Notas iniciais
OI oi gente! Estou postando tecnicamente cedo hj porque não vou ter tempo pra postar depois. Boa leitura!

Não era de hoje que Abby percebia que Adam andava estranho, bem estranho. Não lançava aqueles olhares maliciosos para ela, nem disfarçadamente apertava sua bunda nem nada do gênero.

E isso não era mesmo o normal de Adam O'pry.

A aula havia acabado e todos se retiravam para o almoço, ela chegou perto de Adam arrumando suas coisas.

– Aconteceu alguma coisa?

Adam a olhou rapidamente e engoliu seco.

– Minha sala – ele disse apenas colocando a mochila no ombro e saindo.

Abby terminou de arrumar suas coisas, colocou a bolsa transversal e saiu apressada soltando o cabelo antes preso em um rabo de cavalo alto e meio desarrumado.

Entrou na diretoria sorrindo ao ver que nem Alexander nem Carla estavam ali e foi direto para a sala de Adam. Entrou fechando a porta atrás de si. O homem estava sentado na mesa, literalmente em cima da mesa olhando fixamente para a tela do celular.

– Vai me falar oque está acontecendo com você? – ela perguntou indo até ele.

Ele levantou os olhos para ela e estendeu seu celular a ela que o pegou.

– Antes era só uma suposição... agora me chamaram de verdade.

Abby olhou a tela.

"Caro Senhor O'pry, a Academia de dança de Miami analisou seu currículo várias vezes e chegamos a conclusão de que você seria perfeito para ensinar Hip Hop em nossa Academia. Aguardamos uma resposta para darmos mais detalhes, obrigado."

Abby piscou algumas vezes e olhou para Adam.

– E então? – ela perguntou.

– E então? – ele se levantou – é só isso que tem a dizer?

– Oque quer que eu diga?

– Não sei, talvez o que acha disso tudo.

Ela mordeu o lábio deixando o celular dele em cima de sua mesa se sentando onde ele estava antes.

– Oque eu acho?

– Por favor – ele foi até ela.

Ela o olhou bem e passou a franja rebelde do cabelo dele para trás.

– Eu acho que seria o maior otário de todos se não aceitasse.

Adam franziu o cenho.

– Então quer que eu vá?

Ela assentiu.

– Mas e... ?

– Eu iria, não se sinta culpado – ela acariciou a nuca dele.

– Eu vou sentir muito sua falta – ele a segurou.

– Também vou sentir a sua – ela sorriu – mas pense que vai conhecer um monte de dançarinas lá que assim como aqui vão ter uma tara pelo professor.

Ele sorriu.

– Nenhuma será igual você, tenha certeza.

– Obrigada – ela sorriu dando um selinho nele e se levantando para sair.

– Espera, isso é um adeus?

– Você vai quando? – ela o olhou.

– Em um mês.

Ela sorriu voltando alguns passos o segurando pela nuca o beijando.

– Um ensaio de adeus – ela sussurrou – um mês para me despedir de você.

– É muito pouco – ela a abraçou pela cintura.

– Alguns infinitos são maiores que outros – ela sussurrou e ele sorriu.

– Correto.

Ela o beijou novamente, sorriu para ele e saiu.

* * *

– Você vai cair daí! – Sam gritou.

– E se eu cair? – ela o olhou – eu morro, e daí?

– Calada – Sam quase riu – agora desce logo.

– Ai você se quebra e suas amigas loucas vão culpar quem? Eu! – ele disse.

Abby riu descendo naquela estrutura grande pulando a alguns poucos centímetros de Sam que a olhou pelos óculos escuros.

– Às vezes me pergunto oque você tem na cabeça – ele disse devolvendo a bolsa a ela.

– E qual a resposta que seu brilhante cérebro lhe dá? – ela sorriu.

– Nada.

– Que decepção de cérebro.

– Não, ele conclui que você não tem nada na cabeça.

