A Única Exceção do Rei
20 Tarde de Amor, Noite de Entrega
Notas iniciais

Thranduil:
Sua bela face de menina-mulher sorria enquanto nossos corpos descansavam na pedra da cachoeira. Ela estava estonteante naquela tarde, ainda mais agora. Parecia que descobrira o mundo guardado dentro de si capaz de lhe proporcionar o prazer mais soberano.
Melrise tinha tudo para enlouquecer qualquer homem que quisesse, só não havia percebido isso ainda. Por um segundo me senti mal imaginando-a com outro explorando as curvas do seu corpo, e eu não estava disposto a deixar aquilo acontecer. Um sentimento de posse apoderou-se de mim, uma ira sem sentido. Não havia ninguém capaz de leva-la para longe a não ser eu mesmo, mas sabia que de alguma maneira iria acontecer, porque eu estrago todas as coisas boas que ganho da vida de bom grado.
Não me agradou tais conclusões. A humana me deixava confuso, explorava lados meus que nem eu mesmo sabia que existiam e outros que há tanto tempo estão guardados a sete chaves. Porém, confesso, ando preferindo sentir todas essas emoções juntas ultimamente do que voltar a ser o que era: um rei que precisa governar a duras mãos e fingir ser o que realmente não sou.
Melrise:
A noite caiu silenciosa. A única coisa que emitia algum som eram os sapos e os grilos que cantavam tranquilos e em paz ao longo do campo imenso. Nem mesmo a respiração do rei era ouvida por mim. O vento soprava um pouco mais forte, balançando as cortinas vermelhas ferozmente e as estrelas foram tampadas pouco a pouco pelas nuvens carregadas no céu. O tempo que há momentos atrás estava abafado cheirava a orvalho agora. As gotas finas desciam do céu negro transformando a temperatura para mais fria.
Thranduil secou-se na sala após se certificar que eu estava vestida e foi rumo ao quarto colocar uma roupa confortável enquanto eu preparava algo para comermos. Meu estômago roncava impaciente à espera do ensopado de batatas que estava cozinhando. Peguei um cacho de uvas e passei a come-las com total apetite, que de repente parecia mais assedentado.
A brasa estava comprometida por causa de uma fresta na madeira, onde soprava o vento de fora. Coloquei meu corpo como escudo entre o quente e o frio e me senti arrepiar os braços desnudos.
Saber que Thranduil havia conseguido ir um pouco mais longe nesta tarde e ao mesmo tempo fora gentil e carinhoso comigo me deixara atônita. Eu havia percebido que ele aguardava o momento certo para tocar-me, só não esperava que o mesmo fizesse questão de me proporcionar prazer também.
O rei voltou com uma manta em seus braços, envolveu-me nela e deu um beijo singelo em meus lábios.
— Está esfriando. – Disse, retirando-me do transe. – Não quero que fique doente.
Assenti e cobri meus braços com ela, sentindo-a proteger-me do vento que insistia em atrapalhar o fogo da lenha.
Sentamo-nos em meio as almofadas no carpete felpudo perto da lareira, servimos o jantar na mesinha de centro em silêncio e passamos a comer. Me sentia um pouco envergonhada, o bastante para não conseguir olhar em seus olhos. Ele havia visto o mais profundo de mim, algo que nem eu mesma conhecia.
— Vinho? – O elfo oferecera-me e encheu uma taça com um doce quando aceitei. Gostava dos vinhos suaves, já ele se esbaldava nos secos e brancos. Mas eram amargos, e de amarga para mim já bastava a vida.
Serviu-se de sopa e pão e comia sem tirar os olhos da minha figura ao seu lado.
— O que foi? – perguntei depois de um tempo, percebendo que o mesmo não desviaria o seu olhar curioso.
— Estás envergonhada? – Questionou. Fiz que sim com a cabeça. – Por que?
— Eu não sei. – Bebi um pouco mais de vinho com a esperança de que ele me ajudasse a encontrar fôlego e solução para aquela pergunta. – Talvez... fosse porque sou humana e humanos são falhos.
