A Última Dança

29 Capitulo 29- Escadas abaixo


Notas iniciais
Nem demorei vai! Boa leitura.

Assim que adentrou no aposento viu a rosada deitada e de olhos fechados.

Aproximou-se dela, a observou por alguns instantes e depois sentou-se na poltrona ao lado da cama, passou as mãos pelos cabelos atrapalhados e fechou os olhos.

–Sabe que não o quero por perto, porque você insiste?

Sasuke abriu os olhos ao ouvir a voz da Haruno.

–Pensei que estava dormindo.

–Mas não estou. Fingir estar dormindo é a melhor maneira de fazer com que os outros me deixem em paz.

A rosada ia falando ainda com os olhos fechados.

–Como você está?

–Aleijada e grávida. O Que você quer?

O tom da cerejeira era seco.

–Ino...está ameaçando tirar meu filho de mim.

A rosada abriu os olhos.

–E?

Sasuke a encarou franzindo o cenho.

–Como assim e?! É meu filho.

–Ainda não ouvi uma resposta convincente.

–Sakura, é o meu filho e eu o quero junto de mim!

–Ah...finalmente uma resposta, você o que porque ele é seu, e como ele te pertence você tem que o ter por perto.

–Não..não é isso...

Sakura o interrompeu.

–Quantas vezes você o abraçou? Quantas vezes trocou suas fraudas, brincou com ele, cantou pra ele dormir, o beijou ou disse que o amava?

O Uchiha ficou mudo.

–Não me estranha que depois de tanto tempo ele não fale, não ande...ele é um menino perfeito e saudável, só não quer nem andar nem falar. Falar o que pra pais que nem se comunicam com ele, andar pra onde, pra um colo que ele nem conhece direito?! Quanto tempo você passou com seu filho desde que ele nasceu Sasuke?

O moreno ainda a encarava. Mudo.

–Você insiste que não foi atrás de mim por ele, mas no fundo eu acho que guarda um grande ressentimento por ele ter te atrapalhado em seguir a vida que queria ter, tanto você quanto a Ino.

Depois de alguns segundos em silencio ele respirou fundo, levantou-se da poltrona e saiu. Assim que cruzou a porta e a bateu pode sentir o amargo do gosto das palavras da rosada.

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Olhava pela janela enquanto o ortopedista e a fisioterapeuta lhe passavam as atividades do dia.

–Sakura, se não se concentrar seu corpo vai acabar se atrofiando.

–Já estou atrofiada.

A fisioterapeuta que ora esticava ora dobrava a perna da rosada se levantou.

–Já faz quase três semanas que está aqui e você parece não ter vontade de se recuperar.

Ela nada disse, permaneceu calada olhando para a janela.

A jovem então se aproximou do ortopedista que apenas observava e comentou.

–Acho que devemos encaminha-la para a terapia.

–Eu concordo, está visivelmente depressiva e não podemos tirar a razão dela. Vou escrever o encaminhamento.

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–Você não está muito concentrada ultimamente não é?!

–Hm? Ah, desculpe...é que com todo esse problema da Sakura eu não tenho tido muito ânimo pra dança.

–Eu entendo. Acha que Tsunade ainda vai querer que participemos do concurso?

–Não sei, ela também está muito abalada...não quer retomar as aulas, realmente não sei o que faremos.

Minato encarou a Hyuuga por alguns segundos, ela o encarou de volta e por um instante corou.

–Acho que já encerramos por hoje. Ela disse rapidamente.

–Nossa, é mesmo. Tenho que ir pra empresa, às vezes me esqueço que tenho um negocio pra cuidar.

Hinata sorriu.

Assim que terminaram de fechar tudo e colocar a chave no lugar de sempre, a morena pisou em falso no degrau da escada. Mas antes que pudesse sair rolando a mesma, grandes braços a seguraram envolvendo todo o seu corpo.

–Cuidado, sabemos o quão perigosas essa escadas podem ser.