Ela riu segurando o braço dele enquanto voltavam a andar, eles estavam em um parque muito bonito apenas aproveitando o tempo livre.

Abby avistou um grupo de garotos dançando Hip Hop no meio do local. Dançavam consideravelmente bem, mas não no nível dos dançarinos da ACBAH.

Ela olhou sugestivamente para Sam que negou com a cabeça.

– Nem pense nisso.

– Tarde demais – ela sorriu se aproximando do grupo.

– Hey, vai humilhá-los – Sam a segurou.

– Não, apenas dar um show – ela o olhou erguendo as sobrancelhas – na verdade, vamos dar um show, você vem comigo.

– Não.

– Sim.

– Não.

– Sim!

Sam a olhou e ela ergueu as sobrancelhas novamente.

– Ok – ele tirou a mochila do ombro – cinco? – ele tirou os óculos escuros os enfiando na mochila.

– Leu minha mente.

Abby amarrou a camisa xadrez que usava na cintura ficando com uma regata branca e short jeans.

– Quero só ver como vou dançar de jeans – Sam reclamou olhando para a calça jeans.

– Para de reclamar e vem.

Eles se aproximaram do grupo e Sam cruzou os braços coçando a garganta.

– Topam um duelo?

Os cinco olharam para eles.

– Claro – o menino sorriu.

– Peguem leve ok? Somos iniciantes – Abby disse e o menino assentiu olhando malicioso para ela.

– Claro princesa.

Sam apenas o olhou como se dissesse "eu tenho um punho e vou enfia-lo na sua cara".

– Posso... ? – Abby pegou seu celular e olhou para a caixinha de som deles.

– Fique avontade linda – outro se manifestou.

Abby selecionou uma música e colocou o celular na caixinha.

– Cinco nada, vamos no oito – Sam disse a ela.

– Mas o oito vai humilhar.

Os números significavam sequência de passos que eles praticavam.

– Exato – Sam disse.

– Ok, como quiser – ela trocou a música para uma mais rápida e deu play.

Uma pequena galerinha começou a se juntar para assistir, Abby e Sam foram para o centro e sorriram para os garotos e quando a parte da música certa começou a tocar eles começaram.

Abby teria rido da cara dos garotos, mas continuou com sua pose intimidante, já Sam sorriu de lado.

Sam encerrou com um mortal caindo bem perto dos garotos que recuaram. Ele sorriu de lado os reverenciando de brincadeira e indicou que eram a vez deles.

Um deles deu dois passos a frente e começou, Sam e Abby se olharam e Sam fez "um" com o dedo e Abby assentiu.

O garoto terminou e chamou Abby para o centro e ela foi. Fez um negócio espetacular com os braços de forma que parecia uma gelatina engraçada e Sam sorriu, os movimentou para frente e pegou o boné de um dos garotos o colocando e continuou. Colocou o boné em Sam indicando para ele prosseguir.

O último salto foi feito, Abby sabia que era o último, porque ninguém conseguiria superar oque Sam havia acabado de fazer, ele realmente humilhou.

Ele terminou e com os olhos perguntou "alguém encara?" nenhum dos garotos se manifestou. Sam se virou para as pessoas que assistiam e se curvou recebendo aplausos. Tirou o boné encaixando na cabeça do garoto a qual ele pertencia.

– Foi um prazer – ele sorriu logo após pegando sua mochila e a bolsa de Abby, colocou o ombro direito da mochila e deu sua bolsa a Abby saindo com o braço em volta de seus ombros.

– ACBAH BABY! – ele gritou enquanto saiam e Abby riu.

– Mandou bem – ela o olhou e ele sorriu pegando seus óculos escuros novamente.

– Eu sei – ele disse metido – merecemos uma pizza, não acha?

– Eu acho – ela concordou – também acho que você deve pagar.

Ele riu.

– Eu compro a pizza e bebidas e você os doces?

– Fechou – ela apertou a mão dele.