O rei riu por um momento, abafando com um pouco de vinho logo após.
— Não há nada em você passível de vergonha, Ris. – Admitiu, deixando seu dedo percorrer minha bochecha que eu podia jurar que estava rubra. – Sempre fora tão confiante de si, e isso me encoraja. Não precisa envergonha-se com algo tão comum. Teu corpo é perfeito, você é perfeita.
“Os seus lábios, a sua voz doce, teus cabelos tão sedosos, teu cheiro, suas curvas, seu ímpeto e sua teimosia são coisas que fazem de si única. Nunca conhecera alguém tão incrível, mesmo elfa.” – Thranduil completou, tomando a minha atenção para si totalmente agora.
“Mesmo elfa? E a sua mulher?”— Desejei perguntar, mas me calei perante o seu elogio.
Sorri em agradecimento para ele naquele instante. Sabia que era besteira comparar nossos corpos e nossa estética, mas mesmo sabendo que ele era perfeito, não deveria mesmo me envergonhar diante dele. Nossos olhos viam um ao outro com admiração, e eu sabia que mesmo que tivesse algo de muito errado comigo, para ele seria perfeito.
Terminamos nosso jantar comentando sobre coisas bobas, como de costume. Falar sobre problemas pessoais era um pouco doloroso, e mesmo conseguindo desvendar os seus traumas e mistérios e ele os meus, conversar abertamente sobre eles com Thranduil eram outros quinhentos. Não desejava despertar a sua fúria, muito menos incomodar, sabendo que ele estava ali justamente para esquecer dos impasses que insistem em acompanhá-lo.
Retiramos a comida e deixamos apenas o vinho na mesa. Metade da garrafa que bebia já se fora, e eu confesso que estava um pouco mais alegre que antes. Thranduil bebia outra, esta que estava quase seca, tinha um cheiro alcoólico mais forte. Contudo, precisava de muito mais vinho para ele sentir uma mínima tontura.
— Temos uma produção de vinho particular na floresta que usamos especialmente durante as festas. – Comentou, rindo dos pingos que se espalharam em minha face quando me engasguei posteriormente por causa de uma piada totalmente inadequada que ele fizera. – Um feito de mirtilos, que deixa a sua cor curiosamente azulada. Serve para embebedar os elfos a longo prazo, dando a eles conforto durante as longas horas de celebração. E outro com uma cor rosada, de morango e mais um ingrediente super secreto. Este a derrubaria com apenas um gole, pois tem a capacidade de deixar qualquer ser bêbado. Seu teor alcóolico é altíssimo.
O elfo parecia orgulhoso enquanto falava sobre seu reino. Haviam muitas coisas lá que eram incríveis e mágicas, e ele sabia que tinha um toque encantador de suas mãos em tudo.
— Nunca me oferecera nada disso enquanto estava por lá, majestade. – Provoquei, relembrando meus dias no castelo.
— Era uma menina, Melrise. Ainda é. Creio que não deveria oferecer tais coisas a você.
— Me oferece agora. Não passou tanto tempo. – Continuei.
O rei suspirou e encarou-me ali ao seu lado.
— Me confunde as suas atitudes, mas sei que estás pronta para experimentar tudo o que o mundo tem a oferecer, e confio que está na idade correta para isso. – Explicou enquanto retirava uma mecha de cabelo do meu rosto. – Não és mais uma criança, tão pouco ainda se tornou mulher madura. Estás começando a sua caminhada e decidindo o que gostas ou não, e eu apenas a assisto escolher.
O elfo mantinha uma expressão calma e relaxada naquela noite. Lá fora, a chuva começava a se intensificar, tornando o barulho ritmado e cômodo.
Thranduil beijou minha bochecha e sorriu com os olhos, acolhedor. Tocou em minhas mãos e as envolveu com as suas.
— Já eu, sinto que o peso dos anos mudara minha verdadeira identidade. – Confessou, deixando os olhos vagos num ponto fixo no chão.
