A árvore de memórias

12 11. A árvore e a incerteza


Notas iniciais
de férias então engulam um capítulo de 3 páginas (ノಠ益ಠ)ノ


Daichi estava, como de costume, varrendo com exagerado esmero, o chão do pátio de sua grande casa. Havia também, seguindo a rotina, brigado com o pai que se recusava a tomar os remédios e dormir em seu quarto, além de vigiar o filho que precisava ser um excepcional estudante de medicina. O futuro senhor Endo era um homem rígido, frio e extremamente exigente — o que combinava perfeitamente com sua aparência de homem alto, branco e de cara fechada. Seus longos cabelos negros presos faziam com que ele parecesse um pouco assustador também — e assim seguia a família Endo, de homens pálidos e assustadores. E Se existia algo que Daichi amava, além de sua falecida esposa, era a rotina. Então, estava satisfeito com seu dia até o momento, que foi obviamente estragado com a chegada de Natsume, que para ele não passava de um moleque estranho que por acaso, agora tinha nos braços uma jovem de vastos e rebeldes cabelos ruivos mais estranha ainda.

Natsume sabia, graças aos últimos encontros com o futuro senhor Endo, que não seria bem recebido e também não havia tampo para causar boa impressão. Por isso, ao se aproximar juntou todo o pouco fôlego que lhe restava — já que não podia deixar Madara carregar a menina, que apareceria flutuando para quem não pudesse ver yokais — e gritou como se não houvesse amanhã.

— SENHOR ENDO!!! — O rapaz corria o mais próximo possível para debaixo da janela do velho Endo. Daichi, extremamente surpreso, não pôde mover um músculo até que viu o pai sair pelo espaço da janela.

— HEY!!! — Gritou o futuro senhor Endo. — O QUE DIABOS DEU NA SUA CABEÇA, GAROTO? — O homem se aproximou e num reflexo direcionou a mão até o ombro de Natsume, na intenção de segurá-lo violentamente, até que foi interrompido por seu pai

— Daichi!!! Não se atreva a encostar um dedo nesse rapaz — Disse, pela primeira vez num tom firme e assustador, Ryotaro.

O Clima se manteve estranho por um longo tempo. Daichi, apesar de aparentar ter lá seus 35 anos — e pelo contexto da família, deveria ter muito mais — o seguiu, porém mal conseguia esconder seu rosto que parecia de criança quando repreendida. Ryotaro, do qual Natsume estava acostumado a ver olhares leves e brincalhões, tinha a face séria e assustadora.

Takashi foi direcionado, junto com seu gato até um quarto, onde colocou Itsuki numa cama, e começou a explicar a situação para Ryotaro, sem censurar qualquer parte, apesar da presença do filho dele alí. Portanto, Daichi agora sabia que que Itsuki era uma meio- yokai, filha de seu avô com a yokai que servia à família. E após algum tempo de conversa, mesmo sem lhe ser solicitado, foi acordado que Itsuki passaria a morar com eles.

— ... Por mais que eu não goste muito disso, tenho que concordar que é a opção mais segura para ela... — Disse Natsume não muito agradado e encerrando a espécie de negociação.

— Oh....- Disse o Senhor Endo, recuperando o olhar brincalhão de sempre, dando leves cotovelada no rapaz — Será possível que você esteja apaixonado pela minha irmãzinha?

— ...!! — Natsume, extremamente vermelho, levou alguns segundos se afastando até a porta do quarto antes de responder — Claro que não, não diga coisas embaraçosas como essa!!

— Eu falei brincando, mas do jeito que ele reagiu eu começo a achar que é verdade... — Sussurrou o Senhor Endo para seu filho, que não pareceu se importar muito.

Algum tempo passou até que Itsuki acordasse. Nem Natsume e nem Madara estavam por lá, pois o rapaz precisou voltar antes que a guardiã chegasse a feira. Por isso, e por estar num local totalmente diferente do comum para ela, ficou bastante desorientada e assustada. Logo, a porta do quarto em que estava abriu, revelando o Endo mais jovem, Hideki.

