ACBAH - Academia de Belas Artes Hudson 2
2 Famosa?
Notas iniciais
Elas haviam, depois de mais de duas horas parado para comer no McDonald's. Finalmente.
– E o tio Eddie? – Kate perguntou e Emily sorriu.
– Bem melhor – ela sorriu aliviada – na verdade, ele só vai terminar da fazer os exames lá em Nova York e vai vir pra cá também – ela sorriu.
– Mesmo? – Sarah se sentiu mais feliz.
– Sim, me sinto mais tranquila com ele por perto.
– Mas mudando de assunto – Abby entrelaçou as mãos em cima da mesa – pode ir contando tudo, tipo, como você de repente está "famosa" e tudo mais.
Emily tomou seu suco.
– Então, foi algo bem aleatório e... muito repentino – ela disse e as meninas assentiram a olhando atentas esperando ela continuar – bem, como já contei pra vocês eu fui convidada para cantar em uma peça – elas assentiram novamente – e bem, o pai do Jay, Jimmy Lockwood estava lá e.... quando percebi já estava assinando um contrato, abrindo shows e sendo parada na porta da Academia por fotógrafos – ela riu de si própria lembrando de sua reação.
As três se olharam sorrindo.
– E onde o Jay entra nisso tudo? – Sarah sorriu de lado.
– Bom, gravando com o pai dele obviamente eu tive que conhecer o filho...
– E ai vocês transaram – Sarah disse.
– Não! Deixa eu contar a história – ela disse e Sarah levantou as mãos rendida – então, de primeira eu achei ele um babaca porque ele veio todo "eu sou o filho do chefe" pra cima de mim – as meninas riram da voz masculina que ela tentou fazer – e é claro que eu dei um chega pra lá nele, o que o fez ficar meio nervosinho já que ele é bem mimado... agora menos que antes, mas enfim. O Jimmy começou a falar que formávamos um belo casal e... sei lá o que deu, mas é isso – ela sorriu dando de ombros.
– Então ele é tipo filhinho de papai? – Abby zoou com a loira que revirou os olhos sorrindo.
– Não, quer dizer, não mais – ela riu – fiz um bom trabalho com ele, eu acho.
– E então, está pronta para voltar para a Academia amanhã?
– Creio que sim – ela disse dando de ombros, não parecia nenhum pouco preocupada com o que estaria por vir – e como vão as coisas por aqui?
– Na mesma – Sarah deu de ombros.
– Os meninos estão jogando basquete agora... – Kate parou ao ver o olhar de Sarah de reprovação, Emily claro que notou e suspirou entendendo tudo.
– Podem falar do Charlie, não tem problema – ela sorriu minimamente – eu já o esqueci, e creio que ele também tenha me esquecido – ela deu de ombros.
– Então... não se importa, mesmo? – Abby perguntou impressionada e até meio desconfiada.
– Não – ela negou com a cabeça – pelo contrário, quero saber como eles estão, se ainda não botaram fogo na Academia.
Elas riram. É, a época de amadurecer chegou e agora com quase 21 anos, ela se sentia bem... adulta, finalmente.
– Ah, estão bem – Kate deu de ombros – na verdade não mudou muita coisa aqui, ao contrário de você.
. . .
– Não, ninguém me fotografou por enquanto – Emily andava de um lado a outro falando com o diretor de sua gravadora, Jimmy Lockwood.
– Ótimo, muito bom mesmo – ela não estava o vendo, mas sabia que ele coçava o queixo – e só repassando, o que você tem que fazer se alguém te reconhecer?
– Se for alguém comum, dar autografo, tirar foto e coisas assim, e se for a imprensa sorrir como se não estivesse incomodada, acenar e responder as perguntas de forma vaga e precisa sem demorar muito – ela repetiu exatamente o discurso dele.
– Isso, maravilhoso – estava feliz por ela ter decorado – qualquer coisa Jay te ajudará – ela assentiu mesmo sabendo que ele não estava vendo – e em breve estou ai, então até lá sem escândalos, quero que sua reputação continue sendo de "menina jovem, talentosa, simpática com o gênio forte e ousada".
– Ok, farei o possível.
– Fará o possível?
Emily suspirou.
– Farei tudo, prometo – ela disse.
– Ótimo, seu pai chega quando?
– Em alguns dias.
– Perfeito, tenho que conversar com ele sobre seu primeiro CD.
Ela sorriu... CD, que lindas duas letras.
– Tudo bem.
– Tchau querida, se cuide.
Ela desligou o celular e o jogou na cama sorrindo feito idiota, tudo parecia enfim estar dando certo.
Se sentou em sua cama pensando o quanto estava aliviada por tudo estar entrando nos eixos e sua carreira estar progredindo cada dia mais, era a realização de um sonho para ela.