— Consigo vê-lo, Thranduil, dentro dos teus olhos e em tuas feições amarguradas exatamente quem és. – Disse, retendo o seu olhar no meu. – Há tantos segredos guardados dentro do seu coração que às vezes eles escapam através de um milésimo de tempo. Percebo quando conta uma mentira, e quando deseja fazer o contrário do que deve.
O elfo engoliu em seco, tornando o seu rosto rígido como quando precisa apagar de sua face o medo que o corrói de alguém descobrir seus segredos mais íntimos.
— Não precisa se fechar dessa maneira. – Elucidei quando percebi suas mãos paralisarem sob as minhas. – Não digo que consigo ler os segredos que mantém a sete chaves guardados dentro de si, apenas sei quando o que diz não é real.
— Gostaria de saber como faz isso. – Pediu, aproximando-se um pouco mais a ponto de nossos corpos colarem um no outro. – Há anos tento demonstrar firmeza em tudo o que faço.
— Está aí, em seus olhos frios. – Comunico, encarando-o de frente. – Estremecem em fúria, dilatam de desejo, afinam quando estás incomodado e mal humorado, marejam quando deixa seus sentimentos à flor da pele. Sua face permanece rígida, mas os seus olhos são o espelho de sua alma.
O rei parecia confuso com toda aquela informação. Piscou diversas vezes, desviando sua atenção de mim na tentativa já frustrada de não se revelar.
— É tarde demais, não adianta fugir. Olhe para mim. – Pedi, tocando-lhe a face atormentada do elfo. Ele me encarou mais uma vez, suspirando logo após. – Do que tem medo?
Thranduil abrira e fechara seus lábios quase em resposta. Parou de tentar dizer alguma coisa, recuando de possivelmente contar algum segredo íntimo. Engoliu o ar novamente, tocou em minha mão e a colocou em seu rosto, alisando a sua pele com ela.
Beijou-a delicadamente, suspirando o ar pesado.
— Eu a desejo mais do que viver. – O rei disse, pegando-me de surpresa. Não esperava por aquilo. – Isso tem me atormentado há dias, porque pareço ter perdido a essência do meu ser. Ou recuperado, não sei exatamente. Há anos não sei o que é sentir ser amado por alguém.
As batidas do meu coração podiam ser ouvidas por ele, tinha certeza disso, pois vieram tão fortes a cada palavra dita.
Senti os seus lábios se aproximarem dos meus devagar, pedindo espaço entre eles gentilmente. Thranduil sempre demonstrava pressa em tê-los para si, contudo, dessa vez, apreciou o gosto de nossas bocas juntas pacientemente, regozijando-se do sentimento que aflorava aos poucos. Senti seus dedos enroscarem meus cabelos, sua pele fina e delicada da mão aquecida segurando-me a cabeça, enquanto a outra estava firme na cintura.
Sua língua enroscada na minha, pronta para começar uma briga por dominação. E ele sempre ganhava.
Separei nossas bocas por um segundo e o fitei. Desejava-o para mim na mesma intensidade, com a mesma volúpia.
— Se me queres, então serei tua. – Afirmei, tocando nossas testas uma na outra, cochichando as últimas palavras como um segredo que deveria ser guardado apenas para nós dois.
O elfo, que estava já com as suas pupilas dilatadas novamente, emanava de sua derme um calor intenso e cheio de desejo. Tomou-me os lábios novamente e os sugou com maestria.
Deitou-me no chão, no tapete, apoiando algumas almofadas abaixo de mim para não doer o corpo.
— Não brinque comigo novamente. — Mordiscou o lóbulo da minha orelha e disse baixinho. – A última vez que isso aconteceu não estavas falando sério.
Sorri para ele e mordi os lábios. Agora era diferente porque não havia nada em jogo, e eu apenas estava fazendo por vontade própria.
— Me faça sua. – Toquei seus cabelos e o acariciei.
O senti beijar meu pescoço mais a baixo e subir lentamente com a sua língua. Parou novamente em meu ouvido e cochichou.
— Quero me perder em seu corpo inteiro. – Um arrepio subiu pela espinha e me fez contorcer abaixo de si. Meu íntimo já começava a formigar ansioso pelo seu toque. – Em cada pedaço teu, cada canto de suas belas curvas.