— Ah, você acordou! — disse o jovem com um leve e cansado sorriso nos lábios.

Hideki era um jovem de 18 anos. Havia recentemente entrado na faculdade de medicina como seu pai desejava e por isso estudava rigorosamente. Ao contrário de Daichi, que era bastante alto e assustador, Hideki não parecia ter mais que 1,75. Seu rosto, também muito branco, era bem mais leve e gentil, apesar de as olheiras — adquiridas pelo estudo excessivo. No mais, parecia que mantinha a tradição: seu cabelo também era grande — batia na altura dos ombros — e muito negro.

— S-sim... — disse Itsuki, ainda bem desorientada, olhando para o próprio colo.

— Oh, desculpe. Eu não me apresentei. Sou Hideki, seu primo, ahn... ou algo do tipo. Meu pai me enviou para ver se você estava melhor — o rapaz continuou com o sorriso sincero, se aproximou e entregou para ela um copo d’água. — Como você está?

— Ah... — Então, conclui Itsuki, estava na casa de seu irmão, provavelmente na forma de humana, visto que os dois não conseguiam vê-la antes. — Estou bem, obrigada.

— Então, Itsuki-san! — o rapaz tentou puxar assunto, se sentando ao lado dela — fiquei sabendo que você veio de longe para ficar conosco.

Então escutaram um barulho vindo da porta. Ryotaro entrou de maneira desajeitada, interrompendo a conversa entre os dois. O mais jovem Endo ficou estranhamente quieto e envergonhado com a presença do avô, que não pareceu se importar.

— Itsuki-chaan~ — disse o velho, em tom de brincadeira — Já ficou sabendo que vai morar aqui? Estamos preparando um quarto para você. — O senhor Endo fez um gesto para que o rapaz mais jovem deixasse o quarto e quando este o fez, sentou-se ao lado da meio-yokai. — O menino Natsume te trouxe aqui, porque você se transformou em humana. Não é muito seguro você ficar por lá — continuou a falar, agora mais sério — E já que de qualquer maneira essa casa também é sua, é melhor ficar por aqui. Só preciso que você trabalhe comigo, ok?

— ... E Onde está Natsume-san...? — Perguntou Itsuki, ainda bem desorientada com a quantidade de informação que estava recebendo de uma só vez. Apesar de estar ao lado de seu irmão, não conseguia se sentir segura sem a presença de Natsume e Madara naquele momento. Precisava falar com eles.

— ... Em casa, provavelmente? ... Mas voltando ao assunto — Ryotaro respondeu de maneira rápida devido a sua empolgação com a notícia de que a menina moraria alí agora. — A história que vamos contar para qualquer um que perguntar é que você é minha sobrinha-neta, que morava fora e agora veio morar conosco, ok? Vamos ver um país! .... Holanda está bom?

— ...Holanda?

— Então será Holanda — falou o velho, ignorando completamente a menina. — Então, o que vamos contar para eles?

— .... Que sou sua sobrinha neta que morava na Holanda e agora vim morar aqui... — Disse Itsuki extremamente desanimada, mas desistindo de fazer qualquer outra pergunta.

— Ok então! Vou pegar o computador do Hideki e mostrar algumas fotos da Holanda pra você!!

Com isso, Ryotaro saiu correndo como uma criança, enquanto Itsuki tentava entender em que situação se encontrava. Parecia que Natsume e Nyanko-sensei haviam a abandonado, provavelmente porque ela acabou dando muito trabalho se transformando em humana novamente. Por mais que tentasse, não conseguia se sentir bem com isso. Precisava pedir desculpas, mas será que eles iriam querer ouvi-la mais uma vez?

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Notas finais
então @_@' em um momento [deixei grifado] Um dos personages (Hideki) chama a Itsuki de prima. As you can see, esse grau de parentesco está errado (...ela é....tia avó dele?) mas acho que deu pra perceber que o erro foi proposital, não? D:< Ele basicamente não sabe que ela é yokai, ao contrário do pai dele. Resolvi deixar claro aqui de qualquer forma xD