A Última Dança
11 Capítulo 11- Retomadas
Notas iniciais
Caminhava calmamente pelas ruas até a escola de dança. Tsunade havia ligado pela manhã pedindo para que fosse até lá.
Quando chegou ao prédio, subiu as escadas tranquilamente, a música dentro do salão era tão alta que podia ser ouvida ainda da escadaria.
A rosada parou diante da porta e a abriu, tentando entender o que estava acontecendo.
-Que bom que chegou, precisamos da sua ajuda!
Shizune parou diante da rosada a puxando para dentro do local.
-O que aconteceu afinal de contas?
-Nada, e esse é o problema.
Quando a morena a colou diante deles, Sakura arregalou os olhos.
-Senhor Namikaze...
O que Namikage Minato estava fazendo ali?!
-Olá Sakura.
Ele lhe sorriu gentil.
-Yo Sakura!
Quando ela se virou pode ver Kiba se aproximando.
-Kiba...quanto tempo!
Eles se abraçaram.
A professora que a rosada havia visto lá no dia de sua visita vinha logo atrás.
-Sakura, esta é Mai, esta nos ajudando aqui na escola desde que Kurenai se foi. Disse Shizune.
-Muito prazer.
A jovem se curvou diante da cerejeira, era jovem e bonita. Tinha os cabelos castanhos claros curtos e olhos grandes e negros. Seu jeito tímido lhe lembrava um pouco Hinata na época da escola.
-Prazer Mai.
A cerejeira sorriu para ela, que se mostrou levemente envergonhada.
-Bom Shizune, qual era a emergência?
-Bom, na verdade, essa....
A morena olhou ao redor.
Sakura olhou também sem entender.
-O que? Sakura perguntou.
-Shizune, Sakura já chegou...a você está aqui,ótimo!
Tsunade apareceu saindo do atual escritório.
-Tsunade, pode por favor me dizer o que está acontecendo??
-Shizune, não acredito que não falou pra ela ainda!!!
A morena girou os olhos.
-Você fala como se fosse fácil.
A loira bufou.
-Sakura, é o seguinte, precisamos da sua ajuda.
A rosada não entendeu no porque enrolarem tanto para lhe pedirem uma simples ajuda.
-Claro, em que?
-Na dança.
Disse a morena.
-É o seguinte. Continuou a loira – Preciso que nos ajude para o próximo campeonato.
-Vocês vão competir? A rosada ficou surpresa.
-Sim só que...é pro campeonato nacional. Shizune completou.
-Uau, vocês estão no nacional!!
-Sim, só que tem um problema...
-Que problema?
-Olhe ao redor. Disse a loira.
A rosada olhou para as pessoas que estavam ali.
-O que tem?
-Precisamos de competidores!
Falou a loira.
-Mas, você não disse que a escola estava indo bem, com muitos alunos?
-Sim, e está, mas precisamos de alunos avançados. Pra participar do campeonato nacional é preciso que se tenha ganhado pelo menos uma vez o regional. E os mais avançados que nós temos, bom...você está vendo aqui.
A cerejeira começava a entender.
-Bom, o que você quer então é que eu os ajude a ensaiar, é isso?
-Bom, além disso...
Sakura respirou fundo, ela sabia que tinha mais.
-...precisamos de mais gente.
-Mas do que está falando, você tem gente aqui!
-Sim mas, como sempre..eles precisam de pares!
A rosada sentiu vontade de rir, sempre a falta de pares...
-Pelo menos um do casal deve ter vencido algum campeonato, e no caso, aqui presente somente o Kiba ganhou.
-Porque não dança então Shizune? Você já ganhou vários campeonatos.
-Não posso, eu tenho registro de professora daqui da escola, assim como a Mai. Representamos a escola, então devemos ensinar, não competir.
Regras estúpidas, pensou a rosada.
-Então precisamos de garotas que já tenham dançado antes.
-Isso mesmo. Disse a morena.
-E além disso, falta um casal.
Tsunade fechou com chave de ouro.
-Precisamos de no mínimo três casais para que a escola possa competir.
-Então precisamos de duas garotas e mais um casal.
-Isso mesmo Sakura. Tsunade sorriu marota.
Sakura sabia no que a loira estava pensando.
Sorriu de volta no mesmo tom.
-Acho que sei onde posso arrumar essas pessoas.
Todos pareceram animados.
-Torçam para que eles aceitem!
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Quando Yamaka Ino cruzou os portões das empresas todos arregalaram os olhos, desde as faxineiras até as secretárias e alguns acionistas.
-Senhorita Yamanaka, o que veio fazer aqui?
Uma bela e jovem secretária assim que viu a loira muito bem vestida saindo do elevador, levantou rapidamente de sua mesa e foi ter com ela.
-Vim ver minha empresa, não posso?
-Ah, claro...
A jovem parecia nervosa diante da figura esguia da loira.
-Reúna os acionistas, preciso falar com eles, TODOS eles.
Enfatizou a Yamanaka.
-Sim senhora!
A secretária então saiu apressada indo fazer o que a loira havia ordenado.
Ino se encaminhou para as enormes portas da sala da presidência, abriu sem nem ao menos bater.
-Olá Kabuto!
A figura sentada na enorme poltrona de couro sendo massageado nas têmporas por uma jovem abriu os olhos e se virou para a porta.
-Ino.
A loira retirou os óculos escuros de marca e se aproximou da mesa.
Ficaram alguns instantes em silencio.
-Saia sua estúpida, não vê que precisamos conversar?!
A jovem que antes o massageada abaixou a cabeça e saiu apressada, fechando a porta em seguida.
-Vejo que está me representado muito bem.
Ironizou a loira.
Kabuto se ajeitou em seu terno de marca e sorriu.
-Por favor, sente-se. A que devo o prazer de sua visita?
Ino pode sentir o leve tom venenoso na voz do homem.
-Vim ver como vai a MINHA empresa.
-Ah, muito bem, muito bem. Como sabe pelo dinheiro depositado todo mês em sua conta, vamos indo melhor que nunca.
A Yamanaka se sentou na cadeira diante da mesa em que Kabuto estava e se sentou cruzando a pernas.
-Sim, graças aos esforços do meu pai.
Ela fez questão de o lembrar.
-Sim, claro. Ele completou.
Ino sabia como Kabuto era, afinal ele tivera a quem puxar. Foi criado por Orochimaru, uma pessoa tão sem escrúpulos quanto ele. Orochimaru havia se aproximado dos Uchihas tentando ter poder nas empresas da família, mas tanto Fugaku quanto Sasuke sabiam do caráter do homem, que acabou não conseguindo o que queria. Mas com seu pai foi diferente...e quando ele morreu Orochimaru acabou tomando conta dos negócios já que considerava Ino inapta para isso, mas Orochimaru acabou também falecendo e Kabuto ficou em seu lugar.
-Bom, se veio apenas pra isso, lhe garanto que está tudo bem e não tem com o que se preocup...
-Ah, não não. Ela o interrompeu- Não foi só por isso, também vim me reunir com os acionistas.
Kabuto se ajeitou novamente na cadeira.
-E pra que, posso saber?
-Claro que pode. Vim retomar o controle da empresa da minha família.
Dizendo isso ela recolou seus óculos escuros e se pôs de pé.
-Te espero na sala de reuniões em 5 minutos.
E então se virou caminhando graciosamente até a porta, sem nem ao menos olhar para expressão de fúria no rosto de Kabuto.
-Então a patricinha quer brincar...
Disse pra si mesmo e sorriu com a lateral dos lábios.
CONTINUA....
Notas finais
Beijos e muito obrigada pelos comentários.
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