E não podia negar que por mais que a fama fosse legal e tudo mais, ficar aquele dia inteiro com as meninas, sem fotógrafos ou algo do tipo havia sido ótimo, em Nova York ela não conseguia sair de casa para ir ao mercado sem ser reconhecida, por isso ela adotou as tocas, óculos e casacos grandes para disfarce, o que ajudou bastante, mas não eliminou tudo.
Ela não podia negar que estava gostando de tudo aquilo, era bem divertido pra ser bem sincera.
Deitou na cama suspirando meio cansada da viagem e tudo mais. Seu celular tocou novamente e ela suspirou o atendendo.
– Alô?
– Oi – era Jay – e como estão as coisas por ai?
– Bem – ela sorriu – seu pai acabou de me ligar.
– Para variar um pouco, não é – ele riu – e o que ele disse?
– Ah, coisas da imprensa e tals.
– Hum – ele suspirou – eu mudei de ideia sobre o almoço de amanhã, o adiantei para o jantar de hoje.
– Algum motivo especial?
– Não, é só que não fazem nem seis horas que estamos separados e eu já estou com saudade.
– Owwww que meigo – eles riram – mas por mim tudo bem, aonde vamos?
– Estou procurando algum lugar bacana aqui. Ah, de qualquer modo eu passo pra te pegar, aluguei um carro enquanto os nossos não chegam.
– Tudo bem – ela disse – horas?
– As sete, fique linda.
– Certo, vou tentar.
Ele riu.
– Tão modesta.
– Sempre – ela riu também – e como foi com o menino lá?
– Ah, ele é bom – Jay disse – mas meu pai que toma as decisões então já mandei para ele e veremos no que dá – ele suspirou – estou me sentindo tão importante sozinho aqui.
Emily sorriu.
– Não pensei que meu pai confiava em mim á esse ponto.
– Não diga isso – ela disse – talvez ele não achasse que você desse conta... não que é que ele não confia em você.
– É, talvez – ele suspirou novamente – mas ainda acho que ele só deixou porque você veio junto, na verdade eu vim junto com você, mas enfim.
Ela riu.
– Porque Jimmy é inteligente o suficiente para saber que eu tenho a cabeça no lugar pra cuidar de você.
– Acho que quem está cuidando de alguém aqui sou eu.
– Eu discordo – ela rebateu.
– Quem é o homem da relação mesmo?
– Teoricamente você.
– Teoricamente? Há Davis me aguarde sua sabichona.
Ela riu.
– Vai dormir comigo hoje, não vai?
– Não, seu viciado em sexo.
– Eu sou mesmo – ele disse como se fosse algo bom... e era... ou não – faz ideia como é difícil namorar você e ficar na seca por semanas?
– Não, porque nunca transei comigo.
– É, isso seria estranho, bem estranho, mas enfim.
Naqueles quatro meses juntos eles não haviam transado muito, umas vinte vezes no máximo. Por algum motivo Emily não se sentia... a vontade, ela não sabia porque já que Jay não era nada ruim de cama, mas ela não conseguia ficar feliz muito menos satisfeita... ela não fazia ideia porque isso acontecia, mas acontecia.
– Então que tal só dormir comigo? Só dormir nada mais – ele disse e Emily suspirou cedendo para deixá-lo feliz.
– Ok, mas só hoje, isso é uma exceção, ainda mais porque se formos flagrados entrando no mesmo prédio e tal pode dar merda.
– Eu sei, eu sei. Você é maravilhosa Emily.
– Sabemos, agora vou descansar um pouco, ok?
– Ok.
. . .
– Não acredito que vai dormir com ele, e a festa do pijama? – Kate perguntou.
– Podemos fazer amanhã? – ela olhou para as meninas.
– Mas...
– É só hoje, eu prometo. Ele está se sentindo sozinho aqui, nunca veio pra Los Angeles, ele só tem a mim – ela olhou suplicante para as meninas – vejo vocês amanhã na Academia.
– Ok, já acertou tudo por lá? – Sarah disse e ela assentiu.
– Sim, já sim – ela foi até as meninas as abraçando todas juntas – amo vocês e amanhã fazemos a festa do pijama.
– Então vê se não se atrasa amanhã – Kate sorriu.
– Prometo que estarei na hora.
O celular de Emily começou a tocar e ela não atendeu sabendo que era Jay, se despediu das meninas e saiu da casa vendo Jay bem vestido como sempre apoiado no carro com o telefone no ouvido, mas o desligou quando viu Emily.
– Hey – ele a pegou pela cintura capturando seus lábios rapidamente.
– Vamos? Estou MORRENDO de fome – ela disse.
– Vamos – ele riu abrindo a porta do carro para ela.
Eles comiam calmamente em um restaurante realmente muito bom.
– Eu tenho que estar as seis e meia na Academia, tem problema? – ela perguntou e Jay ainda mastigando seu filé Mignon negou com a cabeça.