O elfo subiu uma de suas mãos por dentro do meu vestido e apertou a coxa esquerda enquanto voltava a beijar o meu pescoço. Desceu com os seus lábios travessos e cobiçosos para o meu decote, espalhando ali alguns beijos ferozes. Tocou-me os seios acima do vestido, descendo com a sua alça logo após, revelando o espartilho apertado para si.
— Tem outra vestimenta por baixo? – Bufou ao notar as diversas amarras que seguravam a peça bege-rosada que vestia. Ri dele por um segundo notando a sua frustração.
— Deverias saber, fora o senhor que trouxera minhas roupas para cá. — Sentei-me à sua frente e me virei de costas. Thranduil tomou as fitas para si quando desamarrei o nó do laço.
— Trouxe-lhe diversas camisolas também, deveria experimentar dia desses. – O elfo sussurrou por trás, beijando meu ombro enquanto desamarrava o espartilho.
— Peças estas que são praticamente transparentes, hein, majestade? – Provoquei.
Thranduil sorriu abafado entre o beijo que dava em meu pescoço.
— Tens um corpo maravilhoso. – Murmurou, indo com as suas mãos de encontro aos meus seios quando foram libertos pelo traje íntimo que ele jogara para longe. – Teus seios... – O elfo gemeu entre um aperto e outro, entre um beijo e uma mordida leve que me fez suspirar alto. — ... São lindos.
Mais do que depressa me virei novamente para ele. Dessa vez eu tinha urgência em tomar-lhe os lábios. Senti a pele liberta do meu corpo quase nu de encontro com as suas roupas que já me eram incomodas.
Eu o que queria da mesma maneira que estava nesta tarde na cachoeira: sem nenhuma peça de roupa.
Apressadamente puxei sua camisa para cima afim de libertá-lo dela. O rei riu quando a sentiu agarrada em sua cabeça, quase sufocando-o. Contudo, após conseguir se livrar, seu peitoral alvo e firme se mostrou para mim. Toquei-o de cima a baixo, beijando um caminho entre o pescoço e o início de sua barriga desta vez.
Ansioso e ofegante, Thranduil recomeçara a tirar o restante do meu vestido que pendia abaixo da minha cintura. Roçou os seus lábios em meu umbigo quando conseguiu, subindo lentamente até os meus seios.
Abocanhou um dos bicos e os excitou com a sua língua travessa e sedenta. Se dividiu entre eles, os beijando com tanta sede que parecia estar prestes a perder-me caso não continuasse. Apertava-me as coxas entreabertas que o acolhia no meio de minhas pernas.
O rei subiu novamente para beijar-me, abafando os gemidos que eu não fazia mais questão de esconder. Estava tão desesperada para senti-lo quanto ele, e a cada beijo que recebia sentia em minha pele o meu corpo se preparar para me entregar.
Eu o amava naquele instante, não podia mais negar a mim mesma. Cada segundo de sufoco parecia valer a pena apenas por estar ali, em seus braços.
De repente, ouvimos um barulho alto vindo de fora. Isso fez com que pulássemos de susto. Mas rimos quando percebemos os relinchos dos cavalos que pastavam tão próximos à cabana.
O rei e eu sabíamos que aquilo era totalmente inadequado. Não éramos casados, não pretendíamos falar sobre isso, apenas continuar. Por mais que eu estivesse insegura por estar com um homem antes do matrimônio, o sentimento de erro não se apoderou do meu corpo naquele instante. Perdia a racionalidade quando se tratava do elfo.
Apenas de calça neste momento, o rei se aproximou da janela para ver se havia algo de errado. Seu peitoral subia e descia demonstrando a ânsia por fôlego. Sua pele brilhava um pouco avermelhada, assim como o seu rosto e lábios.
Levantei-me e encarei a janela seminua, sem me importar com o fato de que poderia ter alguém rondando a casa.
— Há algo errado? – perguntei para o elfo, que se virou e deparou comigo quase colada nele com os bicos dos seios ainda excitados.
