido indo para o carro.

– Sempre um prazer, querida – Edwin beijou a testa da filha – bate aqui Liv dragão – ele ergueu a mão e Olívia o cumprimentou fazendo Emily rir e ir com ela até o carro.

Charlie terminava de colocar Henri no assento que já parecia meio sonolento, Emily colocou Olívia com cuidado em seu assento e puxou o cinto o encaixando como um colete na menina.

Como esperado, os dois desmaiaram no caminho o que fez Charlie e Emily agradecerem silenciosamente. Colocaram os dois na cama e saíram fechando a porta logo depois de Emily ligar a luzinha em formato de lua que ficava ligada na tomada.

Tomaram banho juntos como já era costume, e toda vez que Emily ficava de costas para Charlie, mesmo estalava um selinho em suas costas a fazendo sorrir.

– Mas então, qual é meu presente? – Charlie perguntou sentado na cama enquanto Emily terminava de colocar a fina camisola.

Ficou bem curioso com o jeito que ela havia falado do presente.

Emily sorriu e abriu a gaveta de seu lado do armário tirando uma caixinha de lá. Foi até ele na cama se sentando ao seu lado e sorriu acariciando o ombro nu do marido.

– Eu amo você – ela sussurrou dando um selinho no homem.

– Eu também amo você, linda – ele sorriu e ela colocou a caixinha no colo dele.

Charlie abriu com cuidado e Emily mordeu o lábio inferior em expectativa. Sorriu abertamente quando Charlie franziu o cenho a olhando depois voltando a olhar para a caixinha aberta.

– Mas... – ele tirou os dois sapatinhos de lã de dentro da caixinha.

Emily segurou delicadamente a outra mão dele e a pousou sobre sua barriga.

– Ah meu deus – a ficha dele finalmente caiu e ele sorriu abertamente deixando uma lágrima cair por sua bochecha – você ta grávida?

Ela assentiu e ele soltou os sapatinhos para abraça-la com força.

– M-mas quanto tempo?

– 4 meses – ela limpou as lágrimas dele ainda sorrindo – sei que não parece, mas ele é pequenininho – ela riu – daqui a pouco estou enorme de volta.

– Meu deus – ele acariciou a barriga dela – há quanto tempo sabe?

– Duas semanas – ela disse – na verdade certeza mesmo eu só tive quando chegou o exame, então, uma semana.

– E-eu sempre quis três – ele gaguejou se segurando pra não chorar mais – meu deus, Emily, mais um bebê.

Ela assentiu e ele a abraçou novamente enchendo a bochecha da mulher de beijos.

– Será que agora vem um loirinho? – ele sussurrou e ela deu de ombros.

Segurou o rosto dele entre as mãos.

– As crianças vão amar.

– Com certeza – deu mais um selinho nela até Emily o puxar pela nuca exigindo um beijo descente o qual eles nunca executavam na frente das crianças, os selinhos sempre foram o suficiente para demonstrar carinho.

Charlie a deitou na cama e desceu o rosto até a barriga dela, ergueu a camisola e começou a beijar várias vezes.

– Cuidado com a cabeça ai – ele disse e Emily gargalhou enquanto ele subia voltando a beijá-la.

– Tenho Show amanhã – ela sussurrou enquanto ele beijava o pescoço dela – volto de noite.

– Uhum – ele murmurou ainda beijando o pescoço dela – e cuidado com nosso baixinho.

Ela riu e passou a mão no cabelo dele.

– Ihhhhh vai começar.

Notas finais
TEM FIC NOVA NA ÁREA MEU POVO. Então deem uma conferida lá pq eu postei dois caps de uma vez: https://fanfiction.com.br/historia/724034/Os_degraus_da_piramide/ E nossa, ACBAH acabou... a segunda fic que eu postei aq acabou. Espero de coração que vocês tenham gostado das temporadas e não deixem de deixar seu lindo comentário apenas com um "li sua fic" já seria o suficiente pra me deixar feliz. Até a próxima meu povo!
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!