– Sem problema algum – ele respondeu limpando a boca com o guardanapo branco – eu te levo, tenho uma reunião as oito mesmo – ele deu de ombros.
– Não quero te atrasar...
– Não vai atrasar, não se preocupe – ele segurou a mão dela por cima da mesa que assentiu a recolhendo para comer.
Emily levantou os olhos vendo um pequeno fleche, engoliu seco fingindo que não viu tomou seu suco.
– Fotógrafo atrás de você – ela disse sem mexer os lábios e Jay levantou a cabeça.
– Atrás de mim? – ele perguntou e ela confirmou – quer ir embora, ou tudo bem?
– Tudo bem, só... vamos rápido aqui, antes que eu pague algum mico.
Jay sorriu comendo um pouco mais rápido.
– Como me acharam aqui? – ela disse meio indignada e surpresa.
– São Paparazzi, ainda duvida de algo?
Ela sorriu.
Não demoraram muito para terminar de comer, mas cinco ou sete minutos, Jay pediu a conta e Emily foi se arrumando para levantar.
– Quer que eu peça para levarem o carro para trás? – Jay sussurrou no ouvido dela que negou com a cabeça.
– Vai parecer que estou fugindo, e são só alguns fotógrafos, nada que eu não possa enfrentar.
– Então vamos – ele deu o braço para ela segurar e ela assim fez enquanto caminhavam para a saída.
– Estou bonita?
Jay riu.
– Você sempre está bonita, meu amor – ele sorriu para ela enquanto eles saiam e os repórteres voavam na menina, ela contou, eram cinco.
– Emily, o que está fazendo em Los Angeles? – um deles perguntou apontando o microfone para a garota logo depois.
– Concluindo meu curso na ACBAH.
Respostas precisas e rápidas.
– Veio acompanhar a namorada Jay? – outro perguntou.
– Na verdade vim resolver alguns negócios para meu pai, ficar com ela é apenas um bônus.
Foram apressados em direção ao homem que já os esperava com o carro, entraram e saíram rapidamente.
– Será que estão nos seguindo?
Emily olhou para trás, a rua estava vazia por já serem 10h00min.
– Não.
– Ótimo – ele suspirou sorrindo – minha namorada é uma estrela.
Ela riu.
– Não exagere – ela sorriu.
– Pode não ser A Estrela por enquanto, mas em breve será.
– Deus te ouça.
Ele olhou rapidamente para ela e sorriu.
– Você está com sono, não é?
– Um pouco... muito.
Ele riu.
– Você começa a ficar meio lenta com sono, é engraçado.
– Obrigada por me chamar de lerda.
– Por nada.
Eles entraram na garagem e ele estacionou o carro. Eles saíram e Emily se encolheu de frio, estava de vestido e sua roupa para amanhã estava na mala a qual ela estava morrendo de preguiça de abrir.
Jay a olhou e tirou seu blazer colocando sob os ombros dela que sorriu agradecida, ele podia ser meio filhinho de papai, mas era um menino extremamente fofo e gentil, ás vezes tão fofo e gentil que irritava.
– Obrigada – ela agradeceu e ele a abraçou de lado andando até o elevador.
Entraram no apartamento extremamente chique do Jay que deixou todas as coisas em cima da mesinha.
– Vou me trocar pra dormir – ela disse e Jay sorriu.
– Não precisa se trocar – ele disse – é só tirar o vestido que está pronta.
Ela sorriu de lado.
– Não, seria muita tentação para você e não quero ser atacada durante a noite.
– Não ataco não – ele a abraçou – por favor, fica de lingerie pra mim, vai.
– Só se você prometer se comportar.
Ele sorriu.
– Prometo.
– Ok – ela foi andando até o quarto dele que a seguiu feliz.
Ela foi para o banheiro com sua mala e Jay se jogou sentado na cama abrindo a camisa, a jogou em cima do criado tirando a calça, os sapatos e as meias jogando tudo de lado. Se deitou na cama apenas de cueca esperando a loira vir fazer companhia a ele.
A porta do banheiro foi aberta e ele olhou para lá vendo Emily sair apenas com uma lingerie branca simples e a bolsa nas mãos, a deixou no criado e foi até a cama se deitando cuidadosamente ao lado de Jay que sorriu orgulhoso, o corpo dela era muito bonito para ficar escondido atrás de um pijama.
– Vem cá – ele a puxou para mais perto sentindo sua pele contra dela.
Ela o abraçou pelo pescoço se aconchegando no corpo dele e Jay esticou o braço para puxar o cobertor sob os dois.
E antes que ele pudesse se arrumar totalmente sentiu a respiração pesada da menina, ela já estava dormindo, ele sorriu a apertando um pouco e logo dormiu também apreciando o raro toque tão gostoso do corpo dela descoberto quase por inteiro.
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