— São só cavalos. – Esclareceu, tomando-me para os seus braços novamente, voltando a sua atenção para mim.
O elfo beijou-me com tanto calor que mal percebi nossos pés descolarem novamente para o meio da sala. Dessa vez ele se sentou no sofá e me colocou de pernas abertas em seu colo. Senti o volume do meio de sua calça pulsando quando nossos íntimos se tocaram ainda revestidos e rebolei nele, provocando seus gemidos de prazer.
Thranduil voltara a beijar meus seios e apertar os meus quadris violentamente enquanto eu apenas conseguia senti-lo em mim e gemer o seu nome de novo e de novo.
Descera sua mão para a última peça que cobria o meu corpo e deslizou-a entre as minhas pernas. Jogou-a para o alto, vitorioso, sorrindo cheio de malícia, pronto para me atacar a qualquer instante e me deixar louca com a nossa intimidade.
Repousou gentilmente meu corpo no sofá, tomando a visão de mim totalmente nua para si. O elfo acariciou desde o meu rosto até as penas, guardando em sua lembrança cada detalhes que conseguia.
— Eu poderia observá-la a noite inteira. – Com os lábios vermelhos como sangue, disse. – Poderia guardá-la neste exato momento para sempre num quadro. Ah, Melrise.— Ele gemeu meu nome, beijando minha barriga, descendo pelo caminho de mais cedo. – És tão formosa. Um deleite de mulher.
O rei chegou onde queria e beijou minha virilha com delicadeza. Como fizera antes, recomeçara a beijar onde pulsava desejoso, fazendo-me contorcer entre os seus lábios.
Ele queria me fazer delirar antes que pudesse me tornar sua. Eu estava prestes a força-lo a ir adiante, pois meu corpo parecia querer explodir novamente entre o seu que emanava calor de sua derme avermelhada de tanto tesão.
Thranduil, dessa vez, colocou um de seus dedos dentro do meu íntimo e começava a estoca-lo lá dentro cuidadosamente enquanto ainda rodeava a sua língua e assistia me contorcer.
Se queria que eu dissesse sim para ele, sim para o nosso ato, sim para aquela loucura sem restar o mínimo de ressentimento, ele estava conseguindo. Porque eu não queria mais nada dessa vida a não ser sentir o rei dentro de mim, tomando-me totalmente para si.
Puxei sua cabeça para olhá-lo nos olhos. Com alguma dificuldade na fala, prossegui:
— Por favor, estás a me enlouquecer. – Supliquei, notando seus olhos quase negros por causa da dilatação de suas pupilas. Ele parecia outro naquele momento. – Me faça logo tua. – Gemi entre a falta de fôlego e o prazer pulsante que consumia a minha carne por dentro. – Eu quero ser sua, majestade.
O rei sorriu para mim e mordeu os lábios com tanto fervor que eles pareciam contornados em sangue. Sentou-se entre minhas pernas, e passou a retirar a calça que igualmente voou de suas mãos para algum lugar naquele cômodo. Os sapatos que usava já estavam perdidos por aí, e a peça íntima que cobria o seu falo marcava os seus contornos volumosos. Puxei a mesma para baixo e retirei dele, colocando-me de joelho perante si no sofá. Quando voltei minha atenção para o seu corpo agora nu, me vi de frente ao seu membro que pulsava violentamente cheio de veias grossas que adornavam de cima a baixo.
Não consegui resistir à tentação. Toquei nele, que estava duro como pedra e prestes a explodir a qualquer momento. Curiosa, dei uma lambida por toda a sua extensão para descobrir que gosto tinha.
Thranduil suspirou quando sentiu minha língua tocar em seu membro, gemendo em agonia.
— Não há tempo para isso, preciso de você agora. – Ele disse quando percebeu que eu estava tentando brincar com ele da mesma maneira que fizera comigo.
O elfo beijou-me aos seus pés, empurrando meu corpo para o meio das almofadas novamente. Nossos gostos íntimos se misturaram naquele beijo, nosso prazer que emanava de nossas peles. Quando menos esperava, estava novamente com ele em cima de mim domando a minha boca cheio de luxúria.