* * *

– Oi – Emily entrou na casa de seu pai vendo a enfermeira provavelmente fazendo o almoço dele.

– Oi Emily – ela sorriu e atrás dela surgiu Jay.

– Esse é meu namorado, Jay.

– Prazer – Jay estendeu a mão a Lucy que sorriu a apertando.

– O prazer é todo meu, Jay, sou Lucy.

– E o senhor Edwin? – Emily perguntou.

– Lendo o jornal da manhã, claro – Lucy sorriu.

Emily foi até a sala a Jay apenas a seguiu.

– Oi pai!

O homem já tem problema no coração e a menina ainda da um susto daqueles nele.

– Ai filha! – ele colocou a mão no coração e ela riu indo até ele sentando em seu colo dando um beijo bem demorado em sua bochecha.

– Oi Edwin – Jay sorriu

Edwin olhou para Jay, o carinho em seus olhos se esvaiu tão rápido quanto apareceram ao ver a filha.

– Pra você é senhor Davis.

Jay olhou para Edwin por alguns segundos e sorriu.

– Foi uma piada, entendi – Jay disse.

– Não foi piada – Edwin disse sério.

Emily engoliu seco.

"Eu vou com você" ele disse. "Seu pai não pode me odiar tanto assim" ele disse.

– Eu trouxe um presente pra você! – Emily tentou se desviar do assunto.

– Um presente? – Edwin sorriu e Emily assentiu abrindo a bolsa em seu ombro.

– Eu vi e achei tão a sua cara que tive que comprar – ela tirou uma caixinha da bolsa.

Edwin pegou a caixinha abrindo-a afobado, parecia uma criança. Emily sorriu quando ele sorriu olhando o Rolex.

– Nossa filha... é lindo – ele o segurou.

– Não é? – ela sorriu pegando o relógio com uma mão e o pulso do pai com a outra – é sua cara porque você é atrasado.

– Eu adorei, meu amor – Edwin beijou a bochecha da filha que sorriu o abraçando – e ah, tenho um presente pra você também.

– Sério?

– É, considerando que as coisas são suas – ele sorriu – achei uma caixa da mudança com algumas coisas suas, está lá no primeiro quarto.

Ela saiu apressada subindo as escadas para ver oque era.

A expressão de Edwin fechou novamente.

Jay meio nervoso se sentou no outro sofá.

– A-as gravações do CD, estão muito boas.

Edwin o olhou.

– É, eu sei – ele disse – ela tem talento, claro que estariam boas.

Jay assentiu.

– Acho que ela fica cada vez melhor.

Edwin o olhou novamente.

– Porque está fazendo isso, garoto?

– Fazendo oque? – Jay franziu o cenho.

– Tentando puxar assunto – Edwin se sentou direito – eu não gosto nenhum pouco de você, e se você tiver um QI de uma pessoa de 10 anos já terá entendido isso, então porque ainda tenta?

– Bom, o senhor é meu sogro, desejo que goste de mim porque estou com a sua filha agora.

– É, eu sei, não precisa me lembrar que ela está passando por alguma fase de demência. Porém, como você disse, está com ela agora, mas amanhã ela pode abrir os olhos e terminar isso.

– Senhor Davis, eu amo sua filha.

– Eu acredito que ame, já que ela é maravilhosa, mas você não a merece e sabemos disso – Jay tentou falar – só estou te alertando, que se você fizer algum mal a ela enquanto ela não percebe que é demais pra você, eu te mato – ele disse sério – e realmente não me importa quem seu pai é, se você ferir minha menina, eu te mato.

Jay engoliu seco.

Um grito bem alto foi ouvido do andar de cima e Edwin sorriu ouvindo os passos de Emily apressados nas escadas.

– Eu sabia que tinha livros faltando na minha estante!

Notas finais
Como sempre espero que tenham gostado e por favor não esqueçam de comentar pq estou pensando vagamente em fazer uma maratona semana que vem, mas isso só depende de vocês, claro. Até Sábado que vem!