A Hyuuga se virou e notou estar a apenas alguns centímetros do rosto do Namikaze.

Seu coração acelerou.

–Obrigada. Foi o que conseguiu sussurrar.

Ele sorriu e começou a descer as escadas, mas tinha a pequena mão dela entre a suas, garantindo que ambos chegassem até o final da mesma em segurança.

Quando atravessaram a portaria ele finalmente a soltou.

–Quer que a deixe em algum lugar?

–N-Não, eu prefiro andar, ajuda a refrescar as ideias.

–Concordo, até a próxima aula então.

–Até...

Ela disse e viu o mesmo indo em direção a seu belo carro importado.

E rezando silenciosamente para que o fato de seu coração estar acelerado fosse apenas pelo susto.

Mas, ao longe alguém a observava. Alguém que tinha algo entre as mãos e que sorria com as imagens que acabara de capturar.

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–Sabe, em uma terapia o paciente fala e o medico escuta, estamos aqui a quase dez minutos e você não disse nada.

A rosada direcionou seu olhar para a médica.

–O que quer que eu diga?

–Bom, diz aqui que você está em um estado preocupante de depressão.

–E?

–E estamos aqui pra melhorar isso.

–Pode me fazer andar doutora?

–Não Sakura, sabe que eu não posso.

–Então eu acho que isso não vai melhorar.

–Você está gravida não está?

–Sim.

–E como se sente quanto a isso?

–É só o que me impede pegar essa cadeira e me jogar de mais uma escada pra terminar o serviço.

–Então é só isso, só essa criança que te mantem viva?

–É, não posso condenar a vida dela só porque a minha está condenada, ela já sobreviveu uma vez.

–E quando ela nascer, aí sim é que ela vai mais precisar de você.

A cerejeira ficou em silencio.

–Vejo aqui em sua ficha que você só tem o seu pai de parente, certo?

–Sim.

–Não acha que ele se sentiria mal em te ver assim depressiva, ele está se esforçando muito por você não está?

–Meu pai...ela começou, Deus sabe o quanto eu queria poupa-lo disso.

–Porque? A medica perguntou.

–Meu pai deixou tudo na vida pra ficar com a minha mãe, perdeu a família, os amigos, tudo por ela e depois que nasci ela morreu. E então fomos sempre só nós dois, ele fazia de tudo pra que eu não sentisse a falta dela e nunca me faltasse nada...e nunca faltou. Então depois de anos ele encontrou alguém, alguém que ele podia amar novamente e foi ser feliz com ela. Eu estava tão feliz por ele... agora ele vai ter outro filho e por causa disso, dessa situação não pode estar lá com a esposa pra ver o filho dele nascer.

–Seu pai te ama Sakura, e nesse momento ele quer estar aqui com você.

–Eu sei, e isso pra mim é o pior, o meu problema está privando meu pai de estar vivendo a vida dele, não o deixa feliz estar longe da mulher e do filho...e muito menos isso tudo que aconteceu comigo.

A rosada ficou com a voz embargada e parou.

Depois de alguns instantes a doutora prosseguiu.

–E quem é Sasuke Uchiha?

–Ninguém. Respondeu desviando o olhar.

–Ninguém? Bom pois consta aqui que esse ninguém vem até aqui praticamente todos os dias mesmo com você recusando a sua visita, e é ele também que está custeando a sua internação aqui.

Sakura continuava muda.

–É, é um ninguém bem preocupado com você. Quisera eu ter um ninguém tão..apaixonado. Quando estiver pronta pra falar sobre ele, eu vou adorar ouvir.

O rosada voltou a encará-la, a doutora sorriu.

–Nossa tempo acabou.

A cerejeira nem notou o enfermeiro adentrando o consultório e se direcionando até ela.

Quando percebeu já estava sendo empurrada pra fora.

–Nos vemos na próxima consulta.

CONTINUA....

Notas finais
O próximo deve sair rápido! Beijos!