Thranduil tocou meu íntimo novamente e abriu passagem com as mãos, encaixando o seu corpo no meu.
— Está preparada? – Questionou gentilmente, pronto para seguir a diante.
— Como nunca estive. – Afirmei e consenti, ansiosa por aquilo.
O rei, então, tocou em seu membro e fora de encontro à entrada da minha vulva.
— Relaxe, assim será mais fácil. – Comunicou quando me viu apertar os lábios involuntariamente. – Se doer, podes segurar em meu corpo e apertar. Podes gritar, gemer, e até me dar uns tapas se quiser.
Ri dele por um segundo até perceber que estava falando sério.
— Tudo bem. – Autorizei e relaxei o meu corpo ao máximo, permitindo que ele continuasse com o ato.
Thranduil então apertou mais uma vez seu falo na entrada do meu baixo-ventre, fazendo movimentos lentos e calmos de vai-e-vem. Beijou-me os lábios e começou a gemer abafado entre eles sentindo-me deflorar. A cada centímetro meu que era descoberto por ele sentia uma pulsação dolorosa vinda de dentro, e ao mesmo tempo um calor desperto pelo prazer de se tornar sua mulher.
Quis gritar, então foi o que eu fiz. Agarrei os seus ombros fortes, mas não me desvencilhei de seus movimentos ritmados lá em baixo.
Aos poucos ele conseguiu entrar todo dentro de mim. Suspirou aliviado por um segundo e tomou os meus lábios novamente antes de continuar. Senti um abrandamento da dor quando ele voltou a deslizar de cima para baixo.
Thranduil gemia forte. Segurou minhas mãos acima de meus cabelos, retirando-as de seus ombros e estocou com mais velocidade. O atrito fazia um barulho estranho e sensual ao mesmo tempo. Seus olhos estavam perdidos entre os meus e os seios que balançavam com a movimentação que ia cada vez mais forte. Num dado momento a dor havia se dissipado e tudo o que eu sentia era o preenchimento do seu membro que ia e voltava dentro de mim cheio de ânsia, acariciando um ponto que me dava cócegas internas, mas não a ponto de rir. Na verdade, parecia me excitar mesmo ardendo um pouco o seu contato.
O rei parou com seus movimentos por um momento, deixando-se entregue dentro de mim. Meu íntimo pingava de sangue e lubricidade. Sua respiração entrecortada no meu ouvido tomava fôlego e ao mesmo tempo espalhava beijos carinhosos por ali.
Thranduil recomeçou com os movimentos lentos novamente, fitando a minha expressão como alvo. Queria saber como eu me sentia a cada estocada dele.
Fechei os olhos e me deixei sentir cada investida com toda a concentração. Meu corpo se arrepiou da cabeça aos pés quando o senti massagear um ponto estratégico por dentro. Parecia que ele havia encontrado um lugar que me faria delirar de prazer, e estava insistindo nele enquanto via me contorcer gemendo o seu nome.
— Está bom assim? – Perguntou provocante.
— Muito... — Afirmei com um movimento.
— Quero que se deixe levar por essa sensação de entrega, Ris.
O rei continuou com aquilo até sentir meu corpo estremecer e paralisar, pronto para explodir em gozo. Satisfeito onde ele havia conseguido chegar, recomeçou com as suas estocadas fortes e deliciosas que me faziam contemplar suas feições anestesiadas de prazer.
Quando menos esperava uma sensação de arrepio intenso passou pelo meu corpo, formigando a minha intimidade, fazendo-me dar espasmos novamente, me entregando ao deleite daquela relação. Thranduil que gemia em meu ouvido, abafou o seu ápice entre os meus lábios, derramando dentro de mim o seu gozo cheio de vontade. Estava rígido, e assim como eu, seu corpo fora relaxando aos poucos enquanto o sentia estremecer aliviado.
Se retirando de dentro, deitou-se ao meu lado e passou a fitar o teto com um sorriso imenso no rosto. Ele parecia mais feliz do que jamais havia visto, e eu me sentia intimamente orgulhosa por isso.
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